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Cinco problemas comuns no transporte de cargas e como evitá-los

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Ao todo, 62,2% do transporte de cargas do Brasil é realizado pelas estradas, segundo levantamento realizado pela Fundação Dom Cabral. Em um país de dimensões continentais como o nosso, problemas no gerenciamento eficaz do transporte impactam diretamente todos os setores da economia. Com uma variedade de condições climáticas e geográficas, regiões sujeitas a enchentes, deslizamentos de terra e áreas remotas de difícil acesso, as empresas enfrentam desafios para garantir a entrega segura das mercadorias. 

“As estratégias de planejamento e mitigação de riscos devem considerar estes fatores, incluindo, por exemplo, o controle de temperatura das cargas refrigeradas”, afirma Márcio Lira, fundador e CEO da Angel Lira, empresa de tecnologia para logística e gerenciamento de riscos. Segundo ele, existem inúmeros desafios no gerenciamento de riscos logísticos no Brasil. Aqui, listamos cinco deles.

  1. Infraestrutura deficiente

A infraestrutura precária em algumas regiões do Brasil é um dos principais obstáculos para o transporte de cargas. Estradas mal conservadas, portos congestionados e aeroportos saturados resultam em atrasos, danos às mercadorias e custos adicionais. Dados divulgados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023 revelam que 67,5% das rodovias federais e estaduais são consideradas regulares, ruins ou péssimas. A malha rodoviária do país abrange uma malha rodoviária de 1.720.607 quilômetros, dos quais apenas 213.299 são pavimentados, correspondendo a apenas 13% do total, segundo a CNT.

O número de pontos críticos nas estradas brasileiras – como quedas de barreiras, erosões na pista, buracos grandes e pontes estreitas ou danificadas – aumentou mais de 10 vezes desde 2013, segundo o estudo. Esses fatores elevam o custo operacional do transporte rodoviário de cargas, que chegou a 32,7% em 2023. “A condição das rodovias impacta o preço do frete e, consequentemente, o dos produtos para o consumidor final. Sem rodovias de qualidade, o consumo de combustível aumenta”, alerta Lira.

De acordo com o estudo, os resultados relacionados à avaliação da qualidade do pavimento, em que 56,8% são considerados regulares, ruins ou péssimos, e 43,2% ótimos ou bons, estima-se que, neste ano, 1,139 bilhão de litros de diesel serão consumidos desnecessariamente nas estradas brasileiras. “Além disso, esse tipo de transtorno ocasiona atrasos na entrega das mercadorias, aumentando as chances de acidentes e danos aos veículos”, lembra o especialista.

  1. Criminalidade e roubo de cargas

O Brasil ainda enfrenta altos índices de criminalidade, incluindo o roubo de cargas. De acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), o país registrou mais de 22 mil casos de roubo de carga em 2022, resultando em perdas estimadas em R$ 1,2 bilhão. No ranking global da empresa, o Brasil é o segundo colocado entre os países com maior número de roubos de carga, ficando atrás apenas do México. 

“O roubo de cargas se tornou lucrativo porque ainda há pouco investimento em sistema de rastreio de cargas roubadas, e os receptadores, que compram as cargas roubadas e incentivam o crime, permanecem impunes”, aponta Lira. Segundo ele, o aumento da criminalidade contribui para elevar o preço dos produtos legalizados, pois os custos dos seguros de transporte aumentam e são repassados ao consumidor final. Em 2017, no Rio de Janeiro, houve até risco de desabastecimento da capital, pois as corretoras passaram a não fazer seguros ou a cobrar preços exorbitantes, o que quase inviabilizou o transporte de cargas por meses.

  1. Complexidade tributária e regulatória

O ambiente tributário e regulatório no Brasil impõe desafios significativos ao transporte de cargas. Diferenças nos regimes tributários estaduais, impostos sobre circulação de mercadorias e exigências burocráticas aumentam os custos operacionais e complicam a logística. No relatório “Doing Business 2020” do Banco Mundial, o Brasil ocupava a 124.ª posição em facilidade de fazer negócios, refletindo as dificuldades enfrentadas pelas empresas no ambiente regulatório.

  1. Falta de rastreabilidade

A rastreabilidade ao longo da cadeia de suprimentos é outro desafio significativo. Sem sistemas eficazes de monitoramento e rastreamento, as empresas têm dificuldades em identificar e mitigar riscos em tempo real, aumentando a vulnerabilidade a perdas e danos. Segundo Lira, 60% das cargas transportadas no Brasil não são rastreadas, o que impede que as empresas saibam onde as mercadorias estão durante o trajeto ou quando chegarão ao destino. “Sem acompanhamento, a carga atrasa e ninguém sabe quanto tempo vai atrasar. Só sabe quando já está efetivamente atrasado”, diz.

Segundo o especialista, o avanço das tecnologias 4G e 5G ajuda bastante nessa questão, mas nem todas as transportadoras investem nesse custo. “Mais de 70% das transportadoras do país são de pequeno porte e dependem da competitividade de preço para se manter no mercado. Isso leva muitas delas a não perceberem que um investimento de 5% pode resultar em uma economia de 50% a médio e longo prazos”, pontua.

  1. Condições climáticas e geográficas

As fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul entre o final de abril e os primeiros dias de maio são um exemplo claro de como as condições climáticas e geográficas do Brasil afetam diretamente o transporte de cargas e, por consequência, o abastecimento e o preço dos produtos. Queda de pontes, deslizamentos de terra e pistas inundadas, entre outros problemas, deixaram diversas cidades isoladas. Importantes rotas de escoamento da produção gaúcha foram comprometidas. Um balanço divulgado pelo governo do estado no dia 10 de maio registrou 170 pontos de bloqueios em 79 rodovias estaduais. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostraram 61 pontos de interdição em estradas federais.

