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5 cuidados essenciais com a saúde das crianças nas férias

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Pediatra alerta para riscos como desidratação, queimaduras solares e acidentes domésticos

Com a chegada das férias escolares e das altas temperaturas, aumentam os passeios, as viagens e as atividades ao ar livre. Nesse período, as crianças ficam mais expostas a riscos como desidratação, insolação e infecções virais. Uma pesquisa indexada no PubMed aponta que períodos de calor intenso afetam especialmente crianças menores de nove anos. O estudo mostra que um aumento de 5 °C na temperatura pode aumentar as internações em até 4,6%.

A médica pediatra do Departamento de Saúde Escolar dos colégios da Rede Positivo, Andrea Dambroski, reforça que atenção e prevenção são fundamentais. “Durante as férias, é preciso redobrar os cuidados e a supervisão das crianças, tanto em ambientes externos quanto dentro de casa”, alerta a especialista. A seguir, ela lista os principais riscos e indica cuidados para garantir férias mais seguras:

1. DesidrataçãoManter a hidratação adequada é essencial, especialmente porque crianças pequenas perdem mais líquido pelo suor e, muitas vezes, esquecem de beber água enquanto brincam. “É importante oferecer água com frequência, mesmo que a criança não peça”, orienta a pediatra.

Sinais como urina escura, sonolência, lábios secos ou diminuição das micções podem indicar desidratação. Em casos de vômitos ou diarreia, o soro de reidratação oral pode ser utilizado em pequenas quantidades várias vezes ao dia. Se houver olhos fundos, apatia ou redução significativa da urina, é necessário buscar atendimento médico.

2. InsolaçãoA insolação é mais comum em dias muito quentes, especialmente após longos períodos de exposição solar. “Os responsáveis devem estar atentos aos riscos da exposição excessiva ao sol, principalmente sem a proteção adequada”, destaca a médica. A recomendação é evitar o sol entre 10h e 16h e aplicar o protetor solar pelo menos 30 minutos antes da exposição.

Roupas leves, chapéu, pausas na sombra e moderação nas atividades físicas contribuem para a prevenção. Em casos de pele muito quente, vômitos persistentes, confusão mental ou desmaios, o atendimento deve ser imediato.

3. Queimaduras de solA fotoproteção diária é indispensável no verão. As queimaduras solares, além de causarem dor, podem provocar bolhas e aumentar o risco de câncer de pele. Bebês menores de seis meses devem ser protegidos principalmente com sombra, roupas adequadas e chapéu. Para crianças maiores, o protetor solar deve ser indicado para a faixa etária, com FPS acima de 30, e reaplicado a cada duas horas ou após entrar na água.

“O uso do protetor solar deve sempre seguir orientação médica, pois existem produtos específicos para cada idade, o que reduz o risco de alergias e reações adversas”, explica a médica.

4. Gastroenterites e vírus respiratóriosO calor e os ambientes coletivos favorecem a circulação de vírus gastrointestinais e respiratórios. Lavar as mãos com frequência, manter os ambientes arejados e evitar contato próximo com pessoas doentes são medidas essenciais de cuidado com a saúde.

Durante viagens e passeios, o consumo de alimentos fora de casa aumenta. Por isso, é importante escolher estabelecimentos confiáveis, priorizar alimentos bem cozidos e evitar aqueles que exigem refrigeração constante, como laticínios e ovos. “Manter uma alimentação equilibrada fora de casa exige planejamento, incluindo lanches nutritivos e boa hidratação”, orienta a pediatra.

Antes de viajar, também é recomendável revisar a caderneta de vacinação da criança. Vacinas em dia ajudam a reduzir as complicações de doenças comuns no verão. Em viagens internacionais, é importante verificar as recomendações específicas do destino.

5. Acidentes em casaTraumas, queimaduras, quedas, afogamentos e ingestão de substâncias tóxicas estão entre os acidentes mais comuns durante as férias, e muitos deles podem ser evitados. Medidas simples incluem proteger as tomadas; manter medicamentos e produtos de limpeza fora do alcance; instalar telas em janelas e sacadas; evitar o manuseio de líquidos quentes perto das crianças; virar os cabos das panelas para dentro do fogão; manter baldes, tanques e vasos sanitários fechados; e nunca deixar a criança sem supervisão de um adulto.

Quando buscar atendimento médico?Os responsáveis devem procurar atendimento sempre que a criança apresentar vômitos persistentes, diarreia com sangue, dificuldade para respirar, febre alta que não cede, prostração, convulsões ou sinais de desidratação intensa. “Nessas situações, manter a calma e acionar o serviço de emergência quanto antes é fundamental”, reforça a especialista.

Sobre o Colégio Positivo
O Colégio Positivo, reconhecido como líder e referência no setor educacional, teve sua origem como um prestigiado curso pré-vestibular, expandindo sua atuação para se tornar uma instituição de destaque no campo da educação. Integrante do Grupo Positivo, sua história é marcada pelo compromisso de formar indivíduos éticos, conscientes e solidários, preparados para os desafios futuros com excelência. Desde os primeiros estágios da jornada educativa, o Colégio Positivo se distingue por sua abordagem transformadora, presente em todos os níveis de ensino. Com uma presença consolidada em 20 unidades distribuídas pelos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, a instituição acolhe aproximadamente 19 mil alunos, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

Como planejar as férias das crianças quando os pais são divorciados?

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Como planejar as férias das crianças quando os pais são divorciados?

Especialista orienta que diálogo, regras claras e cuidado com a documentação de viagem são essenciais para garantir tranquilidade

Para muitas crianças, as férias escolares são sinônimo de fazer as malas e partilhar os dias entre duas casas. Nas famílias em que os pais são divorciados, esse revezamento pode gerar empolgação, mas também ser o gatilho para despertar sentimentos como insegurança e ansiedade, especialmente pela incerteza de como ficará o convívio entre todas as partes envolvidas.

