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Curitiba entra na era dos estúdios premium

Crescimento dos podcasts e da produção de conteúdo corporativo impulsiona a criação de novos espaços especializados na capital paranaense

A forma como empresas, executivos e profissionais se comunicam mudou radicalmente nos últimos anos. Se antes a presença digital se limitava a posts em redes sociais, hoje podcasts, videocasts e conteúdos audiovisuais estratégicos passaram a ocupar espaço central nas estratégias de posicionamento de marca e geração de negócios. O movimento acompanha uma tendência global de crescimento da chamada creator economy, mercado que reúne criadores de conteúdo, marcas e plataformas digitais e movimenta bilhões de dólares em todo o mundo.

No Brasil, o consumo de podcasts segue em expansão. O país figura entre os maiores mercados consumidores desse formato, enquanto empresas de diversos segmentos passaram a utilizar o audiovisual como ferramenta para fortalecer autoridade, compartilhar conhecimento e se aproximar de clientes e parceiros. O resultado é uma demanda crescente por ambientes profissionais capazes de entregar qualidade técnica, identidade visual e experiência de produção.

É dentro desse cenário que Curitiba ganha um novo espaço voltado à produção de conteúdo audiovisual. O Tokyo Elev Studio nasce com uma proposta diferente dos modelos tradicionalmente encontrados no mercado. Em vez dos cenários padronizados que se popularizaram nos últimos anos, o estúdio aposta em uma estética minimalista, elegante e atemporal, permitindo que o foco permaneça no conteúdo e nas pessoas que estão diante das câmeras.

O projeto é resultado da união de três empresários com experiências complementares em tecnologia, marketing e produção audiovisual. Estão à frente da iniciativa Sérgio Ishii, fundador da GKBoard, plataforma especializada em inteligência de dados; Hegon Azevedo, especialista em marketing voltado à área médica; e Héber Guimarães, fundador da Elev Produções.

Segundo os idealizadores, a proposta vai além da locação de um espaço físico. O objetivo é oferecer uma estrutura capaz de atender desde criadores de conteúdo até empresas que buscam profissionalizar sua comunicação e fortalecer sua presença digital.

“A produção de conteúdo deixou de ser uma ação complementar e passou a fazer parte da estratégia de crescimento das empresas. Quem não produz conteúdo relevante corre o risco de perder espaço, visibilidade e conexão com seu público. Criamos um ambiente que valoriza a mensagem, a identidade e a qualidade da comunicação”, afirmam os sócios.

A escolha por um conceito visual mais limpo acompanha uma tendência observada em grandes centros de produção audiovisual. Em vez de cenários excessivamente decorados, cresce a busca por ambientes sofisticados e versáteis, capazes de transmitir profissionalismo e credibilidade sem competir com o conteúdo apresentado.

Além do crescimento do mercado de podcasts, especialistas apontam que a demanda por vídeos corporativos, entrevistas, programas próprios e conteúdos educacionais deve continuar aumentando nos próximos anos, impulsionada pelo avanço das plataformas digitais e pela necessidade das marcas de construir relacionamento contínuo com seus públicos.

A inauguração oficial do Tokyo Elev Studio acontece no dia 3 de junho, às 19h, no EVA Space, em Curitiba. O evento reunirá empresários, criadores de conteúdo, profissionais de marketing e convidados para apresentar o novo espaço e celebrar uma fase de maior maturidade na produção de conteúdo audiovisual da capital paranaense.

Serviço: Tokyo Elev Studio
Inauguração Oficial
Data: 3 de junho
Horário: 19h
Local: EVA Space, Curitiba
@tokyoelevstudio

Corpus Christi: Confira destinos e dicas para aproveitar feriado prolongado pelo Paraná

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Viagens mais curtas, longe das grandes cidades, são tendência. Especialista dá dicas sobre cuidados essenciais com o carro antes de pegar a estrada

Com a chegada do feriado de Corpus Christi, na quinta-feira, 4 de junho, muitos curitibanos devem aproveitar os dias de descanso para fazer viagens curtas e explorar destinos pelo próprio estado. Segundo o relatório Wow! Turismo do Futuro, publicado pela plataforma de viagens KAYAK, uma das tendências deste ano é a busca por viagens rápidas, longe dos grandes centros urbanos. Para 86% dos entrevistados, áreas rurais e cidades menores são destinos mais atrativos. Além disso, 43% afirmam procurar experiências mais genuínas.

