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Histórias que transformam: revista reúne trajetórias de inclusão, autonomia e novos começos

Publicação apresenta 107 personagens de diferentes perfis e mostra como acesso ao crédito, orientação e formalização ajudam a impulsionar pequenos negócios

Histórias de mulheres que transformaram suas vidas por meio do empreendedorismo são o destaque da revista Pequenos Milagres, publicação recém-lançada pelo Sicredi que reúne 107 trajetórias reais de microempreendedores dos estados do Paraná e de São Paulo. As experiências retratadas — marcadas por recomeços, autonomia financeira, criatividade e superação — fazem parte do Projeto Capital Incentivo, iniciativa da Central Sicredi PR/SP/RJ voltada ao fortalecimento de pequenos empreendedores por meio de apoio financeiro, mentorias e orientação em áreas como finanças e marketing.

Mais do que apoiar financeiramente pequenos negócios, o projeto busca ampliar a inclusão produtiva e financeira de pessoas que muitas vezes estavam à margem do sistema tradicional de crédito. Para muitos participantes, o acesso ao Capital Incentivo representou também o primeiro passo rumo à formalização do negócio, à organização financeira e à construção de novas perspectivas de futuro.

Entre os relatos está o de Vanusa Aparecida Barbosa da Silva, associada da Sicredi Rio Paraná PR/SP/RJ, em Santa Cruz do Monte Castelo (PR). Depois de passar 10 anos trabalhando no campo e atuar como empregada doméstica, ela transformou sua trajetória ao empreender na produção de bolos. “A mentoria ajuda a expandir o negócio e a enxergar novas possibilidades de crescimento”, afirmou ao comentar o impacto do acompanhamento recebido.

Também ganha destaque a história de Denize Rodrigues Magalhães, associada da Sicredi Valor Sustentável PR/SP. Com apoio do incentivo e das mentorias, ela conseguiu montar um salão especializado em cortes de cabelo para PcDs e idosos. “O apoio do Sicredi me ajudou a colocar em prática um sonho e transformar um projeto em realidade”, contou.

Já Vanessa Kelen Francisco Dias, cooperada da Sicredi Noroeste SP, ressaltou o impacto direto no crescimento do negócio. “Antes, a produção era totalmente manual e limitada. Com o incentivo que recebi, consegui investir em equipamentos e ampliar significativamente a produção”, explicou. A associada começou preparando jantares caseiros para amigos e, atualmente, comanda um negócio de gastronomia de sucesso em Novo Horizonte (SP).

Aline Rodrigues Weber destacou a transformação na forma de lidar com a gestão financeira. Associada da Sicredi Planalto das Águas PR/SP, ela utilizou o incentivo para adquirir a máquina responsável pelo processamento dos produtos orgânicos produzidos em seu sítio, facilitando as vendas. “Com a mentoria, consegui separar melhor a vida pessoal da empresarial e entender para onde estava indo o meu dinheiro, o que trouxe mais organização para o meu negócio”, disse.

A empreendedora Iohana Renata Preis, associada da Sicredi Nossa Terra PR/SP, também compartilhou uma mensagem inspiradora para quem deseja começar a empreender. “Comece, mesmo que seja de forma simples, com o que você tem. O crescimento vem com o processo e o aprendizado acontece no dia a dia”. Influenciada pela mãe artesã, ela transformou a paixão em profissão e hoje une confeitaria e arte, criando bolos decorados como verdadeiras obras artísticas.

Já Sônia Aparecida Comim Volkweis, associada da Sicredi Progresso PR/SP, em Toledo (PR), iniciou sua trajetória empreendedora preparando lanches para a filha levar ao trabalho e, hoje, atua na produção de cucas. Mercedes Aparecida da Silva dos Santos, conhecida como Dona Cidinha, moradora de Américo Brasiliense (SP) e associada da Sicredi Morada do Sol SP, também reforçou o valor simbólico do reconhecimento recebido. Costureira há mais de 50 anos, destacou que o incentivo vai além do recurso financeiro. “Mais do que o recurso, é o reconhecimento que faz a diferença. Isso mostra que estamos no caminho certo”, afirmou.

A criação da publicação
A construção da revista Pequenos Milagres nasceu da proposta de dar visibilidade a trajetórias reais de microempreendedores que encontraram no empreendedorismo uma forma de transformar suas vidas. Logo no texto de abertura da publicação, o diretor-executivo da Central Sicredi PR/SP/RJ, Maroan Tohmé, destaca o olhar humano que guiou o projeto. “As histórias nos convidam a refletir sobre o ponto de partida. Sobre como é fundamental que alguém acredite e confie no potencial humano”, ressalta.

A curadoria editorial ficou sob responsabilidade da jornalista Rejane Martins Pires, que conduziu o projeto com o propósito de retratar histórias autênticas e humanizadas. “São pessoas que encontraram no microempreendedorismo uma nova perspectiva de vida, muitas vezes acumulando dupla ou tripla jornada. Não há romantização: a principal motivação é a necessidade. Mas existe também muita paixão, fé e dedicação”, afirma.

A produção da revista envolveu mais de quatro meses de trabalho, em um processo cuidadoso de apuração, entrevistas e edição. Além de Rejane, as jornalistas Juliet Manfrin e Rosane Richetti participaram da construção das reportagens. Cada narrativa foi condensada em textos de aproximadamente 1.500 caracteres, exigindo sensibilidade para preservar a essência e a singularidade de cada personagem. “Foi um processo intenso, mas extremamente enriquecedor. Cada personagem traz uma história única, e isso acabou fortalecendo o desenvolvimento criativo do projeto”, destaca Rejane.

