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Mercado de apartamentos com serviços deve triplicar até 2035 e impulsiona nova geração de residenciais com hotelaria integrada

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Segmento de estúdios e apartamentos de até dois quartos compactos em Curitiba impulsiona demanda por residenciais com gestão profissional e serviço hotelaria integrado; parceria entre GT Building e HCC Hospitality aposta em modelo de short e long stay de luxo com serviços exclusivos e experiência premium de moradia

O avanço dos lançamentos de imóveis destinados a short e long stay em Curitiba tem ampliado o debate sobre o futuro desses ativos após a entrega dos empreendimentos. Com o crescimento da oferta de unidades voltadas para renda e locação, o setor começa a observar uma mudança importante no perfil dos projetos: mais do que imóveis para investimento, cresce a demanda por residenciais preparados para operar profissionalmente no segmento de short stay e moradia flexível.

A tendência acompanha um movimento internacional de integração entre moradia, hospitalidade e serviços. Segundo dados da Spherical Insights, o mercado de apartamentos com serviços no Brasil foi estimado em US$ 6,55 bilhões em 2024 e deve alcançar cerca de US$ 19,6 bilhões até 2035, com crescimento médio anual de 10,5%. O avanço é impulsionado por mudanças no comportamento urbano, pela busca por flexibilidade e pelo aumento da demanda por imóveis com operação qualificada e experiência agregada.

É nesse cenário que a GT Building consolida sua parceria com a HCC Hospitality, responsável pelas marcas Qoya Hotel Curitiba, Curio Collection by Hilton e Bleev  em Curitiba, para desenvolver o modelo Suyts by HCC para desenvolver o modelo Suyts by HCC, uma nova geração de residenciais com vocação para short e long stay de luxo e serviços de hotelaria integrados. A proposta combina moradia, locação flexível e gestão profissional em um formato que une conveniência, tecnologia e experiência premium de hospedagem ao mercado imobiliário urbano.

“O mercado de compactos amadureceu. Hoje, não basta apenas entregar unidades menores em regiões estratégicas. Existe uma demanda crescente por empreendimentos que já nasçam preparados para uma operação profissional de locação, com serviços, tecnologia e uma experiência de hospitalidade alinhada ao padrão internacional”, explica Marcello Malucelli Thá, diretor de incorporação da GT Building.

Diferentemente do modelo tradicional de investimento imobiliário, o conceito do Suyts by HCC prevê uma operação centralizada e especializada, reduzindo desafios comuns da locação de curta e longa duração, como vacância, insegurança, falta de padronização de tarifas e  serviços e gestão dispersa das unidades que gera uma competição de preços entre gestores de plataforma no mesmo imóvel. A operação será administrada pela HCC Hospitality, empresa com mais de 25 anos de atuação no setor e portfólio operadora de marcas internacionais como Hilton, Wyndham e Radisson.

A companhia será responsável pela gestão das locações, estratégia comercial, distribuição em plataformas digitais e relacionamento com hóspedes e investidores. Entre os serviços oferecidos estão concierge bilíngue, recepção 24 horas, aplicativo para reservas e atendimento, limpeza e arrumação sob demanda, manutenção, segurança com controle de acesso e precificação inteligente das unidades.

“A lógica do mercado imobiliário mudou. O valor de um empreendimento não está apenas na metragem, mas na capacidade de operação, na experiência oferecida e na geração de valor contínuo para moradores, hóspedes e investidores. O imóvel deixa de ser apenas um ativo físico e passa a funcionar como um produto operado profissionalmente”, afirma Elias Rodrigues, CEO da HCC Hospitality.

Além da operação hoteleira integrada, o modelo incorpora uma ampla oferta de serviços pay per use, reforçando o conceito de hospitalidade residencial. Os usuários poderão contratar itens como limpeza completa, pequenos reparos, manutenção preventiva, spa, massagens, pet care, personal trainer, personal chef, baby sitter e organização de eventos, entre outras opções personalizadas.

Para a GT Building, o crescimento deste segmento em Curitiba evidencia não apenas uma mudança de tipologia, mas uma transformação estrutural do mercado urbano. A avaliação é de que o sucesso desses empreendimentos dependerá cada vez mais da qualidade da operação no pós-entrega e da capacidade de oferecer serviços integrados e experiências alinhadas ao comportamento contemporâneo.

“A consolidação da parceria com a HCC Hospitality representa justamente essa evolução do mercado. Estamos falando de um modelo em que moradia, hospitalidade, investimento e serviços coexistem no mesmo ecossistema, trazendo mais eficiência operacional, valorização patrimonial e uma experiência muito mais completa para o usuário final”, finaliza Marcello Malucelli Thá.