Para os paranaenses, o estado reúne cidades com diversidade cultural, gastronomia diversificada, natureza abundante e paisagens deslumbrantes. Quem procura por road trips — termo utilizado para descrever viagens de carro ou moto —  encontra no Paraná roteiros variados, seja para descansar à beira-mar, explorar cachoeiras, conhecer cidades históricas ou aproveitar o turismo religioso. Confira algumas opções de viagens pelo estado no feriado prolongado:

  • Morretes: clássico das road trips paranaenses, o destino localizado no litoral combina atmosfera histórica, gastronomia e paisagens da Serra do Mar. A viagem pela Estrada da Graciosa já faz parte da experiência, especialmente nos dias mais frios de junho.
  • Ponta Grossa: ideal para quem busca natureza e aventura sem passar horas na estrada. A cidade, que fica a pouco mais de 100 km de Curitiba, é a porta de entrada para atrações dos Campos Gerais, como o Parque Estadual de Vila Velha, conhecido pelas formações rochosas e trilhas e pelas trilhas em meio aos campos naturais da região, além do Buraco do Padre, parque de natureza com biodiversidade, história e cenários incríveis.
  • Prudentópolis: conhecida como a terra das cachoeiras gigantes, reúne cenários ideais para ecoturismo e contato com a natureza. O município também preserva forte influência da cultura ucraniana, presente na gastronomia e na arquitetura local.
  • Guaratuba: fora da alta temporada, o litoral paranaense ganha outro ritmo, com praias mais tranquilas e clima ideal para descanso. No feriado de Corpus Christi, Guaratuba atrai viajantes em busca de um descanso à beira-mar sem abrir mão da praticidade da viagem de carro. A cidade conta com restaurantes especializados em frutos do mar, lojas dos mais variados estilos e um mercado municipal com uma grande variedade de peixes e crustáceos recém-chegados das embarcações dos pescadores.
  • Foz do Iguaçu: para quem pode estender um pouco mais a viagem, o destino localizado a pouco mais de 600 km da capital, reúne natureza, gastronomia e experiências internacionais na tríplice fronteira. As Cataratas do Iguaçu e o Parque das Aves seguem como principais atrativos turísticos do país e ganham ainda mais destaque no clima mais ameno de junho.
  • Lunardelli: conhecida como a Capital Paranaense da Fé, a cidade recebe visitantes de diferentes regiões em busca de turismo religioso e momentos de espiritualidade. O principal destaque é o Santuário de Santa Rita de Cássia, um dos mais importantes pontos de peregrinação do estado. 
  • Campo Mourão: além das atrações naturais e do turismo regional, o município costuma atrair visitantes durante celebrações religiosas e eventos ligados ao calendário católico, especialmente em torno da Catedral São José. A cidade também serve como base para explorar destinos do Centro-Oeste paranaense durante o feriado prolongado, assim como resorts com águas termais.

Cuidados com o carro antes de pegar a estrada no feriado

Antes de “cair na estrada” para aproveitar os dias de folga, é fundamental que os motoristas façam uma avaliação preventiva do veículo para evitar imprevistos durante a viagem. Pneus desgastados, nível irregular de óleo, falhas nos freios e problemas na bateria estão entre os pontos que merecem mais atenção antes de percorrer trajetos mais longos, especialmente em viagens por serras, estradas litorâneas e rodovias com maior fluxo. “Em feriados prolongados, o aumento do movimento nas estradas exige ainda mais atenção às condições do veículo. Muitos problemas podem ser evitados com inspeções simples feitas antes da viagem, sobretudo em componentes sujeitos ao desgaste natural”, afirma o diretor de pós-vendas do Grupo Servopa, Marcelo Rocha.

O especialista também reforça a importância de observar sinais que costumam passar despercebidos no dia a dia, como ruídos incomuns, vibrações, aumento no consumo de combustível ou dificuldade na frenagem. “Além da segurança, a revisão preventiva contribui para uma condução mais eficiente e confortável, especialmente em trajetos de média e longa distância”, detalha.

Antes de viajar, alguns itens exigem atenção redobrada, Rocha destaca:

  • Pneus e estepe: é importante verificar as condições dos pneus, observando desgaste, calibragem e possíveis danos na borracha. O estepe também deve estar em boas condições de uso, já que muitas vezes acaba esquecido na rotina diária.
  • Freios e suspensão: ruídos, vibrações ou dificuldade na frenagem podem ser sinais de que o veículo precisa de manutenção. Em trajetos mais longos, especialmente em trechos de serra ou rodovias movimentadas, os sistemas de freios e suspensão precisam estar em pleno funcionamento para garantir mais estabilidade e segurança.
  • Óleo, bateria e sistema elétrico: checar o nível do óleo e o prazo da última troca ajuda a evitar problemas mecânicos durante o trajeto. Também é importante verificar as condições da bateria, além do funcionamento dos faróis, das lanternas, das setas e dos limpadores de para-brisa.
  • Documentação e itens obrigatórios: antes de sair de casa, os motoristas devem conferir a validade da CNH e da documentação do veículo. Triângulo de sinalização, macaco e chave de roda também precisam estar no carro e em condições adequadas de uso.

“Quando o veículo está em dia, a viagem deixa de ser preocupação e passa a ser experiência e diversão. A revisão preventiva é o primeiro passo para uma viagem mais segura e tranquila”, finaliza Marcelo.

