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Passeio de trem vira ferramenta pedagógica em congresso que debate o futuro da aprendizagem no Brasil

Em um momento em que especialistas discutem os limites da aprendizagem tradicional e os impactos do excesso de telas, da hiperconectividade e da educação cada vez mais acelerada, um congresso internacional realizado em Curitiba propõe um caminho pouco convencional para refletir sobre o futuro da educação: transformar um passeio de trem em ferramenta pedagógica.

A proposta faz parte da programação do VII Congresso Internacional “Um Novo Tempo na Educação”, promovido pelo Instituto Casagrande entre os dias 10 e 12 de junho. O evento reunirá educadores, pesquisadores, gestores públicos, prefeitos, secretários municipais de educação e especialistas de diferentes regiões do país para discutir temas como aprendizagem, inteligência artificial, saúde emocional, neuroeducação, inclusão e inovação pedagógica.

Entre as atividades que mais chamam atenção na programação está a “Travessia de Sentidos”, experiência imersiva que utiliza a viagem ferroviária entre Curitiba e Morretes, pela Serra do Mar paranaense, como instrumento de reflexão sobre aprendizagem, percepção, cultura, memória e construção de significado fora dos espaços tradicionais de ensino.

Mais do que uma atividade turística, a proposta surge como um símbolo do próprio debate central do congresso: a aprendizagem acontece apenas dentro da sala de aula?
Para Ronaldo Casagrande, vice-presidente do Instituto Casagrande, o desafio contemporâneo da educação passa justamente pela ampliação do conceito de aprendizagem. “A escola precisa compreender que aprender vai muito além da transmissão de conteúdo. A aprendizagem acontece nas experiências, nas relações humanas, no território, na arte, na cultura, na observação e nas vivências que despertam emoção e significado”, afirma.

A Travessia de Sentidos foi criada justamente para provocar esse olhar. Durante o percurso ferroviário, considerado um dos mais belos do mundo, os participantes serão convidados a refletir sobre educação sensorial, repertório cultural, contemplação, memória afetiva e construção de conhecimento a partir da experiência concreta. O roteiro inclui paisagens da Mata Atlântica, patrimônio histórico, gastronomia regional e atividades culturais integradas à proposta pedagógica do congresso.

Segundo Ronaldo Casagrande, iniciativas como essa dialogam diretamente com discussões atuais da neuroeducação e das metodologias ativas, que defendem experiências significativas como elementos fundamentais para consolidar aprendizagem profunda e duradoura.
“O conhecimento não pode ser reduzido apenas à repetição de informações. Quando uma experiência desperta emoção, curiosidade, repertório e conexão humana, ela potencializa o aprendizado de uma forma muito mais profunda”, destaca.

A atividade também busca ampliar o repertório de professores, gestores públicos, prefeitos e lideranças educacionais que participam do congresso, oferecendo novas perspectivas sobre o papel dos espaços culturais, urbanos e ambientais no desenvolvimento educacional.
“O educador precisa viver experiências que também o transformem. Quando um professor amplia seu repertório cultural e humano, isso impacta diretamente sua prática pedagógica e sua capacidade de inspirar os estudantes”, afirma Ronaldo Casagrande.

Muito além do destino: Quando o caminho também ensina

Durante cerca de quatro horas de percurso, os participantes serão convidados a viver uma experiência rara nos tempos atuais: desacelerar, desconectar-se das telas e mergulhar em uma jornada de contemplação, escuta e presença. A travessia ferroviária pela Serra do Mar Paranaense percorre quase 70 quilômetros entre pontes, túneis, montanhas e paisagens preservadas da Mata Atlântica, em um cenário onde natureza, história e experiência sensorial se fundem em uma profunda conexão humana e educativa.

Ao longo do trajeto, guias especializados acompanham os participantes compartilhando histórias, curiosidades e marcos da construção da ferrovia Curitiba-Paranaguá, considerada até hoje uma das maiores obras de engenharia ferroviária do mundo. Mais do que uma viagem, a experiência se transforma em uma imersão cultural, histórica e emocional, permitindo que cada participante perceba o território como espaço de aprendizagem viva.

Para Adonai Arruda Filho, diretor geral da Serra Verde Express, a proposta dialoga diretamente com os desafios contemporâneos da educação. “Vivemos em uma sociedade marcada pelo excesso de estímulos, pela velocidade e pela hiperconectividade. Essa travessia oferece justamente o contrário: um convite à presença, à contemplação e à experiência profunda. O percurso de trem tem tudo a ver com educação porque ensina pelo sentir, pela observação, pela convivência e pela conexão com a história, com a natureza e consigo mesmo”, afirma.

Entre algoritmos e relações humanas: os novos desafios da aprendizagem
O congresso acontece em um contexto em que especialistas vêm alertando para os impactos do excesso de estímulos digitais sobre atenção, concentração e relações humanas. Em meio ao avanço da inteligência artificial e da automatização do ensino, cresce dentro do setor educacional a defesa de experiências mais humanas, sensoriais e conectadas ao território.

Essa discussão aparece de forma transversal em toda a programação do evento, que contará ainda com painéis sobre inteligência artificial na educação, alfabetização, saúde emocional, inclusão, avaliação, gestão pública e inovação pedagógica. Entre os convidados confirmados estão o ex-ministro da Educação Cristóvam Buarque e o escritor Fabrício Carpinejar, que abordará temas ligados à escuta, comportamento e relações humanas.

