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Hospital INC debate avanços no tratamento cirúrgico da epilepsia

A curitibana Rafaela Araque Gurgel, 44, recebeu o diagnóstico de epilepsia aos dois anos de idade. No início, foi tratada com remédios e, aos 17 anos foi submetida à primeira cirurgia. “Houve redução das crises, mas não acabaram. Por isso realizei uma segunda cirurgia aos 22 anos. Fiquei um período de seis anos sem crises epilépticas, porém elas retornaram e passaram a atrapalhar a minha vida. Eu buscava uma solução mais efetiva”, relata. Em 2021, Rafaela passou por um procedimento cirúrgico para implante de VNS (Estimulação do Nervo Vago) no Hospital INC (Instituto de Neurologia e Cardiologia de Curitiba). “Estou há cinco anos sem crises. Minha vida mudou completamente. Hoje consigo fazer tudo o que eu não podia antes, como ir a shows, viajar sozinha. Ainda faço uso de medicação, mas não como antes”.

A terapia com VNS é um dos procedimentos cirúrgicos indicados para os casos de epilepsia refratária, ou seja, aqueles que não apresentam controle adequado com o uso de medicamentos. A epilepsia é uma doença que apresenta a prevalência de 2% na população, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atingindo todas as classes, gêneros e faixa etária. Cerca de 30% dos pacientes são refratários ao tratamento medicamentoso e podem se beneficiar da cirurgia, que deve ser determinada após investigação com exames como ressonância magnética e videoeletroencefalograma.

Além de VNS, outras intervenções podem ser realizadas para eliminar ou reduzir as crises, como a cirurgia para implantação de Estimulação Cerebral Profunda (DBS) e os procedimentos de lobectomia, calosotimia, lesionectomia e hemisferectomia. “Há técnicas minimamente invasivas e outras que envolvem a remoção de áreas específicas do cerébro responsáveis pela origem das crises. Com o tratamento correto, por meio do controle com medicamentos ou de cirurgia e aparelhos adequados, os pacientes podem levar uma vida normal”, explica o neurologista do Hospital INC Dr. Bruno Takeshita.

Com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a epilepsia, seu tratamento e o enfrentamento do estigma associado à doença, todos os anos, o Hospital INC realiza uma ação de conscientização no Purple Day. Neste ano, a programação abordará as alternativas cirúrgicas para tratar a epilepsia em uma roda de conversa com especialistas. O evento é aberto ao público e será realizado no próximo sábado (28), a partir das 10h30, na filial do INC Imagem, localizada no centro médico do ParkShoppingBarigüi. A participação é gratuita.

INC lidera número de implantes de VNS na região Sul

Referência no diagnóstico e tratamento da epilepsia, o INC é um dos pioneiros na realização da terapia da Estimulação do Nervo Vago (VNS). O hospital já implantou mais de 150 aparelhos de VNS para tratar epilepsia, consolidando-se como o centro especializado com o maior número de neurocirurgias para este fim na região Sul. Esse tratamento é eficaz para reduzir em 60 a 70% das crises epilépticas. O VNS consiste na implantação de um marcapasso cerebral – um pequeno computador que  ajuda a neuromodular a atividade cerebral –  que pode levar ao controle total das crises.

Há 25 anos, o Hospital INC mantém a Unidade de Cirurgia de Epilepsia que se dedica a desenvolver estudos e o atendimento especializado, principalmente, de pacientes refratários ao tratamento convencional. Segundo o Dr. Takeshita, entre as pessoas com epilepsia que são resistentes aos medicamentos, ainda há aquelas que acabam apresentando um quadro mais grave, com perdas cognitivas e outras alterações neurológicas.

Técnicas mais complexas de estimulação cerebral ou do nervo vago já fazem parte do rol da ANS (Agência Nacional de Saúde) e são aprovadas pela Anvisa, com cobertura pelos planos de saúde.

SERVIÇO

Roda de conversa – Você sabia que a epilepsia pode ser tratada com cirurgia?

Data: 28 de março de 2026, às 10h30

Local: Filial INC Imagem – Centro Médico do ParkShoppingBarigüi –  Piso L3 (R. Prof. Pedro Viriato Parigot Souza, 600)

Inscrição: gratuita, por meio do link eventosinc.com.br

Termina nesta segunda (23/03) o prazo de inscrição para o concurso da Araucária Nitrogenados S.A.

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Termina nesta segunda (23/03) o prazo de inscrição para o concurso da Araucária Nitrogenados S.A.

Salários chegam a R$ 8,2 mil; profissionais experientes podem obter diploma técnico em até 20 dias e participar da seleção

Termina nesta segunda-feira (23/03) o prazo para se inscrever no concurso da Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA). O edital prevê o preenchimento de 126 vagas imediatas, além da formação de cadastro reserva, em 28 áreas distintas de níveis médio e superior. As remunerações variam de R$ 4.144,77 a R$ 8.248,49.

Os interessados devem se inscrever exclusivamente pelo site https://www.cebraspe.org.br/concursos/ansa_26 até as 18h de segunda-feira (23/03). As provas objetivas serão aplicadas no dia 26 de abril nas cidades de Curitiba, Londrina, Guarapuava e Cascavel.

