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Grupo Vellore acelera preparação para acessar o mercado de capitais

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Reconhecimento no programa nacional Rota Fácil, da BEE4, reforça estratégia de aproximação com investidores em busca de capital para crescimento sustentável

O Grupo Vellore vem avançando em seu processo de listagem na bolsa de valores, em um movimento voltado à ampliação de acesso a novas fontes de recursos para sustentar sua estratégia de crescimento nos próximos anos. Com meta de alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2030, a companhia intensifica uma agenda que envolve governança, disciplina financeira, profissionalização da gestão e aproximação com investidores.

Nesse contexto, o Grupo foi o destaque da primeira temporada do Rota Fácil, programa da BEE4 voltado à preparação de pequenas e médias empresas para o acesso ao mercado de capitais. O resultado foi divulgado na última quarta-feira (22), durante a transmissão do episódio final na BM&C News. A primeira temporada recebeu centenas de inscrições e reuniu 15 empresas na fase final, exibida em formato de reality show. Entre as finalistas, estiveram nomes como Vapza, Grupo RÃO, 3E Eficiência Energética e Arrazantty, o que reforça o alto nível da competição. 

Para o fundador do Grupo, Paulo Velloso Ribeiro, a conquista representa mais do que um reconhecimento pontual. “O reconhecimento mostra que estamos prontos para mudar de patamar”, afirma. Segundo ele, a participação teve como principal objetivo entender o estágio real de preparação da companhia para acessar o mercado de capitais. “A ideia inicial era estar entre os 15, depois entre os 10 — não necessariamente conquistar o primeiro destaque”, completa. 

O resultado também antecipa o cronograma da empresa para acessar esse mercado. “Imaginávamos que esse movimento aconteceria mais à frente, mas conseguimos antecipar esse processo em cerca de dois anos”, diz.

Aval do mercado

A participação no programa vai além do reconhecimento. A iniciativa está diretamente conectada à visão de longo prazo de construir uma empresa cada vez mais sólida, escalável e preparada para novos ciclos de crescimento, explica Laufran Wosniak, CEO do Grupo Vellore e sucessor do fundador. “Temos um objetivo claro de alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2030, e isso passa necessariamente pelo acesso ao mercado de capitais.”

Segundo o executivo, o processo trouxe aprendizados relevantes em frentes estratégicas, como o aprimoramento da governança, da disciplina financeira e do relacionamento com investidores. “Isso nos aproxima das melhores práticas de mercado e acelera a nossa preparação para acessar a bolsa de valores.”

O Rota Fácil acompanha a jornada das empresas participantes ao longo de diferentes etapas, nas quais apresentam seus modelos de negócio, estratégias de crescimento e passam por avaliações conduzidas por especialistas. Entre os jurados estão Renata Vichi, CEO do Grupo CRM (Kopenhagen e Brasil Cacau); Gustavo Cerbasi, educador financeiro e autor; Luciana Wodzik, ex-CEO da Arezzo&Co; e Rogério Salume, fundador da Wine.

Crescimento com bases estruturadas

Segundo Velloso, a conquista também valida o trabalho realizado nos últimos anos para fortalecer a estrutura da empresa. “A gente vem se preparando há bastante tempo, com governança estruturada, conselho ativo, auditorias recorrentes e uma gestão cada vez mais profissionalizada”, afirma.

O acesso ao mercado de capitais é um passo estratégico para viabilizar o crescimento em um cenário de crédito restrito, completa o CEO. “Hoje, crescer no Brasil com financiamento bancário é caro e limitado. O mercado de capitais abre uma possibilidade muito mais eficiente de captação para sustentar a expansão”, diz.

Com o resultado, o Grupo Vellore deve intensificar os próximos passos nessa agenda. O foco agora, detalha, é seguir evoluindo a estrutura da companhia e aprofundar o relacionamento com o mercado. “A listagem é um processo estruturado, que pode levar de um a dois anos, mas as oportunidades já começam a surgir ao longo dessa jornada”, afirma.

A estratégia, segundo Wosniak, é garantir que a empresa esteja pronta para aproveitar o momento mais adequado. “Estamos trabalhando para deixar a companhia preparada, porque quando a janela de mercado se abrir, queremos estar prontos para avançar”, conclui.

Sobre o Grupo Vellore

O Grupo Vellore é referência nacional no segmento de materiais de construção, com um portfólio de mais de 1.200 produtos, atuação em todo o território brasileiro e presença internacional por meio de exportações para seis países. Detentor das marcas Foxlux, com soluções em iluminação, materiais elétricos, bombas d’água e utilidades, e Famastil, com ferramentas, jardinagem e linha agrícola, o Grupo conta com fábrica própria em Pinhais (PR) e escritório em Ningbo, na China. Além da indústria, o Grupo Vellore opera um ecossistema de negócios que integra varejo, tecnologia, serviços e soluções financeiras, por meio da Iluzze, Vellore Ventures, Sobmedida e F2 Bank. Com foco no desenvolvimento contínuo, inovação e geração de oportunidades, o Grupo Vellore conecta marcas, mercados e soluções para impulsionar profissionais, parceiros e negócios no Brasil e no exterior.

