No próximo 22 de julho, monumentos, prédios históricos, espaços culturais e pontos turísticos em diferentes regiões do país serão iluminados em azul em um grande movimento internacional de conscientização sobre a Síndrome do X Frágil, considerada a principal causa hereditária de deficiência intelectual e uma das causas genéticas mais frequentes do transtorno do espectro autista. A mobilização é coordenada, no Brasil, pelo Instituto Buko Kaesemodel, responsável pela campanha nacional do Dia Mundial de Conscientização da Síndrome do X Frágil.
A iluminação em azul busca dar visibilidade a uma condição ainda pouco conhecida pela população, apesar de seu impacto na vida de milhares de famílias. A campanha reforça a importância do diagnóstico precoce, do acesso à informação e da inclusão de pessoas com a síndrome, além de incentivar que a sociedade participe do movimento vestindo uma peça azul no dia 22 de julho.
Neste ano, a ação reúne monumentos e edifícios públicos de cinco regiões brasileiras. Em Brasília, a Torre de TV de Brasília receberá a iluminação especial. Em Goiânia, será a vez da Assembleia Legislativa de Goiás. No Nordeste, Recife iluminará o Hospital Dom Pedro II, o Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM/UPE) e o Recife Expo Center, enquanto Teresina participa com o Palácio Karnak.
Na Região Norte, o Mirante Edileusa Lóz, no Parque do Rio Branco, também ficará azul. Já no Sul, Curitiba concentra uma das maiores mobilizações do país, com a iluminação do Palácio Garibaldi, da Estufa do Jardim Botânico, do Obelisco da Praça 19 de Dezembro, do Monumento da Praça 29 de Março, da Ponte Preta da Rua João Negrão, do Viaduto Estaiado, do Museu Municipal de Arte (MUMA), do Museu do Automóvel do Parque Barigui e do Teatro Positivo.
A campanha também chega ao Palácio Piratini, no Rio Grande do Sul, e à FG Big Wheel, em Santa Catarina, ampliando a visibilidade da causa em importantes cartões-postais brasileiros.
Para o Instituto Buko Kaesemodel, cada monumento iluminado representa uma oportunidade de levar informação à sociedade e reduzir o tempo entre os primeiros sinais e o diagnóstico. Embora a Síndrome do X Frágil tenha origem genética e possa afetar o desenvolvimento cognitivo, comportamental e de aprendizagem, muitas famílias ainda enfrentam uma longa jornada até obter um diagnóstico correto, o que reforça a necessidade de campanhas de conscientização em âmbito nacional.
Além da iluminação dos monumentos, a organização convida a população a aderir ao movimento usando uma peça de roupa azul no dia 22 de julho e compartilhando informações sobre a Síndrome do X Frágil nas redes sociais. O gesto simbólico fortalece a mensagem de que conhecer a condição é o primeiro passo para promover inclusão, acolhimento e acesso ao diagnóstico para milhares de brasileiros.