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O Boticário anuncia Clash, nova marca de perfumaria masculina, que inova com processo de alta pressão para extrair frescor puro

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O Boticário anuncia Clash, nova marca de perfumaria masculina, que inova com processo de alta pressão para extrair frescor puro

Novo fougère, assinado pelo master perfumista Dominique Ropion, reinventa o frescor com uma fragrância impactante e moderna

Com uma combinação potente de força e frescor, Clash chega ao mercado como a nova marca de perfumaria masculina do Boticário, que estabelece um marco como referência no território fougère – principal família olfativa da perfumaria masculina no Brasil. Com notas sofisticadas que modernizam o frescor, a fragrância é anunciada com o conceito “da pressão nasce a força”, conectando-se com o homem que não se intimida diante das adversidades e não teme enfrentar a pressão para emergir mais forte diante dos desafios.

Impactante do início ao fim, Clash apresenta um blend extraído sob alta pressão que capta a forma mais pura e fresca dos ingredientes em um processo inovador e mais sustentável*. A fragrância é um fougère que une notas aquosas e marítimas a acordes frutais e cítricos. Na saída, notas geladas e modernas se misturam a uma nuance frutal envolvente. No corpo, notas aromáticas de lavanda, alecrim e sálvia. No fundo, a robustez amadeirada do vetiver se funde à textura envolvente do cashmeran, criando um verdadeiro clash de sensações. “Modernizei a estrutura Fougère para criar um frescor poderoso que reflete a autenticidade do homem moderno. É impactante do começo ao fim, com uma combinação potente de frescor e força”, declara Dominique Ropion, Master Perfumista da IFF.

A embalagem, sofisticada e autêntica, oferece uma roupagem única que traduz o conceito do lançamento: o frasco traz uma quebra diagonal como elemento principal e simboliza o homem que se torna mais forte após enfrentar a pressão. “Clash chega para revolucionar e reinventar o mercado do frescor, unindo o que há de mais moderno e potente olfativamente numa assinatura que incentiva o homem a enfrentar a pressão dos desafios e seguir em frente sempre evoluindo”, afirma Paulo Roseiro, diretor-executivo de Perfumaria, Desodorantes e Presentes.

A fragrância, alinhada com a sustentabilidade e players internacionais, já chega ao mercado com frasco adequado para utilização de refis. O lançamento estará disponível nos canais de venda em 3 de março de 2025 e, até o dia 23 de março, conta com desconto especial de até 25% em todas as lojas físicas do país e no e-commerce da marca, além do app do Boticário, disponível para as versões Android e iOS.

Também é possível fazer pedidos pelo WhatsApp por meio do número 0800 744 0010 – contato oficial e seguro – diretamente na plataforma do dispositivo. Basta o cliente contatar a marca por esse número para verificar a disponibilidade na região dele. Há ainda a opção de acionar um revendedor da marca pelo link.

*Menor consumo de energia: processo eficiente que pode contribuir com a redução
do consumo energético em comparação com métodos convencionais de extração.
CO₂ reutilizável: o gás carbônico utilizado pode ser reciclado no processo, reduzindo emissões e desperdício.

Serviço:

Fragrância Clash 100 ml | R$ 159,90
Uma fragrância impactante do começo ao fim, resultado da combinação potente de frescor e força. Na saída, notas geladas e modernas combinadas à nuance frutal aditiva. No corpo, aromáticos extraídos em alta pressão, processo que garante sua versão mais pura e fresca. No fundo, a força amadeirada do Vetiver é combinada à textura envolvente do cashmeran, um clash de sensações, revelando a potência do homem moderno.

Loção Hidratante Clash 200 ml |R$ 54,90
– Explosão de frescor na aplicação
– Hidrata por até 48 horas
– Rápida absorção

Creme Pré e Pós Barba Clash 150 g |R$ 59,90
– Fragrância refrescante
– Acalma a pele ao barbear
– Barbear fácil e prático
Body Spray 100 ml | R$ 44,90
– Fragrância refrescante
– Proteção e perfumação para o dia a dia


Sabonete em Barra 2 x 80 g | R$ 27,90
– Explosão de frescor
– Limpa sem ressecar a pele
– Espuma cremosa

Sobre O Boticário

O Boticário é uma empresa brasileira de cosméticos e marca primogênita do Grupo Boticário. A marca de beleza mais amada e preferida dos brasileiros* foi inaugurada em 1977, em Curitiba (Paraná), e tem a maior rede franqueada** de Beleza e Bem-estar do Brasil com pontos de venda em 1.650 cidades brasileiras e presença em 15 países. O Boticário conta com um amplo portfólio composto por itens de perfumaria, maquiagem e cuidados pessoais e está presente nos canais de loja, venda direta e e-commerce. Comprometida com as pessoas e o planeta, a marca possui o maior programa de logística reversa em pontos de coleta do Brasil, o Boti Recicla, além de fazer parte do movimento Diversa Beleza – um compromisso com a beleza livre de estereótipos – e não realizar testes em animais.    