Dia do Hambúrguer e da Batata Frita: veja onde encontrar versões irresistíveis dos clássicos em Curitiba

Com costela desfiada e até versão sem carne, Outback e Aussie têm opções para todos os paladares

O hambúrguer virou sinônimo de versatilidade: está no delivery, no jantar casual e nos menus dos melhores restaurantes. No dia 28 de maio, data em que o mundo celebra um de seus pratos mais populares, Outback Steakhouse e Aussie Chicken and more mostram que ele vai muito além do clássico de carne. E, em 30 de maio, também se comemora o Dia da Batata Frita. Como eles foram feitos um para o outro, confira onde comemorar as datas:

Costela, picanha e veggie: Outback vai do clássico ao inovador

Dentre os favoritos da Steakhouse, o Picanha Bloomin’ Burger é uma das opções inevitáveis. Com um burger de 200g 100% picanha, também conta com pétalas da famosa Bloomin’ Onion, bacon grelhado, molho agridoce e defumado, mix de queijos e finalizado com maionese defumada.

Para os fãs da famosa costela, o Ribs Double Decker não fica de fora: com a suculenta costela desfiada, é servido com um burger de 200g, queijo e finalizado com um molho levemente picante.

Tem opção para os vegetarianos também: o Aussie Plant Burger é 100% vegetal, com burguer e molho vegetal tipo Cheddar, alface, tomate, cebola e picles no pão tipo brioche.

E quando o assunto é batata frita, essa é a grande protagonista: as clássicas Aussie Cheese Fries do Outback são servidas com uma cobertura irresistível de mix de queijos e bacon. O toque final fica por conta do molho Ranch.

Quando o assunto é lanche, Aussie Chicken and More não economiza em sabor e tamanho! 

O Double Bacon Burger do Aussie, é composto de forma irresistível por carne bovina (com dois hambúrgueres), queijo tipo cheddar, maionese da casa e fatias de bacon caramelizado no pão tipo brioche.

O queridinho da galera, Smoked Honey Mustard Chicken, que leva peito de frango de cerca de 115g, empanado e crocante, servido com alface, tomate, picles, maionese defumada e molho Honey Mustard, no pão tipo brioche.

O melhor acompanhamento, é claro, são as Aussie Chips, que levam tempero especial, são levemente apimentadas e super crocantes. Acompanham, ainda, molho Aioli, trazendo ainda mais sabor.

Em ação inédita, MRV mobiliza diretoria para negociar imóveis diretamente com clientes

Neste final de semana, a MRV promove uma ação inédita que marca a maior mobilização comercial da companhia no ano. Lideranças da empresa estarão em lojas de todo o país para negociar imóveis diretamente com clientes e ampliar as possibilidades de fechamento de negócios para quem deseja conquistar a casa própria.

A iniciativa será realizada simultaneamente em lojas da MRV em todo o Brasil e contará com a participação do CEO Rafael Menin, vice-presidentes e diretores. A proposta é proporcionar uma experiência de compra mais próxima e personalizada, conectando o público diretamente à liderança da empresa em um momento decisivo da aquisição do imóvel.

Além das negociações, os clientes terão acesso a condições especiais válidas exclusivamente durante o fim de semana, período que coincide com a reta final da tabela comercial de maio.

A ação faz parte da campanha “Rumo ao Apê MRV”, inspirada no universo do futebol. Durante o período, as lojas também contarão com ativações temáticas e experiências interativas, incluindo dinâmica de chute a gol, brindes exclusivos e participação nos sorteios nacionais de cartões-presente virtuais no valor de R$ 6 mil promovidos pela construtora.

“Estamos levando nossas lideranças para mais perto dos clientes em um momento importante da decisão de compra. A ideia é tornar as negociações mais dinâmicas e criar uma oportunidade diferenciada para quem deseja conquistar o próprio apartamento”, afirma Rafael Menin, CEO da MRV.

Sobre a MRV

Com 46 anos de mercado e o propósito de construir sonhos que transformam o mundo, a MRV é uma das cinco empresas que compõem o grupo MRV&CO. Reconhecida como a maior construtora e incorporadora da América Latina, a companhia tem foco em empreendimentos residenciais acessíveis, voltados à realização do sonho da casa própria. A MRV já entregou mais de 500 mil unidades, impactando positivamente a vida de mais de 1,6 milhão de pessoas em todo o país. Saiba mais em www.mrv.com.br.

Negócio além da comida

Gestão, eficiência e tecnologia redefinem o lucro no food service

A qualidade do prato deixou de ser o principal fator de sucesso para bares e restaurantes. Em um cenário cada vez mais competitivo, decisões estratégicas relacionadas à precificação, experiência do cliente e eficiência operacional têm impactado diretamente a lucratividade dos negócios.

Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostram que mais de 60% dos estabelecimentos enfrentam dificuldades financeiras ligadas à gestão. O problema, muitas vezes, começa antes mesmo da operação, na falta de clareza sobre público e posicionamento.

Para o especialista em food service Edher Brandão, fundador da ConceptFood, o erro mais comum está na ordem das decisões. “A maioria começa pelo produto, quando o correto é definir primeiro o público e a faixa de preço da região. Se você não entende quanto o cliente pode pagar, você cria um produto que não se sustenta”, afirma.

O estudo de localização também influencia diretamente o faturamento. “Uma marmita pode ser considerada cara em um bairro e totalmente aceitável em outro. Em alguns casos, você fatura o mesmo vendendo menos, porque o posicionamento está correto”, explica.

Além da estratégia de preço, a experiência do cliente segue sendo determinante, principalmente no delivery. “Se a entrega chega rápido, mas a embalagem compromete o produto, o cliente cancela a experiência. Hoje, percepção de valor é tão importante quanto o sabor”, destaca.

Outro ponto crítico está na eficiência operacional. A automação de processos tem permitido que restaurantes reduzam custos e aumentem a capacidade de atendimento sem ampliar a equipe. “O que antes era visto como tecnologia para grandes redes, hoje é realidade para qualquer operação. Automatizar atendimento, pedidos e pagamentos reduz filas, melhora o giro e diminui a necessidade de mão de obra”, ressalta.

Segundo Brandão, exemplos simples já mostram o impacto dessa transformação. “Restaurantes que adotam autoatendimento ou sistemas integrados conseguem eliminar filas e operar com menos pessoas no caixa. Isso aumenta a margem e melhora a experiência do cliente ao mesmo tempo”, afirma.

A gestão baseada em dados completa esse cenário, permitindo decisões mais precisas. “Hoje é possível saber onde você vende mais, quais produtos dão mais lucro, qual equipe performa melhor e até onde investir em marketing. Sem isso, o empresário toma decisão no escuro”, pontua.

Para ele, o futuro do setor passa pela integração entre tecnologia, gestão e capacitação de pessoas. “Quem automatiza, controla e entende os números cresce. Quem continua operando no improviso, perde margem e competitividade”, conclui.

Serviço: ConceptFood

Gestão de restaurantes

Edher Brandão

41 99143-0049

@edher.brandao
conceptfood.adm@outlook.com
Rua: Mateus Leme, 531, andar superior, Curitiba, Paraná. 

Cultura gera resultados

Mentalidade estratégica e disciplina operacional são os pilares que diferenciam empresas que crescem com consistência daquelas que apenas sobrevivem no mercado

Em um cenário econômico cada vez mais competitivo, empresas que apostam apenas em tecnologia ou metodologias de gestão sem mudança comportamental têm encontrado dificuldades para sustentar crescimento. A construção de uma cultura orientada por resultados tem se consolidado como fator determinante para desempenho consistente, especialmente entre pequenas e médias empresas que buscam escala com eficiência.

No Paraná, onde mais de 90% das empresas são de pequeno e médio porte, segundo dados recentes de mercado, a dificuldade não está apenas na adoção de ferramentas, mas na forma como líderes e equipes se posicionam diante da execução. Em Curitiba, esse desafio se intensifica diante de um ambiente empresarial mais maduro e competitivo, onde diferenciação não depende apenas de estratégia, mas de consistência na prática diária.

De acordo com o consultor Bruno Castro, especialista em Processos, Tecnologia e Mentalidade, o principal erro das empresas é acreditar que resultados vêm apenas da implementação de sistemas ou metodologias. “Não existe ferramenta que resolva a falta de disciplina. Cultura de resultado não é sobre o que você implanta, é sobre como as pessoas se comportam todos os dias diante das metas”, afirma.

Esse desalinhamento entre estratégia e execução impacta diretamente a performance. Estudos indicam que mais de 60% das empresas brasileiras enfrentam dificuldades em transformar planejamento em resultado efetivo, justamente por falhas na cultura organizacional. A ausência de clareza, acompanhamento e responsabilização cria um ambiente onde processos existem, mas não funcionam como deveriam.

Na prática, empresas que evoluem nesse aspecto conseguem ganhos expressivos em produtividade, redução de desperdícios e aumento de margem. “Resultado não é consequência do esforço, é consequência de método aplicado com constância. E isso exige uma mudança de mentalidade que começa na liderança e se espalha para toda a operação”, destaca Bruno Castro.

Outro ponto crítico está na forma como gestores lidam com metas e indicadores. Muitas empresas ainda operam com métricas superficiais ou desconectadas da realidade do negócio, o que compromete a tomada de decisão. “Sem indicador claro, não existe gestão. E sem gestão, não existe resultado previsível. O empresário precisa parar de reagir e começar a conduzir o negócio com dados e responsabilidade”, pontua.