Decidir sem todas as respostas: 6 lições de Guga Kuerten para líderes em tempos de incerteza

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Tricampeão de Roland Garros compartilhou no Senior Experience aprendizados sobre adaptação, resiliência e tomada de decisão sob pressão que podem ser aplicados ao mundo dos negócios

Em um cenário empresarial marcado por transformações constantes, pelo avanço da inteligência artificial, por mudanças aceleradas de mercado e pela pressão crescente por resultados, esperar ter todas as respostas antes de tomar uma decisão pode ser um dos maiores riscos para uma liderança. Foi justamente sobre esse desafio que o ex-tenista Gustavo Kuerten refletiu durante sua participação no Senior Experience, evento promovido pela Senior Sistemas, em maio no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Diante de uma plateia formada por executivos, empresários e líderes de diferentes setores, Guga compartilhou histórias dos momentos mais decisivos de sua carreira para mostrar que a alta performance raramente nasce da certeza absoluta. Ela surge da combinação entre preparação, capacidade de adaptação e confiança para agir mesmo diante do desconhecido.

“Hoje as consequências das decisões estão cada vez mais distantes do nosso controle. A gente faz uma pequena parte e, ao mesmo tempo, precisa criar uma convicção tão forte que consegue transmitir tranquilidade e confiança”, afirmou.

A reflexão encontra eco em uma realidade comum aos líderes corporativos. Em um ambiente de negócios cada vez mais complexo, o papel do gestor deixou de ser encontrar respostas perfeitas e passou a ser interpretar cenários, ajustar rotas rapidamente e mobilizar equipes diante das incertezas.

A importância de ler o cenário em tempo real

Ao relembrar sua histórica vitória sobre o russo Yevgeny Kafelnikov em Roland Garros, em 1997, quando ainda era um jovem desconhecido no circuito internacional, Guga revelou que entrou em quadra acreditando que não tinha chances reais de vencer.

O que mudou o rumo da partida não foi um plano milagroso, mas a capacidade de observar sinais durante o jogo. “Eu estava perdendo por dois sets a um quando percebi um detalhe: ele respirou fundo. Aquilo mostrou que ele também estava sofrendo. Foi o sinal que eu precisava”, lembrou.

Para o ex-tenista, a principal habilidade em situações complexas é manter a atenção constante ao ambiente e às mudanças de contexto: “É fundamental estar disposto a observar o cenário o tempo inteiro e estar atento às mudanças.”

A lógica é semelhante à vivida por empresas diante de mercados voláteis. Nem sempre o diferencial está na estratégia inicial, mas na capacidade de interpretar novos sinais e reagir antes da concorrência.

Quando o plano precisa mudar

Outro aprendizado compartilhado por Guga diz respeito à necessidade de abandonar rapidamente estratégias que não funcionam.

Ao lembrar dos confrontos contra Pete Sampras, um dos maiores nomes da história do tênis, o brasileiro contou que precisou perder diversas vezes até encontrar uma forma competitiva de enfrentá-lo.

“Eu tentava de um jeito, depois de outro, até encontrar uma forma de ganhar mais tempo e entrar na disputa. Quando consegui isso, percebi que tinha chance.”

Segundo ele, a repetição de experiências constrói repertório para lidar com situações futuras.

No mundo corporativo, essa lógica se traduz na importância de testar, aprender e ajustar continuamente. Empresas que interpretam erros apenas como fracassos tendem a perder oportunidades de aprendizado e evolução. Já organizações que transformam experiências em aprendizado aumentam sua capacidade de resposta diante dos desafios.

Instinto ajuda. Planejamento é obrigatório.

Durante a conversa, um dos temas centrais foi a relação entre planejamento e intuição. Para Guga, existe espaço para ambos, mas eles desempenham papéis diferentes. “O instinto ajuda nos dias especiais. O plano orienta. Ele é obrigatório.”

O tricampeão destacou que os maiores atletas da história se diferenciam justamente pela quantidade de alternativas que conseguem acessar diante de um problema inesperado. 

“Federer, Nadal, Djokovic, Alcaraz. Eles são incríveis porque têm milhares de planos prontos na cabeça.”

A mensagem dialoga diretamente com a realidade dos negócios. Em tempos de transformação digital e inovação acelerada, as empresas mais resilientes não são necessariamente aquelas que acertam sempre na primeira tentativa, mas as que desenvolvem diferentes caminhos para atingir seus objetivos.

Resiliência como vantagem competitiva

Ao longo da masterclass, Guga também reforçou que a persistência continua sendo uma das competências mais subestimadas da alta performance.

Ele relembrou derrotas duras, partidas perdidas por detalhes e momentos em que parecia impossível alcançar seus objetivos. Em vez de interpretar esses episódios como pontos finais, ele transformou cada experiência em combustível para evoluir.

“Tem que persistir. Sempre tem um jeito.”

A frase resume uma das mensagens mais relevantes para executivos que enfrentam cenários adversos: resultados extraordinários raramente são construídos por trajetórias lineares. Eles costumam ser consequência da capacidade de continuar avançando, mesmo quando os resultados ainda não apareceram.

Nenhuma grande conquista é individual

Outro ponto destacado por Guga foi o papel das pessoas na construção da excelência.

Ao recordar sua trajetória, ele atribuiu parte significativa de seus resultados à rede de apoio formada por treinadores, familiares, amigos e profissionais que estiveram ao seu lado ao longo da carreira.