A boa notícia é que se os adultos souberem administrar esse período, não haverá motivos para conflitos. De acordo com o estudo Os efeitos do divórcio em filhos menores, publicado na Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, a forma como os genitores conduzem a comunicação são fundamentais para a superação das adversidades.

“Em termos legais, juízes e tribunais sempre vão priorizar o interesse da criança. Por isso, o convívio equilibrado com ambos os pais é essencial. Assim, eles devem focar naquilo que for melhor para os filhos e não nas diferenças do ex-casal”, explica a professora do curso de Direito do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Ana Paula Nacke.

Planejamento antecipado

Segundo Ana Paula, quando há uma boa comunicação, um acordo informal costuma ser suficiente para definir como será a convivência. Dialogar com antecedência sobre datas, desejos e necessidades dos filhos é o caminho ideal para que as férias sejam organizadas de maneira tranquila.

A alternância de períodos como Natal, Ano Novo, Páscoa e a ausência de competições para ver quem oferece a melhor experiência de férias ou a mais luxuosa também ajuda no aspecto emocional dos filhos.

No entanto, caso existam conflitos ou desacordos recorrentes, a advogada salienta que um documento formal, judicial ou extrajudicial, traz mais segurança. “Uma das ferramentas em ascensão é o plano de parentalidade, contrato em que os pais definem responsabilidades e regras de convivência. Ele pode ou não ser homologado pela Justiça, mas ajuda a evitar mal-entendidos”, destaca.

E quando não há consenso?

Se o diálogo não funcionar, o caminho é recorrer ao Poder Judiciário por meio de uma ação de regulamentação de convivência. Como processos envolvendo menores têm prioridade, a tramitação costuma ser mais ágil. Ainda assim, Ana Paula recomenda que os pais busquem essa solução com antecedência para que a decisão judicial não seja tomada às pressas.

Segundo a professora do Centro Universitário Integrado, o tipo de guarda, compartilhada ou unilateral, não interfere de maneira decisiva sobre com quem a criança irá passar as férias. “O direito de convivência é independente da modalidade de guarda. O que deve prevalecer sempre é o melhor interesse do menor”, ressalta.

Ela lembra também que, quando já existe um acordo formal, é fundamental respeitar as regras definidas, salvo quando houver consenso entre as partes para flexibilizar.

Comunicação durante as férias

Mesmo quando a criança está passando as férias com um dos pais, a comunicação entre os genitores continua sendo essencial. O responsável que estiver com o menor deve informar ao outro sobre situações relevantes e permitir o contato por ligações ou vídeo-chamadas.

“É importante manter o respeito e focar no que a criança precisa. Por outro lado, o genitor que está com ela tem autonomia para organizar esse período, sem interferências”, explica Ana Paula.

Viagens: quando é necessária autorização?

Ao planejar viagens com crianças, é fundamental observar regras previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e também as exigências de companhias aéreas e rodoviárias.

Para viagens nacionais, menores de 16 anos podem viajar acompanhados de um dos pais, sem necessidade de autorização do outro. A permissão também não é necessária quando a criança viaja acompanhada de parente de até terceiro grau [como avós, tios e irmãos maiores], desde que o parentesco seja comprovado.

Caso o menor viaje desacompanhado ou com um adulto sem vínculo familiar próximo, é preciso apresentar autorização do(s) responsável(eis) com firma reconhecida ou autorização judicial. A partir de 16 anos, os adolescentes podem viajar sozinhos, portando documento de identificação.

Em deslocamentos para fora do país, as normas são mais detalhadas. Menores de 18 anos que viajarem acompanhados de apenas um dos pais precisam de autorização expressa do outro genitor, com firma reconhecida. Se viajarem sozinhos ou acompanhados de terceiros, é necessária a autorização de ambos os responsáveis ou autorização judicial.

A exceção ocorre quando a criança possui autorização de viagem internacional registrada no próprio passaporte, o que dispensa o documento adicional.

Documentos necessários para viagens nacionais

· RG, passaporte ou certidão de nascimento (a depender da idade e da exigência da companhia)

· Autorização do(s) responsável(eis), quando aplicável

Para viagens internacionais

· Passaporte válido

· Autorização de viagem internacional (formulário padrão do CNJ), com firma reconhecida, quando exigido

· Em caso de autorização sem validade definida, presume-se validade de dois anos

Como garantir férias mais leves e seguras?

Para a professora Ana Paula Nacke, o mais importante é lembrar que as férias devem ser um período feliz e cheio de boas memórias, independentemente da configuração familiar. Para isso, ela lista 7 recomendações aos pais e que ajudam a organizar esse momento:

1. Priorize o menor: o bem-estar dos filhos deve estar acima de qualquer desavença,

2. Seja flexível: comunicação respeitosa e ajustes razoáveis ajudam a evitar conflitos,

3. Planeje com antecedência: definir datas e acordos meses antes reduz tensões,

4. Formalize, se necessário: acordos escritos, quando bem elaborados, trazem segurança jurídica,

5. Siga as regras estabelecidas: o cumprimento dos combinados garante tranquilidade e previsibilidade para todos, especialmente para as crianças,

6. Rotinas: Manter alguns horários de sono e alimentação ajuda no equilíbrio emocional dos menores,

7. Ouça a criança: Considere a opinião dela (respeitando idade e maturidade) para férias mais acolhedoras.

Assistência judiciária gratuita

Para auxiliar os moradores de baixa renda da Comarca de Campo Mourão, que não têm condições de contratar um advogado e pagar as custas processuais, o Centro Universitário Integrado fornece assistência judiciária gratuita.

O benefício é ofertado nas áreas de Direito de Família (divórcio, dissolução de união estável, pensão alimentícia, guarda, direito de convivência, reconhecimento e investigação de paternidade), Infância e Juventude (pedido de providências, destituição de poder familiar, guarda), outras Demandas Cíveis (curatela, pedido de medicamentos, retificação de registro civil) e Pedido de Alvará Judicial (pequenos valores).