As vagas de nível superior contemplam as áreas de Administração, Direito, Contabilidade, Engenharias e Medicina do Trabalho. Já as oportunidades de nível médio focam em operação de processos, manutenção industrial e inspeção de equipamentos, entre outras.

Certificação reconhece competência técnica

Para quem deseja disputar as vagas de nível médio, possui experiência prática, mas ainda não tem o diploma técnico, há uma alternativa ágil. É possível obter o documento em até 20 dias por meio de uma aferição de competências, que comprova os conhecimentos já adquiridos.

A certificação técnica por competência já existe no Brasil há 30 anos, é autorizada pelo artigo 41 da Lei Federal nº 9.394/96 (LDB), mas ainda é pouco conhecida pelo grande público.

“Após o envio da documentação, o candidato passa por uma avaliação online. Se aprovado, recebe a via digital do diploma de técnico em até 20 dias. O documento é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), tem o mesmo valor jurídico do diploma regular e permite a participação em concursos públicos, como o da ANSA”, explica Juliane Cris Galvão, diretora do Ietaam Regional Paraná, instituição autorizada pelo MEC a realizar o processo.

Dúvidas comuns sobre a certificação

Para esclarecer o funcionamento do processo, a diretora Juliane Cris Galvão respondeu aos principais questionamentos:

1. O que é a certificação técnica e qual sua validade legal? É um processo de avaliação oficial (LDB art. 41) que reconhece a experiência prática e a converte em um diploma técnico. O documento é reconhecido pelo MEC, tem o mesmo valor jurídico de um curso regular e permite o registro em conselhos de classe (como CFT ou CRT) e a participação em concursos, como o da ANSA.

2. Quem pode solicitar e quais áreas são atendidas? Profissionais com ensino médio completo e pelo menos dois anos de experiência comprovada (CLT, declaração ou contrato), além de estudantes de graduação a partir do 5º período em áreas correlatas. São mais de 50 áreas disponíveis, incluindo Gás e Petróleo, Mecânica, Eletrotécnica, Segurança do Trabalho, Química e Administração. A lista geral pode ser conferida no site www.tecnicoporcompetencia.com.br

3. Como funciona o processo de avaliação e quanto tempo demora? O processo consiste em uma análise documental rigorosa seguida de uma prova teórica online. Diferente de um curso tradicional, aqui o profissional apenas prova o que já sabe. A conquista do diploma é rápida, levando entre 20 e 40 dias corridos.

4. Qual é o valor de investimento e o que acontece em caso de reprovação? A avaliação documental e a prova objetiva são gratuitas. O candidato só paga uma taxa única de certificação se for aprovado. Caso não passe, recebe um feedback sobre as lacunas de conhecimento e pode reiniciar o processo sem custos adicionais.

5. Posso me inscrever no concurso da ANSA mesmo sem o diploma em mãos? Sim, você pode realizar a inscrição no concurso enquanto conduz o processo de certificação. No entanto, é recomendável iniciar a avaliação o quanto antes para garantir que o diploma esteja pronto até a data da convocação e apresentação de documentos.

Lei de proibição dos Celulares melhora convivência nas escolas particulares do Paraná

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Após um ano de vigência, medida transformou smartphone de “vilão” a aliado pedagógico, zerando retenção em turmas e resgatando socialização entre alunos

Boletins com médias em ascensão, turmas inteiras sem nenhuma reprovação e um salto na concentração dos alunos. Este é o saldo prático nas escolas particulares do Paraná após um ano da implementação da Lei nº 15.100/2025, que restringiu o uso recreativo de celulares na educação básica. O movimento, que inicialmente gerava apreensão, revelou-se uma alavanca de desempenho acadêmico e de transformação social.

Dados da Frente Parlamentar Mista da Educação já apontavam a tendência: 83% dos estudantes afirmam prestar mais atenção nas aulas, e 77% dos gestores perceberam redução no cyberbullying. No cotidiano escolar, os resultados são ainda mais visíveis e vão além da disciplina.

Para Gil Vicente Moraes, diretor de Ensino Médio do Sinepe/PR, a lei promoveu um resgate do aluno. “O silêncio digital deu lugar ao burburinho humano. Você tinha um isolamento de muitos jovens no intervalo. Hoje, as tradicionais rodinhas de bate-papo voltaram. No primeiro momento, volta até a ter bolinha de papel voando na sala. Melhor a bolinha de papel do que o celular tirando foto o tempo todo”, ilustra o educador.

De vilão a ferramenta pedagógica 

O sucesso da medida não se deu por uma “guerra” à tecnologia, mas pela mudança de status do aparelho. O uso recreativo foi vetado, mas o pedagógico é incentivado. “O celular não foi abolido, e sim utilizado em prol do aluno”, explica Moraes. Atualmente, os aparelhos integram metodologias ativas para pesquisas rápidas e acesso a plataformas. “Há professores que pausam a aula e lançam desafios para que pesquisem na internet”, destaca.

