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Dois quartos retomam protagonismo nas vendas e atraem famílias com renda de R$ 8 mil a R$ 15 mil

Com perfil alinhado à faixa 4 do Minha Casa Minha Vida e boas condições de financiamento, apartamentos de médio padrão impulsionam a curva de vendas

A curva de vendas dos apartamentos de dois quartos voltou a ganhar tração no mercado imobiliário, impulsionada por um público de médio padrão com renda familiar entre R$ 8 mil e R$ 15 mil. Esse perfil de comprador tem preferência por metragem com funcionalidade e condições facilitadas de financiamento, especialmente dentro da faixa 4 do Minha Casa Minha Vida.

Atualmente, os imóveis de dois dormitórios concentram mais de 50% das vendas em grandes capitais como São Paulo e Curitiba. A preferência reflete mudanças no perfil das famílias e no comportamento de consumo. Dados de 2024 do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial, o Inpespar, integrante do Sistema Secovi-PR, indicam que o apartamento de dois quartos é o mais buscado pelos curitibanos.

Perfil versátil e alta liquidez

O segundo dormitório deixou de ser apenas um quarto extra. Na prática, tornou-se um ambiente multifuncional, adaptado como home office, sala de estudos ou espaço para hóspedes. Essa flexibilidade amplia o leque de compradores, que vai de jovens profissionais a pequenas famílias e idosos em processo de downsizing, ou seja, que estão se mudando para imóveis de menor metragem.

Como consequência, esses imóveis apresentam maior liquidez e menor tempo de vacância, fator que também chama a atenção de investidores. Além disso, o ticket médio se encaixa com mais facilidade nas políticas de crédito imobiliário.

Faixa 4 do MCMV e crédito aquecido

Para famílias com renda entre R$ 8 mil e R$ 15 mil, enquadradas na faixa 4 do Minha Casa Minha Vida, as condições de financiamento se tornaram um estímulo adicional à compra. O modelo permite acesso a crédito com prazos estendidos e juros mais atrativos em comparação a outras linhas, favorecendo imóveis de padrão intermediário, como os de dois quartos.

Esse cenário ajuda a explicar a retomada das vendas em empreendimentos com perfil semelhante ao Sorano, da Pride Construtora, em Curitiba. Esses projetos são voltados a compradores que buscam sair do aluguel ou migrar para um imóvel mais bem localizado, mas ainda dentro de uma faixa de preço considerada acessível para o segmento médio.

 Sorano aposta em experiência e localização estratégica

Na capital do Paraná, a Pride utiliza o Sorano como exemplo dessa estratégia. Localizado no bairro Novo Mundo, na Avenida República Argentina, em frente ao Hospital do Trabalhador, o projeto combina unidades de um e dois dormitórios e aposta em diferenciais que vão além da moradia tradicional.

O empreendimento conta com áreas comuns planejadas, como coworking, academia, brinquedoteca, pet place e espaços gourmet. Práticas sustentáveis, incluindo reaproveitamento de água da chuva e sistemas de iluminação eficientes, integram o projeto e contribuem para redução de custos condominiais no longo prazo. “O empreendimento mostra que não é apenas um apartamento voltado a uma experiência restrita ao morar bem, mas que oferece novas funcionalidades para quem quer vivenciar uma nova experiência de vida envolvendo a casa própria”, afirma a diretora comercial da Pride, Vevianne Jacques.

A construtora também investe na experiência de compra. O decorado físico foi concebido para destacar o estilo funcional dos apartamentos, com cores neutras e soluções que reforçam conforto e praticidade. Paralelamente, um espaço interativo oferece recursos digitais com imagens em 3D das unidades e das áreas comuns, além de mapas que apresentam a infraestrutura do entorno, incluindo comércios, serviços, transporte público e centros de compras como os shoppings Palladium e Ventura.

“Por meio do decorado e do espaço interativo queremos aproximar o cliente do que o Sorano oferece, tanto nos detalhes dos apartamentos quanto na proposta geral do empreendimento. Tudo foi pensado para tornar a experiência de compra mais intuitiva”, afirma Vevianne Jacques.

Potencial de valorização e renda

Além do público comprador para moradia, o empreendimento também mira investidores. As plantas inteligentes atendem à demanda crescente por locação na região. “Essa valorização constante faz do empreendimento uma escolha promissora para quem busca retorno no setor imobiliário”, acrescenta Vevianne Jacques.

Com entrega prevista para 2028, o Sorano exemplifica como os apartamentos de dois quartos seguem como protagonistas no mercado. Ao unir localização estratégica, financiamento acessível e perfil versátil, a tipologia consolida-se como resposta às novas demandas do comprador de médio padrão e sustenta a retomada da curva de vendas no segmento.

Sobre a Pride

Em 2026, a Pride Construtora completa 14 anos de atuação no mercado imobiliário, com mais de 4 mil unidades entregues em diversas cidades do Paraná. Além de contribuir com a economia do estado, gerando empregos e rendas, a empresa mantém o foco em empreendimentos voltados tanto para investidores quanto para famílias que desejam conquistar a casa própria, buscando desenvolver projetos alinhados às diferentes realidades e necessidades dos clientes.

titulo Com 58% dos docentes sem capacitação no país, Paraná promove formação presencial para 310 professores

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Capacitação focou em gestão de sala de aula, metodologias ativas e planejamento pedagógico estruturado

O ano letivo de 2026 no Paraná começou com investimento direto na sala de aula. A APG.Gov, empresa integrante do Programa Parceiro da Escola do Governo do Paraná, reuniu 310 professores das 20 escolas sob sua gestão para uma formação presencial intensiva voltada à qualificação das práticas pedagógicas.