Fontes:     

*Kantar, Worldpanel Division, LinkQ On-line, campo realizado durante o mês de dezembro de 2023. Total no Brasil: 9.079 lares. Marcas de Beleza são produtos como perfumaria, cuidados com a pele e maquiagem; 

**Associação Brasileira de Franchising (ABF). Ranking das 50 maiores redes de franquias do Brasil por número de unidades de 2022.

JBS inaugura centro de biotecnologia avançada para desenvolver “superproteínas”

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JBS inaugura centro de biotecnologia avançada para desenvolver “superproteínas”

JBS Biotech terá foco em saúde animal, nutrição de precisão e desenvolvimento de proteínas funcionais e alternativas

A JBS inaugurou nesta quarta-feira (1º), em Florianópolis (SC), a JBS Biotech, centro de biotecnologia avançada dedicado ao desenvolvimento de ciência aplicada à cadeia produtiva, para criar e agregar valor à produção de alimentos. A cerimônia de abertura contou com a presença de Wesley Batista, acionista da J&F e membro do Conselho de Administração da JBS; Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS; e Fernanda Berti, CEO da JBS Biotech. A unidade atua em saúde animal, nutrição de precisão e desenvolvimento de proteínas funcionais e alternativas, elevando o padrão competitivo da cadeia de proteína animal.

Instalado no Sapiens Parque, o complexo é liderado pela engenheira química Fernanda Berti, doutora em Desenvolvimento de Processos Químicos e Biotecnológicos, e foi estruturado para atuar desde a pesquisa inicial até a validação de novas tecnologias para aplicação industrial. Com estrutura de mais de 4.000 m2 dedicados à pesquisa e desenvolvimento, a JBS Biotech conta com mais de 20 laboratórios altamente especializados, projetados segundo padrões internacionais de qualidade e segurança operacional, assegurando excelência e flexibilidade para atender demandas estratégicas da companhia de forma sustentável e contínua. A atuação da unidade abrange todo o ciclo de desenvolvimento tecnológico, da ciência básica à ciência aplicada, incluindo desde biologia celular e molecular a engenharia, simulação de dados e validação de resultados.

“A JBS Biotech é capaz de desenvolver desde proteínas funcionais – as chamadas superproteínas – até novos ingredientes bioativos para o mercado de suplementos e alimentos. Mais do que produzir um produto acabado, nosso objetivo é desenvolver conhecimento e tecnologia, acelerar provas de conceito e abrir caminhos para futuras aplicações em escala industrial”, destaca o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni.

“Estamos entrando em uma nova fronteira, em que é possível entender o potencial dos alimentos proteicos em nível molecular e desenvolver soluções com características nutricionais e funcionais sob medida para diferentes necessidades dos consumidores”, afirma Fernanda Berti, CEO da JBS Biotech. “Isso inclui o avanço da nutrição de precisão, com o desenvolvimento de ingredientes e proteínas desenhadas para modular respostas fisiológicas específicas, tanto em humanos quanto em animais”.

O mercado de suplementos proteicos está estimado em US$ 30 bilhões, com crescimento de 10% ao ano.

No centro dessa iniciativa está o compromisso de oferecer ao consumidor proteínas de alta qualidade, ampliar o acesso a novas tecnologias de produção de proteínas e contribuir para a construção de um modelo produtivo cada vez mais eficiente.

Na prática, isso abre caminho para proteínas de alta qualidade nutricional, ricas em aminoácidos essenciais, na proporção adequada ao consumo. Esses ingredientes podem ser desenhados para atuar de forma direcionada, desde ganho de massa muscular até suporte imunológico e desempenho metabólico, ampliando o conceito de nutrição tradicional para uma nutrição mais personalizada e baseada em ciência. O conhecimento gerado também é aplicado na melhoria de produtos já existentes, ampliando qualidade e valor nutricional. “Esta iniciativa nasce da nossa convicção de que ciência, tecnologia e inovação são essenciais para garantir a segurança alimentar em um mundo em rápida transformação”, completa Tomazoni.

Ciência aplicada à inovação industrial


O avanço da biotecnologia tem impulsionado o crescimento de setores estratégicos da economia global ao viabilizar produtos de alto valor agregado, associados à eficiência produtiva, à responsabilidade ambiental e à segurança alimentar. Alinhado a esse cenário, o centro conta com uma estrutura que integra sequenciadores de última geração, análises moleculares avançadas, ciência de dados ômicos ‒ genômicos, proteômicos e metabolômicos ‒, além de capacidade completa para culturas celulares, de micro-organismos e de plantas. Essa infraestrutura posiciona a JBS Biotech como um centro de excelência para inovação, reduzindo a distância entre ciência, indústria e consumidor.

Um dos pilares dessa visão é a criação de um biobanco — uma estrutura dedicada à preservação e organização de amostras biológicas —, que, combinado ao uso estratégico da ciência e da tecnologia, permite extrair mais valor de cada etapa da cadeia agroindustrial.