“A assistência judiciária gratuita é ofertada pelo Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), onde os estudantes do curso de Direito, sob coordenação de professores orientadores (advogados), atendem os moradores dos municípios de Campo Mourão, Farol, Luiziana e Janiópolis. Em todas essas ações, o público passa por uma triagem e necessita comprovar a condição socioeconômica para receber os serviços gratuitos”, explica Ana Paula Nacke.

Além do NPJ, o Centro Universitário Integrado tem o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC Pré), em convênio com o Tribunal de Justiça do Paraná. Trata-se de um centro de conciliação e mediação onde busca-se realizar acordos entre as partes para evitar o ajuizamento de um processo, que pode durar anos e trazer custos financeiros e emocionais.

Entre fevereiro e novembro de 2025, o NPJ e o CEJUSC Pré realizaram 882 atendimentos gratuitos.

Contatos

O Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) do Centro Universitário Integrado fica na Avenida José Custódio de Oliveira, 1325, Centro, Campo Mourão (PR). Os contatos são pelo tel. 44-3518-2500, WhatsApp 44-99910-2209 e e-mail npj@grupointegrado.br

Em virtude das férias, os atendimentos retornam no dia 2 de fevereiro de 2026 e serão realizados de segunda a sexta, das 13h30 às 17h30.

Sobre o Centro Universitário Integrado

Localizado em Campo Mourão–PR, o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC, com nota máxima (5) no Conceito Institucional. Alinhado às demandas do mercado, a instituição busca promover uma formação voltada ao desenvolvimento de competências essenciais para os profissionais de hoje e do futuro.

Conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e um corpo docente com sólida experiência acadêmica e prática profissional.

Em 2022, implementou o Integrow — Ecossistema de Inovação Integrado, voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação.

Atualmente, o Integrado oferece mais de 60 cursos de graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância — incluindo áreas como Direito, Medicina e Odontologia — além de mais de 70 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.

Crédito das fotos: Freepik

Opinião: Educação 5.0 vai da tecnologia ao afeto

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Por Paulo Rocha*

A mensagem do Papa Leão XIV durante o Jubileu do Mundo Educativo reacende um debate essencial: qual o verdadeiro sentido da Educação em tempos de inteligência artificial? Ele nos lembra que “a Educação une as pessoas em comunidades vivas e organiza as ideias em constelações de sentido”. É disso que trata a Educação 5.0: integrar tecnologia e humanidade, sem perder de vista a formação integral do ser.

Hoje, o conhecimento é instantâneo. Mas formar apenas mentes para o mercado é insuficiente. É preciso formar também corações capazes de empatia, solidariedade e transcendência. Educação é mais do que conteúdo: é cuidado, propósito, presença. Educar é um ato radical de esperança.

Leão XIV também afirma: “vocês não são apenas destinatários da Educação, mas seus protagonistas”. Esse é o cerne da Educação 5.0: o estudante como autor do próprio processo, em diálogo com o mundo. Protagonismo, porém, não é solidão. Exige educadores como mentores, comunidades de acolhimento e escuta, e um ambiente emocionalmente seguro.

Outro pilar é o uso ético da tecnologia. “Sirvam-se dela com sabedoria e não permitam que a tecnologia se sirva de vocês”, alerta o pontífice. Em um mundo de telas onipresentes, a Educação precisa garantir que o humano permaneça no centro. A tecnologia deve ampliar vínculos, não substituí-los.

A Educação 5.0 busca exatamente essa síntese: preparar para um mundo em rede, mas enraizado em valores. Cientistas conscientes, líderes compassivos, empreendedores éticos e cidadãos planetários. Um modelo que ensina não só a programar máquinas, mas também futuros justos.

Exemplos concretos já existem. O Colégio Donaduzzi, no Paraná, alia personalização a resolução de problemas reais. Mentorias, laboratórios, iniciação científica precoce e atividades no contraturno ampliam o sentido do aprender. Como resume Ana Clara, 17 anos: “Aqui me sinto acolhida. Venho porque quero”. Outras iniciativas reforçam essa visão: a Steve Jobs School, na Holanda; a Ritaharju School, na Finlândia; La Cecilia, na Argentina; entre outras. São experiências que apostam na autonomia, na natureza, no trabalho em equipe e na conexão com a vida.

Mas não se deve romantizar. A UNESCO alerta que metade dos estudantes no mundo não tem acesso adequado a ferramentas digitais. O pesquisador Neil Selwyn vê a tecnologia como campo de poder, controle e desigualdade. No Brasil, Martins (2019) denuncia a superficialidade do ensino remoto sem reflexão pedagógica. A tecnologia, sem mediação humana, não transforma: reproduz.

Por isso, menos fascínio tecnodigital e mais consciência crítica. O link não pode substituir o vínculo. A tela não pode apagar o encontro. Leão XIV fala de uma Educação “desarmante e desarmada”, baseada no diálogo, no respeito e na escuta. Educação que acolhe o diferente e reconhece nele a possibilidade de transformação. Uma pedagogia da paz.

Educar, enfim, é confiar no poder transformador de cada pessoa. Em tempos de crise, a Educação deve ser farol e esperança. Como disse o Papa, “a Educação nos ensina a olhar para o alto”. E olhar para o alto é lembrar que aprender também é transcender.

Educação 5.0 não é só um modelo pedagógico. É um pacto civilizatório. Um compromisso para que escolas e comunidades sejam espaços de encontro, justiça e criatividade. Onde o saber técnico se alie à sabedoria do coração. E onde a esperança continue sendo o motor do aprender.

*Paulo R. C. Rocha é gestor, pesquisador em políticas educacionais e vice-presidente do Biopark.