Os detalhes da publicação também foram pensados para traduzir o significado das trajetórias retratadas. O título Pequenos Milagres surgiu a partir dos próprios depoimentos dos participantes e da percepção do impacto transformador que o projeto teve em suas vidas. Já a capa utiliza a metáfora de barquinhos de papel em um oceano para representar os microempreendedores diante dos desafios cotidianos, tendo o cooperativismo como força de apoio para impulsionar novos caminhos.

Mais do que reunir relatos, a revista propõe uma reflexão sobre o papel do cooperativismo na redução das desigualdades sociais, ampliando o acesso a oportunidades e fortalecendo pequenos negócios em diferentes regiões do país. “A principal lição que fica é a necessidade de construirmos uma sociedade mais justa. O cooperativismo de crédito tem um papel fundamental nesse processo, promovendo inclusão e resgatando a autoestima das pessoas”, conclui Rejane.

Para saber mais sobre o projeto, assista o vídeo da revista Pequenos Milagres neste link.


Sobre o Sicredi 

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Site do Sicredi: Clique aqui

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Expansão urbana amplia mercado imobiliário em Curitiba e Região Metropolitana

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Crescimento populacional no entorno da capital e busca por imóveis com melhor custo-benefício impulsionam novas dinâmicas de moradia e investimento

Curitiba e os municípios da Região Metropolitana compõem um polo de crescimento da atividade imobiliária no Paraná. Impulsionado pela expansão urbana e pela busca por imóveis com melhor relação entre preço, metragem e qualidade de vida, o movimento direciona parte da demanda para bairros fora do eixo central da capital e também para cidades do entorno, que concentram novos empreendimentos residenciais e oportunidades de investimento.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Curitiba é a oitava capital mais populosa do país. No entanto, a alta no número de habitantes é mais intensa nos municípios metropolitanos, devido ao custo de vida mais acessível e às moradias mais espaçosas em comparação aos imóveis disponíveis nas áreas centrais.

Em 2025, por exemplo, a Região Metropolitana de Curitiba (RMC) chegou a registrar 3,7 milhões de habitantes, com aumento de 0,6% em relação a 2024. Juntos, os 29 municípios ganharam 22.242 novos moradores, com destaque para Fazenda Rio Grande, que apresentou um crescimento de 2,75%.

Em São José dos Pinhais, que tem localização privilegiada, polos industriais e logísticos importantes para a Região Sul, a Apolar Imóveis reinaugurou na última sexta-feira (8) sua unidade de Afonso Pena, voltada à venda. A loja tem o dobro da anterior e está numa localização melhor para o público. “Acompanhamos o mercado e atuamos para suprir as necessidades dos nossos clientes. A cidade tem posição estratégica, com o segundo maior PIB do Paraná. Por isso, também é ponto de investimento e uma região muito procurada pelo custo-benefício”, explica Caprice Andretta, diretora da Apolar Imóveis.

Para Aldo Voltolini, franqueado da unidade Afonso Pena, há um aumento consistente na procura por imóveis na região, impulsionado principalmente pelo custo-benefício em comparação a Curitiba. “São José tem as suas particularidades, mas é uma cidade mais tranquila, ao mesmo tempo em que é uma cidade grande, tem tudo: comércio, banco, shopping, tudo o que você precisa. E com uma facilidade muito maior do que Curitiba”, ressalta.

Segundo a franqueada da Apolar da unidade do Centro de São José dos Pinhais, Marilene Santos, a marca tem atuado para ampliar o atendimento de qualidade na região. “Nós atuamos aqui na cidade para fazer a diferença e atender os clientes com excelência e segurança, que é o propósito da nossa marca, com toda a credibilidade possível no mercado e com profissionais qualificados”, destaca.

Resultado da expansão populacional, da disponibilidade de áreas para novos empreendimentos e da melhoria gradual da infraestrutura urbana, o interesse do público migra para esses novos centros; da mesma forma, empresas do setor imobiliário acompanham as tendências e reforçam presença nos municípios do entorno da capital paranaense para atender a um público cada vez mais diversificado.

Segundo Caprice, a presença na RMC permite ampliar a capacidade de atendimento e, ao mesmo tempo, acompanhar as mudanças no perfil dos compradores. “Com o surgimento de novos empreendimentos tanto residenciais como comerciais e as melhorias de infraestrutura, essa região deve despertar cada vez mais interesse e ganhar ainda mais relevância”, complementa. “A janela de oportunidade para investir em imóveis na região para colher frutos no futuro é agora”, conclui a executiva.

Destacando a força do mercado imobiliário como um dos motores do desenvolvimento econômico de São José dos Pinhais, o secretário da Cultura, Gustavo Tissot, reforçou a importância da expansão de empresas que acompanham o crescimento da cidade: “Estamos bem contentes com essa reinauguração da Apolar. A empresa tem uma história fantástica e o mercado imobiliário só cresce. São José dos Pinhais é uma cidade que cresce a cada ano, e a Apolar vem junto nesse crescimento, realmente, para transformar o mercado imobiliário junto com a cidade”, comemorou.

Sobre a Apolar Franquias Imobiliárias

Fundada em 1969 por Joseph Galiano, a Apolar Imóveis se tornou referência no mercado imobiliário, com 12 conquistas do prêmio ABF do Franchising Brasileiro, pelo modelo de excelência em franchising e pelas inovações no segmento. A Apolar iniciou suas atividades no sistema de franchising em 1995, tornando-se pioneira no setor imobiliário ao adotar o modelo no Brasil. São mais de 90 lojas distribuídas estrategicamente nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e também no Paraguai, totalizando mais de 20 mil imóveis cadastrados, entre locados e disponíveis para venda e locação.

A rede também se diferencia por oferecer um ecossistema imobiliário completo aos franqueados, que vai além das operações tradicionais de vendas e locação. Esse modelo integra soluções que vão desde a administração de condomínios até frentes como consórcio imobiliário e short stay, ampliando a atuação junto a diferentes perfis de clientes, incluindo investidores. Com isso, a Apolar consolida um modelo único no país, ao conectar múltiplas oportunidades de negócio dentro de uma mesma rede.