Além da Travessia de Sentidos, a programação inclui o roteiro “Curitiba como Sala de Aula”, experiência urbana que utiliza espaços públicos, culturais e arquitetônicos da capital paranaense como ferramentas pedagógicas para discutir cidadania, planejamento urbano e educação fora dos ambientes convencionais.

Para Ronaldo Casagrande, a proposta do congresso é justamente ampliar o debate sobre o futuro da educação em um mundo marcado pela velocidade da informação e pela crescente digitalização da vida cotidiana.

“Estamos vivendo uma transformação profunda na forma como as pessoas aprendem, se relacionam e percebem o mundo. O congresso nasce para discutir exatamente isso: como construir uma educação mais humana, significativa e conectada com a realidade contemporânea”, afirma.
Segundo os organizadores, um dos principais objetivos do encontro é fortalecer um ecossistema colaborativo entre professores, municípios, pesquisadores e instituições, promovendo experiências que ultrapassem os modelos tradicionais de ensino e ampliem a compreensão sobre aprendizagem no século XXI.

“A educação precisa voltar a provocar encantamento, curiosidade e conexão humana. Quando conseguimos transformar uma experiência em memória, reflexão e construção de sentido, estamos diante de uma aprendizagem verdadeira”, conclui Ronaldo Casagrande.
Mais informações e programação completa podem ser acessadas em: www.congressonovotempo.com.br.

Sobre o Instituto Casagrande

O Instituto Casagrande é uma instituição brasileira dedicada à formação continuada de educadores, ao desenvolvimento de lideranças educacionais e à construção de soluções para redes públicas e privadas de ensino. Com quase duas décadas de atuação, reúne uma das maiores comunidades de educadores do Brasil, com mais de 1 milhão de profissionais impactados por formações, eventos, cursos e programas. Sua atuação integra conhecimento técnico, produção autoral, presença digital, eventos de grande alcance e projetos customizados para diferentes realidades educacionais

A importância da hidratação em tempos de aumento de síndromes respiratórias

Especialista alerta que manter o corpo hidratado ajuda na recuperação e pode evitar agravamento dos quadros respiratórios durante o período de maior circulação de vírus 

Com a chegada das temperaturas mais baixas, os casos de síndromes respiratórias voltaram a crescer e acenderam o alerta das autoridades de saúde. Em Curitiba, a capital entrou no período considerado de “risco alto” para doenças respiratórias, cenário que já pressiona UPAs e hospitais da cidade. Segundo boletins epidemiológicos, o aumento é impulsionado principalmente pelo rinovírus em crianças e pela Influenza A entre adultos.

Além da vacinação e dos cuidados básicos de prevenção, existe uma recomendação simples e acessível que faz diferença direta na recuperação de quem enfrenta gripe, influenza e outras infecções virais: manter a hidratação adequada.

De acordo com Caroline Pássaro, especialista em alergia e imunologia do Instituto Gilberto Kocerginsky, em Curitiba, beber água é essencial para ajudar o organismo a enfrentar o período de infecção.

“A hidratação é a base para a recuperação dessas infecções virais, porque repõe os líquidos perdidos por febre, suor e até episódios de vômito. Além disso, ajuda a fluidificar as secreções, facilitando a eliminação pelo organismo”, explica.

A médica alerta que a desidratação pode agravar o estado geral do paciente, principalmente entre crianças e idosos.

“Dependendo da gravidade, a perda de líquidos pode causar desde prostração até queda de pressão arterial, sobrecarga dos rins e do coração, confusão mental e até convulsões. É algo que pode comprometer o funcionamento de vários órgãos do corpo”, afirma.

Segundo a especialista, a Organização Mundial da Saúde orienta o consumo médio de 35 ml de água por quilo corporal para adultos em condições normais. Durante infecções respiratórias, porém, essa necessidade pode aumentar significativamente.

“Em alguns casos, a necessidade hídrica pode até dobrar durante um quadro infeccioso. Mas é importante lembrar que cada paciente deve ser avaliado individualmente, especialmente pessoas que possuem outras doenças e podem ter restrições”, ressalta.

Além da ingestão adequada de água, Caroline reforça que hábitos saudáveis contribuem diretamente para fortalecer a imunidade.

“A orientação é manter uma alimentação variada, rica em fibras e vitaminas, dormir bem, praticar atividade física regularmente e respeitar os momentos de descanso. Essas são as bases para um sistema imunológico eficiente”, completa.

Viva Mais: o conceito da Font Life

Mais do que fornecer água mineral, a Font Life, tradicional indústria de água do paraná,  defende um estilo de vida baseado em bem-estar, saúde e qualidade de vida. O conceito “Viva Mais”, adotado pela marca, reforça justamente a importância dos cuidados diários para uma vida mais equilibrada.

Para o diretor administrativo da Font Life, Célio Baggio, a hidratação é um hábito simples, mas essencial para a saúde em todas as fases da vida, especialmente durante períodos de maior circulação de vírus respiratórios.

“A água participa do funcionamento de todo o organismo. Como disse a médica, em momentos de gripe e influenza, manter a hidratação adequada ajuda o corpo a reagir melhor e favorece a recuperação. O nosso propósito com o conceito Viva Mais é incentivar justamente esses cuidados diários que fazem diferença na saúde das pessoas”, afirma.

Segundo Baggio, a proposta da empresa vai além do produto.

“A Font Life acredita que pequenas escolhas diárias podem contribuir para uma vida com mais saúde, disposição e equilíbrio. O Viva Mais nasce desse compromisso de estimular hábitos saudáveis e conscientizar sobre a importância do cuidado com o corpo”, completa.

