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GFX inaugura polo em São José do Rio Preto e aposta no potencial econômico do noroeste paulista 

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Empresa especializada em inteligência financeira escolhe a cidade como base estratégica para ampliar o acesso ao planejamento patrimonial integrado no interior de São Paulo 

Um dos principais polos econômicos e de serviços do interior paulista passa a contar com uma nova operação voltada à inteligência financeira. A GFX – Inteligência Financeira inaugura em 23 de junho seu novo polo em São José do Rio Preto, como parte do plano de expansão nacional da companhia. 

A chegada da empresa à cidade acompanha um movimento crescente da população por soluções que integrem planejamento financeiro, investimentos, proteção patrimonial, crédito e sucessão familiar. 

Fundada com o propósito de democratizar o acesso ao planejamento financeiro de alta performance, a GFX desenvolveu um modelo que reúne especialistas em diferentes áreas para construir estratégias completas para pessoas físicas, empresários e famílias. 

Economia de referência para o noroeste paulista 

A escolha de São José do Rio Preto ocorreu em função das características econômicas da região. Considerada referência para dezenas de municípios do noroeste paulista, a cidade reúne forte concentração de profissionais liberais, especialmente da área da saúde, empresários em fase de expansão e um mercado imobiliário aquecido. 

“São José do Rio Preto é uma cidade dinâmica e reúne características que dialogam diretamente com a proposta da GFX. Nossa chegada representa a oportunidade de aproximar a inteligência financeira de famílias, empresários e profissionais que buscam construir patrimônio de forma estruturada, protegida e sustentável”, afirma Philippe Enke Mathieu, fundador e CEO da GFX. 

Metodologia própria organiza a vida financeira 

A metodologia própria da GFX, denominada A Casa Financeira, organiza a construção patrimonial em quatro pilares: organização financeira, proteção, investimentos e planejamento sucessório. O objetivo é transformar patrimônio em legado por meio de uma visão integrada, diferentemente da atuação fragmentada tradicionalmente encontrada no mercado financeiro. 

Atualmente, a GFX soma mais de 12 mil clientes atendidos, mais de 200 consultores especializados, mais de 100 instituições parceiras e R$ 500 milhões em negócios realizados, além de crescimento superior a 100% ao ano. 

“São José do Rio Preto é uma das cidades mais dinâmicas do interior brasileiro e reúne características que dialogam diretamente com a proposta da GFX. Nossa chegada representa a oportunidade de aproximar a inteligência financeira de famílias, empresários e profissionais que buscam construir patrimônio de forma estruturada, protegida e sustentável ao longo das gerações”, afirma Philippe Enke Mathieu, fundador e CEO da GFX. 

A expansão para Rio Preto integra a estratégia nacional da companhia de ampliar sua presença regional e levar soluções de planejamento financeiro integrado para mercados considerados estratégicos. 

Brasil celebra pela primeira vez o Dia do Orgulho Autista e avança na agenda relacionada ao tema

Agora é lei: 18 de junho está oficialmente no calendário brasileiro. O dia do Orgulho Autista chega para promover a aceitação, o respeito e o orgulho da própria identidade. Criado em 2005 pela organização americana Aspies For Freedom, a data foca na neurodiversidade. Em vez de tratar o autismo como uma doença, o movimento defende o Transtorno do Espectro Autista (TEA) como uma variação neurológica natural, uma forma diferente de processar e experimentar o mundo.

No Brasil, a data ganhou status oficial com a sanção da Lei 15.365, de 2026. A celebração complementa o Dia Nacional de Conscientização sobre o Autismo, já existente em 2 de abril, mas com um propósito distinto: enquanto abril informa, junho celebra.

“Precisamos que toda a sociedade entenda que o autista é apenas diferente, processa e interpreta o mundo de outra forma. O que queremos celebrar são essas formas únicas de pensar, de interagir e de perceber o mundo ao redor”, afirma Liang Jansen, coordenadora de inclusão da Escola Willy Janz, em Curitiba.

Os números mostram a dimensão do tema. Segundo o IBGE, cerca de 2,4 milhões de brasileiros têm diagnóstico de autismo, o equivalente a 1,2% da população. Apesar disso, 46,1% dos autistas adultos no país não concluíram o ensino fundamental, índice bem acima dos 35,2% registrados na população geral. Os dados reforçam que celebrar o orgulho autista não basta: é preciso garantir direitos concretos, começando pela educação.

Respeitar o diferente

Para Liang, a inclusão é papel de toda a sociedade e também da escola. E ela começa, antes de tudo, pelo conhecimento. “A gente só inclui quando entende, quando conhece. Muitas vezes o preconceito não é maldoso, é falta de informação sobre como agir”, diz a coordenadora.

Na Escola Willy Janz, em Curitiba, esse entendimento se traduz em prática diária. Entre os alunos de inclusão, a instituição atende 49 alunos neurodivergentes e adota uma postura que não espera o diagnóstico formal para agir. “Quando um professor percebe comportamentos atípicos, como dificuldade de comunicação, de interação social ou sensibilidade exagerada a sons e estímulos, a equipe estuda o caso e convida a família para uma conversa”, relata Liang.

  De acordo com a especialista, o corpo acadêmico não precisa do laudo para criar estratégias que atendam às necessidades do aluno. “Mas é importante que os pais busquem o diagnóstico para entender o filho e buscar seus direitos. São papéis diferentes”, explica.

Cada autista é único

O símbolo do quebra-cabeça colorido, referência mundial do autismo, carrega uma mensagem: não existe um perfil único. O TEA se manifesta de formas muito diferentes, com impactos variados na comunicação, na interação social e nos comportamentos repetitivos. Há autistas que falam com fluência e outros que não se comunicam pela fala. Há os que interagem com facilidade e os que têm grande dificuldade. “Nenhum autista é igual ao outro. Cada um tem seus desafios e também muito a oferecer”, reforça a coordenadora.