Sustentada por um time de cientistas e especialistas altamente qualificados, aliada a uma estrutura sólida de suporte estratégico e garantia da qualidade, a JBS Biotech integra competências multidisciplinares que abrangem desde a ciência básica — como biologia, química e física — até a ciência aplicada — engenharia química, bioquímica, bioprocessos e ciência de alimentos — com o objetivo de otimizar processos produtivos convencionais e viabilizar a criação de novos processos tecnológicos. Essa base permite ao centro atuar tanto em inovação incremental, com melhorias em processos e produtos já existentes, quanto em inovação disruptiva, voltada à criação de novas soluções para a cadeia de alimentos.

Valor agregado à cadeia

Aprofundar o modelo de economia circular já consolidado pela JBS é outro eixo estratégico do centro. Pesquisas utilizam tecnologias de extração e bioconversão para transformar coprodutos em bioingredientes de maior valor agregado, como proteínas funcionais, suplementos alimentares e compostos bioativos.

A cadeia produtiva permite aproveitar melhor os recursos gerados nos processos convencionas para atender diferentes setores, como de insumos e produtos farmacêuticos, cosméticos, médicos e de suplementos alimentares. “Estamos mapeando aquilo que hoje é tratado como subproduto para desenvolver novas aplicações industriais”, afirma Fernanda Berti.

Saúde animal e eficiência

A biotecnologia tem um papel cada vez mais relevante na saúde dos animais, ao apoiar o desenvolvimento de produtos veterinários seguros e eficientes, que se integram às práticas já consolidadas de manejo e cuidado nos diferentes sistemas de produção. Essas soluções contribuem para o fortalecimento das estratégias de prevenção e controle sanitário, apoiando o bem‑estar animal e a produção responsável de alimentos ao longo de toda a cadeia. Além disso, a biotecnologia contribui para a eficiência operacional da produção de proteína animal, ao auxiliar na organização de dados relacionados aos sistemas produtivos.

Nova etapa de investimento em biotecnologia

A inauguração do centro se conecta a iniciativas anteriores da companhia em biotecnologia, incluindo investimentos em proteína cultivada na Europa. Com o novo centro no Brasil, a empresa amplia sua capacidade de desenvolver soluções em diferentes frentes da cadeia de alimentos.

Em um cenário de crescimento da demanda global por proteína e maior exigência por qualidade nutricional, o avanço da ciência em novos ingredientes proteicos amplia as possibilidades de desenvolvimento de alimentos com maior precisão nutricional e funcional. “Nossa missão é tangibilizar o conhecimento biotecnológico”, resume Fernanda Berti. “Queremos transformar ciência em soluções que gerem valor duradouro para a empresa e para a sociedade.”

Sobre a JBS

A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 282 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. Saiba mais em jbsglobal.com.

Foto: (Crédito: Divulgação JBS)

Especialista explica mudanças no Imposto de Renda com nova faixa de isenção

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Especialista explica mudanças no Imposto de Renda com nova faixa de isenção

Os atendimentos para a declaração do Imposto de Renda já começam em todo o país. E neste ano, uma mudança importante na legislação deve impactar diretamente o bolso de milhares de brasileiros: a ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Neste cenário, a principal mudança será percebida diretamente no salário dos trabalhadores, conforme explica Tarso Rocha, docente de Ciências Contábeis da Estácio. “Para quem tem carteira assinada, a redução ou o fim do imposto aparece diretamente no contracheque, já que o tributo é retido na fonte”, esclarece o contador. Na prática, esse efeito já pode ser percebido pelos contribuintes. O novo cálculo do imposto passou a ser aplicado nos salários pagos a partir de fevereiro, referentes ao mês de janeiro.

Além disso, a nova regra também contempla outros perfis de contribuintes. “Aposentados e pensionistas do INSS que recebem até R$ 5 mil também passam a ficar isentos. Já profissionais autônomos que fazem o recolhimento mensal por meio do Carnê-Leão também são beneficiados pela mudança”, destaca o docente.

Para quem recebe acima desse valor, mas ainda dentro da faixa de até R$ 7.350 mensais, o impacto acontece de forma gradual. “Nesses casos, o contribuinte não fica totalmente isento, mas passa a ter um desconto progressivo no imposto. Isso significa que o valor do imposto diminui em relação ao que era cobrado anteriormente.”, detalha Tarso.

Quando o contribuinte verá o impacto das mudanças

No entanto, o contador esclarece que o reflexo na declaração anual ainda levará algum tempo para aparecer. “O impacto completo dessa mudança será percebido na declaração de Imposto de Renda que será entregue em 2027, referente ao ano-base de 2026, que é quando a nova regra começou a valer”, explica.
Diante das mudanças, a orientação do especialista é que os contribuintes busquem informações em fontes confiáveis – como o site oficial da Receita Federal, o acompanhamento de profissionais da Contabilidade para evitar dúvidas e erros na hora de declarar.

“O ideal é acompanhar as informações divulgadas em canais oficiais e em sites especializados. Caso ainda haja dúvidas, procurar a orientação de um contador pode ajudar a evitar erros e problemas com a Receita Federal”, orienta.