Vinho paranaense entra para a história ao conquistar terceiro ouro no Vinalies, um dos concursos mais prestigiados do mundo

Rótulo Censurato, da Vinícola Franco Italiano, torna-se o único vinho brasileiro com três medalhas de ouro no tradicional certame francês

A excelência do vinho brasileiro acaba de ganhar um novo endereço fora do eixo tradicional da Serra Gaúcha. Localizada em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, a Vinícola Franco Italiano conquistou duas medalhas de ouro na edição 2026 do Vinalies Internationales, uma das competições mais respeitadas do setor, realizada em Cannes, na França. 

Os rótulos premiados foram o Censurato Cabernet Sauvignon e o Rodolpho Cabernet Franc, avaliados às cegas por especialistas de diferentes países. Neste ano, o concurso reuniu 2.654 amostras de 44 nações. 

O principal destaque ficou com o Censurato, que alcançou sua terceira medalha de ouro no Vinalies (2023, 2025 e 2026), tornando-se o único vinho brasileiro a atingir esse feito na história da competição. 

Mais do que uma conquista individual, o resultado reforça a ascensão de novas regiões produtoras no país e desafia a percepção de que os grandes vinhos brasileiros pertencem exclusivamente ao Rio Grande do Sul. 

“Aquilo que começou como sonho se transformou em trabalho e agora em reconhecimento internacional. Todos os dias entramos na vinícola com o propósito de fazer o nosso melhor”, afirma Fernando Rausis, proprietário da vinícola. 

Rótulos premiados traduzem identidade própria 

Elaborado apenas em safras selecionadas, o Censurato Cabernet Sauvignon amadurece por 18 meses em barricas francesas e americanas. O resultado é um vinho intenso e sofisticado, com notas marcantes de frutas negras, alcaçuz, toffee e delicados nuances achocolatados e caramelizados, provenientes do carvalho americano.

Já o Rodolpho Cabernet Franc, também maturado por 18 meses, exclusivamente em barricas francesas, apresenta perfil elegante e estruturado, com aromas de especiarias, frutas vermelhas e traços florais. O rótulo homenageia o avô paterno da família e simboliza trabalho, legado e conexão com a herança francesa. 

Segundo a vinícola, ambos os vinhos expressam uma proposta autoral: rótulos brasileiros produzidos com inspiração europeia, distantes do perfil tradicional chileno e argentino, com atenção absoluta a cada etapa do processo — do manejo do vinhedo ao engarrafamento. 

Um vinho que nasceu da resistência 

Antes de ser premiado na França, o Censurato enfrentou desconfiança no próprio mercado brasileiro. Em degustações identificadas, o rótulo chegou a ser rejeitado por sua origem paranaense. Quando apresentado às cegas, porém, foi escolhido repetidamente como o melhor vinho da degustação. O episódio inspirou o nome do rótulo. 

“Percebemos que havia uma censura à origem. Transformamos isso em identidade. Hoje, o Censurato virou referência dentro da nossa história”, relembra Fernando. 

Tradição familiar e ousadia técnica 

A história da Vinícola Franco Italiano começou no fim do século XIX, com a chegada ao Brasil das famílias Rausis, da França, e Ceccon, da Itália. Em busca de novas oportunidades, os imigrantes trouxeram consigo a tradição da produção caseira de vinhos, transformando conhecimento familiar em negócio. 

Inicialmente dedicada aos vinhos de mesa, a empresa ampliou sua atuação em 2005, quando a quarta geração passou a investir também em vinhos finos. A decisão inaugurou uma nova fase e abriu caminho para uma trajetória consistente de premiações nacionais e internacionais. 

Sobre a Vinícola Franco Italiano 

A Vinícola Franco Italiano possui cinco linhas de vinhos finos: Sincronia, inspirada no encontro entre natureza e intervenção humana; Josephine, em homenagem à origem francesa da família; Censurato, elaborada apenas nas melhores safras; Rodolpho, marcada por estrutura e intensidade; e Paradigma, linha de edições limitadas guiadas pela imprevisibilidade da natureza. Na categoria de espumantes, destaca-se a linha Cuvée, produzida pelo método tradicional Champenoise. 

As uvas são cultivadas pela vinícola em diferentes terroirs brasileiros, selecionados conforme as características ideais para o cultivo de cada variedade, contemplando regiões como Porto Amazonas, Planalto Catarinense, Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra e Campanha Gaúcha, além da Serra da Mantiqueira e da Chapada Diamantina. 

Atualmente, a vinícola oferece visitas guiadas às instalações, degustações, experiências enoturísticas e a atividade Wine Blending, em que o visitante vive um dia como enólogo e produz o próprio vinho sob orientação profissional. O espaço também conta com o Wine Garden, local disponível para o consumo de vinhos e tábuas de frios, criado pela nova geração da família.

Sobre o Vinalies 

Organizado pela União dos Enólogos da França, com patronagem da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e da VINOFED, o Vinalies Internationales está entre os concursos mais tradicionais e criteriosos do mundo. Em 2026, reuniu 107 jurados de 31 nacionalidades.

Em parceria com multinacional, Nextcomm planeja popularizar IA em call centers no Brasil

Desenvolvedora de voz por inteligência artificial das principais empresas dos EUA, a inglesa ElevenLabs tem no Brasil um dos seus principais mercados de atuação

O avanço da Inteligência Artificial na criação de plataformas de comunicação telefônica por voz ganha mais um capítulo estratégico no Brasil. A gigante mundial em projetos de solução por voz gerada por IA, a inglesa ElevenLabs, firmou parceria com a brasileira Nextcomm, com sede em Curitiba. O acordo amplia condições para a popularização da IA no Brasil para o funcionamento full time de call centers, além de ações voltadas a empresas que planejam introduzir a tecnologia para expandir a prospecção de clientes e campanhas de vendas (CRMs). 