“Não tem como chegar a um desafio do tamanho do mundo e fazer sozinho.”

Para líderes empresariais, o recado é claro: decisões complexas exigem inteligência coletiva. Em um contexto onde o conhecimento está cada vez mais distribuído, a capacidade de formar times complementares e construir confiança tornou-se tão importante quanto a competência técnica.

A melhor decisão é continuar aprendendo

Ao final da conversa, Guga foi questionado sobre o que considera uma boa decisão. Sua resposta sintetizou a filosofia que o levou ao topo do esporte mundial: “A melhor decisão é continuar aprendendo.”

Segundo ele, a excelência não está ligada à ausência de erros, mas à disposição permanente para evoluir, corrigir rotas e aproveitar cada experiência como oportunidade de crescimento.

A mensagem encerrou a participação do ex-tenista com um ensinamento que vai além do esporte: em um mundo cada vez mais imprevisível, a vantagem competitiva não pertence necessariamente a quem sabe mais, mas a quem aprende mais rápido.

Resistência a antibióticos pode matar mais que câncer até 2050, alertam pesquisadores

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Fórum internacional promovido pelo Biopark alerta para o aumento de casos de contaminações por patógenos resistentes e o perigo de novos contaminantes emergentes

Projeções epidemiológicas globais indicam que, se as práticas atuais de controle sanitário e uso de antibióticos não forem revistas, as superbactérias vão provocar mais mortes do que o câncer até os anos 2040/2050. O alerta fundamenta-se no Relatório O’Neill (2016), estudo que prevê até 10 milhões de óbitos anuais por resistência antimicrobiana (RAM) nas próximas décadas e um impacto econômico global de US$ 100 trilhões.

O desafio da Salmonella

Nesse cenário de urgência, a Salmonella é apontada como uma das ameaças mais críticas devido à sua alta capacidade de adaptação e persistência na cadeia alimentar. Dados de 2024 publicados por órgãos de vigilância do Reino Unido (GOV.UK) e dos Estados Unidos (CDC) revelam um aumento atípico nos casos de Salmonella não tifoide (principalmente Enteritidis e Typhimurium). Diferente de intoxicações comuns, linhagens multirresistentes podem invadir a corrente sanguínea e atingir órgãos vitais, elevando drasticamente o risco de septicemia principalmente em crianças, idosos e gestantes.

“A Salmonella é um microrganismo altamente adaptado. Ela contamina água e alimentos, impactando a saúde pública de forma massiva”, explica Alberto Gonçalves Evangelista, pesquisador do Biopark e coordenador técnico do evento Alimentos do Futuro. Segundo o especialista, o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Alimentos Saudáveis, uma parceria estratégica entre o Biopark Educação, a Fundação Araucária e o Governo do Paraná, trabalha no desenvolvimento de estratégias para mitigar a circulação desses genes de resistência entre o campo e a mesa do consumidor.

O tema foi detalhado pela professora Valentina Trinetta, da Kansas State University (EUA), especialista em ecologia e controle de patógenos em toda a cadeia de suprimentos, durante a terceira edição do evento Alimentos do Futuro, promovido pelo Biopark, em Toledo, no Paraná. O fórum técnico reuniu academia, indústria e órgãos de regulação para discutir soluções contra patógenos que já demonstram resistência a antibióticos de última linha.

Microplásticos e a “Plastisfera”

Além do perigo bacteriano, a segurança alimentar enfrenta o desafio dos contaminantes emergentes que funcionam como “carreadores” de doenças. Durante o evento, o professor Andreja Rajkovic, da Ghent University (Bélgica), apresentou alertas sobre como micro e nanoplásticos estão redefinindo os riscos sanitários por meio da chamada “Plastisfera”.

Segundo o pesquisador, essas partículas não são apenas resíduos inertes; elas servem como suporte para que microrganismos patogênicos — como Staphylococcus aureus e Listeria monocytogenes — formem biofilmes. Ao colonizar superfícies plásticas, as bactérias podem se tornar mais virulentas, introduzindo riscos infecciosos inéditos que podem afetar da água potável aos produtos pesqueiros. A exposição humana a esses materiais pode, ainda, potencializar quadros de asma, alergias e patologias cardíacas.

Micotoxinas: o inimigo invisível nos grãos

Outro ponto crítico para a saúde pública são as micotoxinas, tema abordado pela professora Marthe de Boevre, também da Ghent University. Geradas por fungos em grãos armazenados, essas substâncias são extremamente estáveis e resistentes ao calor, figurando entre os agentes mais carcinogênicos conhecidos pela ciência. O consumo de alimentos contaminados está diretamente ligado a danos crônicos ao fígado e aos rins.

O evento contou ainda com debates sobre investimentos governamentais, biotecnologia na produção de frangos de corte e inovações como a carne cultivada. O “Alimentos do Futuro” é uma realização conjunta do Biopark Educação, NAPI Alimentos Saudáveis e Universidade Federal do Paraná (UFPR), com apoio da Fundação Araucária.

