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Proteção das nascentes orienta atuação de indústria de água mineral no Paraná

Gestão ambiental rigorosa da Font Life  garante qualidade e sustentabilidade no abastecimento

A água mineral, reconhecida pela pureza e qualidade, também passou a integrar uma das principais preocupações ambientais do planeta: a segurança dos recursos hídricos. Embora o Brasil seja considerado um país rico em água, especialistas alertam que a disponibilidade de água doce está sob pressão crescente em todo o mundo.

Dados recentes de organismos internacionais mostram a dimensão do desafio. A disponibilidade de água doce por pessoa caiu mais de 20% nas últimas duas décadas, enquanto a demanda continua em alta. Em um recorte mais recente, a redução foi de cerca de 7% apenas nos últimos dez anos. Além disso, metade dos países do mundo já apresenta algum nível de degradação em seus sistemas de água doce, incluindo rios, lagos e aquíferos .

Esse cenário é impulsionado por fatores como mudanças climáticas, poluição e uso excessivo da água. A combinação desses elementos tem levado especialistas a falar em uma nova era de pressão sobre os recursos hídricos, com impactos diretos na disponibilidade e na qualidade da água.

Diante desse contexto, a pergunta que ganha força é direta: a água mineral pode acabar?

Segundo o diretor administrativo da Font Life, Célio Baggio, a resposta não é simples e requer atenção aos detalhes.

 “A água não vai simplesmente desaparecer, mas as fontes podem ser comprometidas se não houver gestão responsável. A água mineral é um recurso natural finito e precisa ser tratada como tal”, afirma o diretor.

Localizada em Quitandinha, na Região Metropolitana de Curitiba, a Font Life atua há mais de duas décadas no envase de água mineral e vem intensificando investimentos em controle ambiental e preservação das nascentes. 

“Todo o nosso processo é baseado em equilíbrio. A retirada da água precisa respeitar o tempo da natureza. Se não houver esse cuidado, o impacto pode ser irreversível ao longo dos anos”, explica Baggio.

Outro ponto central é a proteção do entorno das fontes. A preservação da vegetação nativa é considerada essencial para manter o ciclo natural da água e evitar contaminações. “Não basta cuidar da água, é preciso cuidar de todo o ecossistema que permite que ela exista. A nascente depende diretamente do ambiente ao redor”, destaca o empresário.

O tema se torna ainda mais relevante em meio a eventos climáticos extremos. Ondas de calor, períodos prolongados de estiagem e alterações no regime de chuvas têm impacto direto tanto na disponibilidade quanto no consumo de água. A demanda crescente, aliada à pressão ambiental, reforça a necessidade de planejamento de longo prazo.

“A gente já percebe mudanças no comportamento de consumo, especialmente em períodos de calor intenso. Isso aumenta nossa responsabilidade em garantir que o recurso continue disponível no futuro”, afirma o diretor.

Além das ações internas, a Font Life também aposta na conscientização como parte da solução. A empresa promove visitas guiadas e iniciativas educativas para mostrar à população a importância da preservação dos recursos hídricos.

Apesar de abundante, apenas cerca de 2,5% da água existente na Terra é doce e própria para consumo , o que reforça a necessidade de uso responsável.

“O futuro da água mineral depende das decisões que tomamos hoje. Sustentabilidade não é uma escolha, é uma condição para que o setor continue existindo”, conclui Célio Baggio.

NR-1 exige o que antes era invisível: como medir riscos psicossociais nas empresas

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Atualização da norma inaugura uma nova lógica de gestão; fatores como estresse, burnout e assédio deixam de ser subjetivos e passam a impactar diretamente indicadores, custos e resultados corporativos

A recente atualização da NR-1, cuja entrada em vigor foi adiada para maio, pode ter ampliado o prazo de adequação, mas não reduziu a urgência do tema nas empresas. Ao contrário: o novo texto consolida uma virada de chave ao exigir que os riscos psicossociais sejam tratados com o mesmo rigor aplicado a qualquer outro risco operacional, com método, governança e evidências.

Na prática, fatores como o estresse, o burnout e o assédio deixam de ser tratados como questões subjetivas ou iniciativas isoladas de bem-estar e passam a integrar formalmente o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Isso implica a identificação, a avaliação, o controle e monitoramento contínuos, além da necessidade de registros e comprovações. O que antes era visto como uma agenda complementar passa a ocupar espaço na estratégia do negócio, com impacto direto na gestão, na conformidade e nos resultados.

Do invisível ao indicador

Um dos principais desafios impostos pela nova NR-1 está na capacidade de transformar aspectos intangíveis em dados concretos. Clima organizacional, sobrecarga e segurança psicológica deixam de ser percepções difusas e passam a exigir tradução em métricas capazes de sustentar decisões.

Esse movimento ocorre a partir da combinação entre dados de percepção e dados operacionais. Pesquisas de clima, engajamento e segurança psicológica ajudam a captar a experiência dos colaboradores, enquanto indicadores como absenteísmo, rotatividade e afastamentos por transtornos mentais revelam os impactos desses fatores na operação. Quando integradas, essas informações permitem identificar padrões, acompanhar tendências e transformar o que antes era subjetivo em dados acionáveis.

Com isso, indicadores tradicionalmente analisados de forma isolada passam a ganhar novo significado quando conectados. Taxas de absenteísmo e turnover, afastamentos relacionados a transtornos mentais — especialmente aqueles classificados sob CID F —, volume de denúncias de assédio e níveis de engajamento passam a dialogar diretamente com métricas de produtividade e desempenho, evidenciando que os riscos psicossociais estão no centro da operação, e não à margem.

O erro que custa caro

“Apesar do avanço na conscientização, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades na execução. O erro mais comum está em coletar dados sem transformá-los em ação. Pesquisas são aplicadas, indicadores são levantados, mas faltam planos estruturados e acompanhamento consistente ao longo do tempo”, explica Adriano Cruz, Head de HCM na Senior Sistemas.

Outro ponto crítico é a concentração do tema exclusivamente no RH. A lógica da norma exige uma abordagem integrada, envolvendo lideranças, áreas de Segurança e Saúde do Trabalho e instâncias de governança. Sem essa articulação, a gestão perde efetividade e compromete tanto a conformidade quanto os resultados.

O custo invisível da inação

Se medir já é um desafio, ignorar os riscos psicossociais pode sair ainda mais caro. Um dos aspectos menos explorados dessa agenda está justamente no impacto financeiro da inação. Ambientes de trabalho deteriorados afetam não apenas os indivíduos, mas também a dinâmica coletiva das equipes, reduzindo a colaboração, o engajamento e a capacidade produtiva.

