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Ressignificar para recomeçar

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Páscoa simboliza encerramento de ciclos e destaca importância do recomeço na saúde emocional

A Páscoa, tradicionalmente associada a significados religiosos, também carrega um simbolismo profundo no campo da psicologia. O período convida à reflexão sobre ciclos de vida, encerramentos e recomeços, não apenas no sentido literal, mas especialmente no que diz respeito aos processos internos que precisam ser finalizados para dar espaço ao novo.

Na prática clínica, é comum observar a dificuldade das pessoas em encerrar fases que já não fazem mais sentido. Relacionamentos esvaziados, padrões emocionais que geram sofrimento, culpas antigas e até versões de si mesmas que já não correspondem à realidade atual permanecem ativos por apego ao que é conhecido, mesmo quando isso causa dor.

“Recomeçar exige coragem, mas encerrar também exige, e muitas vezes encerrar dói ainda mais”, explica o psicólogo Luti Christóforo. Segundo ele, existe uma tendência natural da mente humana em buscar segurança no que é previsível, ainda que isso represente sofrimento emocional.

Um exemplo recorrente na clínica é o de pessoas que permanecem por anos em relações sem conexão emocional. “Muitos preferem uma dor conhecida a um vazio desconhecido. O medo da incerteza acaba sendo maior do que o desconforto da permanência”, afirma o especialista.

Outro caso comum envolve a dificuldade de se libertar de culpas do passado. Mesmo após reconstruírem suas vidas, algumas pessoas continuam presas a erros antigos, como se não tivessem o direito de seguir em frente. “Deixar o passado ‘morrer’ pode ser interpretado como abrir mão de uma parte da própria identidade, o que torna o processo ainda mais difícil”, destaca.

De acordo com o psicólogo, o sofrimento não está apenas na dor vivida, mas na resistência em encerrar ciclos. A Páscoa, sob essa perspectiva, reforça a ideia de que não existe transformação sem perda. “Não existe renascimento sem uma morte simbólica. E essa morte pode representar o fim de uma fase, de um papel ou até de uma versão antiga de si mesmo”, explica.

O processo de recomeço também envolve o enfrentamento do luto, que não se restringe à perda de pessoas. Ele pode surgir na perda de sonhos, projetos ou identidades. Esse luto precisa ser vivido e elaborado para que a pessoa consiga avançar de forma saudável.

“Recomeçar dói, mas permanecer no que não faz mais sentido adoece”, afirma Luti. Segundo ele, insistir em ciclos encerrados pode aumentar a ansiedade, reduzir a autoestima e gerar uma sensação constante de estagnação, afastando a pessoa de si mesma.

Por outro lado, quando há a decisão consciente de encerrar um ciclo, mesmo com dor, abre-se espaço para novas possibilidades. Esse novo não precisa ser imediato ou perfeito, mas precisa ser verdadeiro. Nesse contexto, a ressignificação surge como um caminho para integrar o passado sem que ele continue determinando o presente.

“A Páscoa nos convida a olhar para dentro, reconhecer o que já cumpriu seu papel e permitir que isso se encerre. O maior desafio não é começar de novo, é ter coragem de deixar para trás o que já não faz sentido”, conclui.

O especialista reforça que esse processo exige maturidade emocional, autoconhecimento e, em muitos casos, apoio profissional. “Existem processos internos que não conseguimos atravessar sozinhos. Refletir com honestidade sobre o que precisa ser encerrado pode ser o primeiro passo para um novo ciclo mais saudável”, finaliza.

Serviço: Luti Christóforo

Psicólogo clínico

(41) 99809-8887

@luti.psicologo

lutipsicologo@gmail.com

YouTube.com/@lutipsicologo

Periculosidade em motos

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Nova portaria define regras claras para pagamento de adicional e reduz insegurança jurídica nas empresas

Após mais de uma década de debates judiciais e interpretações divergentes, a regulamentação do adicional de periculosidade para trabalhadores que utilizam motocicletas ganhou novos contornos no Brasil. A mudança ocorre com a publicação da Portaria MTE nº 2.021/2025, que altera a Norma Regulamentadora nº 16 e estabelece critérios objetivos para o pagamento do adicional de 30% aos empregados que utilizam motocicletas em suas atividades profissionais.

