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Quase 70% dos lançamentos imobiliários de Curitiba são compostos por estúdios

Pesquisa da ADEMI-PR, apresentada em evento realizado em parceria com o Secovi-PR, aponta avanço dos compactos e levanta discussão sobre operação dos condomínios e locação por curta duração

Curitiba, 08 de maio de 2026 – O mercado imobiliário de Curitiba iniciou 2026 mantendo a forte concentração de empreendimentos compactos registrada nos últimos anos. Pesquisa da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (ADEMI-PR), realizada pela BRAIN Inteligência Estratégica e apresentada durante o Panorama Imobiliário, evento promovido em parceria com o Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), aponta que estúdios e apartamentos compactos chegaram a representar quase 70% dos lançamentos verticais da capital no primeiro trimestre deste ano.

O levantamento mostra um mercado concentrado principalmente entre compactos e produtos de super luxo, enquanto segmentos intermediários e econômicos perderam espaço diante de fatores como custo de produção, legislação urbanística e redução da capacidade de compra da classe média.

De acordo com o diretor de Pesquisa de Mercado da ADEMI-PR, Guilherme Werner, os estúdios deixaram de atender apenas novas formas de morar e passaram a representar uma porta de entrada para investidores no mercado imobiliário.

“O estúdio vem como uma alternativa importante não só pelas novas formas de morar e consumir moradia temporária, mas também como forma de democratização do investimento imobiliário. Há investidores que conseguiram entrar e investir em tijolo através dos estúdios, e isso ampliou muito o volume de produtos lançados e vendidos nesse segmento”, afirma.

Segundo ele, Curitiba vive hoje um dos maiores ciclos de compactação do país, impulsionado por uma dinâmica relevante de turismo, entretenimento e viagens corporativas, especialmente nas regiões centrais da cidade.

“Os indicadores de venda e lançamento seguem equilibrados. Estamos vendendo mais do que lançando, o que mostra capacidade de absorção. Mas precisamos acompanhar se isso vai se refletir na ocupação dessas unidades em plataformas de short stay e também nas locações tradicionais”, pondera Werner.

Os dados apresentados pela ADEMI-PR mostram que Curitiba lançou 1.863 apartamentos verticais no primeiro trimestre, número semelhante ao total registrado em toda a Região Metropolitana. Desse volume, cerca de 70% pertencem a empreendimentos compactos. Atualmente, aproximadamente 38% do estoque disponível da cidade também é formado por esse perfil de produto.

Locação e ocupação entram no radar do setor

Indicadores do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Secovi-PR, mostram que 26% dos moradores de Curitiba vivem hoje em imóveis alugados. No primeiro trimestre de 2026, a média de Locação Sobre a Oferta (LSO) residencial na capital foi de 23,7%, com destaque para apartamentos de um e dois dormitórios.

De acordo com Leonardo Baggio, vice-presidente do Inpespar, Curitiba possui uma demanda consistente por locação, especialmente nas regiões centrais da cidade, mas destaca a necessidade de acompanhar o comportamento desses ativos ao longo do tempo.

“Curitiba mantém atratividade para locação e investimento, principalmente em áreas centrais. Mas o comportamento dos compactos precisa ser acompanhado com atenção conforme esse volume de unidades for entregue ao mercado”, afirma.

Presidente da ADEMI-PR, Maria Eugenia Fornea acrescenta que a preocupação do setor deixa de estar apenas no lançamento e passa a considerar a operação desses empreendimentos após a entrega.

“Já é o terceiro trimestre em que o volume de compactos chama atenção. Quando cruzamos esses dados com os levantamentos relacionados à locação, percebemos um possível descompasso entre o ritmo de lançamentos e a demanda efetiva, especialmente no segmento compacto”, afirma.

Segundo ela, o debate entre ADEMI-PR e Secovi-PR passou a considerar de forma mais direta o funcionamento dos condomínios voltados ao short stay e ao investimento imobiliário.

“Existe uma preocupação sobre como esses empreendimentos vão operar após a entrega, considerando o volume significativo de apartamentos compactos com foco em renda. As entidades estão se antecipando para estimular planejamento dentro das incorporadoras e administradoras de condomínio”, sinaliza. “A preocupação do setor agora passa a considerar não apenas a absorção dessas unidades, mas também o funcionamento dos empreendimentos no médio e longo prazo”, acrescenta.

Vendas acompanham crescimento e reforçam confiança no mercado

Os indicadores de vendas em Curitiba também apresentaram crescimento no primeiro trimestre. A Venda de Usados Sobre a Oferta (VUSO) residencial foi de 4,3%, com destaque para apartamentos de dois e três dormitórios.

No segmento comercial, o índice avançou 0,9%, enquanto a comercialização de terrenos cresceu 2,1% no período. O financiamento esteve presente em 69,2% das negociações realizadas.

Vice-presidente de Lançamentos e Comercialização Imobiliária do Secovi-PR, Josué Pedro de Souza avalia que os números reforçam um ambiente positivo para o setor.

“A combinação entre aumento na compra de terrenos e financiamento elevado sinaliza um mercado em fase de aceleração e com boas perspectivas para os próximos meses”, afirma.

O movimento também impactou os preços dos imóveis e a arrecadação municipal com ITBI, que apresentou crescimento no primeiro trimestre.

Short stay muda dinâmica dos condomínios

O crescimento dos compactos e da locação por curta duração tem levado a gestão condominial para o centro das discussões do setor. Questões como segurança, controle de acesso, regras internas, desgaste acelerado das áreas comuns e convivência entre moradores e usuários temporários passaram a exigir novas estruturas de operação.

Para Beatriz Mello, diretora de fornecedores da ADEMI-PR e executiva com atuação em gestão condominial, a preparação dos empreendimentos precisa começar ainda na concepção dos projetos.

“É muito importante que incorporadoras, construtoras, arquitetos e engenheiros estejam atentos a quem vai cuidar desses empreendimentos, síndicos profissionais, síndicos moradores, administradores de condomínio, terceirizados, todos orbitando o condomínio e entendendo como funciona essa modalidade de locação para que a gente possa criar harmonia e muita manutenção preventiva nos condomínios que utilizem dessa modalidade”, afirma.

Segundo representantes do setor, um dos principais pontos de tensão hoje está na regulamentação interna dos condomínios, especialmente na relação entre proprietários moradores e investidores que utilizam as unidades para short stay.

