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Projeto de estudantes do Ensino Médio propõe jardins flutuantes para recuperação de lagos urbanos

Um projeto desenvolvido por estudantes do Ensino Médio em Londrina (PR) apresenta uma alternativa sustentável e de baixo custo para a despoluição de lagos urbanos. A proposta, chamada Garden EcoFlut, utiliza jardins flutuantes com sistema de biofiltração natural para melhorar a qualidade da água e restaurar ecossistemas aquáticos.

O modelo consiste em módulos flutuantes de um metro quadrado, construídos com materiais reutilizados, como madeira e garrafas plásticas, reduzindo custos e impactos ambientais. A iniciativa foi criada pelos estudantes Gustavo Campos e Sofia Gastaldim, que começaram a desenvolver a ideia no 9º ano do Ensino Fundamental, em 2025, no Colégio Positivo – Londrina.

Em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente os de Vida na Água e de Energia Limpa e Acessível, a iniciativa oferece uma saída prática e eficiente para a limpeza da água. “A ideia foi inspirada em um problema enfrentado no Lago Igapó, que é um cartão postal de Londrina, mas pode ser replicada em outros locais da cidade e do mundo”, explica Sofia.

O projeto

A proposta consiste em criar estruturas flutuantes sustentáveis, feitas com materiais de baixo custo. Sobre essa base, os alunos projetaram um sistema de biofiltração em camadas, composto por argila expandida, areia, carvão ativado e plantas aquáticas, como aguapé, caniço, junco.

Cada camada desempenha um papel importante no processo de limpeza da água. A argila expandida retém partículas maiores e abriga microrganismos benéficos; a areia realiza a filtragem fina e reduz a turbidez; o carvão absorve poluentes dissolvidos e toxinas; e as plantas aquáticas completam o processo, absorvendo nutrientes e poluentes diretamente da água.

O resultado é um ciclo natural e contínuo de purificação, que melhora a qualidade da água, elimina odores e devolve a vitalidade ao ambiente. Além do impacto ambiental, o sistema inclui sensores para medir o pH, a temperatura e a oxigenação, permitindo acompanhar os resultados em tempo real e ampliar o potencial científico do projeto. “A ideia dos jardins flutuantes é sustentável, bonita e acessível. Pode ser aplicada em diferentes contextos e escalas, contribuindo para a recuperação de lagos e rios no mundo todo”, destacam os estudantes.

Estruturas semelhantes já eram utilizadas pela civilização asteca no século XIV, nas chamadas chinampas, usadas para cultivo agrícola em áreas alagadas. Alguns dos mais famosos jardins flutuantes atuais são o de Dal Lake, na Índia, e do rio Chicago, nos Estados Unidos.

O projeto Garden EcoFlut faz parte da pré-incubadora da instituição, ambiente de formação empreendedora que permite aos alunos percorrer todas as etapas da inovação, do diagnóstico à prototipagem e validação. Com a mentoria dos professores biólogos Juliana Coppi e João Danillo Soares, os estudantes estruturaram tecnicamente a proposta e testaram sua viabilidade.

A escola é atualmente a única instituição privada do Paraná credenciada pelo Sistema Estadual de Ambientes Promotores de Inovação (Separtec), voltado ao estímulo do protagonismo estudantil e da educação empreendedora. “Quando levamos ideias como essa para o ambiente educacional, mostramos aos estudantes que ciência, inovação e responsabilidade ambiental caminham juntas”, aponta a professora Juliana.

Cenário brasileiro

O Brasil possui um histórico preocupante no tratamento de água e saneamento básico. Segundo o estudo Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil de 2025, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, ainda há aproximadamente 34 milhões de brasileiros que não acessam sistemas formais de água e mais de 90 milhões sem coleta e tratamento de esgotos (dados de 2023).

Outro problema é a água tratada perdida, ou seja, desperdiçada por vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados. A água perdida poderia abastecer 54 milhões de brasileiros por um ano, de acordo com o Instituto.

Esforço que traz resultados

A iniciativa dos estudantes garantiu uma posição de destaque: o Garden EcoFlut foi vencedor do 2º Smart Cities Hackathon – edição Turismo Inteligente, realizado durante o Festival Internacional de Inovação de Londrina. A maratona reuniu 80 participantes, organizados em 23 equipes, a maioria formada por universitários. Com a conquista, os estudantes receberam incubação e aceleração em diversos ambientes, como UEL, IBM e PUC, além de mentorias, trilhas de capacitação e premiação de R$ 3 mil.

A equipe também já participou da final estadual do Desafio Liga Jovem 2025, a maior competição nacional de empreendedorismo e tecnologia estudantil, organizada pelo Sebrae. Agora, os estudantes foram aprovados na primeira etapa de seleção do Hackathon Smart Agro 2026, concurso de inovação na área da biotecnologia. A edição deste ano tem como tema “Transforme sua Pesquisa em uma Startup”.

“O Lago Igapó é um patrimônio da nossa cidade. Cuidar dele é cuidar de Londrina. Com o Garden EcoFlut, queremos mostrar que pequenas ideias podem gerar grandes transformações”, finalizam os estudantes.

Paraná é o primeiro estado do Brasil a integrar dados de mais de 300 municípios na Wikitravel

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Paraná é o primeiro estado do Brasil a integrar dados de mais de 300 municípios na Wikitravel

Iniciativa posiciona o estado como modelo na adoção de tecnologia para gestão e promoção turística

A Federação das Instâncias de Governança Regional do Turismo do Paraná (FEIGTUR‑PR) acaba de oficializar uma parceria para utilizar a tecnologia Wikitravel.ai como plataforma oficial de informações turísticas do estado. Com a decisão, o Paraná torna-se o primeiro estado brasileiro a integrar oficialmente e de forma completa o inventário das 18 Instâncias de Governança Regional (IGRs) em uma única ferramenta digital. 
 