A medida impacta diretamente empresas de diversos setores, especialmente aquelas que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho ou meio de locomoção para execução das atividades. Para o advogado trabalhista Luiz Henrique Cunha, a nova regra traz maior previsibilidade jurídica. “Após anos de incerteza, a regulamentação define com mais clareza quando o adicional é devido, reduzindo conflitos e interpretações divergentes que geraram um volume significativo de ações trabalhistas”, afirma.

A controvérsia teve início em 2014, quando a Lei nº 12.997 alterou a Consolidação das Leis do Trabalho para incluir como atividade perigosa o trabalho realizado com motocicletas. Na época, a regulamentação foi questionada judicialmente por entidades empresariais, sob o argumento de ausência de debate adequado entre governo, empregadores e trabalhadores. O resultado foi um cenário de insegurança jurídica, com decisões judiciais distintas e empresas adotando práticas diferentes em relação ao pagamento do adicional.

Com a nova portaria, o Ministério do Trabalho e Emprego busca encerrar esse impasse. A norma estabelece um período de adaptação de 120 dias e passa a ser obrigatória a partir de abril de 2026. O principal avanço está na definição objetiva das situações em que o adicional deve ser pago.

De acordo com a regulamentação, o adicional de 30% será devido quando o trabalhador utilizar motocicleta de forma habitual como ferramenta de trabalho, especialmente em atividades que exigem deslocamento frequente em vias públicas, como vendedores externos, técnicos, entregadores e profissionais de monitoramento. “O ponto central é a habitualidade do uso da motocicleta na atividade profissional, independentemente de o veículo ser da empresa ou do próprio trabalhador”, explica o especialista.

Por outro lado, a norma também delimita situações em que o adicional não se aplica, como no deslocamento entre residência e trabalho, uso eventual da motocicleta ou atividades realizadas exclusivamente em áreas privadas ou vias não abertas à circulação pública. A regulamentação também exclui casos envolvendo veículos que não exigem habilitação ou emplacamento.

Além do impacto financeiro na folha de pagamento, a nova regra reforça a necessidade de gestão de riscos nas empresas. O uso de motocicletas está associado a elevados índices de acidentes e pode gerar responsabilização do empregador. “Mais do que cumprir a obrigação legal, é fundamental investir em prevenção, com fornecimento de equipamentos de proteção, treinamentos e manutenção adequada dos veículos”, destaca Cunha.

Com a entrada em vigor prevista para 2026, empresas têm a oportunidade de revisar processos internos, mapear funções que exigem o uso de motocicletas e avaliar os impactos da nova regra. A adequação antecipada pode evitar passivos trabalhistas e fortalecer a segurança nas operações.

“A nova portaria representa um marco importante ao encerrar um longo período de incertezas. Agora, o desafio das empresas será transformar essa clareza normativa em práticas seguras e sustentáveis no ambiente de trabalho”, conclui.

Serviço: Manso & Cunha Advogados

Luiz Henrique Cunha OAB/al 8.399

Advogado especialista em Direito do Trabalho Empresarial

@mansoecunhaadvogados

Ortodontia invisível cresce 60% ao ano no Brasil e impulsiona clubes de benefícios

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ClearCorrect lança programa inédito que oferece vantagens, educação e ferramentas de crescimento para profissionais que trabalham com alinhadores transparentes

Ortodontia invisível cresce 60% ao ano no Brasil e impulsiona clubes de benefícios

ClearCorrect lança programa inédito que oferece vantagens, educação e ferramentas de crescimento para profissionais que trabalham com alinhadores transparentes

A ortodontia invisível — que utiliza alinhadores transparentes e tecnologia digital para corrigir a posição dos dentes — cresce cerca de 60% ao ano no Brasil, segundo a Associação Paulista de Ortodontia. Esse avanço aumenta a demanda por soluções tecnológicas nas clínicas e por iniciativas que beneficiem também os pacientes, tornando os tratamentos mais acessíveis.

Nesse contexto, a ClearCorrect, que é uma das maiores fabricantes de alinhadores ortodônticos transparentes do mundo, acaba de anunciar no Brasil o ClubClear, um programa de benefícios para fortalecer o relacionamento com ortodontistas parceiros e com potencial para impulsionar o crescimento das clínicas. A iniciativa é inédita no país: nenhuma outra marca possui um programa estruturado de benefícios dedicado a profissionais que utilizam suas soluções. O ClubClear funciona como uma solução estratégica de fidelização. Quanto mais o dentista utiliza os alinhadores ClearCorrect, mais benefícios ele acumula, incluindo suporte e recursos que aprimoram a qualidade do atendimento, o que se traduz em tratamentos mais previsíveis, confortáveis e com uma experiência ainda melhor para os pacientes. 