No Secovi-PR, a avaliação é de que o modelo exige adaptação operacional contínua por parte das administradoras e síndicos, principalmente em empreendimentos com alta rotatividade de usuários.

Mercado mantém ritmo de absorção

A pesquisa apresentada pela ADEMI-PR também aponta estabilidade da intenção de compra em Curitiba nos últimos dois anos, hoje em 49%, enquanto a necessidade imediata de aquisição perdeu força após um ciclo intenso de vendas e troca de imóveis nos últimos anos. Atualmente, 26% dos moradores da capital vivem em imóveis alugados.

Mesmo com o elevado volume de compactos, o mercado mantém velocidade considerada saudável. Curitiba possui hoje cerca de 10,6 mil unidades em estoque, com potencial de escoamento inferior a 12 meses, índice acima da média nacional.

Curitiba recebe Feira do Intercâmbio com oportunidades de estudo e trabalho no exterior

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Evento gratuito conecta estudantes e profissionais a instituições internacionais com programas de intercâmbio para diferentes idades, perfis e objetivos

Quem sonha em estudar, trabalhar ou morar fora do Brasil tem um encontro marcado em Curitiba. No dia 21 de maio, o Radisson Hotel recebe a Feira do Intercâmbio, evento gratuito que reúne representantes de instituições de mais de dez países com opções de programas para todas as idades, perfis e objetivos. A programação também conta com palestras e atendimento personalizado para esclarecer dúvidas sobre investimento, acomodação e oportunidades no exterior. 

O evento conecta o público paranaense a instituições de países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, África do Sul e Coreia do Sul, com programas que vão desde especialização, intercâmbio em família e corporativo, estudo de idiomas, programa de idiomas com atividades, como aulas de culinária ou surf, até o tradicional High School. A entrada é gratuita, com inscrições antecipadas pelo site www.sympla.com.br/evento/feira-do-intercambio-em-curitiba/3325980

Um dos destaques é a diversidade de experiências e destinos. Enquanto instituições como a Full Sail University, dos Estados Unidos, e a Berlin School of Business and Innovation (BSBI), da Alemanha, focam em carreiras e formação acadêmica, outras escolas, como a Bayswater Education e a EC English Language Centres, combinam diferentes cidades, ideais para quem quer aliar o estudo de idiomas a um ambiente global de negócios ou ao turismo.

Cenário

O setor de educação internacional se transformou para atender a novas demandas: famílias que desejam viajar juntas, profissionais em busca de especialização corporativa e o crescente público acima dos 50 anos, que procura unir lazer e conhecimento. “Hoje, o intercâmbio atende a diferentes fases da vida. Muitos adultos aproveitam férias, períodos sabáticos ou licença-prêmio para estudar no exterior, conhecer novas culturas e ampliar o networking internacional”, afirma o organizador da Feira do Intercâmbio, Alexandre Argenta. 

Palestras e oportunidades

Além do contato direto com empresas como Amerigo Education, Atlas Language School, Gisma University, ILAC e Sheridan College, o público poderá participar de um ciclo de palestras sobre oportunidades para trabalhar nos Estados Unidos, intercâmbio até os 18 anos, programas para adultos ou em família, graduação e pós-graduação no exterior e destinos para estudo com permissão de trabalho.

O mundo como sala de aula

O intercâmbio pode transformar a visão de mundo de quem participa. É o caso de Jainne da Silva Santos, que, após a primeira viagem, não parou mais. “Sempre foi um sonho sair do país e viver essa experiência. Depois do primeiro intercâmbio, eu não parei mais. Cada experiência me marcou de diferentes formas”, conta.

A trajetória de Jainne exemplifica a versatilidade das modalidades atuais. Aos 20 anos, ela embarcou para Malta para um curso de idioma de quatro semanas. Um ano depois, foi para os Estados Unidos pelo programa Work and Travel, no qual trabalhou como recepcionista em um hotel e conheceu cidades como Nova York, Boston e Miami. A experiência foi tão marcante que ela repetiu a dose no ano seguinte, em Jackson Hole, Wyoming. “Eu me sentia dentro de um filme todos os dias. Trabalhei em um hotel, conheci o Grand Teton National Park e muitos animais que nunca tinha visto. Voltei para o Brasil muito agradecida e já não vejo a hora da próxima viagem”, celebra Jainne.

Já Luana Cantarelli iniciou, neste ano, o mestrado em Marketing Management e RP, na University of Europe for Applied Sciences (UE), em Hamburgo, na Alemanha. O objetivo é conquistar um diploma internacional, ampliar o networking e construir a vida no exterior. “Ter essa experiência internacional faz muito sentido, pois quero, de fato, morar aqui”, comenta. Além das aulas, o período tem sido uma imersão na história e na cultura da cidade. “Como tenho, em média, três dias de sala de aula, nos outros aproveito para caminhar por Hamburgo, que foi uma das cidades completamente reconstruídas depois da Segunda Guerra Mundial. Gosto muito de conhecer a história da cidade e também das cidades próximas”, completa.

Empresas participantes e destinos

Confira a lista das empresas que vão expor na feira: Amerigo Education (Canadá, EUA e Reino Unido); Atlas Language School (Irlanda, Malta e Reino Unido); Bayswater Education (África do Sul, Canadá, Chipre, França e Reino Unido); BSBI — Berlin School of Business and Innovation (Alemanha e Espanha); BSC Education (Malta e Reino Unido); EC English Language Centres (África do Sul, Canadá, Emirados Árabes, EUA, Irlanda, Malta e Reino Unido); Fredericton Christian Academy (Canadá); Full Sail University (EUA); Gisma University of Applied Sciences (Alemanha); ILAC — International Language Academy of Canada (Canadá); INTO University Partnerships (Austrália, Canadá e EUA); Northumbria University (Reino Unido); OHC English (Austrália, Canadá, EUA, Irlanda e Reino Unido); Oxford International Education Group (EUA e Reino Unido); Sheridan College (Canadá); Tamwood International College (Canadá); e UE — University of Europe for Applied Sciences (Alemanha, Emirados Árabes e Países Baixos). 