Sobre o Grupo Servopa

Há 70 anos atuando no mercado, o Grupo Servopa se consolidou como um dos principais grupos do setor automotivo no Brasil, representando 15 marcas de renome como Volkswagen, Audi, Hyundai, BYD, GAC, Honda, Peugeot, Volvo e Harley-Davidson. Com sede em Curitiba (PR), reúne operações em concessionárias de veículos, consórcios e serviços relacionados, com 52 lojas distribuídas nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Ghosting deixa marcas

Especialista alerta que desaparecimento repentino em relacionamentos pode provocar sofrimento emocional profundo e impactos na saúde mental

O fim silencioso de relacionamentos, conhecido popularmente como “ghosting”, tem se tornado cada vez mais comum na era digital e acendido um alerta entre especialistas em saúde emocional. A prática acontece quando uma pessoa simplesmente desaparece da vida da outra sem explicações, interrompendo contatos, mensagens e qualquer tipo de comunicação. Apesar de acontecer no ambiente virtual, os efeitos emocionais são reais e podem gerar ansiedade, insegurança e sensação intensa de abandono.

Segundo o neurocientista e hipnoterapeuta Renê Skaraboto, da clínica Hipnose para Todos o cérebro humano interpreta a rejeição emocional de maneira muito mais profunda do que muitas pessoas imaginam. “O ghosting é como uma despedida sem funeral. A pessoa simplesmente desaparece sem dar um motivo, sem encerrar o ciclo. Isso deixa o cérebro preso em expectativa, dúvida e sofrimento emocional”, explica.

De acordo com especialistas em comportamento, o cérebro humano ainda carrega mecanismos ancestrais ligados à sobrevivência em grupo. Durante milhares de anos, ser excluído de uma comunidade significava risco real de morte, vulnerabilidade e isolamento. Embora a sociedade tenha evoluído, o cérebro continua reagindo à rejeição social como um sinal de ameaça. “Nosso cérebro não foi feito para viver na velocidade das relações modernas. Quando alguém nos rejeita ou desaparece sem explicação, o inconsciente entende isso como perda de conexão e risco emocional”, afirma Renê.

O impacto psicológico pode ser ainda maior justamente pela ausência de respostas. Sem uma conversa final ou um encerramento claro, muitas pessoas permanecem alimentando expectativas, criando hipóteses e revivendo situações na tentativa de encontrar uma explicação. Esse processo aumenta o desgaste emocional e pode desencadear sintomas como insônia, ansiedade, baixa autoestima e dificuldade de confiar em novos relacionamentos.

Outro ponto levantado pelo especialista é a dificuldade crescente das pessoas em desenvolver comunicação emocional verdadeira. Em muitos relacionamentos, existe excesso de conversa superficial, mas pouca troca genuína de sentimentos. “Falar não é o mesmo que se comunicar. Muitos casais conversam sobre trabalho, rotina, notícias e problemas externos, mas não conseguem falar sobre suas dores, inseguranças e necessidades emocionais”, destaca.

Segundo ele, a ausência de diálogo é um dos principais fatores que enfraquecem os relacionamentos atuais. A comunicação emocional saudável exige maturidade, vulnerabilidade e disposição para conversas difíceis. “Quando as pessoas evitam conflitos ou desaparecem sem enfrentar situações desconfortáveis, acabam gerando ainda mais sofrimento no outro”, explica.

Especialistas em saúde mental reforçam que o autoconhecimento é uma das ferramentas mais importantes para lidar com situações de rejeição e abandono emocional. Direcionar toda a atenção para as atitudes do outro pode aumentar ainda mais o sofrimento. “Enquanto a pessoa continuar esperando respostas externas para se sentir bem, ela perde a conexão consigo mesma. O processo de cura começa quando ela volta o olhar para si”, afirma Renê.

Em um cenário cada vez mais acelerado e digital, profissionais alertam para a importância de fortalecer relações mais humanas, conscientes e transparentes. Pequenos momentos de conexão, escuta e diálogo podem fazer diferença significativa na construção de vínculos mais saudáveis e duradouros.

Serviço: Hipnose para Todos

Renê Skaraboto 

Neurocientista e Hipnoterapeuta

(41) 99692-9774

@hipnose_para_todos

www.clinicahipnoseparatodos.com.br

Ed. Batel Executive Center

Travessa João Turin, nº 37, sala 601, 6º andar, Água Verde, Curitiba/PR.

Tempo na roça vale aposentadoria

Milhares de trabalhadores podem usar anos de atividade rural para antecipar o benefício ou aumentar o valor recebido do INSS

Muitos brasileiros que hoje vivem nas cidades carregam uma história comum no interior do Paraná e de diversas regiões do país: a infância e a juventude dedicadas ao trabalho no campo. O que poucos sabem é que esse período pode fazer diferença significativa na aposentadoria. Em muitos casos, os anos trabalhados na agricultura familiar podem ser reconhecidos pelo INSS e incorporados ao histórico previdenciário, permitindo a antecipação da aposentadoria ou o aumento do valor do benefício.

O Paraná possui uma das maiores populações rurais do Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), milhares de famílias ainda vivem da agricultura familiar, atividade que historicamente contou com a participação de filhos e demais integrantes da família nas tarefas diárias da propriedade. Esse trabalho, realizado antes de novembro de 1991, pode ser computado como tempo de contribuição mesmo sem recolhimentos previdenciários na época.