“A proposta vai além de um programa tradicional de fidelidade. O ClubClear foi desenvolvido para acelerar o crescimento de consultórios odontológicos, oferecendo ferramentas que ajudam a otimizar processos, ampliar a base de pacientes e aumentar a rentabilidade de clínicas. E ao reduzir custos para os ortodontistas, também beneficia os pacientes, tornando os tratamentos mais acessíveis”, explica o Vice-presidente da ClearCorrect, Michele Sassano. 

Um dos recursos disponíveis e que ajuda pacientes interessados em conhecer melhor esses benefícios é o localizador oficial de dentistas da ClearCorrect, ferramenta que conecta pacientes interessados em iniciar tratamento com alinhadores a parceiros credenciados à marca em sua região. Segundo a empresa, estar listado nessa solução aumenta a exposição de clínicas, facilitando o acesso dos pacientes a tratamentos modernos e discretos.

Estratégia para fidelizar e expandir o mercado

Para a ClearCorrect, o ClubClear tem papel estratégico no Brasil. O programa busca fortalecer o relacionamento com ortodontistas, aumentar o engajamento com a marca e estimular o crescimento no número de tratamentos realizados com alinhadores.

“Ao oferecer benefícios, educação continuada e reconhecimento profissional, incentivamos dentistas a adotarem os alinhadores de forma recorrente, ampliando o acesso de pacientes a tratamentos mais acessíveis e eficientes”, finaliza Michele.

Sobre a ClearCorrect

A ClearCorrect é uma das principais marcas de alinhadores transparentes para tratamentos ortodônticos do mundo. A integrante do grupo suíço Straumann está presente no Brasil desde 2018, se consolidando no primeiro mercado fora dos Estados Unidos, com produção concentrada em fábrica própria em Curitiba (PR). O sistema da ClearCorrect promove a movimentação dentária por meio de pressões exercidas em determinadas regiões da arcada, resultando na remodelação óssea, além de levar à correção da má-oclusão com a elaboração de um planejamento ortodôntico virtual. Mais informações em www.clearcorrect.com.br.

Leão exige atenção

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Com prazo já definido, especialistas orientam contribuintes a se organizarem para evitar erros e cair na malha fina

Com a chegada do período de declaração do Imposto de Renda, que começa por volta de 23 de março e segue até abril, contribuintes de todo o país entram em alerta para evitar inconsistências que possam levar à temida malha fina. A organização antecipada e o envio correto das informações são fundamentais para garantir tranquilidade durante o processo.

De acordo com o contador Danilo Fermino, da Flow Contabilidade, empresa familiar com mais de 51 anos de atuação, já na terceira geração, o principal erro ainda está na falta de planejamento. “O contribuinte precisa entender que o Imposto de Renda não começa em março, ele é construído ao longo do ano. Quem deixa para a última hora corre mais riscos de esquecer informações e cometer erros”, afirma.

Segundo ele, a Flow Contabilidade atua de forma completa, indo além da contabilidade tradicional, com serviços como BPO financeiro, gestão de marcas e patentes e assinatura digital, o que permite acompanhar o cliente de maneira estratégica e preventiva ao longo de todo o ano.

Para ajudar os contribuintes, o especialista elenca orientações práticas que podem fazer a diferença no momento da declaração.

Entre as principais recomendações está reunir toda a documentação com antecedência, como informes de rendimentos, recibos médicos, comprovantes de despesas com educação e extratos bancários. A ausência ou inconsistência desses dados é uma das principais causas de retenção na malha fina.

Outro ponto essencial é declarar todos os rendimentos, inclusive aqueles considerados secundários, como trabalhos freelancers, aluguéis ou aplicações financeiras. A omissão de receita é um dos erros mais graves e facilmente identificada pelo cruzamento de dados da Receita Federal.

Também é fundamental ter atenção ao informar despesas dedutíveis. Gastos médicos, por exemplo, precisam ser comprovados e devem estar alinhados com os dados declarados pelos profissionais de saúde. Valores divergentes geram alertas automáticos no sistema.

A escolha do modelo de declaração, simplificado ou completo, deve ser feita com critério. Muitas pessoas optam automaticamente pelo simplificado, mas, dependendo do volume de despesas dedutíveis, o modelo completo pode ser mais vantajoso.

