Especialistas explicam como diferenciar casos e sintomas que exigem intervenção imediata daqueles que podem esperar por uma consulta agendada
Estudos internacionais apontam que entre 20% e 40% dos atendimentos em serviços de emergência são classificados como não urgentes. No Brasil, levantamentos de secretarias estaduais e hospitais indicam cenário semelhante, com a superlotação frequentemente associada a casos de baixa complexidade.
A busca por serviços de emergência sem necessidade real contribui para o aumento do tempo de espera de pacientes em situação grave, sobrecarrega equipes e compromete a eficiência do atendimento — mas o movimento inverso também traz riscos relevantes à saúde.
A dúvida sobre quando procurar um pronto atendimento ou um serviço eletivo, no entanto, é mais comum do que se imagina, conta o médico Hael Marcal Chaves Haenisch, coordenador médico do Setor de Emergência no Pilar Hospital, em Curitiba. Uma parcela significativa dos pacientes tem dificuldade em diferenciar situações de urgência de quadros de menor complexidade, especialmente diante de sintomas inespecíficos.
Como decidir no dia a dia
Nesses casos, a decisão costuma ser guiada mais pela percepção de risco do que pela falta de informação, o que ajuda a explicar tanto a procura excessiva por emergências quanto a demora em buscar atendimento em situações críticas. O especialista lembra que é necessário observar alguns sinais de alerta para a melhor decisão.
“Dor no peito, falta de ar, desmaios, confusão mental, fraqueza súbita, dificuldade para falar, convulsões, sangramentos intensos ou traumas são exemplos clássicos. Nesses casos, o tempo de resposta faz toda a diferença no desfecho do paciente”, explica.
Uma forma simples de decidir, orienta, é observar a intensidade e a evolução dos sintomas. Se há sinais súbitos, intensos, piora rápida ou alteração de consciência e respiração, o caminho é o pronto atendimento. Já em quadros leves a moderados, com evolução mais lenta e sem impacto nas funções vitais, o Centro Médico costuma ser a melhor escolha.
“Quando o paciente procura o serviço adequado, o atendimento tende a ser mais rápido, direcionado e eficiente, com menor risco de complicações”, acrescenta.
Atendimento integrado e continuidade do cuidado
Esse direcionamento também passa pela organização dos serviços de saúde. De acordo com Elena Alves dos Santos Rosa, supervisora do Centro Médico do Pilar, o modelo de atendimento eletivo é estruturado justamente para absorver casos de menor complexidade com mais agilidade e continuidade de cuidado.
“O Centro Médico trabalha exclusivamente com consultas agendadas, voltadas principalmente para acompanhamento, prevenção e tratamento de condições que não exigem intervenção imediata. Isso permite um atendimento mais organizado e focado na necessidade do paciente”, explica.
Segundo ela, a estrutura integrada facilita toda a jornada. “Além das consultas, o paciente já pode sair com retornos, exames e procedimentos encaminhados, o que reduz etapas e evita que ele precise buscar esse cuidado em diferentes locais”, afirma.
A proximidade com o hospital também garante suporte em situações mais complexas. “Embora o atendimento no Centro Médico seja eletivo, estamos totalmente conectados à estrutura hospitalar. Se houver necessidade de avaliação emergencial ou internação, esse encaminhamento é feito de forma ágil e segura”, destaca.
Elena ressalta que essa integração contribui diretamente para a eficiência do sistema como um todo. “Quando cada serviço é utilizado de forma adequada, conseguimos reduzir a sobrecarga no pronto atendimento e garantir que os pacientes recebam o cuidado certo no momento certo, com mais segurança e qualidade”, conclui.
Sobre o Pilar Hospital
Com mais de 60 anos de tradição, o Pilar Hospital é reconhecido como referência na integração de tecnologia avançada e atendimento humanizado. Localizado no bairro Bom Retiro, em Curitiba, o hospital atende pacientes de todo o Paraná, oferecendo suporte essencial em diversas especialidades médicas. Sua estrutura robusta inclui 81 unidades de internação (enfermaria e apartamento) e 39 unidades de terapia intensiva e o Pilar Centro Médico, que realiza procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos de baixa complexidade, em regime de hospital dia, consolidando seu papel na qualidade e acesso à saúde para os paranaenses.