O presenteísmo é um dos exemplos mais emblemáticos desse custo invisível: o colaborador está presente, mas com desempenho comprometido. Esse fenômeno, muitas vezes negligenciado, corrói a produtividade de forma silenciosa. Paralelamente, aumentam os afastamentos prolongados, a perda de talentos estratégicos e os custos associados à contratação e adaptação de novos profissionais.

Há ainda um efeito cascata que alcança o campo jurídico e o reputacional. Crescem as ações trabalhistas relacionadas ao adoecimento ocupacional e ao assédio, ao mesmo tempo em que a imagem da empresa pode ser afetada, impactando sua capacidade de atrair e reter talentos. Quando analisados em conjunto, esses fatores revelam que os riscos psicossociais já têm impacto financeiro direto e relevante sobre os resultados das empresas.

Da obrigação legal à estratégia de negócio

Diante desse novo cenário, atender à NR-1 deixa de ser apenas uma questão de compliance e passa a exigir uma revisão mais ampla da governança. As empresas precisam estruturar processos claros, definir responsabilidades e criar rotinas contínuas de monitoramento dos riscos psicossociais. A integração entre Saúde e Segurança do Trabalho (SST), clima organizacional e gestão jurídica é essencial para reduzir passivos e fortalecer a cultura de compliance.

Na prática, a NR-1 expõe uma fragilidade que muitas empresas ainda têm dificuldade de admitir, que é o fato de não dar mais para tratar riscos psicossociais como algo subjetivo ou desconectado da operação. 

“Quando saúde e segurança, clima organizacional e jurídico não conversam, o que se perde não é só eficiência, são decisões, produtividade e dinheiro. As organizações que conseguirem integrar essas dimensões em dados acionáveis vão sair na frente, não apenas em compliance, mas em performance. É justamente nesse ponto que soluções integradas, como as da Senior, passam a ter um papel importante ao conectar dados de SST, clima e jurídico para apoiar uma atuação mais preventiva e orientada por dados”, afirma Adriano Cruz.

Com isso, a integração entre áreas, a criação de fóruns ou comitês dedicados à saúde mental e o uso de tecnologia para consolidar dados e gerar indicadores em escala começam a se consolidar. Mais do que atender à norma, essas práticas contribuem para uma gestão mais eficiente e orientada por dados, com impacto direto na redução de reclamatórias trabalhistas e na promoção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

Um novo estágio ainda inicial

Apesar dos avanços, a maturidade das empresas brasileiras nesse tema ainda é considerada inicial. Muitas organizações atuam de forma reativa, focadas no cumprimento mínimo das exigências, e enfrentam dificuldades para mensurar e integrar esses riscos ao PGR de maneira estruturada.

A atualização da NR-1, no entanto, tende a acelerar esse processo. Ao formalizar a obrigatoriedade da gestão dos riscos psicossociais, a norma reposiciona o tema no centro das decisões corporativas, não mais como uma pauta acessória, mas como um fator crítico de desempenho econômico. “O que antes era invisível agora precisa ser medido e, principalmente, gerenciado. Ignorar essa transformação não apenas aumenta riscos, como também compromete, de forma concreta, a sustentabilidade financeira das empresas”, finaliza Adriano Cruz.

Mais livros, menos telas: 10 motivos para incentivar a leitura de crianças e adolescentes

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Aumento desproporcional do uso de telas e declínio de hábitos literários despertam preocupação em educadores e instituições de ensino

Quanto tempo seu filho passa diante de uma tela todos os dias? E quanto tempo dedica à leitura por prazer? Essa comparação, cada vez mais presente nas conversas entre pais e educadores, revela um cenário preocupante: enquanto o uso de dispositivos digitais cresce de forma acelerada, o hábito literário perde espaço na rotina dos jovens. Dados recentes da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2024) mostram que mais da metade da população brasileira (53%) se considera não leitora e apenas uma em cada cinco pessoas afirma ler livros no tempo livre.

Diante desse contexto, o Grupo Positivo decidiu transformar o incentivo à leitura em um de seus pilares estratégicos para 2026, ampliando o projeto que teve início no ano anterior e trouxe resultados mensuráveis, segundo pesquisa da instituição. O novo posicionamento do grupo envolve a ampliação das ações em mais de 200 escolas e comunidades em todo o país. A iniciativa envolve investimentos em bibliotecas, formação de professores, criação de espaços literários e programas de mediação da leitura.

“Queremos recolocar a leitura literária no centro da vida das pessoas. Acreditamos que o acesso ao livro precisa ser cotidiano e afetivo, especialmente nas comunidades mais vulneráveis”, destaca a doutora em Educação e pesquisadora do Instituto Positivo, Maíra Weber. Segundo ela, a estratégia combina investimento social, engajamento e atuação territorial. “Estamos estruturando uma política permanente de fomento à leitura. Trata-se da construção de uma rede de incentivo que envolva colaboradores e comunidades”, relata. 

A seguir, professores e especialistas listam dez motivos que explicam por que incentivar a leitura é, hoje, uma decisão estratégica para o presente e o futuro das novas gerações.

1.Desenvolve a empatia e melhora os relacionamentos

A leitura literária coloca o leitor dentro da mente e do coração de outras pessoas — reais ou imaginárias. Uma pesquisa publicada em 2013 na revista Science mostrou que quem lê ficção literária, especialmente obras com personagens complexos e dilemas morais, melhora o entendimento das emoções e motivações humanas. De acordo com a professora e assessora pedagógica de Redação no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios da Rede Positivo, Candice Almeida, isso acontece porque a literatura nos faz interpretar ambiguidades, imaginar o que os personagens pensam, questionar comportamentos e nos colocar em seus lugares: um treinamento de empatia. “Ao acompanhar, por exemplo, as dúvidas de Bento Santiago em Dom Casmurro e tentar decidir se Capitu o traiu ou não, o leitor pratica o mesmo tipo de leitura psicológica que usamos na vida real para compreender as pessoas ao nosso redor”, exemplifica.

2.Reduz a ansiedade e fortalece a saúde emocional

hábito de leitura atua como um poderoso aliado contra a ansiedade e a depressão, reduzindo o estresse fisiológico em até 68% em apenas seis minutos, conforme estudo da University of Sussex (2009). “Isso porque, diferentemente da hiperestimulação digital — associada a déficits de atenção e à dopamina rápida das telas —, a leitura promove aprofundamento cognitivo, foco profundo e interrupção de pensamentos negativos, ativando redes de autorregulação emocional”, explica a coordenadora da Educação Inclusiva e Orientação Educacional no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios da Rede Positivo, Michelle Cristina Norberto Martins.