Roberto Herrera assume a presidência da ADVB/PR para o biênio 2026-2027

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Roberto Herrera assume a presidência da ADVB/PR para o biênio 2026-2027

Novo presidente propõe gestão orientada ao crescimento estruturado e à ampliação da relevância da entidade no Paraná

O executivo Roberto Herrera assume a presidência da ADVB/PR para o biênio 2026–2027 em cerimônia realizada na última segunda-feira, 6 de abril, no Hard Rock Cafe Curitiba, com a presença de autoridades, ex-presidentes, diretoria e associados da entidade. Ele sucede a gestão de Gislayne Muraro em um momento de consolidação institucional e fortalecimento do protagonismo da associação no cenário paranaense.

Com trajetória construída dentro da própria entidade, Herrera já atuou como associado, diretor e vice-presidente, além de liderar iniciativas como o Top de Marketing, o Prêmio Personalidades e o Business Connect. Também participou do processo de transformação institucional iniciado em 2016, contribuindo para o posicionamento atual da ADVB/PR no mercado.

“Acredito que essa escolha para a presidência é fruto de uma trajetória construída com consistência, da vivência dentro da entidade e da relação com o mercado. Recebo essa missão com gratidão e, principalmente, com senso de responsabilidade, para dar continuidade ao legado construído brilhantemente pelos ex-presidentes e diretoria”, afirma o presidente.

Para o novo ciclo, a gestão será orientada por três pilares: expansão sustentável, governança e fortalecimento da marca. A proposta é ampliar a presença da entidade no Paraná de forma estruturada, com planejamento e execução disciplinada, além de consolidar sua relevância junto ao mercado. “Gestão de marca é reputação, consistência e autoridade. As empresas que investirem nisso estarão mais preparadas para atravessar ciclos e construir legado. É uma agenda estratégica que precisa estar no centro das decisões”, afirma. “Nosso objetivo é consolidar cada vez mais a ADVB como uma entidade que conecta, desenvolve e gera impacto real. Queremos fortalecer pontes entre empresas, profissionais e setores, ampliando o papel da ADVB como agente de desenvolvimento.”

Na trajetória profissional, Herrera atua desde 2005 na gestão de negócios e pessoas, liderando equipes e projetos de maior complexidade. Atualmente, está à frente da gestão executiva de marca e conteúdo da Gazeta do Povo, onde também conduz o projeto de expansão da empresa na região Sul.

A diretoria da ADVB/PR para o biênio 2026–2027 é composta por:

Presidente
Roberto Herrera

Presidente do Conselho Deliberativo
Gislayne Muraro

Vice-Presidentes
Aldo Alfredo Malucelli
Laila Sol
Leonardo Lazarotto
Rafael Maia
Rogério Afonso

Vice-Presidentes Regionais
Londrina – Luciana Soutello
Cascavel – Lineu Saldanha

Diretoria
Alexandre Rocha
Andreia Caldani
Cícero Rhor
Claudia Zilli
Fabiano Aguiar
Fabiano Spyra
Guilherme Vieira
Jackson Hara
Joaquin Presas
Marcelo João
Marcelo Repetto
Paulo Krauss
Pedro Pavão
Rafael Magosso
Roger Rieger
Rodrigo Libório
Silmara Souza
Simone Lima
Thais Silva
Ticiane Pfeiffer

Conselho Fiscal
Heleni Kato
Jean Claudio dos Santos
Lian Trabulci
Marcos Junior
Rogério Kriger

Tecnologia com inteligência artificial inédita no Paraná chega a Curitiba para ampliar precisão e eficiência na detecção de câncer gastrointestinal

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Tecnologia com inteligência artificial inédita no Paraná chega a Curitiba para ampliar precisão e eficiência na detecção de câncer gastrointestinal

Com investimento de R$1 milhão, o sistema é utilizado em endoscopias e colonoscopias, e possui alta definição, analisando alterações nas imagens em tempo real

Um novo sistema de diagnóstico baseado em alta definição e apoiado por inteligência artificial (IA) chega a Curitiba com exclusividade para o Paraná, prometendo ampliar a precisão na detecção precoce de doenças do aparelho digestivo. Com investimento de aproximadamente R$1 milhão, a tecnologia foi incorporada por uma equipe liderada pelo médico Eduardo Aimoré Bonin, especialista em gastroenterologia, cirurgia digestiva e endoscopia.

Já adotada em centros de referência nacionais, a solução combina recursos avançados de imagem com IA para detectar lesões no trato digestivo, incluindo gastrites, pólipos e cânceres em estágio inicial com maior nitidez e eficácia em comparação aos exames tradicionais. É a primeira iniciativa a englobar os exames de endoscopia digestiva alta e colonoscopia no Estado, permitindo uma avaliação ampla do trato gastrointestinal.

Durante procedimentos como endoscopia digestiva alta e colonoscopia, o sistema atua como um suporte ao olhar clínico do médico. A tecnologia analisa imagens em tempo real, comparando-as com bilhões de padrões previamente inseridos, e sinaliza possíveis alterações que possam indicar pólipos, metaplasia ou outras lesões precursoras de câncer gastrointestinal.

