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Toy Story 5 reacende debate sobre infância hiperconectada

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Novo filme da Pixar coloca brinquedos em confronto com um tablet inteligente e provoca discussão sobre telas e desaparecimento do tempo livre

Woody, Buzz Lightyear e os brinquedos mais famosos do cinema enfrentam um novo adversário em Toy Story 5: um tablet inteligente chamado “Lilypad”, criado para disputar a atenção das crianças. Estreada nos cinemas brasileiros dia 18 de junho, a nova animação da Pixar e Disney já provoca debates entre educadores, psicólogos e especialistas em infância.

A nostalgia não é o único motivo das discussões. Ao transformar as telas no centro do conflito narrativo, a franquia reacende debates contemporâneos sobre excesso de estímulos digitais, agendas infantis superlotadas, escolas excessivamente conteudistas, violência urbana e o desaparecimento do tempo livre na infância.

A geração retratada nos primeiros filmes da franquia cresceu em um cenário marcado por brincadeiras presenciais, quintais, vizinhança e maior convivência espontânea entre crianças. Hoje, a realidade infantil é outra. As crianças têm mais acesso à informação, mas menos autonomia física. Estão hiperconectadas digitalmente, mas mais isoladas socialmente, de um modo geral.

Segundo a gerente pedagógica da Educação Infantil e Anos Iniciais dos colégios da Rede Positivo, Hannyni Mesquita, a infância contemporânea passou a ser marcada por dois fenômenos simultâneos: hiperestimulação digital e hiperprodutividade. “Além do tempo diante das telas, muitas crianças vivem agendas semelhantes às de adultos, com atividades extracurriculares sucessivas, restando pouco espaço para o tempo livre, justamente uma das condições mais importantes para o brincar livre e para a imaginação infantil”, afirma.

Tempo livre virou problemaDurante décadas, o tédio era considerado parte natural da infância. Hoje, muitos especialistas observam uma crescente “demonização” do tempo livre. “Existe uma pressão permanente para que a criança esteja ocupada, produzindo, aprendendo ou sendo estimulada”, ressalta Hannyni.

Para ela, porém, é justamente nos momentos aparentemente “vazios” que surgem experiências fundamentais: invenção, criatividade, autonomia, imaginação e construção emocional. Uma caixa vira foguete. Um sofá vira castelo. Uma conversa vira brincadeira. “Sem tempo desacelerado, a infância perde parte de sua potência criativa”, alerta.

O desaparecimento das ruas também mudou a infânciaOutro ponto que atravessa o debate provocado por Toy Story 5 é a transformação dos espaços urbanos. Até os anos 1980 e 1990, crianças brincavam com mais liberdade em ruas, calçadas, praças e terrenos vazios.

Hoje, violência urbana, trânsito intenso, insegurança e hiperproteção reduziram drasticamente a circulação infantil. A consequência é uma infância mais confinada dentro de casa, em ambientes fechados e sob supervisão constante. Hannyni alerta que isso afeta diretamente o desenvolvimento socioemocional. “É nas brincadeiras espontâneas entre crianças que surgem aprendizados importantes sobre empatia, negociação, resolução de conflitos, cooperação e tolerância à frustração”, informa.

O problema não é demonizar a tecnologiaEspecialistas defendem que o debate deve evitar simplificações. Jogos digitais, plataformas online e redes sociais também podem funcionar como espaços de socialização, pertencimento e criação de identidade para crianças e adolescentes.

“O problema surge quando o universo digital substitui experiências sociais e presenciais, são usadas por horas e sem cuidado parental”, destaca. Segundo ela, uma infância sem convivência, sem movimento, sem natureza e sem tempo livre tende a empobrecer o desenvolvimento emocional e simbólico.

Uma nostalgia que também precisa de cuidadoO sucesso da franquia Toy Story também ativa memórias afetivas de adultos que cresceram em uma infância menos mediada por telas. Mas especialistas alertam para o risco de romantizar o passado.

“Infâncias anteriores conviviam com violência física naturalizada, pouca escuta emocional, desigualdade social extrema e ausência de debates sobre saúde mental. Por isso, o desafio contemporâneo não seria ‘voltar ao passado’, mas recuperar elementos fundamentais da experiência humana, como convivência, pertencimento, imaginação, autonomia, tempo livre e vínculos sociais”, afirma a gerente.

O alerta por trás do entretenimentoAo colocar brinquedos diante de um tablet inteligente capaz de monopolizar a atenção infantil, Toy Story 5 toca em uma inquietação compartilhada por muitas famílias: como equilibrar tecnologia, aprendizado, segurança e desenvolvimento emocional sem transformar a infância em uma experiência permanentemente acelerada e monitorada?

