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Brasil supera 70 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave às vésperas do inverno

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Brasil supera 70 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave às vésperas do inverno

Brasil supera 70 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave às vésperas do inverno

Vacinas pneumocócica e contra vírus respiratórios ganham espaço na prevenção de complicações respiratórias entre adultos e idosos

Com a chegada oficial do inverno no próximo dia 20 de junho, cresce também a preocupação com o avanço das doenças respiratórias no país. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostram que o Brasil já ultrapassou 70 mil notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, cenário impulsionado pela circulação de vírus respiratórios como Influenza A, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), rinovírus e covid-19.

O período mais frio do ano costuma favorecer o aumento das infecções respiratórias devido ao clima mais seco, à menor ventilação dos ambientes e à maior permanência das pessoas em locais fechados. O cenário amplia a preocupação principalmente entre idosos, pacientes com doenças crônicas e pessoas imunossuprimidas.

Segundo a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Elisa Lino, embora a vacina da gripe seja amplamente conhecida pela população, outras formas de prevenção respiratória ainda são pouco difundidas entre adultos. “As pessoas costumam associar o inverno apenas à gripe, mas existem outros vírus e infecções pulmonares importantes circulando neste período. O VSR, por exemplo, deixou de ser uma preocupação apenas pediátrica e hoje também chama atenção pelo número de complicações em idosos”, explica.

Tradicionalmente ligado aos quadros de bronquiolite infantil, o Vírus Sincicial Respiratório passou a ganhar maior atenção nos últimos anos devido ao aumento das internações entre adultos mais velhos e pacientes com comorbidades. Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil registrou mais de 43 mil casos de SRAG associados ao VSR em 2025. “Idosos, pacientes cardíacos, diabéticos, pessoas com doenças pulmonares crônicas e imunossuprimidos fazem parte da população que merece uma avaliação mais cuidadosa nesta época do ano”, afirma Elisa.

Além da imunização contra gripe e covid-19, a vacina pneumocócica também vem ganhando destaque durante o inverno por ajudar a prevenir pneumonias bacterianas, meningites e infecções graves da corrente sanguínea. “A pneumonia continua sendo uma das principais causas de hospitalização entre idosos no inverno. Em muitos casos, ela surge após uma infecção viral inicial, quando o organismo já está fragilizado. A vacinação ajuda justamente a reduzir o risco de evolução para quadros mais graves e internações”, explica a especialista.

O inverno cria um ambiente mais favorável para a transmissão de vírus respiratórios. “As pessoas permanecem mais tempo em locais fechados, com pouca circulação de ar e maior proximidade umas das outras. Isso aumenta bastante a transmissão de vírus e facilita surtos respiratórios, especialmente em famílias, escolas, empresas e instituições de longa permanência”, diz.

A enfermeira também destaca que a atualização da carteira vacinal deve ocorrer antes do pico do inverno. “O organismo precisa de um período para desenvolver proteção após a vacinação. Quanto antes essa avaliação for feita, maior tende a ser a proteção durante os meses de maior circulação viral”, orienta.

A recomendação da Clínica Vacinne é que idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e pacientes imunossuprimidos procurem orientação profissional para avaliar quais vacinas são indicadas para cada perfil. Além da imunização, medidas como manter ambientes ventilados, higienizar as mãos e evitar contato próximo durante sintomas respiratórios ajudam a reduzir a transmissão de vírus no período mais frio do ano.

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