A operação com a ElevenLabs dará poder de escala para a Nextcomm na criação de ações mais acessíveis a empresas brasileiras. De acordo com Luiz Santin, CEO e fundador da Nextcomm, o funcionamento de call centers geridos por IA já é uma realidade no mercado, mas com limitações devido ao alto custo de implantação. Ao se unir a ElevenLabs, Santin afirma que essa barreira financeira será removida, abrindo condições de customizar o serviço com base na realidade de cada empresa, além de integrar diferentes segmentos de atendimento por IA, como chats e whatsapp, por exemplo.

Mercado estratégico

Posicionar a paranaense Nextcomm com essa parceria internacional não foi um movimento qualquer. O Brasil é o terceiro país do mundo em tráfego para o site global da ElevenLabs e o quinto em número de usuários pagos. O país também é o terceiro que mais consome IA por áudio na plataforma da ElevenLabs, atrás apenas de EUA e Índia. Sediada em Londres, a ElevenLabs tem escritórios na Europa, Estados Unidos, Brasil, México, Índia, Coreia do Sul e Japão. As soluções da ElevenLabs são adotadas por cerca de 70% dos funcionários de empresas que compõem o cobiçado ranking da Fortune 500 (maiores empresas dos EUA), mantido pela renomada revista norte-americana especializada em economia, tecnologia e negócios.

Uma das principais características desse novo modelo de plataforma de atendimento é o grau de precisão no contato. Ele será percebido já na triagem realizada pelo serviço de telemarketing dotado de inteligência artificial. A tecnologia vai descortinar um novo tipo de relacionamento para o público: mais preciso, semelhante a um atendente humano e sem erros. “A pessoa que está na linha terá o acesso correto ao serviço ou produto que procura. Não haverá mais aquela situação de digitar ou dizer uma palavra e aquela voz robótica entender outra coisa”, afirma Santin. Em termos de fala, outras inovações impactam. Como é uma desenvolvedora de voz por IA, a ElevenLabs tem ferramentas para replicar a semelhança de uma voz humana, criando alto grau de interação com o interlocutor humano. A multinacional oferece mais de 5.000 vozes disponíveis na plataforma, com capacidade de se expressar em 90 idiomas.

“A tecnologia de voz por IA vai personalizar e trazer qualidade. Às vezes você está num atendimento, e o atendente está nervoso ou fica desconcertado da forma como você fala. Com a IA não tem sentimento, pode xingar, que ela vai tratar da mesma forma equilibrada, não vai se sentir acuada”, descreve Santin.

IA divertida e `humana´

Devido aos avanços em voz e na capacidade de gerar interação com o público, a realidade de uma central de atendimento não será mais a mesma sob o comando de uma IA. “Hoje um telemarketing pode ser maçante e chato, quase robótico. Já a IA tenta ser mais “humana” e divertida. Ela tem algumas reações na conversa, diferente do que temos ouvido. Ela não só fala, mas coloca sentimento, entonação. A gente consegue criar todas essas variações”, explica Santin.  

Outra vantagem é a capacidade quase infinita de atender ligações, evitando a perda de chamadas e a queda na qualidade de contato com o público. Atendimentos que, por exemplo, servem para gerar protocolos e processar simples ligações poderão ser deslocados para um call center de IA, que irá funcionar de forma ininterrupta, sem os conhecidos riscos do setor, como a constante falta ao trabalho de colaboradores ou carência de mão de obra no mercado.

Milhares de atendimentos

“Você consegue atender 24 horas, sem precisar contratar ninguém, atendendo com capacidade praticamente infinita. Eu consigo criar um call center inteiro com um agente só, e ele consegue atender centenas e milhares de chamadas simultâneas. As pessoas que atendiam as ligações poderão ser promovidas para funções mais qualificadas dentro das empresas”, observa Santin.

A Nextcomm tem clientes que já estão implantando sistemas com a expertise de IA avançada da inglesa ElevenLabs. Santin destaca que até situações inusitadas, que fogem ao protocolo, podem ser solucionadas pela IA sem atrapalhar o fluxo de ligações. Um dos clientes, por exemplo, recebia muitos chamados por engano de pessoas procurando atendimento em uma repartição pública. “Os dois números são muito parecidos e reprogramamos a IA para esclarecer a pessoa o que estava acontecendo e ajudá-la fornecendo o número correto do telefone. O problema é resolvido na hora e não interrompe o ritmo de chamadas”, conta. 

CRM e vendas

Mas não é só no recebimento de ligações e na triagem para outros setores da empresa que a IA encontra terreno fértil para atuar. O sistema de voz por IA desenvolvido entre a Nextcomm e a EleveLabs pode também ser usado de forma ativa, para prospectar novos clientes ou até mesmo realizar vendas diretas. Ao interagir com um cliente em potencial para captar informações e oferecer produtos e serviços, o serviço por IA poderá gerar de forma automática os chamados CRMs (Customer Relationship Management, na sigla em inglês), uma ferramenta tecnológica que centraliza dados e histórico de interações com vistas a vendas futuras. Sob a forma de relatórios, esses dados posteriormente poderão ser usados por uma equipe de vendas destacada apenas para sacramentar o negócio, queimando etapas e partindo para a próxima venda.

Assim, não será mais preciso começar do zero. “A partir do momento que você tem toda essa informação coletada pela IA e joga no CRM, sabendo o caminho, já analisa como foi aquela conversa e já passa pro vendedor o que ele tem de fazer. Trata-se de um agente inteligente, pois ele conhece tudo sobre a empresa, além de dispor de habilidades: ele pode mandar um whatsapp, pode gravar um CRM, pode acessar um site, ou seja, fazer o que você pedir que ele faça”, descreve Santin. A Nextcomm já planeja estender essa expertise para empresas do ramo de hotelaria e de crédito bancário. Na área da saúde, projeta atendimento a pacientes via contato telefônico. O objetivo é auxiliar no diagnóstico médico, colhendo dados de pacientes para agilizar as consultas posteriores.