A construção dessa cultura passa por três pilares centrais, clareza de objetivos, estrutura de processos e desenvolvimento de mentalidade. Quando esses elementos estão alinhados, a empresa deixa de operar no improviso e passa a atuar de forma estratégica, criando um ambiente onde crescimento deixa de ser pontual e passa a ser sustentável.

Serviço: B.Castro Consultoria

Bruno Castro

Consultor em Processos, Tecnologia e Mentalidade

(41) 99952 8310

@bcastro.consultoria

comercial@bcastroconsultoria.com

https://gruposavel.com.br

Quando a dor encontra um propósito

Saulo Coelho relembra experiências marcantes da infância, a superação da gagueira e sua trajetória como treinador dedicado à transformação humana

A dor pode interromper caminhos, mas também pode revelar uma missão. Na trajetória de Saulo Coelho, especialista em inteligência emocional e comportamental, ela se tornou ponto de partida para uma vida dedicada ao desenvolvimento humano, à superação de traumas e à formação de pessoas mais conscientes, fortes e preparadas emocionalmente.

Criador do Método das Três Mentes, Saulo construiu sua história profissional unindo vivências pessoais profundas, estudo do comportamento humano e uma atuação prática voltada à transformação de líderes, empresários, equipes comerciais e pessoas em busca de direção. Com passagem pelo setor executivo de uma das maiores empresas de vendas diretas da América Latina, ele encontrou no treinamento comportamental uma forma de transformar experiência em contribuição.

Sua caminhada, no entanto, começou muito antes dos palcos, das salas de treinamento e das imersões. Ainda na infância, Saulo viveu episódios que marcaram sua forma de enxergar a vida, o valor das pessoas e o sentido da superação. Um desses momentos aconteceu quando ele sentiu vergonha do carro antigo da família. A resposta do pai, simples e profunda, ficou gravada para sempre em sua memória. “Meu pai colocou a mão no meu ombro e disse: ‘Esse carro é velho, está sujo porque carrega o material da nossa casa, mas ele é seu. Se você não valorizar o que é seu, quem vai valorizar?’ Nunca mais esqueci disso”, relembra. A frase se tornou uma lição sobre identidade, gratidão e pertencimento. Para Saulo, muitas pessoas passam a vida tentando ser aceitas pelo que aparentam, mas se esquecem de reconhecer o valor da própria história.

Outro momento decisivo veio aos 13 anos, quando ele enfrentou a perda traumática de um amigo próximo. A experiência foi tão profunda que gerou consequências emocionais e físicas. Após o episódio, Saulo desenvolveu uma disfunção neuromotora e passou a gaguejar, condição que o acompanhou por quatro anos. A gagueira trouxe vergonha, insegurança e isolamento. Durante esse período, falar em público parecia algo impossível. A comunicação, que mais tarde se tornaria uma de suas principais ferramentas de trabalho, naquele momento era uma fonte de dor.

Mas foi justamente nesse ponto de fragilidade que começou uma das maiores viradas de sua vida. No início da década de 1990, ao participar de uma palestra sobre desenvolvimento humano, Saulo teve contato com técnicas que mudariam sua relação com a própria história. Aquela experiência abriu uma nova percepção sobre emoção, comportamento, mente e capacidade de transformação. “Aquilo mudou minha vida. Eu entendi que a dor não precisava ser o fim da minha história. Ela poderia ser o começo de uma missão. Aprendi a nunca mais deixar ninguém para trás”, afirma.

A partir daí, Saulo passou a se aprofundar em psicanálise, inteligência emocional, comportamento humano, programação neurolinguística, coaching e processos de desenvolvimento pessoal. O que começou como uma busca por cura se transformou em vocação. “Eu não entrei nessa área porque vi alguém ganhar dinheiro. Entrei porque isso salvou minha vida. Quando algo faz muito bem para a gente, a tendência é querer o mesmo para os outros”, destaca.

Ao longo de mais de três décadas, Saulo Coelho consolidou sua trajetória como treinador comportamental, conduzindo formações, palestras, mentorias e imersões voltadas à transformação emocional e profissional. Seu trabalho alcança empresários, líderes, equipes de vendas, terapeutas, profissionais liberais e pessoas que buscam romper bloqueios internos para viver com mais clareza, coragem e propósito.

Em sua visão, todo trauma carrega uma marca, mas também pode carregar uma mensagem. A questão central é o que cada pessoa faz com aquilo que viveu. Para Saulo, superar não significa apagar o passado. Significa dar a ele um novo lugar. É deixar de ser prisioneiro da dor e passar a usar a própria história como fonte de consciência, força e direção. “Todo mundo carrega alguma dor. A diferença está em permitir que essa dor endureça a pessoa ou transforme sua maneira de viver. Eu escolhi transformar”, afirma.