Sobre o Biopark

Nomeado pela Anprotec como o melhor hub de inovação do Brasil, o Biopark está localizado em Toledo, região Oeste do Paraná, em uma área de mais 5 milhões de m². Com o foco no desenvolvimento regional por meio da educação, da pesquisa e da geração de negócios, o Biopark já conta com mais de três mil pessoas circulando diariamente em seu território. Atualmente, mais de 130 empresas já atuam no local, gerando empregos e progresso. Três instituições federais de ensino estão instaladas no Biopark (UFPR, UTFPR e IFPR, além da Faculdade e do Colégio Donaduzzi. Em 30 anos, o Biopark deve receber mais de 500 empresas, ofertar 30 mil postos de trabalho e ter população de 75 mil moradores.

Coxinha dos Postos Pelanda avança para a final do Prêmio Bom Gourmet 2026 e busca o heptacampeonato

Seis vezes eleita a melhor de Curitiba, coxinha que vendeu mais de 1,3 milhão de unidades em 2025 agora depende do voto do público para conquistar mais um título

A coxinha dos Postos Pelanda está mais uma vez entre as favoritas dos curitibanos. Seis vezes campeã do Prêmio Bom Gourmet na categoria Melhor Coxinha, ela acaba de garantir vaga na fase final da edição 2026 e agora inicia uma nova mobilização para conquistar o sétimo título da história.

A votação popular segue até o dia 5 de julho e pode ser feita diretamente pelo site oficial do prêmio. A expectativa é repetir o engajamento que transformou o salgado em um dos maiores símbolos gastronômicos da cidade.

Mais do que um produto de conveniência, a coxinha dos Postos Pelanda tornou-se um verdadeiro fenômeno local. Apenas em 2025, a rede comercializou 1.359.007 unidades, número que reforça a preferência dos consumidores e a força da marca junto ao público.

A trajetória de sucesso começou há alguns anos, quando a empresa decidiu investir em uma fábrica própria para garantir qualidade, padronização e uma receita exclusiva. O que era apenas mais uma opção nas vitrines das lojas de conveniência acabou se transformando em um dos produtos mais reconhecidos de Curitiba.

Para a gerente de marketing dos Postos Pelanda, Ana Paula Pelanda, chegar à final mais uma vez é motivo de orgulho e reconhecimento do trabalho realizado ao longo dos anos.

“Estar entre os finalistas mais uma vez é uma alegria enorme para toda a nossa equipe. Cada voto representa o carinho dos clientes que fazem parte dessa história e que ajudaram a transformar a nossa coxinha em um símbolo de Curitiba. Foram anos de dedicação, aperfeiçoamento e muito trabalho para chegar até aqui. Agora contamos novamente com o apoio de todos para buscar esse heptacampeonato tão especial”, afirma Ana Paula.

Como votar

A votação do Prêmio Bom Gourmet 2026 é aberta ao público e segue até o dia 5 de julho.

Para participar, basta acessar:

https://bomgourmet.com/premiobomgourmet

Edição gênica no agro avança e reforça demanda por precisão molecular

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Tecnologia CRISPR impulsiona o desenvolvimento de cultivos mais resistentes, mas eficiência depende da qualidade do DNA e RNA utilizados nos experimentos

A busca por mais produtividade e sustentabilidade no agronegócio tem acelerado o uso de tecnologias de edição gênica no campo. Entre elas, o CRISPR vem ganhando espaço ao permitir alterações precisas no DNA de plantas para desenvolver cultivares mais resistentes, produtivos e adaptados às mudanças climáticas.

Por trás desse avanço, porém, existe uma etapa fundamental para o sucesso das pesquisas: a qualidade e a pureza do DNA e do RNA utilizados nos experimentos. Contaminantes presentes no material genético podem comprometer a eficiência da edição gênica, reduzir a precisão dos resultados e aumentar o risco de falhas nos estudos.

Nesse cenário, cresce a demanda por soluções voltadas à extração, purificação e análise de DNA e RNA, ampliando o papel das empresas especializadas em biologia molecular dentro da cadeia de inovação do agro.

“A pureza do DNA e do RNA é crítica em experimentos com CRISPR porque contaminantes como proteínas, fenóis e sais podem inibir a ação das enzimas responsáveis pela edição gênica. Isso reduz a precisão dos cortes no DNA e pode gerar falhas ou alterações indesejadas”, explica Jayme Nunes de Souza Filho, gerente de Canais para a América Latina da Loccus.

A empresa atua no desenvolvimento de tecnologias para extração automatizada de material genético, controle de qualidade e detecção molecular, contribuindo para ampliar a precisão e a confiabilidade dos experimentos conduzidos por pesquisadores e laboratórios.

Precisão molecular no centro das pesquisas

A tecnologia CRISPR já vem sendo aplicada em estudos voltados ao aumento da tolerância à seca, redução do uso de fertilizantes químicos, resistência a pragas e melhoria nutricional de alimentos. Segundo Souza Filho, a expansão dessas pesquisas aumenta a necessidade de precisão molecular nos laboratórios. “Garantir a qualidade do material genético é essencial para reduzir falhas, acelerar resultados e ampliar a segurança dos estudos”, afirma.