Sobre a Nextcomm

Fundada em 2008, em Curitiba (PR), a Nextcomm entregou ao longo de sua trajetória mais de 5 mil projetos e atendeu mais de 700 empresas em todos os estados brasileiros. Sua operação inclui soluções sob medida, como telefonia em nuvem, automação de atendimento, CRM, cibersegurança e inteligência artificial. Entre os produtos lançados em 2025 estão: o Next_Ai, uma assistente de voz que ouve, entende e responde em tempo real a chamadas telefônicas; e o Next_CRM, que inclui soluções omnichannel como o Next_Chat, com agentes de inteligência artificial integrados que auxiliam o atendimento e potencializam o contato das empresas com seus clientes.

Opinião: Universidade sem emprego é promessa vazia

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Dayane Kelly Sabec-Pereira*

O Brasil repete com frequência uma frase que se tornou quase um mantra social: “A educação é o caminho para mudar de vida”. A afirmação é verdadeira, mas incompleta. Para milhares de jovens brasileiros, o dilema não está em escolher qual curso seguir, mas em decidir, diariamente, entre estudar ou pagar as contas.

Mesmo com a recuperação do mercado de trabalho, a desigualdade geracional permanece evidente. A taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos fechou 2025 em 11,4%, mais do que o dobro da média nacional de 5,1%, segundo o IBGE. O risco de ficar sem trabalho é justamente maior na faixa etária típica de ingresso no ensino superior.

A equação é simples: sem trabalho, não há renda; sem renda, não há permanência na universidade. Mesmo nas instituições públicas, há custos inevitáveis com transporte, alimentação, moradia e material acadêmico. Por isso, a evasão raramente decorre da falta de capacidade intelectual. Ela nasce, sobretudo, da falta de condições financeiras.

Apesar disso, o debate público ainda insiste em tratar o acesso ao ensino superior como uma questão de mérito individual. Passou no vestibular? Conseguiu uma bolsa? Então “venceu”. O que se ignora é que entrar não significa permanecer.

Pierre Bourdieu já demonstrava que o sistema educacional tende a reproduzir desigualdades ao valorizar o capital cultural herdado das famílias. Jovens de classes populares chegam ao ensino superior com menos recursos, menor rede de apoio e menor familiaridade com o ambiente acadêmico.

Os dados do Censo da Educação Superior de 2024 ilustram esse descompasso. Apenas 33% dos jovens que concluíram o ensino médio ingressaram na universidade no ano seguinte. Entre os que entram, muitos não concluem: a evasão chega a 24,1% na educação a distância e a 9,5% no ensino presencial.

Há ainda um paradoxo silencioso. Em momentos de incerteza econômica, cresce a procura por qualificação, mas muitos estudantes aceitam trabalhos precários para financiar os próprios estudos. Trabalham o dia todo, estudam à noite e vivem sob pressão constante. A sobrecarga compromete o rendimento acadêmico e alimenta a evasão.

Experiências recentes mostram, porém, que esse ciclo pode ser rompido. No interior do Paraná, atuo em uma faculdade inserida em um ecossistema de inovação com mais de 130 empresas. Nesse ambiente, mais de 90% dos estudantes alcançam empregabilidade já a partir do primeiro ano de graduação.

A lógica é simples: o trabalho deixa de competir com os estudos e passa a ser uma extensão deles. Estágios, projetos aplicados e parcerias com empresas permitem que os estudantes aprendam enquanto trabalham. O resultado é uma formação mais conectada à realidade profissional e uma solução concreta para a permanência estudantil.

Programas de assistência, como o PNAES, são importantes, mas insuficientes diante do subfinanciamento crônico. O desafio exige integrar educação, inovação e desenvolvimento regional. Universidades conectadas a empresas e ao poder público criam círculos virtuosos: estudantes permanecem na graduação, empresas encontram mão de obra qualificada e regiões retêm talentos.

Enquanto tratarmos a universidade apenas como um prêmio individual conquistado por mérito, continuaremos naturalizando a exclusão. A questão central não é se o jovem brasileiro quer estudar, mas se o país garante que ele possa fazê-lo sem abrir mão da sobrevivência.

*Dayane Kelly Sabec-Pereira é doutora e pós-doutora em Neuroanatomia (UFG), mestre em Ciências da Saúde (UFG) e especialista em Inovação e Tendências da Educação (MIF Academy/Finlândia). É gerente acadêmica da Faculdade Donaduzzi (Biopark).

Opinião: O que realmente protege nossos adolescentes no mundo digital?

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Celso Hartmann*

Vivemos um raro ponto de convergência em uma sociedade polarizada: a preocupação com os efeitos das redes sociais sobre crianças e adolescentes. Pais, educadores e legisladores divergem em quase tudo, mas compartilham a mesma inquietação: como protegê-los?

Alguns países discutem ou adotam a proibição de redes para menores de 16 anos, como Austrália e Reino Unido. Este último lançou a campanha “You Won’t Know Until You Ask”, incentivando o diálogo entre pais e filhos sobre conteúdos inadequados. Restrição e conversa parecem opostas, mas podem ser complementares.Como diretor de escola, defendo que o caminho mais consistente e formador é o diálogo sustentado pela corresponsabilidade entre família e escola. 

A proibição ampla seduz pela simplicidade: se há risco, elimina-se o acesso. Mas soluções simples para problemas complexos acarretam efeitos colaterais. Primeiro, a eficácia é limitada: jovens burlam os bloqueios com VPNs e outras ferramentas. Em segundo lugar, podem migrar para ambientes menos regulados e mais perigosos. Terceiro, há o risco de censura quando o Estado exclui um grupo de um espaço central de informação, cultura e convivência.

