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Por que brincar continua sendo essencial na adolescência?

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Por que brincar continua sendo essencial na adolescência?
Crédito: Freepik

Especialistas alertam que o brincar não deve desaparecer na adolescência, sendo essencial para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo dos jovens

Existe uma ideia silenciosa, mas bastante comum, de que brincar é coisa de criança. Quando chegam à adolescência, muitos jovens passam a ser pressionados por desempenho, vestibular, redes sociais e pela necessidade de amadurecer rapidamente. Nesse processo, atividades associadas ao brincar acabam sendo deixadas de lado, justamente em uma fase em que elas continuam sendo fundamentais para a saúde emocional e o desenvolvimento humano.

Embora as brincadeiras mudem de formato ao longo dos anos, elas seguem tendo um papel importante na adolescência. Jogos em grupo, esportes, teatro, música, experiências criativas, e dinâmicas coletivas ajudam adolescentes a desenvolverem habilidades sociais, além de fortalecer vínculos, aprender a lidar com frustrações e aliviar o estresse cotidiano.

Para a coordenadora do Colégio Marista Paranaense, Mabel Cymbaluk, oferecer espaços de convivência, criatividade e troca durante a adolescência é tão importante quanto estimular o desempenho acadêmico, em uma fase marcada por mudanças intensas, que afloram o senso de pertencimento e necessitam de equilíbrio emocional dentro e fora da escola, sendo necessário a família compreender a importância de ter leveza nas relações, ser firmes, mas com serenidade .

Diversão e desenvolvimento

Do ponto de vista científico, o brincar está diretamente relacionado ao desenvolvimento cerebral. Estudos da neurociência mostram que experiências lúdicas estimulam áreas ligadas à criatividade, resolução de problemas, empatia e regulação emocional, competências cada vez mais importantes em uma geração marcada pela ansiedade e pelo excesso de estímulos digitais.

“Na adolescência, a prática também ganha uma dimensão social importante. É nesse período que os grupos, as amizades e o sentimento de pertencimento passam a ocupar um espaço central na construção da identidade, visto que o lazer espontâneo tem perdido espaço na rotina”, explica Mabel. Entre compromissos escolares, cursos e o tempo prolongado diante das telas, muitos jovens vivem agendas cada vez mais rígidas, sendo importante esse tempo “off”. “Embora jogos e atividades on-line também possam estimular interação, criatividade e entretenimento, nada substitui as conexões reais, o convívio presencial e as experiências compartilhadas no desenvolvimento emocional e social dos adolescentes”, conclui a coordenadora.

Mais do que entretenimento, brincar e se divertir é uma forma de expressão, conexão e equilíbrio emocional, principalmente por viver uma fase marcada por tantas transformações internas e externas, experiências lúdicas ajudam a elaborarem sentimentos, construírem autonomia e desenvolverem competências que vão acompanhá-los pela vida adulta.

Sobre o Marista Paranaense O Colégio Marista Paranaense, em Curitiba (PR), integra o Marista Brasil, uma rede de colégios e escolas presente em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal, atendendo mais de 100 mil crianças, jovens e adultos em 98 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em: maristabrasil.org.  

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