Essa visão está presente em seus treinamentos e no ‘Método das Três Mentes’, abordagem criada por Saulo para explicar a integração entre mente somática, mente emocional e mente racional. Segundo ele, muitas pessoas tentam resolver a vida apenas no pensamento, mas carregam registros emocionais e corporais que influenciam decisões, relacionamentos, medos, bloqueios e padrões de comportamento.O trabalho desenvolvido por Saulo busca justamente ajudar as pessoas a reconhecerem esses padrões e construírem uma nova postura diante da vida. Em suas imersões, os participantes são conduzidos por experiências práticas, reflexões e desafios que trabalham autoconhecimento, liderança, comunicação, identidade emocional e tomada de decisão.

Além da própria história, Saulo chama atenção para um desafio crescente da atualidade: o excesso de informação e a falta de direção emocional. Para ele, nunca se falou tanto sobre desenvolvimento pessoal, saúde mental e alta performance, mas muitas pessoas continuam emocionalmente perdidas. “Hoje o mundo tem informação demais e direção de menos. Quem não sabe o que quer acaba sendo levado pelos algoritmos e não chega a lugar nenhum”, pontua.

A Organização Mundial da Saúde apontou que, no primeiro ano da pandemia de Covid-19, a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou em 25%, evidenciando o impacto profundo do estresse, do isolamento, do medo e da instabilidade sobre a saúde emocional das pessoas. Para Saulo, esse cenário reforça a necessidade de uma nova educação emocional. Não basta acumular conhecimento técnico, títulos ou informações. É preciso desenvolver estrutura interna para lidar com pressão, frustração, medo, mudanças, perdas e decisões difíceis.

O avanço da inteligência artificial também entra nessa reflexão. Embora reconheça que a tecnologia já esteja transformando mercados, profissões e modelos de trabalho, Saulo acredita que o fator humano continuará sendo indispensável. “A inteligência artificial pode organizar dados, gerar respostas e acelerar processos. Mas ela nunca vai poder olhar para alguém e dizer: ‘eu sei como você se sente, porque eu também precisei me reconstruir’. O aspecto humano continuará sendo o que nos diferencia”, afirma.

Essa combinação entre história pessoal, experiência profissional e sensibilidade humana tornou a trajetória de Saulo Coelho marcada por uma mensagem central: ninguém precisa ser definido apenas pelo que sofreu. Para ele, dor não precisa virar destino. Pode virar consciência. Pode virar força. Pode virar missão. Hoje, ao conduzir treinamentos e imersões, Saulo leva aos participantes a mesma convicção que nasceu de sua própria superação: é possível ressignificar traumas, reconstruir a identidade emocional e transformar a própria história em instrumento de crescimento. “Hoje, quem não se treina fica para trás. O conhecimento emocional não é mais luxo, é necessidade”, conclui.

Serviço: Saulo Coelho

Terapeuta Empresarial, Especialista em Inteligência Emocional e Comportamental

Criador do Método das Três Mentes

@saulocoelhopontocom

Por que motoristas estão migrando do aplicativo urbano para o transporte corporativo

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Com jornadas extensas, redução nos ganhos e aumento da insegurança, profissionais encontram na mobilidade corporativa uma alternativa mais estável e previsível

A busca por mais previsibilidade financeira, segurança e melhores condições de trabalho tem levado cada vez mais motoristas de aplicativo a migrarem para o transporte corporativo. Com corridas programadas, atendimento voltado a empresas e operações estruturadas, o segmento vem se consolidando como alternativa para profissionais que desejam maior estabilidade na rotina. 

Nesse cenário, empresas especializadas em mobilidade corporativa ganham espaço ao oferecer soluções mais organizadas tanto para os motoristas quanto para os contratantes. A Autonomoz, por exemplo, conecta motoristas parceiros a empresas que precisam transportar equipes em locais, inclusive de difícil acesso, onde a oferta convencional de mobilidade é limitada. O modelo permite atender operações em diferentes turnos, com rotas programadas e suporte operacional contínuo.

O fundador e CEO da Autonomoz, Leandro Farias, explica parte dos motivos que justificam esta escolha por parte dos trabalhadores da área: “O motorista profissional quer volume de corridas, é isso que gera renda. No transporte corporativo, ele encontra atendimentos planejados, rotas com demanda mais consistente e um ambiente operacional mais seguro. É um modelo que ocupa melhor o tempo de quem dirige e entrega mais estabilidade no dia a dia”, conta. O movimento ocorre em um contexto de desafios enfrentados por parte dos motoristas de aplicativos no Brasil. Mais de uma década após a consolidação desse modelo de transporte no país, discussões sobre remuneração, segurança e condições de trabalho têm ganhado espaço entre profissionais do setor.

Dados do estudo “Plataformização e Precarização do Trabalho de Motoristas e Entregadores no Brasil”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indicam mudanças no perfil da atividade ao longo dos últimos anos. O levantamento aponta que o rendimento médio dos motoristas passou de R$3.100 entre 2012 e 2015 para R$2.400 em 2022. No mesmo período, também aumentou a proporção de trabalhadores com jornadas entre 49 e 60 horas semanais, de 21,8% para 27,3%. O rendimento médio dos motoristas passou de R$3.100 entre 2012 e 2015 para R$2.400 em 2022. No mesmo período, também aumentou a proporção de trabalhadores com jornadas entre 49 e 60 horas semanais, de 21,8% para 27,3%.