Salto nas notas e queda da reprovação 

Com o fim da distração, o reflexo nos boletins foi imediato. “Na instituição onde sou diretor, o índice geral de reprovação escolar caiu mais de 70%. Tivemos 170 formandos de 9º ano em 2025, com zero retenção. No 1º ano do Ensino Médio, etapa historicamente sensível, a redução de reprovações ultrapassou 80%. Além disso, a quantidade de estudantes reconhecidos por mérito acadêmico triplicou em algumas turmas”, comemora o educador.

O receio de conflitos constantes também diminuiu, com a retenção de aparelhos tornando-se rara. “Houve o entendimento dos próprios estudantes de que o uso excessivo prejudicava a aprendizagem. A ocupação deles hoje é ser estudantes”, resume Moraes. A medida também abriu um canal vital de diálogo com as famílias sobre a educação digital e os limites na formação dos jovens.

Eco nas universidades

Esse movimento de conscientização, inclusive, já começa a ecoar além da educação básica. Segundo o diretor, há um movimento crescente de instituições de ensino superior adotando restrições semelhantes. “No começo deste ano, pelo menos cinco ou seis universidades já sinalizaram que o uso livre de celulares na sala de aula não será mais permitido”, revela. Para Moraes, essa expansão consolida um caminho sem volta. “Cria-se um alinhamento cultural. Não pode na educação básica, não pode no ensino superior, a não ser que tenha intencionalidade didático-pedagógica”, finaliza.

Postos Pelanda levam 150 crianças e famílias ao Beto Carrero World em ação que incentiva educação

 Viagem do Boletim Premiado 2026 reuniu colaboradores e filhos em dia especial de reconhecimento pelo desempenho escolar

Os Postos Pelanda realizaram, no último dia 21 de março, mais uma edição do Boletim Premiado, projeto criado pela empresa para incentivar o desempenho escolar de filhos de colaboradores. A iniciativa premia crianças e adolescentes com bom rendimento nos estudos com uma viagem especial, reunindo educação, reconhecimento e integração familiar.

Neste ano, cerca de 150 crianças participaram do passeio ao Beto Carrero World, acompanhadas de suas famílias. A ação proporcionou um dia de lazer em um cenário de sol e animação, com pais e filhos celebrando juntos o resultado de um ano de dedicação aos estudos.

A diretora dos Postos Pelanda, Ana Paula Pelanda, acompanhou a viagem ao lado da família e destacou o impacto do projeto. “A gente acredita muito no poder da educação para transformar vidas. Incentivar essas crianças hoje é investir diretamente no futuro delas e de toda a sociedade”, afirma.

Segundo ela, participar do momento ao lado das famílias reforça o propósito da iniciativa. “É sempre um prazer enorme participar desse momento. Eu faço questão de estar presente com a minha família, de viver esse dia junto com eles e sentir de perto a alegria de cada criança e de cada pai”, destaca.

Ana Paula também ressaltou o significado do projeto para além da premiação. “Cada criança que se dedicou, que conquistou sua média e viveu esse momento especial nos enche de alegria e esperança. Isso vai muito além de uma viagem, estamos falando de valores, de futuro, de família. Acreditamos de verdade na importância de vocês viverem momentos de qualidade com seus filhos. São essas memórias que marcam a vida. Nosso compromisso é seguir fazendo mais, levando essa experiência para cada vez mais famílias. E tudo isso só é possível por causa de vocês, pela dedicação, pelo trabalho e amor com nossos clientes”, completa.

Com momentos de diversão e convivência, a edição deste ano reforçou o espírito do projeto, que busca fortalecer os laços entre empresa, colaboradores e suas famílias.

História do projeto

Criado em 2017, o Boletim Premiado já beneficiou diretamente 158 crianças, impactando um total de 320 pessoas. O programa é voltado a estudantes entre 6 e 17 anos, matriculados no ensino fundamental e médio, que precisam atingir média mínima de 80 pontos, além de critérios como frequência, disciplina e participação familiar.

Mais do que premiar boas notas, a iniciativa estimula valores como responsabilidade, comprometimento e dedicação, além de incentivar a presença ativa dos pais na vida escolar dos filhos.

Sobre os Postos Pelanda

Os Postos Pelanda são uma rede de combustíveis com atuação consolidada no Paraná e presença em outros estados do Sul e Sudeste do Brasil. Fundada em 1991, a empresa completa 35 anos em 2026, destacando-se por oferecer uma experiência completa aos clientes, que vai além do abastecimento. Com unidades estrategicamente localizadas, os Postos Pelanda reúnem serviços como lojas de conveniência, restaurantes, estrutura para caminhoneiros e atendimento voltado à qualidade e praticidade. Reconhecida pela tradição, inovação e forte conexão com o público, a marca se posiciona como referência regional no setor, unindo mobilidade, serviços e conveniência em um só lugar.

Futuro da bariátrica: bipartição intestinal avança no tratamento de obesidade grave e diabetes tipo 2

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Enquanto as canetas emagrecedoras ganham espaço no país, técnica cirúrgica estimula hormônios semelhantes e é indicada para quadros graves e de difícil controle metabólico

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de um quarto da população adulta brasileira já vive com obesidade, e mais da metade está acima do peso. O cenário ajuda a explicar a crescente procura por medicamentos injetáveis para emagrecimento, como a semaglutida e a liraglutida, princípios ativos originalmente indicados para o tratamento do diabetes tipo 2 e que passaram a ser utilizados também no manejo da obesidade. 