Polpa Brasil apresenta produtos da marca Nátikos na Naturaltech 2026

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Marca apresenta snacks à base de frutas, com formulações mais simples, sem conservantes e açúcares artificiais, e foco em praticidade

A busca por alimentos com ingredientes naturais, minimamente processados e alinhados a um estilo de vida equilibrado vem transformando o mercado de alimentação saudável no Brasil. É nesse cenário que a Polpa Brasil participa da Naturaltech 2026, principal evento do setor na América Latina, levando os lançamentos da Nátikos. 

Mais do que uma marca de snacks saudáveis, a Nátikos nasceu com a proposta de levar a fruta para além do ambiente doméstico. Trocando em miúdos, o consumidor terá em mãos um produto compacto feito com maçã, banana, abacaxi e maracujá, por exemplo, que preserva os mesmos nutrientes das frutas, sem adição de conservantes e açúcar. É como carregar uma “salada de frutas” na bolsa. 

A partir da expertise da Polpa Brasil no processamento dos alimentos, Nátikos desenvolve produtos que preservam as características da fruta, cujo grande diferencial é a praticidade, o dulçor e saudabilidade. O conceito é simples: oferecer a experiência da fruta de forma conveniente, sem abrir mão do gosto, da qualidade nutricional e da transparência nos ingredientes.

Em um mercado repleto de opções classificadas como saudáveis, a Nátikos aposta em um diferencial claro: seus produtos têm a fruta como ingrediente principal e ponto de partida para a inovação. As formulações combinam listas de ingredientes reduzidas, sabores autênticos e tecnologia de processamento capaz de transformar a fruta em diferentes formatos de consumo, ampliando as possibilidades para crianças, esportistas e consumidores que buscam alternativas naturais para a rotina.

Essa proposta também se reflete nos lançamentos apresentados na Naturaltech. As novas Bolinhas de Frutas Recheadas e a linha Nátikinhos reforçam a capacidade da marca de inovar a partir da fruta, criando experiências inéditas no segmento. Entre os destaques está ainda a linha de barras proteicas, que combina base de frutas com 12 gramas de proteína, oferecendo uma alternativa diferenciada em relação aos produtos tradicionalmente encontrados na categoria.

As Bolinhas de Frutas Recheadas chegam em sabores como frutas vermelhas com creme de chocolate branco e banana com pasta de amendoim. Já a linha Nátikinhos aposta em combinações voltadas ao público infantil e às famílias, como morango com creme de morango e banana com recheio de chocolate. Os produtos foram desenvolvidos sem conservantes ou ingredientes artificiais, priorizando formulações mais simples e alinhadas às tendências do setor.

Rótulos limpos

Segundo Andressa Meira, nutricionista da marca, o público atual está cada vez mais atento à composição dos alimentos e impulsiona o movimento clean label, conceito que prioriza produtos com listas de ingredientes mais curtas. “Hoje, diferentes perfis de consumidores incorporam escolhas mais equilibradas à rotina. As pessoas continuam buscando praticidade, mas também valoriza produtos que entreguem funcionalidade, transparência e qualidade nutricional. Existe uma preocupação crescente em entender exatamente o que está sendo consumido, desde os ingredientes até o grau de processamento dos alimentos”, afirma.

Dados da pesquisa Euromonitor Voice of the Consumer Health and Nutrition Survey 2023 mostram que 36% dos consumidores globais e 31% dos brasileiros preferem alimentos 100% naturais. O avanço desse comportamento já movimenta cifras bilionárias no país. O mercado de frutas movimentou R$ 144,5 bilhões em 2023, com projeção de alcançar R$ 208,2 bilhões até 2028. Já o segmento de vegetais frescos deve crescer de R$ 67,3 bilhões para R$ 96,8 bilhões no mesmo período.

Outras categorias também refletem essa transformação nos hábitos de consumo. O mercado de oleaginosas deve avançar de R$ 17,3 bilhões para R$ 26,1 bilhões até 2028, enquanto o segmento de snacks vegetais e chips saudáveis tem previsão de crescimento de R$ 179,4 milhões para R$ 470,3 milhões nos próximos anos.

Presença na Naturaltech 2026

Em sua 20ª edição, a Naturaltech 2026 deve reunir mais de 62 mil visitantes e cerca de 1.700 marcas expositoras, consolidando-se como uma das principais vitrines de tendências, inovação e negócios voltados ao mercado de produtos naturais, bem-estar e alimentação funcional.

Segundo Ramon Lacowicz, CEO da Polpa Brasil, a participação na feira faz parte da estratégia de expansão e fortalecimento da marca no segmento de alimentação saudável. 

“A Naturaltech é hoje a principal vitrine do setor na América Latina e representa uma oportunidade importante para fortalecer a presença da Nátikos no mercado. Voltamos à feira ampliando nossa visibilidade e reforçando nosso compromisso em desenvolver produtos alinhados ao novo perfil de consumo”, afirma.

Serviço
Naturaltech 2026
Estande Polpa Brasil/Nátikos: #17/E/F

Atleta de 12 anos de projeto social, no Paraná,  é aprovada em equipe feminina e dá mais um passo rumo ao sonho no futebol

Participante do projeto social Jogada Certa realizado pela GERAR conquista vaga em equipe feminina de base e reforça o papel do esporte na transformação de vidas 

Aos 12 anos, a jovem Yasmin Vitória da Luz, participante do projeto Jogada Certa em São José dos Pinhais, acaba de conquistar uma importante vitória dentro do esporte. Após ser indicada pelo professor Ivan Aparecido Rauchbach para uma avaliação técnica, ela foi aprovada para integrar a equipe feminina do Shabureya Futebol Clube, tradicional projeto de formação de atletas de Curitiba.

