TNT que seria descartado vira 200 sacolas reutilizáveis no Hospital Universitário Cajuru; na PUCPR, curso de português acolhe migrantes e refugiados
Uma sobra de TNT que seria descartada pode virar uma sacola reutilizável. Um curso de português pode ajudar uma pessoa migrante a se integrar a um novo país. E algumas horas de trabalho voluntário podem fazer essas ações acontecerem. Em Curitiba, o Grupo Marista participa da 3ª edição do Filantropia na Cidade com projetos que mostram diferentes formas de mobilizar recursos, conhecimento e pessoas em favor da comunidade. O movimento reúne atividades durante o mês de outubro, em celebração ao Dia Nacional da Filantropia, em 20 de outubro.
Realizado pelo Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif), com apoio do Instituto Presbiteriano Mackenzie e do Semesp, o movimento acontece em cidades do Brasil e da América Latina, com o objetivo de dar visibilidade a projetos sociais e incentivar a participação da sociedade em ações de responsabilidade social.
Nas duas primeiras edições, segundo o Fonif, foram mobilizados mais de 6 mil voluntários em mais de 80 iniciativas, que beneficiaram direta e indiretamente mais de 40 mil pessoas. Em Curitiba, o Grupo Marista participa com projetos do Hospital Universitário Cajuru e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), que aproximam sustentabilidade, educação, voluntariado e inclusão social.
Voluntárias transformam TNT em sacolas reutilizáveis
No Hospital Universitário Cajuru, sobras de TNT que seriam descartadas ganham novo uso com o trabalho das voluntárias do projeto Mãos que Transformam. O grupo surgiu durante a pandemia, quando o hospital precisava de máscaras, e chegou a confeccionar 75 mil unidades. Hoje, atua nos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, transformando tecidos e retalhos em peças para pacientes e profissionais.
Para a semana do Dia das Crianças, as voluntárias prepararam 150 sacolas reutilizáveis para o Colégio Marista Anjo da Guarda, que serão utilizadas durante a Festa Literária. Além de contribuir para a redução do descarte de materiais, a iniciativa abre espaço para abordar temas como sustentabilidade e consumo consciente e fortalece a parceria entre o hospital e a instituição de ensino.
Outra iniciativa envolve voluntários e colaboradores dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, com a produção de outras 50 sacolas a partir de sobras de TNT. Os itens serão utilizados em uma atividade especial com os filhos dos colaboradores, promovendo a integração das famílias dos profissionais das duas instituições.
Curso de português acolhe migrantes
Na PUCPR, o Programa Lampedusa atua desde 2018 no acolhimento e na integração de migrantes, refugiados e apátridas. Criado pela Diretoria de Identidade Institucional, reúne voluntários em iniciativas como o Curso de Português como Língua de Acolhimento, oficinas de informática, capacitações profissionalizantes, orientação jurídica e apoio à inserção no mercado de trabalho.
Os voluntários colocam conhecimento e tempo à disposição de pessoas que precisam reconstruir suas trajetórias em um novo país. O programa também promove ações de sensibilização sobre migração e refúgio e a Feira da Casa Comum, voltada à convivência, à troca de experiências e à geração de oportunidades.
“A filantropia não precisa começar com grandes estruturas. Pode começar com um material que seria descartado, com o tempo de quem quer ajudar ou com o conhecimento de quem pode ensinar. São recursos que podem ganhar um novo significado quando colocados a serviço de quem precisa, com o cuidado que é próprio da nossa missão”, afirma a diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Grupo Marista, Carmem Murara.