As popularmente chamadas canetas emagrecedoras despertam a atenção pela sua ação rápida e quase sem esforço na perda de peso por meio da ação hormonal no organismo, com a regulação da saciedade e metabolismo. Mas, em casos mais graves de obesidade e diabetes, os pacientes precisam recorrer a outro tipo de tratamento, como cirurgia de bipartição intestinal, que tem efeito semelhante ao da medicação.

De acordo com o médico Pedro Henrique Caron, cirurgião do aparelho digestivo e nutrólogo do HAC, trata-se de uma técnica de cirurgia bariátrica e metabólica, que promove um desvio intestinal e aumenta a liberação de hormônios. “É um procedimento que tem foco metabólico, especialmente no controle do diabetes tipo 2 e não apenas na perda de peso”, destaca o médico do Hospital Angelina Caron (HAC). “A cirurgia pode, até mesmo, ser associada ao uso das chamadas canetas, conforme decisão médica”, completa.

Como funciona

O especialista explica que existem três tipos do procedimento desenvolvido pelo cirurgião Nilton Kawahara, que já promoveu tratamentos junto à equipe do HAC. São elas: a bipartição clássica, que envolve a realização de uma retirada de cerca de 80% do estômago, com comunicação direta entre estômago e íleo, mantendo também o trajeto natural do alimento; a duodenal, semelhante à anterior, mas com a conexão feita no duodeno; e a jejunal, desenvolvida em 2025, que realiza duas conexões no intestino, promovendo dupla estimulação ileal, sem comunicação direta com estômago ou duodeno.

Caron reforça que a bipartição jejunal reduz riscos de estenose e complicações gástricas, além de diminuir a probabilidade de deficiências de vitaminas e minerais. “É uma excelente alternativa para o paciente que busca melhora importante do diabetes, mas tem receio de deficiências nutricionais”, explica.

Para quem é indicada

A cirurgia é indicada principalmente para pacientes com diabetes tipo 2 de difícil controle, inclusive insulinodependentes, pessoas com complicações associadas ao diabetes, como retinopatia, insuficiência renal ou problemas vasculares, casos de superobesidade (IMC acima de 50) e pacientes que já realizaram outras cirurgias bariátricas e apresentaram reganho de peso ou persistência do diabetes (cirurgias revisionais).

Mais do que um procedimento para emagrecimento, o foco é metabólico. “A grande maioria dos pacientes que busca a bipartição está procurando melhora metabólica. É aquele paciente que já está cansado de usar muita medicação e de não conseguir controlar o açúcar no sangue”, afirma o médico.

Procedimento exige equipe experiente

Por se tratar de uma técnica mais complexa, com tempo cirúrgico que pode chegar a três horas, a bipartição intestinal exige experiência avançada em cirurgia bariátrica e no manejo clínico do diabetes. “Ela exige grande experiência, tanto técnica quanto no acompanhamento metabólico do paciente”, alerta.

O procedimento é preferencialmente realizado por cirurgia robótica, tecnologia que contribui para maior precisão e recuperação mais confortável. O Hospital Angelina Caron é referência em cirurgia robótica no Paraná e integra protocolo de estudo multicêntrico para avaliação da técnica mais recente de bipartição jejunal.

Para Caron, o futuro do tratamento da obesidade passa pela integração entre terapias medicamentosas e cirúrgicas. “Eu acredito que a metabólica é o futuro da bariátrica. Cada vez mais vamos buscar técnicas que tratem o diabetes tipo 2 de forma mais eficaz, com segurança e individualização”, conclui.

OÁS alcança 50º andar e ergue em Curitiba torre com altura quase quatro vezes superior à do Cristo Redentor

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Empreendimento avança com ritmo de obra equivalente à construção simultânea de dois edifícios de grande porte, mobilizando estrutura e equipes em escala inédita na cidade

A paisagem urbana de Curitiba acaba de ganhar um novo marco. A obra do OÁS alcançou o 50º andar e atingiu 149 metros de altura. Com 179 metros previstos, o empreendimento já se consolida como o edifício mais alto da capital paranaense e passa a ocupar posição de destaque no skyline da cidade.

A chegada ao 50º pavimento representa mais do que um avanço numérico. À medida que a estrutura se afasta do solo, aumentam as cargas estruturais e o nível de exigência técnica. Cada novo pavimento demanda soluções de engenharia específicas, análises detalhadas e controle rigoroso de execução. Na prática, a complexidade cresce na mesma proporção da altura.

A cerca de 149 metros, a obra exige ajustes constantes na logística de materiais, monitoramento permanente das condições de segurança e protocolos rígidos de conformidade. “Os riscos e impactos de qualquer não conformidade se tornam exponencialmente maiores à medida que a obra ganha altura”, afirma o diretor de operações da GT Building, Maurício Fassina.