Os encontros foram realizados em quatro cidades-polo, reunindo docentes de diferentes regiões do estado em dois dias de imersão com foco em gestão de sala de aula, metodologias ativas e planejamento estruturado do ensino.

De acordo com o diretor-executivo da APG.Gov, Fred Melo, a iniciativa se destaca pela abordagem prática, contextualizada e presencial. “Isso porque grande parte das capacitações de professores em todo o país ainda ocorre de forma remota, padronizada e pouco conectada à realidade escolar”, afirma. Além disso, mais da metade dos professores brasileiros não participa de cursos de capacitação —  dados do MEC mostram que, em todo o Brasil, apenas 41,7% dos professores da educação básica participaram de formação continuada em 2023.

Formação conectada à realidade da escola pública

O conteúdo trabalhado foi estruturado a partir de evidências científicas e referências reconhecidas internacionalmente, como as técnicas de gestão de sala de aula sistematizadas por Doug Lemov e estudos de Cohen e Lotan sobre trabalho em grupo estruturado.

Entre os principais temas abordados estiveram: gestão de sala de aula como conjunto articulado de decisões pedagógicas; técnicas práticas de acompanhamento da aprendizagem, como monitoramento da taxa de acerto e intervenções estratégicas; estruturação do trabalho em grupo com definição de papéis e responsabilidade cognitiva; metodologias ativas como sala de aula invertida, rotação por estações, aprendizagem baseada em projetos e revisão entre pares; e planejamento com foco em objetivos mensuráveis e aprendizagem verificável.

A formação reforçou um princípio central: metodologias não são um fim em si mesmas, mas estratégias a serviço da aprendizagem e da intencionalidade pedagógica.

Do discurso à prática

Ao longo dos encontros, os professores participaram de estudos de caso, simulações de aula, dinâmicas estruturadas, construção coletiva de planejamento e exercícios metacognitivos. Os docentes foram convidados a refletir sobre decisões pedagógicas concretas: clareza de objetivos, gestão do tempo, definição de critérios de sucesso, acompanhamento individualizado e verificação imediata da aprendizagem.

Um dos eixos centrais foi a ideia de que ensinar bem é ensinar de modo que o conhecimento se consolide na memória de longo prazo, reduzindo a curva do esquecimento e promovendo a autonomia intelectual dos estudantes.

Impacto direto na aprendizagem

Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) e relatórios da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que a formação e a capacitação contínua dos professores são fatores determinantes para a melhoria dos resultados educacionais e para a redução das desigualdades de aprendizagem.

“Formações contextualizadas e contínuas podem gerar ganhos de até 0,5 a 1 ponto em proficiência média em avaliações padronizadas. No entanto, grande parte das capacitações oferecidas no país ainda se concentra na certificação e não no desenvolvimento profissional efetivo”, ressalta Melo. “Ao investirmos em formação presencial, prática e acompanhada, apostamos na valorização do professor como protagonista da transformação educacional”, completa.

De acordo com a professora de Língua Portuguesa Amanda Gonzales da Silva, do Colégio Estadual Professora Tereza da Silva Ramos, de Matinhos, a imersão trouxe técnicas e metodologias que poucos professores conheciam ou apenas superficialmente. Ao assumir o papel de estudante, ela afirmou que conseguiu aplicar as teorias aprendidas no curso, o que, segundo ela, foi bastante produtivo. “Há muito tempo não tínhamos uma formação tão bem feita e que tivéssemos tirado tanto proveito. Saímos com estratégias concretas para aplicar já na próxima semana”, relata.

Para Fred Melo, investir em desenvolvimento pedagógico estruturado também representa um gesto institucional de reconhecimento. “Mais do que cumprir a carga horária de capacitação, a proposta foi fortalecer a autonomia docente, a clareza metodológica e a consistência pedagógica.”

Compromisso com a qualidade

A formação marca o início de um ciclo anual de acompanhamento pedagógico nas 20 escolas sob gestão da APG.Gov, com foco em melhoria contínua da prática docente e dos indicadores de aprendizagem. “Ao iniciar o ano letivo colocando o professor no centro da estratégia, reforçamos uma convicção respaldada por evidências: a transformação da escola pública começa pela sala de aula — e a sala de aula começa pelo professor”, conclui o diretor.

Programa Parceiro da Escola

O Programa Parceiro da Escola é uma iniciativa do Governo do Estado do Paraná que institui um modelo de co-gestão entre o poder público e instituições especializadas em gestão educacional. Criado por legislação estadual em 2024 e implementado a partir de 2025, mantém sob responsabilidade do Estado a gestão pedagógica, curricular e o corpo docente efetivo, enquanto as instituições parceiras assumem a gestão administrativa, de infraestrutura e de serviços de apoio.

O objetivo é liberar diretores e equipes pedagógicas para concentrar esforços na melhoria da aprendizagem e no acompanhamento dos estudantes, fortalecendo a qualidade do ensino público. A adesão ocorre mediante consulta à comunidade escolar, e os contratos preveem metas de desempenho, indicadores e monitoramento contínuo. Inspirado em experiências internacionais de parceria público-privada na educação, o programa preserva o caráter público e gratuito das escolas estaduais e busca aprimorar a eficiência administrativa sem interferir na autonomia pedagógica da rede.