De acordo com o advogado previdenciarista Humberto Tommasi, muitas pessoas deixam de exercer esse direito por desconhecimento. “Recebemos frequentemente trabalhadores que passaram anos ajudando os pais na lavoura e acreditam que esse período não tem qualquer valor para a aposentadoria. Na realidade, dependendo do caso, esse tempo pode representar cinco, sete ou até dez anos de diferença no planejamento previdenciário.”

O reconhecimento do chamado tempo rural exige a apresentação de documentos que comprovem a atividade agrícola da família. Certidões de nascimento ou casamento com a profissão dos pais registrada como agricultor, históricos escolares de escolas rurais, documentos de sindicatos rurais, contratos de arrendamento e registros de propriedades são alguns dos documentos que podem servir como prova perante o INSS.

Além da aposentadoria por tempo de contribuição, existe ainda a chamada aposentadoria híbrida, modalidade que permite somar períodos trabalhados no campo e na cidade. A alternativa tem beneficiado milhares de trabalhadores que migraram para centros urbanos ao longo da vida profissional e não possuem tempo suficiente em apenas uma das atividades.

Segundo Tommasi, um dos principais erros ocorre quando o segurado deixa para buscar a documentação apenas no momento de solicitar a aposentadoria. “Muitos documentos são antigos e nem sempre fáceis de localizar. O ideal é fazer uma análise previdenciária com antecedência, identificar as provas disponíveis e realizar a averbação antes do pedido. Isso evita atrasos e aumenta as chances de uma concessão mais rápida e vantajosa.”

Outro benefício da análise prévia é a correção de informações no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), documento que reúne todo o histórico previdenciário do trabalhador. Inconsistências cadastrais, vínculos ausentes ou períodos não reconhecidos podem comprometer o cálculo final do benefício.

“O trabalho rural fez parte da construção econômica de milhares de famílias brasileiras e não pode ser ignorado no momento da aposentadoria. Cada período reconhecido representa o reconhecimento de uma história de trabalho e pode fazer uma diferença significativa na renda que o segurado receberá durante o restante da vida”, afirma Humberto Tommasi.

Serviço: Ozon & Tommasi Advogados
Dr. Humberto Tommasi
(41) 3022-1240 | (41) 98831-8630
@ozonetommasiprev
contato@aot.adv.br
www.aot.adv.br
Av. Iguaçu, 1106 – Rebouças, Curitiba/PR

Sua nota no Google vale dinheiro

Reputação digital se tornou um dos ativos mais valiosos das empresas e já influencia a forma como inteligências artificiais recomendam marcas, produtos e serviços

Até poucos anos atrás, a reputação de uma empresa era construída principalmente pelo boca a boca. Hoje, ela pode ser definida por algumas estrelas exibidas na tela de um celular. Antes de contratar um serviço, reservar um restaurante ou escolher uma clínica, a maioria dos consumidores consulta avaliações online. Nesse novo cenário, especialistas afirmam que a reputação digital deixou de ser uma questão de marketing para se tornar um fator determinante para o faturamento, crescimento e visibilidade das empresas.

Pesquisas de mercado mostram que mais de 90% dos consumidores consultam avaliações online antes de realizar uma compra ou contratar um serviço. Além disso, negócios com avaliações positivas tendem a aparecer com maior destaque nos resultados de busca do Google, aumentando significativamente suas chances de atrair novos clientes.

Mas a transformação não para nas buscas tradicionais.

Com o avanço da Inteligência Artificial, plataformas como ChatGPT, Gemini, Perplexity e outras ferramentas generativas passaram a utilizar sinais de reputação digital para compreender quais empresas demonstram maior relevância, confiança e qualidade percebida pelo mercado. Em outras palavras: avaliações online passaram a influenciar não apenas o que o Google exibe, mas também o que as inteligências artificiais recomendam.

O que muitas empresas ainda não perceberam é que uma avaliação negativa sem resposta, um histórico inconsistente de comentários ou uma baixa quantidade de avaliações recentes pode reduzir sua credibilidade tanto para consumidores quanto para algoritmos de recomendação.

Para Guilherme de Lima, especialista em reputação digital, GEO (Generative Engine Optimization) e fundador da REPUTAAI, a reputação online se tornou um dos ativos mais valiosos da nova economia digital.

“Hoje, a primeira impressão acontece no Google, mas a próxima pode acontecer dentro de uma inteligência artificial. Muitas decisões de compra começam com perguntas feitas ao ChatGPT, Gemini ou outras plataformas. Empresas que possuem uma reputação forte, avaliações consistentes e presença digital estruturada têm mais chances de serem encontradas, citadas e recomendadas.”

Com o avanço da Inteligência Artificial, a gestão da reputação passou a contar com recursos que permitem acompanhar avaliações em tempo real, identificar padrões de comportamento dos consumidores e agir rapidamente diante de possíveis crises de imagem.

Segundo Guilherme, a tecnologia deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade competitiva. “A Inteligência Artificial consegue monitorar avaliações 24 horas por dia, identificar comentários críticos, detectar padrões recorrentes de elogios ou reclamações, sugerir respostas personalizadas e transformar feedbacks em inteligência de negócio. O que antes era apenas um comentário passou a ser uma fonte estratégica de dados para tomada de decisão.”