Riscos como esse não são previsíveis, mas, segundo Lira, podem ser monitorados por meio de tecnologias como Internet das Coisas (IoT), análise de dados avançada e inteligência artificial. Essas ferramentas oferecem visibilidade em tempo real, identificam padrões de risco e facilitam a tomada de decisões rápidas e estruturadas.

Sobre a Angel Lira

Com mais 20 anos de mercado, a Angel Lira é uma das maiores empresas de tecnologia aplicada a logística, transporte de cargas e segurança do Brasil. Monitorando cerca de 3 milhões de viagens por ano, conta com a maior base de dados do transporte de cargas do país. Tem como clientes os principais players do mercado, registrando 100% de crescimento nos últimos cinco anos.

Pesquisa revela impacto das redes sociais no desempenho escolar e no sono dos estudantes

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Estudo elaborado por aluno do Ensino Médio e UFPR ouviu cerca de mil alunos

Uma pesquisa iniciada como projeto escolar evoluiu em uma investigação abrangente que explora como o uso das redes sociais afeta o desempenho acadêmico e o sono dos jovens. Conduzida por Daniel de Aguiar Thomé, um estudante de 16 anos do Positivo International School, de Curitiba (PR), em parceria com especialistas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a pesquisa destaca um dilema crescente na vida moderna: encontrar um equilíbrio saudável entre a presença digital e o bem-estar físico e mental.

Com a colaboração do chefe do Departamento de Estatística da UFPR, Paulo Justiniano Ribeiro Júnior, e do aluno do curso de Estatística, Caio Gomes Alves, o projeto analisou dados de aproximadamente mil alunos de 12 unidades do Colégio Positivo, com idades entre 10 e 19 anos. A análise revelou que, ao mesmo tempo que compromete o desempenho acadêmico, o uso das redes sociais altera o padrão de sono dos estudantes.

“Desde o início, o interesse pela estatística e pelo comportamento humano me motivou a investigar esse tema”, compartilhou o estudante, cuja inspiração foi um trabalho anterior realizado no 9.º ano. “Percebi que transformar isso em um projeto extracurricular seria uma oportunidade única para explorar minha paixão e contribuir para uma causa significativa”, afirma.

Dados

  • A pesquisa revelou que o TikTok é a rede social mais utilizada, com 47% das menções, seguido por YouTube (22,1%), Instagram (19,6%), WhatsApp (7,5%), Twitter (1,6%). O Facebook aparece em útlimo lugar, com apenas 0,4%. 
  • Quanto às horas de uso, a maior parte utiliza redes sociais durante 2 horas (19%), 3 (18,4%) e 4 horas (15,3%), com uma média de 4,39 horas. 
  • Sobre horas de sono, 39,9% responderam que dormem cerca de 8 horas por noite, seguido por 7 (23%) e 9 (14,9%), sendo a média, 7,70 horas. De acordo com os dados do estudo, quanto mais o aluno dorme, no geral, melhores são as notas escolares.

A pesquisa teve o apoio da diretora do Positivo International School, Mariângela Hoog Cunhaque facilitou a comunicação entre os colégios para a coleta de dados. “O estudo não só evidenciou uma correlação entre o uso excessivo das redes sociais e um desempenho acadêmico inferior, como também destacou os impactos negativos no padrão de sono dos alunos”, enfatiza Daniel.

As descobertas alcançadas foram tão significativas que garantiram a publicação do trabalho de Daniel Thomé no RBras (Região Brasileira da Sociedade Internacional de Biometria) deste ano, um dos maiores congressos de estatística da América Latina. “O próximo passo é divulgar os resultados para conscientizar as pessoas sobre os problemas associados ao uso excessivo das redes sociais”, ressalta o estudante. “Embora a fase de pesquisa esteja  concluída, nossa missão de educar e informar está apenas começando”, reforça.

O projeto será apresentado no RBras pelo aluno da UFPR, Caio Gomes, que representará a equipe de pesquisa. Enquanto isso, Daniel Thomé busca maneiras de ampliar o alcance do projeto, na esperança de que sua pesquisa inspire mudanças positivas na forma como os alunos utilizam as redes sociais. “Essa iniciativa demonstra o potencial dos jovens empreendedores acadêmicos, bem como destaca a importância de abordar questões contemporâneas com rigor científico e visão de futuro”, afirma a diretora do Positivo International School, Mariângela Hoog Cunha. “O impacto deste estudo pode ir além das salas de aula, influenciando políticas escolares e promovendo uma cultura digital mais saudável para as futuras gerações ”, completa Daniel.

Ph.D Sports inaugura nova unidade no Ventura Shopping

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O Ventura Shopping acaba de receber a Ph.D Sports, uma rede de academias 100% curitibana. A nova unidade, a maior e mais moderna da rede, com mais de 800 m2, oferece uma variedade de equipamentos de musculação e peso livre, bem como uma área completa para atividades cardiovasculares, incluindo esteiras, elípticos e bicicletas ergométricas.

Com forte foco na experiência e no bem-estar físico e mental, a academia também proporciona uma gama de atividades como ritmos, zumba e pilates. 

Fundada em 2015 por Viktor Rossa e Evilin Taiz, a Ph.D iniciou as atividades no bairro Bacacheri, destacando-se rapidamente no mercado regional. Atualmente, a rede tem planos de expandir para 200 unidades até o final de 2025, com o objetivo de se tornar a segunda maior rede de academias do Brasil. 