Um estudo publicado no Clinical Psychology Review afirma que a biblioterapia reduz sintomas depressivos de forma comparável às intervenções leves (não medicamentosas), enquanto estudos do National Literacy Trust mostram que jovens leitores frequentes exibem maior autoestima, menor isolamento e bem-estar psicológico superior, oferecendo modelos de enfrentamento, vocabulário emocional e senso de significado contra a fragmentação da era digital.

3.Melhora o desempenho escolar em todas as disciplinas

Para quem pensa que o hábito literário beneficia apenas o desempenho em linguagens e redação, os relatórios do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), revelam uma conexão profunda entre proficiência em leitura e o desempenho em ciências e matemática, mostrando que a leitura não só favorece o domínio de linguagens, mas também aplicam esse repertório cognitivo em disciplinas aparentemente distantes.

Um levantamento do Grupo Positivo feito com mais de 8 mil estudantes, além de 1.036 famílias e 443 colaboradores em 2025, revelou um avanço consistente nos hábitos de leitura. Entre os estudantes, a média mensal chegou a mais de 2 livros por estudante nos anos finais e Ensino Médio, enquanto entre as famílias, 46% das crianças têm contato diário com leitura e 81% leem ao menos semanalmente. Entre os colaboradores, 85% afirmam ler ao menos semanalmente, indicando uma forte cultura leitora em toda a comunidade escolar. Os dados apontam que o aumento do tempo dedicado à leitura vem consolidando o hábito entre estudantes e fortalecendo o vínculo com a aprendizagem.

De acordo com o professor de Matemática do Colégio Semeador, Cristian Loch, a compreensão leitora é um dos fatores que mais influenciam o avanço na resolução de problemas, sobretudo entre alunos com desempenho inicial mais baixo. “Isso acontece porque interpretar corretamente um enunciado é o primeiro passo para encontrar a solução. Quando a leitura é bem desenvolvida, o estudante consegue identificar dados relevantes, compreender relações lógicas e escolher estratégias adequadas de raciocínio”, explica.

Em avaliações como o PISA 2022, quedas globais em leitura (-10 pontos na média da OCDE) se refletiram em perdas semelhantes em matemática (-14 pontos) e estagnação em ciências, reforçando que investir em leitura é uma estratégia acessível para elevar o patamar geral da educação no país.

4.Amplia o vocabulário e a capacidade de expressão

Crianças que leem com frequência têm repertório linguístico mais amplo. Isso impacta diretamente a clareza ao falar, escrever e argumentar. “Para muitos pais, a dificuldade de comunicação dos filhos é motivo de preocupação, e a leitura é uma das formas mais eficazes de enriquecer a linguagem de forma natural e progressiva”, aponta Maíra Weber.

5.Estimula o diálogo entre gerações

Estudos do CIPP dos colégios do Grupo Positivo mostram que quando uma criança ou adolescente cria o hábito de ler, é frequente que o costume se espalhe pela família. “É contagioso”, afirma a professora Candice. Além disso, segundo a educadora, as conversas sobre livros aproximam pais e filhos, criando espaços de troca entre as gerações em um cotidiano muitas vezes dominado por telas e agendas apertadas.

6.Combate à desinformação

Um estudo publicado no Thinking & Reasoning demonstra que leitores habituais de ficção literária apresentam maior capacidade de detectar inconsistências lógicas e falácias em argumentos, graças ao treino constante de questionar narradores não confiáveis — como o ambíguo Bentinho em Dom Casmurro, de Machado de Assis, em que o leitor deve analisar pistas contextuais para formar juízos independentes. “Esse exercício fortalece o discernimento diante de fake news, discursos extremistas e manipulações digitais”, assinala o professor de Literatura e de Arte do Curso e Colégio Positivo, Rodrigo Wieler.

Ao analisar neuroimagens, uma pesquisa da Universidade de Stanford (2018) mostra que a narração na literatura ativa regiões cerebrais que fortalecem a habilidade de avaliar perspectivas múltiplas e de resistir à manipulação ideológica. “Assim, quem cultiva o hábito literário não apenas interpreta símbolos e dilemas morais complexos, mas constrói uma mente afiada para navegar realidades ambíguas com discernimento e autonomia”, complementa Rodrigo.

7.Reduz a agressividade e combate o bullying

Para a orientadora educacional dos Anos Finais do Colégio Positivo – Londrina, Renata Moraes, o estímulo à prática literária pode enfrentar diretamente problemas atuais, como o bullying e o cyberbullying, que afetam um em cada sete jovens entre 10 e 19 anos, segundo relatórios recentes da Universidade Erasmus de Roterdã. “A leitura de narrativas que humanizam diferentes personagens diminui atitudes hostis e preconceituosas. Ao ampliar a compreensão do ‘outro’, o jovem tende a agir com mais respeito e menos impulsividade, inclusive no ambiente digital”, esclarece.

Um estudo publicado em 2012 no Journal of Applied Social Psychology demonstrou que obras literárias ficcionais reduzem atitudes agressivas ao incentivar a identificação com as vítimas. Já o relatório Countering Online Hate Speech, da Unesco, destaca o letramento crítico como proteção contra a radicalização e o discurso de ódio online. “Ao introduzir ambiguidade moral e humanizar grupos diversos, como em romances que exploram dilemas éticos, a literatura é como um antídoto aos estereótipos e a polarização, fomentando a convivência pacífica desde a infância”, completa Renata.

8.Fortalece a memória e a concentração, reduzindo riscos de demências

A leitura atua como um verdadeiro treino para a memória, pois exige que o cérebro mantenha várias peças de informação ativas simultaneamente e as organize de forma coerente. “Na ficção literária, o leitor precisa lembrar quem são os personagens, o que aconteceu em capítulos anteriores, quais conflitos estão em jogo e como tudo isso se conecta à medida que a história avança”, detalha a médica pediatra do Departamento de Saúde Escolar dos colégios da Rede Positivo, Andrea Dambroski.

Esse esforço constante de guardar, atualizar e relacionar informações mobiliza a chamada memória de trabalho: sistema mental que permite manipular dados no meio do pensamento, na tomada de decisões ou na compreensão de texto. “É como comparar o elevador com a escada: o segundo exige esforço ativo, o que fortalece a ‘musculatura’ da memória e constrói uma reserva cognitiva que retarda o impacto de patologias como o Alzheimer”, esclarece Andrea. “Ler com frequência, mesmo que poucos minutos ao dia, funciona como uma espécie de academia para o cérebro, ajudando a preservar a agilidade mental e a clareza de raciocínio”, complementa.