Programação

15h10 às 15h50 — Oportunidades para trabalhar nos Estados Unidos

16h10 às 16h50 — Intercâmbio até os 18 anos: High School ou programa de férias

17h10 às 17h50 — Destinos para estudo com permissão de trabalho

18h10 às 18h50 — Graduação e pós-graduação no exterior

19h10 às 19h50 — Intercâmbio para adultos ou em família

Serviço

Feira do Intercâmbio

Data: 21 de maio

Horário: das 15h às 20h

Local: Radisson Hotel — Av. Sete de Setembro, 5190 – Batel

Entrada: gratuita, com inscrições antecipadas pelo site

www.sympla.com.br/evento/feira-do-intercambio-em-curitiba/3325980 

Sicredi reforça importância da educação financeira na 13ª Semana ENEF

Instituição financeira cooperativa promove ações em todo o Brasil entre os dias 18 e 24 de maio, com foco em longevidade e prosperidade

O Sicredi participará, entre os dias 18 a 24 de maio, da 13ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF) que terá o tema central “Educação Financeira: construindo um futuro com longevidade e prosperidade”. A instituição traz na campanha de 2026 a mensagem “A vida acontece. Prepare-se melhor a cada dia” e reforça seu papel como protagonista na conscientização sobre a relevância de promover a educação financeira como um meio possível para realizar sonhos e atingir o bem-estar financeiro.

A iniciativa, organizada pelo Fórum Brasileiro de Educação Financeira (FBEF), busca estimular comportamentos que construam uma base sólida para a tomada de decisões de longo prazo. Para o Sicredi, a participação na Semana ENEF é uma oportunidade de dar visibilidade a um tema essencial na vida das pessoas e sensibilizar os seus mais de 10 milhões de associados e as comunidades onde está presente para a importância de uma relação mais consciente com o dinheiro.

Capilaridade do Sicredi leva ações em centenas de municípiosCom mais de 1.000 agências e mais de 15 mil colaboradores apenas nos estados de Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e parte de Santa Catarina, o Sicredi participa da Semana ENEF com uma programação de ações realizadas pelas cooperativas que atendem essa região. A extensa rede do Sicredi favorece o contato direto com a população de centenas de cidades, que contarão com oficinas, palestras, orientações financeiras e atividades educativas voltadas a diferentes públicos, reforçando o compromisso da instituição com o bem-estar financeiro dos associados e da sociedade. As ações são voluntárias e envolvem a equipe do Sicredi junto aos associados e, também, pessoas que ainda não tenham vínculo com a instituição financeira cooperativa.

Entre as ações desenvolvidas neste ano está uma série de conteúdos em áudio sobre comportamento e finanças, veiculada em rádios. Produzidos em parceria com a escritora e especialista em comportamento e neurociência Michele Mueller, os materiais abordam situações do cotidiano e ajudam a refletir sobre como hábitos, emoções e pequenas escolhas influenciam a vida financeira. 

Bem-Estar financeiro
“Acreditamos que o bem-estar financeiro é um pilar essencial na construção da prosperidade das pessoas e no desenvolvimento dos locais onde atuamos. Nesse sentido, o nosso compromisso é apoiar para que a relação das pessoas com o dinheiro seja saudável, mostrando que educação financeira faz parte desse conceito que é a chave para uma vida mais equilibrada e sustentável”, destaca Cristiane Amaral, gerente de Educação Financeira da Fundação Sicredi.

Um dos grandes marcos da programação deste ano será o Fórum de Bem-Estar Financeiro, que acontece no dia 20 de maio, em São Paulo. O evento, restrito a convidados, reunirá as principais entidades, especialistas e vozes que impulsionam o debate sobre saúde financeira no Brasil. O encontro visa trocar experiências e fortalecer estratégias para promover o bem-estar financeiro dos brasileiros, fomentando políticas e intervenções mais eficazes.

O Sicredi mantém um histórico crescente de engajamento na Semana ENEF. Em 2025, a instituição alcançou marcas expressivas, intensificando sua capilaridade por meio das mais de 90 cooperativas do Sistema. Para 2026, a rede de mais de 3 mil agências se mobiliza novamente para realizar palestras, oficinas e dinâmicas locais, adaptadas à realidade de cada região do país. 

Em 2025, o Sicredi ampliou sua atuação em Educação Financeira, com mais de 70,8 milhões de participações em mais de 22 mil ações realizadas em 1.841 municípios, voltadas a associados e à comunidade. Entre as iniciativas estão o lançamento do curso gamificado para adolescentes “Missão Financeira – Descomplique o Dinheiro”, a ampliação de ações digitais abertas ao público, como o videocast “Escolhas Conscientes Para um Futuro Sustentável”, e cinco novos episódios da série “Explica Aí, Sicredi”, voltada ao apoio de pais, responsáveis e educadores. 

Em parceria com a Maurício de Sousa Produções, o Sicredi também lançou um gibi e um vídeo exclusivos com a Turma Da Mônica sobre Educação Financeira e investimentos. Atualmente a plataforma Sicredi na Comunidade oferece 11 cursos online gratuitos, com mais de 3.400 cursos concluídos somente no último ano, enquanto internamente a instituição segue investindo na formação de seus colaboradores por meio da Trilha de Educação Financeira. 

Programas como o “Cooperação na Ponta do Lápis”, “A União Faz a Vida”, que impactou mais de 574 mil crianças e adolescentes no ano, o Programa “Cooperativas Escolares” e o “Finanças na Mochila” atestam o compromisso do Sicredi com a promoção de conhecimento, autonomia e escolhas financeiras mais sustentáveis nas comunidades onde está presente.

Para saber mais sobre as iniciativas e conferir conteúdos educativos, acesse: Educação Financeira 


Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Site do Sicredi: Clique aqui  

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Conheça a nova estratégia do mercado imobiliário pós Reforma Tributária

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Conheça a nova estratégia do mercado imobiliário pós Reforma Tributária

Holdings patrimoniais estruturadas no Lucro Presumido conseguem manter uma alíquota efetiva próxima de 11% a 14,53%

No dinâmico cenário do mercado imobiliário de 2026, uma palavra tem ecoado nos escritórios de advocacia e salas de investimento: holding. O que antes era uma ferramenta restrita a grandes conglomerados ou famílias muito ricas, tornou-se o pilar estratégico para investidores de médio porte que buscam navegar nas águas da Reforma Tributária e na volatilidade dos juros.

Com a consolidação do sistema de tributação unificado (IBS e CBS) e a fase de transição iniciada este ano, a gestão de ativos imobiliários por meio de pessoas
jurídicas deixou de ser um “luxo contábil” para se tornar uma questão de segurança financeira.