Apaixonada por futebol desde pequena, Yasmin agora se prepara para defender as cores do clube conhecido como “Guerreiras do Shabu”, que desenvolve o futebol feminino de base e disputa competições estaduais. A conquista representa mais um passo na realização de um sonho que ela alimenta diariamente dentro dos gramados.

“Quero ganhar o Campeonato Paranaense, trazer um troféu e continuar jogando futebol. A Marta é minha inspiração porque joga muito bem e mostra que as meninas podem chegar longe no esporte. O futebol não é só jogar. Também é ter amor, respeito e empatia com as companheiras de equipe. Estou muito feliz e agradecida ao professor Ivan por ter acreditado em mim e me indicado”, afirma Yasmin.

Com sede no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, o Shabureya Futebol Clube vem ampliando sua atuação no futebol feminino e trabalha na formação de novas atletas para as categorias de base. A entrada de Yasmin na equipe reforça o potencial dos talentos revelados pelo projeto Jogada Certa.

Para o coordenador do projeto, Matheus Jussen, histórias como a de Yasmin demonstram o impacto que o esporte pode ter na vida de crianças e adolescentes.

“Ver uma participante do projeto alcançar uma oportunidade como essa é motivo de muito orgulho para todos nós. A Yasmin é dedicada, comprometida e representa exatamente aquilo que buscamos desenvolver no Jogada Certa: talento aliado a valores como disciplina, respeito, trabalho em equipe e perseverança. Mais do que formar atletas, queremos ajudar a construir sonhos e abrir caminhos para o futuro desses jovens”, destaca.

O Jogada Certa é uma iniciativa gratuita realizada em parceria com o Ministério do Esporte e executada pela GERAR (Geração de Emprego, Renda e Apoio ao Desenvolvimento Regional). O projeto oferece aulas de futebol e vôlei para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos, aliadas a atividades de cidadania e desenvolvimento social.

As atividades acontecem em Curitiba, São José dos Pinhais, Araucária e Londrina, beneficiando cerca de 250 participantes. Além das aulas com profissionais de Educação Física, os alunos recebem material esportivo, uniforme, mochila, chuteira e lanche durante os encontros, sem qualquer custo para as famílias.

A trajetória de Yasmin reforça como o acesso ao esporte, aliado ao acompanhamento de educadores e ao incentivo correto, pode transformar vidas e revelar talentos capazes de alcançar voos cada vez mais altos.

Hospital Veterinário faz um alerta para a posse responsável

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Hospital Veterinário faz um alerta para a posse responsável

Ter um animal de estimação é o sonho de muita gente, mas a realidade vai além de receber carinho e brincar nos finais de semana. Cães e gatos vivem, em média, 14 anos. Ao longo desse tempo, eles vão precisar de espaço, comida de qualidade, vacinas e, acima de tudo, paciência. O Hospital Veterinário Municipal de Curitiba reforça que a posse responsável é a única ferramenta definitiva para zerar os índices de maus-tratos e abandono na cidade.

A posse responsável nada mais é do que assumir o controle total sobre a vida e a dignidade do seu pet, garantindo que ele não seja apenas um morador da casa, mas um membro protegido da família.

Muitos responsáveis acreditam que dar abrigo e restos de comida é o suficiente, mas a negligência com a saúde e o espaço físico também configura maus-tratos. Manter o animal preso em correntes curtas, sem acesso ao sol ou exposto à chuva, por exemplo, quebra qualquer protocolo de bem-estar.

Rafael Binder, Diretor Clínico do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba, lida diariamente com as consequências da falta de informação e planejamento das famílias. “A posse responsável começa antes mesmo do animal chegar em casa. O responsável precisa se perguntar se tem tempo e orçamento para esse pet. No hospital, vemos muitos animais deixados em sofrimento porque a família achou que a doença sumiria sozinha ou que o tratamento seria desnecessário. Tratar quando está doente, vacinar anualmente e oferecer um ambiente seguro não são opcionais, são deveres de quem escolheu adotar,” afirma Binder.

O primeiro Hospital Veterinário Municipal da cidade, viabilizado pelo esforço do deputado Matheus Laiola, funciona como a última linha de defesa para os animais que foram vítimas dessa falta de responsabilidade. Mas a estrutura pública só funciona se a população fizer a sua parte na base.

Além do atendimento hospitalar para urgências, Curitiba facilita a prática da guarda responsável oferecendo programas de castração gratuita para o controle populacional e rações acessíveis que logo deverão estar à venda nas unidades do Armazém da Família, aliviando o orçamento das famílias cuidadoras.

Para garantir o atendimento clínico do seu animal, o agendamento prévio é obrigatório e deve ser realizado online pelo sistema da Prefeitura de Curitiba ou pelo portal da Rede de Proteção Animal. O foco do serviço são as ONGs, protetores independentes e famílias inscritas em programas sociais.

Casos de Influenza A aumentam em todo o Brasil

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Casos de Influenza A aumentam em todo o Brasil

Às vésperas do Dia Nacional da Imunização (09/06), especialista alerta para a importância da vacinação coletiva e aponta cinco estratégias para frear o vírus

O avanço dos casos de Influenza A no Brasil acendeu o alerta das autoridades sanitárias. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelam que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o rinovírus estão entre os principais causadores da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que quase todas as unidades da Federação – com exceção de Rondônia – estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Além disso, 20 delas também apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas).