Além disso, revisar todos os dados antes do envio é uma etapa indispensável. Informações incorretas, como CPF errado de dependentes ou erros de digitação, podem gerar pendências desnecessárias.

Outro cuidado importante é evitar deixar a entrega para os últimos dias. O sistema da Receita costuma ficar congestionado, aumentando o risco de falhas no envio e dificultando eventuais correções dentro do prazo.

Por fim, Danilo reforça que a transparência é sempre o melhor caminho. “A informação correta, clara e bem documentada é o que garante segurança para o contribuinte. Tentar omitir ou ajustar dados pode parecer uma solução rápida, mas quase sempre gera problemas futuros”, alerta.

Com o avanço da tecnologia e o cruzamento cada vez mais preciso de dados pela Receita Federal, o nível de exigência aumentou. Por isso, contar com orientação especializada pode ser um diferencial importante para evitar prejuízos e garantir conformidade fiscal.

Serviço: Flow Contabilidade

Danilo Fermino

Contador CRC PR 078065/O-2

(41) 99727-8762

@danilofermino

danilo@orconsil.com.br

www.flowcontabilidadedigital.com.br

Grupo Technocoat tem vagas abertas em produção e logística no Paraná e Santa Catarina

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Indústria movimenta economias regionais ao investir em capacitação de mão de obra local e priorizar contratação de moradores das cidades em que atua

Em meio a um ciclo de expansão e evolução de processos, o Grupo Technocoat tem reforçado suas iniciativas voltadas ao desenvolvimento de pessoas, qualificação profissional e fortalecimento da cultura organizacional. A companhia, que atua no setor industrial com soluções para o mercado de papel e embalagens, tem ampliado investimentos em treinamento, formação interna e novas ferramentas de gestão de desempenho.

O movimento acompanha o crescimento da empresa e a necessidade de preparar as equipes para um cenário de transformação operacional e tecnológica. Entre as iniciativas recentes está a adoção de plataformas digitais voltadas à capacitação dos colaboradores, que disponibilizam conteúdos técnicos e comportamentais para diferentes áreas da organização. A proposta é ampliar o acesso à qualificação e apoiar a evolução profissional dentro da própria empresa, especialmente em funções estratégicas para a operação industrial.

Crescimento interno

Na área de produção, por exemplo, a companhia prioriza o desenvolvimento interno de profissionais. Muitos colaboradores ingressam na empresa em funções iniciais e, ao longo do tempo, recebem treinamento para assumir posições de maior responsabilidade, como a operação de equipamentos industriais.

“Buscamos valorizar quem já está dentro da empresa. Em muitas situações, os operadores são formados internamente, a partir de profissionais que iniciaram como auxiliares e foram se desenvolvendo com o apoio das lideranças e das áreas técnicas”, explica Camila Hilgemberg Ferreira, da área de Pessoas e Cultura do Grupo Technocoat.

Além das capacitações técnicas, a empresa também trabalha na implementação de ferramentas estruturadas de avaliação de desempenho e no fortalecimento de iniciativas voltadas à cultura organizacional, com apoio de consultorias especializadas. A proposta é consolidar, nos próximos ciclos, processos mais estruturados de acompanhamento e desenvolvimento de carreira.

Vagas em produção e logística no Sul do país

Em meio ao atual ciclo de crescimento, o Grupo Technocoat está com vagas abertas, principalmente nas áreas de produção e logística. As oportunidades estão concentradas na unidade de Araucária (PR), com posições também em Telêmaco Borba (PR) e Otacílio Costa (SC), reforçando a expansão das operações e a necessidade de novos profissionais.

A estratégia de atração de talentos prioriza a contratação de moradores das regiões onde a empresa atua, contribuindo para o fortalecimento da economia local e a redução de deslocamentos. As vagas contemplam diferentes perfis e níveis de experiência, incluindo jovens em início de carreira e profissionais mais experientes. A empresa também destaca seu pacote de benefícios, que inclui vale-mercado de até R$ 600, plano de saúde Unimed, refeições no local para colaboradores em turno, auxílio farmácia, convênios com academias e incentivos à prática esportiva. Além disso, o Grupo Technocoat também oferece parceria com o Sistema FIEP (Sesi, Senai e IEL), que conta com descontos em educação, serviços de saúde/segurança do trabalho e consultorias.

As oportunidades contemplam diferentes perfis profissionais e faixas etárias, incluindo jovens em início de carreira e profissionais mais experientes que buscam ingressar ou retornar ao setor industrial.