Para Hannyni, esse equilíbrio não passa apenas por retirar a tela das mãos das crianças. Para que o tempo longe dos dispositivos faça sentido, é preciso que existam adultos disponíveis para a interação, para a escuta, para a conversa e para a presença. “Talvez esse seja um dos maiores desafios da infância contemporânea: as crianças não são as únicas hiperconectadas. Pais, mães, educadores e cuidadores também vivem atravessados por notificações, urgências, jornadas exaustivas e pela dificuldade de estar verdadeiramente presentes”, alerta.

Nesse sentido, discutir o uso de telas na infância exige também olhar para o comportamento dos adultos. Como responsáveis pela formação das crianças e conscientes dos impactos que a hiperconexão tem produzido no desenvolvimento infantil, é necessário assumir uma posição ativa e responsável.

“A resposta talvez esteja menos em proibir telas e mais em reconstruir espaços de convivência, escuta e brincadeira. Porque, no fim, o maior risco contemporâneo pode não ser a tecnologia em si, mas uma infância cada vez mais entretida e cada vez menos vivida”, finaliza.

Projeto Moldando Futuro abre inscrições gratuitas para capacitação na área automotiva em Curitiba

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Parceria da Escola do Funileiro e a Zurich Seguros oferece 48 bolsas de estudo em Campinas, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte

Estão abertas as inscrições para a nova edição do “Moldando o Futuro”, projeto realizado pela Zurich Seguros em parceria com a Escola do Funileiro, centro de formação em reparação automotiva pertencente à holding Escola do Mecânico. Voltado a mulheres, jovens em situação de vulnerabilidade social e pessoas 50+, o projeto busca ampliar o acesso à qualificação profissional e contribuir para a formação de mão de obra especializada para o setor de reparação automotiva.

As inscrições seguem abertas até 30 de junho e devem ser realizadas pelo formulário oficial. A seleção será feita a partir de questionário socioeconômico e entrevistas com os candidatos. A iniciativa oferece 48 bolsas de estudo gratuitas para capacitação profissional nas áreas de funilaria, preparação e pintura automotiva, com turmas em Campinas, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte. As aulas terão início em julho.

A iniciativa ocorre em um contexto de aquecimento do mercado de reparação automotiva no país. O setor movimenta cerca de R$ 10 bilhões ao ano e ganha ainda mais relevância diante do envelhecimento da frota brasileira, cuja idade média já ultrapassa 10 anos. Esse cenário amplia a demanda por serviços especializados e reforça a necessidade de formação de profissionais qualificados para atender às novas exigências da cadeia automotiva.

“A expectativa é que os recém-formados, após a qualificação, possam ter oportunidades no mercado de trabalho. Essa é uma parceria que fortalecerá ainda mais o setor de reparação e ajudará oficinas no recrutamento de profissionais preparados para atender a grande demanda do mercado.”, diz Sandra Nalli, fundadora da Escola do Funileiro, profissional que tem mais de 30 anos de experiência no segmento.

Para a Zurich, o Moldando Futuro contribui para responder a um desafio relevante para no setor automotivo: a formação de mão de obra qualificada para a cadeia de reparação. Ao aproximar capacitação técnica, parceiros especializados e oportunidade de desenvolvimento profissional, o projeto gera impacto positivo para os participantes e para as oficinas, clientes e empresas do setor.‘’Quando apoiamos a formação de novos profissionais, contribuímos para uma cadeia de reparação mais preparada e conectada às necessidades do mercado. O projeto une capacitação, inclusão e oportunidades reais de desenvolvimento’’, afirma Fabio Santos Silva, superintendente de Sinistro da Zurich Seguros.

A iniciativa se conecta à estratégia de sustentabilidade da Zurich Seguros ao integrar formação profissional, diversidade e empoderamento econômico. Com foco em públicos com menor acesso a oportunidades, o Moldando Futuro contribui para que mais pessoas possam desenvolver autonomia e construir novas trajetórias no mercado de trabalho. O projeto também fortalece práticas alinhadas à economia circular, ao valorizar a reparabilidade de peças e componentes automotivos, contribuindo para o melhor aproveitamento de materiais e para a redução da geração de resíduos na cadeia de reparação.

Em 2026, a iniciativa passa a contar com uma estrutura mais clara de acompanhamento da jornada dos alunos, com monitoramento de indicadores como taxa de conclusão, frequência, evasão e empregabilidade após a formação. Os participantes também poderão contar com o apoio das plataformas de empregabilidade da Escola do Mecânico, como os aplicativos: Emprega Funileiro, Emprega Mecânico e Emprega+, que conectam candidatos em busca de oportunidades a empresas do setor. Atualmente, 30% dos jovens formados pela escola já foram encaminhados ao mercado de trabalho, o que representa cerca de 40 mil alunos.