Redes sociais não são apenas ameaça. São também espaços de pertencimento para jovens isolados por questões geográficas ou identitárias. São fontes de informação — ainda que misturem qualidade e desinformação. Interditar esse universo ignora sua complexidade. Isso não significa relativizar riscos reais: automutilação, distúrbios alimentares, pornografia, desafios perigosos e cyberbullying exigem resposta firme das plataformas e regulação responsável do Estado. Mas regular não é interditar indiscriminadamente.

A campanha britânica parte de um dado inquietante: muitos pais nunca conversaram com os filhos sobre o que consomem on-line. O problema não é apenas tecnológico; é relacional. Nenhuma lei substitui uma conversa honesta. Nenhum filtro desenvolve senso crítico. Nenhum bloqueio automático constrói maturidade — ao contrário, pode estimular o desafio clandestino.

Educação digital é educação moral e emocional. Acontece em casa, nas conversas cotidianas, e se fortalece na escola, com projetos estruturados e orientação pedagógica. Precisamos ensinar os jovens a questionar o que consomem, como isso os faz sentir, se a informação é confiável e por que a acessam. Essa competência nasce do diálogo, não da proibição.

Completou-se um ano da lei que proibiu celulares no ambiente escolar. Sou favorável à restrição no contexto escolar. A escola é espaço de foco, convivência presencial e construção intelectual. É onde se aprende a sustentar atenção, desenvolver disciplina interna e interagir sem mediação constante de telas.

A restrição não nega a tecnologia; organiza seu uso. Ensina que há contextos que exigem concentração e atividades que não podem competir com notificações infinitas. A distração nem sempre é bem-vinda. Essa é uma aprendizagem para a vida adulta: saber alternar momentos de concentração profunda e uso produtivo da tecnologia. Maturidade é transitar entre esses ambientes.

Proibições devem ser pontuais. Crianças pequenas não têm maturidade cognitiva e emocional para navegar sozinhas: limites rígidos fazem sentido. Na adolescência, o desafio deixa de ser afastar e passa a ser ensinar a usar. Blindar integralmente pode comprometer a autonomia; expor sem orientação é irresponsável. O caminho do meio é educar para o uso consciente. A proteção real não virá de uma decisão isolada, mas da soma de três movimentos: diálogo consistente nas famílias; escolas que ensinam uso crítico da tecnologia; plataformas responsabilizadas por seus algoritmos e designs viciantes, sob regulação e auditoria.

Preparar adolescentes para o futuro não é excluí-los do mundo digital, mas capacitá-los para habitá-lo com consciência. Entre a proibição ampla e a permissividade irrestrita, há um caminho mais exigente — e mais eficaz: o da educação compartilhada.

*Celso Hartmann é diretor executivo dos colégios da Rede Positivo.

Opinião – Educação: o escudo mais poderoso diante da violência contra a mulher

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Por Paulo Rocha*

A violência contra a mulher não começa no tapa. Ela nasce muito antes — nas palavras que ferem, nos silêncios que consentem, nos estereótipos que se repetem, na omissão coletiva que normaliza o inaceitável. E toda cultura que tolera a violência fracassa moralmente.

Por isso, o enfrentamento dessa barbárie vai além da segurança pública. É um desafio educacional, civilizatório. Não se trata de assumir uma posição ideológica — como se houvesse mais de uma possível. A escola precisa romper o silêncio e incorporar esse tema com seriedade.

A educação atua como escudo em três frentes: prevenção, proteção e transformação. Ensinar respeito, empatia e igualdade desde a infância é enfrentar a raiz da violência. Crianças e jovens precisam aprender que força não é dominação, que diferenças não justificam desigualdades e que autonomia, voz e dignidade não são concessões — são direitos de todas as pessoas.

Silenciar é educar para a violência. Ignorar o problema não o elimina — o aprofunda. Os dados são alarmantes: mais de 641 milhões de mulheres no mundo já sofreram violência física, psicológica e/ou sexual de parceiro íntimo. Só no último ano, uma em cada dez mulheres passou por isso. A OMS classifica a violência contra a mulher como emergência de saúde pública e violação grave de direitos humanos.

No Brasil, a tragédia tem números ainda mais gritantes. Em 2023, 3.903 mulheres foram assassinadas — taxa de 3,5 homicídios por 100 mil mulheres, superior à de muitos países de alta renda. Foram registrados 1.467 feminicídios e quase 2.800 tentativas. A cada hora, centenas de mulheres sofrem ameaças, agressões ou abusos, com crescimento em quase todos os indicadores.

A cor da pele e o endereço agravam a vulnerabilidade: 64% das vítimas de feminicídio são negras, 71% têm entre 18 e 44 anos e 64% morrem dentro de casa. Em nove anos de Lei do Feminicídio, mais de 10 mil mulheres foram mortas por homens com quem tinham laços afetivos ou familiares. O agressor, quase sempre, está ao lado.

A educação protege porque amplia horizontes. Mulheres com acesso ao conhecimento tendem a conquistar mais autonomia, consciência de direitos e capacidade de romper ciclos abusivos. Isso não as torna imunes — mas fortalece sua resistência. Ao mesmo tempo, a educação também forma meninos mais conscientes, capazes de reconhecer limites, respeitar o outro e construir relações baseadas em cuidado, não em poder.

Transformar a sociedade não é apenas punir seus algozes, mas educar suas futuras gerações. Homens de verdade não violentam — cuidam, respeitam, compartilham. E isso se aprende. Ou se ensina.