Além de proteger a imagem das marcas, as novas ferramentas também ajudam empresas a compreender melhor a experiência do consumidor. Informações que antes ficavam dispersas em comentários agora podem ser convertidas em indicadores de desempenho, apontando oportunidades de melhoria operacional, treinamento de equipes e aprimoramento do atendimento.

A tecnologia também democratizou o acesso à gestão profissional da reputação. Pequenas e médias empresas agora conseguem utilizar ferramentas que antes estavam disponíveis apenas para grandes corporações, fortalecendo sua presença digital e aumentando sua competitividade em mercados cada vez mais disputados.

Outro conceito que vem ganhando força é o GEO (Generative Engine Optimization), estratégia focada em tornar empresas mais relevantes para mecanismos de inteligência artificial. Assim como o SEO ajudou negócios a serem encontrados no Google, o GEO busca aumentar as chances de uma empresa ser mencionada quando um consumidor pergunta a uma IA por indicações de restaurantes, clínicas, hotéis, profissionais ou serviços.

“As avaliações se tornaram o combustível da confiança digital. Elas influenciam consumidores, algoritmos de busca e agora também as inteligências artificiais. Empresas que monitoram sua reputação, respondem rapidamente aos clientes e utilizam tecnologia para transformar feedback em estratégia criam uma vantagem competitiva difícil de copiar. Hoje, reputação não é apenas imagem. É faturamento, crescimento, visibilidade e autoridade digital”, conclui Guilherme de Lima.

Serviço: Reputa AI
Guilherme de Lima
Especialista em tecnologia
41992352958
@ guilherme.d.lima
guigcw@gmail.com
www.reputaai.com.br

Empreender na marra

Histórias de crise moldam mentalidade de empresário no Brasil

A realidade do empreendedor brasileiro muitas vezes começa longe de salas de reunião e planos estruturados. Em muitos casos, nasce da necessidade, da instabilidade familiar e da busca por independência financeira ainda na adolescência. Esse contexto tem moldado uma geração de empresários mais resilientes, mas também mais pressionados por decisões rápidas e constantes.

Segundo levantamento do Sebrae, mais de 70% dos empreendedores no Brasil iniciam seus negócios por necessidade ou oportunidade imediata, sem planejamento estruturado. Esse cenário ajuda a explicar por que muitos enfrentam dificuldades nos primeiros anos de operação.

Para o especialista em food service Edher Brandão, fundador da Concept Food, a base da sua trajetória começou ainda na juventude, em meio a desafios familiares e financeiros. “Eu aprendi a trabalhar muito cedo. Minha mãe tinha uma barraca de rua e a gente precisava fazer o negócio girar. Não era uma escolha, era necessidade”, afirma.

Ainda adolescente, Brandão conciliava estudos com rotinas intensas de trabalho, incluindo viagens para compra de mercadorias e jornadas longas de venda. “A gente saía do Rio de Janeiro, ia até o Ceará buscar produto e voltava para vender. Era uma operação pesada, mas ali eu aprendi o que é fluxo, giro e margem, mesmo sem saber esses nomes na época”, relembra.

O período também foi marcado por momentos de forte impacto emocional. “Teve uma fase em que eu entrei num estado muito ruim, sem perceber. Aquilo me mostrou o quanto o ambiente e a pressão influenciam o empreendedor. Não é só técnica, é cabeça”, destaca.

A influência da mãe foi determinante para a construção da sua visão de negócio. “Ela nunca quis depender de ninguém. Mesmo em situações difíceis, a mentalidade era sempre de construir algo próprio. Isso ficou muito forte em mim”, afirma.

Segundo Brandão, essa vivência prática moldou sua forma de atuar hoje com empresários. “Muita gente acha que o problema está no mercado, mas na maioria das vezes está na forma como a pessoa pensa e reage às situações. Empreender exige adaptação constante”, explica.

Ele também reforça que a capacidade de decisão é um dos principais diferenciais. “Desde cedo eu entendi que, quando algo não funciona, você precisa mudar rápido. Esperar demais custa caro. Isso vale para qualquer negócio”, pontua.

Para o especialista, o crescimento sustentável depende da combinação entre experiência prática e gestão estruturada. “Hoje eu vejo que tudo aquilo que vivi lá atrás me preparou para ajudar outros empresários. Técnica é importante, mas sem vivência e disciplina, não sustenta resultado”, conclui.

Serviço: ConceptFood

Gestão de restaurantes

Edher Brandão

41 99143-0049

@edher.brandao

conceptfood.adm@outlook.com

Rua: Mateus Leme, 531, andar superior, Curitiba, Paraná.

Herança pode virar problema

Falta de planejamento sucessório e irregularidades documentais estão entre as principais causas de conflitos envolvendo imóveis familiares

O imóvel próprio continua sendo o principal patrimônio da maioria das famílias brasileiras. Porém, quando não existe planejamento sucessório adequado, casas, apartamentos, terrenos e propriedades rurais podem se transformar em longas disputas judiciais, gerando custos elevados e desgastes emocionais entre os herdeiros.