Na prática, isso significa que cada aluno da Willy Janz tem um plano de ensino próprio. A rotina é antecipada para que o inesperado não vire fonte de angústia. Os movimentos repetitivos que alguns estudantes apresentam, como balançar o corpo ou agitar as mãos, são tratados como uma forma de se acalmar diante do excesso de estímulos, e não como comportamentos a corrigir. “O professor está ali para compreender esse processo, não para interrompê-lo. Depois que o aluno se organiza, ele volta às atividades”, explica Liang.

A turma que se reorganizou

Um episódio recente ilustra como a inclusão, quando bem conduzida, transforma toda a comunidade escolar. Um estudante do quinto ano, autista que não se comunica pela fala, precisava sentar na frente da sala ao lado de sua tutora e usar imagens e cartões para acompanhar as aulas. Quando a situação foi explicada à turma, um colega se levantou e ofereceu sua cadeira espontaneamente. A classe inteira se reorganizou. “Todos foram a favor. Hoje ele se sente incluído e a família está feliz”, conta Liang.

Para a coordenadora, histórias como essa mostram que a escola é um ponto de partida. “A inclusão não é só para o aluno com deficiência. É para idosos, para pessoas negras, para quem é obeso, para quem é branco. Quando formamos crianças com esses valores, elas levam isso para a vida.”

Esse princípio está no coração do movimento “Nada sobre nós, sem nós”, que defende que as próprias pessoas autistas sejam protagonistas nas discussões sobre o tema. No Brasil, o conceito foi difundido pelo professor Romeu Sassaki, referência nacional em inclusão. “Ninguém fala melhor de mim do que eu. A pessoa autista pode e deve mostrar suas limitações, mas também aquilo que é capaz”, resume Liang Jansen.

No Paraná, o cenário reflete a realidade nacional e coloca escolas como a Willy Janz em um papel que vai além do pedagógico: o de demonstrar, na prática, que a inclusão é possível, viável e transformadora. “Poder comemorar esse dia oficialmente é mais do que um símbolo. É a confirmação de que a inclusão deixou de ser pauta marginal para se tornar compromisso de todos”, conclui a coordenadora.

A história pouco conhecida do pão de mel e sua evolução até se tornar um dos doces mais populares do país

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Produzido pela Barion desde 1978 , produto se consolidou como o carro-chefe da empresa e ajudou a transformar uma receita centenária em um clássico da memória afetiva dos brasileiros

Muito antes de ganhar cobertura de chocolate e se tornar presença constante nas gôndolas brasileiras, o pão de mel já cruzava fronteiras e atravessava gerações. Nascido das receitas aromáticas preparadas com mel e especiarias na Europa medieval, o doce resistiu ao tempo, incorporou novos ingredientes e encontrou no Brasil um de seus maiores palcos, transformando-se em um dos sabores mais conhecidos e afetivos do país.

Por aqui, a combinação da massa macia com a cobertura de chocolate ajudou a consolidar sua popularidade. Com o passar dos anos, a receita deixou de estar restrita às confeitarias e produções artesanais para conquistar espaço no dia a dia dos consumidores, associando-se a momentos de celebração,conforto e lembranças da infância.

Parte importante dessa história é escrita pela Barion. A indústria paranaense produz pão de mel desde 1978 e contribuiu para levar o produto a diferentes regiões do país. Inspirada em uma receita familiar transmitida entre gerações, a empresa transformou o doce em um dos principais ícones de seu portfólio. Atualmente, são produzidas cerca de 1 mil toneladas de pães de mel por ano, volume responsável por aproximadamente 25% do faturamento da companhia

Uma receita que atravessou séculos 

A origem do pão de mel remonta a séculos atrás, quando confeiteiros europeus utilizavam o mel como principal adoçante em receitas preparadas para festividades religiosas e celebrações especiais. Com o avanço das rotas comerciais, especiarias como canela, cravo e noz-moscada passaram a fazer parte da composição do doce, conferindo o aroma e sabor característicos que permanecem até hoje.

Ao chegar ao Brasil, a receita ganhou novas interpretações. A cobertura de chocolate, que se tornaria uma das marcas registradas do produto no país, ajudou a ampliar sua popularidade e a criar uma identidade própria para o doce. O resultado foi a consolidação de um produto capaz de unir tradição, sabor e afeto em uma única experiência.

“O pão de mel faz parte da história da Barion e também da história de muitas famílias brasileiras. Ao longo dos anos, ele passou a se tornar uma lembrança afetiva presente em diferentes momentos da vida dos consumidores. É um doce que atravessa gerações mantendo sua essência e seu significado”, afirma Leonardo Barion, diretor comercial da empresa.

Memória afetiva

Essa relação emocional ajuda a explicar por que o pão de mel permanece relevante mesmo em um mercado cada vez mais dinâmico e marcado por constantes lançamentos. Um estudo publicado na revista Cognition and Emotion concluiu que os alimentos são poderosos gatilhos de nostalgia e estão associados a emoções positivas, sensação de pertencimento, conexão social e bem-estar, o que tende a gerar maior valor entre os consumidores.

Na Barion, essa tradição continua sendo um dos pilares da marca. Ao longo de quase cinco décadas, o pão de mel acompanhou mudanças de hábitos, novas tendências de consumo e transformações do mercado, sem perder as características que o tornaram popular. “A permanência do nosso produto por tantos anos demonstra a força de uma receita que se adapta aos novos tempos e continua especial para os consumidores”, destaca Leonardo.

Álbum de figurinhas vira estratégia de cultura organizacional em empresa do Paraná

Num momento em que as empresas gastam fortunas em plataformas digitais de engajamento, pesquisas de clima e programas de team building elaborados, uma distribuidora de lubrificantes de Curitiba encontrou em figurinhas a resposta para uma das maiores questões da gestão de pessoas: como fazer colaboradores de setores diferentes interagirem?

A Acipar, que movimenta 9,6 milhões de litros de lubrificantes por ano e tem cerca de 100 colaboradores no Paraná, lançou um álbum de figurinhas interno com os rostos da própria equipe. A ação nasceu ancorada no clima da Copa do Mundo, começou como uma brincadeira mas acabou revelando algo que especialistas em cultura organizacional já defendem há tempos: as conexões mais duradouras entre pessoas dentro de uma empresa costumam nascer das interações mais simples.