Segurança no transporte de colaboradores

Esse cenário tem impulsionado a procura por modelos de transporte mais estruturados, especialmente em operações voltadas ao deslocamento corporativo. A modalidade ganha espaço por oferecer rotas planejadas, identificação prévia de passageiros, monitoramento das viagens e maior organização dos deslocamentos. Para muitos motoristas, a migração representa não apenas uma troca de plataforma, mas uma mudança de qualidade de vida.

“A minha escolha pelo corporativo passa por vários fatores, principalmente a segurança, o retorno financeiro das corridas e o suporte que recebo no dia a dia. Assim consigo me organizar melhor, tenho corridas programadas e mais tranquilidade para trabalhar”, afirma Yara Ferreira, motorista parceira da Autonomoz na Baixada Santista. 
Além da previsibilidade operacional, empresas do setor têm investido em processos mais estruturados de suporte aos motoristas. Na Autonomoz, os parceiros recebem acompanhamento operacional e acesso a um fluxo organizado de viagens.

A empresa também mantém protocolos de segurança que incluem critérios de conservação da frota e uso de videotelemetria embarcada, tecnologia capaz de identificar sinais de fadiga, distração ao volante e excesso de velocidade. “As informações permitem entender o comportamento das viagens, corrigir padrões de risco e aprimorar continuamente os processos operacionais”, afirma Leandro Farias.

A Autonomoz ainda conta com um Centro de Segurança Operacional (CSO) 24 horas, responsável pelo acompanhamento das viagens e suporte às demandas das empresas contratantes. Com o aumento da demanda por deslocamentos corporativos e a busca por modelos de trabalho mais previsíveis, a tendência é de crescimento da mobilidade corporativa nos próximos anos, especialmente em operações que exigem maior controle logístico e segurança. 

Transporte corporativo para empresas sem frota própria

Esse movimento também acompanha uma mudança na forma como o deslocamento de colaboradores é organizado, especialmente em operações fora dos grandes centros urbanos. Com o aumento da demanda por transporte em regiões remotas, empresas dos setores de ferrovia, energia, mineração e agronegócio têm buscado alternativas ao modelo tradicional de frota própria.
Atualmente, Santos representa o maior mercado de atuação da Autonomoz, impulsionado principalmente pela demanda da Baixada Santista ligada aos setores portuário, logístico e industrial. O cenário acompanha o avanço da mobilidade corporativa em polos regionais estratégicos fora das capitais.

Segundo Farias, a proposta substitui a necessidade de manutenção de veículos próprios por uma rede distribuída de motoristas conectados digitalmente. “Nosso modelo reduz a ociosidade das frotas, amplia a governança da operação e permite um uso mais eficiente dos recursos”, explica Farias. 

Sobre a Autonomoz 

A Autonomoz é referência em mobilidade corporativa inteligente, segura e sustentável. Com oito anos de atuação, a empresa possui motoristas parceiros em 175 cidades de norte a sul do Brasil, realizando mais de 2,5 milhões de quilômetros por mês com segurança. Pioneira em inovação, a companhia digitalizou processos, implantou telemetria e vídeo telemetria embarcada em veículos de aplicativo e adota práticas de sustentabilidade que otimizam recursos e reduzem impactos ambientais. A segurança dos passageiros e motoristas faz parte da missão da empresa, que inclui em seus processos o estímulo à manutenção dos veículos, monitoramento de jornada e protocolos rigorosos de prevenção de acidentes. 

Com sede em Curitiba, a Autonomoz conecta motoristas parceiros às empresas e investe em pessoas e tecnologia para transformar vidas por meio da mobilidade.

Dia Mundial do Brincar reacende debate sobre telas, autonomia e convivência

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Especialistas alertam que principal impacto não está apenas na tecnologia, mas na perda de tempo livre, espaços públicos e convivência entre crianças

A infância brasileira mudou. Diversos estudos mostram que o tempo nas ruas e as brincadeiras ao ar livre perderam espaço para telas, jogos on-line e ambientes fechados. Um levantamento divulgado em setembro de 2025 pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal em parceria com o Datafolha apontou, por exemplo, que crianças brasileiras de zero a dois anos passam duas horas por dia, em média, usando telas. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o ideal é que as crianças dessa idade não tenham nenhum contato com telas. Esse limite aumenta para uma hora por dia para crianças de dois a cinco anos e para entre uma e duas horas por dia na faixa etária dos seis aos dez anos.

Esses e outros dados confirmam que o debate sobre o brincar infantil vai além da nostalgia sobre uma infância “sem tecnologia”. “A questão central já não é saber se as crianças ainda brincam, mas compreender o que mudou nos espaços, nos tempos e nas relações que sustentam a infância”, afirma a gerente de marketing da Aprende Brasil Educação, Damila Bonato. 