Em termos de alcance, o programa iniciou 2025 com 82 escolas participantes, distribuídas em 34 municípios, e impactou 53.979 estudantes. Em 2026, foi ampliado para 95 escolas em 40 municípios, totalizando 61.151 alunos.

As instituições são selecionadas por meio de processo público. Atualmente, participam a APG.Gov, a Tom Educação e o Grupo Salta Educação, organizações com experiência na gestão de processos educacionais, na formação de equipes e na estruturação administrativa.

Cada empresa atua na gestão administrativa, de infraestrutura e de serviços de apoio — como manutenção, segurança, limpeza e organização operacional — permitindo que diretores e equipes pedagógicas se dediquem à dimensão pedagógica e à aprendizagem.

O modelo preserva integralmente o caráter público das escolas: currículo, avaliação, contratação de professores efetivos e decisões pedagógicas permanecem sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR).

Dados de percepção indicam 86% de aprovação geral dos pais, 84% recomendariam o programa e 92% afirmam que seus filhos são bem cuidados. Nos indicadores educacionais e operacionais, destacam-se mais de 99% das escolas sem aulas canceladas, aumento de 67% nas observações pedagógicas, 45% mais gestores engajados no desenvolvimento profissional, 90% de coordenadores pedagógicos ativamente envolvidos e 81% de diretores plenamente satisfeitos.

Plaza Campos Gerais e Vult presenteiam mulheres com kits exclusivos

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Campanha em comemoração ao Dia da Mulher acontece de 5 a 8 de março. Clientes podem escolher entre kits de tratamento capilar ou hidratação da pele

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, o Shopping Plaza Campos Gerais, em parceria com a Vult, promove a campanha “Vult no Plaza”. Entre os dias 5 e 8 de março, clientes que realizarem compras no empreendimento de Ponta Grossa (PR) poderão levar para casa kits exclusivos de cuidado pessoal, unindo a experiência de compras ao bem-estar.

A dinâmica é simples: com R$ 150,00 em compras nas lojas participantes, o consumidor tem direito a um kit da marca que faz parte do Grupo Boticário. Para garantir o brinde, basta apresentar as notas fiscais e realizar um breve cadastro no ponto de troca oficial localizado nas dependências do shopping.

Escolha seu ritual de beleza

A campanha oferece duas opções de mimos, permitindo que cada mulher escolha o tratamento que melhor se adapta à sua rotina. O Kit 1 é de tratamento capilar, composto por um creme Choque de Reconstrução e um condicionador para cabelos ondulados. Já o kit 2 é para hidratação da pele, composto por uma loção hidratante de glicerina e um creme para as mãos.

“Queremos que o Dia da Mulher seja mais do que uma data comemorativa, uma oportunidade de proporcionar um momento de autocuidado com marcas de qualidade como a Vult e outras que comercializam seus produtos no nosso shopping”, destaca o superintendente do Plaza Campos Gerais, Fred Galvão. 

Regras da promoção

A ação é válida de 5 a 8 de março. O brinde é limitado a uma unidade por CPF, garantindo que mais pessoas possam participar da celebração.

SERVIÇO: Semana da Mulher “Vult no Plaza”

  • Data: 5 a 8 de março de 2026
  • Local: Shopping Plaza Campos Gerais – Ponta Grossa/PR.
  • Promoção: Com R$ 150,00 em compras, um Kit Vult, limitado a um brinde por CPF.

Sobre o Shopping Plaza Campos Gerais

Maior shopping da região, o Plaza Campos Gerais é o 12º empreendimento do Grupo Tacla, maior conglomerado de shopping centers do Sul do Brasil. Inaugurado em 2025, o mall tem 76 mil metros quadrados de área total e 27 mil de área locável. Localizado na região da Ronda, em Ponta Grossa (PR), conta com dois pavimentos comerciais e 130 operações entre lojas e quiosques. Inspirado nas linhas e formas da Escarpa Devoniana, o projeto arquitetônico transformou o mall em um marco para a cidade.  

Dia das Mulheres: mais da metade das mulheres lideram a organização do orçamento no lar, revela Serasa

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As mulheres brasileiras têm assumido papel cada vez mais central na organização financeira das famílias, acumulando responsabilidades econômicas e domésticas. Em comemoração ao Dia das Mulheres, a Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, realizou uma pesquisa sobre o protagonismo financeiro feminino, que revela que 34% das mulheres são as únicas responsáveis pelo sustento financeiro de seus lares. O percentual é ainda maior entre mulheres com mais de 50 anos (36%) e nas classes D e E (45%), chegando a 43% na região Nordeste.

O estudo também aponta mudanças na dinâmica financeira familiar: 85% das entrevistadas afirmam que as mulheres estão conquistando mais espaço nas decisões econômicas da casa e 87% consideram que essa contribuição é subestimada, mesmo sendo vital para o bem-estar familiar. Dentro do ambiente doméstico, porém, já há maior reconhecimento: 67% dizem que seu trabalho é valorizado financeiramente pela própria família.

“Os dados mostram que as mulheres já exercem um papel central no sustento financeiro das famílias brasileiras. Ao mesmo tempo em que assumem mais responsabilidades econômicas, elas ainda enfrentam desafios estruturais que impactam sua autonomia financeira”, afirma Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.