Segundo Bonin, a ferramenta funciona como um reforço à análise médica e pode contribuir para diagnósticos mais precoces. “A inteligência artificial funciona como um segundo olhar durante o exame. Enquanto o médico interpreta as imagens endoscópicas com base em sua experiência clínica, o sistema faz uma varredura e destaca possíveis alterações em tempo real. Isso visa ampliar a capacidade de detecção de lesões precursoras do câncer”, explica.
A identificação precoce dessas alterações é considerada um dos principais fatores para reduzir a mortalidade por câncer do aparelho digestivo, especialmente no caso do câncer colorretal, uma das principais causas de morte por câncer no mundo.

Nessa iniciativa, além da tecnologia embarcada nos exames, Bonin desenvolveu uma concierge virtual baseada em inteligência artificial para acompanhamento do paciente. Batizada de Maya, a ferramenta funciona como uma assistente treinada a partir de informações inseridas pelo médico.

A assistente acompanha o paciente ao longo de toda a jornada do exame, oferecendo orientações antes e depois do procedimento, como preparo, alimentação e cuidados no período de recuperação. O sistema opera dentro de protocolos médicos previamente definidos e não realiza diagnósticos nem prescreve medicamentos.

“A Maya atende dúvidas comuns, garantindo suporte seguro e humanizado. Ela não substitui o médico, mas oferece orientação segura dentro de protocolos clínicos, ajudando a reduzir dúvidas comuns antes e depois do exame”, afirma Bonin.

A plataforma foi desenvolvida pela equipe do Presia Premium, composto pelo médico Eduardo Bonin, o motion designer Mauro Castro e o desenvolvedor Wesley Razzera, responsáveis pela interface digital e pela estrutura tecnológica do sistema.

As tecnologias estão disponíveis com exclusividade para a Clínica Endoscopia Mais, em Curitiba, cujos responsáveis técnicos são os médicos Adriano Reimann e Ana Maria Reimann. O serviço ainda inclui recepção personalizada, acompanhamento individual durante todo o processo e suporte digital no período pós-procedimento.

“A tecnologia é essencial para aumentar a precisão diagnóstica, mas o cuidado humano continua sendo o centro da medicina. A proposta é unir inovação tecnológica com uma experiência de atendimento mais acolhedora e segura para o paciente”, conclui o Dr. Adriano Reimann.

Vacinação de adultos segue abaixo da meta e acende alerta no Brasil

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Vacinação de adultos segue abaixo da meta e acende alerta no Brasil

Índices de vacinação na população adulta estão abaixo do ideal e, em alguns casos, não chegam a 5%

Apesar de o Brasil contar com um dos maiores programas públicos de imunização do mundo, a vacinação na população adulta ainda é um dos principais pontos de fragilidade do sistema de saúde. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), todas as vacinas recomendadas para adultos estão abaixo da meta de cobertura, que deveria atingir ao menos 95% para garantir proteção coletiva.

Em alguns casos, os índices são significativamente baixos. Levantamento divulgado pelo Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) aponta, por exemplo, que a cobertura da vacina tríplice viral em adultos gira em torno de 4,7%, evidenciando o distanciamento em relação ao ideal recomendado pelas autoridades de saúde.

Um dos principais fatores por trás desse cenário é a percepção equivocada de que a vacinação se restringe à infância. Para a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Elisa Lino, muitos brasileiros abandonam a caderneta vacinal ao longo da vida, seja por falta de informação ou pela ausência de campanhas direcionadas a esse público.

Esse comportamento representa um risco importante, tanto individual quanto coletivo. “A vacinação é uma estratégia de proteção ao longo de toda a vida. Quando o adulto deixa de se vacinar, ele não apenas se expõe a doenças evitáveis, como também contribui para a circulação desses vírus e bactérias na população”, explica.

Entre as vacinas que precisam de atenção na vida adulta estão reforços contra tétano e difteria, hepatite B, febre amarela, além da atualização da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Em alguns casos, também são recomendadas vacinas específicas de acordo com faixa etária, condições de saúde ou estilo de vida, como imunizantes contra gripe, pneumonia, HPV e herpes-zóster — esta última indicada especialmente para adultos a partir dos 50 anos, como forma de prevenir a reativação do vírus da catapora.

A baixa adesão à vacinação adulta também impacta diretamente o controle de doenças preveníveis. De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a queda na cobertura vacinal está associada ao aumento do risco de reintrodução e circulação de doenças que já estavam controladas no país. “Elas não desaparecem, ficam sob controle enquanto a população está protegida. Quando a cobertura cai, o risco de novos casos volta a crescer”, alerta Elisa.

Com esse cenário, a recomendação é simples: adultos também precisam olhar com atenção para a própria carteira de vacinação. A orientação é buscar avaliação profissional para entender quais imunizações estão em dia e quais precisam ser atualizadas. “Muitas vezes, a pessoa acredita que está protegida, mas já perdeu o prazo de reforço ou deixou de tomar alguma dose importante”, completa a especialista.