9.Constrói autonomia intelectual e aumenta a segurança digital

Segundo a coordenadora do Ensino Médio do Vila Olímpia Bilingual School, Kamyla Garcia Leão, quem lê aprende a aprender. “A leitura desenvolve disciplina mental, capacidade de estudo independente e organização do pensamento. Para pais preocupados com falta de foco ou dependência excessiva de estímulos externos, o livro é um exercício diário de autonomia”, recomenda.

Com habilidades para avaliar fontes, detectar vieses e questionar narrativas manipuladoras, esses jovens também se tornam menos vulneráveis a conteúdos nocivos, promovendo decisões mais conscientes em um ambiente digital saturado.

10.Forma cidadãos mais conscientes e participativos

Relatórios do Instituto Pró-Livro (2025) reforçam que leitores habituais apresentam maior engajamento cívico e criatividade em soluções coletivas. “O contato com textos diversos promove reflexão, mudança social e inserção ética, transformando alunos em cidadãos capazes de escolher melhor seus governantes, criticar desigualdades e lutar por justiça”, expressa o doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo, Daniel Medeiros.

Segundo ele, ao incentivar debates saudáveis, reflexão sobre consequências e análise de perspectivas múltiplas, os jovens ganham capacidade de transformar preocupações como corrupção e discriminação em ações efetivas para um futuro mais justo e ético.

Sicredi firma parceria internacional para fortalecer liderança cooperativista

Iniciativa, viabilizada por meio do WOCCU, visa a partilha de experiências em liderança, empreendedorismo e sustentabilidade entre o Sicredi e a Confederação Africana de Associações Cooperativas

O Sicredi oficializou um acordo de intercooperação com a Confederação Africana de Associações Cooperativas de Poupança e Crédito (ACCOSCA), alinhado à estratégia de reforço do compromisso com a agenda de sustentabilidade. O convênio, assinado na última quinta-feira (16), foi intermediado pelo Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (WOCCU) e estabelece as bases para uma atuação colaborativa focada na geração de impacto positivo a longo prazo.

O objetivo central desta parceria é promover o intercâmbio de ações no campo da liderança cooperativista, com foco especial nos programas Crescer, Pertencer, Comitê Jovem e Comitê Mulher, iniciativas da Fundação Sicredi.  Por meio desta colaboração, o Sicredi partilhará a sua estratégia e as melhores práticas do Sistema para que a ACCOSCA, que representa cooperativas em 14 países africanos, obtenha o conhecimento necessário para implementar comitês nas suas instituições afiliadas. O acordo prevê ainda a apresentação do desdobramento das diretrizes estratégicas do Sicredi e a mediação do seu impacto.

“Para nós, esta parceria reafirma a importância da intercooperação, um dos princípios fundamentais do cooperativismo, como ferramenta para fortalecer o setor em nível global e promover o empreendedorismo e a sustentabilidade além das fronteiras brasileiras”, destaca o diretor do WOCCU, da Fundação WOCCU e presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Alfonso Dasenbrock.

A iniciativa será liderada pela Fundação Sicredi, por meio da Superintendência de Cooperativismo, que atuará na curadoria do intercâmbio de iniciativas regionais. O acordo prevê a apresentação do desdobramento das diretrizes estratégicas do Sicredi e seus impactos nas comunidades.

O acordo de intercooperação terá a vigência inicial de um ano, com renovação automática por igual período, o que demonstra a intenção de manter uma relação duradoura e produtiva entre as instituições. Assinam o documento que firma o diretor presidente do Banco Cooperativo Sicredi, César Bochi, o diretor do WOCCU e da Fundação WOCCU e presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, o diretor executivo e CEO da ACCOSCA, George Yashon Ombado, e o presidente e o CEO da WOCCU, Paul Treinen.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Site do Sicredi: Clique aqui  
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Festival Inove Audiovisual SIAPAR 2026 coloca ESG e internacionalização no centro do debate do setor

Em um cenário de crescimento consistente da indústria audiovisual, o Festival Inove Audiovisual SIAPAR chega à sua terceira edição consolidado como um espaço de capacitação, articulação e desenvolvimento da indústria audiovisual paranaense. O evento será realizado nos dias 4 e 5 de maio, no Sebrae/PR, em Curitiba, com entrada gratuita mediante inscrição prévia.

Promovido pelo SIAPAR (Sindicato da Indústria Audiovisual do Paraná) em parceria com o Sebrae/PR, o encontro reúne produtores, empresários, executivos, técnicos e criadores, com forte presença de pequenos negócios, que formam a base da cadeia produtiva no estado. Juntos, esses profissionais irão discutir os caminhos de desenvolvimento da indústria em um contexto de transformação tecnológica e expansão de mercado.

Para 2026, o festival propõe um deslocamento importante no debate ao adotar o ESG (Environmental, Social and Governance) como eixo central, incorporando temas como sustentabilidade, governança, direitos autorais e relações de trabalho como pilares do setor.

Segundo a presidente do SIAPAR, Jussara Locatelli, o momento exige maturidade do mercado: “O audiovisual brasileiro vive um ciclo de crescimento e visibilidade, mas isso precisa vir acompanhado de estrutura. Discutir a sustentabilidade do negócio, relações de trabalho, governança e direitos autorais é fundamental para que esse desenvolvimento seja consistente e competitivo no longo prazo.”

Além da pauta ESG, o evento também reforça seu papel de ponte entre o mercado local e o cenário global. “Temos um setor potente, com capacidade de geração de renda e impacto econômico relevante, mas ainda precisamos avançar em organização e posicionamento estratégico. O Inove é um espaço para essa articulação entre empresas, instituições e políticas públicas”, completa Jussara.

Destaques

Dois momentos concentram parte importante da programação e refletem os eixos desta edição. No dia 4 de maio, o destaque é a participação da advogada Krishna Brunoni, que aborda a governança jurídica no audiovisual, tema cada vez mais central diante de um mercado que cresce em escala e complexidade. A discussão abordará contratos, direitos autorais e organização da cadeia de titularidade, pontos sensíveis para a viabilização, circulação e monetização das obras.