A discussão ganha ainda mais relevância em cidades como Maringá, que possui um dos mercados imobiliários mais valorizados do país. Em 2025, o município apareceu entre as cidades brasileiras com maior valorização imobiliária, enquanto o setor da construção civil mantém ritmo acelerado de crescimento e novos investimentos.

Na prática, muitos problemas surgem porque os proprietários deixam de atualizar documentos, regularizar construções ou organizar previamente a sucessão dos bens. Quando ocorre o falecimento, os herdeiros encontram dificuldades para vender, financiar ou transferir os imóveis, o que acaba prolongando o inventário e aumentando os custos.

De acordo com o advogado imobiliário Carlos Alberto Zonta Junior, a situação é mais comum do que se imagina. “Grande parte dos conflitos familiares envolvendo patrimônio imobiliário poderia ser evitada com planejamento prévio. Muitas vezes encontramos imóveis sem registro adequado, construções não averbadas ou herdeiros que desconhecem completamente a situação jurídica dos bens.”

Outro problema recorrente acontece quando um dos herdeiros ocupa o imóvel enquanto os demais aguardam a conclusão do inventário. A falta de regras claras sobre uso, manutenção e divisão dos custos costuma gerar desentendimentos que acabam sendo levados ao Judiciário.

Além dos conflitos familiares, o atraso na regularização pode resultar em perda de oportunidades de venda, dificuldade para obtenção de crédito e aumento das despesas com impostos, taxas e honorários. Dependendo da complexidade do caso, um inventário pode se arrastar por anos.

“Planejar a sucessão não significa antecipar problemas, mas proteger o patrimônio construído ao longo da vida. Quanto mais cedo a família organiza a documentação e entende as alternativas legais disponíveis, menores são os riscos de conflitos futuros e maiores são as chances de preservar o valor dos imóveis”, destaca o advogado.

Com o patrimônio imobiliário ganhando cada vez mais relevância nas estratégias familiares, especialistas recomendam que proprietários realizem revisões periódicas da documentação e busquem orientação jurídica preventiva, especialmente quando existem múltiplos herdeiros ou imóveis de maior valor envolvidos.

Serviço: Carlos Alberto Zonta Junior
Advogado Imobiliário, OAB/PR 77920
(44) 9925-7972
@bzonta
contato@zonta.adv.br
www.zonta.adv.br
Avenida Horácio Racanello Filho, 5550, Zona 07, Maringá – PR.

Gestão é a chave da nova NR-1

Empresas correm para se adequar às novas exigências da norma, mas especialistas alertam que treinamentos sem controle e monitoramento podem gerar riscos em fiscalizações

A entrada em vigor das novas exigências da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) colocou a saúde e a segurança do trabalho no centro das atenções das empresas brasileiras. A atualização amplia a responsabilidade das organizações na identificação, prevenção e monitoramento dos riscos ocupacionais, incluindo os fatores psicossociais relacionados à saúde mental dos colaboradores, como estresse, assédio moral, sobrecarga de trabalho e esgotamento profissional. (CBIC)

Diante desse cenário, muitas empresas estão investindo em consultorias, treinamentos e adequações para atender às novas exigências legais. No entanto, segundo o consultor empresarial Bruno Castro, especialista em Processos, Tecnologia e Mentalidade, existe um ponto que ainda passa despercebido por grande parte dos gestores: a falta de gestão dos processos relacionados à conformidade.

“A maioria das empresas está preocupada em atender à NR-1, o que é correto. Mas existe uma diferença importante entre executar uma ação e conseguir comprovar que ela está sendo executada de forma contínua. Em uma fiscalização, não basta dizer que treinou ou orientou os colaboradores. É preciso apresentar evidências, indicadores e monitoramento”, afirma.

A preocupação faz sentido. A nova regulamentação exige que as empresas adotem uma gestão contínua dos riscos ocupacionais, registrando ações, acompanhando resultados e mantendo documentação atualizada. Especialistas apontam que a ausência de controles adequados pode dificultar a comprovação das medidas adotadas, mesmo quando a organização realiza treinamentos e ações preventivas. (Serviços e Informações do Brasil)

Segundo Bruno Castro, um dos erros mais comuns é acreditar que a responsabilidade termina após a contratação de um profissional de segurança do trabalho ou da realização de um treinamento obrigatório. Para ele, a adequação à NR-1 exige uma visão integrada entre segurança, gestão e processos.

“O profissional de segurança do trabalho é fundamental para identificar riscos e orientar tecnicamente a empresa. Porém, para que tudo funcione na prática, é necessário criar mecanismos de gestão que permitam acompanhar prazos, treinamentos realizados, reciclagens, indicadores e evidências. Sem isso, a empresa fica vulnerável.”

Na prática, empresas mais organizadas já estão adotando sistemas de acompanhamento contínuo. Relatórios automáticos, dashboards gerenciais, controle de treinamentos, indicadores de conformidade e alertas preventivos passaram a integrar a rotina de gestão. Essas ferramentas permitem que a direção tenha uma visão clara do nível de adequação da empresa e possa agir antes que um problema se transforme em passivo trabalhista ou autuação.