Nessa transição, o corretor de imóveis deixou de ser um mero intermediário de compra e venda para se tornar o primeiro consultor de viabilidade do investidor. Em um cenário em que a carga tributária pode corroer a rentabilidade de um aluguel em poucos meses, o corretor é quem identifica, na origem, se aquele ativo deve ser adquirido via CPF ou se a estruturação de uma holding é o que vai viabilizar o negócio.

Para Elza Rocha Loures, presidente da Rede Una Imóveis Conectados, essa evolução redefine o papel do corretor. “Dominar o assunto permite aos corretores oferecerem soluções sob medida para a proteção patrimonial e o planejamento tributário e sucessório de seus clientes. Esse conhecimento transforma o corretor em um consultor estratégico, facilitando o fechamento de grandes negócios”, afirma Elza.

Janela de oportunidade

O ano de 2026 é o marco zero da nova era fiscal brasileira. Enquanto a carga tributária sobre aluguéis para pessoas físicas pode chegar a 35% (somando IR e os novos tributos de consumo), as holdings patrimoniais estruturadas no Lucro Presumido conseguem manter uma alíquota efetiva próxima de 11% a 14,53%.

A urgência não é apenas matemática, mas também temporal. Segundo a especialista em direito tributário Nadia Biscaia, o investidor pessoa física com patrimônio relevante deve, antes do final deste ano, submeter seu portfólio a um diagnóstico jurídico para responder a questões críticas como o custo total de migração (ITBI, IRPF, ITCMD) e a economia projetada em dez anos. “A estruturação, quando cabível, deve ocorrer ainda durante o período de alíquotas reduzidas e antes que eventual orientação normativa de órgãos como o Cômite Gestor do IBS ou da Receita Federal restrinjam os caminhos hoje abertos”, alerta a especialista.

De olho nessas mudanças, a Clarim Imóveis investe no treinamento de corretores e em eventos para grandes locadores. Fabiane Fernandes, diretora comercial da imobiliária, destaca que o papel da empresa é ser o elo entre a oportunidade e a execução técnica. “Não é regra que as holdings sejam a melhor solução, mas para grandes patrimonialistas elas costumam ser a opção mais eficiente. Temos pleno conhecimento sobre os impactos que a reforma trará aos ativos que gerimos, mas nossa atuação é focar no panorama estratégico”, afirma a diretora.

Profissionalização e proteção

Além da eficiência tributária, a holding responde a uma necessidade crescente de governança. Elza Rocha Loures pontua que a profissionalização do dono de empresa é um movimento estratégico no Brasil, transformando o “faz-tudo” em um executivo focado na estratégia do negócio.

Embora muitas empresas familiares ainda mantenham a gestão centralizada nos fundadores, Elza ressalta que “estes gestores precisam adotar processos modernos de administração para manter a competitividade, reter talentos e garantir a sustentabilidade a longo prazo”.

Nesse contexto, a holding oferece três vantagens competitivas imediatas

  • Blindagem patrimonial: em um cenário de juros elevados, separar o patrimônio imobiliário dos riscos das operações empresariais é a primeira linha de defesa contra as disputas judiciais.
  • Sucessão fluida: através da holding, a transferência para herdeiros ocorre via quotas sociais, evitando a paralisia dos imóveis em processos que consomem até 20% do valor do patrimônio.
  • Governança profissional: a estrutura facilita o reinvestimento de lucros com menor custo tributário do que a distribuição para a pessoa física.

Desafios e o futuro digital

Nem tudo são flores na estruturação de uma holding. O fisco está mais digital do que nunca. A integração total de cartórios, registros de imóveis e a nova Nota Fiscal Eletrônica (DERE) exige que as holdings mantenham uma conformidade rigorosa. O “jeitinho” foi substituído por algoritmos de cruzamento de dados da Receita Federal.

Em 2026, a holding não é apenas um CNPJ que detém bens; é uma engrenagem de inteligência financeira que separa os amadores dos grandes players do mercado imobiliário.

Crédito da foto: Magnific

Entre a letra e o abismo: Leon Knopfholz lança novo livro

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Entre a letra e o abismo: Leon Knopfholz lança novo livro

O escritor, empresário e músico Leon Knopfholz lança no dia 21 de maio seu quarto livro, A Bipolaridade do Literal — Uma Pequena Psicanálise de Deus, na Câmara Municipal de Curitiba, das 18h30 às 21 horas. Com 176 páginas e 13 capítulos que transitam entre filosofia, psicanálise, mística judaica e ética contemporânea, a obra representa o trabalho mais ambicioso do autor até agora e talvez o mais necessário.

O livro parte de uma hipótese simples e perturbadora: a literalidade não é um método neutro de leitura. É um mecanismo psíquico. Toda vez que o ser humano se depara com o insuportável — o infinito, a morte, a ausência de sentido —, surge a tentação de reduzir. De tornar o indizível administrável, o transcendente funcional, o mistério previsível. É nesse movimento que o sagrado, quando domesticado, perde sua potência. E é aí que começa o problema.

“Psicanalisar Deus não significa reduzi-lo a uma patologia humana”, escreve Knopfholz na introdução. “Significa investigar aquilo que projetamos quando falamos Dele.” A proposta da obra não é teológica no sentido convencional. Ela é, antes, uma investigação sobre o custo existencial da certeza absoluta e, especialmente, sobre o que se perde quando a letra deixa de apontar para além de si mesma e passa a substituir aquilo que deveria revelar.

Ao longo dos capítulos, o autor percorre figuras e conceitos que raramente aparecem juntos num mesmo texto. Freud e Hitler dividindo a Viena do início do século XX como expressões opostas da mesma angústia humana; o episódio histórico do cabalista Abraham Abulafia tentando converter o Papa Nicolau III em Roma; o Golem do Maharal de Praga como advertência simbólica sobre a criação sem consciência ética; Salomão, Jacó e Jó como espelhos das diferentes formas de relação do humano com o divino; e a Cabala luriânica com seu conceito de tzimtzum (a ideia de que a criação exige, antes de tudo, retirada) como chave de leitura para a contemporaneidade.

O ponto de chegada é desconcertante. Para o autor, o maior risco não está em duvidar de Deus, mas em ter certeza absoluta sobre Ele. O dogma, nessa leitura, não nasce da fé, nasce do medo. Medo da ambiguidade, do silêncio, do vazio que se abre quando a resposta não vem.