O especialista destaca que materiais contaminados podem gerar toxicidade celular, falsos negativos e até insegurança regulatória, fatores que impactam diretamente o custo e o tempo de desenvolvimento de novas soluções para o agronegócio.

Mais produtividade e adaptação climática

Diferentemente dos transgênicos tradicionais, a edição genética por CRISPR não exige, necessariamente, a inserção de genes de outras espécies. Em muitos casos, a técnica atua na edição ou desativação de genes da própria planta, permitindo alterações mais precisas nas características agrícolas.

A tecnologia já apresenta aplicações concretas em diferentes culturas. Um dos exemplos é o desenvolvimento de maçãs que escurecem menos após serem cortadas. Nesse caso, pesquisadores conseguiram desativar o gene responsável pela produção da enzima que provoca a oxidação da fruta, aumentando seu tempo de conservação.

Outro exemplo leva para alterações nutricionais em plantas. Nesse caso, a edição gênica usando CRISPR já permitiu a desativação da maioria dos genes das gliadinas que expressam as proteínas responsáveis pela formação do glúten no trigo. Esses cultivares produzem baixo teor de glúten que favorecem o consumo por celíacos. Outra frente ainda envolve o desenvolvimento de cultivares mais resistentes às mudanças climáticas. Pesquisas trabalham na edição gênica de plantas para ampliar a tolerância à seca, reduzir emissões de gases e diminuir a dependência de defensivos químicos e fertilizantes sintéticos.

“A edição gênica representa uma nova fronteira da inovação no agro. A tecnologia permite ganhos de produtividade sem expansão de área e deve acelerar o desenvolvimento de cultivares mais adaptados aos desafios climáticos dos próximos anos”, conclui Souza Filho.

Sobre a Loccus

A Loccus é uma empresa brasileira especializada no desenvolvimento de soluções para biologia molecular, diagnóstico e automação laboratorial. Com foco em inovação científica e tecnológica, atua no fornecimento de equipamentos, reagentes, kits e sistemas automatizados para laboratórios, hospitais, universidades, centros de pesquisa e indústrias em todo o país. A companhia desenvolve soluções voltadas a áreas como diagnóstico molecular, genômica, biotecnologia e extração automatizada de DNA e RNA, contribuindo para mais precisão, segurança e agilidade nos processos laboratoriais. A empresa também apoia iniciativas de fortalecimento da ciência e ampliação do acesso ao diagnóstico no Brasil.

Sicredi realiza 5ª edição do Summit de Governança

Evento contou com discussões sobre estratégias de governança e bem-estar financeiro, reforçando o papel transformador do cooperativismo de crédito

O Sicredi, instituição financeira cooperativa com presença nacional, promoveu no dia 10 de junho a 5ª edição do Summit Sicredi de Governança. O evento reuniu conselheiros de administração, conselheiros fiscais, presidentes, diretores executivos e demais lideranças das cooperativas, centrais e entidades do Sistema, com o objetivo de fortalecer a governança, promover o alinhamento estratégico e impulsionar a evolução das práticas de gestão.

Durante o evento, o presidente do Conselho de Administração da SicrediPar, Fernando Dall’Agnese, destacou que “a governança é um dos pilares que sustentam a força e a perenidade do modelo cooperativo. Em um cenário de constantes transformações, precisamos seguir evoluindo nossas práticas, fortalecendo a tomada de decisão e mantendo o alinhamento com os valores que orientam a atuação do Sicredi em todo o país”.

O Summit de Governança é um momento estratégico para reforçar a importância da governança corporativa no modelo cooperativo, promover o alinhamento entre lideranças de todo o Sistema. A edição deste ano reuniu mais de 1.700 participantes em formato online, com transmissão ao vivo do Centro Administrativo Sicredi (CAS) e do Espaço Sicredi São Paulo.

A programação contou com palestrantes convidados que abordaram temas como governança, inovação, estratégia e transformação dos negócios. Amanda Graciano, fundadora da Trama e especialista em crescimento e tecnologias emergentes, conduziu uma apresentação sobre o desenvolvimento do pensamento estratégico, com reflexões sobre tendências, inovação e os impactos das novas tecnologias na tomada de decisão.

Já Marcelo Murilo, conselheiro e executivo com atuação em governança corporativa, estratégia e inovação, apresentou uma análise sobre as transformações que vêm remodelando os modelos de governança, além dos principais desafios e oportunidades para organizações que buscam crescimento sustentável em um ambiente de constantes mudanças.

Ao longo do encontro, também foram debatidos temas relacionados à inovação, tecnologia e ESG (Environment, Social and Governance), reforçando o papel da governança como alavanca essencial para a sustentabilidade, o crescimento e a perenidade do cooperativismo.