Como cuidar dos pets nos dias quentes de verão?

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Como cuidar dos pets nos dias quentes de verão?

Médica Veterinária repassa dicas essenciais aos tutores e alerta que os bichos de estimação também sofrem com altas temperaturas e carrapatos

O verão começou no dia 21 de dezembro. Assim como os humanos precisam redobrar os cuidados para manter a saúde na estação mais quente do ano, os tutores precisam dar atenção extra aos seus pets neste período, especialmente aos cães e gatos.

Além do desconforto térmico, as altas temperaturas podem desencadear uma série de problemas nos bichinhos de estimação que incluem desidratação, questões respiratórias, queimaduras nos coxins (“almofadinhas” das patas), situações de hipertermia, insolação e a proliferação de parasitas como pulgas, mosquitos e carrapatos.

“O calor intenso pode desequilibrar rapidamente a saúde dos pets. Entre os sinais de estresse térmico que exigem atenção imediata estão a respiração ofegante intensa, fraqueza, salivação excessiva, gengivas muito vermelhas, vômitos e até convulsões”, explica a coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Bruna Mignoso.

Como ajudar os pets?

Para evitar riscos, a recomendação é adotar uma rotina com práticas simples e essenciais. A oferta de água fresca deve ser constante, assim como a disponibilidade de sombra e ventilação. Outra sugestão é congelar frutas, como morango e melancia, com água de coco e dar aos pets como sorvete.

Tapetes gelados e brincadeiras com água também são bem-vindos. Bruna Mignoso ressalta que animais de estimação, como cães e gatos, não fazem a regulação da temperatura corporal pela transpiração, como os humanos. Por isso, nos dias quentes, eles ficam ofegantes e com a boca aberta para tentar regular a temperatura corporal e se refrescar.

Já os passeios ao ar livre devem ser feitos antes das 10h e após às 16h, pois neste intervalo o chão, as calçadas e as ruas estão muito quentes e podem causar queimaduras nas patas dos pets. “Jamais deixe um animal dentro do carro ou em ambiente fechado e com excesso de calor, nem por alguns minutos. Esse cuidado é uma medida de segurança”, ressalta a veterinária.

Carrapatos são ameaça no verão

O calor e a umidade do verão formam o ambiente ideal para a multiplicação dos carrapatos. O aumento desses parasitas é comum em quintais com vegetação, áreas de mata e locais com grande circulação de animais.

Além do incômodo, ele pode transmitir doenças perigosas como a erliquiose, conhecida como “doença do carrapato”, que pode levar a anemia severa, febre, perda de apetite e até complicações graves. Em gatos, embora menos frequente, também há risco de hemoparasitoses.

Prevenção é o melhor tratamento

A prevenção antiparasitária deve ser mantida durante todo o ano, mas no verão ela se torna indispensável. Os métodos disponíveis incluem medicações orais, pipetas spot-on (produto aplicado na pele) e coleiras especiais que podem oferecer proteção prolongada. Em muitos casos, a combinação de abordagens é a mais eficaz, especialmente para animais que frequentam áreas externas.

Se o tutor encontrar um carrapato, a remoção deve ser feita com cuidado, usando pinça adequada, puxando devagar, sem torcer e sem esmagar o parasita. Depois, é importante limpar o local e buscar orientação veterinária. “Se houver muitos parasitas, não é recomendável remover por conta própria. O ideal é procurar atendimento para avaliar o risco de doenças e tomar as medidas corretas”, orienta Bruna.

Atendimento gratuito

Para apoiar os tutores e seus pets durante o verão, a clínica veterinária do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR) oferece uma série de serviços gratuitos. Entre eles estão consultas clínicas gerais, avaliação de sinais de estresse térmico, exames laboratoriais e orientações personalizadas de prevenção.

Para agendar uma consulta, basta entrar em contato pelo telefone (44) 3518-2559 ou enviar uma mensagem para o WhatsApp (44) 99926-0893. A clínica fica no Eco Campus da instituição, na Rua Lauro de Oliveira Souza, 440, Área Urbanizada II, Campo Mourão – PR.

Sobre o Centro Universitário Integrado

Localizado em Campo Mourão–PR, o Centro Universitário Integrado oferece, há mais de 25 anos, ensino superior de excelência reconhecido pelo MEC, com nota máxima (5) no Conceito Institucional. Alinhado às demandas do mercado, a instituição busca promover uma formação voltada ao desenvolvimento de competências essenciais para os profissionais de hoje e do futuro.

Conta com infraestrutura moderna, laboratórios com tecnologia de ponta, metodologias de ensino inovadoras e um corpo docente com sólida experiência acadêmica e prática profissional.

Em 2022, implementou o Integrow — Ecossistema de Inovação Integrado, voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa aplicada e da inovação.

Atualmente, o Integrado oferece mais de 60 cursos de graduação nas modalidades presencial, semipresencial e a distância — incluindo áreas como Direito, Medicina e Odontologia — além de mais de 70 cursos de pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.

Crédito das fotos: Freepik

Opinião – Ano novo, pressão velha: por que seguimos sofrendo com metas?

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Pedro Enrique Gaeski Nunez Rujano*

A cada virada de ano, somos bombardeados por listas de metas — emagrecer, cuidar da saúde, guardar dinheiro, ler mais, ser produtivo… A tradição das resoluções de Ano Novo, uma herança ancestral, oferece a ilusão de recomeço com a simples virada do calendário. No entanto, eis a verdade incômoda: a maioria esmagadora falha.

Segundo pesquisas recentes, cerca de 80% das pessoas abandonam as resoluções ainda no primeiro mês. Por que insistimos nessa autoimposição mesmo sabendo dessas estatísticas? Porque a sociedade, e nós mesmos, transformamos o começo de ano em sinônimo de redenção pessoal. A pressão é dupla: externa (redes sociais, marketing de saúde, expectativas sociais) e interna, que a psicologia chama de pressão autoimposta.