O anúncio foi feito no início da tarde da última sexta-feira (27), em reunião paralela à programação da Smart City, fórum internacional de inovação urbana que aconteceu em Curitiba. Estela Mara Rosa, presidente da FEIGTUR‑PR, reforçou que a parceria envolve a incorporação de informações sobre mais de 300 municípios paranaenses à plataforma, reunindo dados sobre a estrutura e os atrativos turísticos. 
 
Desenvolvida pela TZ Systems, empresa do Grupo Schultz, a Wikitravel.ai é uma plataforma baseada em inteligência artificial que organiza e democratiza o acesso às informações turísticas. Com gestão direta dos destinos, os dados são organizados de forma padronizada, multilíngue e acessível ao público, o que transforma a plataforma em um repositório oficial de informações, acessível tanto para o viajante quanto para os profissionais do turismo.
 
Além disso, a iniciativa fortalece a governança compartilhada, prevista na Lei Geral do Turismo, e posiciona o Paraná como estado‑modelo na adoção da tecnologia para gestão e promoção turística. Presente ao anúncio oficial, Aroldo Schultz, CEO e fundador do Grupo Schultz e um dos idealizadores da Wikitravel, celebrou a parceria como uma importante ferramenta para o avanço estrutural do turismo. “O Paraná cumpriu integralmente a regionalização do turismo prevista na legislação”, destaca. “Ver uma solução desenvolvida no estado liderando esse processo é gratificante e mostra que a tecnologia pode apoiar a gestão pública e a promoção dos destinos de forma organizada”, afirmou. 
 
A adoção da Wikitravel.ai irá ampliar a visibilidade dos destinos paranaenses, incluindo os que são menos conhecidos, permitindo que pequenas e médias cidades passem a competir em igualdade de condições no ambiente digital. A expectativa é que o modelo seja replicado em outras unidades da federação, que já estão em processo de negociação, o que ampliará o alcance da iniciativa em nível nacional.
 
Sobre o Grupo Schultz

Criado há 40 anos, o Grupo Schultz é uma das mais completas empresas turísticas do Brasil, integrada pelas operações da Vital Card (seguro-viagem), Schultz Vistos (vistos de turismo, estudos, trabalho e negócios), TZ Seguros (corretora de seguros para empresas de turismo), TZ System (tecnologia), Schultz Portugal e Schultz Operadora. 

Além de sua sede, que está localizada em Curitiba, na capital paranaense, a empresa possui filiais e representantes nas principais cidades brasileiras.

Legenda da foto: Aroldo Schultz, CEO e fundador do Grupo Schultz e um dos idealizadores da Wikitravel, Estela Mara Rosa, presidente da FEIGTUR‑PR, e Edelar Luiz Comparin, atual presidente da ADETUR Rotas do Pinhão. Foto divulgação.

Aposta de tendência com paletas multifuncionais e acessórios “cool”, Boticário inova com Make B. Blend & Fusion

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Aposta de tendência com paletas multifuncionais e acessórios “cool”, Boticário inova com Make B. Blend & Fusion

Novidades reforçam o conceito “all in one” da maquiagem e incluem versões compactas com design funcional, ideais para retocar ao longo do dia

Make B., marca de maquiagem do Boticário apresenta Blend & Fusion,ampliando seu portfólio com produtos que traduzem um dos principais movimentos do universo da beleza: a multifuncionalidade. Com foco em praticidade, versatilidade e design, os lançamentos foram pensados para acompanhar diferentes momentos da rotina, com soluções completas em poucos produtos – tendência que tem ganhado destaque nas redes sociais, segundo a WGSN* em 2025, e viralizado em conteúdos de maquiagem no TikTok, com a hashtag #ButterSkin.

A principal novidade é a Make B. Palette Multifuncional Blend & Fusion, que reúne 12 cores e conta com fórmula cream to powder, textura cremosa e acabamento semi-matte que se transforma em pó ao toque da pele. Versátil, a paleta possibilita criar o rosto completo, podendo ser usada como base, corretivo, bronzer, contorno, blush, iluminador e sombra, além de permitir a criação de camadas e a combinação de tons para personalizar o acabamento. O lançamento chega em duas versões: Soft Fusion e Deep Blend, desenvolvidas para atender diferentes tonalidades de pele.

Complementando o portfólio com sofisticação, a marca apresenta também a Make B. Mini Palette Blend & Fusion Clip, versão compacta que une maquiagem e acessório em um único item. Com acabamento metálico, espelho interno e um clip funcional, o produto pode ser preso em bolsas ou nécessaires, reforçando o apelo “on the go” e acompanhando a tendência de itens que transitam entre beleza e estilo. Com duas cores e textura cremosa multifuncional, a mini paleta pode ser usada nos lábios, bochechas e olhos, sozinha ou combinada para criar efeito iluminado, ideal para retoques ao longo do dia.

“Hoje, a maquiagem acompanha uma rotina mais dinâmica, em que as pessoas buscam menos etapas e mais liberdade para experimentar. Blend & Fusion nasce desse contexto, propondo um novo jeito de se relacionar com os produtos, mais intuitivo, modular e conectado com a individualidade de cada um. É sobre ter menos itens, mas com muito mais possibilidades.”, explica Ariela Bonemer, Diretora de Maquiagem do Grupo Boticário.

Os lançamentos de Make B. Blend & Fusion estão disponíveis nas lojas físicas e canais digitais do Boticário em todo o Brasil com até 20% off. Também é possível fazer pedidos pelo WhatsApp pelo número 0800 744 0010 – número oficial e seguro. O consumidor pode ainda localizar o revendedor mais próximo acessando o canal Encontre O Boticário.