Esse debate é fundamental diante do cenário de uso massivo de telas que, na prática, inviabiliza a convivência social. A mesma pesquisa também aponta que 78% das crianças brasileiras de zero a três anos estão expostas às telas todos os dias. O número é ainda mais alarmante para crianças entre quatro e seis anos: 94%. 

O tema volta ao centro das discussões durante a Semana Mundial do Brincar, mobilização internacional promovida no Brasil pela Aliança pela Infância e realizada anualmente em torno do Dia Mundial do Brincar, celebrado em 28 de maio. Em 2026, a campanha traz o tema “A potência dos encontros”, destacando a importância da convivência, dos vínculos e da reconstrução dos espaços coletivos da infância. 

A proposta também inspira ações pedagógicas em escolas brasileiras. Os colégios da Rede Positivo, por exemplo, desenvolvem atividades voltadas à escuta das crianças e das famílias, valorizando o brincar como linguagem essencial da infância. Entre as iniciativas está a construção de um “Mapa do Brincar”, que reúne memórias, experiências e culturas brincantes presentes na comunidade escolar.

Segundo a gerente pedagógica da Educação Infantil e Anos Iniciais dos colégios da Rede Positivo, Hannyni Mesquita, a proposta é “deslocar o foco de uma lógica de ensinar brincadeiras para uma ação pedagógica de escuta, documentação e valorização da infância”. O documento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) evidencia as interações e brincadeiras como o eixo das práticas pedagógicas na Educação Infantil e o brincar como um dos seis direitos dessa fase.

Ao longo da semana, todos os colégios da Rede Positivo nas cidades de Curitiba, Cascavel, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Joinville, Londrina e Ponta Grossa promovem brincadeiras tradicionais, atividades com elementos da natureza, jogos coletivos, interações entre crianças de diferentes idades e experiências inspiradas em brincadeiras de quintal e faz de conta. As ações também incluem a participação das famílias, que serão convidadas a compartilhar brincadeiras da própria infância e hábitos atuais das crianças fora da escola.

Crianças brincam menos na rua e mais nas telasBrincadeiras tradicionais como amarelinha, pega-pega, esconde-esconde e pular corda seguem presentes no imaginário coletivo, mas hoje parte significativa da infância acontece em ambientes digitais.

Roblox, Minecraft, TikTok e jogos online passaram a integrar o repertório infantil contemporâneo. Para Damila, o problema surge quando as experiências virtuais substituem completamente o brincar livre, as interações presenciais e a exploração concreta do ambiente. “O desenvolvimento neurológico das crianças depende, entre outras coisas, da interação com outras crianças, com adultos, com animais de diversos tipos. Imagine, por exemplo, uma família sentada à mesa. Esse momento é uma oportunidade única para construir laços afetivos, trocar experiências, falar sobre o dia a dia, sentimentos, possíveis dificuldades. Se a criança estiver mexendo no celular ou no tablet, essa oportunidade valiosa acaba comprometida”. 

Além disso, o neurocientista francês Michel Desmurget, autor de pesquisas sobre hiperexposição digital, alerta para possíveis impactos no sono, na atenção, na linguagem e no desempenho cognitivo quando as telas ocupam o lugar das interações sociais e das experiências presenciais, segundo seus estudos.

Infância perdeu autonomia nas cidadesSe antes as crianças circulavam com mais liberdade pelas ruas e vizinhanças, hoje a infância é marcada por supervisão constante. O medo da violência, o trânsito intenso e a insegurança reduziram a autonomia infantil nas cidades brasileiras. Essa discussão não é nova, mas se torna cada vez mais relevante diante do aumento do número de carros nas ruas, do planejamento urbano que prioriza automóveis e dos índices cada vez mais preocupantes de violência nas cidades. 

No livro “Morte e Vida das Grandes Cidades”, publicado nos anos 1960, Jane Jacobs fala sobre o “balé das calçadas”, essa dança constante de pessoas passando pelas vias públicas, comércios funcionando, adultos vivendo suas vidas e crianças brincando, e como ela ajuda a tornar esses espaços mais democráticos e adequados para todas as idades, mas, principalmente, para os pequenos. “As crianças da cidade precisam de uma boa quantidade de locais onde possam brincar e aprender. Precisam, entre outras coisas, de oportunidades para praticar todo tipo de esporte e exercitar a destreza física — e oportunidades mais acessíveis do que aquelas de que desfrutam na maior parte dos casos”, diz a autora. 

Hannyni concorda. Para ela, as consequências dessa mudança na relação dos moradores com as ruas vão além da simples mobilidade. “Experiências espontâneas de convivência, como negociar regras, lidar com conflitos, enfrentar frustrações e construir amizades são fundamentais para o desenvolvimento emocional”, afirma. Segundo a educadora, habilidades como empatia, cooperação e autorregulação emocional se desenvolvem justamente em interações reais, não mediadas exclusivamente por algoritmos ou interfaces digitais. “Uma criança aprende convivência convivendo”, completa.