A mecânica por trás da ideia

O funcionamento é simples. As figurinhas foram distribuídas aleatoriamente entre todos os colaboradores. Para completar o álbum, cada pessoa precisa circular pelos setores, conversar e trocar com colegas. Não existe atalho: é necessário interagir.

Os funcionários foram divididos em quatro perfis comportamentais: Gatos, Tubarões, Lobos e Águias, numa referência ao universo de times e escalações que domina o imaginário brasileiro durante a Copa do Mundo. Cada perfil representa características distintas de comportamento e forma de trabalhar, o que transforma a troca de figurinhas também numa descoberta sobre si mesmo e sobre o colega.

“A gente queria aproveitar a energia da Copa, esse senso de time que o brasileiro carrega no sangue, e trazer isso para dentro da empresa. Mas a intenção sempre foi mais profunda do que uma brincadeira. Queríamos que as pessoas se vissem como parte de um elenco, cada uma com um papel único e necessário”, conta Luiz Alberto Gomes Jr., diretor-executivo da Acipar.

O que os números de RH dizem sobre isso

A iniciativa da Acipar dialoga diretamente com uma das tendências mais discutidas na gestão de pessoas nos últimos anos: o fortalecimento das conexões horizontais dentro das organizações.

Pesquisas recentes da consultoria Gallup apontam que colaboradores que têm um amigo próximo no trabalho são significativamente mais engajados, mais produtivos e menos propensos a deixar a empresa. O problema é que, especialmente em empresas com operações segmentadas por setor, essas conexões raramente acontecem de forma espontânea. Precisam ser provocadas.

É exatamente aí que a proposta da Acipar se destaca. Ao tornar a troca de figurinhas a única forma de completar o álbum, a empresa criou o que especialistas chamam de “fricção positiva”: uma razão concreta para que pessoas que nunca teriam motivo de conversa se aproximem.

“O que mais me surpreendeu foi ver colaboradores que trabalham aqui há anos descobrindo coisas sobre colegas que sentam a dez metros de distância. Isso não tem preço”, afirma Gomes Jr.

Cultura se constrói no corredor

O conceito por trás da ação não é novo para quem estuda comportamento organizacional. A ideia de que cultura empresarial se manifesta nas pequenas interações cotidianas, e não apenas em grandes eventos ou declarações institucionais, é defendida por pensadores como Edgar Schein, referência mundial no tema.

O que a Acipar fez foi criar um pretexto para que essas interações acontecessem de forma mais intensa e entre pessoas que normalmente não conversariam no dia a dia. O resultado foi visível nos corredores: colaboradores circulando entre setores, conversas que se estendiam além da troca de figurinhas, e um senso crescente de que a equipe é maior e mais diversa do que cada um imaginava.

“Percebemos pessoas descobrindo talentos e características em colegas que desconheciam completamente. Os colaboradores acabam descobrindo hobbies, e gostos em comum. Essas conexões constroem algo que nenhum treinamento consegue substituir”, diz o diretor-executivo.

Inovação sem complexidade

O mercado de soluções de engajamento corporativo movimenta bilhões de reais no Brasil. Plataformas de reconhecimento entre pares, aplicativos de comunicação interna, programas de pontuação por metas comportamentais, a oferta é vasta e, muitas vezes, cara.

A experiência da Acipar levanta uma questão relevante para os profissionais de RH: em que medida a complexidade de uma solução é proporcional ao seu impacto real na cultura?

A resposta que a distribuidora paranaense encontrou sugere que nem sempre. Uma figurinha com o rosto de um colega pode ser mais poderosa do que um dashboard de engajamento, dependendo do que a empresa está tentando construir.

“A gente não precisou de tecnologia sofisticada. Precisou de criatividade e acreditar que as pessoas querem se conectar,  só precisam de um motivo”, resume Gomes Jr.

O legado da iniciativa

A ação ainda está em andamento na Acipar, mas os efeitos já são percebidos pela liderança. O trânsito espontâneo entre setores aumentou. As conversas nos espaços comuns ficaram mais frequentes. E, talvez o sinal mais revelador, colaboradores passaram a comentar sobre os perfis comportamentais uns dos outros, o que indica que a linguagem dos quatro times começou a ser incorporada ao dia a dia.

Para o RH, esse é o indicador mais valioso: quando uma ação deixa de ser um evento pontual e passa a influenciar a forma como as pessoas se enxergam dentro da organização.

“No fim, o álbum vai ser completado e a Copa vai acabar. Mas as conversas que começaram aqui, essas ficam”, conclui Luiz Alberto Gomes Jr.

A Acipar é distribuidora autorizada Moove para Lubrificantes Mobil e produtos Tirreno no Paraná, com mais de 18 mil clientes na carteira e cerca de 100 colaboradores.

Prêmio Sicredi Comunicação em Rede reúne grandes nomes do jornalismo brasileiro em seu júri

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Iniciativa valoriza produções sobre cooperativismo de crédito e conta com avaliação de profissionais reconhecidos pela atuação na imprensa e na comunicação do país

Prêmio Sicredi Comunicação em Rede, que está na reta final das inscrições para jornalistas e criadores de conteúdo de todo o Brasil, acaba de divulgar a comissão julgadora responsável pela seleção dos trabalhos finalistas. O júri reúne um grupo de profissionais com ampla trajetória no jornalismo e na comunicação, reforçando o compromisso da iniciativa com a qualidade, diversidade e relevância das produções avaliadas.