Dia Nacional da Imunização

Nas vésperas do Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho e instituído para conscientizar a população sobre a segurança e a eficácia das vacinas, a discussão ganha ainda mais relevância.

“Diante deste cenário crítico, a vacinação se reafirma como a ferramenta mais eficaz para conter o vírus, proteger a saúde individual e restabelecer a imunidade coletiva”, explica a coordenadora do curso de Enfermagem do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR) e mestre em Promoção da Saúde, Greice Kely Nogueira.

Eficiência comprovada

A especialista salienta que os imunizantes são gratuitos, seguros e eficazes. Eles passam por rigorosos ensaios clínicos, trazem grande impacto na qualidade de vida e são submetidos às análises da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de chegarem aos postos de saúde.

“Individualmente, as vacinas reduzem significativamente o risco de infecção, complicações e óbitos. Já no âmbito coletivo, contribuem para a redução da circulação de vírus e bactérias na população, interrompendo cadeias de transmissão e protegendo, de forma indireta, grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas”, explica Greice.

Adesão x fake News

Apesar de o Brasil possuir o Programa Nacional de Imunizações (PNI), um dos maiores e mais respeitados sistemas públicos e gratuitos de vacinação do mundo, a queda na cobertura vacinal preocupa.

Segundo a especialista, a hesitação da população em se vacinar é alimentada por um fenômeno complexo: a desinformação, o medo infundado de efeitos colaterais e a “falsa sensação de segurança”.

“A ideia de que não é necessário vacinar-se porque ‘as doenças não existem mais’ é um equívoco. Muitas doenças estão controladas justamente pela vacinação. A redução da cobertura vacinal pode levar ao retorno de moléstias já eliminadas, como observado com o sarampo em anos recentes”, adverte.

Greice também desmistifica boatos comuns, como o de que o imunizante da gripe seria capaz de provocar a doença. “A vacina contra influenza é produzida com vírus inativados ou fragmentados, incapazes de causar a doença”, afirma.

Estratégias de combate

Para reverter o quadro epidemiológico e aumentar a adesão às campanhas atuais, a coordenadora defende ações práticas, descentralizadas e uma combinação de vigilância epidemiológica e hábitos diários de higiene:

1) Vacinação anual: Foco total na campanha em andamento, especialmente para os grupos prioritários (idosos, crianças e pessoas com comorbidades);
2) Acesso ampliado: Ampliação dos horários de atendimento nos postos e realização de campanhas de vacinação nas escolas;
3) Esquema vacinal completo: Respeitar as doses de reforço e os intervalos preconizados pela ciência para garantir proteção duradoura;
4) Higiene e etiqueta respiratória: Lavagem frequente das mãos e uso de lenços descartáveis ao tossir ou espirrar;
5) Proteção em aglomerações: Uso de máscaras por indivíduos que apresentem sintomas gripais e preferência por ambientes ventilados.

“Investir na imunização é a escolha mais inteligente para o país. A vacinação é reconhecida como uma das intervenções mais custo-efetivas em saúde pública. Ela evita milhões de mortes anualmente e reduz significativamente a sobrecarga dos sistemas de saúde”, complementa Greice Kely Nogueira.

Sobre o Centro Universitário Integrado

O Centro Universitário Integrado oferta ensino superior de excelência. A instituição tem nota máxima (5) no Ministério da Educação (MEC), é reconhecida como o melhor Centro Universitário do Paraná (CPC/MEC) e figura entre as mais sustentáveis do Brasil (ranking UI GreenMetric).

Sediado em Campo Mourão (PR), com presença no Paraná, Mato Grosso do Sul e Amapá, o Centro Universitário Integrado proporciona educação de vanguarda em mais de 60 cursos de graduação — incluindo Medicina, Agronomia, Odontologia e Direito — e em mais de 70 cursos de pós-graduação. A formação multidisciplinar oferecida ajuda a transformar vidas e está conectada às demandas do mercado global.

A instituição de ensino superior possui estrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, ecossistema próprio de inovação, pesquisa e fomento ao empreendedorismo, frente de investimento em startups, professores mestres e doutores com vivência prática e experiência profissional.

O Centro Universitário Integrado faz parte do Grupo Integrado, que em 2026 completa 40 anos e engloba o Colégio Integrado, o Instituto Integrado de Ciência e Tecnologia (IN2), a Integrado Genética, as plataformas Super Professor e Coonect.se e a Faculdade Integrado de Macapá.

Obras de mobilidade impulsionam valorização imobiliária e desenvolvimento econômico dos bairros de Curitiba

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Obras de mobilidade impulsionam valorização imobiliária e desenvolvimento econômico dos bairros de Curitiba

As obras de mobilidade urbana em andamento em Curitiba têm potencial para ampliar a valorização imobiliária de diferentes regiões da cidade, especialmente nos bairros diretamente beneficiados por intervenções estruturantes. Entre os projetos de destaque estão o Novo Inter 2, o BRT Leste-Oeste e o Programa de Revitalização e Obras (PRO Curitiba), que reúne um conjunto de ações voltadas à modernização da capital paranaense.

Com investimentos superiores a R$ 6 bilhões, o PRO Curitiba contempla obras já concluídas, empreendimentos em execução e novos projetos previstos até 2028. Entre as prioridades está a requalificação da malha viária, dando continuidade ao programa Asfalto Novo, que busca melhorar a infraestrutura urbana e a mobilidade em diversas regiões da cidade.