Mesmo com maior participação econômica, a sobrecarga de responsabilidades continua impactando a independência financeira feminina. Para 91%, equilibrar trabalho e tarefas domésticas é um desafio constante e 76% acreditam que a igualdade de gênero no mercado de trabalho ainda enfrenta obstáculos.

Segurança financeira é prioridade para o futuro

Entre os principais objetivos para o futuro próximo das entrevistadas estão: conquistar segurança financeira (42%), pagar dívidas (41%) e adquirir um imóvel (35%). Os dados mostram que, apesar dos desafios, as mulheres ampliam sua participação econômica e fortalecem seu papel na sustentabilidade financeira das famílias brasileiras.

Em um cenário em que representam metade do volume de pessoas em situação de inadimplência do país (50,4%), segundo Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, elas também lideram o contingente de débitos regularizados no Feirão Serasa Limpa Nome. Ao todo, foram mais de 1,1 milhão de acordos fechados só por mulheres no mutirão, que iniciou em 23 de fevereiro – 26,74% a mais que a fatia de consumidores masculinos.

“Limpar o nome é um dos primeiros passos para encontrar essa estabilidade financeira, que deve ser acompanhada de um bom planejamento para evitar novos ciclos de endividamento. O Feirão chega a 35ª edição com esse objetivo e as mulheres, mais uma vez, se mostram protagonistas nas negociações, em busca de uma relação mais saudável com as finanças”, finaliza a especialista.

Com mais de 2,2 mil empresas parceiras, a iniciativa reúne 297 milhões de ofertas disponíveis para mulheres, com oportunidades que podem chegar a 99% de desconto e condições facilitadas de pagamento. Para aproveitar, consumidoras de todo o país podem consultar os canais oficiais da Serasa:

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre 10 e 18 de fevereiro de 2026, com 1.116 mulheres entrevistadas em todo o Brasil e margem de erro de 2,9 pontos percentuais.

Arví consolida Morretes como destino estratégico de segunda moradia no alto padrão

Localizado a apenas 66 quilômetros de Curitiba pela icônica Estrada da Graciosa, condomínio design conta com 32 lotes implantados em uma área de 145 mil m²

Morretes vem consolidando sua posição como destino de segunda moradia para o público curitibano que busca natureza, privacidade e qualidade de vida com estrutura. Inserido nesse movimento, o Arví – Condomínio Design, desenvolvido pela Rocas Incorporadora e Montipê Arquitetura e Empreendimentos, foi apresentado em evento exclusivo na sede da Zireh Imóveis, no Batel, reunindo empresários, investidores e convidados estratégicos. Localizado às margens do Rio Nhundiaquara, uma das vias de acesso ao empreendimento se dá pela icônica Estrada da Graciosa, num trajeto de apenas 66 quilômetros de Curitiba.

Com apenas 32 lotes implantados em uma área de 140 mil m², o empreendimento combina baixa densidade, integração qualificada com a Mata Atlântica e um projeto arquitetônico concebido a partir da leitura orgânica do território, onde paisagem, implantação e permanência dialogam de forma consistente.

PERFIL DO INVESTIDOR

Para Henry Fukner, sócio-diretor da Zireh Imóveis – responsável pela comercialização do empreendimento – a consolidação de Morretes como destino imobiliário qualificado reflete uma mudança clara no comportamento do investidor de alto padrão. “O perfil da segunda moradia evoluiu. Não se trata apenas de ter um imóvel fora da cidade, mas de buscar tempo, silêncio e reconexão com a família, tudo isso agregado a conforto, segurança e serviços de alto padrão. Morretes já possui o ativo ambiental consolidado, o que se fortalece agora é a oferta estruturada”, afirma.

Segundo Fukner, o investidor está mais analítico e estratégico. “Hoje entram na equação a governança do projeto, as diretrizes de sustentabilidade, a previsibilidade de gestão e o potencial de valorização no longo prazo”, pontua.

À frente da Rocas Incorporadora, o advogado e empresário Marcelo Ciscato lidera a implantação do Arví e integra o projeto não apenas como investidor, mas também como futuro morador. “Eu acredito no Arví a ponto de construir minha casa ali. Isso demonstra a convicção que tenho no projeto. Não se trata apenas de retorno financeiro, mas de um investimento estruturado em qualidade de vida, permanência e valorização responsável”, explica.

Para Ciscato, o diferencial do empreendimento está na combinação entre preservação ambiental e planejamento consistente. “Morretes já é reconhecida pelo seu patrimônio natural e cultural. O que o Arví propõe é organizar essa experiência com regras claras, infraestrutura adequada e respeito ao território. É um desenvolvimento que cria valor sem descaracterizar o que torna a região única.”

Ele destaca ainda o momento estratégico da cidade. “Existe uma consolidação natural em curso. O investidor busca destinos próximos, com identidade e potencial de crescimento sustentável. Morretes reúne esses atributos. O Arví nasce para ocupar esse espaço com seriedade, governança e visão de longo prazo”, enfatiza.

Para o empresário, o projeto dialoga diretamente com o novo estilo de vida do público de alto padrão. “É sobre oferecer um lugar onde quem trabalha intensamente durante a semana possa desacelerar, reunir a família e viver com mais equilíbrio”, ressalta.