A seleção dos vencedores será conduzida por um colegiado formado por profissionais de reconhecida trajetória no jornalismo, na comunicação, na academia e no cooperativismo. São eles:

  • Alda Cristina Costa – jornalista, doutora em Ciências Sociais e pós-doutora em Comunicação, Linguagens e Cultura. Docente da Universidade Federal do Pará (UFPA);
  • Camila Rodrigues da Silva – gerente de dados e investigação da Alma Preta Jornalismo;
  • Clara Maffia – gerente geral da OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), cientista política, especialista em Direito Constitucional e em Gestão Empresarial;
  • Eduardo Ribeiro – jornalista com mais de 50 anos de profissão, fundou e dirige há quase 31 anos a revista digital Jornalistas&Cia;
  • Lídia Borges – jornalista e coordenadora de Comunicação e Jornalismo do Sistema OCB/GO;
  • Lylian Brandão – executiva com mais de 30 anos de experiência em estratégia e reputação, atuou como CEO e liderou a expansão da Merco no Brasil por uma década;
  • Maíra Azevedo (Tia Má) – jornalista, artista e escritora, tem seu nome em produções renomadas e soma mais de um milhão de seguidores em suas redes sociais;
  • Mara Luquet – jornalista há mais de 30 anos, foi editora da Veja, criou o FolhaInvest na Folha de S.Paulo e o caderno de investimentos do Valor Econômico. Atualmente é responsável pelo portal MyNews;
  • Rosângela Florczak – doutora em Comunicação, professora da graduação e pós-graduação, e pesquisadora dos PPGCOM e PPGTeologia da PUC-RS;
  • Sandra Raquew Azevêdo – jornalista, doutora em Sociologia, e professora titular da Universidade Federal da Paraíba (UFPB);
  • Samuel Gomes – comunicador, criador do Guardei no Armário, autor publicado pela Companhia das Letras e vencedor do Shark Tank Brasil Creators 2025;
  • Samuel Zanello Milléo Filho – jornalista, é gerente de Comunicação e Marketing do Sistema OCEPAR.

Com experiências e áreas de atuação diversas, os jurados contribuem para uma avaliação plural, que considera não apenas aspectos técnicos, mas também o impacto social e a capacidade das produções de ampliar o entendimento sobre o cooperativismo de crédito no Brasil.

“Mais do que reconhecer boas histórias, o prêmio busca estimular narrativas que gerem impacto positivo na sociedade. Ter um júri composto por referências em suas áreas é fundamental para identificar produções relevantes, inovadoras e capazes de conectar pessoas ao propósito do cooperativismo”, afirma a gerente de Reputação Corporativa do Sicredi, Bianca Franchini.

Avaliação

A metodologia de avaliação do prêmio está estruturada em três pilares principais: qualidade técnica, impacto e criatividade. Entre os critérios considerados estão a consistência da apuração, inovação nos formatos, relevância social do conteúdo e potencial de engajamento junto ao público.

Além da análise do júri, os três finalistas de cada categoria, formato e abrangência também participam de uma etapa de votação popular, ampliando o alcance da iniciativa e estimulando o engajamento do público com os conteúdos produzidos.

A iniciativa reforça o posicionamento do Sicredi de incentivar o jornalismo e a produção de conteúdo qualificado, oferecendo não apenas reconhecimento financeiro, mas também visibilidade para histórias que evidenciam o impacto do cooperativismo de crédito no desenvolvimento econômico e social do país.

As inscrições ficam abertas até o dia 30 de junho, e os finalistas de cada categoria serão anunciados no dia 09 de setembro, quando será aberta a votação popular. A cerimônia de premiação e anúncio dos grandes vencedores acontecerá no dia 18 de novembro, em São Paulo.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Site do Sicredi: Clique aqui  

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Atendimento por voz com IA ganha força com fim da escala 6×1

Procura por soluções de automação cresceu 30% entre empresas que se preparam para a reorganização das jornadas de trabalho

A possível adoção do modelo 5×2 já começa a influenciar as decisões de empresas que dependem de operações intensivas de atendimento ao cliente. Na Nextcomm, empresa paranaense especializada em soluções tecnológicas para relacionamento com consumidores, a procura por sistemas de atendimento por voz com Inteligência Artificial cresceu, em média, 30% neste ano, impulsionada pela expectativa em torno do fim da escala 6×1.

Entre os principais desafios apontados pelas empresas estão a necessidade de reorganizar equipes, manter os níveis de produtividade e preservar a qualidade do atendimento diante de uma possível redução da carga horária de trabalho. Nesse cenário, especialistas apontam a automação inteligente como uma alternativa para ampliar a eficiência operacional e apoiar a adaptação das operações.

A avaliação é de Luiz Santin, CEO e fundador da Nextcomm, empresa especializada em soluções tecnológicas de atendimento por voz para empresas e segmentos customizados de relacionamento com clientes e público em geral.

“A transição para uma jornada de trabalho reduzida cria um cenário favorável para a automação inteligente. Muitas empresas já estão se antecipando para garantir que a mudança não afete a experiência do cliente nem a eficiência da operação”, afirma.

Segundo Santin, o aumento da procura já se refletiu na carteira de novos clientes da empresa.

“Observamos um volume maior de empresas interessadas em implantar soluções de IA por voz. Muitas delas já vinham se preparando para a possível aprovação da medida que colocará fim à escala 6×1”, aponta.

A tecnologia pode ser aplicada em call centers, sistemas de recepção, canais digitais, chats e atendimentos via WhatsApp. A expectativa é que os sistemas assumam tarefas repetitivas e de triagem, permitindo que as equipes humanas concentrem esforços em atividades mais estratégicas e de maior complexidade.

“Com as tecnologias já disponíveis, o nível de interação da IA é bastante elevado. Essas ferramentas ajudam a ampliar a capacidade operacional das empresas e podem absorver parte das demandas rotineiras, especialmente em horários alternativos, como noites, madrugadas e finais de semana”, observa.

Produtividade e adaptação

Com a discussão sobre a adoção da escala 5×2, empresas de setores intensivos em atendimento ao cliente já começam a avaliar formas de manter seus níveis de serviço e produtividade. Para Luiz Santin, o principal desafio será reorganizar operações sem comprometer a experiência do consumidor.

A percepção acompanha uma tendência observada internacionalmente. Estudo da organização britânica Autonomy, elaborado com base em projeções da Goldman Sachs, aponta que os ganhos de produtividade proporcionados pela Inteligência Artificial podem criar condições para a adoção de jornadas reduzidas sem prejuízo à eficiência operacional. A análise indica que a tecnologia tende a absorver tarefas repetitivas e ampliar a produtividade das equipes, permitindo que empresas mantenham seus resultados mesmo com menos horas trabalhadas.