Mais do que uma proteção individual, a vacinação é uma medida coletiva de saúde pública. Manter o calendário atualizado contribui para reduzir a circulação de agentes infecciosos e proteger grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Exames de sangue podem indicar risco de câncer antes dos sintomas

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Exames de sangue podem indicar risco de câncer antes dos sintomas

Com aumento de casos no Brasil, especialista alerta para sinais silenciosos que podem aparecer nos exames

A ideia de que o câncer “aparece do nada” ainda é comum, mas não reflete o que a ciência tem demonstrado. Em muitos casos, o organismo já apresenta sinais de desequilíbrio anos antes do surgimento dos primeiros sintomas, e parte desses indícios pode ser identificada em exames laboratoriais.

No Brasil, o cenário reforça a importância da prevenção. De acordo com a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, considerando tumores de pele não melanoma. Quando esses casos são excluídos, a projeção é de aproximadamente 518 mil novos diagnósticos anuais. Os dados também indicam um aumento de cerca de 10,9% na incidência da doença em relação ao triênio anterior (2023–2025). Entre os tipos mais frequentes, destacam-se os cânceres de próstata, entre os homens, e de mama, entre as mulheres, seguidos por tumores de cólon e reto e de pulmão.

Apesar desse cenário, uma parcela significativa da população ainda realiza exames apenas quando há sintomas, o que reduz as chances de identificação precoce e tratamento mais eficaz. Segundo o responsável técnico do LANAC, Marcos Kozlowski, a prevenção passa por uma mudança na forma de encarar os exames laboratoriais. “O câncer não surge de forma súbita. Ele é resultado de um processo que envolve alterações metabólicas, inflamatórias e hormonais ao longo do tempo. Muitos desses sinais podem ser detectados antes mesmo de qualquer manifestação clínica”, explica.

Entre os principais marcadores que podem indicar que algo não está bem no organismo, estão:

Resistência à insulina

Mesmo com glicemia dentro da normalidade, níveis elevados de insulina podem indicar alterações metabólicas. “A hiperinsulinemia está associada a processos inflamatórios e ao estímulo de crescimento celular, fatores que podem favorecer o desenvolvimento de alguns tipos de câncer”, afirma Kozlowski.

Inflamação crônica de baixo grau

Marcadores como PCR ultrassensível (PCR-us) e ferritina ajudam a identificar inflamações persistentes no organismo. “Esse tipo de inflamação é silencioso, mas pode criar um ambiente favorável para o desenvolvimento de doenças crônicas, incluindo tumores”, diz.

Ferritina elevada

Além de indicar os estoques de ferro, a ferritina também funciona como marcador inflamatório. Níveis elevados, dependendo do contexto clínico, podem estar associados a maior risco e pior prognóstico em alguns tipos de câncer.

Deficiência de vitamina D

A vitamina D tem papel importante na regulação do sistema imunológico e no controle do crescimento celular. Estudos associam níveis baixos a maior risco e pior evolução de determinados tumores.

Alterações hepáticas

Mudanças em enzimas como a GGT podem indicar sobrecarga no fígado e alterações nos processos de desintoxicação. “Esses fatores já foram associados ao aumento do risco de cânceres, especialmente no fígado e no trato digestivo”, explica o especialista.

Desequilíbrios hormonais

Alterações em hormônios como estrogênio e progesterona, além de proteínas como a SHBG, podem favorecer o desenvolvimento de tumores hormônio-dependentes, como alguns tipos de câncer de mama.

Apesar da relevância desses marcadores, muitos check-ups ainda são focados apenas na detecção de doenças já instaladas. “Existe uma oportunidade de evoluir o modelo de acompanhamento da saúde, incorporando uma visão mais preventiva e personalizada. O exame laboratorial não deve ser visto apenas como diagnóstico, mas como ferramenta de antecipação de riscos”, reforça Kozlowski.

Para o especialista, a mudança de comportamento é essencial diante do avanço da doença no país. “Com o aumento no número de casos, identificar sinais precoces se torna ainda mais importante. A saúde não deve ser acompanhada apenas quando algo está errado. Antecipar riscos pode fazer toda a diferença no prognóstico e na qualidade de vida do paciente”, conclui.

Jockey Plaza Shopping recebe apresentação da Banda do Exército em Curitiba

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Jockey Plaza Shopping recebe apresentação da Banda do Exército em Curitiba

Evento gratuito marca as comemorações do Dia do Exército Brasileiro e reúne repertório com músicas populares, clássicos do cinema e canções marciais

O Jockey Plaza Shopping recebe, no dia 11 de abril, às 19h, uma apresentação especial da Banda de Música da 5ª Divisão de Exército. Gratuito e aberto ao público, o evento acontece em frente à praça de alimentação e integra a programação comemorativa do Dia do Exército Brasileiro.

Com um repertório variado, a apresentação reúne músicas populares, temas de filmes clássicos e canções marciais, em um formato pensado para aproximar o público da tradição musical das forças armadas.