Na edição de 2025, o Moldando o Futuro formou 38 alunos em turmas realizadas em Belo Horizonte e São Paulo. Em 2026, o projeto amplia a sua atuação para novas regiões e passa a contar com novos cursos, além de acompanhamento pré e pós-empregabilidade.

BYD Servopa apresenta Sealion 7 em lançamento exclusivo inspirado no universo das galerias de arte

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Evento transforma o novo SUV coupé elétrico da BYD em obra central de uma exposição privada em Curitiba

A BYD Servopa realiza, no dia 23 de junho, em Curitiba, o lançamento oficial do BYD Sealion 7, o mais recente modelo da marca no Brasil. Para apresentar o modelo ao público convidado, a concessionária preparou uma experiência exclusiva com o conceito “Coleção Oceânica”, transformando o showroom em uma verdadeira galeria de arte.

Mais do que lançar um novo veículo, a proposta do evento é apresentar o Sealion 7 como uma obra central dentro de uma exposição cuidadosamente pensada para valorizar design, tecnologia, movimento e natureza. O modelo, que chega ao mercado pelo valor de R$ 339.990, une elegância, desempenho e sofisticação em um SUV coupé 100% elétrico.

Com até 360 km de autonomia PBEV, aceleração de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos e 531 cv de potência máxima, o BYD Sealion 7 traduz em sua construção a força e a fluidez do universo marinho, combinando linhas expressivas, presença imponente e alta tecnologia.

Na experiência criada pela BYD Servopa, o showroom deixa de ser apenas um espaço comercial e passa a funcionar como uma galeria. Os convidados não serão recebidos apenas como clientes, mas também como colecionadores em potencial, com acesso a uma abertura privada antes da apresentação da nova obra da marca ao público.

A ambientação do evento contará com uma narrativa inspirada no universo oceânico, reforçando a relação entre os modelos da BYD e os animais marinhos que inspiram seus nomes e conceitos. A ideia é apresentar os veículos como peças de uma coleção, com quadros, iluminação especial e fichas explicativas no estilo clássico das galerias de arte, destacando a inspiração, o conceito e os atributos de cada modelo.

O Sealion 7 será a obra principal da exposição. Ao seu redor, os demais modelos da marca compõem a chamada Coleção Oceânica, evidenciando como a BYD une natureza, inovação e mobilidade elétrica em uma linguagem própria de design.

“O Sealion 7 simboliza um novo capítulo para a BYD Servopa. É um modelo que reúne design, tecnologia, performance e elegância em uma proposta muito sofisticada. Por isso, pensamos em um lançamento que fosse além da apresentação de um veículo: queríamos criar uma experiência capaz de traduzir tudo o que esse SUV coupé representa, colocando o carro no centro da cena como uma verdadeira obra de arte”, destaca o gestor da BYD Servopa, William Mendes.

Com o lançamento, a BYD Servopa reforça sua atuação no segmento de veículos eletrificados premium e consolida seu compromisso em oferecer ao público paranaense experiências que unem tecnologia, sofisticação, sustentabilidade e mobilidade elétrica.

Sobre o Grupo Servopa

Há 70 anos atuando no mercado, o Grupo Servopa se consolidou como um dos principais grupos do setor automotivo no Brasil, representando 15 marcas de renome como Volkswagen, Audi, Hyundai, BYD, GAC, Honda, Peugeot, Volvo e Harley-Davidson. Com sede em Curitiba (PR), reúne operações em concessionárias de veículos, consórcios e serviços relacionados, com 52 lojas distribuídas nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Paraná ocupa a 2ª posição no ranking nacional e reforça tendência de esporte com propósito também no ambiente corporativo

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Smile Movement, da Neodent, transforma quilômetros percorridos em apoio a projetos de saúde bucal voltados para populações vulneráveis

O Paraná consolidou-se como um dos principais polos da corrida de rua no Brasil. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo), o número de provas oficiais realizadas no país cresceu 85% em 2025, passando de 2.827 para 5.241 eventos. No ranking nacional, o Paraná aparece na segunda posição, com 645 corridas realizadas ao longo do ano, atrás apenas de São Paulo, que registrou 1.311 provas.

O avanço da modalidade reflete uma mudança de comportamento cada vez mais evidente: correr deixou de ser apenas uma atividade física para se tornar uma ferramenta de bem-estar, socialização e propósito. Essa tendência também é observada dentro das empresas, que vêm encontrando no esporte uma forma de estimular hábitos saudáveis e fortalecer o engajamento dos colaboradores.

É nesse contexto que surgiu o Smile Movement, iniciativa global do grupo suíço Straumann, do qual a paranaense Neodent faz parte. A líder em implantes dentários transforma quilômetros percorridos em doações destinadas a projetos de saúde bucal em diferentes regiões do mundo. A ação convida colaboradores a registrarem caminhadas, corridas e pedaladas em grupo por meio de um aplicativo. A cada quilômetro percorrido, o Grupo Straumann destina recursos à sua fundação global, responsável por apoiar programas sociais voltados para a ampliação do acesso à odontologia.

