Em meio ao boom dos produtos high protein, especialista chama atenção para a importância de olhar também para frutas, vegetais, cereais integrais e leguminosas na composição da dieta
Basta percorrer as prateleiras de um supermercado para perceber: a proteína está por todo lado. Iogurtes, bebidas, snacks, barras, sobremesas e até produtos tradicionalmente distantes do universo esportivo passaram a destacar no rótulo a quantidade do nutriente. Mas, enquanto contar gramas de proteína se tornou um hábito para alguns consumidores, outro componente importante da alimentação recebe menos atenção: as fibras.
“As proteínas têm uma função importante na alimentação, mas nenhum nutriente deve ser observado de forma isolada. O que chama atenção atualmente é o espaço que a proteína conquistou, enquanto as fibras ainda aparecem muito menos nas conversas sobre escolhas alimentares. Uma dieta equilibrada depende justamente da combinação e da variedade de diferentes grupos de alimentos”, explica a nutricionista Andressa Meira, da Polpa Brasil, empresa especializada no desenvolvimento de ingredientes à base de frutas e vegetais.
É importante lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos consumam pelo menos 25 gramas de fibras alimentares naturalmente presentes nos alimentos por dia. A orientação é priorizar fontes de carboidratos como cereais integrais, vegetais, frutas e leguminosas e consumir ao menos 400 gramas de frutas e vegetais diariamente.
Onde estão as fibras?
As fibras estão naturalmente presentes em alimentos de origem vegetal. Frutas, verduras, legumes, feijões e outras leguminosas, além de cereais integrais, sementes e oleaginosas, estão entre as principais fontes.
Além da quantidade, a variedade dos alimentos consumidos também importa. Diferentes vegetais fornecem combinações distintas de fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos. Por isso, aumentar a diversidade de frutas, legumes e verduras ao longo da semana é uma estratégia para melhorar a qualidade geral da alimentação.
Nesse sentido, a variedade brasileira oferece inúmeras possibilidades. Banana, maçã, manga, morango, açaí, goiaba e outras frutas podem aparecer em diferentes momentos do dia, assim como vegetais como cenoura, abóbora, beterraba e batata-doce.
O desafio é fazer essa diversidade caber em uma rotina na qual conveniência e praticidade têm peso cada vez maior nas decisões de consumo.
Consumidor quer comer melhor, mas busca praticidade
A busca por conveniência ajuda a explicar parte das transformações observadas pela indústria de alimentos. Se, por um lado, existe maior interesse por composição nutricional e ingredientes, por outro, o consumidor nem sempre dispõe de tempo para preparar alimentos in natura em todas as refeições.
É nesse encontro entre nutrição e praticidade que diferentes formas de processamento podem ampliar as possibilidades de utilização de frutas e vegetais. A Polpa Brasil atua justamente no desenvolvimento de ingredientes à base de frutas e vegetais para a indústria de alimentos. Seu portfólio inclui ingredientes desidratados de maçã, banana, morango, manga e açaí, além de opções produzidas com cenoura, abóbora, beterraba e batata-doce, que podem ser incorporadas a diferentes formulações.
“A indústria tem o desafio de entender que o consumidor não busca apenas um atributo nutricional, mas soluções que façam sentido na vida real. Por isso, ampliar a presença e a diversidade de frutas e vegetais em diferentes categorias de produtos pode ajudar a aproximar esses ingredientes da rotina de consumo”, afirma Andressa.
Sobre a Polpa Brasil
A Polpa Brasil é especializada no desenvolvimento e na produção de ingredientes à base de frutas e vegetais para a indústria de alimentos. Seu portfólio reúne produtos desidratados e misturas destinados a diferentes aplicações, combinando tecnologia, praticidade e aproveitamento da diversidade de matérias-primas.