Já no dia 5 de maio, outro destaque é a inserção internacional, com a presença da ApexBrasil e de nomes como Débora Ivanov, sócia da Gullane e ex-diretora da Ancine, e Erika Araújo, executiva com atuação em financiamento e coproduções. O painel amplia o debate sobre as oportunidades globais do audiovisual brasileiro em um momento em que o setor já movimenta R$ 70,2 bilhões na economia e sustenta mais de 600 mil empregos no país, com crescimento contínuo das exportações e das coproduções internacionais.

A coordenadora de Turismo, Artesanato e Economia Criativa do Sebrae/PR, Patricia Albanez, destaca que o audiovisual tem um papel estratégico no desenvolvimento dos pequenos negócios e na dinamização da economia criativa no Estado.

“O audiovisual é uma cadeia produtiva ampla, que vai muito além das telas e mobiliza uma rede diversa de micro e pequenos negócios criativos, gerando renda e oportunidades em diferentes setores da economia. Nesse ecossistema, os pequenos negócios são a base estruturante e precisam de espaços como este para acessar conhecimento, discutir tendências e se adaptar às transformações do mercado”, analisa.

Outro ponto essencial é fortalecer o olhar empreendedor para a cultura, que é um ativo inesgotável. “Quando aliamos criatividade à gestão e à profissionalização, ampliamos o potencial competitivo dessas empresas e criamos novas oportunidades de crescimento para o setor”, destaca Albanez.

Paraná como polo audiovisual

Dados recentes da Agência Nacional de Cinema (Ancine) indicam que o Paraná já reúne centenas de agentes econômicos, formalizados ou não, no setor audiovisual, sinalizando um ambiente em expansão e com potencial de consolidação. Esse cenário aparece na programação do Festival Inove Audiovisual SIAPAR também a partir de exemplos práticos do mercado, como o telefilme Meu Avô Stanislau, que ilustra a articulação entre emissora nacional, afiliada regional e produtora independente. Participam das discussões nomes como Marcelo Dias Lopes, da RPC, e os produtores Guto Pasko e Andréia Kaláboa, trazendo uma leitura sobre a produção, circulação e alcance de obras audiovisuais. 

Complementando essa perspectiva, o evento apresenta os resultados de um estudo inédito sobre o posicionamento da indústria audiovisual do Paraná, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), com execução da Filmhub Consultoria. O levantamento oferece uma análise estruturada do setor, mapeando perfil produtivo, dinâmica de mercado, oportunidades de crescimento e desafios enfrentados pelas empresas locais. “O processo de mapeamento das oportunidades e desafios do audiovisual no Paraná é um dos grandes ativos que possuímos para que o setor continue se desenvolvendo e atraindo e fomentando pequenas e grandes produções. É importante para que possamos seguir com passos firmes e segurança”, afirma Luiz Gustavo Vilela Teixeira, secretário executivo da PrFilm Commission/SEEC-PR.

Alguns números do audiovisual no Brasil

(dados extraídos do estudo “A contribuição econômica da indústria audiovisual no Brasil em 2024”, da Oxford Economics)

R$ 70,2 bilhões
foi o impacto total do setor audiovisual no PIB brasileiro em 2024

608.970 empregos
são sustentados pela cadeia do audiovisual no país

121.840 empregos diretos
estão ligados à produção, distribuição e exibição de conteúdo

R$ 9,9 bilhões em impostos
foram gerados pelo setor em todas as esferas de governo

3,5 vezes mais produtivo
é o trabalhador do audiovisual em relação à média da economia brasileira

Efeito multiplicador de 2,2 no PIB
para cada R$ 1 gerado diretamente pelo setor, outros R$ 1,2 são movimentados na economia

R$ 2,6 bilhões em exportações
do audiovisual brasileiro em 2023, com crescimento contínuo da presença internacional

Programação | Festival Inove Audiovisual SIAPAR 2026

4 de maio (segunda) | Produção regional e estrutura do setor

8h30 – Credenciamento

9h00 – 9h40 – Abertura institucional
SIAPAR / Sebrae-PR

9h40 – 10h10 – Painel
“Meu Avô Stanislau: bastidores e resultados de exibição de um telefilme entre Globo, RPC e GP7”
Com: Marcelo Dias Lopes (RPC), Guto Pasko (GP7 Cinema) e Andréia Kaláboa (GP7 Cinema)

10h10 – 10h40 – Palestra
Estudo de mercado “Posicionamento da indústria do audiovisual do Paraná”
Com: Luiz Gustavo Vilela Teixeira (SEEC-PR / PrFilm Commission)

10h40 – 11h10 – Palestra
“Animação Independente no Brasil”
Com: Igor Bastos (Espacial Filmes)

11h10 – 11h40 – Palestra
Governança e valor: “O que é governança jurídica na produção audiovisual e como ela ajuda no crescimento de sua produtora”
Com: Krishna Brunoni (advogada especializada em audiovisual)

11h40 – 12h10 – Palestra
Segurança no trabalho para a indústria audiovisual
Com: Alessandro Bragagnolo (engenheiro de segurança do trabalho)

12h10 – 12h40 – Palestra
Distribuição audiovisual: “Procedimentos e contratos
Com: Paula Gomes (Olhar Distribuição)

13h00 – 14h30 – Intervalo

14h30 – 16h30 – Workshop
Governança jurídica da produção: “Contratos, direitos e organização”
Com: Krishna Brunoni

5 de maio (terça-feira) | Internacionalização e sustentabilidade

9h30 – Recepção do público

10h – 11h – Painel
“Brasil no mundo: políticas públicas e expansão do audiovisual”
Com: Débora Ivanov (Gullane / ex-Ancine), Erika Araújo (Latam Content Meeting) e Jussara Locatelli (SIAPAR) e representante da ApexBrasil

11h – 11h15 – Apresentação
Guia de Sustentabilidade para o Audiovisual (ESG)
Com: Carol Pinheiro (Sistema Fiep)

11h15 – 11h30 – Apresentação
Programa de descarbonização e jornada ESG – SES
Com: Robson Alexandre (Sesi Paraná)

11h30 – 12h30 –  Palestra
Distribuição internacional: “Procedimentos, contratos e encaminhamentos”
Com: Paula Gomes (Olhar Distribuição)

12h30 – 14h – Intervalo para o almoço

14h – 15h –  Workshop
Coprodução internacional: “Procedimentos, acordos e boas práticas”
Com: Raquel Lemos (FAAP)

14h – 15h30 –  Mentorias individuais
Exclusivo para empresas associadas ao SIAPAR inscritas previamente
Com: Débora Ivanov (Gullane / ex-Ancine), Erika Araújo (Latam Content Meeting) 