Ritmo de obra e planejamento

O 50º andar foi alcançado em três anos e quatro meses, dentro do prazo previsto. Enquanto a estrutura avança, os serviços de acabamento já chegam ao 24º pavimento, incluindo a instalação da fachada ventilada. Na prática, o ritmo equivale à execução simultânea de dois edifícios de aproximadamente 25 andares, resultado de um planejamento integrado entre as frentes de trabalho.

Embora a etapa estrutural represente 17% do cronograma físico, a conclusão do 50º pavimento corresponde a 16,38% do avanço global da obra. Considerando todas as etapas em andamento, o empreendimento já registra 56,62% de execução, marcando a transição para as fases finais.

Números da construção

Com mais de 30 mil m² de área construída, o canteiro reúne atualmente cerca de 150 profissionais por dia. Outros 45 atuam nas áreas administrativas e de apoio, além de 34 equipes de projeto responsáveis pelas diferentes disciplinas técnicas. Desde o início, centenas de trabalhadores já participaram da obra.

Até aqui, foram utilizados aproximadamente 11.531 m³ de concreto — o equivalente a cerca de 1.441 caminhões-betoneira — e 1.469 toneladas de aço na estrutura, volume comparável ao peso de cerca de 1.130 automóveis de passeio. Entre os principais desafios estão o controle estrutural, a logística vertical de materiais, a coordenação de equipes e a execução de atividades em altura. Condições climáticas, como ventos e chuvas, exigem monitoramento contínuo e ajustes no planejamento.

Ainda na fase de projeto, o OÁS passou por estudos em túnel de vento para simular o comportamento da estrutura. Em obra, são utilizadas gruas com altura superior à convencional e sistemas de segurança com múltiplas camadas de proteção coletiva, linhas de vida, guarda-corpos, telas piso a piso e monitoramento da velocidade do vento, com paralisações preventivas quando necessário.

Impacto urbano e próximos passos

A marca do 50º pavimento reforça o movimento de verticalização de Curitiba, especialmente no Bigorrilho, que se consolida como eixo de novos empreendimentos.

Entre os próximos marcos estão a conclusão da fachada até o 25º pavimento, o avanço das áreas comerciais e a execução das lajes técnicas e da cobertura, incluindo o pináculo que levará o edifício aos 179 metros. Com isso, o OÁS se posiciona definitivamente como o prédio mais alto de Curitiba.

Nesta etapa, a obra entra em fase de ampliação das frentes de trabalho, com foco em acabamento, instalações e fachada. A previsão de entrega permanece mantida, conforme o cronograma inicial.

Dia Mundial da Água: MRV registra 617 mil litros de água reutilizada em 2025, o equivalente a mais de 12 piscinas residenciais de 50 mil litros

Maior construtora da América Latina aposta no reuso de água e no monitoramento do consumo nos canteiros, além de entregar empreendimentos com dispositivos economizadores

No Dia Mundial da Água (22 de março), a MRV destaca ações de sustentabilidade e reuso de recursos hídricos em seus empreendimentos durante o processo construtivo. Diante desse contexto, o Gestor Executivo de Relações Institucionais e Sustentabilidade da MRV&CO, José Luiz Esteves da Fonseca, explica que a companhia adota práticas para monitorar e reduzir o consumo de água nas obras, que varia de acordo com cada fase do empreendimento. 

“Durante a etapa estrutural, por exemplo, há um uso mais intenso por causa da cura do concreto. Já na fase final e na entrega das unidades, o consumo volta a crescer devido à limpeza geral, ao enchimento de piscinas e ao abastecimento das caixas d’água. Ao longo de todo o processo, monitoramos a utilização e adotamos iniciativas de redução e reaproveitamento”, afirma.

Soluções hídricas

A estratégia vem dando certo. Em 2025, a companhia reutilizou 617 mil litros de água em seus canteiros de obras, volume equivalente a mais de 12 piscinas residenciais de porte médio (50 mil litros) cheias. A água reaproveitada foi destinada a atividades que não exigem padrão potável, como cura de concreto, lavagem de áreas e limpeza de equipamentos, o que reduziu a necessidade de captação em fontes externas.

A ação é acompanhada por monitoramento contínuo do consumo, com atuação imediata em caso de desvios e capacitação das equipes para o uso racional e a prevenção de desperdícios. A meta é reduzir ao menos 0,5% do consumo de água ao ano. A MRV também contribui para diminuir a demanda nas unidades entregues ao instalar dispositivos economizadores, como aeradores em torneiras, descargas de duplo fluxo e sistemas de retenção de águas pluviais.

Os aeradores instalados nas torneiras misturam ar ao fluxo de água, o que mantém a sensação de pressão, mas reduz o volume efetivamente utilizado a cada abertura. As descargas de duplo fluxo oferecem duas opções de acionamento — uma com menor volume para líquidos e outra com maior volume para sólidos — permitindo adequar o uso à necessidade e evitar desperdícios. Já os sistemas de retenção captam e armazenam a água da chuva, que pode ser reutilizada em atividades que não exigem padrão potável, como irrigação de jardins e limpeza de áreas comuns.