O superintendente do Ventura Shopping, Matheus Vitti de Aguiar, destaca a importância da operação para o empreendimento. “Com a academia, o Ventura expande a oferta de serviços, se tornando cada vez mais completo e atrativo tanto para clientes quantos para lojistas. É uma grande rede, ganha o shopping, a rede de academia, lojistas e, principalmente, o consumidor”, pontua.

Para celebrar a inauguração, a Ph.D lança uma promoção especial: R$ 899,99 para duas pessoas treinarem por 10 meses cada. Com a promoção, cada um paga uma mensalidade inferior a R$ 45. As matrículas podem ser realizadas por meio do telemarketing da rede (41 99131-8016) ou diretamente no balcão da academia.

No Ventura Shopping, a Ph.D está localizada no Setor Azul, próximo ao Hiperzoo. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 6h às 22h; e sábados, domingos e feriados com horários diferenciados.

Serviço:

Academia Ph.D Sports – Ventura Shopping

Itacolomi, 292 – Portão, Curitiba

De segunda a sábado, das 6h às 22h

Sábados, domingos e feriados com horários diferenciados

www.academiaphdsports.com.br

Mais informações: (41) 99675-0752 

Opinião – A geopolítica do clima e as consequências de ignorar

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João Alfredo Lopes Nyegray*

Nos últimos anos, estamos percebendo de forma bastante clara como as questões climáticas vêm influenciando o xadrez geopolítico global. A Síria é um possível exemplo: entre 2006 e 2010, uma seca transformou quase 60% do país em deserto, e até 2009, as dificuldades climáticas mataram até 80% do gado do país. Um movimento em massa de agricultores para as cidades, aliado à incapacidade das instituições sírias para lidar com o êxodo rural e às tensões étnicas existentes, foi o catalisador de uma guerra civil que se arrasta até hoje.

Nas últimas duas décadas, os preços mais elevados dos alimentos – causados em grande parte pelas mudanças climáticas, cheias, enchentes ou secas – têm sido claramente associados a diversos conflitos internos em dezenas de nações, como os protestos alimentares na África Subsaariana entre 2007 e 2008, ou na América Latina desde então.

O aumento dos riscos climáticos intensifica a busca por recursos naturais escassos e vitais, como peixes, terras cultiváveis ou fontes de água. O peso de uma demografia global crescente também contribui por essa corrida aos recursos que, outrora, foram abundantes. Paralelamente ao aumento dos riscos climáticos, estamos presenciando o surgimento de uma ordem global em que os riscos geopolíticos e climáticos deverão aumentar as tensões entre as nações.

É nesse turbulento contexto que testemunhamos com muita tristeza os efeitos das enchentes sobre o Rio Grande do Sul. A situação atual pela qual passam os gaúchos, no entanto, não é surpresa: como em todo filme de catástrofe que se inicia com governantes ignorando as previsões da ciência, as cheias no sul do país já haviam sido alertadas por pesquisadores, que afirmavam como as mudanças climáticas poderiam destruir o cenário típico do estado. Ainda em 2021, uma reportagem da jornalista Bibiana Davila que entrevistou acadêmicos e estudiosos da área, já anunciava uma piora nas tempestades e no prejuízo advindo das possíveis enchentes. 

Foi também em 2021 que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC) apontou como as consequências de um leve aumento da temperatura global podem ser absolutamente catastróficas para países e populações – e, desde então, vivenciamos ondas extremas de calor e poucos episódios de frio. No ano passado, esse mesmo relatório reforçou que a maior parte das mudanças climáticas no Rio Grande do Sul estava sendo causada pela ação humana.

Aos alertas feitos sobre as mudanças no clima daquele estado somam-se outras centenas, que mostram como o planeta como um todo está chegando ao ponto de não retorno: independentemente de nossos esforços, nada será suficiente para recuperarmos o planeta e mantermos nossas vidas como eram antes. 

Ignorados os alertas, chega a hora de contar os prejuízos. O maior deles, o das vidas. Mães, pais, filhos, netos e avós enfrentam uma dor incomensurável, ecoando e sendo sentida por corações em todo o país. Os prejuízos econômicos, embora superáveis, também terão impacto em todo o território nacional: o RS é responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz, um item indispensável da cesta básica, que agora precisará ser importado em um momento de dólar caro e inflação elevada. A soja e a carne bovina, também muito cultivadas no estado, tiveram uma notória redução na oferta. Os laticínios também indicam aumento de preço. Considerando que agora a tragédia já aconteceu, será que teremos políticas públicas para evitar que essas dores se repitam?

*João Alfredo Lopes Nyegray é doutor e mestre em Internacionalização e Estratégia. Especialista em Negócios Internacionais. Advogado, graduado em Relações Internacionais. Coordenador do curso de Comércio Exterior e do Observatório Global da Universidade Positivo (UP). Instagram: @janyegray

CIEE/PR oferece mais de 300 vagas para jovens aprendizes em Colombo

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Inscrições abertas para programa de aprendizagem em telemarketing, com salário de R$ 1,3 mil, destinado a jovens de 18 a 23 anos

O Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR) está com mais de 300 vagas abertas para a área de telemarketing na cidade de Colombo (PR). A iniciativa busca incentivar a entrada de jovens no mercado de trabalho. As ofertas são para candidatos entre 18 e 23 anos. Com salário de R$ 1.357,78, os aprovados terão carga horária das 8h às 14h15 ou das 14h30 às 20h35, quatro dias na empresa e um de capacitação.