Serviço:

Festival Inove Audiovisual SIAPAR 2026
4 e 5 de maio de 2026
Sebrae/PR – Rua Cyro Vellozo, 59 – Prado Velho, Curitiba
Inscrições gratuitas no https://forms.office.com/r/CVC45D2ipC

MRV transforma sonho da casa própria em realidade com sorteio nacional

Promoção “Quero Meu Apê MRV” reforça estratégia da marca no maior reality show do Brasil para ampliar acesso à moradia

Visando ampliar ainda mais o alcance das ações realizadas como patrocinadora do Big Brother Brasil 26 e levar ao público a oportunidade de conquistar o sonho da casa própria, a MRV terá nova edição da promoção “Quero Meu Apê MRV”. A iniciativa irá sortear uma carta de crédito no valor de R$ 270 mil para que a pessoa ganhadora adquira um imóvel em qualquer empreendimento do portfólio da companhia, que está presente em 22 estados e mais de 80 cidades no Brasil.

A promoção será realizada entre os dias 13 de abril e 15 de maio de 2026. Para participar, basta acessar o site da campanha (mrv.com.br/promo-quero-meu-ape), onde o interessado será direcionado para um atendimento via WhatsApp com a assistente virtual MIA. Após realizar o cadastro e responder a uma breve pesquisa sobre preferências de moradia, o participante estará apto a concorrer. Podem participar pessoas físicas maiores de 18 anos, com CPF válido e residentes no Brasil.

Ao longo da promoção, os participantes poderão obter números da sorte de acordo com sua interação com a MRV. O cadastro completo garante um número da sorte; a realização de análise de crédito concede cinco números; e a assinatura de contrato de compra de um imóvel MRV, com pagamento do ato dentro do período da campanha, garante dez números. Os benefícios não são cumulativos, sendo considerada sempre a maior quantidade atingida.

O sorteio será realizado no dia 10 de junho de 2026, com base na extração da Loteria Federal, e o resultado será divulgado até o dia 10 de julho de 2026. 

O vencedor será avisado por e-mail e deverá enviar documentos em até três dias. Após validação, receberá uma carta de crédito nominal e intransferível, válida por 180 dias, para comprar um imóvel MRV.

Ação leva ao público a experiência apresentada no BBB26

A promoção “Quero Meu Apê MRV” é um desdobramento da presença da marca no BBB26, onde a companhia aproveita a audiência do maior reality show do Brasil para reforçar uma narrativa que conecta entretenimento e acesso à moradia. Ao longo da temporada, a construtora realizou ativações que culminaram, em 30 de março, na entrega simbólica das chaves a Samira e Leandro, que conquistaram um apê no programa, e na concessão de um novo imóvel a Solange, em uma dinâmica especial ao vivo.

Além disso, ainda como parte dessa estratégia, a companhia irá presentear os três finalistas da edição com um apartamento cada, ampliando ainda mais o alcance das ações realizadas pela MRV na reta final da atual temporada.

Desde o início do programa, a MRV tem apostado em iniciativas que vão além da exposição de marca, buscando inserir o tema da casa própria no contexto do programa de forma aspiracional. A estratégia reforça o posicionamento da companhia como facilitadora do sonho da moradia para milhões de brasileiros.

“A nossa presença no BBB26 foi pensada como uma construção ao longo de toda a temporada. Mais do que ações pontuais, buscamos criar uma narrativa consistente que refletisse o nosso propósito. Agora, ao levar essa oportunidade também ao público por meio da promoção ‘Quero Meu Apê MRV’, ampliamos ainda mais o impacto dessa iniciativa, conectando entretenimento e transformação real na vida das pessoas”, afirma Alexia Duffles, Diretora de Marketing da MRV.

Para mais informações, o regulamento completo da promoção está disponível em: mrv.com.br/regulamento.

Sobre a MRV  

Com 46 anos de mercado e o propósito de construir sonhos que transformam o mundo, a MRV é uma das cinco empresas que compõem o grupo MRV&CO. Reconhecida como a maior construtora e incorporadora da América Latina, a companhia tem foco em empreendimentos residenciais acessíveis, voltados à realização do sonho da casa própria. A MRV já entregou mais de 500 mil unidades, impactando positivamente a vida de mais de 1,6 milhão de pessoas em todo o país. Saiba mais em www.mrv.com.br.

Câmara aprova Estatuto do Aprendiz e cria novas regras para contratação de jovens e pessoas com deficiência

A proposta, agora encaminhada ao Senado, atualiza as regras da aprendizagem profissional

Brasília (DF) – Em uma decisão que promete reconfigurar a política de inserção de jovens no mercado de trabalho, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) o Projeto de Lei 6461/19, que institui o Estatuto do Aprendiz. A proposta, agora encaminhada ao Senado, atualiza as regras da aprendizagem profissional e amplia a proteção a jovens de 14 a 24 anos e pessoas com deficiência.

O texto aprovado, relatado pela deputada Flávia Morais (PDT-GO), estabelece novos parâmetros para a contratação de aprendizes, mas também abre margem para que empresas deixem de contratar, mediante compensação financeira. Caso comprovem impossibilidade de oferecer a formação prática, empregadores poderão pagar até R$ 1,5 mil por vaga não preenchida à Conta Especial da Aprendizagem Profissional (Ceap), por um período máximo de 12 meses.

“Para as entidades formadoras que atuam na aprendizagem, esse movimento eleva o nível de exigência e, ao mesmo tempo, abre espaço para inovação, qualidade e expansão. A aprendizagem profissional segue sendo uma das principais portas de entrada para o mundo do trabalho”, relata Fábio Terra, especialista em Gestão da Aprendizagem e Educação Cognitiva, Gestão Escolar e Ciência de Dados.

De acordo com Fábio Terra, que possui mais de 15 anos de atuação na área da aprendizagem, o momento é estratégico. “Com o novo Estatuto, temos a oportunidade de tornar esse processo ainda mais estruturado, eficiente e transformador. O momento é estratégico: acompanhar as mudanças, qualificar processos e fortalecer a gestão serão diferenciais importantes para os próximos passos”, finaliza.

A medida é um dos pontos de maior impacto e debate, ao criar uma alternativa à obrigatoriedade da contratação, enquanto especialistas alertam para o risco de redução de oportunidades diretas de inserção no mercado.