Gestão integrada

Todas essas ações de planejamento e controle são relevantes diante da magnitude das atividades. No ano passado, o consumo total de água da MRV&CO — considerando abastecimento por concessionária, caminhão-pipa e poço — foi de aproximadamente 4,3 bilhões de litros.

“O dado evidencia a dimensão operacional da companhia e reforça a relevância de uma gestão integrada. A combinação entre reutilização, monitoramento e soluções de eficiência contribui para reduzir o impacto hídrico das obras, gerar ganhos operacionais e diminuir custos, além de fortalecer o compromisso com o uso responsável dos recursos naturais”, acredita José Luiz. Ele destaca que a companhia também mantém o Selo Obra Verde, programa interno que reconhece canteiros que adotam práticas sustentáveis durante a construção.

O executivo acrescenta que a empresa estabeleceu a Visão 2030, com metas de descarbonização e redução de emissões de gases de efeito estufa, utilizando estudos de vulnerabilidade climática para mitigar riscos associados a eventos extremos e mantendo políticas e programas que promovem a conscientização sobre mudanças climáticas entre colaboradores, parceiros e fornecedores. Entre os reconhecimentos conquistados estão o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, a certificação ISO14001 e o desempenho B no caderno de mudanças climáticas do CDP. 

O Dia Mundial da Água surgiu aqui no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro, em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. A proposta da Rio-92 era colocar a questão hídrica no centro da agenda global e incentivar governos, empresas e a população a adotarem práticas de uso consciente da água. Desde a instituição da data, há 34 anos, houve avanços em investimentos e políticas públicas, mas os desafios persistem: o consumo global segue elevado e o desperdício ainda é um problema estrutural em diversos países.

A construção civil ocupa posição relevante nesse cenário, respondendo por aproximadamente 5,3% das retiradas globais, considerando o uso direto de água nas obras e o consumo associado à produção de materiais. Ainda assim, o segmento fica abaixo de áreas como agropecuária, responsável por cerca de 70% das retiradas globais de água doce por causa da irrigação em larga escala e da produção de alimentos;  indústria, com aproximadamente 20%; e uso residencial, que representa em torno de 10%, de acordo com estudos internacionais realizados ao longo das últimas décadas. 

Sobre a MRV

Com 46 anos de mercado e o propósito de construir sonhos que transformam o mundo, a MRV é uma das cinco empresas que compõem o grupo MRV&CO. É considerada a maior construtora e incorporadora da América Latina, tendo como foco empreendimentos residenciais econômicos, com preços acessíveis para um público que busca o sonho da casa própria. A companhia já entregou mais de 500 mil chaves. Hoje, mais de 1,6 milhão de pessoas vivem em um imóvel construído pela MRV. Acesse e conheça mais sobre a companhia www.mrv.com.br.

Polpa Brasil acelera investimentos e projeta crescer 64,33% em 2026 com avanço de produtos clean label


Indústria que produz ingredientes à base de frutas e vegetais desidratados amplia capacidade produtiva e aposta em customização

A Polpa Brasil prepara um novo ciclo de expansão. A indústria brasileira especializada em ingredientes desidratados à base de frutas e vegetais projeta crescimento de 64,33% em 2026, sustentado por investimentos em tecnologia industrial, ampliação de capacidade produtiva e avanço em categorias de maior valor agregado, como pet food e soluções customizadas para a indústria alimentícia.

Com mais de duas décadas de atuação, a companhia vem mantendo crescimento médio anual de 18,62% nos últimos três anos, apoiada na estratégia de desenvolver ingredientes minimamente processados alinhados à demanda por produtos clean label e formulações mais naturais.

Para sustentar o ritmo de crescimento sem comprometer a qualidade de sua produção, a Polpa Brasil intensificou investimentos na modernização dos processos de desidratação, buscando maior controle industrial. “O objetivo é elevar a precisão industrial, reduzir variabilidade e garantir repetibilidade sensorial e físico-química, fator essencial em ingredientes minimamente processados”, afirma Ramon Lacowicz.

Entre as iniciativas em andamento estão a abertura de novas linhas de produção e embalagem voltadas ao varejo e a ampliação da capacidade de estocagem, que deve crescer 30% após as implementações previstas. No final de 2026, a empresa planeja instalar uma nova linha de produção de barras e tabletes, com potencial para duplicar a capacidade atual — movimento que reforça a atuação em projetos de marca própria e soluções desenvolvidas sob demanda.

Customização e clean label ganham protagonismo

A customização passou a ocupar papel central na estratégia da companhia. A empresa desenvolve ingredientes ajustados às necessidades técnicas de cada cliente, com variações em textura, formato, blends de sabor e especificações nutricionais.

Esse modelo tem ampliado o posicionamento da Polpa Brasil como parceira de desenvolvimento, e não apenas fornecedora de insumos. Sabores como framboesa e limão siciliano, por exemplo, demandam adequações específicas para desempenho industrial — tendência que impulsiona novos projetos.

Ao mesmo tempo, o conceito clean label se consolida como vetor estruturante do negócio. A empresa trabalha com o preparo de ingredientes feitos à base de frutas e legumes, sem recorrer à adição de açúcar ou conservantes, alinhando-se ao avanço das exigências regulatórias e ao movimento de substituição gradual de ultraprocessados por alternativas percebidas como mais naturais.