“Independentemente do formato que vier a ser adotado, as empresas precisarão encontrar maneiras de manter a qualidade do atendimento e a eficiência operacional. A tecnologia pode contribuir nesse processo ao automatizar tarefas repetitivas e permitir que as equipes se concentrem em atividades mais estratégicas”, afirma.

Segundo o executivo, soluções de Inteligência Artificial aplicadas ao atendimento podem auxiliar em funções como triagem de demandas, agendamentos, respostas a perguntas frequentes e qualificação inicial de contatos. Com isso, os profissionais passam a dedicar mais tempo a situações que exigem análise, negociação e relacionamento.

“A automação não substitui o atendimento humano, mas amplia a capacidade operacional das empresas. Em um cenário de mudanças nas jornadas de trabalho, esse tipo de ferramenta pode apoiar a adaptação dos negócios de forma gradual e organizada”, completa Santin.

Sobre a Nextcomm

Fundada em 2008, em Curitiba (PR), a Nextcomm entregou mais de 5 mil projetos ao longo de sua trajetória e atendeu mais de 700 empresas em todos os estados brasileiros. Sua operação inclui soluções sob medida, como telefonia em nuvem, automação de atendimento, CRM, cibersegurança e Inteligência Artificial.

Entre os produtos lançados em 2025 estão o Next_Ai, assistente de voz que ouve, entende e responde em tempo real às chamadas telefônicas, e o Next_CRM, que inclui soluções omnichannel como o Next_Chat, com agentes de Inteligência Artificial integrados para apoiar o atendimento e potencializar o relacionamento das empresas com seus clientes.

Em 2026, a Nextcomm iniciou uma parceria estratégica com a ElevenLabs, multinacional especializada em soluções de atendimento por voz com Inteligência Artificial.

Jardim Olinda conquista 1º lugar no Alfabetiza PR

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Com resultados significativos na Prova Paraná Mais, município recebeu reconhecimento nesta segunda-feira (15); Santo Antônio do Caiuá também teve menção honrosa

Às margens do Rio Paranapanema, na divisa do Paraná com São Paulo, a pequena Jardim Olinda tem pouco mais de 1,3 mil habitantes e muito o que comemorar. O município acaba de conquistar o primeiro lugar no programa Alfabetiza Juntos, promovido pelo governo paranaense. A cerimônia de premiação foi realizada nesta segunda-feira (15), em Curitiba.

A conquista é ainda mais significativa quando se olha para os dados de alfabetização no Brasil. De acordo com os resultados divulgados pelo Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, coordenado pelo Ministério da Educação, cerca de 66% das crianças da rede pública alcançaram o padrão esperado de alfabetização na idade adequada no último ciclo de avaliação. Embora o índice esteja acima da meta nacional estabelecida para o período, ainda há um importante desafio para garantir que todas as crianças brasileiras desenvolvam plenamente as competências de leitura e escrita no tempo previsto.

Por isso, resultados como o de Jardim Olinda servem de inspiração e modelo para outros tantos municípios, em todas as regiões do país. Para o prefeito do município, Weverton José dos Santos Lima, o prêmio é resultado de um trabalho em equipe. “Essa vitória reflete o acerto das nossas políticas públicas integradas, que priorizam investimentos essenciais em materiais didáticos e sistema de ensino adequados e, sobretudo, na capacitação contínua dos nossos educadores e acompanhamento detalhado junto aos gestores escolares”, comemora. Além de Jardim Olinda, Santo Antônio do Caiuá, ali perto, também recebeu um reconhecimento pelos bons resultados.

Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a alfabetização deve ser consolidada até o final do 2º ano do Ensino Fundamental, reafirmando a importância dos primeiros anos escolares como uma etapa decisiva para o desenvolvimento integral das crianças. Essa orientação dialoga com as evidências produzidas pelas ciências da aprendizagem e do desenvolvimento infantil, que demonstram a relevância das experiências vivenciadas nesse período, marcado pela intensa plasticidade cerebral e por grandes possibilidades de construção das bases da leitura, da escrita e do pensamento. Para que esse processo aconteça de forma efetiva, é fundamental garantir práticas pedagógicas intencionais, acompanhamento sistemático das aprendizagens e intervenções qualificadas que considerem o percurso de cada estudante. A alfabetização não representa apenas o domínio de um conjunto de habilidades; ela constitui uma condição essencial para que a criança amplie sua participação no mundo, avance nas diferentes áreas do conhecimento e tenha assegurado seu direito de aprender. Como destaca Acedriana Vogel, diretora pedagógica da Aprende Brasil Educação, “quando as dificuldades relacionadas à alfabetização não são identificadas e acompanhadas no tempo adequado, podem gerar impactos significativos em toda a trajetória escolar. Garantir que todos e cada um dos estudantes aprendam é um compromisso coletivo, que exige olhar atento, planejamento e ações pedagógicas capazes de transformar desafios em possibilidades.”

Sistema estruturado e acompanhamento contínuo

O processo de alfabetização é, muitas vezes, desafiador em um país de dimensões continentais como o Brasil. Ele esbarra, por exemplo, nas condições socioeconômicas da população, na infraestrutura das escolas, na formação do corpo docente e nos materiais didáticos disponíveis. Por isso, torna-se ainda mais importante garantir que os estudantes tenham acesso a um sistema de ensino integrado e a um acompanhamento contínuo de seu desenvolvimento, com atenção ainda mais focada durante os primeiros anos da vida escolar. “Entendemos que a abordagem educacional tem feito toda a diferença na hora do processo de aquisição das habilidades de leitura e escrita, que é um processo muito complexo. Temos investido muito nisso ao longo dos últimos anos, por exemplo, com nossa parceria com a Aprende Brasil Educação. Assim fortalecemos as condições para que os educadores estejam preparados para lidar com crianças que aprendem em ritmos diferentes e, ao mesmo tempo, que o material utilizado respeite essa diversidade”, ressalta a secretária de Educação de Jardim Olinda, Jocilene Guirado Soares.