CONCEITO ARQUITETÔNICO

O conceito arquitetônico do Arví foi desenvolvido pela Montipê a partir da leitura orgânica da área. Os arquitetos Cristian Santus e Junior Mendes explicam que o residencial foi inspirado na simbologia da árvore da vida, presente em diversas culturas como representação de permanência e conexão com a terra. “Ao observarmos o desenho natural do terreno, a parte plana integrada à encosta preservada, entendemos que o projeto deveria nascer dessa relação”, relata.

Arví – Condomínio Design . Imagem Ilustrativa

Os lotes partem de 1,2 mil m², além da fração de bosque preservado. A proposta de ocupação permite construções de até dois pavimentos, com diretrizes arquitetônicas que asseguram harmonia estética, privacidade e integração paisagística. “O perfil não é o do luxo convencional. É de pessoas que valorizam qualidade de vida, proximidade com a natureza e liberdade construtiva com responsabilidade. A paisagem é protagonista do projeto”, complementa.

De acordo com os arquitetos, o Arví preserva 80 mil m² de Mata Atlântica permanente e adota infraestrutura subterrânea, iluminação de baixa intensidade para proteção da fauna noturna e paisagismo integrado à floresta.

As áreas comuns utilizam madeira certificada e soluções construtivas de baixo impacto ambiental, reforçando as diretrizes de sustentabilidade que orientam o empreendimento desde sua concepção até a futura gestão condominial.

Planejamento Financeiro: como os “gastos invisíveis” podem comprometer as finanças pessoais

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Gerente de Educação Financeira e Liderança Cooperativista do Sicredi apresenta cinco estratégias práticas para evitar compras por impulso e melhorar o controle financeiro

Com o início de um novo ciclo, o planejamento financeiro se torna prioridade para os brasileiros. No entanto, um dos maiores desafios para manter as contas equilibradas não são apenas as grandes despesas, mas sim os chamados “gastos invisíveis”. Os pequenos desembolsos recorrentes, como taxas de conveniência em aplicativos, assinaturas esquecidas e o hábito do café diário, podem comprometer silenciosamente a construção de reservas de emergência e investimentos a longo prazo.

Para Cristiane Amaral, gerente de Educação Financeira e Liderança Cooperativista do Sicredi, o risco desses gastos não reside no valor monetário isolado, mas no comportamento do chamado piloto automático. Segundo as ciências comportamentais, o cérebro tende a minimizar o impacto de valores baixos (R$ 5, R$ 10 ou R$ 20), criando uma falsa sensação de controle enquanto o orçamento é corroído.

“O verdadeiro problema não é o pão de queijo ou o café, mas o modo automático. Quando a compra é rápida demais e sem atrito, como no digital, o cérebro não registra aquilo como um gasto consciente”, explica Cristiane.

O perigo do pagamento sem atrito

A digitalização das finanças eliminou o chamado custo cognitivo do gasto. Antes, o ato de tirar o dinheiro da carteira gerava uma percepção psicológica de perda. Hoje, com biometria, pagamentos invisíveis (como apps de transporte e delivery) e cartões salvos, o ato de gastar se tornou emocionalmente neutro, o que aumenta sua frequência.

Para ilustrar esse impacto, a gerente de Educação Financeira apresenta uma análise simples: um gasto diário de R$ 8 pode parecer irrelevante, mas representa um desembolso de R$ 240 no mês ou R$ 2.880 no ano, valor que poderia ser o aporte inicial de uma viagem ou uma reserva de emergência, por exemplo.

Além disso, é essencial entender o efeito da repetição: não é a compra que pesa, mas a frequência com que é realizada. “Pequenos gastos diários podem ter o mesmo impacto de uma grande compra que a pessoa pensa muito antes de fazer, mas, por acontecerem de forma silenciosa, passam despercebidos.

Para retomar o controle e evitar o consumo por impulso, Cristiane Amaral destaca cinco estratégias comportamentais:

1 – Crie um intervalo de decisão: antes de finalizar qualquer compra, espere alguns minutos. Esse tempo ajuda a separar o desejo imediato da necessidade real.

2 – Afaste os gatilhos de consumo: desative notificações de push de aplicativos de compras e cancele a assinatura de newsletters de ofertas. Se o estímulo não chegar até você, a tentação diminui.

3 – Dificulte o pagamento: remova os dados do cartão de crédito salvos em aplicativos. Ter que digitar os números cria uma barreira de reflexão: “Eu realmente preciso disso agora?”.

4 – Faça uma lista com prioridades: nunca vá às compras (online ou presenciais) sem uma lista definida. Ela serve como um guia para evitar desvios motivados por sentimentos momentâneos.

5 – Estabeleça uma verba de lazer: em vez de eliminar totalmente os pequenos prazeres, defina um valor mensal para gastos não essenciais. Assim, é possível aproveitar sem culpa e, ao mesmo tempo, manter um limite claro dentro do orçamento.

A importância da faxina financeira

Para encerrar o ano de 2026 com saldo positivo, a recomendação é realizar uma revisão periódica das finanças. “Não se trata de ter uma planilha perfeita, mas de encontrar um método que funcione. A faxina financeira consiste em revisar assinaturas, cancelar serviços não utilizados e identificar tarifas escondidas. É o primeiro passo para conectar o dinheiro ao que realmente importa”, conclui a gerente.

Ao dar um propósito ao dinheiro e tornar visíveis os pequenos gastos, o consumo consciente surge naturalmente, permitindo que as metas de médio e longo prazo deixem de ser planos no papel e se tornem realidade.