A obra fecha com um conceito próprio, a praticanálise. Uma postura diante da experiência cotidiana que nasce da confluência entre psicanálise, mística e ética. Não uma técnica terapêutica, mas uma pergunta permanente: estou apenas funcionando, ou estou existindo?

Com oito prêmios literários ao longo da carreira e reconhecimento internacional pela Divine Académie des Lettres de Paris, Knopfholz é autor também de Do Outro Lado da Mesa, Silentes Confissões e Poesias Mafiosas. Paralelamente à literatura, assina o filme O Despertar de Solomon e o álbum Made in CWB. No campo social, é fundador do Instituto IKA de Apoio ao Migrante e ex-presidente da B’nai B’rith Paraná.

A Bipolaridade do Literal chega num momento em que as perguntas sobre certeza, dogma, criação e responsabilidade deixaram de ser exclusividade da filosofia ou da teologia para se tornarem urgências de um tempo que criou sistemas que aprendem, executam e respondem sem hesitar, enquanto o humano ainda busca uma posição ética à altura do que inventou.

Serviço:

Lançamento: A Bipolaridade do Literal — Uma Pequena Psicanálise de Deus
Autor: Leon Knopfholz
Data: 21 de maio de 2025
Horário: 18h30 às 21 horas
Local: Câmara Municipal de Curitiba
Entrada: Aberta ao público

Alimentação reforça a imunidade e ajuda a enfrentar gripes e resfriados

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Alimentação reforça a imunidade e ajuda a enfrentar gripes e resfriados

Com a chegada das estações mais frias e o aumento dos casos de gripes e resfriados, cresce também a atenção com a alimentação, uma aliada importante na manutenção da saúde. Embora não exista um alimento capaz de impedir sozinho a infecção por vírus, a escolha do que vai ao prato pode fazer diferença na resposta do organismo.

De acordo com a professora do curso de Nutrição da Estácio, Juliana Gonçalves, o papel da alimentação está diretamente ligado ao funcionamento do sistema imunológico. “A alimentação não impede diretamente a infecção viral, mas desempenha um papel central na modulação do sistema imunológico”, explica. Dietas equilibradas tendem a reduzir o risco de infecções e a favorecer uma resposta mais eficiente do organismo, enquanto deficiências nutricionais aumentam a vulnerabilidade a doenças respiratórias.

Entre os nutrientes essenciais para a imunidade estão vitaminas e minerais que atuam em diferentes frentes. A vitamina C, por exemplo, tem ação antioxidante e estimula as células de defesa. Já a vitamina D contribui para a regulação da resposta imune e da inflamação, enquanto o zinco participa do desenvolvimento e da função das células imunológicas. Outros destaques são a vitamina A, que mantém a integridade das mucosas, uma das primeiras barreiras contra vírus, a vitamina E, o selênio, as proteínas e o ômega-3.

Na prática, isso significa incluir no dia a dia alimentos variados. Frutas como laranja, acerola e kiwi, verduras verde-escuras como couve e espinafre, além de oleaginosas, sementes, alho, cebola, iogurtes naturais ou kefir e peixes são algumas das opções recomendadas. Mais do que focar em um único grupo alimentar, a orientação é apostar na diversidade. “As frutas cítricas são importantes, mas não exclusivas. O foco deve ser a variedade alimentar”, ressalta Juliana.

Outro ponto relevante é o efeito combinado dos alimentos. Nutrientes podem atuar de forma sinérgica, potencializando seus benefícios. Combinações simples, como iogurte com aveia, frutas e sementes, ajudam a fortalecer a microbiota intestinal e a melhorar a resposta imune.

As necessidades nutricionais também variam conforme a idade. Crianças, por estarem com o sistema imune em desenvolvimento, demandam maior atenção a nutrientes reguladores. Adultos devem focar na manutenção e prevenção, enquanto idosos precisam redobrar o cuidado devido ao maior risco de deficiências e à chamada imunossenescência, processo natural de envelhecimento do sistema imunológico.

Por outro lado, o consumo frequente de alimentos ultraprocessados pode prejudicar a imunidade. “Dietas ricas em ultraprocessados podem aumentar a inflamação crônica, alterar a microbiota intestinal e reduzir a ingestão de nutrientes essenciais”, alerta a nutricionista, destacando que esse cenário compromete a eficiência da resposta imune.

Para quem tem rotina corrida, pequenas mudanças já fazem diferença. Optar por frutas práticas, como banana, maçã e tangerina, carregar um mix de oleaginosas como lanche e organizar refeições simples com vegetais e fontes de proteína são estratégias viáveis. A inclusão de iogurte natural ou kefir, o uso de temperos naturais, como alho, cúrcuma e gengibre, e a hidratação adequada também entram na lista. Em alguns casos, a suplementação pode ser indicada, desde que com orientação profissional.

Descubra por que investidores estão voltando a olhar para o Centro de Curitiba

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Descubra por que investidores estão voltando a olhar para o Centro de Curitiba

Especialista aponta o que falta para a região voltar a atrair negócios

A Prefeitura de Curitiba lançou um edital que prevê apoio financeiro para projetos de retrofit de imóveis localizados na região central, com o objetivo de estimular a reocupação e a revitalização urbana. A iniciativa, que pode custear parte significativa das obras, é vista pelo mercado como um passo estratégico para reposicionar o Centro como um polo mais atrativo para negócios, serviços e convivência.

Na avaliação de Sergio Zimmermann, diretor da Estruturar Imóveis Comerciais, os incentivos previstos no edital podem funcionar como um gatilho importante para a retomada dos investimentos privados na região central.

“Não tenho dúvida de que esses incentivos vão atrair reformas e investimentos. O subsídio público para retrofit e construção representa um plus de atratividade para que isso aconteça. Mas, no fim das contas, o mais importante é atrair pessoas para o Centro da cidade, porque são elas que vão gerar consumo, fomentar o comércio e dar segurança para o empreendedor voltar a investir”, afirma.

Segundo o especialista, o processo de esvaziamento do Centro de Curitiba vem ocorrendo há anos e foi agravado pela pandemia, o que impactou diretamente o comércio de rua e a ocupação dos imóveis.

“Antes mesmo da pandemia já existia um movimento de descentralização da cidade. A pandemia acelerou isso e muitos imóveis ficaram vazios. Hoje, as pessoas encontram praticamente tudo nos bairros, então o Centro precisa voltar a oferecer atratividade, fluxo e conveniência para que as pessoas circulem novamente pela região”, observa.