Inovação
Essa expertise permitiu à empresa apostar também em pesquisa e inovação como um diferencial de sua atuação. Em 2025 esses projetos foram responsáveis por 15,81% do total de receitas da empresa. Nesse campo, a Polpa Brasil desenvolveu produtos das marcas Merendô e Nátikos. A Merendô está associada ao fornecimento de barrinhas feitas à base de frutas para o atendimento da merenda fornecida em escolas e instituições públicas de ensino do país. Já a Nátikos, barras de frutas 100% naturais, sem lactose ou glúten, é dirigida para o público que aprecia a alimentação saudável.

Credibilidade construída no longo prazo
Em 2026, a companhia foi reconhecida com o Prêmio BIS 2026, reforçando sua posição no mercado de ingredientes alimentícios. Ao longo de mais de 20 anos, a Polpa Brasil consolidou atuação baseada em padronização industrial, segurança de fornecimento e desenvolvimento técnico.

A gestão da cadeia de suprimentos é apontada como diferencial competitivo, permitindo operação contínua mesmo diante da sazonalidade das frutas. “Ao combinar tecnologia, personalização e visão estratégica de mercado, reforçamos nosso posicionamento como parceiros da indústria alimentícia”, afirma Ramon Lacowicz.

Sobre a Polpa Brasil
Com mais de duas décadas de atuação e sede em Fraiburgo (SC), a Polpa Brasil é uma indústria brasileira especializada no desenvolvimento e fornecimento de ingredientes desidratados à base de frutas e vegetais para a indústria alimentícia. A empresa atende diferentes segmentos, como panificação, confeitaria, laticínios, chocolates, snacks, bebidas e alimentos processados, oferecendo soluções adaptadas às necessidades técnicas e industriais de cada cliente.

Com estrutura produtiva própria e processos rigorosos de controle de qualidade, que renderam também a certificação FSSC 22000, a companhia investe continuamente em tecnologia e eficiência operacional para garantir padronização, segurança alimentar e regularidade no fornecimento. A certificação reconhece boas práticas da empresa nos mais variados processos: fabricação, embalagens, transporte e varejo. Atuando como parceira no desenvolvimento de ingredientes e aplicações industriais, a Polpa Brasil acompanha a evolução do mercado e contribui para a criação de produtos alinhados às novas demandas de consumo, inovação e performance industrial.

Parte do IR pode apoiar projetos voltados à saúde; prazo para destinação termina em maio

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Incentivo foi responsável por R$ 40 milhões recebidos pelo Hospital Angelina Caron apenas no ano passado. Doações ajudam instituição a oferecer atendimento de qualidade à saúde pública

Muita gente ainda não sabe, mas é possível destinar parte do Imposto de Renda (IR) devido a instituições filantrópicas. Na área da saúde, são valores que podem garantir tratamento de qualidade a pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS), como os que são atendidos diariamente pelo Hospital Angelina Caron (HAC), que fica na Região Metropolitana de Curitiba.

Apenas no ano passado, a instituição recebeu R$40 milhões, vindos da renúncia fiscal. André Vieira Ramos, gerente de Investimento Social no HAC, lembra que em 10 anos de atuação do setor na entidade, foram captados mais de R$ 188 milhões. 

“São recursos que impactam diretamente na assistência prestada aos pacientes do SUS. Com esse apoio, conseguimos investir em tecnologia, ampliar serviços, qualificar equipes e garantir um atendimento cada vez mais humanizado e igualitário”, destaca.

O incentivo permite que pessoas físicas destinem até 6% do Imposto de Renda devido. Já empresas tributadas pelo lucro real podem direcionar até 10%, considerando diferentes mecanismos de incentivo previstos em lei — como fundos voltados à infância e ao idoso, além de programas nas áreas de cultura, esporte, reciclagem e saúde. Em vez de o valor seguir integralmente para a União, o contribuinte escolhe apoiar projetos previamente aprovados e fiscalizados pelo poder público.

O prazo para realizar a destinação dentro da declaração anual do IR vai até 31 de maio. A contribuição é simples, feita diretamente no momento da declaração, e pode transformar a realidade de instituições que dependem desse apoio para manter e expandir seus atendimentos.

Doação bem destinada

No caso do HAC, os recursos são aplicados principalmente em iniciativas voltadas à incorporação de tecnologias, aquisição de equipamentos e fortalecimento de programas assistenciais que beneficiam milhares de pacientes da saúde pública.

Entre os avanços recentes estão a ampliação do acesso a cirurgias robóticas, que permitem procedimentos minimamente invasivos, além do fortalecimento de programas voltados ao atendimento integral da população idosa e de outras áreas de média e alta complexidade, que concentram grande demanda do SUS.

Ao todo, o hospital realizou cerca de 220 mil atendimentos no último ano, beneficiando mais de 120 mil pessoas.

Os recursos são destinados a projetos previamente aprovados por órgãos competentes, como os programas voltados à Infância e ao Idoso, além de iniciativas enquadradas na Lei de Incentivo à Reciclagem (LIR) e no Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon).