“Hoje a tecnologia permite monitorar praticamente 100% das obrigações relacionadas aos treinamentos e processos internos. Existem soluções que geram relatórios automáticos para a diretoria, acompanham vencimentos e fornecem indicadores em tempo real. Isso reduz riscos e traz muito mais segurança para a tomada de decisão”, explica.

Além das questões legais, o tema também possui impacto direto na produtividade e na governança corporativa. De acordo com dados da Previdência Social, somente em 2025 foram concedidos mais de 546 mil benefícios relacionados a transtornos mentais e comportamentais, um aumento de 15,6% em relação ao ano anterior. Entre os principais motivos estão transtornos de ansiedade, episódios depressivos e reações ao estresse grave. (Agência Brasil)

Para Bruno Castro, a atualização da NR-1 representa uma oportunidade para que as empresas evoluam seus processos internos e fortaleçam a cultura de gestão.

“A NR-1 não deve ser vista apenas como uma obrigação legal. Ela é uma oportunidade para as empresas estruturarem melhor seus processos, aumentarem a previsibilidade e criarem ambientes mais seguros e produtivos. Quem enxergar a norma apenas como uma exigência burocrática estará perdendo uma grande oportunidade de evolução.”

Serviço: B.Castro Consultoria

Bruno Castro

Consultor em Processos, Tecnologia e Mentalidade

(41) 99952 8310

@bcastro.consultoria

comercial@bcastroconsultoria.com

https://gruposavel.com.br

Saúde integrada no mesmo endereço

Modelo de atendimento reúne especialistas de diferentes áreas para oferecer mais praticidade, segurança e continuidade no tratamento dos pacientes

A busca por praticidade e atendimento personalizado tem levado cada vez mais pacientes a procurarem clínicas capazes de oferecer soluções completas em um único lugar. Em Curitiba, a Bruna Rafaela Odontologia aposta em um modelo integrado de atendimento que reúne diferentes especialidades da saúde bucal em um mesmo espaço, proporcionando mais conforto, agilidade e segurança para quem precisa cuidar do sorriso.
Muito além de um consultório odontológico tradicional, a clínica funciona como um verdadeiro coworking da saúde, onde profissionais de diferentes especialidades atuam de forma colaborativa, compartilhando informações e construindo planos de tratamento alinhados às necessidades de cada paciente. O modelo evita deslocamentos entre diversos consultórios e reduz falhas de comunicação que podem comprometer os resultados.
Atualmente, a estrutura conta com seis especialistas que atuam em áreas como implantodontia, endodontia, ortodontia, periodontia, cirurgia bucomaxilofacial, reabilitação oral, odontopediatria e clínica geral. O diferencial está na coordenação dos atendimentos sob a supervisão da Dra. Bruna Rafaela Machado, que garante o mesmo padrão de qualidade, acolhimento e excelência em todas as etapas do tratamento.
Segundo dados do Conselho Federal de Odontologia, o Brasil possui mais de 430 mil cirurgiões-dentistas em atividade, um dos maiores contingentes do mundo. No entanto, muitos pacientes ainda enfrentam dificuldades para integrar diferentes tratamentos, precisando buscar profissionais em locais distintos. Nesse cenário, os modelos colaborativos ganham espaço por oferecerem mais praticidade e eficiência.
Além da equipe multidisciplinar, a clínica investe continuamente em tecnologia de ponta, incluindo check-up digital e escaneamento intraoral, recursos que permitem diagnósticos mais precisos, planejamento detalhado e maior previsibilidade nos resultados. A tecnologia também contribui para uma comunicação mais clara entre profissionais e pacientes.
Para a Dra. Bruna Rafaela Machado, a integração entre especialistas faz toda a diferença na experiência do paciente. “Nosso objetivo é que a pessoa encontre aqui tudo o que precisa para cuidar da saúde bucal com tranquilidade. Trabalhamos de forma conectada, discutindo cada caso e construindo juntos as melhores soluções. O paciente recebe um tratamento completo, com a mesma filosofia de atendimento, o mesmo compromisso com a qualidade e a mesma atenção em cada detalhe.”
Com mais de 11 anos de experiência, a clínica tem como propósito transformar sorrisos e fortalecer a autoestima das pessoas. A proposta vai além da estética, buscando promover saúde, bem-estar e qualidade de vida por meio de uma abordagem humanizada e integrada.
“Quando o paciente entra na clínica, queremos que ele se sinta acolhido e seguro. Nossa assinatura está em oferecer uma jornada completa de cuidado, unindo tecnologia, especialistas qualificados e um atendimento verdadeiramente humano. É por isso que dizemos: seja bem-vindo à Bruna Rafaela Odontologia. Transforme seu sorriso hoje”, destaca a cirurgiã-dentista.
Serviço: Bruna Rafaela Odontologia
Dra. Bruna Rafaela Machado
Cirurgiã-Dentista, Clínica Geral e habilitada em Sedação com Óxido Nitroso
CRO-PR 24431
📞 (41) 3206-4241
📱 (41) 99767-9426
📷 @brunarafaelaodontologia
🌐 www.brunarafaelaodontologia.com.br
📍 Rua Dr. Lauro Wolff Valente, 176, Curitiba, Paraná