Serviço:

Make B. Palette Multifuncional Blend & Fusion – Preço sugerido: R$179,90
Tons disponíveis: Deep Blend e Soft Fusion 

Make B. Mini Palette Blend & Fusion Clip – Preço sugerido: R$89,90
Tons disponíveis: Rose Fusion e Brown Blend 

Sobre O Boticário

O Boticário é uma empresa brasileira de cosméticos e marca primogênita do Grupo Boticário. A marca de beleza mais amada e preferida dos brasileiros* foi inaugurada em 1977, em Curitiba (Paraná), e tem a maior rede franqueada** de Beleza e Bem-estar do Brasil com pontos de venda em 1.650 cidades brasileiras e com presença em 15 países. O Boticário conta com um amplo portfólio composto por itens de perfumaria, maquiagem e cuidados pessoais e está presente nos canais de loja, venda direta e e-commerce. Comprometida com as pessoas e o planeta, a marca possui o maior programa de logística reversa em pontos de coleta do Brasil, o Boti Recicla, além de fazer parte do movimento Diversa Beleza – um compromisso com a beleza livre de estereótipos – e não realizar testes em animais.    

Fontes: 

*Kantar, Worldpanel Division, LinkQ On-line, campo realizado durante o mês de dezembro de 2023. Total no Brasil: 9.079 lares. Marcas de Beleza são produtos, como perfumaria, cuidados com a pele e maquiagem;

** Associação Brasileira de Franchising (ABF). Ranking das 50 maiores redes de franquias do Brasil por número de unidades de 2022.

Brazmix Importações amplia portfólio do Grupo SPN e leva linha DELLARES para as lojas da Rede Unipreço

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Brazmix Importações amplia portfólio do Grupo SPN e leva linha DELLARES para as lojas da Rede Unipreço

A Rede de Farmácias Unipreço vem ampliando seu portfólio com a inclusão de produtos importados que passam a integrar o mix das lojas físicas e do marketplace da rede. A iniciativa faz parte da estratégia de expansão do ecossistema do Grupo SPN, que por meio da Brazmix Importações, braço responsável pela importação de produtos, vem estruturando novas linhas voltadas ao consumo cotidiano.

Entre os destaques está a chegada da linha DELLARES, marca de utilidades domésticas importadas que estreia na rede com a chaleira elétrica silver, produto que passa a ser vendido em todas as unidades da Unipreço. A linha marca a entrada da rede em uma nova frente de negócios, ampliando a presença da farmácia também em itens de conveniência para o dia a dia da casa.

A chaleira elétrica possui capacidade de até 1,8 litro e potência de 1500 watts, acabamento em aço inox, alça com isolamento térmico e sistema de segurança que impede o contato do circuito elétrico com a água e está sendo vendida pelo valor de R$ 69,90 a unidade.

A linha DELLARES foi criada com foco em praticidade, preços competitivos e forte apelo promocional, trazendo produtos voltados à rotina residencial. Entre as próximas novidades da marca está o lançamento de balanças de peso, que também deverão chegar em breve às lojas da rede.

A Brazmix Importações integra o guarda-chuva do Grupo SPN e atua no desenvolvimento e importação de marcas próprias para diferentes categorias de consumo. A estratégia busca ampliar a competitividade do grupo por meio da importação direta, permitindo maior controle de margem, diversidade de produtos e preços mais acessíveis ao consumidor.

Além da linha DELLARES, o portfólio da Brazmix inclui outras marcas que já circulam nas lojas da rede, como a Bellafio, com acessórios femininos de alta rotatividade, como elásticos de cabelo; e, em breve, chegará para toda rede da Unipreço a marca Savedent, uma linha de higiene oral com escovas de dente e enxaguantes bucais.

Com a ampliação dessas linhas, a Rede de Farmácias Unipreço reforça seu posicionamento como um ambiente de compra cada vez mais completo, combinando produtos de saúde, bem-estar e utilidades domésticas em suas lojas e também em seus canais digitais. 

Sobre a Rede de Farmácias Unipreço

Fundada em 2011, a Rede Unipreço é uma empresa paranaense do varejo farmacêutico com atuação consolidada na grande Curitiba e no litoral do Estado. Com mais de 60 unidades em operação, a rede combina modelo de megalojas, estrutura moderna e portfólio ampliado de produtos e serviços, incluindo manipulação de medicamentos, testes rápidos, aplicação de vacinas e atendimento clínico.

Reconhecida pelo posicionamento competitivo em preços e pelo atendimento humanizado, a Rede de Farmácias Unipreço alia escala, eficiência operacional e proximidade com a comunidade. O conceito de Sangue Verde, que traduz o DNA da marca, representa o compromisso permanente com acessibilidade, cuidado e construção de relações de confiança com seus clientes.

A marca é a pioneira e integra o Grupo SPN, uma holding estratégica multissetorial que reúne 12 marcas sob um mesmo propósito: cuidar das pessoas e gerar resultados consistentes. Estruturado como um ecossistema empresarial, o grupo sustenta seu crescimento por meio de gestão estratégica, desenvolvimento humano e integração entre empresas. Enquanto a Unipreço atua na ponta do varejo, o Grupo SPN assegura governança, solidez financeira e visão de longo prazo para todo o conjunto de operações.

https://www.instagram.com/farmaciasunipreco

https://campanhaunipreco.com.br

Chega a Entre Rios, em Guarapuava, o curso de empreendedorismo gratuito que oferece a chance de ganhar capital semente

Formação presencial inclui consultoria individual e vai beneficiar empreendedores de Entre Rios

Começam no dia 6 de abril no distrito de Entre Rios, em  Guarapuava, as aulas do Projeto MEGA 2026, Movimento Empreendedorismo Gerando Alternativas 

O curso, totalmente gratuito, será realizado no Projeção Projetos Jovem em Ação com aulas presenciais a partir das 18h30, e oferece formação empreendedora, consultoria individual e a possibilidade de os participantes receberem capital semente de R$ 1.500 para investir no próprio negócio.

Faça sua inscrição no  link  abaixo: 

https://forms.gle/JBxELEiESstvs2S99

 O MEGA é uma iniciativa da organização social GERAR (Geração de Emprego, Renda e Apoio ao Desenvolvimento Regional), que nasceu em Guarapuava e  há  mais de 20 anos transforma vidas por meio da qualificação profissional e da empregabilidade.