“A aprovação do Estatuto configura um momento histórico e de muita alegria para a aprendizagem profissional brasileira. A Febraeda acompanhou, desde sempre, a discussão deste tema e não desistiu em nenhum momento em lutar para que os jovens brasileiros e suas famílias não fossem prejudicados. Demos um grande passo na consolidação da aprendizagem, mas temos muito o que lutar ainda e seguiremos neste caminho.”-afirma Antonio Pasin, superintendente da Febraeda.

Avanço

Por outro lado, o Estatuto consolida e amplia direitos. Entre os avanços, está a garantia de estabilidade para aprendizes gestantes — desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto — além da manutenção no programa de aprendizagem após o retorno. O texto também assegura estabilidade de 12 meses para aprendizes vítimas de acidente de trabalho.

No campo educacional, a proposta reforça a vinculação entre trabalho e formação, exigindo matrícula em cursos de aprendizagem e permitindo certificação por etapas concluídas. Para menores de 18 anos, as férias deverão coincidir, preferencialmente, com o calendário escolar.

Outro destaque é a exclusão da renda do aprendiz do cálculo do Bolsa Família, medida que busca evitar que jovens deixem de ingressar no programa por medo de perda do benefício familiar. O projeto também flexibiliza a obrigatoriedade de contratação para diversos segmentos, como micro e pequenas empresas, entidades sem fins lucrativos, parte do setor de telemarketing e órgãos públicos com regime estatutário.

A proposta agora segue para análise do Senado, onde deve enfrentar novos debates, especialmente sobre o equilíbrio entre flexibilização para empresas e garantia efetiva de oportunidades para jovens aprendizes.

Mobilidade corporativa avança no interior e cidades satélites

Com desafios de deslocamento em cidades menores, companhias recorrem a modelos estruturados para garantir transporte de colaboradores

A limitação do transporte coletivo em cidades do interior tem sido um desafio para empresas que precisam de alternativas para garantir o deslocamento de colaboradores. A questão impacta diretamente a operação de pequenos e médios negócios, sobretudo em regiões onde a oferta de mobilidade é escassa ou irregular.

Nesse contexto, a Autonomoz atua com foco em demandas corporativas específicas, atendendo desde trajetos urbanos até deslocamentos mais complexos, como viagens entre municípios e áreas rurais.

Deslocamento influencia retenção de profissionais

A dificuldade de acesso ao local de trabalho tem sido apontada como um dos fatores que interferem na atração e permanência de trabalhadores em cidades menores, como regiões metropolitanas. Sem opções consistentes de transporte, empresas precisam estruturar soluções próprias para garantir a rotina operacional.

Para Leandro Farias, fundador e CEO da Autonomoz, a mobilidade passa a ser um elemento crítico para a continuidade das atividades. “Em muitas regiões, o transporte não é apenas uma questão logística, mas uma condição para que a operação aconteça. Há locais onde simplesmente não existem alternativas disponíveis”, afirma.

Monitoramento e protocolos de segurança

Outro aspecto relevante nesse tipo de operação é o nível de controle sobre as viagens. No caso da Autonomoz, há monitoramento em tempo real por meio de um Centro de Controle Operacional (CCO), que funciona de forma contínua. A estrutura permite realizar monitoramento preventivo e adotar medidas em situações imprevistas, como a substituição do atendimento.

A empresa também mantém rotinas de vistoria periódica dos veículos parceiros, com notificações aos motoristas para verificação das condições dos veículos. Além disso, utiliza recursos como câmeras embarcadas para ampliar o nível de segurança durante as viagens.

Atualmente, a operação conta com cerca de 900 motoristas atuando pelo país mobilizados através de um aplicativo próprio da Autonomoz. Detalhe: o motorista se associa a plataforma e permance, fator que contribui para a padronização dos serviços e maior segurança para o passageiro.

Diferenças em relação aos aplicativos de mobilidade

De acordo com a diretora de Operações, Ariane Monaro, o principal diferencial desse modelo está na gestão centralizada e no acompanhamento contínuo das operações.

“Nossa missão é: mais econômica, eficiente, sustentável e segura”, afirma. Esse tipo de filosofia de trabalho tem permitido a atuação em setores que demandam maior rigor logístico, como o ferroviário, onde atrasos podem impactar diretamente a cadeia produtiva. Empresas como Rumo, MRS e VLI, que estão entre as maiores operadoras ferroviárias do Brasil, estão entre as atendidas neste formato pela Autonomoz.

Operação estruturada em regiões menos atendidas

A expansão desse modelo evidencia uma demanda crescente por soluções de mobilidade fora dos grandes centros. Ariane lembra que serviços especializados, como os prestados pela Autonomoz, deixam de ser algo externo à empresa que o contrata.

Devido ao grau de comprometimento para garantir o transporte, ressalta a diretora, o deslocamento começa a fazer parte da estratégia de negócio do cliente. “Nesse cenário, a mobilidade corporativa deixa de ser apenas um serviço de transporte e passa a integrar a estratégia operacional de negócios que dependem de deslocamentos regulares e confiáveis”, afirma Ariane.

Sobre a Autonomoz

Com tecnologia própria, a Autonomoz é uma empresa brasileira de mobilidade corporativa que conecta motoristas autônomos a empresas que precisam de transporte programado de colaboradores em áreas urbanas e intermunicipais. O modelo prioriza viagens recorrentes, trajetos conhecidos e passageiros identificados, em contraste com a lógica de corridas por demanda. A empresa dispõe de uma estrutura de monitoramento que a torna referência em segurança no transporte, além de gerar economia para as empresas parceiras por meio da eficiência de seus serviços.

Atualmente, a empresa opera em mais de 175 cidades e concentra uma comunidade de trabalho composta por mais de 900 motoristas parceiros. A estrutura interna conta com cerca de 120 colaboradores, responsáveis por suporte operacional, tecnologia e atendimento aos motoristas e clientes. O cadastro e a ativação de motoristas são realizados por meio dos canais oficiais da Autonomoz com etapas de validação e orientação para garantir a conformidade com os requisitos de segurança e qualidade. Preocupada com o impacto de suas atividades, a Autonomoz adota critérios de ESG, sigla em inglês para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). Refere-se a padrões que avaliam a sustentabilidade, responsabilidade social e transparência de empresas. Mais informações estão disponíveis em https://site.autonomoz.com.br/

Kero Hard Run Curitiba: evento solidário reúne 320 corredores com propósito de arrecadar fundos para ONG internacional

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Hard Rock Cafe sediará evento de 15 horas que une corrida, rock e solidariedade de impacto global

Quinze esteiras, 15 horas de corrida, 15 equipes, cerca de 320 participantes e playlists 100% rock’n’roll. O Hard Rock Cafe Curitiba vai ser o palco do Kero Hard Run, evento beneficente idealizado pela Helping Miles, marcado para este sábado, 25 de abril, das 8h às 23h. O valor das inscrições será destinado à CARE International Japan, ONG responsável pelo programa de caridade da Maratona de Tóquio e que apoia comunidades em situação de risco ao redor do mundo. 