Os interessados podem conferir as oportunidades e se candidatar pelo site: https://technocoat.selecty.com.br/

O Grupo Technocoat

Há três décadas no setor papeleiro, o Grupo Technocoat está instalado em Telêmaco Borba e Araucária, no Paraná, e em Otacílio Costa, em Santa Catarina. Com investimentos contínuos em tecnologia de ponta e na capacitação de colaboradores, a empresa oferece produtos e serviços focados em inovação e sustentabilidade, respeitando boas práticas de segurança, higiene e uso de produtos químicos. Seus produtos são produzidos a partir de fontes renováveis e certificadas pelo FSC – Conselho de Manejo Florestal.

Protagonismo pessoal e profissional

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Reflexão sobre silêncio e medo de agir inspira debate sobre, tema central do livro Deixe de Ser Bunda Mole

A omissão nem sempre se apresenta como fraqueza. Muitas vezes ela vem disfarçada de prudência, educação ou até maturidade. Foi refletindo sobre esse comportamento comum na vida de muitas pessoas que o empresário e autor Fefo Miléo passou a abordar, em palestras e em seu livro Deixe de Ser Bunda Mole, o impacto do medo de agir nas decisões pessoais e profissionais.

Segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), cerca de 30% das empresas brasileiras encerram suas atividades antes de completar cinco anos. Entre os fatores mais apontados por especialistas estão falhas de gestão, falta de planejamento e dificuldade na tomada de decisões estratégicas. Para Miléo, porém, existe um elemento silencioso que costuma passar despercebido, a omissão diante de escolhas importantes.

“A omissão muitas vezes se esconde atrás de boas justificativas. A pessoa diz que está esperando o momento certo, que precisa se preparar mais ou que não quer se expor. Mas, no fundo, é medo de agir”, afirma o autor. Segundo ele, esse comportamento aparece em diferentes áreas da vida, desde relacionamentos até oportunidades de carreira e negócios.

Miléo observa que muitas pessoas passam anos acreditando que prudência significa silêncio e que maturidade significa esperar. “Existe uma geração inteira que aprendeu a não incomodar, a não ocupar espaço, a não pedir. Só que o mundo real funciona de outra forma. Quem não se posiciona acaba deixando que outros decidam por ele”, explica.

No livro Deixe de Ser Bunda Mole, o autor propõe justamente uma ruptura com esse padrão de comportamento. A obra reúne reflexões e provocações diretas para estimular uma postura mais ativa diante da vida. “Não é sobre ser agressivo ou imprudente. É sobre assumir responsabilidade pelas próprias escolhas e parar de terceirizar a própria vida para o medo ou para a aprovação dos outros”, diz.

Para Miléo, reconhecer as próprias omissões é um passo importante para o amadurecimento. Ele afirma que muitas decisões que deixamos de tomar acabam se transformando em aprendizados importantes. “Todo mundo tem histórias de momentos em que ficou em silêncio quando deveria ter falado, ou deixou passar oportunidades por insegurança. O importante é transformar essas experiências em consciência e ação”, destaca.

Na avaliação do autor, coragem não significa ausência de medo, mas disposição para agir mesmo quando ele está presente. “O medo quase nunca desaparece antes da decisão. Ele diminui depois que você se move. Quando a pessoa entende isso, percebe que viver com mais atitude é a única forma de construir uma história que realmente faça sentido”, conclui Fefo Miléo.

Serviço: Fefo Milléo 

Psicólogo, escritor e palestrante

@fefomilleo

Preço certo, negócio saudável

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Precificação estratégica na gastronomia é decisiva para a sustentabilidade do restaurante e para a percepção de valor do cliente

Em um cenário de custos elevados, alta concorrência e consumidor cada vez mais atento, a precificação correta deixou de ser apenas uma questão financeira e passou a ser fator determinante para a sobrevivência dos restaurantes. Definir o preço de um prato envolve muito mais do que somar ingredientes, é uma decisão estratégica que impacta margem de lucro, posicionamento de marca e experiência do cliente.

Segundo Edher Brandão, especialista em gestão gastronômica e à frente da ConceptFood, muitos estabelecimentos ainda erram ao basear preços apenas na concorrência ou na intuição. “Quando o restaurante não conhece seu custo real, trabalha no escuro. A precificação precisa considerar ficha técnica, desperdício, impostos, encargos, aluguel, equipe e margem planejada. Sem isso, o empresário pode vender muito e ainda assim ter prejuízo”, explica.