“A doação pelo IR é uma forma de exercer cidadania. O contribuinte não paga nada a mais por isso e ainda participa ativamente do fortalecimento da saúde pública”, reforça Ramos.

Criador de rede de academias une tecnologia e experiênciacomo frequentador para expandir o conceito de bem-estarno Brasil

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Force One tem unidades no Paraná, Santa Catarina e São
Paulo e já projeta novos saltos de expansão para 2026 .


Aos 34 anos, Renan Pedroche carrega no discurso a serenidade de quem construiu com
método e visão, e no olhar a inquietação típica dos empreendedores que nunca consideram
uma obra concluída. Fundador e CEO da Force One, uma das redes de academias que
mais crescem no Sul do Brasil, ele transformou uma inquietação pessoal (a percepção de
um setor carente de gestão profissional) em um negócio que hoje soma 20 unidades entre
Paraná, Santa Catarina e São Paulo e já projeta novos saltos de expansão para 2026.
Criada em 2016, na cidade de Cianorte, no interior paranaense, a Force One nasceu
distante dos grandes centros, mas desde o início carregou um projeto de escala. Apenas
nos últimos seis meses, quatro novas unidades foram inauguradas em Curitiba, movimento
que elevou os investimentos na capital para mais de R$ 30 milhões no período. Agora, a
marca se prepara para avançar sobre novas praças estratégicas, com duas inaugurações
confirmadas em Maringá e Chapecó, cidades-polo onde a rede já opera e vem colhendo
resultados positivos do público.
Não é só abrir portas. A estratégia de Pedroche passa por impor um padrão. Ao instalar
uma nova unidade, a Force One não se adapta ao espaço: ela o transforma. Arquitetura,
tecnologia, equipamentos e conceito de treinamento seguem uma mesma cartilha, pensada
para garantir escala sem abrir mão da experiência. As academias contam com
equipamentos de musculação importados, salas amplas para modalidades variadas,
climatização com sistema de renovação de ar, catracas com reconhecimento facial, botão
de chamada nos aparelhos, balança de bioimpedância conectada e ambientes dedicados a
treinos de alta demanda, como o Black Hiit, inspirado no crossfit, e o Spinning Tech, com
aulas imersivas.
Toda essa estrutura é integrada ao Force One App, que concentra treinos personalizados,
acompanhamento nutricional e histórico de desempenho. A proposta é estender a
experiência da academia para além do espaço físico, criando um vínculo contínuo com o
aluno e usando a tecnologia como aliada nos cuidados com a forma física e a qualidade de
vida.

Visão
Esse modelo reflete uma leitura pragmática de mercado. “A pandemia ressignificou o
cuidado com a saúde e impulsionou o segmento de bem-estar como um dos mais
relevantes do mercado. Isso também atraiu muitos investidores e provocou uma expansão
acelerada no número de academias. Mas agora, só vai permanecer quem tiver serviço de
verdade e estiver atento ao cliente”, afirma Pedroche.
Observador atento dos movimentos do setor, ele acredita que a academia do futuro será
menos um espaço de máquinas e mais um hub de saúde. “As pessoas não buscam só
resultados físicos, mas conexão, apoio e um estilo de vida com propósito”, diz. Na sua
visão, o próximo passo da indústria passa por integrar serviços como nutrição, fisioterapia e
conteúdos digitais. Pedroche também antecipa um novo ciclo de crescimento a partir de
2026, impulsionado pela popularização do GLP-1, substância usada no combate à
obesidade, que deve levar uma nova geração de usuários a enxergar o exercício físico
como complemento indispensável.
A trajetória até aqui começou de forma simples. Frequentador assíduo de academias desde
a adolescência, Pedroche passou anos observando o funcionamento interno do setor.
“Como cliente, percebi o quanto esse mercado era mal gerido, e vi oportunidade onde a
maioria via rotina”, relembra. Com experiências anteriores em administração, decidiu
estruturar a Force One já como uma rede, e não como uma academia isolada. A segunda
unidade, inaugurada em um centro urbano maior, nasceu com conceito replicável e foco em
escala.
Preço acessível
O modelo de negócios parte de um princípio claro: preço acessível não precisa significar
serviço limitado. “Não somos apenas low cost. Trabalhamos com eficiência operacional,
mas entregamos uma experiência que muitas academias premium não conseguem
oferecer. O nosso modelo é baixo custo com alto valor”, define. O discurso se materializa
em academias amplas, bem equipadas e tecnologicamente integradas, onde cada detalhe,
da entrada à execução do treino, é pensado para reduzir fricções e aumentar a satisfação
do cliente.
Para os próximos dez anos, Pedroche projeta um salto ainda maior. O plano é levar a
marca para mais estados e consolidar um ecossistema próprio que reúna treinos, nutrição,
dados biométricos e conteúdo digital em uma única plataforma. “Não queremos ser apenas
uma rede de academias. Queremos ser um ecossistema de saúde e qualidade de vida, com
propósito claro”, afirma.

Em um setor cada vez mais competitivo, a história de Renan Pedroche se confunde com a
própria transformação do mercado de academias no Brasil: menos improviso, mais gestão;
menos promessa vazia, mais entrega.