As 15 esteiras serão instaladas no salão principal do Hard Rock Cafe Curitiba, e cada equipe deverá se organizar para manter ao menos um corredor no equipamento ao longo das 15 horas — os revezamentos acontecerão a cada hora. Sem caráter competitivo, o criador da Helping Miles, Marcelo Lobo, reforça o objetivo do projeto: “O Kero Hard Run é um evento de celebração, sem focar em competição, para aproveitar o momento e fortalecer o espírito solidário.”

Além da dinâmica da corrida, a iniciativa também contará com ativações ao longo do dia, incluindo área kids e espaço de recovery para os participantes. Os atletas receberão camisetas na entrada e medalhas ao término da participação. Entre as ações previstas estão sorteios — como um kit da Procorrer a cada transição — e testes de tênis da Under Armour.

O proprietário do Hard Rock Cafe Curitiba, Rafael Magosso, ressalta a essência do evento, que conecta entretenimento e propósito social. “Mais que um desafio de resistência, é um encontro de pessoas unidas pelo rock e pela solidariedade, mostrando que cada passo pode contribuir para transformar realidades.”

Há quatro modalidades de participação no evento: correr no desafio, adquirir o kit solidário, prestigiar o evento ou contribuir com doação livre. Os ingressos podem ser adquiridos no site do Kero Hard Run.

Serviço

Kero Hard Run 

Data: 25 de abril

Horário: das 8h às 23h

Local: Hard Rock Café Curitiba – Rua Buenos Aires, 50 – Batel

Ingressos e mais informações: clique aqui 

SOBRE O HARD ROCK CAFE CURITIBA

Inaugurado em 2015, o Hard Rock Cafe Curitiba realiza em torno de 1.460 shows anuais. Instalada no bairro do Batel e com capacidade para receber simultaneamente 1.000 pessoas, a maior unidade da marca no Brasil já recebeu mais de 3 milhões de clientes desde sua abertura. O empreendimento conta com áreas para atender a vários formatos de eventos (corporativos e sociais), além de uma das lojas mais completas do Hard Rock.

Diálogos: como melhorar a comunicação com crianças e adolescentes

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Especialista mostra formas de romper a barreira geracional e conseguir escutar e ser escutado

Por volta do primeiro ano de vida, as crianças já costumam ser capazes de articular uma ou outra palavra, normalmente relacionada ao contexto em que vivem. Mamãe, papai, au-au, água e outros vocábulos simples passam a fazer parte de seu pequeno repertório. A habilidade de se comunicar, no entanto, é desenvolvida pelas pessoas ao longo de toda a vida. Isso porque uma boa comunicação depende de uma série de fatores, como tempo, ambiente e grupo social. E isso não é diferente em conversas com crianças e adolescentes.

Comunicar-se com eles pode ser um desafio constante para pais, professores e cuidadores. Isso porque, mais do que transmitir informações, é necessário criar um ambiente de diálogo, no qual eles sintam que são ouvidos e compreendidos. Especialistas em educação afirmam que a forma como nos comunicamos pode influenciar diretamente o desenvolvimento emocional, social e cognitivo de crianças e adolescentes. Algumas dicas, no entanto, facilitam muito esse caminho para interação e tornam as conversas do dia a dia em casa e na escola muito mais fluidas e bem menos combativas.

De acordo com a gerente editorial da Aprende Brasil Educação, Cristina Kerscher, “a comunicação eficaz com crianças e adolescentes começa com a escuta ativa. É fundamental que eles percebam que suas opiniões são valorizadas e que existe espaço seguro para fazerem questionamentos e expressarem sentimentos, dúvidas e preocupações. Vale destacar que esse diálogo é essencial para o desenvolvimento emocional, ajudando-os a reconhecer, compreender e regular suas próprias emoções”.

A postura autoritária, de “detentor da verdade”, muitas vezes assumida pelos adultos na comunicação com crianças e adolescentes, prejudica a construção de um diálogo mais aberto e participativo. “Quando apenas falamos e esperamos obediência, criamos barreiras de entendimento, porque o primeiro instinto de todos nós, seres humanos, é o confronto às normas estabelecidas. Explicar os motivos por trás das regras, fazer perguntas abertas e incentivar a criança ou o adolescente a compartilhar seu ponto de vista não apenas favorece a comunicação, mas também o desenvolvimento de competências socioemocionais, como empatia, autoconfiança e autocontrole”, explica.

Adaptar a linguagem é indispensável

Assim como acontece em contextos profissionais, em que o uso de algumas expressões populares, por exemplo, não é adequado, é preciso modular o discurso ao se relacionar com os pequenos. O uso de uma linguagem adequada é essencial e a adaptação precisa ser feita de acordo com a faixa etária da criança, buscando termos e exemplos que dialoguem com o universo conhecido por ela. Termos muito técnicos ou frases longas podem gerar confusão, especialmente entre crianças menores. Para adolescentes, é importante manter o respeito e evitar condescendência. “A comunicação deve ser adaptada à idade e à maturidade emocional do jovem. Mostrar interesse genuíno pelo que eles dizem fortalece o vínculo e promove a educação emocional, pois ensina a nomear sentimentos, lidar com frustrações e desenvolver resiliência”, ressalta a especialista.

Comunicação não verbal

O corpo fala é o título de um livro que foi febre no começo dos anos 2000. E, embora muitos aspectos tratados na obra sejam questionados atualmente, é verdade que a linguagem não verbal diz muito nas relações interpessoais. Gestos, expressões faciais e tom de voz influenciam diretamente a interpretação da mensagem. Um simples sorriso ou um olhar atento podem transmitir mais segurança e acolhimento do que palavras mal colocadas. Crianças e adolescentes percebem rapidamente quando há coerência entre fala e comportamento, e essa coerência é fundamental para que a conversa seja produtiva.

Kerscher também indica algumas práticas simples para exercitar e melhorar a comunicação com crianças e jovens. “Reservar momentos exclusivos para conversar, evitar julgamentos imediatos, fazer perguntas abertas, escutar com atenção e validar emoções são ações que contribuem para diálogos mais afetuosos e com resultados mais significativos para todos os interlocutores”, aconselha.