“O Programa de Aprendizagem pode ser o primeiro passo da vida profissional de muitos jovens. É por meio dele, e com a capacitação ofertada pelo CIEE/PR, que conseguimos formar profissionais comprometidos, motivados e que farão a diferença no mercado de trabalho”, explica o coordenador regional do CIEE/PR de Colombo, Alexandre Albuquerque Beleza.

As vagas também oferecem benefícios como vale-transporte, vale-alimentação, assistência médica, descontos em faculdades e oportunidade de efetivação. “Durante o período de aprendizagem, os jovens recebem acompanhamento próximo, com suporte conduzido por uma equipe multidisciplinar composta por instrutores, psicólogos, pedagogos e assistentes sociais, além do contrato ser realizado em carteira de trabalho”, conclui.

Sobre o CIEE/PR

Há 56 anos, o Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR) atua para promover a integração dos jovens ao mercado de trabalho. Por meio de programas de estágios e aprendizagem, cursos de capacitação e cidadania e programas sociais, a instituição contribui para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Com 39 unidades de atendimento distribuídas em todas as regiões do Paraná, o CIEE/PR atende todo o Estado do Paraná, com uma média mensal de 29 mil estagiários e 6 mil aprendizes. Já recebeu cerca de 30 títulos de Utilidade Pública Municipal. Possui dezenas de registros nos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e também nos Conselhos Municipais de Assistência Social, condição essencial para cumprir o propósito de trabalhar para fortalecer o desenvolvimento humano e social. Ao longo de cinco décadas de atuação, o CIEE/PR contribuiu para a inserção e aperfeiçoamento técnico e profissional de mais de 1,5 milhão de estagiários, bem como a iniciação profissional de milhares de aprendizes junto com entidades e empresas parceiras.

Às vésperas do Dia dos Namorados, shopping promove encontro para solteiros

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Com música, cardápio especial de bebidas e comidas, cinema e decoração romântica, a 9.ª edição da Sessão dos Solteiros reuniu 350 pessoas entre 20 e 55 anos no último sábado, dia 8, no Palladium Curitiba, em uma noite repleta de diversão e interação. 

Muito aguardado pelos solteiros, o evento foi idealizado para promover o encontro de pessoas com interesses em comum. Por meio de uma análise minuciosa, a produção cruzou dados dos 1.500 inscritos para aumentar as chances de afinidade. “O shopping já é um lugar de encontros e o Palladium sempre se faz presente na vida das pessoas, seja nas campanhas ou ações para a família. Para os solteiros, não poderia ser diferente”, explica a gerente de Marketing do Palladium Curitiba, Cida Oliveira. 

Com a ajuda do cupido e da mãe, Gabrielly Kotaba, 20 anos, encontrou Maurício Machado, 22 anos. “Eu o vi na fila, fiquei interessada, pedi ajuda à minha cupida, e ela foi falar com ele. É a minha primeira vez nesta ação do shopping. Minha mãe já sabia do evento desde o ano passado, mas quando viu a notícia, me incentivou a me inscrever”, contou. 

O estudante Kenny Xavier, 23 anos, se inscreveu pela primeira vez junto com um amigo. “Fiquei bem surpreso com tanta gente”, afirmou. Xavier conheceu Luan Ricardo, que também participou pela primeira vez. “Minha expectativa foi superada. Eu esperava algo menor, mas é bem mais elaborado e uma amizade já dá para garantir”, contou, pouco antes de trocar telefones.

Os solteiros mais velhos também não deixaram de aproveitar a oportunidade. Silvio Cesar Carneiro recebeu as informações pelo celular, decidiu se inscrever e também se impressionou com a dimensão do evento. “Eu não esperava que fosse tão grande. Já troquei várias ideias com algumas pessoas, salvei o contato para futuras conversas”, revelou. 

Após cerca de 2 horas de interação, os participantes foram assistir ao filme “Bad Boys 4” no IMAX, com pipoca, bebida e decoração com balões em formato de coração. Ao final, ainda tiveram mais uma chance de curtir a noite e trocar contatos. “Como organizadores, ficamos felizes em promover esses encontros e ver tantos sorrisos na saída do evento. Certamente, mesmo se não rolar namoro, rende boas histórias”, concluiu Cida.

Sobre o Palladium Curitiba

Um dos empreendimentos do Grupo Tacla, o Palladium Curitiba foi inaugurado em 2008 na capital paranaense. É considerado o centro de compras com maior mix do sul do país, com 154 mil m² de área construída, distribuídos em três pisos. O shopping recebe uma média de 1,5 milhão de visitantes, todos os meses, oferecendo um mix de cerca de 350 lojas, praça de alimentação com mais de 25 opções de fast-food, Boulevard com oito restaurantes, além de oito salas multiplex de cinema UCI e sala IMAX – com a maior tela do Brasil. É administrado pelo Grupo Tacla Shopping – que possui outros 12 empreendimentos nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Mais informações em: palladiumcuritiba.com.br


AirPromo anuncia acordo de licenciamento com Disney Magic Run e Endemol Shine Brasil

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Ecossistema de marketing e entretenimento firma parcerias com marcas líderes em entretenimento mundial e promove projetos pioneiros no Estado do Paraná: Disney Magic Run e Estação MasterChef Brasil

O público brasileiro está vivendo um momento no qual as experiências são tão valorizadas quanto os produtos e serviços – ou até mais. O entretenimento emerge como principal ferramenta para compartilhar histórias que conectam o público, amplificando o alcance e a credibilidade das marcas. Reconhecendo essa mudança no comportamento do consumidor, a AirPromo, agência paranaense responsável por conceber e operar jornadas experienciais completas para grandes marcas, empresas e instituições na América Latina, anuncia dois acordos de licenciamentos inéditos com a Disney Magic Run e a marca MasterChef Brasil. 