Do ponto de vista psicológico, há vários elementos de risco nesse ritual anual. Metas vagas e genéricas, sem um plano concreto, são um deles. Prometer ser saudável ou mudar de vida é fácil, mas sem um caminho claro, a chance de desistência é maior. O perfeccionismo e o pensamento do “tudo ou nada”, definindo medidas radicais — vou meditar todos os dias, vou me exercitar cinco vezes por semana, nunca mais vou comer doce — criam uma armadilha: qualquer escorregada vira fracasso absoluto. A falta de conexão profunda com sentido e valores pessoais, o que, para a logoterapia, é decisivo. Quando metas são motivadas por culpa, vergonha, comparação ou obrigação social, e não por significados autênticos, se tornam superficiais.

A logoterapia, proposta por Viktor Frankl, surge como antídoto, dando um sentido à vida. Em vez de pensar em metas como listas de tarefas, deveres ou projetos de autopromoção, deveríamos buscar orientações existenciais: o que faz a vida valer a pena para mim? Que valores me sustentam? Que tipo de pessoa quero ser, e não apenas o que quero conquistar? Quando metas anuais são baseadas em sentido, tornam-se faróis, não correntes que nos sufocam.

A mudança deixa de ser um espetáculo para os outros, e o novo corpo, a nova rotina e o novo status passam a ser um gesto autêntico de autotransformação. Além disso, os dados mostram que muitas pessoas abandonam essas promessas porque simplesmente não consideram o desgaste psicológico envolvido — estresse, culpa, ansiedade e autojulgamento. Sob pressão, o aparelho psíquico, que deveria nos sustentar na mudança, colapsa. E o ciclo se repete, ano após ano.

Entretanto, há algo de ainda mais profundo e perturbador nessa tradição: ela legitima a ideia de que ser feliz, produtivo, saudável ou melhor só é possível se a pessoa organizar a vida por metas externas e prazos. Isso conflita com o que a psicologia e a logoterapia ensinam, que a existência humana não se mede em marcos de produtividade, mas em significado, em relação, em profundidade de viver e, sobretudo, em compaixão consigo mesmo.

Portanto, aqui vai o provérbio necessário — pare de ver o Ano Novo como salvador ou como pontapé inicial, que só alimenta uma sociedade obcecada por metas e resultados rápidos. Em vez disso, use cada dia como chance de recomeço. Concentre-se no que realmente importa para você, no que ecoa com seus valores e no que dá sentido à sua existência. Porque só existe um tipo de meta que vale a pena: aquela que nasce da alma, não da pressão do calendário. E que, no limite, não transforma apenas o corpo ou a planilha, mas a vida.

*Pedro Enrique Gaeski Nunez Rujano é psicólogo dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, em Curitiba/PR.

Réveillon do Hard Rock Cafe Curitiba terá show de fogos e sorteio especial

Um dos maiores shows da capital, o espetáculo pirotécnico de 12 minutos, poderá ser assistido gratuitamente no entorno do restaurante, e ação nas redes sociais vai sortear ingresso com acompanhante para a festa

Curitiba terá um espetáculo especial para a virada de 2025 para 2026. O Hard Rock Cafe Curitiba promove um dos maiores shows de fogos de artifício de Curitiba com 12 minutos de duração, desenvolvido exclusivamente para a noite de Réveillon. A apresentação poderá ser acompanhada gratuitamente pelo público no entorno do restaurante, no Batel. 

Além do espetáculo pirotécnico, a casa lançou a promoção Sorte da Virada, que vai sortear um ingresso cortesia para a festa de Réveillon, com direito a acompanhante. A ação ocorre nas redes sociais e oferece a oportunidade de viver a experiência completa da noite  dentro do restaurante.

Para participar, é necessário acessar o perfil oficial do Hard Rock Cafe Curitiba no Instagram, curtir o post da promoção, seguir o perfil, marcar uma pessoa nos comentários e compartilhar o conteúdo nos stories, marcando o restaurante. O resultado será divulgado no dia 31 de dezembro, às 17h, nos stories oficiais.

Enquanto os fogos transformam o entorno do Hard Rock Cafe em ponto de encontro para celebrar a chegada de 2026, a festa interna ocorre das 20h às 2h. A estrutura foi preparada especialmente para a data. Os ingressos estão esgotados. A festa da virada inclui menu especial de Réveillon, com entradas, pratos principais variados e sobremesas, além de carta de bebidas com espumante para o brinde, vinhos, coquetéis, chopp, caipirinhas e opções não alcoólicas. A programação da noite reúne música ao vivo e DJ, decoração temática e serviços de apoio, como valet, totem fotográfico e espaço kids com monitor. 

Serviço
Réveillon  Hard Rock Cafe Curitiba
Data: 31 de dezembro
Local: Rua Buenos Aires, 50 – Batel – Curitiba (PR)

Sorte da Virada – Sorteio Réveillon Hard Rock Cafe Curitiba
Resultado: 31/12, às 17h, nos stories do Instagram @hrccuritiba

Sobre o Hard Rock Cafe Curitiba
Inaugurado em 2015, o Hard Rock Cafe Curitiba é a maior unidade da marca no Brasil. Localizado no bairro Batel, o restaurante realiza cerca de 1.460 shows por ano, tem capacidade para receber simultaneamente até 1.000 pessoas e já recebeu mais de 3 milhões de clientes desde sua abertura. O espaço conta ainda com áreas versáteis para eventos e uma das Rock Shops mais completas da rede. Mais informações: www.hardrockcafe.com/location/curitiba/.