“O Smile Movement é muito mais do que uma campanha de incentivo ao esporte: é uma ação global que conecta pessoas e promove bem-estar e impacto social. Temos orgulho de fazer parte desse movimento ao lado de tantos outros países, reforçando nosso compromisso com a saúde bucal e com uma vida mais saudável para todos. Em 2025, o Brasil se destacou como o país com maior engajamento na iniciativa”, afirma o vice-presidente da Neodent, Almir Zvetz.

A iniciativa ganha ainda mais relevância em um estado como o Paraná, onde a cultura esportiva está em plena expansão e que também abriga a sede da Neodent, em Curitiba. Fundada há mais de 30 anos na capital paranaense, a empresa, que é patrocinadora oficial do Esporte Olímpico Brasileiro, tem como propósito criar novos sorrisos todos os dias.

A ação reforça uma cultura já consolidada dentro da companhia. Há mais de duas décadas, a Neodent promove iniciativas de incentivo ao esporte entre os colaboradores, incluindo equipes de corrida, futebol, ciclismo, triatlo e vôlei. Além disso, a empresa incentiva a participação em provas esportivas realizadas em diversas regiões do país, fortalecendo o senso de comunidade e a qualidade de vida dos profissionais.

Entre os participantes da iniciativa está o gerente de facilities da Neodent, Guilherme Stival, praticante assíduo de corrida de rua. Recentemente, ele concluiu os 42 quilômetros da Maratona de Guaratuba e integra ativamente o Smile Movement, contribuindo para ampliar o impacto social do projeto. Para ele, a iniciativa traz uma motivação extra para manter a prática esportiva. “Saber que cada quilômetro percorrido pode contribuir para levar saúde bucal a pessoas que precisam torna a experiência ainda mais significativa. O Smile Movement une duas coisas que valorizo muito: cuidar da saúde e gerar um impacto positivo na vida de outras pessoas”, afirma.

Mais do que estimular a prática esportiva, o Smile Movement integra uma estratégia mais ampla de impacto social. Os recursos arrecadados contribuem para programas que levam atendimento odontológico a populações em situação de vulnerabilidade e a regiões de difícil acesso. Entre eles, está a Expedição Novos Sorrisos, iniciativa da Neodent, apoiada pela Straumann Group Foundation, que há 10 anos leva cuidados bucais, informação e conscientização a todas as regiões do Brasil. 

Sobre a Neodent

Fundada há mais de 30 anos, a Neodent tem o propósito de criar novos sorrisos todos os dias. Em parceria com milhares de dentistas, a empresa desenvolve soluções estéticas e reabilitadoras, como implantes dentários inovadores, promovendo o bem-estar através do avanço da Odontologia. Com um amplo portfólio e presença em 98 paísesa Neodent é líder no Brasil e uma das maiores empresas do segmento no mundo. O propósito da marca é refletido na cultura organizacional e no dia a dia dos 3 mil colaboradores que se orgulham de fazer parte da empresa, valorizando a diversidade, a colaboração e o desenvolvimento contínuo.

Como parte do Grupo Straumann (SIX: STMN), líder global em odontologia, e tendo a inovação em seu DNA, a Neodent investe na criação de produtos e soluções digitais que auxiliam no tratamento de milhares de pacientes. A partir de iniciativas alinhadas aos princípios ESG (ambiental, social e governança), a empresa cumpre sua missão de proporcionar sorrisos para milhares de pessoas.

CASACOR PARANÁ: mercado imobiliário curitibano prioriza comportamento do consumidor

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Tema da humanização foi debatido por especialistas no Fórum WTC Curitiba, realizado no espaço da GT Building no evento

Em um mercado que movimentou R$ 23,9 bilhões em Curitiba em 2025, segundo dados da plataforma Valor CWB, compreender os desejos e as necessidades dos moradores tornou-se um diferencial estratégico para incorporadoras. O tema foi debatido por especialistas durante encontro promovido pelo World Trade Center Curitiba (WTC Curitiba), realizado no Lounge GT Building na CASACOR Paraná 2026. O evento reuniu lideranças do setor para discutir o futuro da habitação e o comportamento do consumidor.

O debate aconteceu durante o Fórum de Competitividade sobre Inteligência Estratégica no Novo Mercado Imobiliário e reuniu o empresário Geninho Thomé, presidente da GT Company e fundador da GT Building, Carlos Eduardo Canto, presidente da Confraria Imobiliária, e Guilherme Werner, sócio da Brain Inteligência Estratégica. Ao longo da conversa, os especialistas discutiram como tecnologia, dados e comportamento do consumidor devem moldar o futuro do setor.