O projeto já beneficiou mais de  5 mil pessoas no Paraná e mais de 200 em Blumenau, Santa Catarina, promovendo geração de renda, fortalecimento de pequenos negócios e inclusão produtiva por meio do empreendedorismo.

Voltado a jovens e adultos a partir de 18 anos, com negócio próprio ou ideia de empreendimento, o MEGA oferece 32 horas de formação presencial, distribuídas ao longo de oito dias de aula, além de dois meses de consultoria individual após o encerramento do curso. Os conteúdos abordam gestão, marketing, precificação, estruturação e formalização do negócio.

Os três participantes com melhor desempenho e presença integral em cada turma recebem incentivo financeiro de R$ 1.500, destinado exclusivamente ao desenvolvimento do empreendimento. Ao longo da formação, os alunos também recebem apostila, bloco de notas, caneta, camiseta, lanche e uma logomarca personalizada, sem nenhum custo, além de certificado de conclusão.

De acordo com Valquíria Crispim, coordenadora do Projeto MEGA, o diferencial da capacitação está na combinação entre técnica e desenvolvimento humano. “O MEGA atende tanto quem já empreende quanto quem sonha em começar. Além do conteúdo prático, o projeto trabalha autoestima, confiança e visão de futuro, fatores que fazem diferença na trajetória dos participantes”, afirma.

Após a inscrição, a equipe do projeto entra em contato com os selecionados para orientar sobre os próximos passos e confirmar a participação.

Serviço

Projeto MEGA, Movimento Empreendedorismo Gerando Alternativas em Entre Rios- Guarapuava

Data de início: 

 Horário: das 18h30 às 22h30
Local: Projeção Projetos Jovem em Ação 

 Endereço: Rua Pedro Lustosa de Siqueira Netto, 707 Colônia Vitória, Entre Rios 

Dúvidas ou mais informações:

 Valquíria Crispim: (41) 99905-1757

Instagram: @mega.gerar

Foto: Divulgação

Opinião: Ensino integral não é solução para todos os problemas da educação

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*Damila Bonato

Aulas, atividades extracurriculares, serviços, tempo livre, brincadeiras: o combo do ensino integral, que ganhou força legítima na agenda pública ao longo dos últimos anos, representa, de fato, um avanço significativo para a qualidade do ensino oferecido nas escolas brasileiras. Em muitas redes, esse modelo é visto como uma resposta para reduzir desigualdades, ampliar experiências pedagógicas e dar suporte às famílias. Não podemos, entretanto, tratá-lo como uma panaceia. Embora ajude, o ensino integral não resolve sozinho todos os problemas profundos da educação no país. E, para que gere impacto real, precisa andar de mãos dadas com outros fatores, como qualidade de ensino, formação docente, infraestrutura, gestão e políticas socioeconômicas mais amplas.

Já sabemos, com respaldo da ciência, que aumentar o tempo na escola tende a provocar efeitos no processo de ensino e aprendizagem. Esses efeitos, contudo, não são sempre positivos, mas variáveis. Dependem enormemente de como esse tempo adicional é usado no contexto do ambiente escolar. Estudos recentes mostram resultados mistos. O relatório do Banco Interamericano de Desenvolvimento sobre dias e jornadas estendidas sintetiza estudos de diferentes países e conclui que, embora os efeitos em aproveitamento acadêmico sejam modestos, há benefícios em redução de abandono escolar e gravidez na adolescência, além de  ganhos socioemocionais quando o tempo extra inclui uma programação bem desenhada.

A fórmula do ensino integral parece ser intuitiva: ter mais horas na escola permite abranger mais conteúdo e oferecer reforço, atividades socioemocionais e atendimento diferenciado. Mas a experiência mostra que tempo sem direção pedagógica é só mais tempo de ocupação. Um espaço ampliado replicando aulas tradicionais ou despejando crianças em atividades mal planejadas pode até ampliar a fadiga, tanto de professores quanto de estudantes. A diferença está sempre na qualidade da concepção e da execução — não apenas na duração do dia escolar.

Há ainda outras camadas que o ensino integral não resolve sozinho. Desigualdade material (falta de saneamento, insegurança alimentar, moradias precárias) e precariedade da formação inicial de professores, por exemplo, corroem qualquer tentativa de melhora apenas ampliando o horário. Em contextos de extrema vulnerabilidade, é imprescindível que o tempo adicional venha associado a programas de saúde, alimentação, acompanhamento psicológico e, sobretudo, formação docente continuada. Caso contrário, corre-se o risco de empilhar medidas com efeito marginal.

Por fim, é preciso observar o que é mais adequado para cada faixa etária e etapa escolar. Na primeira infância e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, por exemplo, há uma necessidade de tempo para brincar e vivenciar interações ricas – porque isso estimula habilidades como linguagem, autocontrole e aprendizagem complexa. Artigos como o paper Learning through Play, da LEGO Foundationsintetizam evidências de que atividades lúdicas favorecem autorregulação, linguagem e habilidades sociais. Isto posto, se uma rede amplia o tempo mas o transforma em um checklist acadêmico mecanicista, retirando liberdade para brincar e para atividades investigativas, pode estar minando o desenvolvimento integral das crianças mais novas. E o mesmo cuidado precisa ser aplicado a outras etapas da jornada escolar.

A experiência mostra que iniciativas de contraturno produzem resultados mais consistentes quando são construídas a partir da escuta ativa de professores e famílias. Nesses casos, o tempo adicional na escola deixa de ser apenas uma extensão da carga horária e passa a cumprir uma função pedagógica clara, com impacto real no desenvolvimento dos estudantes. Na ausência desse planejamento compartilhado, há o risco de que o contraturno se limite a ocupar tempo, acrescentando horas pouco qualificadas a uma rotina escolar já intensa.