“Temos uma trajetória de 13 anos com marcas surpreendentes. Somos um ecossistema completo que integra inteligência criativa e excelência operacional para criar experiências completas e memoráveis para empresas e instituições. Dentro do nosso ecossistema, atuamos nos segmentos audiovisual, turismo de negócios, cenografia, eventos corporativos, logística, viagens e entretenimento, materializando o conceito de ser uma  agência  full experience. Nosso foco não se limita apenas a categorias tradicionais, mas busca expandir para experiências únicas”, explica o sócio e diretor da AirPromo, Rafael Maia. “Firmamos parcerias estratégicas com marcas líderes em entretenimento mundial, focadas no encantamento e na experiência. Nada mais natural do que a Disney Magic Run e a MasterChef Brasil liderarem esses dois projetos pioneiros que iremos promover no Paraná, dando sequência a uma atuação sólida que temos em espaços públicos e privados”, complementa. 

A conexão destas marcas de trajetórias sólidas e que adotam a estratégia do encantamento buscam criar laços afetivos com o público, indo além de um bom atendimento. “Nosso objetivo é superar as expectativas, desenvolvendo o melhor produto possível e focando na experiência do cliente”, revela CEO da AirPromo, Marcelo Defante.

Eventos inéditos no Paraná: Disney Magic Run e MasterChef Brasil

A AirPromo Full Experience, em parceria com a Global Vita Sports, traz pela primeira vez em Curitiba a Disney Magic Run. A tradicional corrida e caminhada faz parte do compromisso da Disney com a promoção de um estilo de vida saudável, incentivando, por meio de histórias, conteúdos e personagens, a prática de atividades esportivas ao ar livre. Concebida para oferecer ao público não apenas entretenimento e diversão, a AirPromo pretende promover uma experiência completa que estabelece conexões significativas e duradouras, aproximando a marca das pessoas. 

Investindo cada vez mais na área de produtos de consumo e licenciamento, a AirPromo também anuncia o Estação MasterChef Brasil, em parceria com a Endemol Shine Brasil, que propõe uma experiência inédita: uma viagem pelos trilhos da culinária paranaense. Inspiradas por um reconhecido talent show gastronômico, a agência em parceria com a Serra Verde Express vão levar os passageiros para uma viagem a bordo do reconhecido trem turístico do Sul do Brasil, o evento conta ainda com o renomado chef de cozinha, Henrique Fogaça como embaixador. “Os fãs de MasterChef Brasil poderão acompanhar toda a experiência do programa atrelada à culinária paranaense de um jeito único e especial. Ver o sucesso do programa percorrer diversas regiões por meio da AirPromo, é resultado da qualidade de marca do MasterChef Brasil”, comenta a VP de Licenciamento da Endemol Shine Brasil, Fernanda Abreu.

Ambos os eventos ocorrerão em agosto deste ano e mais informações serão reveladas em breve. “O objetivo da AirPromo também é mostrar a potência da cidade de Curitiba. Para isso, promovemos ações e eventos com marcas que têm sinergia com o nosso propósito. A Air é uma espécie de ‘casa de marcas’ e queremos que elas se complementem, criando produtos e oportunidades para o Paraná e Brasil afora”, explica Rafael. 

Crescente integração entre entretenimento e consumo

A mudança no comportamento do consumidor em relação ao compromisso com marcas e serviços é evidente. De acordo com uma pesquisa da Havas Global Comms, 88% dos consumidores acreditam que o bom entretenimento pode criar pontos de conexão e união entre diferentes pessoas. Além disso, 74% dos entrevistados defendem que as experiências com marcas deveriam ter mais entretenimento, enquanto 71% afirmam que lembram melhor das interações com marcas que oferecem entretenimento de qualidade. “A AirPromo pretende oferecer novas experiências no Brasil, indo além do licenciamento de produtos. O entretenimento desperta sensações e emoções, tornando-se uma ferramenta de comunicação, construção de marca junto aos consumidores e uma oportunidade aos nossos clientes e parceiros”, finaliza o CEO da agência. 

Sobre a Endemol Shine Brasil 

A Endemol Shine Brasil é uma divisão da Banijay, a maior produtora e distribuidora de conteúdo independente do mundo. A Endemol Shine Brasil cria e produz conteúdos de não ficção, ficção e documentários para todas as plataformas e tem em seu catálogo sucessos nacionais e mundiais, incluindo a produção e a distribuição de títulos como MasterChef, The Masked Singer, Canta Comigo, Rolling Kitchen, Casamento às Cegas, The Bridge Brasil, Queen Stars Brasil, Big Brother Brasil, No Limite, Xuxa – O Documentário, dentre outros. Além disso, produz formatos de branded content também para todas as plataformas, como Cabelo Pantene, Ilhados com Beats, Onix Music Trip, TeleKwai e outros. 

Jardim compacto: dicas para trazer mais vida aos apartamentos com plantas

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Em vasos no chão, estantes e prateleiras ou suspensas, elas deixam o ambiente mais “vivo” e elegante

Quando pensamos em decoração, buscamos geralmente características como aconchego, originalidade e equilíbrio. E o verde é a cor certa para isso. Vibrante e charmoso, ele possui propriedades calmantes e pode ser aplicado de uma forma simples: com plantas. 

Além de contribuírem para a estética, as plantas também oferecem uma série de benefícios ao ambiente. “Elas são purificadoras de ar; por esse motivo, ter algumas em casa não apenas torna o espaço mais bonito e acolhedor, como também melhora a qualidade de vida do morador”, ressalta a arquiteta dos apartamentos decorados da Yticon, Cristina Cardoso. 