Premiação

O Alfabetiza Juntos é uma estratégia de colaboração entre o Governo do Estado do Paraná e os municípios para garantir a alfabetização de crianças na idade certa. Ele integra o programa Educa Juntos, focado em melhorar a aprendizagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

O Prêmio Alfabetiza Juntos: Reconhece as escolas da rede municipal que atingiram os melhores desempenhos na Prova Paraná Mais e no IDE-Alfa (Índice de Desenvolvimento Educacional do Paraná na Alfabetização). Em 2026, o prêmio reconheceu o trabalho de 300 escolas municipais de 154 municípios do Paraná. As escolas vencedoras receberam, além da placa de reconhecimento, kits com Chromebooks e fones de ouvido.

O secretário Roni Miranda reforçou que o Estado está comprometido com políticas públicas robustas para apoiar os municípios. “Os bons exemplos mostram que é possível avançar. Estamos fazendo a nossa parte e seguiremos lado a lado com cada rede municipal, oferecendo recursos e estratégias baseadas em evidências para garantir a alfabetização de todos os estudantes.”

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Sobre a Aprende Brasil Educação

A Aprende Brasil Educação atua em todo o território nacional, potencializando a educação pública brasileira, oferecendo soluções educacionais que estimulam o conhecimento e apoiam os estudantes da Educação Infantil aos anos finais do Ensino Fundamental no processo de aprendizagem. Saiba mais em aprendebrasil.com.br

Da venda à gestão de dados: como a profissão de corretor está se tornando mais complexa

Com novas exigências de mercado, tecnologia e mudanças no comportamento do consumidor, profissionais do setor imobiliário ampliam a busca por qualificação e atualização constante

Durante décadas, a atividade de corretor de imóveis esteve associada principalmente à experiência prática e à capacidade de negociação. Hoje, porém, o cenário é outro. Aspectos como legislação, planejamento urbano, comportamento do consumidor, análise de dados e inteligência artificial passaram a fazer parte da rotina de um mercado cada vez mais complexo e profissionalizado.

Nesse contexto, a capacitação contínua ganha protagonismo. Para Derli Lessnau, coordenador dos cursos da Universidade Apolar (UNIAP), a evolução da profissão acompanha as transformações do próprio mercado imobiliário. Para ele, a tendência é que as exigências de formação continuem evoluindo nos próximos anos. “O que nós acreditamos é que, com esse boom de tecnologia, dentro de pouco tempo não será possível ser corretor se não tiver uma formação superior”, afirma.

A percepção ajudou a impulsionar a criação da iniciativa educacional da Apolar que hoje oferece cursos de MBA e graduação em Gestão de Negócios Imobiliários voltados para profissionais que já atuam ou desejam ingressar no setor.

Como parte desse movimento de atualização profissional, a Universidade Apolar (UNIAP) está com inscrições abertas para o curso de MBA em Gestão de Negócios Imobiliários. A formação tem duração de 12 meses, com início previsto para 17 de agosto de 2026, e aulas realizadas todas as segundas-feiras, das 19h às 22h. Voltado para profissionais que desejam aprofundar conhecimentos sobre gestão, mercado e novas ferramentas do setor, o curso tem como foco a preparação contínua diante das transformações da atividade imobiliária.

De vendedor a especialista

A evolução da profissão ajuda a explicar esse movimento. Segundo Lessnau, quando a atividade foi regulamentada, na década de 1960, praticamente não havia exigências formais de formação. Com o passar dos anos, a regulamentação avançou, surgiu a exigência do curso Técnico em Transações Imobiliárias (TTI) para obtenção do registro profissional e as demandas do mercado se tornaram mais sofisticadas.

Além dos conhecimentos tradicionais sobre compra, venda e locação de imóveis, os profissionais precisam compreender aspectos jurídicos, tendências de consumo, desenvolvimento urbano e novas tecnologias. “Os recursos vinculados à tecnologia permitem que o gerenciamento de cada atendimento, de cada CRM, de cada lead e de cada pesquisa seja muito mais profissional, gerando maior probabilidade de negócios e maior satisfação dos clientes”, explica.

Para o coordenador, a inteligência artificial já faz parte dessa nova realidade, mas representa apenas um dos elementos de uma transformação mais ampla. “Hoje é preciso que cada corretor esteja atento à sua formação e à sua adequação ao processo de inteligência artificial, utilizando os recursos possíveis em termos de divulgação, aperfeiçoamento e suporte aos clientes”, conclui.

Formação acompanha as transformações do mercado

O movimento também atrai profissionais experientes. Após sete anos atuando no mercado imobiliário, Anderson Esteves decidiu voltar para a sala de aula em busca de atualização profissional. “Achei que era o momento de procurar uma formação que realmente agregasse”, conta.

Entre os conteúdos que mais chamaram sua atenção estão a análise de dados e a inteligência artificial. “A inteligência artificial já está sendo utilizada no mercado imobiliário, mas tenho certeza de que o uso daqui para frente vai ser maior ainda. Ter uma disciplina específica sobre o tema foi importante para entender como aplicar essa tecnologia na prática”, avalia.

Para Lessnau, no entanto, a tecnologia é apenas uma das mudanças que vêm transformando o setor. Questões como legislação, comportamento do consumidor, desenvolvimento urbano e o próprio cenário econômico também impactam diretamente a atividade. Nesse contexto, acompanhar as transformações do mercado passa a ser parte essencial da formação dos profissionais imobiliários.