De acordo com o secretário municipal de Obras Públicas de Curitiba, Luiz Fernando Jamur, os investimentos em infraestrutura têm reflexos que vão além da mobilidade. “Esses investimentos têm um papel decisivo no fortalecimento econômico da cidade. São milhares de famílias beneficiadas direta e indiretamente pelas oportunidades criadas nas frentes de obra e nos setores que as apoiam”, destaca.

Para Sergio Zimmermann, diretor executivo da Estruturar Imóveis Comerciais, a melhoria da infraestrutura urbana tende a gerar impactos positivos tanto para o mercado imobiliário quanto para a economia local. “Investimentos em mobilidade aumentam a atratividade dos bairros, melhoram a conexão entre regiões e contribuem para a valorização dos imóveis, especialmente em áreas que passam a oferecer mais acessibilidade e qualidade de vida”, explica.

Segundo o especialista, os benefícios também se refletem na atividade econômica. “Grandes obras públicas movimentam a cadeia da construção civil, geram empregos diretos e indiretos e estimulam novos investimentos privados, criando um ambiente favorável para o crescimento econômico dos bairros”, complementa Zimmermann.

Ele destaca ainda que a modernização da infraestrutura urbana fortalece o desenvolvimento de longo prazo da cidade. “Projetos como o Novo Inter 2, o BRT Leste-Oeste e as intervenções previstas no PRO Curitiba ajudam a criar novas centralidades urbanas, ampliando oportunidades para o comércio, serviços e empreendimentos imobiliários comerciais nas regiões atendidas”, finaliza.

Com a ampliação da mobilidade e a melhoria das condições de circulação, a expectativa é que os bairros contemplados pelas obras ganhem competitividade, atraiam novos negócios e consolidem um ciclo de valorização urbana nos próximos anos.

Sion comemora 120 anos e transforma memórias de gerações em patrimônio afetivo de Curitiba

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Sion comemora 120 anos e transforma memórias de gerações em patrimônio afetivo de Curitiba

Projeto Memória Viva e encontro de gerações marcaram as comemorações da instituição que segue formando cidadãos para o futuro

O Colégio Nossa Senhora de Sion celebrou, no último sábado (6), seus 120 anos de história com uma programação especial que reuniu alunos, ex-alunos, famílias, educadores e convidados em dois momentos marcados pela emoção, gratidão e valorização da memória coletiva construída ao longo de mais de um século de atuação em Curitiba.

As comemorações tiveram início com uma Missa em Ação de Graças na Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, celebrada com a participação do Coral de Alunos do Sion. Entre os presentes estava o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, que mantém uma ligação afetiva com a instituição, onde estudou sua esposa, Margarita Sansone, falecida em 2024. Ao longo dos anos, Greca sempre destacou publicamente o carinho e a admiração que nutria pelo colégio, reconhecendo sua contribuição para a formação de gerações de curitibanos.

Após a celebração religiosa, os convidados seguiram para um almoço comemorativo no Restaurante Dom Antônio, onde a comunidade sionense teve a oportunidade de reencontrar colegas, professores e profissionais que ajudaram a construir a trajetória da instituição.

Durante seu pronunciamento, a diretora Juliana Pedroso ressaltou que a história do Sion é, acima de tudo, uma história de pessoas. “Hoje celebramos 120 anos de história, mas, acima de tudo, celebramos 120 anos de pessoas. Pessoas que ensinaram, aprenderam, serviram, sonharam, construíram e amaram. Nossa história foi construída por muitas mãos e celebrada por muitos corações”, afirmou.

A diretora também agradeceu aos professores, colaboradores, famílias, alunos e ex-alunos que contribuíram para a consolidação da instituição ao longo das décadas. “Vocês confirmam algo em que sempre acreditamos: o Sion é muito mais do que uma escola. É uma casa. Uma casa que deixa marcas profundas no coração e que jamais é esquecida. Uma casa para a qual se retorna sempre com alegria”, destacou.

O sentimento de pertencimento foi um dos temas centrais da celebração. Ex-aluna da instituição, Carolina S. Augusto lembrou que a formação oferecida pelo Sion sempre ultrapassou os limites do conteúdo acadêmico. “O colégio não ensina apenas conteúdos e técnicas. Ele ensina valores e proporciona uma formação integral para cada aluno e cada aluna. Ao longo da trajetória escolar, os estudantes são incentivados a desenvolver não apenas competências acadêmicas, mas também habilidades humanas que os tornam profissionais e cidadãos melhores”, afirmou.

Segundo ela, a valorização das diferenças, o respeito ao próximo e a convivência baseada na empatia e na responsabilidade continuam sendo marcas da instituição. “Com turmas menores e uma comunidade bastante participativa, cada aluno é visto de forma única, recebe atenção individualizada e encontra espaço para se desenvolver plenamente”, acrescentou.

Também durante as homenagens, a diretora Magda Lopes Bacellar agradeceu a presença de representantes das unidades de São Paulo e Rio de Janeiro, além de conselheiros, parceiros e amigos da instituição. Em seu discurso, fez questão de lembrar uma das figuras mais emblemáticas da história do colégio. “Não poderia deixar de lembrar da Irmã Maria Cristina, conhecida por todos como Soeur Cristina, cuja dedicação ajudou a moldar a identidade e os valores do Sion ao longo de tantas gerações”, ressaltou.

Magda também destacou a participação da artista plástica Denise Roman, responsável pela criação da agenda do jubileu e por toda a identidade visual dos 120 anos. “Foi ela quem traduziu, com sensibilidade e beleza, tudo o que este momento representa para a nossa comunidade”, afirmou.

