Médico gastroenterologista do Hospital São Vicente, em Curitiba, alerta para aumento de doenças intestinais; endoscopia e colonoscopia com tecnologia avançada são fundamentais para diagnósticos precoces
A combinação de alimentação desequilibrada, estresse e ritmo acelerado nas grandes cidades impulsiona o crescimento das doenças gastrointestinais no Brasil. Segundo o estudo EpiGastro, mais de 20% da população urbana apresenta sintomas compatíveis com refluxo ou má digestão. Dados da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) apontam que até 15% dos brasileiros sofrem com dispepsia, uma das condições gastrointestinais mais frequentes.
“Existe um aumento significativo na incidência de diversas doenças gastrointestinais. Entre as que se destacam estão o câncer colorretal e as doenças inflamatórias intestinais (DII), como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa”, afirma André Morsoletto, médico gastroenterologista do serviço de endoscopia do Hospital São Vicente (HSV), em Curitiba .
O especialista alerta que o câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil com um aumento de mais de 80% no número de casos nos últimos 10 anos e as doenças inflamatórias intestinais têm aumentado a prevalência em cerca de 15% ao ano, informa. “Por isso, é tão importante a prevenção. Várias das doenças gastrointestinais, incluindo o câncer, podem se apresentar silenciosamente ao longo de anos”, reforça.
Tecnologia no diagnóstico
A precisão dos exames endoscópicos depende, antes de tudo, da tecnologia utilizada. Equipamentos de alta resolução permitem identificar lesões milimétricas, antecipar tratamentos e evitar complicações mais graves, tornando a endoscopia e a colonoscopia ferramentas essenciais para a detecção precoce de alterações no trato gastrointestinal.
Instituições como o Hospital São Vicente, em Curitiba, têm investido em plataformas endoscópicas de última geração, capazes de oferecer imagens mais nítidas e maior segurança ao paciente — um avanço que qualifica tanto o diagnóstico quanto a condução terapêutica.
Morsoletto explica que, quanto mais cedo as doenças são identificadas, maiores são as chances de cura e de tratamentos menos invasivos, o que impacta diretamente na qualidade de vida dos pacientes. O especialista também destaca que a segurança e a eficácia do exame dependem da combinação entre tecnologia de ponta e a experiência do profissional. “O endoscopista expert realiza o exame com mais rapidez e conforto, além de ter um olhar aprimorado para identificar lesões. Já os equipamentos modernos permitem o uso de recursos avançados de imagem e até de inteligência artificial, aumentando significativamente a taxa de detecção, especialmente de pólipos”, diz.
Quando procurar ajuda
Mudanças persistentes no hábito intestinal, como diarréia ou constipação que não melhora; presença de sangue nas fezes; dor ou desconforto abdominal; sensação de evacuação incompleta; perda de peso não intencional; além de cansaço e fraqueza crônicos podem ser sinais de problemas gastrointestinais.
“Se qualquer um desses sintomas for novo e persistente ou se houver um fator de preocupação adicional, como histórico familiar de câncer, a avaliação médica é indispensável”, orienta Morsoletto.
Os check-ups e exames de rastreamento devem começar aos 45 anos, independente da presença de sintomas. Em pessoas que tenham histórico familiar, o médico indica o início aos 40 anos.
“Quando os pacientes percebem os procedimentos como seguros e toleráveis, a adesão aos programas de rastreamento aumenta significativamente e quanto maior a adesão, mais pessoas realizarão os exames na idade recomendada, permitindo diagnósticos em estágios iniciais, tratamentos menos invasivos e maior taxa de cura”, finaliza.
Sobre o Hospital São Vicente
O Hospital São Vicente é um hospital tradicional de Curitiba, há 86 anos em funcionamento, e possui o mais alto padrão de qualidade certificado pela Organização Nacional de Acreditação como Hospital de Excelência. Em uma estrutura moderna, conta com pronto atendimento 24 horas, centros médicos e serviços de diagnóstico e tratamento, centro de ortopedia, centro cirúrgico, e UTI. Possui Certificação em Nível A para Transplantes Hepáticos e Renais – Ministério da Saúde: Reconhecimento pela excelência e segurança nos procedimentos de transplante, consolidando sua posição como referência em transplantes de alta complexidade. Acreditação ONA Nível 3 e classificação Ouro no Programa Segurança em Alta da Unimed. Seu programa de Residência Médica é credenciado pelo Ministério da Educação (MEC) nas especialidades de Cirurgia Geral, Cirurgia Digestiva, Cancerologia Cirúrgica e Radiologia.