Especialistas destacam importância da experiência do consumidor

Para Thomé, em meio ao avanço da tecnologia e ao uso cada vez mais intenso de dados, o principal diferencial do mercado continua sendo a capacidade de compreender as pessoas. Ao traçar um paralelo com sua trajetória na odontologia, área em que ajudava a devolver autoestima por meio do sorriso, Thomé afirma que encontrou no mercado imobiliário uma nova forma de impactar positivamente a vida das pessoas. “O propósito continua: trabalhar em prol de acomodar melhor as pessoas. O foco é construir algo para acomodar uma família, para que ela viva feliz”, afirmou o empresário durante o evento.

A visão foi compartilhada pelos demais participantes do painel, que defenderam a necessidade de equilibrar tecnologia, inteligência de mercado e compreensão das necessidades humanas. Canto, que mediou o encontro, reforça que o mercado imobiliário passou por diversas transformações, mas as pessoas ainda devem ser o foco. “As ferramentas mudaram, a tecnologia mudou, os dados evoluíram, mas as pessoas continuam procurando exatamente as mesmas coisas: um lugar para viver seus sonhos”, destaca.

“No centro dos projetos da GT Building está a experiência de nossos usuários, sejam moradores ou hóspedes em nossos modelos short long stay. Nossos empreendimentos são pensados com foco na forma como as pessoas vivem e utilizam os espaços”, detalha o diretor de incorporação da GT Building, Marcello Malucelli Thá.

A participação da incorporadora no encontro reforça seu compromisso com a inovação e com o desenvolvimento de projetos alinhados às transformações do comportamento e às novas demandas do mercado imobiliário.

Sobre a GT Building  

A GT Building é uma incorporadora curitibana e um dos principais players do mercado imobiliário da capital. Preocupada com o futuro, a GT Building se posiciona como uma empresa Climability®, que utiliza suas habilidades de criação de projetos inovadores aliada à consciência e vontade de ajudar na construção de um mundo melhor. Com o objetivo de neutralizar sua pegada ecológica, a empresa fez parcerias com organizações de preservação de biomas brasileiros para aquisição de créditos de carbono, compensando suas emissões de gases de efeito estufa.

Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e reforça importância da educação financeira

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Com mais de 300 mil pessoas impactadas, ações de educação financeira do Sicredi ganham relevância diante do aumento histórico das dívidas

O percentual de famílias endividadas no Brasil alcançou 80,9% em abril de 2026, o maior nível da série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice representa o quarto recorde consecutivo e mostra que o avanço das dívidas tem atingido todas as faixas de renda, ampliando a necessidade de iniciativas voltadas à educação financeira.

Nesse contexto, a 13ª edição da Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), realizada entre os dias 18 e 24 de maio com o tema “Educação Financeira: construindo um futuro com longevidade e prosperidade”, mobilizou instituições públicas e privadas em todo o país para incentivar o planejamento financeiro, a poupança e a tomada de decisões conscientes sobre o uso do dinheiro.

Nos estados do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro, a participação do Sicredi impactou mais de 300 mil pessoas por meio de mais de duas mil ações promovidas pelas 30 cooperativas de crédito e investimento da região. As atividades incluíram palestras, oficinas e conteúdos educativos voltados a colaboradores, associados e comunidades.

“Os números do endividamento mostram que a educação financeira é cada vez mais necessária na vida das pessoas. Quando ampliamos o acesso à informação e ao conhecimento, contribuímos para que as famílias possam tomar decisões mais conscientes, planejar melhor o futuro e construir uma relação mais equilibrada com o dinheiro”, afirma o assessor de Desenvolvimento do Cooperativismo da Central Sicredi PR/SP/RJ, Altair Carrara.

Entre as iniciativas desenvolvidas durante a Semana ENEF estiveram spots de rádio produzidos em parceria com a especialista em comportamento humano e neurociência Michele Mueller. Os conteúdos abordaram conceitos da economia comportamental e buscaram explicar, de forma acessível, fatores que influenciam as decisões financeiras do dia a dia, além de apresentar caminhos para superar hábitos que dificultam uma gestão mais saudável dos recursos.

Embora a mobilização tenha sido intensificada durante a Semana ENEF, o trabalho de educação financeira do Sicredi se estende ao longo de todo o ano. A instituição mantém iniciativas permanentes voltadas ao estímulo de uma relação mais consciente com o dinheiro e à promoção do bem-estar financeiro nas comunidades onde atua. Entre elas está o programa Finanças na Mochila, que leva às escolas conteúdos sobre orçamento, consumo consciente e planejamento financeiro. Já o programa Cooperativas Escolares contribui para o desenvolvimento de habilidades como liderança, protagonismo e trabalho em equipe entre crianças e adolescentes.