Outro momento especial foi a presença dos jovens participantes do XV Encontro da Juventude Cristianista do Brasil, que participaram das celebrações e simbolizaram a continuidade da missão educadora da Congregação de Nossa Senhora de Sion.

Memória Viva

Mais do que celebrar o passado, o aniversário de 120 anos também marca o lançamento do projeto “Memória Viva Sion”, iniciativa que convida alunos, ex-alunos, famílias, professores e colaboradores a contribuírem para a construção de um grande acervo coletivo da instituição.

A proposta busca reunir fotografias, relatos, vídeos, documentos e lembranças capazes de reconstruir diferentes épocas da escola e preservar não apenas a história do colégio, mas também fragmentos importantes da memória afetiva de Curitiba.

Fundado em 1906, quando a capital paranaense ainda dava seus primeiros passos rumo à modernidade, o Sion acompanhou as transformações da cidade e formou gerações de estudantes que ajudaram a construir a identidade curitibana.

Ao longo de sua trajetória, a instituição consolidou uma proposta pedagógica singular, baseada na formação integral do ser humano e na combinação dos métodos Montessori-Lubienska e Ramain, tornando-se referência em educação humanizada.

Ao celebrar seus 120 anos, o Colégio Nossa Senhora de Sion reafirma o legado construído por educadores, religiosas, alunos e famílias, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações e continua fazendo parte da história de Curitiba.

Como define uma das frases mais emblemáticas da Congregação de Nossa Senhora de Sion, fundada pelo Padre Théodore Ratisbonne, o Sion permanece sendo “uma casa que se deixa um dia, que não se esquece jamais e que se retorna sempre com alegria”.

Juliana Pedroso, diretora do Colégio Sion, as Irmãs da Congregação Nossa Snehora de Sion,e Irmã Maria Hermíniae Irmã Madalena Maria e Magda Lopes Bacellar, diretora do Colégio Sion. Crédito da foto: Marcelo Araújo

Muito Além da Imunidade: Vacinação Protege a Autonomia de Idosos e Garante Segurança para Crianças Alérgicas

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Muito Além da Imunidade: Vacinação Protege a Autonomia de Idosos e Garante Segurança para Crianças Alérgicas

Unindo Alergologia e Fisiologia Respiratória, a médica e pesquisadora Dra. Caroline Pássaro desmistifica receios de pais e explica como a imunização atua como escudo sistêmico contra infartos, AVCs e perda da capacidade funcional pulmonar

O ato de se vacinar frequentemente é associado apenas à prevenção imediata de uma gripe ou infecção aguda. No entanto, o impacto real da imunização na saúde pública — sobretudo nos extremos da vida, como a infância e a terceira idade — é muito mais profundo e sistêmico. De acordo com a médica alergista, imunologista e anestesiologista Dra. Caroline Pássaro (MD PhD), a vacinação adequada é uma estratégia fundamental para proteger a autonomia dos idosos e assegurar o desenvolvimento saudável das crianças, mesmo aquelas que convivem com quadros alérgicos.

O Escudo Respiratório e Sistêmico na Terceira Idade

Com o envelhecimento natural do corpo, o sistema imunológico passa por um processo chamado imunossenescência, deixando os idosos mais expostos a complicações de saúde. Nesse cenário, vacinas como a da Influenza (gripe) e a Pneumocócica funcionam como um verdadeiro pilar de sustentação da capacidade funcional do pulmão a longo prazo.

“A vacinação contra influenza e contra o pneumococo tem um papel muito importante na preservação da saúde respiratória dos idosos, indo além da simples prevenção de infecções agudas”, esclarece a Dra. Caroline Pássaro. “Ao evitar episódios repetidos de pneumonia, ajudamos a preservar a capacidade pulmonar e a qualidade de vida, reduzindo o risco de fragilidade e dependência funcional. Vacinar-se significa proteger a autonomia e a função respiratória ao longo do envelhecimento.”

A especialista, que possui doutorado na área de Fisiologia Respiratória pela UFRJ, ressalta que as agressões infecciosas repetidas podem acelerar a perda de fôlego e causar danos permanentes ao tecido pulmonar. Mas o benefício não para nos pulmões: a proteção gerada pelas vacinas reduz drasticamente a inflamação generalizada que essas infecções causam, atuando diretamente na prevenção de eventos cardiovasculares graves, como infarto agudo do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

“Ao reduzir o risco e a gravidade de doenças como gripe e pneumonia, a vacinação ajuda a evitar a piora de comorbidades, internações e eventos cardiovasculares. Dessa forma, ela atua como um importante escudo sistêmico”, pontua.

Mitos na Infância: Crianças Alérgicas Podem e Devem Ser Vacinadas

Se na terceira idade o desafio é manter a autonomia, na infância o principal obstáculo para a cobertura vacinal ainda é o receio infundado dos pais. É comum que famílias de crianças com diagnóstico de asma, dermatite atópica ou alergias alimentares tenham medo de aplicar as doses do calendário básico, suspeitando de reações adversas graves.

“A grande maioria dessas condições não representa contraindicação para nenhuma vacina do calendário infantil”, desmistifica a médica. “Um erro frequente é associar qualquer reação à alergia. Febre, dor local, vermelhidão e mal-estar são reações esperadas do próprio sistema imunológico em resposta à vacina, bem diferentes de reações alérgicas verdadeiras, que são raras — o choque anafilático, por exemplo, ocorre em poucos casos por milhão de doses.”