Para ajudar na inclusão do verde no lar, a arquiteta selecionou algumas dicas de decoração que podem transformar o ambiente. 

Vasos grandes preenchem o espaço 

Plantas maiores dispostas em grandes vasos ocupam o ambiente de forma harmoniosa e elegante. Alguns locais estratégicos para colocar esses elementos são os cantos do cômodo, ao lado de quadros ou janelas, e também sobre suportes baixos, como pequenas mesas. “Há uma variedade de plantas que crescem bem em grandes vasos e são fáceis de cuidar, como a Espada-de-São-Jorge e a Zamioculcas”, sugere Cristina. Ainda, ela destaca que uma iluminação moderada e regas semanais são suficientes para manter a planta saudável e a sala mais bonita.

Prateleiras dão mais visibilidade 

Com destaque nos tons de verde, o uso de prateleiras para acomodar as plantas deixa as folhagens mais visíveis, além de integrar a decoração da parede. “Um bom exemplo é o decorado do empreendimento Vibe, em Londrina (PR), onde o design das prateleiras foi combinado com quadros decorativos, resultando em um ambiente com mais personalidade e estilo”, comenta a arquiteta.

Suportes como soluções fáceis

Outra opção para manter as plantas suspensas é utilizar suportes no teto. No caso de várias, a ideia de um jardim vertical se torna ainda mais vantajosa. “Esses jardins verticais têm se tornado muito  populares em apartamentos com pouco espaço e mais compactos, pois oferecem muitas opções de plantas em uma única parede”, explica a especialista.

Estantes que “guardam o verde”

Uma maneira de integrar mais plantas aos móveis da casa é utilizando estantes como suporte para elas. “Na decoração do empreendimento Hype, também em Londrina (PR), essa foi a nossa solução, o que resultou em um ambiente mais colorido e atraente”, explica a arquiteta. Ela acrescenta que as estantes em preto e branco são combinações clássicas para o verde. Para algo mais diversificado, a sugestão é considerar tons amadeirados, metálicos e acinzentados. Para quem deseja algo mais ousado, cores como rosa, azul e amarelo podem conferir personalidade ao cômodo.

Sobre a Yticon Construção e Incorporação

A Yticon é uma construtora e incorporadora que atua há 14 anos nas cidades de Londrina, Maringá e Cambé, no Paraná, além de Campinas, em São Paulo. A empresa do Grupo A.Yoshii desenvolve empreendimentos localizados em regiões de potencial valorização, especialmente para quem quer conquistar o primeiro imóvel. A Yticon já construiu mais de 6,2  mil unidades, todas entregues rigorosamente no prazo, somando mais de 612 mil metros quadrados de área construída. Mais informações: www.yticon.com.br.

Prado Saúde e Nutrição Animal apresenta novo parque fabril e expansão para multiespécies com aliança comercial da Agronutri Nutrição Animal

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Com investimento de R$ 30 milhões, união comercial de empresas visa oferecer soluções abrangentes para nutrição animal

Seguindo com o projeto de ampliar sua gama de soluções tecnológicas no segmento de aditivos, nutrição e saúde animal, o Prado Saúde e Nutrição Animal, empresa integrante do Eurotec Group, consolida parceria estratégica com a Agronutri Tecnologia em Nutrição Animal, um dos principais parques industriais do Brasil, localizado em Quatro Barras/PR.  A união estratégica se dá pela aquisição de ações da Agronutri pelo Prado, a partir da efetivação, a Agronutri passa a utilizar a marca comercial Prado Saúde e Nutrição Animal. Esta aliança prevê um investimento de cerca de R$ 30 milhões em novas tecnologias, combinando a excelência, qualidade e liderança da marca Prado Saúde e Nutrição Animal com a expertise técnica da Agronutri.

Com mais de 75 anos de experiência no mercado de saúde e nutrição animal para várias espécies, principalmente bovinos de leite e corte, o Prado fortalece sua estratégia de expansão para multiespécies, principalmente no mercado de premix para suínos, aves, peixes e pets. Essa parceria estratégica é um passo que fortalece a capacidade do Prado de oferecer soluções completas e inovadoras em novos segmentos. “Estamos muito satisfeitos com as possibilidades criadas, o que reforça nosso comprometimento em continuar elevando o padrão de excelência no setor”, afirma o CEO do Prado Saúde e Nutrição Animal e do Eurotec Group, Guillermo Arturo Vieira.

O Prado irá disponibilizar, além da força da marca e tradição, assessoria técnica com mais de 70 profissionais especializados, veterinários e zootecnistas, focados em atender as demandas dos produtores a campo, contando também com o suporte das equipes de qualidade, marketing, comercial, logística, PD&I, bem como de seus representantes comerciais. A Agronutri entrará na parceria com seu complexo industrial, atrelado a aliança exclusiva com a Ingaso Farm, empresa do grupo espanhol Farm Faes, atendendo às novas demandas e tendências de nutrição animal com precisão e segurança.

Para o diretor-presidente da Agronutri Tecnologia em Nutrição Animal, Fábio Ebrahim, o Prado está alinhado na busca por soluções inovadoras. “O desenvolvimento de rações balanceadas e o uso de tecnologias que melhorem a conversão alimentar e a digestibilidade dos nutrientes são algumas das estratégias utilizadas para maximizar a eficiência alimentar e, consequentemente, reduzir os gastos do produtor. A união traz todos os fundamentos necessários para consolidar um negócio vital: o produto, a tecnologia, o potencial de mercado e duas empresas de ponta focadas no futuro.”