Levantamentos do setor mostram que a alimentação fora do lar representa uma parcela significativa do orçamento das famílias brasileiras, o que aumenta a sensibilidade do consumidor ao preço. Ao mesmo tempo, insumos como proteínas, laticínios e hortifrúti sofreram oscilações relevantes nos últimos anos, pressionando o caixa dos restaurantes. Nesse contexto, precificar corretamente é encontrar equilíbrio entre sustentabilidade financeira e percepção justa de valor.

Para o cliente, o preço também comunica qualidade e posicionamento. Valores muito baixos podem gerar desconfiança sobre procedência e padrão do produto, enquanto preços elevados sem justificativa clara afastam o público. “Preço não é apenas número, é mensagem. Ele precisa refletir proposta, experiência, atendimento e padrão de entrega. Quando isso está alinhado, o cliente entende e aceita”, destaca Edher.

Outro erro comum é não atualizar a precificação periodicamente. Custos variam, fornecedores mudam, desperdícios aumentam ou diminuem, e o cardápio evolui. A ausência de revisão pode corroer a margem de lucro silenciosamente. Uma gestão profissional acompanha indicadores como CMV, ticket médio e margem de contribuição para manter o negócio saudável.

A precificação estratégica também permite promoções inteligentes, combos rentáveis e cardápios mais equilibrados, favorecendo tanto o fluxo de caixa quanto a satisfação do consumidor. “O restaurante precisa ganhar dinheiro de forma estruturada, e o cliente precisa sentir que está pagando um valor justo pelo que recebe. Quando essa equação fecha, o relacionamento se fortalece”, afirma.

Em um mercado onde muitos empreendimentos fecham antes de completar cinco anos, gestão técnica e controle financeiro são diferenciais competitivos. Precificar corretamente não é aumentar preço, é organizar o negócio para crescer com consistência e gerar valor real.

Serviço: ConceptFood

Gestão de restaurantes

Edher Brandão

41 99143-0049

@edher.brandao
conceptfood.adm@outlook.com
Rua: Mateus Leme, 531, andar superior, Curitiba, Paraná. 

Processar não é condenar: o risco de transformar investigação em punição antecipada

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Advogado alerta para o dilema entre segurança pública e garantias constitucionais em meio ao aumento de prisões cautelares e debates nos tribunais superiores

O avanço da criminalidade e a pressão social por respostas mais duras do Estado reacenderam um dilema central no sistema penal brasileiro, como equilibrar segurança pública e garantias constitucionais. Em meio a discussões recentes no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça sobre prisões cautelares, produção de provas e nulidades processuais, especialistas defendem que processar alguém não pode significar, na prática, antecipar uma condenação.

O advogado criminalista Jefferson Nascimento da Silva, OAB PR 86.750, afirma que o debate ganhou força diante do número expressivo de pessoas presas sem condenação definitiva no país. “A prisão cautelar é medida excepcional, não pode ser utilizada como resposta automática ao clamor social. Quando o processo ignora o contraditório e a ampla defesa, o risco de erro judicial aumenta significativamente”, destaca.

Dados do sistema prisional brasileiro indicam que uma parcela relevante da população carcerária é composta por presos provisórios, ou seja, pessoas que ainda aguardam julgamento. Esse cenário gera impacto direto não apenas sobre o acusado, mas também sobre famílias, mercado de trabalho e estrutura social. A privação de liberdade antes da condenação definitiva, quando aplicada de forma indiscriminada, pode produzir danos irreversíveis.

Outro ponto sensível envolve o chamado “túnel investigativo”, quando a investigação direciona esforços para confirmar uma hipótese inicial, limitando a produção de provas que poderiam favorecer o investigado. Para Jefferson, esse é um dos maiores riscos ao devido processo legal. “A Constituição garante ampla defesa, contraditório e presunção de inocência. Se a defesa não pode produzir prova ou se a investigação ignora elementos que contrariem a tese acusatória, o processo perde legitimidade”, afirma.

O debate se intensifica em um contexto de políticas públicas voltadas ao endurecimento penal. Para o advogado, a busca por eficiência repressiva não pode atropelar garantias fundamentais previstas no artigo 5º da Constituição. “Defender alguém não é defender crime. É defender a Constituição e garantir que ninguém seja punido sem prova robusta e julgamento justo. O sistema penal só é legítimo quando respeita regras claras e assegura julgamento justo. Punir sem prova robusta compromete a confiança na Justiça”, ressalta.