Tendências e dicas para montar uma mesa de Réveillon com estilo

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Off-white, metalizados e elementos naturais trazem leveza e sofisticação para as festas de fim de ano

A mesa posta segue como um dos principais elementos de decoração para o Réveillon. Toalhas, guardanapos, louças e centros de mesa ganham protagonismo ao compor ambientes que equilibram estética, leveza e sofisticação na virada do ano.Entre as principais tendências para 2026, segundo publicações internacionais de decoração, está a cor do ano da Pantone: a Cloud Dancer. O tom off-white suave reforça a busca por ambientes mais calmos e elegantes, com o branco assumindo papel central na composição da mesa de fim de ano, combinado a texturas naturais e toques de brilho.

Nesta composição, Allan Giglio, comprador de decoração da Daju, varejista especializada em produtos para casa e decoração, destaca a força de têxteis premium, como toalhas de linho lavado, guardanapos bordados ou com texturas diferenciadas. “Sousplats elegantes e porta-guardanapos metalizados complementam o clima de suavidade e elegância.Velas em diferentes alturas e lanternas decorativas também ajudam a criar o efeito de celebração que a data pede”, destaca.

A tendência natural e artesanal segue em alta. Segundo o especialista, a aposta em cerâmicas, arranjos com flores e folhagens tropicais, traz frescor ao verão brasileiro e reforça escolhas mais sustentáveis. A mistura de louças com diferentes acabamentos, combinadas a peças de cristal e vidro, acrescenta brilho e textura, permitindo mesas únicas e cheias de personalidade. 

A especialista ressalta que as lojas da marca acompanham esse movimento, com um mix amplo e variado que permite personalizar a mesa conforme o estilo de cada família, do minimalista contemporâneo, com linhas limpas e paletas neutras, ao clássico elegante, com louças tradicionais e detalhes dourados; do moderno metalizado, cheio de brilho, ao natural chique, que valoriza materiais orgânicos e texturas artesanais.

Tendências e consumo em alta

O clima de fim de ano já tem estimulado um maior movimento no varejo. Em novembro, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) no Paraná registrou alta de 0,7% em relação ao mês anterior, alcançando 92 pontos, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Fecomércio PR.

O resultado indica um ambiente de maior disposição para compras — mesmo com cautela — e reforça a relevância de itens de decoração e utilidades domésticas nas escolhas sazonais, especialmente em categorias ligadas à mesa posta e aos preparativos para receber amigos e familiares nesta virada de ano.


Sobre a Daju


A Daju é uma das maiores redes de varejo de casa e decoração do Brasil, reconhecida por transformar casas em lares com produtos que unem qualidade, variedade e preço justo. Com mais de 40 anos de história, a marca oferece um portfólio completo que inclui cama, mesa, banho, decoração, utilidades domésticas, organização, tapetes, cortinas e muito mais.

Presente em lojas físicas estrategicamente localizadas e com um e-commerce de alcance nacional, a Daju adota uma estratégia omnichannel para proporcionar uma experiência de compra prática e acessível a milhões de brasileiros. A marca se destaca pelo atendimento próximo e por campanhas que valorizam o bem-estar e o dia a dia das famílias.


Para saber mais, acesse: www.daju.com.br

Guia do Verão: principais recomendações de saúde para aproveitar praia, piscina e festas

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Com a chegada do verão, a rotina de praia, piscina e festas ganha força. Com ela, aumentam também as condições de saúde típicas da estação. Para orientar sobre prevenção, especialistas em dermatologia, infectologia, oftalmologia e nutrição dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru detalham cuidados simples que ajudam a evitar problemas comuns do período.

Pele e cabelos: fotoproteção reforçada

O verão coincide com o Dezembro Laranja, campanha de conscientização sobre o câncer de pele. A dermatologista do Hospital Universitário Cajuru, Flavia Prevedelo, destaca que a fotoproteção é o principal cuidado da temporada. Ela orienta o uso da “regra dos três dedos” — um método prático para garantir a quantidade correta de protetor solar para o rosto e o pescoço, aplicando uma linha contínua do produto nos dedos indicador, médio e anelar e espalhando uniformemente pela pele — e recomenda que o produto seja passado de 20 a 30 minutos antes da exposição, com reaplicação a cada três horas ou após o banho de mar ou de piscina.

Os cabelos também exigem atenção. Sol, cloro e sal favorecem o ressecamento e o desbotamento da cor. Acessórios como lenços e bonés — além de produtos com proteção UV — ajudam a reduzir os danos. Umedecer os fios com água doce antes do mergulho é uma medida simples que reduz a absorção de substâncias agressivas.

Na areia, doenças como micoses e bicho-geográfico tendem a ser mais frequentes. “O bicho-geográfico aparece como uma lesão em forma de ‘caminho’ na pele. É importante procurar atendimento médico porque há tratamento específico”, observa a dermatologista.

Infectologia: calor favorece infecções, mas prevenção é simples

A infectologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Camila Ahrens, explica que o calor e a umidade criam condições propícias ao desenvolvimento de vírus, fungos e bactérias. Segundo ela, aumentam especialmente os casos de micoses, gastroenterites e conjuntivites. Apesar disso, medidas básicas costumam ser suficientes para reduzir a maior parte dos riscos.

Manter a pele seca, trocar roupas molhadas rapidamente, usar chinelos em ambientes úmidos e higienizar as mãos com frequência são cuidados eficazes. Em praias e piscinas, a recomendação é evitar entrar na água com feridas abertas e priorizar locais com tratamento adequado. Após o banho de mar ou de piscina, vale enxaguar o corpo e secar bem as dobras.

Camila também observa maior incidência de intoxicações alimentares. “Bactérias como Salmonella e E. coli se multiplicam mais rapidamente no calor. Por isso, observe a higiene do local e evite alimentos expostos sem refrigeração”, orienta. Na maioria das vezes, os quadros não são graves, mas a combinação de vômitos persistentes, febre e sinais de desidratação merece atenção.