A partir de hoje, o parque industrial da Agronutri disponibilizará toda sua tecnologia, automação e rastreabilidade para produzir a marca Prado Saúde e Nutrição Animal, para o segmento de suínos, aves, peixes e pets. O Prado manterá suas operações nas unidades de Curitiba (medicamentos e suplementos) e na unidade de Almirante Tamandaré (nutrição). A produção anual da Agronutri está estimada em 40 mil toneladas de premixes, núcleos vitamínicos e concentrados. Com esta parceria, amplia-se a capacidade instalada da marca Prado, passando a ter uma produção de mais de 100 mil toneladas/ano, além de ampliar seu portfólio de produtos e se fortalecer como fornecedor de soluções tecnológicas multiespécies.

Sobre a Agronutri Tecnologia em Nutrição Animal

Com um parque industrial totalmente automatizado, em Quatro Barras/PR, a Agronutri traz o que há de mais moderno e tecnológico na nutrição de suínos, aves, peixes e pets. Buscando soluções inovadoras consolidou parceria técnico/comercial com a empresa espanhola Farm Faes, que tem forte presença em mais de 40 países, alcançando um alto patamar de qualidade e inovação em seus produtos. Mais informações: https://www.agronutri.ind.br/

Sobre o Eurotec Group 

Holding composta por diversas empresas com atuação nacional e internacional, nos segmentos de aditivos, nutrição e saúde animal, bem como tecnologia, náutica, cidades criativas e ações sociais, que juntas somam mais de 100 anos de experiência.

Sobre o Prado Saúde e Nutrição Animal

Uma empresa do Eurotec Group, o Prado Saúde e Nutrição Animal está há 76 anos no mercado com propósito de proporcionar um rebanho saudável e bons resultados aos pecuaristas. Com instalações modernas e matérias-primas da mais alta qualidade, a empresa coloca à disposição do mercado de saúde e nutrição animal, medicamentos e suplementos minerais que suprem as necessidades de vários tipos de rebanhos, especialmente os de bovinos de leite e corte. Hoje, atua em todo território nacional e em alguns países da América Latina. Conta com duas unidades em operação: uma na área de medicamentos e suplementos veterinários e outra na de nutrição animal. Mais informações: https://laboratorioprado.com.br/

Rio Grande do Sul: Saiba quais são as doenças que mais preocupam, após as enchentes 

Além dos impactos emocionais e psicológicos, em virtude da catástrofe que acomete o estado do Rio Grande do Sul, grandes são as preocupações com a saúde da população e dos animais expostos à água contaminada. Uma das principais situações de alerta são as doenças infecciosas, haja vista a grande diversidade de doenças que, através da água, das condições de aglomeração e vulnerabilidade em que as pessoas e os animais se encontram, apresentam maior facilidade de propagação.

Neste cenário, a água presente nos esgotos se mistura à água e à lama formada, se espalhando por todos os lugares e levando junto uma grande variedade de agentes infecciosos.

A médica veterinária Luciana Salini Abrahão Pires, professora do Centro Universitário UniBrasil, enfatiza que, além das doenças próprias de cada espécie, muitas podem ser transmitidas entre as espécies animais e os seres humanos. São as chamadas doenças zoonóticas ou zoonoses.

“Microrganismos como bactérias, protozoários e vírus podem encontrar condições propícias para a sua manutenção no ambiente e também são mais facilmente disseminados”, pontua a professora.

Dessa forma, doenças como leptospirose, doenças diarreicas agudas, cólera, difteria, Hepatite A, toxoplasmose, infecções respiratórias e de pele e verminoses são algumas das preocupações. Além disso, a raiva, o tétano e acidentes com animais peçonhentos como cobras, aranhas, escorpiões, entre outros, se somam às principais doenças em situações de enchente.

“Doenças transmitidas por mosquitos, como por exemplo a Dengue e a Febre Amarela, também aumentam o risco durante o período de chuvas, por favorecerem o desenvolvimento dos mosquitos transmissores”, complementa a professora.

Transmissão de doenças entre espécies

Luciana acrescenta que os animais também são vítimas e expostos a diversos agentes infecciosos como a leptospirose, a toxoplasmose, a esporotricose, giardíase, verminoses, tétano, doenças de pele, além de doenças infecciosas virais.

“Algumas doenças possuem ciclos de transmissão entre animais da fauna silvestre, ou entre animais da área rural. Nestas condições de enchentes, temos o deslocamento dos animais, propiciando uma transmissão de diversas doenças entre as espécies”, explica.

Os animais também estão mais sujeitos a doenças transmitidas por mosquitos, uma vez que as condições ambientais se tornam favoráveis ao desenvolvimento e procriação de mosquitos transmissores.

“Sem falar que, tanto animais como os seres humanos estão sujeitos a uma diversidade de traumas e ferimentos, expostos a descargas elétricas levando a choques, e também sujeitos à hipotermia”, complementa Luciana.

Mesmo os que foram resgatados precisam de cuidados quanto à presença de pulgas, piolhos e carrapatos. Esses podem causar grandes infestações ambientais, além de serem causadoras de diversas doenças internas aos animais.

“Devido às condições de abrigo com grandes quantidades de animais, devem ser tomados cuidados com parasitos externos e com ácaros causadores de sarnas, uma vez que são transmitidas pelo contato direto com os animais ou das camas que podem alojar estes microrganismos. A escabiose é uma sarna que acomete animais e também os seres humanos”, ressalta.