Decisões recentes dos tribunais superiores têm reforçado a necessidade de fundamentação concreta para decretação e manutenção de prisões preventivas, além de reafirmar o direito da defesa à produção de provas. Essas discussões refletem uma tensão permanente entre a urgência por segurança e a preservação do Estado de Direito.

Para Jefferson Nascimento da Silva, o caminho não está na flexibilização das garantias, mas na qualificação das investigações e no fortalecimento do processo penal. “Uma condenação só é justa quando construída com base em prova sólida, contraditório efetivo e respeito à presunção de inocência. Porque julgamentos justos não protegem apenas o acusado. Eles protegem toda a sociedade.”, conclui.

Serviço: Jefferson Nascimento da Silva

Advogado Criminalista, OAB/PR 86.750

(41) 98400-6686

@jeeffeh

jeffe.adv@gmail.com

Rua Conselheiro Laurindo, 600 – sala 1006/1007, Centro, Curitiba/PR.

Banhos Espirituais em Alta

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Práticas energéticas personalizadas buscam tratar a raiz espiritual de problemas emocionais e cotidianos

A busca por equilíbrio emocional e espiritual tem levado cada vez mais pessoas a recorrer a práticas ancestrais de cuidado energético. Entre elas, os banhos espirituais africanos têm ganhado espaço como alternativa para quem deseja reorganizar energias, aliviar tensões e compreender melhor bloqueios que se manifestam na vida pessoal, afetiva ou profissional.

De acordo com a taróloga e espiritualista Dafne Ribeiro, esses banhos são indicados a partir de uma consulta espiritual, geralmente realizada por meio do jogo de búzios. “O jogo permite identificar a origem energética ou espiritual de determinadas dificuldades que a pessoa está enfrentando. A partir dessa leitura é possível indicar um banho específico que vai atuar na raiz daquele problema”, explica.

Segundo ela, muitas pessoas procuram orientação quando sentem que a vida está travada ou quando enfrentam dificuldades recorrentes. Situações como problemas financeiros, conflitos afetivos, insônia, nervosismo constante ou sensação de caminhos fechados estão entre as queixas mais comuns no consultório espiritual.

A especialista explica que cada ferramenta espiritual tem uma função diferente no processo de orientação. “As cartas mostram os acontecimentos e situações que estão acontecendo na vida da pessoa no plano terreno. Já os búzios ajudam a compreender as causas espirituais dessas situações e indicam quais caminhos podem ser seguidos para reorganizar a energia”, afirma.

Após a consulta, quando há indicação, o banho espiritual é preparado de forma personalizada. O material é enviado pronto para a pessoa realizar o ritual em casa, seguindo orientações específicas sobre o modo de uso e os horários recomendados. Em geral, o processo envolve uma sequência de aplicações que podem ser feitas semanalmente.

“O objetivo é reorganizar o campo energético da pessoa para que ela consiga retomar o equilíbrio emocional e espiritual. Muitas vezes, quando a energia se harmoniza, a pessoa passa a lidar melhor com as situações da vida e encontra novos caminhos”, destaca Dafne.

Segundo a espiritualista, essas práticas fazem parte de tradições espirituais antigas e continuam sendo procuradas por pessoas que buscam autoconhecimento, fortalecimento interior e maior clareza para enfrentar desafios pessoais.

Serviço: Dafne Ribeiro

Taróloga e Espiritualista

(41)995294084

@dafne_cartomante

dafnesmoger@gmail.com

Regularização Imobiliária no Paraná: Programas e mecanismos para acelerar em 2026

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A regularização imobiliária no ganha força em 2026. Entenda como a adjudicação compulsória e a usucapião extrajudicial podem garantir sua segurança jurídica e valorizar seu patrimônio.

A regularização imobiliária urbana deve ganhar protagonismo no Paraná em 2026, impulsionada por programas estaduais, modernização de cadastros e maior integração entre municípios e cartórios. Estimativas de órgãos públicos apontam que milhares de imóveis ainda permanecem em situação irregular no Estado, seja por ausência de matrícula individualizada, contratos de gaveta ou ocupações antigas sem titulação definitiva. Para proprietários e empresários no Paraná, este é um momento estratégico para formalizar seus ativos.