Outra iniciativa é a parceria com a Mauricio de Sousa Produções, que utiliza o universo da Turma da Mônica para abordar temas relacionados à educação financeira de forma lúdica. Por meio de gibis e atividades educativas, o projeto incentiva crianças e famílias a refletirem sobre planejamento, consumo consciente e uso responsável do dinheiro. Para saber mais, acesse: Educação Financeira.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 9 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.900 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Site do Sicredi: Clique aqui  

Redes Sociais: Facebook | Instagram | Twitter | LinkedIn | YouTube | TikTok

‘É clima de Outback’: marca lança maior campanha de futebol de sua história no Brasil com ecossistema de entretenimento e gastronomia

Outback aposta na parceria com a CazéTV, com ativações exclusivas, volta do rodízio e novidades para o delivery

O Outback Steakhouse apresenta a maior campanha para futebol de sua história no Brasil, apostando no clima de festa que toma conta dos brasileiros durante um grande campeonato. Desenvolvida pela agência DAVID, a campanha adota o conceito “É Clima de Outback”, estruturando um ecossistema de comunicação para posicionar os restaurantes, os canais digitais e o delivery da rede como os grandes pontos de encontro dos torcedores durante a temporada de jogos.

O filme publicitário da campanha é estrelado pelo apresentador Luisinho, da CazéTV, que convoca o público a vivenciar a experiência e o clima do Outback. A peça se inspira nas entradas ao vivo no jornalismo esportivo e brinca com a quebra da quarta parede, transformando a cabine de narração do Luisinho em uma mesa farta no meio do restaurante. Os jargões do esporte não ficaram de fora, estando presentes na escalação de clássicos do Outback. 

O filme foi divulgado no último sábado (13), pelas redes sociais do Outback, e está disponível neste link.

A marca está apostando em uma comunicação leve e divertida, traduzindo a energia de que a melhor parte da torcida é compartilhar momentos à mesa. Para amarrar a mensagem, o Outback anunciou a volta do seu rodízio, nas opções não-alcoólica (R$ 119,90) e alcoólica (R$ 139,90), e o lançamento do box “Celebração em Casa” no delivery. 

“Mais do que uma campanha promocional, ‘É Clima de Outback’ reforça a nossa proposta de transformar cada partida em uma oportunidade de encontro, celebração e conexão entre as pessoas, seja nos restaurantes, na Casa CazéTV ou dentro de casa”, afirma Claudia Vilhena, vice-presidente de Marketing, Vendas e Growth da Bold Hospitality Company, grupo detentor das marcas Outback, Abbraccio e Aussie no Brasil.

Juntas, agência e marca também desenharam uma ativação inédita fora dos restaurantes: o Outback é o restaurante oficial da Casa CazéTV em São Paulo, contando com um espaço de mais de 100m² e um cronograma de mais de 40 ações de marca ao longo do torneio. As ativações incluem quiz com curiosidades sobre o Brasil e Austrália, a presença de um sósia do apresentador Luisinho e a distribuição de pães australianos e brindes, como bucket hat e porta-copos, além de vouchers de desconto.

FICHA TÉCNICA

 Agência: DAVID

Campanha: É Clima de Outback

Cliente: Outback

Produto: Outback – Rodízio

Partner, Global CCO: Pancho Cassis

Global COO: Sylvia Panico

CCO: Marie Julie Gerbauld

Diretor de Criação Executivo: João Gandara

Diretor de Criação: Fabio Natan

Criação: Guilherme Prado, Matheus Santos, Carol Carrillo, Henrique Soares, Jessica Sanguino, Malu de Deus e Camila Castello

Atendimento: Tom Gil, Juliana Chediac, Bruna Pereira, Rafaela Villa Real

Produção: Fernanda Peixoto, Ana Marques, Leticia Brito

Revisão: Ava Silva

Arte Final: Victor Folha

Planejamento: Carolina Silva, Rafael Gonçales, Gabriel Ridolfi

Mídia: Raoni Oliveira, Valdete Flor

Social Media e Influência: Joel Antunes, Ully Correa, Bruno Portela, Lorena Marques

Data Intelligence: Daniel Nobemassa

Global PR Director: Sandra Azedo

Aprovação do cliente: Claudia Vilhena, Sedenir de Oliveira Junior, Fabiana Sanches de Souza, Laura Davila Couto Pessoa.