*Damila Bonato é gerente de Marketing e Produto da Aprende Brasil Educação.

Opinião: O “Olhar Clínico” do professor vale mais que terabytes de dados

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Cesar Cunha*

Esqueça, por um momento, os robôs humanoides que circulam pelos corredores do ExCeL London e os óculos de realidade mista que prometem “teletransportar” a sala de aula. A apresentação mais disruptiva da Bett UK 2026 não veio de uma big tech do Vale do Silício, nem envolvia hardware de última geração. Ela veio de um slide estático, projetado em uma sala escurecida, que ousou dizer o que muitos de nós pensávamos, mas temíamos verbalizar diante da “ditadura da IA”.

No palco, a especialista Dawn Taylor, autora de “Behind the Algorithm”, apresentou o conceito de “The Empathetic Eye” (O Olhar Empático). Mas não se deixe enganar pelo nome suave. O que Taylor fez foi uma defesa técnica e brutal da cognição humana.

Durante anos, ouvimos que a Inteligência Artificial liberaria o professor para “ser mais humano”. O clichê dizia: “A IA ensina, o professor mentora”. Taylor implodiu essa noção. A tese dela? O que fazemos em sala de aula não é mágica, nem apenas “amor”. É uma ciência diagnóstica de alto nível que máquina nenhuma consegue replicar.

Para entender a provocação, bastou olharmos para a parte do telão que trazia a legenda “Domínio da IA”, com a imagem de uma câmera fria, focada em métricas. Velocidade. Precisão. Output.

A IA é fantástica para responder ao quê. O aluno acertou a questão 4? Sim. Quanto tempo ele levou? 12 segundos. A nota dele subiu? 5%. Isso é o que chamamos de “Performance”. É o dado bruto, o cadáver da aprendizagem, dissecado em uma planilha do Excel. Se a educação fosse apenas acertar o gabarito, nós, professores, estaríamos extintos.

Mas a realidade da sala de aula não cabe numa planilha. E foi aqui que a plateia – repleta de educadores que seguravam seus celulares para fotografar o slide como se fosse uma revelação religiosa – prendeu a respiração.

No lado direito do slide, sob cores quentes e orgânicas, estava o “Olho do Professor”. A frase central de Taylor deve ser impressa e colada na porta da sala dos professores de todo o Brasil: 

“This is not intuition. This is expertise.” (Isso não é intuição. Isso é expertise.)

Parem de chamar o que vocês fazem de “faro” ou “instinto”. Quando você olha para um aluno e sabe que algo está errado, seu cérebro está processando milhares de microdados comportamentais que a IA ignora. Taylor listou o que a máquina não vê, mas o professor diagnostica em segundos:

  1. A hesitação: o aluno acertou a resposta, mas o cursor do mouse tremeu. Ele olhou para o lado antes de responder? A IA atribui nota 10 à resposta correta. O professor sabe que aquele 10 é inseguro e que o conteúdo não foi consolidado.
  2. A evitação: O aluno que vai ao banheiro toda vez que começa a aula de matemática. Para o sistema, trata-se de uma “ausência não computada”. Para o professor, é ansiedade matemática ou medo do fracasso.
  3. A fragilidade mascarada: talvez o ponto mais crucial da palestra. O slide destacava: “Distinguishing high performance that masks fragility” (distinguir alta performance que mascara fragilidade). A IA adora o “aluno nota 10”. Mas só o professor percebe quando esse aluno nota 10 está à beira de um burnout, paralisado pelo perfeccionismo ou estudando apenas para a prova, sem aprender nada de fato.

Em 2026, estamos afogados em dashboards e relatórios analíticos. Mas Dawn Taylor nos lembrou que a educação acontece nas entrelinhas. A IA vê o pixel; o professor vê a pintura. A IA mede a persistência como “tempo de tela ativo”. O professor distingue se esse tempo é de esforço produtivo ou se o aluno está travado, olhando para o vazio, prestes a desistir (o que o slide chama de ‘Withdrawal’).

A mensagem que levo de Londres para o Brasil não é para jogarmos os computadores fora. A “Lente da IA” é útil para corrigir provas em massa e gerar gráficos bonitos. Deixem que ela faça o trabalho braçal. Mas a nossa valorização profissional não virá de competir com a máquina em “quem sabe mais conteúdo”. Nossa sobrevivência e nossa relevância dependem de assumirmos nossa identidade como especialistas em comportamento humano.

Nós somos os únicos capazes de ler a sala. Somos os únicos capazes de validar se o “Risco” (Risk-taking) que um aluno assume ao dar uma resposta criativa (e errada) vale mais do que a resposta certa e segura que o algoritmo premiaria.

Ao sair do auditório, enquanto a multidão se dispersava para ver o próximo robô, olhei novamente para a foto que tirei do slide. A tecnologia avançou muito, mas em 2026, a “tecnologia” mais avançada na sala de aula ainda é aquela massa cinzenta atrás dos olhos do professor. E, felizmente, essa tecnologia não precisa de atualização de software. Ela só precisa ser reconhecida não como magia, mas como a ciência complexa que realmente é.

*Cesar Cunha é diretor-geral da Tom Educação.

Mercado imobiliário fecha 2025 com recorde de lançamentos e vive expectativa de redução de juros

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Senior Index aponta crescimento de 7,3% no VGV e mercado projeta expansão para 2026

O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com desempenho positivo, contrariando expectativas de retração diante do patamar elevado da taxa básica de juros, próxima de 15% ao longo do ano. Dados consolidados do Senior Index, indicador proprietário da Senior Sistemas que acompanha o segmento de médio e alto padrão, em conjunto com as estatísticas oficiais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostram que o setor manteve crescimento em lançamentos, vendas e preços, sustentado por políticas públicas habitacionais, demanda reprimida e estratégias de adaptação das empresas.