O Sicredi conta com um exercício sobre faxina financeira em seu canal digital: https://www.sicredi.com.br/site/educacaofinanceira/biblioteca/

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Site do Sicredi: Clique aqui  

Redes Sociais: Facebook | Instagram | Twitter | LinkedIn | YouTube | TikTok      

Mulheres ainda são minoria na liderança

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Mulheres ainda são minoria na liderança

Comunicação ruim pode ser um dos fatores a impedir o crescimento das líderes mulheres, considera especialista

Mesmo sendo maioria da população e apresentando, em média, maior nível de escolaridade do que os homens, as mulheres ocupam cerca de 39% dos cargos gerenciais no país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O dado revela uma contradição: mais qualificadas, mas ainda sub-representadas nas posições de decisão. 

Especialistas apontam fatores estruturais e culturais para essa diferença. Mas há também um aspecto estratégico que merece atenção: a forma como as mulheres se comunicam em ambientes de liderança. 

Para a jornalista, palestrante e especialista em comunicação assertiva e oratória, Valdireni Alves, autora do livro “Você é do tamanho da sua comunicação” (Great People Books), a insegurança na fala pode influenciar diretamente a percepção de autoridade. 

“Muitas mulheres altamente capacitadas suavizam posicionamentos, evitam confrontos estratégicos e pedem desculpas antes mesmo de defender uma ideia. Em ambientes competitivos, isso impacta visibilidade, influência e oportunidades.” 

Os dados do IBGE mostram ainda que as mulheres brasileiras têm, em média, mais anos de estudo que os homens, mas continuam recebendo menos e ocupando menos espaços de comando. 

Para Valdireni Alves, só a competência técnica não basta; “Não é só sobre qualificação. É sobre posicionamento. Comunicação clara e estruturada fortalece a percepção de liderança.” 

Comunicação e liderança feminina

Em um cenário corporativo cada vez mais orientado por decisões rápidas e reuniões estratégicas, saber estruturar uma fala, sustentar argumentos e comunicar com firmeza pode ser decisivo. 

“A mulher precisa ocupar espaço e sustentar esse espaço com segurança na comunicação. Autoridade não é agressividade. É clareza”, argumenta a especialista. 

Valdireni Alves lista 5 ajustes práticos para fortalecer a comunicação feminina no ambiente corporativo. Confira: 

Cinco ajustes práticos para fortalecer a comunicação feminina: 

1. Eliminar pedidos de desculpa desnecessários

Substituir “Desculpa, mas eu acho…” por “Minha análise é…”

2. Falar em primeira pessoa com segurança

Utilizar “Eu proponho”, “Eu recomendo”, “Eu discordo por essas razões…”

3. Estruturar a mensagem antes de falar

Clareza e organização fortalecem autoridade.

4. Cuidar da comunicação não verbal

Postura, tom de voz e contato visual reforçam credibilidade.

5. Treinar exposição estratégica

Quem não se posiciona, não é lembrada. 

A especialista considera que, “no Mês da Mulher, discutir liderança também é discutir posicionamento”. “Mulheres preparadas precisam estar aptas a se posicionar. Comunicação não é detalhe. Autoridade não é volume de voz. É clareza, estrutura e segurança na mensagem. Comunicação é uma ferramenta estratégica de liderança”, destaca. 

Sobre Valdireni Alves

Valdireni Alves é jornalista, palestrante e especialista em comunicação assertiva e oratória. Com mais de 30 anos de experiência em televisão e comunicação institucional, atua no treinamento de líderes, executivos e empreendedores em todo o país. É autora do livro Você é do Tamanho da Sua Comunicação, lançado em 2025, pela editora Great People Books, e fundadora da S.Clara Comunicação. 

Crédito da foto: Amanda Carneiro

Mulheres são 83% dos profissionais de Biomedicina no país

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Mulheres são 83% dos profissionais de Biomedicina no país

Além da maioria numérica, biomédicas avançam na pesquisa científica e na gestão, mas enfrentam o desafio de transformar vocação em reconhecimento salarial

A área da saúde no Brasil tem um perfil bem definido: é majoritariamente feminina. E quando a análise se refere ao universo da Biomedicina, esses números tornam-se ainda mais expressivos. Segundo dados do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), dos 180 mil biomédicos em atuação no país, 83% são mulheres (cerca de 149 mil).

Essa tendência nacional se reflete no Paraná. No Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6), dos 7.730 profissionais inscritos, 6.754 são mulheres (87%). O dado revela que a ciência laboratorial, a investigação diagnóstica e a inovação tecnológica em saúde no estado passam, primordialmente, pelas mãos femininas. 

Ciência, cuidado e propósito

Segundo levantamento feito com conselhos de classe, as mulheres são maioria em hospitais e áreas como análises clínicas, diagnóstico laboratorial, saúde pública, pesquisa científica, estética e na biomedicina.

Para as lideranças do setor, essa escolha massiva das mulheres pela Biomedicina não é por acaso. Daiane Pereira Camacho – doutora em Microbiologia, diretora Secretária do CFBM e primeira mulher a ocupar um cargo na diretoria do órgão federal – explica que a conexão histórica da mulher com o cuidado e a ciência é um fator determinante.

“A Biomedicina atrai mulheres com perfil analítico e questionador. Há um forte apelo científico e investigativo, unindo o propósito social ao impacto direto na vida das pessoas através da produção de conhecimento”, explica Daiane, que também é vice-presidente do CRBM6.