O evento reafirmou o compromisso do Sicredi com o fortalecimento de suas estruturas de governança e com o desenvolvimento contínuo das lideranças responsáveis por conduzir a estratégia e a evolução do Sistema.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3.000 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Site do Sicredi: Clique aqui  

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Rudolph Snacks apresenta soluções para impulsionar marcas no mercado de snacks na Fispal Tecnologia 2026

Empresa destaca um modelo integrado que reúne matéria-prima, desenvolvimento de produtos e suporte estratégico para acelerar a entrada e a expansão de marcas na categoria

A Rudolph Snacks participa da Fispal Tecnologia 2026, um dos principais encontros da indústria de alimentos e bebidas da América do Sul, levando ao evento soluções voltadas a empresas que buscam ampliar sua atuação no mercado de snacks. Entre os dias 16 e 19 de junho, em São Paulo, a empresa apresentará seu modelo de atuação integrado, que contempla desde o fornecimento de matéria-prima até o desenvolvimento e a produção de produtos prontos para consumo.

Referência na categoria de torresmo e pururuca produzidos a partir de pellet de pele suína desidratada, a Rudolph Snacks apoia marcas, distribuidores e varejistas que desejam explorar oportunidades em um segmento que segue ampliando sua relevância no mercado brasileiro.

“A Fispal é uma oportunidade importante para mostrar como apoiamos empresas que desejam crescer na categoria de snacks. Mais do que apresentar produtos, queremos compartilhar soluções que ajudem nossos parceiros a desenvolver projetos, ampliar portfólios e fortalecer sua presença no mercado”, afirma Raphael Guedes Mattos, Gerente Comercial da Rudolph Snacks.

Soluções que conectam toda a cadeia

Um dos principais diferenciais apresentados durante a feira é a integração entre as operações da Rudolph Foods e da Rudolph Snacks. Enquanto a Rudolph Foods é responsável pela produção do pellet de pele suína desidratada, a Rudolph Snacks transforma essa matéria-prima em produtos prontos para consumo, oferecendo uma solução completa para empresas que desejam ingressar ou expandir sua atuação na categoria.

O modelo permite que parceiros contem com suporte em diferentes etapas do processo, incluindo desenvolvimento de produtos, produção, estrutura fabril certificada e acompanhamento estratégico para a construção de marcas competitivas e alinhadas às demandas do mercado.

Com unidades certificadas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), a empresa atua ao lado de seus clientes para desenvolver soluções que gerem valor e contribuam para o crescimento sustentável dos negócios.

Oportunidades para marcas que buscam diferenciação

Em um mercado cada vez mais dinâmico, a busca por diferenciação tem levado empresas da indústria alimentícia a investir em novas categorias, formatos e experiências de consumo. Nesse cenário, a categoria de snacks oferece oportunidades relevantes para marcas que desejam ampliar portfólios e atender diferentes ocasiões de consumo.

Durante a Fispal Tecnologia, os visitantes poderão conhecer as soluções desenvolvidas pela Rudolph Snacks e entender como a combinação entre expertise produtiva, conhecimento de mercado e capacidade de inovação pode acelerar o lançamento e a expansão de produtos na categoria.

“Existe um espaço importante para marcas que desejam oferecer produtos diferenciados e gerar mais valor para seus consumidores. Nosso papel é apoiar esse crescimento com conhecimento, estrutura e soluções que contribuam para o sucesso de longo prazo dos nossos parceiros”, completa Mattos.

Os visitantes poderão conhecer mais sobre as soluções da empresa durante a Fispal Tecnologia 2026, no estande da Rudolph Snacks.

Serviço:

Fispal Tecnologia 2026
Data: 16 a 19 de junho
Local: São Paulo Expo
Endereço: Rod. dos Imigrantes, Km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo (SP)
Estande Rudolph Snacks: F080

Mais informações: www.fispaltecnologia.com.br

Sobre a Rudolph Snacks

A Rudolph Snacks faz parte do Grupo Rudolph Foods Company, que há 70 anos é referência na fabricação de torresmo e pururuca nos Estados Unidos. No Brasil, a empresa possui uma fábrica na região metropolitana de Curitiba/PR, especializada em fritura e empacotamento, oferecendo soluções completas de co-packing para produtos prontos para consumo.

Com o Selo de Inspeção Federal (SIF), a Rudolph Snacks assegura qualidade e segurança em cada etapa do processo produtivo. Mais do que fabricar, atua como parceira estratégica de grandes marcas, unindo eficiência, inovação e suporte para ampliar a presença e a competitividade de seus clientes no mercado.

PrimeX Club anuncia segundo lançamento

Após lotação no primeiro encontro, hub empresarial promove nova edição em Curitiba com foco em networking estratégico e geração de negócios

Depois do sucesso do primeiro lançamento oficial do PrimeX Club, que reuniu mais de 50 empresários em Curitiba e teve vagas esgotadas rapidamente, o hub empresarial já confirmou a segunda edição do evento de lançamento. O novo encontro acontece no dia 16 de junho, a partir das 19h, no Legacy, em Curitiba, prometendo uma experiência ainda mais intensa de conexões, negócios e networking qualificado entre empresários, líderes e profissionais de diferentes segmentos.