A ação reforça uma parceria já consolidada entre o shopping e o Exército Brasileiro. Ao longo dos últimos anos, o Jockey Plaza tem recebido diferentes iniciativas abertas ao público, como apresentações musicais e exposições temáticas, incluindo mostras de veículos blindados e equipamentos históricos. “A proposta do Jockey é ser um espaço de convivência e experiências. Receber a Banda do Exército, assim como outras ações já realizadas em parceria com a instituição, reforça esse posicionamento e amplia as opções culturais e de lazer para o público”, destaca a gerente de marketing. Michelle Cirqueira.

A Banda de Música da 5ª Divisão de Exército integra a estrutura da divisão responsável pela atuação estratégica nos estados do Paraná e de Santa Catarina. Atualmente, a unidade conta com cerca de 14 mil militares, entre homens e mulheres, em prontidão permanente para o cumprimento de missões institucionais.

O Dia do Exército é celebrado em 19 de abril e remete à Batalha dos Guararapes, ocorrida em 1648, quando brasileiros de diferentes origens se uniram para enfrentar as forças holandesas no território que hoje corresponde ao estado de Pernambuco, episódio considerado um marco na formação do Exército Brasileiro. A apresentação conta com apoio da POUPEX e do GBOEX.

O Jockey Plaza Shopping fica no Tarumã, na Rua Konrad Adenauer, 370. O estacionamento tem valor de R$10 por até 30 minutos, e R$19 por todo o período dentro da mesma diária. As lojas funcionam de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h. As operações de alimentação funcionam de segunda a sexta, das 10h às 22h, aos sábados, das 10h às 23h, e aos domingos, das 11h às 22h.

Serviço:

Apresentação da Banda de Música da 5ª Divisão de Exército

11 de abril (sábado), 19h

Jockey Plaza Shopping – em frente à praça de alimentação

Gratuito

Peso, altura e posição de dormir: como escolher o colchão ideal para cada biotipo

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Peso, altura e posição de dormir: como escolher o colchão ideal para cada biotipo

Especialista explica como características do corpo influenciam na escolha e podem impactar diretamente a qualidade do sono e a saúde da coluna

Na hora de escolher um colchão, muitas pessoas levam em consideração apenas o conforto imediato ou o preço. No entanto, fatores como peso corporal, altura e posição de dormir têm papel fundamental na escolha do modelo ideal e podem influenciar diretamente na qualidade do sono e na saúde da coluna.

Um colchão inadequado pode gerar pontos de pressão, desalinhamento da coluna e até dores musculares ao longo do tempo. Segundo o diretor da Carneiro Colchões Artesanais, Jarbas Carneiro de Freitas, entender o próprio biotipo é um dos primeiros passos para fazer uma escolha correta. “Cada corpo exerce uma pressão diferente sobre o colchão. Quando o suporte não é adequado para aquele peso ou para aquela forma de dormir, o corpo não relaxa completamente e o sono deixa de ser realmente reparador”, explica.

Um dos fatores mais importantes na escolha do colchão é a relação entre peso corporal e densidade ou resistência do material. De forma geral, colchões com menor densidade atendem melhor pessoas mais leves, enquanto estruturas mais firmes são indicadas para quem tem maior peso. Segundo o especialista, há algumas referências usadas no mercado: pessoas com até 60 quilos costumam se adaptar bem a colchões com densidade D23 ou D28, que oferecem conforto sem gerar pressão excessiva. Já quem pesa entre 60 e 90 quilos tende a se beneficiar de densidades intermediárias, como D33, que equilibram suporte e maciez. Para pessoas com mais de 90 quilos, o ideal geralmente são colchões com densidade D40 ou estruturas reforçadas, capazes de oferecer maior resistência e durabilidade.

No caso dos colchões com molas ensacadas, a qualidade da estrutura interna também é um fator determinante. A quantidade de molas por metro quadrado influencia diretamente na distribuição de peso, na adaptação ao corpo e na durabilidade do produto. “Quanto maior o número de molas independentes, mais precisa tende a ser a distribuição de peso do corpo sobre o colchão. Isso reduz pontos de pressão e melhora o alinhamento da coluna durante o sono”, explica Jarbas. Na Carneiro Colchões Artesanais, por exemplo, os colchões são produzidos com 255 molas ensacadas por metro quadrado, de origem sueca, o que contribui para maior resistência estrutural, adaptação ao corpo e vida útil mais longa.

A posição de dormir também faz diferença

Outro ponto importante é a posição em que a pessoa costuma dormir. Cada postura exige um tipo de suporte diferente para manter a coluna alinhada durante a noite. Quem dorme de lado precisa de um colchão que permita leve adaptação nos ombros e quadris, evitando pontos de pressão. Já pessoas que dormem de barriga para cima tendem a se adaptar melhor a colchões de firmeza intermediária, que ajudam a manter a curvatura natural da coluna. Para quem dorme de bruços, modelos mais firmes costumam ser recomendados, pois evitam que o quadril afunde excessivamente e cause sobrecarga na região lombar.