Jannaina Ferreira de Melo Vasco – doutora em Saúde da Criança e do Adolescente e conselheira Diretora-Secretária do CRBM6 – complementa que a versatilidade da profissão é um chamariz. “A Biomedicina conecta diagnóstico, prevenção e inovação. É uma área que permite atuar do laboratório à gestão, passando pela docência e pela estética”, pontua.

Avanços femininos na última década

A última década foi marcada por uma transição importante: as mulheres deixaram de ser apenas a maioria numérica para ocuparem o protagonismo técnico e institucional. Entre as principais conquistas destacadas pelas especialistas, estão:

· Liderança e Gestão: Maior ocupação de cargos de diretoria em conselhos, coordenação de laboratórios e gestão de qualidade.

· Novas Habilitações: Consolidação da Biomedicina Estética, que ampliou a autonomia técnica e o empreendedorismo feminino.

· Produção Científica: Crescimento expressivo da presença feminina em centros de pesquisa e publicações acadêmicas.

Os desafios futuros

Apesar do domínio estatístico, o caminho para a equidade plena ainda apresenta obstáculos conhecidos como “teto de vidro”, que podem ser explicados como a dificuldade das mulheres biomédicas alcançar os cargos mais altos da pirâmide corporativa e científica.

Segundo Daiane e Jannaina, os maiores desafios ainda consistem em:

Desafio x Contexto Atual

· Equidade Salarial: Embora existam avanços em instituições com planos de carreira claros, discrepâncias ainda persistem em cargos de liderança. Falta garantir critérios objetivos de promoção e reconhecimento.

· Maternidade e Carreira: Falta de políticas estruturais que conciliam a exigência da trajetória científica com a maternidade e a dupla jornada.

· Representatividade no Topo: Necessidade de critérios mais objetivos e transparentes para promoções em cargos estratégicos.

Mais apoio às biomédicas

Para fomentar a presença feminina na pesquisa científica, as especialistas defendem a ampliação de bolsas, incentivos à iniciação científica e redes de mentoria.

“Precisamos de ambientes que não punam a mulher por questões biológicas ou sociais. Ser maioria na base não pode significar ficar de fora do topo”, alerta Jannaina Vasco.

“A mulher biomédica é hoje protagonista na ciência, no diagnóstico, na pesquisa e na inovação em saúde. Mais do que presença numérica, existe competência técnica, liderança e contribuição científica consolidada. O fortalecimento da profissão passa necessariamente pelo reconhecimento e valorização dessas profissionais”, enfatiza Daiane.

“As mulheres são fundamentais na saúde e na Biomedicina. Por isso, merecem todo nosso reconhecimento e apoio”, complementa o presidente do CRBM6, Thiago Massuda.

Sobre o CRBM6

O Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6) é uma Autarquia Federal com jurisdição no Estado do Paraná.

A entidade é formada por 7.730 profissionais. A sede fica em Curitiba e as delegacias regionais estão em Campo Mourão, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, União da Vitória, Guarapuava, Umuarama, Guaíra, Ponta Grossa e Paranavaí.

Os biomédicos atuam em mais de 30 atividades ligadas à saúde tais como acupuntura, análises clínicas e ambientais, bromatológicas [avalia a qualidade dos alimentos], auditoria, banco de sangue, biofísica, biologia molecular, bioquímica, citologia oncótica, embriologia, estética, farmacologia, fisiologia, genética, hematologia, histologia, imunologia, imagenologia, informática da saúde, microbiologia, microbiologia de alimentos, monitoramento neurofisiológico transoperatório, parasitologia, patologia, perfusão, psicobiologia, radiologia, reprodução humana, sanitarista, saúde pública, toxicologia, virologia e outras áreas.

Crédito da foto: Fabrício Grigoletto

Crescimento das cooperativas exige fortalecimento do compliance

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Crescimento das cooperativas exige fortalecimento do compliance

Especialista alerta que o avanço do setor amplia a complexidade regulatória e impõe padrões mais elevados de governança e controle tributário

O cooperativismo brasileiro mantém trajetória ascendente há décadas. Em 2024, foi alcançada a marca de 25,8 milhões de cooperados, um crescimento de 66% em cinco anos. Havia 4.384 cooperativas, gerando nada menos que 578 mil empregos diretos. No mesmo ano, o setor movimentou R$ 757,9 bilhões em ingressos, crescimento de 9,5% em relação a 2023, superando, mais uma vez, o avanço do PIB nacional. Os dados constam no AnuárioCoop 2025, com referência ao desempenho de 2024.

Para o advogado Paulo Sergio Nied, especialista em direito cooperativo e empresarial do escritório Assis Gonçalves, Nied e Follador – Advogados, esse cenário deve ser repetir nos próximos anos, expondo as cooperativas a riscos jurídicos cada vez mais complexos: “O crescimento econômico do setor atrai naturalmente maior atenção dos órgãos fiscalizadores. Quanto maior a movimentação financeira e a complexidade das operações, maior a necessidade de estruturas sólidas de governança e compliance para evitar problemas sérios, inclusive de natureza tributária”, afirma.