Dificuldade para falar, entender ou escrever pode indicar afasia, alteração neurológica da linguagem

No mês de conscientização, CREFONO3 reforça a importância da atuação do fonoaudiólogo no diagnóstico e da reabilitação para preservar autonomia

Responder uma pergunta, escrever uma mensagem ou participar de uma conversa em família muitas vezes são ações tão automáticas que nem percebemos a complexidade delas. Para que a comunicação aconteça, o cérebro precisa compreender sons, palavras e significados, além de organizar pensamentos, para assim escolher os termos adequados e enviar os comandos à fala. 
Quando esse sistema é afetado por uma lesão ou condição neurológica, a linguagem pode ser comprometida em diferentes níveis. A pessoa pode ter dificuldade para encontrar palavras, compreender o que é dito e formular frases, mesmo com outras capacidades cognitivas sendo preservadas. 
Junho é o  Mês de Conscientização da Afasia, e o Conselho Regional de Fonoaudiologia do Paraná e Santa Catarina (CREFONO3) chama atenção para o tema para que a condição, frequentemente confundida com desatenção, confusão mental ou perda da capacidade intelectual, seja devidamente diagnosticada e, desta forma, favoreça o tratamento para que a linguagem seja processada. 
A afasia é definida como um distúrbio de linguagem de origem neurológica, que pode comprometer tanto a linguagem falada quanto a escrita, e pode ser desencadeada após diferentes condições.
De acordo com Roxele Ribeiro Lima, fonoaudióloga, CRFa 8571, do CREFONO3 e especialista em Distúrbios da Comunicação Neurológica em Joinville (SC), um dos pontos centrais é compreender que a afasia não está relacionada à perda de inteligência. “A pessoa com afasia expressa suas ideias da mesma forma que conseguia antes. O problema está na linguagem, não na capacidade de pensar ou sentir. Embora as dificuldades de comunicação possam influenciar a forma como a pessoa participa das decisões, ela continua tendo opiniões, desejos e sentimentos”, explica. 
Embora seja frequentemente associada ao AVC, a afasia não deve ser reduzida a uma única causa. O AVC aparece como uma das condições mais conhecidas porque pode afetar regiões cerebrais ligadas à linguagem. Estudos publicados na área fonoaudiológica apontam que a prevalência de afasia após AVC pode variar entre 15,2% e 42%, com referência de 22,6% no Brasil. 
Na rotina, os impactos podem ser profundos. O tratamento não se resume à fala. A reabilitação precisa considerar como a pessoa se expressa, quais habilidades permanecem preservadas e as situações do cotidiano que se tornaram mais difíceis. Nesse processo, a Fonoaudiologia tem papel fundamental na avaliação da linguagem e definição de estratégias terapêuticas. 
“A reabilitação não busca apenas recuperar palavras. Ela trabalha possibilidades reais de comunicação. Em alguns casos, isso envolve falar; em outros, leitura, escrita, gestos, imagens, recursos alternativos e estratégias para que a pessoa volte a se expressar com mais segurança no cotidiano”, destaca a especialista. 
A afasia evidencia que comunicação é um direito essencial para autonomia, reconhecer os sinais, buscar avaliação especializada e adaptar a forma de se comunicar são medidas que reduzem barreiras e ajudam a preservar a participação social de quem convive com a condição. O mês de conscientização reforça a necessidade de transformar informação em acolhimento e reabilitação. 

SOBRE O CREFONO3
O Conselho Regional de Fonoaudiologia – 3ª Região (CREFONO 3), atuante no Paraná e em Santa Catarina, constitui, em conjunto com o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), uma autarquia federal. É responsável por zelar pelo cumprimento das leis, normas e atos que norteiam o exercício da fonoaudiologia, a fim de proteger a integridade moral da profissão, dos profissionais e dos usuários diretos.
Ao zelar pelo exercício regular da profissão, o CREFONO3 protege o fonoaudiólogo daqueles que exercem inadequadamente ou ilegalmente a profissão, além de proporcionar melhores condições para que a população tenha um atendimento adequado ao consultar o profissional.

Roxele Ribeiro Lima, fonoaudióloga, CRFa 8571, do CREFONO3 e especialista em Distúrbios da Comunicação Neurológica em Joinville está disponível para entrevistas

Instagram deixa de ser apenas rede social e se aproxima dos mecanismos de busca

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Instagram deixa de ser apenas rede social e se aproxima dos mecanismos de busca

Especialistas apontam que atualizações recentes da Meta revelam uma mudança estrutural: a descoberta de empresas, profissionais e serviços está migrando para dentro do Instagram

Que o Instagram é uma rede social associada a curtidas, seguidores e engajamento, todo mundo já sabia. Mas uma série de atualizações lançadas pela Meta ao longo de 2026 sugere uma transformação mais profunda: a plataforma está evoluindo para um ambiente onde busca, descoberta, inteligência artificial e recomendação passam a desempenhar papel central.

Até então, o Instagram foi relativamente simples de entender. As marcas publicavam fotos e vídeos. Os usuários seguiam perfis. O algoritmo distribuía conteúdo com base em curtidas, comentários e engajamento. E as hashtags desempenhavam um papel importante na descoberta de novos conteúdos. Mas essa lógica começou a mudar.

“Não por causa de uma única atualização. Nem por causa de um único recurso. A transformação aconteceu através de dezenas de mudanças que, quando analisadas em conjunto, revelam algo maior: o Instagram está deixando de funcionar apenas como uma rede social e se aproximando cada vez mais de uma plataforma de descoberta baseada em busca, contexto, inteligência artificial e recomendação”, afirma Lucas Raganhan, fundador da agência de marketing digital Sirène Media & Strategy.

Para empresas, profissionais e criadores de conteúdo, essa mudança não é apenas tecnológica. É estratégica.

O comportamento do usuário mudou

A transformação do Instagram acompanha uma mudança mais ampla no comportamento digital. Segundo dados divulgados pelo próprio Google, cerca de 40% da Geração Z utiliza plataformas como Instagram e TikTok para descobrir lugares, produtos e serviços.

Mas essa mudança não significa que o Google deixou de ser importante. “O que está acontecendo é uma diversificação da descoberta. As pessoas continuam pesquisando, mas estão pesquisando em mais lugares. Dependendo da necessidade, a descoberta pode começar no Instagram, no TikTok, em uma ferramenta de IA ou no Google.”

Na prática, a jornada do consumidor se tornou mais fragmentada. Hoje uma pessoa pode descobrir um restaurante no Instagram, verificar avaliações no Google, assistir vídeos no TikTok e pedir recomendações para uma inteligência artificial antes de tomar uma decisão.