Produtora de Imagem: Corazon Filmes

Diretor de Dena: Bruno Zanetti
Direção Executiva: Igor Ferreira e Renato Chabuh

Produtora executiva: Regiani Pettinelli

Atendimento: Babi Kosloff, Vitor Meyer, Bê Crepaldi 

Equipe de Coordenação de Produção: Dani Oliveira, Rafael Pinto e Rafaella Blat

Diretor de Fotografia: William Etchebehere

Assistente de Direção I: Bruno Galvão 

Assistente de Direção II: Marcelo Selingardi
Assistente de Direção III: Caio Torretta

Diretor de arte: Cacá Montagnana
Assistente de Arte: Fernanda Zottis 

Produtor de Objeto: Paty di Giorgio

Figurino: Helô Cobra

Make/Hair: Camila Mendes
Culinarista: Candida Food Stylist

Produtora de elenco: Tuca

Diretor de Produção: Ale Pierro
Produtora: Bruna Carvalho 

Atendimento de Pós-produção: Carol Azambuja e Nadelly Miranda

Pós-Produção: Post It

Coordenação de pós: Felipe Righeto 

Montador: Ariel Serrão

Finalizador: Lucas Aires

Color: Ariel Serrão – Silo 

Produtora de Áudio: CANJA
Direção Musical: Eduardo Karas, Filipe Resende e Bruno Vieira Brixel
Head de Novos Negócios: Lari Storch
Produtor Executivo: Claudio Leal
Gerenciamento de Projeto: Flavia Medeiros, Kaleb Oliveira
Supervisão Musical: Levi Mynssen de Mello e Nando de Castro
Trilha: Levi Mynssen de Mello
Sound Design: Daniele Dantas


Sobre o Outback

O Outback Steakhouse possui 191 restaurantes no Brasil e está presente em 87 cidades, 21 estados brasileiros e no Distrito Federal. No mundo está em 23 países nas Américas, Ásia e Oceania. O primeiro restaurante no País foi inaugurado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em 1997. Com seus cortes de carne especiais e aperitivos icônicos como a Bloomin’ Onion, o Outback caiu no gosto do brasileiro pela qualidade e sabor marcante da sua culinária, somados à descontração no atendimento e às instalações aconchegantes. Inspirado na Austrália, o restaurante enfatiza vários aspectos da cultura australiana, como esporte, pontos turísticos, paisagens icônicas, tradições e lazer. Além disso, a marca oferece uma experiência única, divertida e de altíssimo padrão que, no Brasil, ficou conhecida como #MomentoOutback.

Biopark leva modelo premiado de inovação a gestores públicos

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O vice-presidente do Biopark, Paulo Rocha, cumpriu agenda de trabalho em Curitiba e Pinhais para apresentar a gestores públicos o ecossistema do Oeste paranaense, reconhecido pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) como o melhor hub de inovação do Brasil e diplomado com o título de utilidade pública estadual pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná. O objetivo dos encontros foi pavimentar o caminho para futuros projetos integrados de educação e tecnologia entre as regiões.

Futuros Projetos

Em Curitiba, o executivo foi recebido pelo prefeito Eduardo Pimentel e pelo secretário municipal da Educação, Paulo Afonso Schmidt. Em Pinhais, a reunião foi com a prefeita Rosa Maria de Jesus Colombo. Nas audiências, foram detalhadas as características do hub — que engloba escola, faculdade e a Academia Donaduzzi —, com foco nos mais de 50 módulos práticos em robótica, programação e ciências. As reuniões contaram com a participação do fundador do Grupo Inepar, Atilano de Oms, e do diretor do CTNI, Augusto de Oms.

Opinião – Além do “prompt”: o abismo na formação docente diante da IA

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Miriã Salles*

A Inteligência Artificial chegou às salas de aula sem pedir licença, mas encontrou um sistema de defesa fragilizado. O problema não reside na tecnologia, mas em um gargalo histórico que agora cobra seu preço: a formação de professores no Brasil. Enquanto discutimos o que o estudante deve ou não fazer com a ferramenta, ignoramos que o corpo docente, em sua maioria, foi formado em uma “pedagogia da resposta”, num modelo que pouco prioriza a construção da autonomia e do pensamento crítico, exatamente as competências que a IA agora torna vitais.

É preciso reconhecer que as matrizes curriculares das licenciaturas ainda operam em um inevitável descompasso em relação à velocidade estonteante das transformações tecnológicas. Nossos cursos de Pedagogia, em sua maioria, foram estruturados para um mundo analógico, em que o professor era a fonte primária da informação. Mais do que apontar falhas isoladas, é urgente que as instituições de ensino superior liderem uma revisão profunda de suas bases, integrando a lógica da investigação e a ética da IA como pilares centrais. Ou reformamos a formação de quem ensina, ou continuaremos preparando profissionais para salas de aula que já não existem mais.

Ensinar um estudante a “fazer boas perguntas” para uma IA não é um exercício trivial; é uma técnica que exige domínio de lógica, síntese e, acima de tudo, um vasto repertório cultural. No entanto, como exigir que o professor medie essa arquitetura do pensamento se ele mesmo não foi instrumentalizado para tal? O que vemos é um abismo entre a realidade tecnológica das escolas e currículos que raramente abordam como ensinar e desenvolver estudantes autônomos e críticos.