Entre os principais pontos de atenção está a correta distinção entre atos cooperativos e atos não cooperativos, conceito previsto na legislação que impacta diretamente a incidência de tributos. Segundo Nied, falhas nesse enquadramento costumam abrir espaço para problemas tributários. “Muitas cooperativas ainda enfrentam dificuldades em mapear, documentar e classificar suas operações. Uma interpretação incorreta pode levar à cobrança indevida de impostos ou, no sentido inverso, à constituição de passivos que só aparecem em uma fiscalização ou auditoria”, explica.

Dados setoriais

Os dados setoriais reforçam a relevância do tema. ramo agropecuário, por exemplo, movimentou R$ 438,2 bilhões em 2024, registrando um aumento de 3,6% em relação ao ano anterior. Já o ramo de crédito expandiu sua rede para mais de 9.400 pontos de atendimento físicos, tornando-se, em muitos municípios, a única instituição financeira disponível para a população. Para o especialista, essa diversificação de atividades amplia a incidência do espectro regulatório, adicionando nova camada de complexidade. “Cada ramo tem suas próprias exigências legais, tributárias e regulatórias. Uma cooperativa que atua em crédito, por exemplo, precisa estar atenta não apenas às normas fiscais, mas também às regras do Banco Central e às políticas de prevenção à lavagem de dinheiro”, destaca Nied.

Outro ponto sensível é a distribuição de sobras, que em 2024 alcançou R$ 51,4 bilhões, alta de 32% em relação a 2023. Embora esse mecanismo seja um dos pilares do modelo cooperativista, o advogado alerta para a necessidade de rigor formal. “A forma como as sobras são apuradas, registradas e distribuídas precisa estar alinhada ao estatuto social e à legislação. A experiência mostra que inconsistências nesses processos são mais uma fonte muito comum de problemas”, pontua.

A importância do compliance e o impacto social

O compliance cooperativista surge como ferramenta estratégica para reduzir riscos antes mesmo de uma fiscalização. De acordo com Nied, a adoção de programas internos de conformidade não deve ser vista apenas como uma exigência formal, mas como parte da gestão. “Mapear processos, revisar contratos, capacitar dirigentes e colaboradores e manter uma política clara de governança são medidas que fortalecem a segurança jurídica da cooperativa. O objetivo é criar uma cultura de conformidade que antecipe problemas, em vez de apenas reagir a eles”, afirma.

A participação feminina, que representa 52% dos empregados nas cooperativas, e a presença em mais de 3,5 mil municípios também reforçam o impacto social do setor. Para o especialista, esse alcance amplia a responsabilidade institucional. “As cooperativas têm um papel social relevante – tanto é que um dos seus pilares é o desenvolvimento sustentável das comunidades onde estão inseridas. Justamente por isso, precisam ser exemplos de boas práticas jurídicas e de governança, garantindo transparência e segurança para cooperados, colaboradores e parceiros”, conclui Nied.

Invest Paraná é destaque nacional com boas práticas de governança

A profissionalização, administração e uma governança forte e transparente transformaram a InvestParaná em um exemplo e destaque nacional desde 2019, quando os processos internos tiveram início.

O diretor-presidente da entidade, José Eduardo Bekin, falou sobre essa transformação em palestra ministrada na terça-feira (03), durante encontro da Confraria de Conselheiros e Governança, na sede da Perfacto, em Curitiba.

Segundo Bekin, em 2019 a Invest Paraná sentiu a necessidade de mudanças e uma delas foi a compreensão de todo processo de governança para atração de investimentos. “Focamos nas instituições que atuam nessa área, colocamos toda a Invest Paraná para entender a cultura dos investimentos, administrações e conselhos, para que entendêssemos a linguagem, a melhor forma de nos comunicarmos para obtermos os investimentos necessários”, afirmou.

Bekin também destacou o fato de a Invest Paraná ter mais autonomia nas negociações. “Temos uma grande autonomia, recebemos diariamente vários convites e fazemos muitas reuniões com possíveis investidores, mas claro, seguindo o alinhamento com o governo do estado e o que se pensa como sendo melhor para o Paraná”.

A agência tem recebido vários prêmios por sua atuação e já foi destaque no Financial Times, após ser considerada referência sul-americana na atração de investimentos. São vários cases de sucesso, sendo
um dos mais recentes a atração da LG para Fazenda Rio Grande, na Grande Curitiba.

Durante a palestra foram apresentados números que indicam o sucesso da Invest Paraná, além de conjunturas sociais e políticas sob a ótica do mercado investidor.
Na opinião do presidente da Confraria de Conselheiros e Governança, Idevan Lopes, experiências como a da Invest Paraná incentivam e ajudam a melhorar os processos de governança das empresas paranaenses.

“Isso ajuda muito a melhorar o nível e incentiva os profissionais, empresários, a conhecerem mais e também sentirem de perto os benefícios de ter um bom conselho em suas empresas. A Confraria, com isso, cumpre um de seus papéis. Experiências como a da Invest Paraná nos fazem refletir e nos incentivam em nossas atuações”, pontuou.

Sobre a Confraria

A Confraria de Conselheiros e Governança é composta por 40 líderes empresariais e privilegia o networking, fomento da governança corporativa e a formação e estruturação de conselhos consultivos e de administração nas empresas.

Os encontros do grupo são realizados na Perfacto Casa, em Curitiba. O proprietário Clair Milani destaca algumas das vocações e serviços oferecidos. “A Perfacto é uma loja de mobiliário sob medida de alto padrão, que traz em seu DNA a essência de grandes conexões, unindo a arquitetura, design e o mercado imobiliário”.