As atualizações revelam uma direção clara

Ao longo de 2026, a Meta lançou dezenas de novidades para o Instagram. Individualmente, elas parecem melhorias pontuais. Mas, observadas em conjunto, revelam uma estratégia consistente. Entre os destaques estão:
→ fortalecimento do Instagram Maps;
→ expansão da busca baseada em palavras-chave;
→ maior integração de inteligência artificial;
→ novos recursos para negócios;
→ ferramentas avançadas de análise competitiva;
→ ampliação das funcionalidades de monetização;
→ lançamento do Instagram Plus e Meta One.

Segundo Lucas, o ponto mais importante não está em cada recurso isoladamente. “Quando observamos essas mudanças separadamente, elas parecem apenas novas funcionalidades. Quando observamos o conjunto, percebemos uma plataforma sendo preparada para descoberta, recomendação e negócios.”

Durante muitos anos, empresas utilizavam o Instagram principalmente para relacionamento e visibilidade. Agora surge uma nova camada: a descoberta. O fortalecimento do Instagram Maps é um exemplo claro dessa mudança. A ferramenta permite que usuários encontrem conteúdos, locais e empresas com base em localização geográfica, comportamento e contexto. Para negócios locais, isso representa uma oportunidade importante.

Clínicas, restaurantes, fotógrafos, hotéis, agências de viagem, consultorias e prestadores de serviço passam a disputar atenção não apenas no Google Maps, mas também dentro do próprio Instagram. Isso amplia a importância de fatores como: geolocalização; conteúdo regional; presença consistente; contexto local e reputação digital.

O papel das hashtags está mudando

Uma das dúvidas mais frequentes entre empresas é se as hashtags ainda funcionam. A resposta é sim. Mas elas deixaram de ser a estratégia principal. Hoje, o Instagram parece cada vez mais interessado em compreender contexto e significado. A plataforma analisa elementos como: palavras utilizadas nas legendas; termos presentes na biografia; localização; temas recorrentes; comportamento dos usuários e consistência dos conteúdos publicados.

Isso aproxima o Instagram de conceitos tradicionalmente associados ao SEO. “O algoritmo está ficando mais inteligente para entender assuntos, especialidades e contexto. As hashtags continuam existindo, mas deixaram de ser o centro da estratégia”, explica Lucas.

Inteligência artificial acelera a transformação

Outro aspecto que chama atenção é a crescente presença da inteligência artificial dentro do ecossistema Meta. Ao longo dos últimos meses, a empresa incorporou IA em diferentes áreas da plataforma. Entre elas: geração e expansão de imagens; recomendações de conteúdo; resumos automáticos de mensagens; personalização da experiência e descoberta de conteúdos.

Para especialistas, a relevância dessa mudança vai além da automação. Ela demonstra que as plataformas estão migrando de um modelo baseado apenas em distribuição para um modelo baseado em interpretação. Em outras palavras: os algoritmos não querem apenas mostrar conteúdos. Eles querem compreender conteúdos. E isso muda profundamente a forma como empresas devem construir sua presença digital.

O que muda para as empresas?

Talvez a principal consequência dessa transformação seja a mudança de foco, pois por muitos anos, estratégias de redes sociais giraram em torno de perguntas como: Quantos seguidores temos? Quantas curtidas recebemos? Qual foi o alcance da publicação?

Agora surge uma nova pergunta: a plataforma consegue entender claramente quem somos? Segundo Lucas, esse é o novo desafio. “A discussão deixa de ser quantos seguidores uma empresa possui. A pergunta passa a ser se a plataforma consegue compreender claramente o que aquela empresa faz, para quem trabalha e qual problema resolve.” Isso exige mais clareza de posicionamento, mais consistência temática e menos dependência de tendências passageiras.

O fim das estratégias isoladas

Outra conclusão importante é que nenhuma plataforma funciona sozinha. O Instagram continua relevante, mas ele passa a fazer parte de um ecossistema mais amplo. Hoje, a descoberta digital acontece através da combinação entre: Instagram; Google; websites; Google Business Profile; LinkedIn; inteligência artificial e plataformas de vídeo.

Empresas que concentram toda sua presença digital em apenas um canal tendem a ficar mais vulneráveis às mudanças constantes de comportamento e algoritmo. Por isso, especialistas defendem uma abordagem integrada.

“O maior erro que uma empresa pode cometer hoje é depender exclusivamente de uma única plataforma para gerar visibilidade. O futuro da presença digital está nos ecossistemas, não nos canais isolados.”

O que empresas deveriam fazer agora?

Embora as mudanças sejam significativas, a recomendação não é correr atrás de cada nova funcionalidade. O foco deve continuar nos fundamentos. Entre as ações mais importantes estão: construir autoridade em temas específicos; manter um posicionamento claro; utilizar palavras-chave relevantes em perfis e conteúdos; produzir conteúdo original e especializado; fortalecer a presença local; integrar redes sociais, website e SEO e investir em reputação digital. Em um ambiente cada vez mais competitivo, ser compreendido passa a ser tão importante quanto ser encontrado.

O futuro da descoberta digital

O Instagram não está substituindo o Google. Assim como a inteligência artificial não substituiu os mecanismos de busca. O que está acontecendo é uma disputa pela descoberta.

As plataformas estão competindo para se tornar o primeiro lugar onde as pessoas encontram respostas, recomendações e soluções. E isso muda a forma como empresas devem pensar sua presença online. “O futuro não pertence necessariamente às marcas que publicam mais conteúdo. Pertence às marcas que conseguem comunicar com clareza quem são, o que fazem e por que merecem ser lembradas”, conclui Lucas.

Para empresas, a mensagem é clara: A descoberta digital deixou de acontecer em apenas um lugar. E as marcas que compreenderem essa mudança mais cedo terão uma vantagem importante nos próximos anos.

A Sirène Media & Strategy atua na construção de presença digital estratégica para empresas que desejam ser descobertas, lembradas e recomendadas, seja no Google, nas redes sociais ou nos novos mecanismos de inteligência artificial.

Mais informações: www.sirenemedia.com/pt