Olhos: proteção vai além dos óculos escuros

O oftalmologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Dhiogo Côrrea, lembra que os olhos ficam expostos tanto à luz direta quanto aos reflexos da água e da areia. Ele alerta que a radiação ultravioleta pode queimar a córnea e, a longo prazo, aumentar o risco de pterígio e catarata. “É fundamental usar óculos com proteção UV de verdade. É preferível não usar óculos de sol do que usar óculos falsificados”, ressalta.

Piscinas, mar e vento favorecem a ocorrência de conjuntivites e irritações oculares. O oftalmologista recomenda evitar coçar os olhos, reforçar a higiene das mãos e não compartilhar toalhas, nem maquiagem. Para usuários de lentes de contato, o alerta é ainda maior: o ideal é não nadar com elas. Caso não seja possível, o uso de modelos descartáveis diários, combinado com óculos de natação bem vedados, reduz o risco de contaminação.

Alimentação e hidratação: equilíbrio nas festas e viagens

As celebrações de fim de ano tendem a aumentar o consumo de alimentos calóricos e de bebidas alcoólicas. A nutricionista do Hospital São Marcelino Champagnat, Marcella Oliveira, explica que o excesso normalmente ocorre devido à variedade de pratos, não pela fome. “A melhor estratégia é fazer porções pequenas para aproveitar sem exagerar”, orienta.

Ela recomenda manter as refeições regulares ao longo do dia para evitar compensações e episódios de compulsão à noite. Em relação à hidratação, a orientação média é de 35 ml de água por quilo de peso corporal, aumentando essa ingestão nos dias mais quentes. Para quem consome álcool, alternar cada bebida com um copo de água ajuda a reduzir a desidratação e o mal-estar.

Marcella reforça que a celebração não compromete a rotina alimentar. “Um dia de festa não anula meses de esforço. Coma sem culpa e retome a rotina no dia seguinte.”

Saúde geral no calor: atenção aos sinais do corpo

O clínico médico dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, Ricardo Gullit, reforça que as altas temperaturas tornam mais comuns quadros como desidratação, exaustão pelo calor e insolação. Segundo ele, esses problemas podem começar de forma discreta, mas evoluir rapidamente. A insolação é a apresentação mais grave e costuma causar febre muito alta, pele quente e seca, dor de cabeça intensa, náuseas, confusão mental e, em alguns casos, desmaio. Já a desidratação apresenta sede intensa, boca seca, tontura e redução do volume urinário, enquanto a exaustão pelo calor tende a provocar suor excessivo, fraqueza e cãibras.

Gullit destaca que, no verão, a necessidade de hidratação aumenta para todas as faixas etárias, mas crianças e idosos exigem atenção especial, já que desidratam mais rapidamente e nem sempre conseguem comunicar a sede. Ele também orienta a evitar exercícios ao ar livre entre 10h e 16h, período de maior radiação e risco de hipertermia. “Hidratar-se antes, durante e depois da atividade e fazer pausas em locais com sombra reduz significativamente o risco de exaustão”, afirma.

Verão pode ser mais leve

A fotoproteção adequada, a hidratação reforçada, o cuidado com os olhos, a atenção aos ambientes compartilhados e as escolhas alimentares equilibradas ajudam a atravessar a estação com segurança. Com informações claras e medidas simples, é possível aproveitar o verão sem abrir mão da saúde e com foco no que a temporada oferece: descanso, lazer e encontros.

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia robótica e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS e com a certificação de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA) nível 3. Está orientado pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.

No mês das celebrações, epidemia silenciosa da solidão afeta cérebro e corpo

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Especialistas explicam impacto no organismo e por que quadro tende a piorar em dezembro

O fim do ano costuma carregar um imaginário de encontros, abraços e mesas cheias. Mas, para muitas pessoas, dezembro é justamente o período em que a solidão se torna mais evidente — e mais perigosa. Nos Estados Unidos, um comunicado do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, em 2023, mostrava que, mesmo antes da pandemia da covid- 19, a solidão deixou de ser vista apenas como simples mal-estar emocional e passou a ser reconhecida como um problema de saúde pública, com impacto comparável ao de doenças como obesidade e transtornos relacionados ao uso de substâncias tóxicas.

Esse cenário se agrava quando o isolamento subjetivo, ou seja, a percepção de que as conexões sociais são insuficientes, encontra a melancolia típica das festividades. “A solidão não é simplesmente estar sozinho. É uma discrepância entre as conexões sociais desejadas e as reais”, explica a neurologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Anelise Daiane Caprine. Ela lembra que o fenômeno envolve três dimensões: emocional, social e existencial. “Mesmo quem tem vínculos pode sentir um vazio profundo ou uma falta de propósito”, afirma.

Do ponto de vista neurológico, o corpo interpreta a solidão como uma ameaça ou como um estado de alerta permanente. Isso ativa a amígdala cerebral, eleva o cortisol e reduz neurotransmissores como dopamina e serotonina, responsáveis pelo prazer, pela motivação e pela regulação do humor. “A solidão é um estresse social crônico que se converte, por mecanismos neurológicos, em sofrimento emocional”, diz a especialista.

O psiquiatra do hospital, Marcelo Daudt, reforça: “O sentimento de solidão libera mais cortisol, o hormônio do estresse, e reduz o nível de neurotransmissores ligados ao bem-estar. Esse desequilíbrio pode favorecer ansiedade, depressão e queda na qualidade de vida.”

Impacto silencioso no corpo: da inflamação crônica ao risco cardiovascular

A ciência mostra que o isolamento não atinge apenas a mente. A ativação constante do eixo hipotálamo–hipófise–adrenal, responsável pela resposta ao estresse, leva à inflamação crônica, a disfunções no sistema imune e a alterações cardiovasculares. “A hiperatividade do sistema nervoso simpático aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial. A inflamação sistêmica eleva os níveis de marcadores inflamatórios e aumenta o risco de aterosclerose, resistência à insulina e diabetes”, explica Anelise.