Tratar a violência contra a mulher como uma questão menor é ser cúmplice da barbárie. Não há neutralidade possível: onde há silêncio, há conivência; onde há omissão, há continuidade. A educação não é ornamento — é trincheira. Por isso, esse tema precisa deixar de ser eventual ou periférico e tornar-se parte explícita do currículo, da formação docente e das práticas pedagógicas. Um currículo que ignora essa realidade não é neutro: é um currículo que consente.

Enquanto apostarmos apenas em grades, sirenes e câmeras, continuaremos a contar corpos. Quando investirmos em empatia, diálogo e informação, começaremos a salvar vidas. Educar é prevenir. Educar é proteger. Educar é afirmar: a dignidade humana não se negocia. Diante da violência contra a mulher, não há outro caminho legítimo além desse.

*Paulo R. C. Rocha é gestor, pesquisador em políticas educacionais e vice-presidente do Biopark.

Acordo Mercosul-União Europeia acelera preparo das agroindústrias para um mercado mais exigente

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Assinado em janeiro e com início previsto para maio, acordo reforça a exigência por rastreabilidade, integração de dados e maior controle da operação

O acordo Mercosul-União Europeia já mobiliza as agroindústrias brasileiras em torno de uma agenda que vai além das tarifas. Antes mesmo de os efeitos comerciais aparecerem com mais clareza, empresas do setor avançam em rastreabilidade, conformidade e integração de dados para comprovar, com mais consistência, a origem da matéria-prima e o controle do processo em toda a jornada do produto.

Em mercados externos mais exigentes, escala, eficiência e qualidade seguem relevantes, mas já não sustentam sozinhas a competitividade. Ganha força a capacidade de responder, com segurança, sobre a origem, o processamento, a armazenagem e o transporte do produto até a entrega final.

“Mais do que criar uma exigência nova, o acordo Mercosul-União Europeia acelera uma agenda que já vinha ganhando força no agro. O que muda, na prática, é que não basta mais dizer que a operação segue boas práticas. Será cada vez mais necessário comprovar isso com rastreabilidade, dados confiáveis e evidências ao longo de toda a cadeia”, afirma o diretor de agronegócios da Senior Sistemas, Fernando Silva.

Da origem à entrega

Nas agroindústrias, essa exigência não se restringe ao ambiente interno da empresa. Ela alcança etapas como originação, recebimento da matéria-prima, processamento, armazenagem, expedição e logística, e qualquer falha nesse percurso pode enfraquecer a capacidade de comprovação.

Por isso, a pressão tende a aparecer primeiro em pontos especialmente sensíveis. A originação ganha centralidade por concentrar informações sobre a procedência, os documentos de entrada e o vínculo com fornecedores. Já a logística deixa de ser tratada apenas como apoio e passa a influenciar diretamente a confiabilidade do processo. Erros de movimentação, mistura de lotes, falhas de armazenagem ou problemas no transporte podem comprometer o histórico do produto e enfraquecer a rastreabilidade.

Esse avanço não parte do zero. No algodão, por exemplo, segmento que já opera com um nível mais maduro de rastreabilidade para atender mercados externos, a Senior atende três das cinco maiores tradings do país. Na base da companhia, 72 das 100 maiores empresas do agro brasileiro são clientes, e a estimativa é que cerca de 50 delas possam ser beneficiadas de forma mais direta pelo acordo. O preparo, porém, ainda avança em ritmos diferentes entre empresas que já estruturaram processos e tecnologia e outras que ainda dependem de controles manuais e registros dispersos entre áreas.

Quando a informação se perde

Se a exigência por comprovação cresce, a fragmentação da informação cobra um preço maior. Em muitas agroindústrias, os dados até existem, mas permanecem dispersos entre áreas, planilhas e controles manuais. O problema aparece quando surge uma auditoria, uma exigência contratual ou uma demanda comercial e a operação precisa reconstruir, às pressas, etapas que deveriam estar organizadas no dia a dia.

O resultado é uma rotina marcada por retrabalho, demora na consolidação de documentos, decisões mais lentas e maior exposição a riscos fiscais, contratuais e logísticos. Em vez de sustentar a competitividade, a operação perde eficiência justamente quando o mercado exige rapidez e consistência.

“Quando surge a exigência de comprovar uma informação, a resposta não pode depender de buscas em diferentes áreas nem de esforço manual para reunir dados. Sem informação consolidada e validada, a empresa perde agilidade, aumenta custos e enfraquece sua capacidade de resposta”, diz Silva.

Em operações de comércio de commodities, é possível dimensionar esse cenário com alguns exemplos. “O benefício tarifário associado ao acordo UE–Mercosul pode representar algo entre 2% e 5% do faturamento, a depender de fatores como tipo de produto, volume exportado e condições contratuais. Por outro lado, eventuais falhas documentais — como inconsistências na comprovação de origem — podem gerar impactos relevantes, incluindo custos adicionais com demurrage, perda de benefícios tarifários e capital imobilizado ao longo da operação. Em determinados contextos, esses efeitos podem atingir uma faixa estimada entre US$ 2 milhões e US$ 5 milhões por operação, considerando diferentes variáveis envolvidas e o tamanho da empresa, o que ilustra como a gestão documental pode influenciar diretamente a eficiência financeira das exportações.”

O que muda na prática

Nesse novo contexto, o preparo das agroindústrias passa a ser medido menos pela quantidade de relatórios e mais pela capacidade de localizar documentos, rastrear lotes, reunir evidências e responder ao mercado com rapidez e segurança. A cobertura da rastreabilidade, a qualidade documental na entrada, o tempo para reunir comprovações, o volume de retrabalho e a visibilidade logística ganham peso nessa conta. Sem integração entre sistemas e áreas, a empresa até coleta informações, mas não consegue transformá-las em conteúdo disponível quando necessário.

“Nesse novo cenário, maturidade operacional é reduzir o tempo entre a pergunta e a prova. Quanto mais rápida e consistente for a capacidade de reunir evidências, maior tende a ser a preparação da agroindústria para competir em mercados mais exigentes”, conclui o executivo.