Se não houver uma modificação profunda e urgente na formação docente, a exclusão educacional no país mudará de face. O risco não é mais o “analfabetismo digital”, mas o “analfabetismo funcional cognitivo”. Teremos uma elite educada para ser arquiteta de sistemas, que sabe usar a IA para potencializar seu intelecto, e uma massa de estudantes que apenas consome passivamente o que o algoritmo entrega, sem capacidade de crítica ou validação.

A formação de professores precisa migrar da entrega de conteúdo para a gestão da investigação. Isso exige currículos que abordem a ética dos dados, a lógica da argumentação e a mediação de processos de aprendizagem. O professor não será substituído pela IA se ele for o mentor que ensina o estudante a navegar no mar de dados com bússola própria. A exclusão aumentará drasticamente se continuarmos ignorando que a base do sistema precisa de uma nova gramática pedagógica.

*Miriã Salles é diretora do Colégio Santo Ivo.

Opinião: Leitura para salvar nossas meninas

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*Maíra Weber

A violência contra meninas e mulheres, seja física ou simbólica, esteve sempre presente, tristemente, na realidade de diferentes sociedades ao redor do mundo. No Brasil, dados de 2025 indicam 1.568 feminicídios, o que representa uma alta de 4,7% em relação a 2024. E o pior: os números têm aumentado em 2026, com o crescimento de 3,49% registrado apenas em janeiro.

As obras de arte, ao longo do tempo, refletem a sociedade e retratam suas mazelas. As primeiras narrativas literárias voltadas ao público infantil, como os contos de fadas, por exemplo, carregam uma concepção estereotipada da mulher, intimamente ligada à visão de mundo moldada pela coletividade. Muitos clássicos ensinaram meninas a terem como ideal de vida um príncipe salvador e a naturalizar o distanciamento entre os papéis sociais concebidos para homens e mulheres na sociedade.

Ao longo do tempo, isso pode desencadear, inclusive, comportamentos extremistas, como retratado na excelente e multipremiada série britânica Adolescência, que mostra como meninos podem ser ludibriados por discursos misóginos que circulam nas redes sociais. Influenciadores associados ao chamado movimento red pill difundem a ideia de que mulheres devem ocupar um lugar inferior e disseminam a crença de que os homens são vítimas de um sistema social manipulado por mulheres.

Como enfrentar esse desafio? Romper esse ciclo pede mais do que discursos e legislações: exige formação crítica profunda para que ocorram transformações nas ações. É nesse contexto que a literatura pode se tornar uma poderosa aliada, ao trazer a ficção como substrato para o debate. O estudioso austríaco da mente humana Bruno Bettelheim, autor de A psicanálise dos contos de fadas, aponta que, para que a criança compreenda sua existência e dê sentido a seus sentimentos, precisa entrar em contato com recursos que possibilitem lidar com seus conflitos.

Assim, a literatura torna-se uma ferramenta importante. Ler é um processo individual de autoconhecimento: é um momento em que a pessoa está sozinha com suas sensações e reflexões – sem televisão, sem celular, sem videogame, sem conversas com outros. Quando se lê, entra-se em um mundo no qual o leitor faz sua própria interpretação da narrativa e reflete sobre questões amplas da humanidade, colocando-se no lugar dos personagens.

No entanto, é preciso qualificar a leitura. É necessário ultrapassar leituras de caráter utilitário, que utilizam o texto meramente como pretexto para atividades didáticas, prática encontrada durante muito tempo nas escolas do país. É importante escolher livros de literatura de qualidade, voltados à formação estética, capazes de educar as sensibilidades e de possibilitar ao leitor um espaço para refletir com criticidade e liberdade interpretativa.

Projetos de leitura literária na escola que engajam estudantes e até suas famílias com histórias que valorizem meninas e mulheres – que podem ser frágeis, fortes, mas sobretudo humanas – oferecem às crianças e aos jovens ferramentas simbólicas para enfrentar a violência e a desigualdade.

A literatura escrita por mulheres é fundamental para ampliar esse horizonte. Autoras como Marina Colasanti, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles e Conceição Evaristo revelam, em suas obras, a complexidade, a inteligência e a dignidade das experiências femininas. Ao ler essas vozes, jovens meninas e meninos podem rever seus pensamentos e comportamentos. Além disso, há uma imensidão de livros de literatura infantil e infantojuvenil de extrema qualidade – escritos por mulheres e por homens do Brasil e do mundo – que desmistificam o imaginário da fragilidade, da passividade e da inferioridade femininas. Inspirar projetos de mediação de leitura baseados em narrativas potentes pode salvar muitas vidas.

*Maíra Weber é doutora em Educação e pesquisadora do Instituto Positivo.