Segundo a CBIC, 453.005 unidades residenciais foram lançadas em 2025, alta de 10,6% em relação a 2024, estabelecendo um recorde histórico. As vendas somaram 426.260 unidades, crescimento de 5,4% na mesma base de comparação. O Valor Geral de Vendas (VGV) anual atingiu R$ 264,2 bilhões, com avanço de 3,5%. No quarto trimestre, o ritmo permaneceu consistente, com 109.439 unidades vendidas e forte contribuição do Sudeste.

Resiliência em um ambiente de crédito restritivo

Mesmo com o custo do financiamento pressionado pela Selic elevada, o desempenho do mercado foi sustentado por fatores estruturais. O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas em 2025, com crescimento anual de 13,5% e 15,9%, respectivamente. Regiões fora do eixo tradicional também ganharam protagonismo: o Norte registrou aumento de 68,8% nos lançamentos do quarto trimestre ante igual período de 2024, enquanto o Nordeste avançou 27,4% no mesmo indicador.

No segmento de médio e alto padrão, os dados do Senior Index 2025 reforçam a leitura de resiliência seletiva. O índice aponta crescimento nacional de 7,3% no Valor Geral de Vendas, aumento de 5,0% na quantidade de unidades comercializadas e valorização média de 10,4% no preço do metro quadrado. O Nordeste se destacou com alta de 27,1% no VGV, enquanto o Sudeste liderou a valorização de preços, com avanço de 12,7% no valor do metro quadrado.

A análise por padrão de produto indica mudança no perfil da demanda. No médio padrão, o VGV cresceu 5,2%, alinhado à média nacional. Já o alto padrão apresentou desempenho superior, com alta de 8,9% no VGV e 5,5% no número de unidades, sinalizando maior busca por imóveis de maior valor agregado, mesmo em um ambiente de juros elevados.

Preços em alta e mercado ativo

Os indicadores de preços corroboram o cenário de demanda contínua. O índice FipeZap acumulou valorização próxima de 8% nos 12 meses até abril de 2025, ritmo acima da inflação no período, indicando capacidade do mercado de repassar custos e preservar margens em determinados segmentos e regiões. Apartamentos e condomínios concentraram cerca de 77% das receitas imobiliárias, refletindo a preferência por moradia urbana e produtos verticais.

“O ano de 2025 serviu como uma prova clara da resiliência estrutural do mercado imobiliário brasileiro diante de um ciclo de juros elevados. Historicamente, um ambiente que teria reduzido de forma significativa a demanda e o nível de atividade do setor. A capacidade de adaptação das empresas, aliada à existência de demanda reprimida e ao papel dos programas habitacionais, sustentou um crescimento que muitos analistas consideravam improvável”, afirma o diretor do segmento Construção da Senior, Marcos Malagola.

Perspectivas para 2026: transição para um novo ciclo

As projeções para 2026 indicam um ambiente mais favorável. A CBIC estima crescimento de 2,0% no PIB da construção, apoiado pela expectativa de estabilização e possível redução gradual da Selic, volume recorde de recursos do FGTS destinados à habitação e metas ampliadas do MCMV, que projeta até 3 milhões de unidades nos próximos anos.

No longo prazo, estimativas de mercado apontam expansão gradual do setor imobiliário brasileiro, com o tamanho do mercado passando de cerca de US$ 128,6 bilhões em 2025 para US$ 160,6 bilhões até 2034, a uma taxa média anual próxima de 2,5%. Para analistas, a combinação de juros menos restritivos, maior sofisticação dos modelos de negócio e demanda habitacional estrutural cria as bases para um novo ciclo de crescimento mais equilibrado a partir de 2026.

Segundo o diretor, a leitura para os próximos anos é construtiva, ainda que cautelosa. “A melhora das condições de financiamento prevista para 2026, somada à experiência adquirida pelos agentes do setor em operar sob juros elevados, sugere que estamos à beira de um novo ciclo, possivelmente menos volátil e mais orientado pela demanda real do que por estímulos pontuais”, diz. Os dados de 2025 reforçam uma leitura central: longe de um movimento homogêneo, o mercado imobiliário brasileiro mostrou capacidade de adaptação em um dos ambientes macroeconômicos mais desafiadores dos últimos anos, com ganhos relevantes em regiões e segmentos específicos — e sinais claros de preparação para uma nova fase de expansão.

“Embora os desafios persistam, especialmente no acesso ao crédito para famílias de renda média, a trajetória recente indica que o setor imobiliário está em processo de ajuste. Os dados apontam que 2026 pode marcar um ponto de inflexão relevante, com bases mais sólidas para um crescimento sustentável”, completa o executivo.

Collabs viram estratégia de crescimento e impulsionam inovação no mercado de alimentos

Parcerias entre marcas ampliam público, geram produtos inéditos e fortalecem posicionamento

Durante décadas, a inovação na indústria de alimentos esteve associada principalmente a novos sabores e tecnologias de produção. Nos últimos anos, porém, um movimento estratégico tem ganhado protagonismo: as collabs entre marcas — parcerias que unem identidade, público e expertise para criar produtos inéditos.

A tendência vem se consolidando em diferentes setores, da moda à gastronomia, como uma forma de gerar relevância e ampliar o alcance das empresas. Levantamento da Orbit Data Science indica que 66% dos consumidores aprovam collabs entre marcas, evidenciando o potencial de engajamento desse tipo de iniciativa. Já dados do Instituto QualiBest apontam alta intenção de compra em produtos cocriados, que pode ultrapassar 40%, dependendo da categoria e da afinidade com o público.

Na prática, a lógica é simples: ao se unirem, as marcas somam forças e audiências, ampliam sua visibilidade e acessam novos consumidores. Além disso, criam um diferencial competitivo difícil de replicar — a combinação entre novidade e exclusividade, atributos cada vez mais valorizados em um mercado altamente competitivo.