Vacinação contra gripe ganha reforço nas farmácias

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Com a chegada do outono e aumento das doenças respiratórias, Farmácias Nissei amplia acesso à imunização e facilita prevenção no dia a dia da população

A antecipação do aumento de casos de doenças respiratórias neste início de outono reforça o alerta das autoridades sanitárias para a vacinação, considerada a principal estratégia para evitar complicações e minimizar impactos no sistema de saúde.

Dados mais recentes do Ministério da Saúde indicam que, até o início de abril, o país já registrou mais de 12,6 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave com hospitalização e 554 mortes associadas a vírus respiratórios em 2026, um cenário que evidencia a circulação precoce dessas doenças.

Diante desse contexto, redes de farmácia vêm ampliando a oferta de serviços de imunização para facilitar o acesso da população às vacinas. A Farmácias Nissei, por exemplo, disponibiliza aplicação de vacinas em unidades com estrutura clínica. “Sabemos que a vacinação é uma das estratégias mais eficazes de prevenção em saúde pública. Ao ampliar o acesso a esse serviço, reforçamos nosso compromisso com a saúde preventiva e com o cuidado contínuo da população”, diz Maurício Poliquesi, farmacêutico nas Farmácias Nissei.

Os serviços não exigem agendamento e podem ser realizados a qualquer momento, desde que a vacina desejada esteja disponível. O atendimento é feito por farmacêuticos capacitados, que realizam uma avaliação prévia para verificar a indicação do imunizante e garantir a segurança do paciente.

“Além da aplicação, os farmacêuticos também orientam sobre o calendário vacinal e ajudam a esclarecer dúvidas da população, contribuindo para decisões mais seguras e informadas”, acrescenta Poliquesi. Pela presença no cotidiano das pessoas, “a farmácia também exerce um papel importante como ponto de orientação e proximidade”, reforça.

Do calendário infantil à imunização adulta

A vacinação na rede de Farmácias Nissei está disponível para diferentes públicos, incluindo crianças, adolescentes, adultos e idosos. Entre as opções, estão vacinas voltadas à prevenção de doenças respiratórias, como gripe (influenza), Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR), além de imunizantes contra HPV, herpes-zóster, hepatites A e B, meningite e pneumonia.

Há, ainda, vacinas do calendário infantil, como as combinadas pentavalente e hexavalente, ampliando a cobertura desde a infância até a terceira idade. De modo geral, não é necessária prescrição médica para a aplicação — apenas uma avaliação prévia pelo farmacêutico. Em casos específicos, conforme o perfil do paciente e do imunizante, pode haver recomendação de orientação médica.

Iluminação e ventilação natural ganham espaço em supermercados e impulsionam experiência de compra e eficiência operacional

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Novas soluções arquitetônicas e tecnológicas ajudam redes varejistas a reduzir custos com energia em até 94%, além de melhorar conforto térmico e proporcionar uma jornada de compra mais tranquila

A busca por eficiência energética e melhor experiência de compra tem levado redes supermercadistas a investirem cada vez mais em soluções de iluminação e ventilação natural. Em um cenário de margens apertadas e consumidores mais exigentes, criar ambientes agradáveis, sustentáveis e economicamente viáveis deixou de ser um diferencial e passou a ser uma estratégia essencial para o setor.

A iluminação natural, quando bem planejada, reduz significativamente o consumo de energia elétrica ao longo do dia, além de valorizar a apresentação dos produtos. Ambientes mais iluminados naturalmente tornam-se visualmente mais atrativos, favorecendo a percepção de qualidade de itens frescos, como frutas, verduras e padaria, e contribuindo diretamente para a decisão de compra.

Referência no setor, a Engepoli desenvolve projetos voltados à eficiência energética e ao conforto ambiental em edificações industriais e comerciais. Segundo estudos, os sistemas oferecidos pela empresa podem proporcionar a redução de até 94% na conta de luz de grandes empreendimentos, como redes varejistas. Em casos reais, empresas que pagavam R$ 100 mil por mês passaram a desembolsar cerca de R$ 10 mil, evidenciando o impacto direto que a iluminação natural bem aplicada pode oferecer.

“Nos projetos desenvolvidos pela Engepoli, também já se observa economia de até 80% no uso de iluminação artificial durante o dia e até 40% na climatização em algumas plantas industriais, dependendo da atividade e do porte da instalação”, afirma Cássio Pissetti, diretor comercial da empresa.

Em supermercados, onde há grande circulação de pessoas e equipamentos que geram calor, garantir a renovação constante do ar ajuda a reduzir a sensação de abafamento e melhora a experiência do cliente. Ambientes mais confortáveis estimulam uma jornada de compra mais tranquila, fazendo com que o consumidor explore melhor a loja e permaneça mais tempo dentro dela.

“Supermercados são ambientes dinâmicos, que exigem conforto, eficiência e estética. Quando trabalhamos iluminação e ventilação natural de forma integrada, conseguimos reduzir custos operacionais e, ao mesmo tempo, criar um espaço mais agradável, que convida o consumidor a permanecer por mais tempo. Isso impacta diretamente nos resultados do varejista”, acrescenta Pissetti.

Além do impacto na experiência, a combinação entre iluminação e ventilação natural contribui para a redução de custos operacionais e para o cumprimento de metas de sustentabilidade, uma pauta cada vez mais presente nas grandes redes varejistas e também valorizada pelo consumidor final.

Sobre a EngepoliA Engepoli é uma empresa de soluções para iluminação e ventilação natural com atuação no Brasil e no exterior. Desenvolve projetos voltados à eficiência energética e ao conforto ambiental em edificações industriais e comerciais. A empresa trabalha com sistemas certificados e soluções proprietárias, com foco em desempenho técnico e redução do consumo de energia elétrica.