Zimmermann acredita que o incentivo ao retrofit residencial pode ter um papel decisivo nesse processo de reocupação urbana. “Eu acredito muito no residencial. Existem diversos empreendimentos sendo lançados no entorno central, muitos estúdios e projetos de uso misto. Isso gera fluxo de pessoas e, consequentemente, consumo. Com mais moradores e mais circulação, os corporativos voltam, os escritórios retomam espaço e as lojas de rua voltam a faturar”, destaca.

Segurança é a chave

Para ele, imóveis voltados a uso misto, comércio de proximidade, gastronomia e serviços tendem a ser os mais beneficiados pela nova dinâmica urbana proposta pelo edital. “Todos esses segmentos acabam sendo impactados positivamente quando existe circulação de pessoas. As pessoas passam em frente às lojas, consomem, utilizam serviços e isso fortalece toda a cadeia imobiliária e comercial do Centro”, diz.

Apesar do cenário considerado promissor, Zimmermann pondera que ainda existem desafios relevantes para garantir a adesão do setor privado, especialmente em relação à segurança, mobilidade e à população em situação de vulnerabilidade social.

“Além dos incentivos fiscais e da subvenção pública para as obras, o principal desafio continua sendo a geração de consumo. Não adianta investir em retrofit, ter desconto de IPTU ou ISS, se o empresário não tiver expectativa de faturamento. O grande desafio é fazer as pessoas voltarem ao Centro, circularem, consumirem e retomarem a confiança na região”, afirma.

O especialista lembra que, há cerca de 15 anos, imóveis comerciais em regiões como a Rua XV de Novembro eram altamente disputados pelo mercado, cenário bastante diferente do atual.

“Em 2010 ou 2011 era muito difícil encontrar uma loja disponível na Rua XV. Existia disputa pelos imóveis. Hoje existem inúmeros espaços vazios no eixo central e os valores de locação caíram bastante. Se essas medidas derem certo, com mais pessoas morando e trabalhando no Centro, a tendência é aumentar a ocupação, reduzir a vacância e valorizar novamente os imóveis da região”, avalia Sergio Zimmermann.

Para ele, o sucesso do programa dependerá da capacidade do poder público e da iniciativa privada de atuarem conjuntamente na recuperação da vitalidade urbana do Centro de Curitiba.

“Se esse movimento se confirmar, o cenário tende a ser bastante otimista. Mais pessoas circulando geram mais consumo, mais empregos, mais negócios e mais investimentos. O retrofit pode ser um instrumento importante para transformar novamente o Centro em um espaço vivo, dinâmico e economicamente forte”, conclui.

Crédito da foto: Isabella Mayer

Maio Vermelho reforça alerta: casos de câncer de boca devem ultrapassar 15 mil por ano no Brasil

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Campanha nacional de conscientização ganha força e se conecta ao Dia Mundial Sem Tabaco, em 31 de maio, para destacar sinais precoces e estratégias de prevenção além do óbvio

O mês de maio concentra duas importantes mobilizações de saúde pública: o Maio Vermelho, dedicado à conscientização sobre o câncer de boca, e o Dia Mundial Sem Tabaco, em 31 de maio. Juntas, as datas ampliam o debate sobre um ponto ainda pouco explorado: os primeiros impactos do cigarro tradicional e dos dispositivos eletrônicos, como o vape, costumam surgir na cavidade oral, muitas vezes de forma silenciosa.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimaram cerca de 15,1 mil novos casos de câncer de boca por ano no entre 2023 e 2025. Ainda assim, muitos diagnósticos ocorrem em estágios avançados, o que pode comprometer as chances de sucesso no tratamento. Quando a doença é identificada precocemente, porém, as taxas de cura podem ultrapassar 80%. A doença, apesar de pouco conhecida, é o oitavo câncer mais frequente no Brasil. Esse cenário ganha relevância diante de dados do Vigitel (Ministério da Saúde), que apontam desaceleração na queda do tabagismo nas capitais desde 2015. A prevalência caiu de 15,7% em 2006 para 9,3% em 2023 (redução média anual de 3,3%). Mantido esse ritmo, a projeção para 2030 é de 7,96%, acima da meta de 6,24% prevista no plano nacional de enfrentamento das DANTs.

O dentista especialista em Implantodontia da Neodent, Dr. Sérgio Bernardes, chama a atenção para o fato de que alterações aparentemente simples podem ser os primeiros indícios de problemas mais graves. Feridas que não cicatrizam em até 15 dias, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, caroços, dor persistente, dificuldade para mastigar ou engolir e até mudanças na voz são sinais que merecem atenção. “A boca funciona como uma porta de entrada e como um termômetro da saúde. Muitos pacientes ignoram sintomas iniciais por não associarem ao risco de câncer”, destaca.

O uso de cigarros eletrônicos, frequentemente visto como uma alternativa menos nociva, também preocupa. O vape pode provocar inflamações na mucosa oral, alterações celulares e maior ressecamento bucal, criando um ambiente propício para lesões e infecções. Em alguns casos, essas alterações podem evoluir para quadros mais graves quando não identificadas precocemente.

Prevenção além do “não fumar”

Embora evitar o tabaco continue sendo a principal recomendação, o especialista reforça que a prevenção do câncer de boca envolve um conjunto de cuidados no dia a dia:

  • Atenção aos sinais persistentes: qualquer alteração na boca que dure mais de duas semanas deve ser avaliada por um dentista.
  • Higiene bucal adequada: a escovação correta, o uso diário do fio dental e as visitas regulares ao dentista ajudam a identificar lesões precocemente.
  • Proteção solar labial: a exposição prolongada ao sol pode estar associada ao câncer de lábio.
  • Moderação no consumo de álcool: o consumo frequente pode potencializar os efeitos nocivos do tabaco e agride a mucosa oral.
  • Alimentação equilibrada: dietas ricas em frutas, verduras e antioxidantes podem contribuir para a saúde celular.
  • Autoexame da boca: simples e rápido, pode ser feito em frente ao espelho, observando língua, gengivas, bochechas e céu da boca.
  • Idade avançada: o risco de câncer de boca aumenta com o envelhecimento, especialmente após os 50 anos.