A alergia ao ovo também costuma afastar pais dos postos de vacinação em campanhas contra a gripe, uma preocupação que a ciência já superou. “Hoje sabemos que a vacina influenza pode ser administrada com segurança mesmo em pacientes com alergia ao ovo, incluindo aqueles com histórico de reações mais intensas, seguindo as recomendações atuais das sociedades científicas”, assegura a especialista.

Aliada Vital Contra as Crises de Asma

O consultório da alergista revela que, na verdade, os pacientes asmáticos e hiperreativos são justamente os que mais necessitam da cobertura vacinal em dia, uma vez que os vírus respiratórios — como a Influenza e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) — figuram entre os principais gatilhos para crises graves.

“Crianças com asma podem apresentar complicações mais importantes quando desenvolvem infecções respiratórias. Em crianças e idosos asmáticos, as vacinas ajudam a reduzir exacerbações, internações e perda de função pulmonar, contribuindo para a estabilidade da doença. Por isso, a imunização deve ser considerada parte do manejo contínuo da asma”, detalha a Dra. Caroline.

Ela complementa lembrando que o calendário infantil foi desenhado estrategicamente para cobrir os momentos de maior vulnerabilidade biológica da criança: “Como o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento nos primeiros anos de vida, vacinar no momento correto garante proteção precoce. Adiar as doses apenas prolonga o período de vulnerabilidade da criança e aumenta o risco de complicações evitáveis.”

Avanço Tecnológico e Inclusão de Pacientes Imunodeficientes

As inovações da medicina diagnóstica e laboratorial também trouxeram respostas promissoras para pacientes com condições mais complexas, como os erros inatos da imunidade (imunodeficiências). A transição de tecnologias antigas para plataformas modernas de engenharia molecular abriu portas para uma proteção muito mais inclusiva.

“Os avanços da imunologia e das novas tecnologias vacinais, como RNA mensageiro e subunidades proteicas, tornaram a vacinação mais segura para pacientes com imunodeficiências”, comemora a pesquisadora. “Como essas vacinas não utilizam microrganismos vivos, elas apresentam menor risco e permitem uma proteção mais eficaz e personalizada para crianças e idosos com alterações do sistema imunológico. Logo, não devemos deixar de vacinar uma criança por medo.”

A orientação final da especialista reforça que as decisões familiares de saúde devem sempre buscar amparo técnico e científico, ignorando boatos sem respaldo técnico. Em casos de dúvidas específicas ou suspeitas reais de alergia a algum componente vacinal, o parecer individualizado de um alergista e imunologista é o caminho seguro para desenhar a melhor estratégia de imunização, garantindo que ninguém fique desprotegido.

Exame toxicológico passa a ser obrigatório para primeira CNH a partir de junho

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Exame toxicológico passa a ser obrigatório para primeira CNH a partir de junho

Nova regra vale para candidatos das categorias A e B; exame identifica uso de substâncias psicoativas em até 90 dias

A partir de 1º de junho de 2026, candidatos que iniciarem o processo para tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B precisarão realizar exame toxicológico obrigatório. A medida amplia uma exigência que antes valia apenas para motoristas profissionais das categorias C, D e E e passa a incluir todos os novos condutores do país.

A nova regra vale para qualquer cidadão que abrir o processo de primeira habilitação de carro ou moto a partir de junho. Também passa a ser exigida em casos de reabilitação da Permissão para Dirigir (PPD). Já quem iniciou ou contratou o processo na autoescola até o fim de maio segue as regras anteriores e fica isento da exigência.

O candidato poderá seguir normalmente com as aulas teóricas e práticas ao longo do processo. No entanto, o resultado negativo do exame toxicológico deverá estar obrigatoriamente inserido no sistema antes da emissão da Permissão para Dirigir. Sem o laudo, a CNH provisória não será liberada.

Segundo o responsável técnico do LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, Marcos Kozlowski, a principal dúvida dos candidatos costuma ser sobre como o exame funciona e o que pode interferir no resultado. “O exame toxicológico exigido para a CNH é do tipo larga janela de detecção, capaz de identificar o consumo de substâncias psicoativas em um período aproximado de 90 dias. Diferente de exames de sangue ou urina, ele permite uma análise retrospectiva mais ampla”, explica.

A coleta é feita por meio de amostras de cabelo, pelos do corpo ou unhas. Entre as substâncias rastreadas estão derivados da cocaína, maconha, anfetaminas, incluindo rebites e ecstasy, e opióides. O álcool e o tabaco não fazem parte da análise.

Outra dúvida frequente envolve medicamentos de uso contínuo. Segundo Kozlowski, alguns compostos podem interferir na interpretação técnica do exame, por isso é importante informar corretamente qualquer medicação utilizada. “O ideal é que o candidato apresente receitas e relate o uso de medicamentos no momento da coleta. Toda análise leva em consideração esse contexto técnico”, afirma.

O especialista também esclarece que não é necessário jejum nem preparo específico antes da coleta. “É um exame simples e rápido. A orientação principal é apenas que o candidato apresente um documento oficial e informe corretamente seus dados e histórico de medicações”, diz. Caso o resultado seja positivo, o candidato fica impedido de emitir a CNH por até 90 dias, podendo solicitar contraprova com a segunda amostra coletada. O resultado sai em até 7 dias.

O LANAC realiza a coleta do exame toxicológico em mais de 70 postos em Curitiba, Região Metropolitana, Campo Largo e litoral do Paraná. Não é necessário agendamento prévio. Informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 3023-1749, WhatsApp (41) 98737-2529 ou pelo site www.lanac.com.br.