Com 28,4 milhões de pessoas ocupadas em 2025, expansão do setor aumenta a necessidade de mobilidade em regiões com transporte limitado e grandes distâncias entre casa e trabalho
Com recorde de 28,4 milhões de pessoas ocupadas em 2025, o agronegócio brasileiro ampliou a geração de empregos, mas também trouxe à tona um desafio nas cidades do interior: o transporte de trabalhadores até fazendas, frigoríficos, agroindústrias e outras unidades distantes dos centros urbanos. Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o setor registrou 601,8 mil pessoas ocupadas a mais que no ano anterior.
Para Leandro Farias, CEO da Autonomoz, empresa especializada em mobilidade corporativa, o crescimento do agronegócio amplia os desafios no transporte de trabalhadores. “Muitas empresas estão em regiões afastadas, com pouca oferta de transporte público e motoristas de aplicativo. Em operações com diferentes turnos, planejar os deslocamentos é essencial para garantir a chegada e a saída das equipes nos horários necessários”, explica.
O desafio é maior em municípios onde as atividades produtivas estão distantes dos centros urbanos, exigindo que trabalhadores percorram longas distâncias ou se desloquem entre cidades, muitas vezes durante a madrugada, nos fins de semana e feriados, quando as opções de transporte são mais restritas. Além de afetar a rotina dos profissionais, essa dificuldade pode comprometer a pontualidade das equipes e a continuidade das operações, especialmente em empresas que funcionam por turnos, tornando a mobilidade parte importante do planejamento operacional.
Mobilidade corporativa como alternativa para o setor
Diante desse cenário, empresas especializadas em mobilidade corporativa passaram a desenvolver soluções para atender operações localizadas fora dos grandes centros urbanos. É o caso da Autonomoz, que utiliza uma plataforma própria para conectar motoristas parceiros a empresas que precisam transportar colaboradores em cidades menores, áreas rurais e regiões de difícil acesso, inclusive em trajetos intermunicipais.
O modelo permite organizar viagens de acordo com as necessidades de cada operação, considerando horários de trabalho, localização das unidades e frequência dos deslocamentos. A proposta é oferecer uma alternativa aos modelos tradicionais de transporte, como frotas próprias, veículos locados e contratos fixos de fretamento, especialmente em situações que exigem maior flexibilidade.
Para as indústrias e cooperativas agropecuárias, essa modalidade pode ajudar a organizar o transporte de funcionários até unidades de recebimento, armazenagem e processamento, considerando diferentes turnos e períodos de maior movimento, como as safras. A tecnologia também permite acompanhar as viagens, reunir informações sobre os trajetos e melhorar o controle dos custos de mobilidade.
Com atuação em mais de 175 cidades brasileiras e uma rede de mais de mil motoristas parceiros, a Autonomoz realiza mais de 20 mil viagens mensais. A empresa também dispõe de suporte operacional 24 horas e recursos de monitoramento e segurança, incluindo telemetria e videotelemetria em modalidades específicas de atendimento.
Além da disponibilidade de transporte, a mobilidade pode influenciar a capacidade das empresas de atrair e manter profissionais. Em regiões onde o acesso ao local de trabalho depende de veículo próprio ou de alternativas limitadas de deslocamento, oferecer transporte organizado pode ampliar as possibilidades de contratação e reduzir dificuldades enfrentadas pelos colaboradores.
Com a expansão do agronegócio e a geração de novas oportunidades de trabalho, a infraestrutura necessária para sustentar esse crescimento vai além das estradas utilizadas para o escoamento da produção. Garantir que os profissionais consigam chegar aos locais de trabalho também se torna parte dos desafios de desenvolvimento econômico das regiões onde o setor está presente.
Nesse contexto, soluções de mobilidade adaptadas à realidade do interior podem ajudar a aproximar trabalhadores das oportunidades de emprego e contribuir para a continuidade das atividades produtivas, especialmente em localidades onde a oferta convencional de transporte não acompanha as necessidades das empresas.