Marcelo lembra que esses danos são amplamente documentados: “Há estudos que equiparam os riscos da solidão aos do tabagismo. Pessoas que se sentem sozinhas têm maior risco de AVC, infarto, diabetes, depressão e demência”.

Além dos efeitos biológicos diretos, comportamentos associados ao isolamento também agravam o quadro, como sedentarismo, piora do sono, alimentação desregulada e menor estímulo cognitivo.

Os especialistas concordam que as festas intensificam esses impactos. As comparações sociais, a ausência de vínculos familiares ou a ruptura de relacionamentos tornam dezembro um mês emocionalmente mais desafiador e, portanto, mais vulnerável fisicamente.

Quando é hora de pedir ajuda e como reconstruir vínculos

A solidão se torna clinicamente relevante quando provoca sofrimento intenso, prejuízo no funcionamento diário ou risco físico e emocional. “Sinais como sensação persistente de vazio, retração social, queda de produtividade, desorganização da rotina e sintomas depressivos são indicadores importantes”, explica a neurologista. Nos casos mais graves, é preciso buscar ajuda imediata, especialmente quando surgem pensamentos de morte, uso crescente de álcool ou sensação de desrealização, alerta a médica.

A prevenção, porém, pode começar com atitudes simples. “Muitas pessoas esperam que os outros façam o primeiro movimento. O ideal é ser proativo: ligar para alguém próximo, marcar encontros breves, participar de atividades comunitárias ou de grupos de interesse”, orienta Marcelo. Ele reforça que a qualidade vale mais do que a quantidade: “Um vínculo significativo tem mais impacto na saúde do que muitos contatos superficiais”.

Anelise destaca ainda estratégias comprovadas: terapia cognitivo-comportamental para trabalhar pensamentos sociais negativos; micro exposições diárias, como enviar uma mensagem ou puxar conversa rápida; participação em grupos com propósito comum; e práticas de mindfulness. “A chave é a consistência e a previsibilidade. Conexões estáveis e frequentes protegem mais a saúde do que interações intensas e esporádicas.”

No mês em que a sociedade espera celebração coletiva, lembrar que a solidão é um risco biológico real, e não apenas emocional, pode ser decisivo para salvar vidas. Mais do que presentes, dezembro pede presença. E ela pode começar por um gesto simples.

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia robótica e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

Comunidade em Curitiba ganha espaço de leitura para crianças

A comunidade do Parolin, em Curitiba, passou a contar com um novo espaço dedicado à leitura, resultado de uma ação que mobilizou empresas e voluntários. O Canto de Leitura foi inaugurado no espaço da Associação de Moradores do Parolin e Amigos da Vila Guaíra durante o Dia D, uma iniciativa que reuniu empresas paranaenses para a revitalização completa do local, incluindo reformas estruturais, sala multimídia, ambientação e ações culturais.

A Ligga Telecom foi responsável pela inauguração do espaço, enquanto o Instituto Positivo passa a assumir, em parceria, a manutenção permanente do ambiente e do acervo, garantindo sua continuidade como um ponto aberto à comunidade, especialmente às crianças. O Canto de Leitura funciona como uma minibiblioteca, com livros selecionados, mobiliário e ambientação organizados por colaboradores voluntários do Grupo Positivo, com o objetivo de aproximar crianças e famílias da leitura literária.

Durante a inauguração, o Instituto Positivo também promoveu uma ação de contação de histórias, marcando o início das atividades do espaço. A ação integra a nova frente de atuação do Instituto, que passa a assumir o incentivo à leitura literária como um de seus principais pilares.

Segundo Maíra Weber, pesquisadora do Instituto Positivo, o projeto responde diretamente aos desafios atuais do hábito leitor no Brasil. “A ação do Canto da Leitura reforça o compromisso do Instituto Positivo de recolocar a leitura literária no centro da vida das pessoas. Queremos transformar o acesso ao livro em experiência cotidiana e afetiva, porque acreditamos que a literatura é, de fato, capaz de mudar trajetórias, ampliar horizontes e formar leitores que leem por prazer e com frequência”, afirma.

O Canto de Leitura do Parolin é o primeiro de uma série de espaços que serão implantados em outros locais. O mesmo modelo será levado ao Lar Infantil Sol Amigo (LISA), à biblioteca do Centro de Educação Infantil Maria Amélia e, futuramente, a escolas públicas vinculadas ao Arranjo do Litoral Paranaense. A ideia é estabelecer vários cantos de leitura abertos à comunidade, com foco especial nas populações vulneráveis.

Iniciativas de leitura

Paralelamente, o Instituto Positivo lança a coleção “Um Convite à Leitura“, uma série de cartilhas escritas por especialistas que abordam a leitura sob diferentes perspectivas. A coleção deverá reunir entre 15 e 20 títulos, distribuídos gratuitamente nos cantos de leitura e disponíveis para download. As três primeiras cartilhas começam a circular junto à inauguração do espaço no Parolin, com novos lançamentos previstos periodicamente.

Outra iniciativa é o Programa Ler Transforma, uma série de entrevistas que discute o papel da leitura na formação pessoal e social. Internamente, o Instituto Positivo também desenvolve projetos como a Maleta Literária, uma mala de livros disponibilizada aos colaboradores durante momentos de pausa no ambiente de trabalho.

O lançamento do Canto de Leitura no Parolin insere-se em um contexto mais amplo. O hábito de ler segue em queda no país: a 6ª edição de Retratos da Leitura no Brasil (2024) aponta que 53% da população se considera não leitora e que apenas 20% lê livros no tempo livre. Diante desse cenário, o Instituto Positivo assume o incentivo à leitura literária como uma de suas frentes estratégicas, apostando na criação de espaços permanentes de leitura como forma de fortalecer o vínculo das pessoas com os livros e contribuir para a formação de novos leitores.