Criado pelos empresários Marília Cruz, Thiago da Costa e Vinicius de Paula, o PrimeX Club nasceu com a proposta de transformar o networking tradicional em um ecossistema estratégico de crescimento empresarial. Além das conexões presenciais, o clube oferece mentorias, conteúdos exclusivos, benefícios corporativos, acesso a especialistas e ferramentas voltadas ao desenvolvimento dos negócios.

O primeiro evento chamou atenção pela alta procura e pelo perfil dos participantes. Empresários de diferentes áreas estiveram presentes em busca de novas parcerias, oportunidades comerciais e conexões estratégicas. O resultado surpreendeu os organizadores e reforçou a necessidade de ampliar o movimento. “O primeiro lançamento superou nossas expectativas. Tivemos muito networking, muitos contatos quentes e uma energia extremamente forte de empresários realmente interessados em crescer, gerar negócios e construir conexões de valor”, destacam os organizadores.

O segundo lançamento chega com uma proposta ainda mais robusta, reunindo empresários que entendem a importância do relacionamento estratégico para acelerar resultados. Segundo dados do Sebrae, mais de 70% dos empresários brasileiros enfrentam dificuldades em áreas como vendas, posicionamento, gestão financeira e liderança, e muitos relatam sentir isolamento na tomada de decisões empresariais. O PrimeX Club surge justamente para criar um ambiente de apoio, troca prática e fortalecimento corporativo.

A estrutura do clube é baseada em cinco pilares principais: networking, finanças, marketing, pessoas e tecnologia. Os associados terão acesso a uma plataforma própria de relacionamento, sessões de pitch empresarial, mentorias, conteúdos semanais, eventos estratégicos, imersões presenciais e um clube de vantagens com benefícios negociados junto a empresas parceiras.

Outro diferencial apresentado pelo PrimeX Club é a proposta de estimular negócios contínuos entre os próprios associados. Dentro da plataforma, os empresários poderão divulgar produtos, serviços, promoções e oportunidades comerciais, fortalecendo conexões e incentivando parcerias estratégicas entre os membros. “O empresário cresce muito mais rápido quando está conectado às pessoas certas. O PrimeX Club foi criado justamente para encurtar caminhos, gerar oportunidades reais e criar um ambiente onde negócios acontecem naturalmente”, reforça a organização.

A expectativa para o segundo lançamento é reunir um número ainda maior de empresários e consolidar o PrimeX Club como um dos principais hubs de networking estratégico e desenvolvimento empresarial de Curitiba.

Serviço: PrimeX Club

Marília Cruz, Thiago da Costa e Vinicius de Paula

Co-Founders

@primexclub_br

https://primexclub.com

Evento: 16 de junho, às 19h

Local: Legacy, Curitiba, Paraná

Congresso EDUTEA debate sobre autismo

Congresso nacional sobre autismo reúne especialistas, educadores e famílias em Curitiba para discutir educação, neuroarquitetura e acessibilidade baseada em evidências

Curitiba será palco de um dos principais encontros brasileiros voltados ao autismo, inclusão e neurodesenvolvimento. O Congresso Nacional EDUTEA 2026 acontece no dia 20 de junho, no Solar do Rosário, reunindo profissionais da educação, saúde, arquitetura e famílias para debater práticas inclusivas e soluções que impactam diretamente a qualidade de vida de pessoas autistas e neurodivergentes. A expectativa é repetir o sucesso da edição anterior, que alcançou 100% de lotação com 300 participantes presenciais e representantes de diferentes estados do país.

Idealizado pela arquiteta e especialista em neuroarquitetura e ABA, Rosana Paciornik Nathan, o EDUTEA nasceu da vivência prática e pessoal da profissional, que é autista, mãe de adolescentes autistas e atua há anos no desenvolvimento de ambientes inclusivos. O congresso propõe fortalecer o chamado “tripé da inclusão”, unindo família, escola e clínica em torno de estratégias baseadas em evidências científicas.

“O EDUTEA nasceu para mostrar que inclusão não pode ser tratada apenas como discurso. Precisamos pensar nos espaços, nas relações e nas práticas de forma integrada, criando ambientes que realmente acolham, respeitem as diferenças e promovam pertencimento para pessoas autistas e neurodivergentes”, afirma Rosana.

O evento contará com palestras, painéis, prática com evidências, apresentação de cases e área de exposição. Entre os temas debatidos estarão neuroarquitetura, educação inclusiva, acessibilidade sensorial, práticas terapêuticas, ABA e desenvolvimento humano. O público-alvo inclui educadores, gestores escolares, arquitetos, designers, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos, analistas do comportamento, estudantes e instituições ligadas à inclusão.

Além do conteúdo técnico e científico, o congresso também busca ampliar o debate sobre a necessidade de ambientes mais universais e acessíveis. Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) apontam que, atualmente, 1 em cada 31 crianças está dentro do espectro autista, número que reforça a urgência de investimentos em formação profissional, adaptação de espaços e políticas inclusivas.