É nesse contexto que surge a parceria entre a carioca Brownie do Luiz e a Barion, indústria paranaense fundada em 1960, com fábrica em Colombo (PR). A collab deu origem ao Ovo de Chocolate com Brownie, que combina chocolate ao leite e creme de avelã da Barion com pedaços do brownie original da marca carioca, criando um contraste entre maciez e intensidade. O lançamento integra a linha sazonal de Páscoa 2026 e terá edição limitada.

Para Luiz Felipe Rondinelli, sócio da Brownie do Luiz, uma parceria só faz sentido quando há coerência entre as marcas. “Precisa existir sinergia, um fio condutor que justifique a collab para o consumidor. No nosso caso, ambos trabalhamos com o chocolate como protagonista”, afirma.

Ele destaca ainda o papel estratégico da iniciativa na expansão geográfica da marca. “A Barion surgiu em um momento em que buscávamos crescer no Sul. A parceria funciona como um atalho para acessar um público que ainda não nos conhecia”, diz.

Já para Fernanda Barion, diretora de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento, o lançamento reforça a estratégia da empresa de inovar por meio de parcerias. “Tanto a Barion quanto a Brownie do Luiz valorizam textura, intensidade e experiência. Esse collab é o encontro de duas receitas que se complementam e têm forte apelo junto ao consumidor”, aponta.

Com produção limitada a 5 mil unidades, o produto será vendido nas lojas físicas da Barion — na fábrica, em Colombo, e em Curitiba (Tarumã e Avenida República Argentina) — além do e-commerce da marca.

Collabs como estratégia de crescimento

Mais do que uma ação de posicionamento, as collabs vêm sendo tratadas como uma estratégia concreta de crescimento. “Eu penso em venda quando avalio uma parceria. Não é só branding. É importante que exista retorno para que possamos repetir esse processo”, destaca Luiz.

Ao longo de sua trajetória, a Brownie do Luiz acumulou parcerias com empresas de diferentes segmentos, incluindo colaborações com grandes marcas e operações no food service. Segundo ele, a estratégia permite ampliar o alcance e testar novos mercados com mais agilidade.

“As collabs ajudam a acessar novas fatias de público e tornam o produto mais acessível. É um atalho para chegar a consumidores que talvez não conheceriam a marca de outra forma”, afirma.

Collabs também valorizam identidade regional

Outra parceria da Barion reforça o potencial das collabs de conectar tradição e memória afetiva. A empresa se uniu à Bala de Banana de Antonina, produto com Indicação Geográfica e forte vínculo cultural no Paraná.

O resultado é um ovo de chocolate que incorpora pedaços da bala na casca e mantém o doce em sua versão original no interior do produto. “Para nós, foi um presente unir duas empresas tão tradicionais do Paraná em um produto que entrega não só um sabor inusitado, mas também memória afetiva às famílias”, afirma Fernanda.

Mais do que tendência

A avaliação dos executivos é que as collabs devem seguir em expansão. Em um cenário competitivo, elas permitem lançar produtos com mais agilidade, testar mercados e construir narrativas mais relevantes para o consumidor.

“Ao unir criatividade, estratégia e conexão emocional, as collabs deixam de ser apenas uma tendência e passam a ocupar um papel central na forma como as marcas inovam e crescem”, conclui Fernanda.

Sobre a Barion

Fundada em 1960, a Barion é uma das marcas mais tradicionais do setor de chocolates e produtos derivados de cacau do Brasil, com uma trajetória marcada por inovação e qualidade. A empresa possui fábrica em Colombo (PR), lojas próprias e está presente em milhares de pontos de varejo. A marca oferece um portfólio amplo, que inclui chocolates, wafers, biscoitos, pão de mel, creme de avelã e itens sazonais, como os tradicionais ovos de Páscoa. A empresa emprega mais de 400 colaboradores.

Sobre o Brownie do Luiz

O Brownie do Luiz nasceu de forma intuitiva, com vendas realizadas ainda no ambiente escolar, e rapidamente conquistou público pela qualidade e sabor dos produtos. O crescimento da marca ganhou impulso após uma exposição em programa de televisão, que gerou aumento significativo da demanda e evidenciou o potencial do negócio.

A partir desse momento, a empresa passou por um processo de profissionalização, estruturando a produção e ampliando os canais de venda. Inicialmente focada em encomendas diretas, expandiu sua atuação por meio de parcerias com restaurantes na zona sul do Rio de Janeiro e, posteriormente, adaptou sua operação para ganhar escala sem abrir mão do caráter artesanal.

Atualmente, a marca está presente nos principais mercados do Sudeste, além das regiões Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Conta com loja física no Leblon (RJ), e-commerce próprio, vendas diretas via WhatsApp e presença em marketplaces como Amazon e Mercado Livre. 

JBS registra receita recorde de US$ 86,2 bi e fecha 2025 com US$ 2 bi de lucro líquido

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JBS registra receita recorde de US$ 86,2 bi e fecha 2025 com US$ 2 bi de lucro líquido

Pilgrim’s Pride, JBS Austrália e Seara foram destaque; ganho por ação de US$ 1,89 apresenta crescimento de 15% no ano passado. O desempenho foi impulsionado pela expansão dos resultados operacionais, maior disciplina na alocação de recursos e foco em geração de valor para os acionistas

A JBS registrou receita líquida recorde de US$ 86 bilhões no resultado de 2025, alta de 12% comparado com 2024. Em reais, o montante chega perto de meio trilhão. O lucro líquido cresceu 15% no período, consolidado em US$ 2 bilhões no ano. Os principais motores desses resultados anuais foram as operações da Pilgrim’s Pride, JBS Austrália e Seara, que atuaram com forte expansão e geração de valor.

A performance do ano comprova a resiliência da estratégia global multiproteína e multiplataforma da Companhia, que resulta em disciplina e agilidade em diferentes contextos de mercado. A JBS reportou EBITDA ajustado IFRS de US$ 6,8 bilhões e margem EBITDA de 7,9% no consolidado de 2025.