Coragem para recomeçar

Trocar a certeza da CLT pelo empreendedorismo já seria uma decisão desafiadora para a maioria das pessoas. Fazer isso sem reservas financeiras, morando sozinha e ouvindo de todos que aquilo era “uma loucura”, exigiu ainda mais coragem da empresária e consultora de imagem Janaína Pontes. Anos depois de construir uma trajetória de sucesso na confeitaria e no mercado de casamentos, ela decidiu recomeçar mais uma vez, agora no universo da moda, transformando sua paixão por estilo e autoestima feminina em propósito profissional.

Antes de empreender, Janaína trabalhou como CLT em banco e também em órgão público. Foi justamente nesse período que percebeu definitivamente que não se encaixava no modelo tradicional de trabalho. “Eu tive certeza absoluta de que não tinha perfil para aquilo. Precisava construir algo meu. Desde o começo eu sentia isso e a sensação ficou impossível de ignorar”, relembra.

Foi no próprio ambiente de trabalho que ela começou discretamente a produzir doces para complementar a renda. O talento rapidamente chamou atenção e as encomendas cresceram em pouco tempo. Mesmo diante da insegurança e das críticas, decidiu pedir exoneração do cargo público para viver exclusivamente da confeitaria.

“Eu comecei do absoluto zero. Zero financeiro também. Só tinha vontade e coragem. Todo mundo dizia que eu estava cometendo a maior loucura da minha vida. E olhando friamente, talvez realmente parecesse uma loucura abandonar a estabilidade para apostar em algo tão incerto”, conta.

Os primeiros anos foram marcados por desafios intensos, aprendizado na prática e amadurecimento profissional. Janaína afirma que precisou de aproximadamente quatro anos para entender profundamente como administrar um negócio, liderar equipe, lidar com clientes e fazer a empresa funcionar de forma sustentável. Com o tempo, conquistou espaço no exigente mercado de casamentos, segmento conhecido pela alta competitividade e pressão operacional.

“Empreender é completamente diferente de trabalhar para alguém. Você leva os problemas para casa, aprende errando, amadurece na dor muitas vezes. Mas o banco me ensinou muita coisa que uso até hoje na gestão. O que mudou foi a responsabilidade de tudo depender de mim”, afirma.

Mesmo com a confeitaria consolidada e reconhecida, Janaína percebeu que já não se sentia realizada na profissão. A rotina rígida da cozinha, as limitações estéticas exigidas pela área e o desgaste emocional começaram a pesar mais do que a paixão inicial pela gastronomia. Foi então que surgiu a vontade de migrar para a moda, um universo que sempre fez parte da sua vida pessoal.

“Eu nunca sairia de uma profissão derrotada. Não era fracasso. Eu estava bem, o negócio estava funcionando, mas eu simplesmente não queria mais aquilo para mim. Queria uma vida diferente, mais conectada com quem eu sou hoje”, explica.

A transição, porém, não aconteceu de forma impulsiva. Janaína levou cerca de dois anos para encerrar completamente seus compromissos na confeitaria sem deixar contratos pendentes ou clientes desassistidos. Paralelamente, mergulhou em cursos de moda, consultoria de imagem, análise de estilo e comportamento de consumo, buscando conhecimento técnico para atuar com segurança no novo segmento.

“Gostar de moda toda mulher gosta. Outra coisa completamente diferente é entender de moda, estudar caimento, biotipo, estilo e comportamento. Eu não queria simplesmente vender roupa. Eu queria realmente ajudar as mulheres a se sentirem melhores”, destaca.

Hoje, à frente de sua marca e atuando também como consultora de imagem, Janaína transforma o atendimento em uma experiência personalizada e acolhedora. Muitas das clientes da antiga confeitaria seguem ao seu lado na nova fase profissional, fortalecendo uma relação construída ao longo dos anos baseada em confiança, proximidade e credibilidade.

A empresária também revela que precisou vencer outra barreira silenciosa ao longo da trajetória: a timidez. Apesar da exposição nas redes sociais e na mídia, ela afirma que tinha vergonha de atender clientes no início da carreira. A segurança veio com o tempo, os estudos e a maturidade emocional.

“Hoje eu consigo sentar com uma cliente, orientar, conversar e ajudar sem medo. Quando a mulher se sente bonita, segura e feliz, a energia dela muda completamente. Ela se posiciona diferente no mundo. Às vezes é um batom, uma roupa certa, um detalhe, mas aquilo transforma a autoestima dela”, afirma.

Entre recomeços, desafios e reinvenções, Janaína construiu uma trajetória marcada pela coragem de mudar de direção mesmo quando tudo parecia dar certo. Mais do que vender roupas ou criar experiências de moda, ela acredita que seu trabalho hoje é ajudar mulheres a se reconectarem consigo mesmas.

Serviço: Janaína Pontes
Empresária da Moda e Personal Stylist
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