Medidas de prevenção

A boa notícia é que, tanto para humanos quanto para os animais, existem medidas preventivas, como a administração de vacinas, explica a professora do Curso de Medicina Veterinária.

“É o caso da Raiva para cães e gatos e da leptospirose para cães. Os gatos podem ser acometidos pelo vírus da Leucemia Viral Felina, a FelV, uma doença que leva o animal à queda da imunidade ficando vulnerável a outras doenças, e que também pode ser prevenida com vacina específica“.

Por tudo isso, manter os animais em ambientes seguros e higienizados é fundamental. “Os animais que recebem alimentação adequada e que possuem um acompanhamento veterinário frequente têm maiores chances de combaterem os agentes infecciosos em um primeiro momento”, orienta Luciana.

No entanto, a leptospirose é uma das doenças de grande preocupação, por ser transmitida pelo contato com a urina do rato. No momento da enchente, a bactéria Leptospira se mistura com a água e a lama, e tanto os seres humanos quanto os demais animais podem contrai-la se a água contaminada entrar em contato com algum ferimento na pele.

“Desta forma, deve-se evitar ao máximo o contato direto com a água das enchentes. O consumo de alimentos e água também deve ser feito com todo o cuidado, evitando possíveis doenças transmitidas pela ingestão de água e alimentos contaminados”, salienta o médico veterinário e professor do UniBrasil, André Reis.

Neste aspecto, ele destaca que a saúde e o bem-estar dos animais, dos seres humanos e do meio ambiente estão intimamente relacionadas.

O desequilíbrio de uma das partes acarreta o desequilíbrio das outras.

Cuidados para proteger os animais

Pensando nisso, André Reis lista os principais cuidados para proteger e salvar os pequenos animais em casos de chuvas fortes e possíveis enchentes. “Proteger e salvar pequenos animais como cães, gatos e coelhos durante chuvas fortes e possíveis enchentes requer planejamento, mas com intervenção rápida. Algumas ações precisam ser tomadas de forma antecipada e preventiva”, reforça o professor.
Para tal, ele divide 3 principais itens:
ter os animais com vacinação em dia;
dispor de um plano de evacuação, com coleiras e caixas de transporte;
ter dispositivos de identificação dos animais, como placas em coleiras ou microchipagem, além de kits de alimentos e medicamentos sempre de fácil acesso.

“No momento da evacuação é importante lembrar que a vida dos animais depende de você. Logo, deixá-los presos ou amarrados é condená-los à morte”, considera a professora Luciana.

Pós-resgate

Uma vez resgatados e salvos, vem a etapa do pós-resgate, em que os animais estão longe dos seus familiares, em estado de estresse elevado e com a saúde debilitada. Portanto, as medidas iniciais visam a manutenção da segurança e da estabilização de condições vitais.

“Os animais precisam ser avaliados quanto à presença de ferimentos visíveis que necessitem de intervenções imediatas, identificação de estados de desidratação ou de estados de maior vulnerabilidade como o caso de animais filhotes ou idosos”, pontua a professora Luciana.

Na sequência, precisam ser examinados para a investigação de possíveis doenças infecciosas que possam colocar o animal em risco e também, a fim de evitar a proliferação de doenças a outros animais e aos seres humanos.

“Ao mesmo tempo em que as equipes de trabalho atuam nesta etapa de triagem e estabilização, é necessário que haja a busca paralela pela identificação de possíveis lares provisórios para os animais. Vale ressaltar que todas as pessoas envolvidas nos resgates utilizem de dispositivos de proteção para evitar acidentes, como mordidas e arranhões no momento das capturas”, acrescenta.

Importância do médico veterinário

Nestas condições, o médico veterinário tem um papel fundamental, pois é o profissional que detém o conhecimento para atuar diretamente no processo de triagem e cuidado aos animais, assegurando as condições de bem-estar e saúde dos mesmos, justifica o professor André.

“Nestes casos, o profissional estará apto a identificar situações de riscos e doenças, realizar os procedimentos para estabilização e tratamento e indicar as principais medidas de prevenção e controle para evitar contaminações dos animais e também prevenir a contaminação do meio ambiente e dos seres humanos”, complementa.

Educação ambiental

Por fim, ambos os professores reforçam que situações de catástrofes podem ter os efeitos minimizados se forem adotadas medidas preventivas. No entanto, para isso, é importante destacar que a educação ambiental deve ser constante, informando e alertando a população sobre os riscos e medidas de prevenção de doenças animais e também de possíveis doenças zoonóticas.

“É fundamental atentar-se, também, à exposição dos alimentos à água da enchente. Como citado anteriormente, há uma grande contaminação da água que pode contaminar os alimentos, preparados ou não, e, por isso, é extremamente importante monitorar se os alimentos foram expostos à água antes de prepará-los e ofertá-los. Nos casos de contaminação, devem ser descartados e não devem ser consumidos nem por animais, pois estes também podem adoecer”, orienta o médico veterinário e professor do UniBrasil.
André esclarece que, mesmo após a água baixar, o ambiente permanece sujo e contaminado. Por isso, é extremamente importante realizar a limpeza e desinfecção das áreas para que possam servir como locais seguros para preparo e armazenamento de alimentos.

“Diante disso, é importante que tenhamos uma visão ampla das medidas de controle, vigilância e políticas públicas para a manutenção da saúde e bem-estar de todas estas partes adotando a abordagem da Saúde Única.

Para que esta abordagem seja eficaz, é essencial que existam profissionais de diversas áreas trabalhando juntos na promoção do cuidado com animais, com as pessoas e com o meio ambiente”, finaliza e reforça a professora Luciana Pires.