Comparativo trimestral aponta que, desde 2024, o aumento foi de quase 10%; Centro é o bairro mais buscado pelos compradores
O ticket médio dos imóveis residenciais usados segue em alta em Curitiba (PR). Entre março e abril de 2026, o avanço foi de 1,9%, com o valor médio das negociações atingindo R$ 496.471. Na análise trimestral, o ticket médio da categoria registrou crescimento de 0,6% no comparativo entre fevereiro e abril de 2025 e de 9,6% em relação ao igual período de 2024, somando R$ 486.747. Os dados são do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR).
“O imóvel segue sendo visto como uma forma importante de constituição patrimonial, seja para moradia ou investimento. O comportamento do ticket médio reflete esse movimento do mercado”, avalia Luiz Fernando Martins Alves, presidente do Inpespar.
O financiamento seguiu como a modalidade de pagamento mais utilizada, correspondendo a 69,4% das negociações efetivadas, contra 30,2% das aquisições realizadas à vista, em abril.
Tipologia e localização
Na capital paranaense, as tipologias residenciais que mais atraíram a atenção dos compradores foram os apartamentos. O destaque ficou com as unidades de dois dormitórios, que tiveram 7,1% de sua oferta comercializada. Na sequência, apareceram os apartamentos de três quartos (6,2%) e os studios (4,4%). As casas de dois dormitórios também registraram boa performance, com 3,8% de sua oferta vendida no período.
O Centro foi o endereço preferido pelos compradores, concentrando 8,7% das negociações efetivadas. Em seguida, aparecem Água Verde (6%), Bairro Alto (4,9%) e Boa Vista (4,4%), bairros que também registraram forte procura em abril.
A Venda de Usados sobre a Oferta (VUSO) residencial no período foi de 4,3%, recuo de 0,7 ponto porcentual (p.p) no comparativo com março. No segmento comercial, o índice avançou 0,7 p.p, atingindo 1,8%. A maior retração, por sua vez, foi registrada na comercialização de terrenos, cuja VUSO recuou 1,7 p.p entre março e abril, encerrando o último mês em 0,9%.