“Encerrar 2025 com um crescimento de 15% na receita — o maior da nossa história — comprova a força e a resiliência da nossa plataforma diversificada, tanto em proteínas quanto em geografias. Ao mesmo tempo, o avanço de 15% no lucro reforça a consistência da nossa execução, sustentando margens robustas e a nossa capacidade de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

A solidez dos resultados ao longo de 2025 também se refletiu na evolução do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que foi de 25% nos últimos 12 meses. Comparado com o resultado consolidado de 2024, o indicador avançou 3,2 pontos percentuais.

O desempenho foi impulsionado pela expansão dos resultados operacionais, maior disciplina na alocação de recursos e foco em geração de valor para os acionistas. O lucro por ação (EPS, earning per share) registrou salto de 15% comparado com 2024 e fechou 2025 em US$ 1,89.

A alavancagem em dólar encerrou o ano em 2,39 vezes, em linha com a meta de longo prazo da companhia e estável em relação ao 3T25. Além desse indicador, a JBS possui um confortável cronograma de amortizações, sem vencimentos relevantes de dívida previstos até 2031 e com um custo de dívida altamente competitivo, com cupons até 2032 posicionados abaixo das taxas dos Treasuries dos Estados Unidos.

Para Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, os resultados de 2025 comprovam a eficiência da Companhia e a disciplina da alocação de capital. “Nossa estratégia permitiu manter nossa alavancagem entre 2x e 3x, e trabalhar com um perfil de dívida extremamente alongado. Isso nos traz segurança financeira e liquidez necessárias para atravessar a volatilidade dos ciclos e continuar entregando retornos sólidos aos nossos investidores.” No acumulado do ano, o fluxo de caixa livre totalizou US$ 400 milhões.

Unidades de negócios

Pilgrim’s Pride

Com margem EBITDA de 15,2% no ano, a Pilgrim’s Pride continuou crescendo apoiada na força de suas operações e uma gestão disciplinada. O portfólio in natura foi beneficiado por uma forte demanda no mercado americano e a diversificação por meio de ofertas de produtos com marca alcançou um feito histórico com a Just Bare, batendo US$ 1 bi em vendas. Nas operações da Europa e México os resultados continuaram a apresentar melhora, com otimização fabril, integração da gestão e um melhor mix de produtos. 

JBS Austrália

A JBS Austrália apresentou margem EBITDA de 11,3%, reflexo do crescimento dos volumes no mercado interno e externo. O segmento de carne bovina foi o principal motor da rentabilidade. A melhora de preços e volumes compensaram o aumento de 20% no custo de bovinos em 2025, de acordo com a Meat & Livestock Australia (MLA). Os segmentos de carne suína e salmão também apresentaram margens melhores, impulsionados pela execução operacional e maior produtividade.

Seara
A Seara registrou margem EBITDA de 16,9% em 2025, impulsionado pelo maior volume de exportação de sua história, apesar das restrições temporárias em mercados-chave como China e Europa, e desempenho de vendas no mercado interno. O crescimento das vendas e volumes foi a resposta de uma forte execução comercial, a consolidação contínua da marca e a inovação constante, agregando maior valor ao portfólio. Entre as inovações com valor agregado, a marca lançou a linha Seara Protein, refeições congeladas com maior teor de proteína, linha de produtos para preparo na Air Fryer, além de snacks em parceria com a Netflix.

JBS Brasil
Com margem EBITDA de 6,2% no ano, a JBS Brasil apresentou forte crescimento de receita. A Friboi registrou o maior volume de processamento de sua história, reflexo da forte demanda e a expansão no mercado externo, como também a força da marca, uma sólida execução comercial, a melhoria nos níveis de serviço e a contínua oferta de produtos de valor agregado por meio do Friboi+ no mercado interno. A Friboi foi mais uma vez reconhecida como Top of Mind, vencendo na categoria de carnes pela sexta vez consecutiva e na categoria churrasco pela segunda vez consecutiva, reforçando sua liderança no Brasil.

Beef North America

Nos Estados Unidos, a JBS Beef North America alcançou receita recorde de US$ 28 bilhões em 2025, sustentada pela demanda firme nos Estados Unidos. O setor de bovino segue com preços em patamares historicamente elevados, como reflexo da menor disponibilidade de animais em meio ao atual ciclo pecuário americano. O rebanho é o menor em 75 anos.

Além disso, as importações de bovinos vivos do México sofreram restrições a partir de maio de 2025, por causa de questões sanitárias, impactando o abastecimento do mercado nos Estados Unidos. 

JBS USA Pork

A JBS USA Pork registrou receita líquida recorde no ano, de US$ 8,4 bi. O desempenho foi impulsionado por uma demanda sólida e pela expansão do portfólio de produtos de marca e de valor agregado no mercado interno e também na exportação. Durante o ano, a Companhia anunciou a expansão da produção de bacon pré-cozido e salsichas para café da manhã (breakfast sausage) por meio da aquisição de uma fábrica em Iowa, bem como da construção de uma nova unidade anunciada no mesmo estado.

“A Companhia está entregando crescimento e valor, com disciplina financeira. A alta lucratividade é um reflexo do acerto da estratégia e da excelência da execução de nosso time”, afirmou Tomazoni. 

Sobre a JBS no PR

A JBS possui operação em 11 cidades do Paraná, entre fábricas e centros de distribuição das unidades de negócios, conta com mais de 14 mil colaboradores em todo o Estado e mais de 2.500 produtores rurais integrados. No Brasil, a JBS é uma das maiores empregadoras do país, com 158 mil colaboradores. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação: Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre muitas outras, que chegam todos os dias às mesas de consumidores em 190 países. A empresa investe em negócios correlacionados, como couros, biodiesel, colágeno, envoltórios naturais, soluções em gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transportes, com foco na economia circular.

Sobre a JBS

A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 282 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. Saiba mais em jbsglobal.com/