Para quem possui implantes dentários, os cuidados preventivos são os mesmos, mas o acompanhamento profissional ganha ainda mais importância. “O dentista consegue identificar qualquer alteração durante as consultas de manutenção, o que é imprescindível não só para manter a integridade dos implantes, como também para investigar afundo possíveis lesões que mereçam mais atenção. Pacientes com implantes devem manter a rotina de higiene e acompanhamento profissional, assim como qualquer outro paciente”, reforça Bernardes.

A integração entre o Maio Vermelho e o Dia Mundial Sem Tabaco reforça a necessidade de ampliar a conscientização, fazer avaliações periódicas com o dentista, pelo menos a cada seis meses, e realizar o autoexame da boca com regularidade. “O alerta é: antes de qualquer outro sintoma, é na boca que podem surgir os primeiros sinais de que algo não vai bem no organismo”, finaliza o especialista.

Sobre a Neodent

A Neodent é a marca de implantes dentários mais utilizada pelos dentistas no Brasil. Com o propósito de criar novos sorrisos todos os dias e contribuir para a democratização da saúde bucal, vai além do desenvolvimento e fornecimento de soluções odontológicas de alta qualidade e tecnologia, promovendo programas como o Neodent+, que conecta correntistas Bradesco aos dentistas Neodent e oferecem condições especiais para a realização de tratamentos, e a Expedição Novos Sorrisos, que leva cuidado odontológico e ações educativas a comunidades carentes em todo o Brasil.

Inteligência Artificial promove escalada de desinformação no Brasil

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Inteligência Artificial promove escalada de desinformação no Brasil

Uso de IA em fake news cresce 308% em um ano e acende o alerta para a disseminação de informações manipuladas nas Eleições 2026

A desinformação no Brasil entrou em uma nova era: mais sofisticada, ágil e difícil de detectar. É isso o que mostra a primeira edição do Panorama da Desinformação no Brasil. Entre 2024 e 2025, a produção e a disseminação de conteúdos falsos com uso de inteligência artificial cresceram 308%.

A escalada não é apenas quantitativa. O estudo inédito feito pelo Observatório Lupa mostra que a tecnologia deixou de ser experimental para se tornar uma ferramenta recorrente de manipulação informacional: 81,2% das fake news com o uso de IA surgiram nos últimos dois anos.

Os conteúdos falsos vão desde notícias inteiramente fabricadas por geradores de imagem até deepfakes (vídeos hiper-realistas que simulam falas e expressões de figuras públicas). Em 2025, 45% dessas divulgações tinham viés ideológico, contra 33% em 2024.

Para especialistas em Direito Eleitoral, o fenômeno representa uma mudança estrutural no ambiente democrático e acrescenta uma camada extra de preocupação em ano de eleições.

“A inteligência artificial não só ampliou o volume de desinformação como elevou o grau de credibilidade desse tipo de conteúdo. O eleitor não está mais lidando com boatos grosseiros, mas com materiais que imitam perfeitamente a realidade”, analisa Roosevelt Arraes, advogado com mais de 20 anos de experiência em Direito Eleitoral e diretor da Escola Paranaense de Direito.

Velocidade da desinformação desafia o sistema

Nos últimos anos, o Brasil fortaleceu a capacidade de resposta à disseminação de fake news e informações manipuladas.

A Justiça Eleitoral ampliou sua atuação na remoção de conteúdos, firmou acordos com plataformas digitais e consolidou entendimentos importantes, como o de que não apenas conteúdos falsos, mas também informações verdadeiras fora de contexto podem ser consideradas irregulares.

Ainda assim, há muito a se fazer, já que o uso de automação e a inteligência artificial trouxeram mais agilidade à produção e ao compartilhamento de conteúdo manipulado.

Segundo Roosevelt Arraes, os perfis automáticos (bots), que funcionam em larga escala e sem análise crítica humana, são um ponto de atenção. O recurso é usado para espalhar informações sem checagem.

“Esses perfis são automatizados e divulgam conteúdos de maneira massiva, sem análise crítica humana. Como isso pode favorecer o compartilhamento de desinformação e representar um risco para a qualidade do debate eleitoral, o ideal é que sejam removidos.”

Na avaliação do advogado Luiz Gustavo de Andrade, membro da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PR e vice-presidente da Conferencia Americana de Organismos Electorales Subnacionales por la Transparencia Electoral (CAOESTE), o desafio é agir antes que a desinformação ou qualquer tipo de material manipulado se espalhe.

“O país não está desprotegido legalmente. Existem instrumentos jurídicos relevantes, como o direito de resposta, a remoção de conteúdo das plataformas digitais e a responsabilização civil e criminal. O problema é que a dinâmica digital opera em outra velocidade”, analisa Andrade, que também é professor na Escola Paranaense de Direito.

Expectativas para as Eleições 2026

As Eleições 2026 devem enfrentar um novo patamar de desinformação e um aumento significativo na circulação de conteúdos manipulados.

“A desinformação deixou de ser artesanal. Hoje, ela é escalável, segmentada e muitas vezes invisível aos mecanismos tradicionais de controle. Além da automação da disseminação e da capacidade da IA de gerar materiais altamente realistas, a tecnologia também reduziu drasticamente o custo de produção das fake news”, diz Roosevelt Arraes, doutor em Filosofia Jurídica e Política.

Outra discussão importante é a mudança nas táticas utilizadas. Em vez de fake news explícitas, as estratégias estão cada vez mais sutis e envolvem a manipulação de informações.

Em muitos casos, explica o advogado, os conteúdos são verdadeiros, mas apresentados fora de contexto: cortes seletivos das falas com distorção do sentido original, deepfakes “suficientemente convincentes” para gerar dúvida, sobrecarga informacional (o chamado “flood de conteúdo”) e disseminação em redes fechadas, como grupos de WhatsApp e Telegram.

De acordo com o advogado Luiz Gustavo de Andrade, a estratégia, nesses casos, não é convencer, mas confundir. “O objetivo de quem produz e divulga desinformação é criar dúvida, o que já é suficiente para influenciar o comportamento do eleitor”, comenta o especialista, membro do Instituto Paranaense de Direito Eleitoral.

Responsabilização existe, mas não é automática

A legislação brasileira prevê responsabilização para quem produz ou dissemina desinformação, especialmente em contexto eleitoral. As penalidades podem incluir o pagamento de indenizações, enquadramento por propaganda irregular e até crimes como calúnia e difamação.

“A Justiça Eleitoral tende a distinguir quem estrutura e impulsiona a desinformação de quem apenas compartilha. A responsabilização depende de fatores como intenção, alcance e impacto”, explica Roosevelt Arraes, vice-presidente da comissão de Direito Eleitoral e coordenador de Direito Eleitoral da Escola Superior da Advocacia da OAB/PR.