Segundo Rosana, a arquitetura tem papel decisivo nesse processo. “O ambiente pode gerar desorganização, ansiedade e sofrimento ou pode favorecer autonomia, aprendizado e regulação emocional. Quando pensamos em inclusão de verdade, precisamos compreender que os espaços também educam, acolhem e influenciam diretamente o comportamento e o desenvolvimento humano”, destaca.

O Congresso EDUTEA é uma iniciativa do Instituto EDUTEA, organização dedicada à promoção da inclusão e do desenvolvimento humano por meio da educação, ciência, arquitetura inclusiva e neurodesenvolvimento. Toda a arrecadação proveniente dos ingressos será revertida para projetos, ações formativas e iniciativas sociais voltadas à comunidade autista.

Além da programação técnica, o evento abre espaço para empresas e instituições interessadas em associar suas marcas a pautas de impacto social e inclusão. As cotas de patrocínio variam entre apoio institucional e cota master, oferecendo exposição nacional, presença em materiais oficiais, redes sociais, área de stands e relacionamento direto com profissionais que influenciam decisões em setores como educação, arquitetura, saúde e tecnologia.

Serviço: Congresso Nacional EDUTEA 2026
Rosana Paciornik Nathan, arquiteta, especialista em neuroarquitetura e ABA
Data: 20 de junho de 2026
Horário: 8h às 19h
Local: Solar do Rosário
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Amor em tempos de ansiedade

Especialista alerta que relações modernas estão mais frágeis, superficiais e emocionalmente instáveis

Nunca houve tantas formas de conexão e, ao mesmo tempo, tantas dificuldades para criar vínculos profundos e duradouros. Em uma era marcada pela comunicação instantânea e pelas redes sociais, especialistas observam que muitas pessoas permanecem emocionalmente distantes, inseguras e solitárias, mesmo estando constantemente conectadas.

Segundo o psicólogo clínico Luti Christóforo, o sofrimento emocional relacionado aos relacionamentos afetivos tem aumentado significativamente nos consultórios. Ansiedade, medo de abandono, carência emocional, insegurança, dependência afetiva e dificuldade de comunicação estão entre as principais queixas de casais e também de pessoas solteiras que desejam viver relações saudáveis, mas encontram dificuldade em estabelecer conexões emocionalmente estáveis.

Um dos conceitos que ajudam a compreender esse cenário é o de “relacionamentos líquidos”, criado pelo sociólogo Zygmunt Bauman. A teoria descreve relações frágeis, superficiais e instáveis, marcadas pela dificuldade de compromisso e pela tendência de substituir pessoas rapidamente diante de frustrações, conflitos ou dificuldades naturais da convivência humana.

De acordo com Luti, muitas pessoas desejam viver grandes histórias de amor, mas apresentam medo da profundidade emocional que um relacionamento verdadeiro exige. “Muitas pessoas querem intensidade, mas sem paciência. Querem conexão, mas sem vulnerabilidade. Querem presença, mas sem responsabilidade afetiva”, afirma o psicólogo.

Os aplicativos de namoro e as redes sociais também transformaram profundamente a forma como as pessoas se relacionam. Se por um lado aproximaram pessoas que talvez nunca se encontrassem, por outro criaram a sensação constante de que sempre existe alguém “melhor” disponível. Para especialistas, isso contribui para relações mais descartáveis e emocionalmente frágeis.

Outro comportamento cada vez mais comum é o chamado ghosting, quando uma pessoa desaparece sem explicações após criar um vínculo afetivo. Para quem sofre esse afastamento repentino, as consequências emocionais podem ser profundas, provocando rejeição, ansiedade, baixa autoestima e insegurança emocional.

As redes sociais também intensificaram as comparações dentro dos relacionamentos. Muitos casais passam a acreditar que relações felizes são perfeitas o tempo todo, criando padrões irreais de felicidade. “As pessoas acabam comparando sua vida real com recortes idealizados da internet, o que gera cobranças excessivas e frustração constante dentro das relações”, explica Luti.

Outro ponto observado pelo especialista é o crescimento silencioso da solidão emocional. Existem pessoas acompanhadas que se sentem profundamente sozinhas, além de casais que convivem diariamente, mas perderam a capacidade de dialogar, ouvir, acolher e se conectar emocionalmente de forma verdadeira.

Além disso, muitos adultos carregam para seus relacionamentos feridas emocionais antigas. Traumas, abandono, rejeições, baixa autoestima e inseguranças acabam interferindo diretamente na forma de amar. “Pessoas emocionalmente feridas muitas vezes desenvolvem medo de confiar, excesso de ciúme, necessidade constante de validação ou dificuldade de se entregar emocionalmente”, destaca.

Para o psicólogo, relacionamentos saudáveis exigem maturidade emocional. “Amar não é apenas sentir. Amar também envolve diálogo, empatia, respeito, paciência, responsabilidade afetiva e disposição para enfrentar dificuldades sem transformar qualquer frustração em motivo para desistir”, finaliza.

Serviço: Luti Christóforo
Psicólogo Clínico
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