Além do conforto, o colchão exerce papel importante na saúde da coluna. Um suporte inadequado pode contribuir para desalinhamentos posturais, tensão muscular e desconfortos recorrentes. “Quando o colchão é muito macio ou muito rígido para aquele biotipo, a coluna pode ficar curvada ou tensionada, o que pode gerar dores lombares e prejudicar a qualidade do descanso”, afirma Jarbas.

Diante dessas diferenças individuais, cresce no mercado a oferta de colchões desenvolvidos de acordo com o biotipo de cada pessoa, levando em consideração fatores como peso, altura e posição de dormir. Para Jarbas, essa abordagem tende a garantir mais conforto e qualidade de sono. “Quando o colchão é pensado para as características do corpo, o descanso se torna mais eficiente e o impacto positivo aparece na disposição e na saúde ao longo do tempo”, afirma.

É possível tirar seu nome do Google? Entenda quando a Justiça permite a desindexação de conteúdos

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Advogada explica por que o direito ao esquecimento não existe no Brasil e quais caminhos jurídicos podem reduzir a exposição online

Com a ampliação da exposição digital e a memória praticamente infinita da internet, cresce no Brasil o número de pessoas que recorrem à Justiça para tentar desvincular seus nomes de conteúdos antigos publicados online. A discussão envolve dois conceitos frequentemente confundidos: o direito ao esquecimento e o direito à desindexação.

Embora pareçam semelhantes, eles têm significados jurídicos distintos, e apenas um deles encontra respaldo no ordenamento jurídico brasileiro. De acordo com a advogada Eloise Bertol, do escritório Assis Gonçalves, Nied e Follador – Advogados, o direito ao esquecimento foi considerado incompatível com a Constituição Federal pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “O direito ao esquecimento seria a possibilidade de impedir a divulgação de fatos verdadeiros e lícitos apenas pelo decurso do tempo. O STF entendeu que essa ideia poderia comprometer a liberdade de expressão e de imprensa, que são pilares do regime democrático. Isso não impede, por outro lado, que eventuais abusos dessa liberdade sejam responsabilizados.”, explica.

Mesmo com a impossibilidade do direito ao esquecimento, existe no Brasil um instrumento jurídico capaz de reduzir a exposição de dados pessoais na internet, conhecido como direito à desindexação.

Nesse caso, o conteúdo não é apagado da internet, mas deixa de aparecer associado ao nome da pessoa nos resultados de busca. “Na desindexação, a informação continua existindo na página original, mas deixa de aparecer quando alguém pesquisa o nome da pessoa em mecanismos de busca. É uma forma de evitar que fatos antigos ou superados continuem sendo automaticamente associados ao indivíduo”, explica Eloise.

Segundo a advogada, essa possibilidade ganhou força no Brasil após decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ), especialmente no julgamento do Recurso Especial 1.660.168/RJ, que reconheceu a possibilidade de desvincular resultados de busca quando há prejuízo à dignidade, à privacidade ou à reputação da pessoa. “Não se trata de apagar a história ou censurar conteúdos, mas de evitar que algoritmos perpetuem automaticamente associações que já perderam relevância ou interesse público”, afirma.

A distinção entre os dois conceitos também tem sido reconhecida pelos tribunais estaduais. Em decisão recente, a 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) determinou que o nome de um homem fosse retirado dos resultados de busca relacionados a uma operação policial da qual ele não foi denunciado. No caso, o tribunal entendeu que não se tratava de direito ao esquecimento, que implicaria retirar as notícias, mas sim de desindexação, ou seja, da desvinculação do nome da pessoa das buscas.

Em outra situação, a 3ª Câmara Cível do mesmo Tribunal manteve o entendimento do juízo de origem que determinou a desvinculação das notícias que mencionam a morte violenta do irmão da autora, menor de idade. A autora, neste caso, não buscava o reconhecimento do direito ao esquecimento, mas a desindexação de conteúdo específico sobre seu irmão, que reaviva o trauma de seu falecimento, podendo prejudicar o seu desenvolvimento psicológico.

Para Eloise Bertol, decisões como essa demonstram que o Judiciário tem buscado equilibrar dois valores fundamentais: o direito à informação e a proteção da vida privada. “A internet ampliou a circulação e o armazenamento de informações. O desafio jurídico hoje é encontrar mecanismos que preservem a liberdade de expressão sem permitir que pessoas fiquem eternamente associadas a fatos que já perderam relevância”, afirma.

Segundo a advogada, o avanço da digitalização e o uso massivo de buscadores também têm aumentado a procura por orientações jurídicas sobre o tema. “Muitas vezes são situações em que notícias antigas, investigações arquivadas ou fatos superados continuam aparecendo com destaque em buscas online, gerando impactos na vida profissional e pessoal das pessoas”, explica. “A desindexação não é automática, nem aplicável a qualquer situação. Cada caso precisa ser analisado com cautela para preservar o equilíbrio entre direitos fundamentais”, conclui.