O advogado Carlos Alberto Zonta Junior, especialista em Direito Imobiliário, avalia que o este ano tende a consolidar um movimento de formalização em larga escala. “A regularização transforma posse em propriedade formal, garante segurança jurídica e permite que o imóvel entre definitivamente no mercado formal, com possibilidade de financiamento, venda estruturada e sucessão sem entraves. O Governo do Estado do Paraná está investindo forte em projetos de regularização fundiária.”, afirma.

O Governo do Paraná, já anunciou investimentos significativos para apoiar municípios na regularização de até 50 mil moradias urbanas, especialmente voltadas a famílias de baixa renda com o programa “Casa Fácil”. Esse cenário cria uma janela estratégica para proprietários que aguardavam políticas públicas mais estruturadas para resolver pendências documentais antigas.

Para Zonta, a formalização traz impactos diretos na valorização do patrimônio. “Imóveis sem matrícula atualizada ou sem registro definitivo costumam ter liquidez reduzida e maior dificuldade de negociação. Além disso, a ausência de regularização impede acesso a crédito imobiliário e pode gerar entraves em inventários, partilhas e garantias reais em operações empresariais”, destaca.

Outro ponto relevante é a modernização dos cadastros municipais e o avanço da digitalização registral, que tornam mais eficiente o cruzamento de informações urbanísticas e fiscais. A tendência é que imóveis irregulares fiquem cada vez mais expostos a notificações administrativas e limitações legais. “Quem antecipa a regularização evita autuações futuras e organiza o patrimônio de forma estratégica”, afirma o especialista.

Além do programa de regularização fundiária, algumas inovações legais recentes para a regularização de imóveis como a adjudicação compulsória extrajudicial e a usucapião extrajudicial, contribuem para o aumento de imóveis regularizados.

 A adjudicação compulsória extrajudicial, introduzida pela Lei nº 14.382/2022, que alterou a Lei de Registros Públicos, permite que o comprador de um imóvel, munido de um contrato de promessa de compra e venda quitado, obtenha a escritura definitiva diretamente no cartório, sem a necessidade de um processo judicial, nos casos em que o vendedor se recusa a outorgar o documento.

“O procedimento é uma ferramenta poderosa para resolver os chamados contratos de gaveta. Para dar início ao processo, o interessado deve apresentar o contrato, a prova de quitação do valor e notificar o vendedor por meio do cartório de registro de imóveis, acompanhada de uma documentação complementar.. Se o vendedor não se manifestar no prazo legal, o oficial de registro poderá registrar a propriedade em nome do comprador.” Explica o Zonta. Essa via extrajudicial representa uma economia significativa de tempo e recursos para os cidadãos.

Outro mecanismo fundamental é a usucapião extrajudicial, prevista no artigo 216-A da Lei de Registros Públicos. Este procedimento permite que o possuidor de um imóvel, que o ocupa de forma mansa, pacífica, ininterrupta e com ânimo de dono por um determinado período, possa requerer o reconhecimento da propriedade diretamente no cartório de registro de imóveis, com a assistência de um advogado.

“Existem diferentes modalidades de usucapião, como a extraordinária (posse por 15 anos) e a ordinária (posse por 10 anos, com justo título e boa-fé), com prazos que podem ser reduzidos a depender do caso. A via extrajudicial simplificou um processo que antes era exclusivamente judicial, tornando a regularização mais acessível e célere para milhares de famílias e empresários que possuem imóveis em situação irregular há anos.”, afirma Zonta.

No âmbito jurídico, o processo de regularização pode envolver diversas estratégias, como a regularização fundiária urbana (Reurb), retificação de matrícula, além da usucapião e da adjudicação compulsória. Cada caso exige análise técnica individualizada para garantir que o procedimento seja feito de forma segura e definitiva. “Não existe solução padronizada. A análise correta evita retrabalho e custos desnecessários”, explica o advogado.

Diante do cenário de investimentos públicos, modernização administrativa e maior exigência de conformidade documental, 2026 tende a ser um ano decisivo para quem deseja transformar insegurança jurídica em patrimônio consolidado. Regularizar não é apenas cumprir uma formalidade, é proteger o imóvel e ampliar suas possibilidades econômicas, garantindo um futuro mais seguro para seus investimentos e sua família.

Serviço: Carlos Alberto Zonta Junior
Advogado Imobiliário
OAB/PR 77920
44 9925-7972
@bzonta
contato@zonta.adv.br
www.zonta.adv.br
Avenida Horácio Racanello Filho, 5550, Zona 07, Maringá – PR.