Diante desse cenário, reforça o especialista em Direito Eleitoral, o eleitor assume um papel decisivo. Se antes ele era apenas receptor, hoje também é vetor de disseminação. “Interromper o impulso de compartilhar é uma das atitudes mais eficazes contra a desinformação. A velocidade de propagação depende diretamente do comportamento das pessoas”, finaliza.

Checklist rápido para identificar fake news

Antes de compartilhar qualquer conteúdo, vale passar por este filtro simples e eficaz

  1. Quem ganha com essa divulgação? Toda informação atende a algum interesse.
  2. A informação está em mais de uma fonte confiável? Se a postagem só aparece em grupos ou perfis isolados, desconfie.
  3. A postagem é completa ou apenas um recorte? Conteúdo fora de contexto é uma das formas mais comuns de manipulação.
  4. A “notícia” é atual ou é algo antigo reutilizado? Informações antigas frequentemente são recicladas para enganar o eleitor.
  5. O conteúdo provoca reação emocional imediata? Se a informação gera indignação instantânea, vale redobrar a cautela.

Segundo Luiz Gustavo de Andrade, observador de processos eleitorais internacionais, a disputa contra a desinformação não é estática e evolui na mesma velocidade da tecnologia. “O Brasil chega às Eleições 2026 com um arcabouço jurídico mais robusto, mas também enfrenta um ambiente digital muito mais complexo.”

Nesse novo contexto, tanto Andrade quanto Arraes são enfáticos: a integridade do processo eleitoral depende não apenas das instituições, mas também da forma como cada informação é consumida e compartilhada pelos eleitores.

Sobre a Escola Paranaense de Direito

Sediada em Curitiba (PR), a Escola Paranaense de Direito é um centro de excelência jurídica focado em pós-graduação, mestrado, cursos e capacitação prática.

Composta por advogados, promotores, juízes, desembargadores e magistrados de prestígio internacional, a instituição une qualidade acadêmica à vivência real dos tribunais para formar juristas diferenciados, por meio da convivência direta entre professores e alunos.

Crédito da foto: Magnific

Além da finalidade estética, ácido hialurônico ganha espaço na recuperação de lesões no futebol

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Aplicação da substância via viscossuplementação, diretamente na área afetada, ajuda a reduzir dor, atrito e inflamação

Em ano de Copa e com o futebol dominando conversas dentro e fora de campo, um tema acompanha atletas e amadores: as lesões. Seja após uma dividida mais intensa, uma torção ou o desgaste acumulado ao longo das partidas, articulações e tendões estão entre as estruturas mais exigidas do corpo. Nesse cenário, o ácido hialurônico — já conhecido nos consultórios de medicina estética — vem ganhando protagonismo também na medicina esportiva, auxiliando na recuperação e no retorno mais rápido às atividades físicas.

Enquanto na pele promove hidratação, preenchimento e sustentação, nas articulações e tecidos como tendões, a substância atua na redução da dor, do atrito e de processos inflamatórios.

O médico Luiz Renato Brand, ortopedista do Pilar Hospital, em Curitiba, explica que a aplicação é indicada principalmente para pacientes com artrose inicial ou moderada. “Dentro da articulação, ele atua como um lubrificante, melhorando o deslizamento e ajudando a retardar a progressão da doença, que é uma condição degenerativa de evolução lenta”, afirma.

Em quadros mais avançados, pondera o especialista, a resposta tende a ser mais limitada, mas a aplicação ainda é possível. “Por isso, é fundamental alinhar a expectativa do paciente em relação ao tratamento”, reforça. “Os efeitos da viscossuplementação costumam ser mais duradouros em pacientes com artrose leve a moderada. Quanto mais avançado o quadro, menor tende a ser o benefício ao longo do tempo”, completa.

Como é feito o procedimento
A aplicação é realizada em consultório ou em centro cirúrgico, dependendo da articulação e da experiência do profissional, diz Brand. “Em articulações mais superficiais, como joelho e tornozelo, é possível fazer a infiltração com ou sem auxílio de ultrassom. Já no quadril, normalmente utilizamos métodos de imagem, como a radioscopia, para garantir maior precisão”, detalha.

Além do efeito mecânico, o ácido hialurônico também atua biologicamente nas articulações. A substância melhora a viscosidade do líquido sinovial — responsável pela lubrificação natural —, tem ação anti-inflamatória e antioxidante e contribui para a proteção da cartilagem, ajudando a desacelerar seu desgaste ao longo do tempo.

Aplicações possíveis
Na prática, o tratamento é indicado tanto para casos de artrose quanto para outras condições, como condropatias (desgaste da cartilagem) e lesões em tendões — comuns em esportes de impacto e mudança rápida de direção, como o futebol. Ao facilitar o deslizamento entre as estruturas articulares, o ácido hialurônico contribui para a redução da dor e para a melhora da mobilidade.

No contexto esportivo, isso pode representar um diferencial importante. Com menos dor e melhor função articular, jogadores — profissionais ou amadores — conseguem retomar treinos e partidas com mais segurança, reduzindo o risco de novas lesões e evitando afastamentos prolongados.

Outro benefício está na recuperação e na performance. Com a melhora da função articular, muitos pacientes conseguem retomar atividades físicas com mais conforto e regularidade, o que também auxilia na preservação da saúde das articulações a longo prazo.

Segundo o especialista, o uso da substância integra o chamado tratamento conservador, que inclui ainda fortalecimento muscular e outras abordagens clínicas. Nesses casos, a viscossuplementação pode ajudar a retardar a progressão da artrose e, em alguns pacientes, até postergar a necessidade de cirurgia.

Sobre o Pilar Hospital

Com mais de 60 anos de tradição, o Pilar Hospital é reconhecido como referência na integração de tecnologia avançada e atendimento humanizado. Localizado no bairro Bom Retiro, em Curitiba, o hospital atende pacientes de todo o Paraná, oferecendo suporte essencial em diversas especialidades médicas. Sua estrutura robusta inclui 81 unidades de internação (enfermaria e apartamento) e 39 unidades de terapia intensiva e o Pilar Centro Médico, que realiza procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos de baixa complexidade, em regime de hospital dia, consolidando seu papel na qualidade e acesso à saúde para os paranaenses.