Agenda cheia também reduz o tempo de brincarEspecialistas apontam ainda outro fenômeno contemporâneo: a infância hiperprodutiva. Além do tempo excessivo diante das telas, muitas crianças enfrentam rotinas intensas de atividades extracurriculares.

Com isso, sobra menos espaço para o chamado ócio criativo, considerado essencial para o desenvolvimento da imaginação e da autonomia infantil. Damila lembra que a criança constrói conhecimento por meio da ação livre sobre o ambiente. “Quando tudo chega pronto, brinquedos altamente estruturados, roteiros fechados, vídeos contínuos e estímulos permanentes, diminui a necessidade de invenção. Brincar exige tempo livre. É nesse espaço que a criança cria histórias, estabelece regras, experimenta autonomia e desenvolve criatividade”, reforça. O acesso ao brincar seguro, porém, depende também de condições urbanas e sociais, com cada família buscando o equilíbrio na rotina de acordo com a própria realidade.

Escola tenta recuperar o tempo da infânciaDiante da redução dos espaços coletivos de brincar, a escola passou a ocupar um papel ainda mais importante na experiência infantil. A proposta da Semana Mundial do Brincar busca justamente ampliar esse olhar.

Segundo Hannyni, a iniciativa pretende reconhecer “do que as crianças brincam hoje”, “onde e com quem brincam” e “quais tempos e espaços favorecem o brincar”. “A ideia é construir ambientes de convivência, cooperação e criação coletiva, valorizando tanto as memórias familiares quanto os repertórios culturais contemporâneos”, conta.

“O brincar continua sendo uma das experiências mais completas da infância. É nele que a criança negocia, cria, experimenta, coopera e constrói identidade”, afirma.

O que é a Semana Mundial do Brincar?A Semana Mundial do Brincar é uma mobilização internacional voltada à valorização do brincar como direito fundamental da infância. No Brasil, a iniciativa é organizada pela Aliança pela Infância e acontece anualmente em torno do Dia Mundial do Brincar, celebrado em 28 de maio.

Em 2026, o tema nacional será “A potência dos encontros”, propondo reflexões sobre convivência, saúde emocional infantil, tempo livre, espaços públicos e o direito ao brincar.

UTFPR abre inscrições para o Mais Enem em 13 campi no Paraná

Processo seletivo de inverno oferta dezenas de cursos em todas as regiões do estado; candidatos podem escolher até duas opções em campi diferentes

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) está com inscrições abertas para o Mais Enem, processo seletivo de inverno exclusivo para candidatos que utilizarão notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, são ofertadas vagas em 13 campi distribuídos por todas as regiões do Paraná, totalizando 95 cursos de graduação entre bacharelados, licenciaturas e tecnologias.

Estão aptos a concorrer candidatos que prestaram o Enem entre 2012 e 2025 e que não obtiveram nota zero na redação e/ou na somatória das provas objetivas.

As inscrições devem ser feitas até 1º de junho, exclusivamente pela página do processo seletivo. Para se inscrever, é cobrada uma taxa simbólica de R$ 10,00, que deverá ser paga até 3 de junho.

Cada candidato pode se inscrever em até dois cursos distintos, podendo ser de campi diferentes, com aprovação em primeira chamada para apenas um deles. Quem não for selecionado em nenhuma das opções escolhidas ficará automaticamente em lista de espera para próximas convocações.

As vagas serão preenchidas por duas modalidades: ampla concorrência e cotas. No mínimo, 50% das vagas são destinadas a ações afirmativas voltadas a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas.

As cotas são reservadas a candidatos com deficiência; autodeclarados pretos, pardos, indígenas ou quilombolas; ou que tenham renda familiar per capita de até um salário mínimo. Candidatos autodeclarados pretos e pardos deverão passar por banca de heteroidentificação, a ser realizada de maneira remota, conforme prazos e condições estipulados no edital.

A classificação será realizada pela média ponderada das notas obtidas nas provas do Enem de Redação, Linguagens e Códigos, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas, aplicando-se os pesos estabelecidos para o curso escolhido, de acordo com o Anexo II do edital.

O resultado está previsto para o dia 8 de julho, com matrículas online entre os dias 8 e 13 de julho. O início das aulas será nos dias 7 e 8 de agosto para o Campus Curitiba e em 11 de agosto para os demais campi.

Confira abaixo os cursos disponíveis em cada unidade da UTFPR:

Campus Apucarana — 6 cursos: Bacharelado em Engenharia da Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia Química, Engenharia Têxtil; Licenciatura em Química; e Tecnologia em Design de Moda.

Campus Campo Mourão — 6 cursos de bacharelado: Ciência da Computação, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia Eletrônica e Engenharia Química.

Campus Cornélio Procópio — 8 cursos: Bacharelado em Engenharia de Computação, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Software, Engenharia Elétrica, Engenharia Eletrônica, Engenharia Mecânica; Licenciatura em Matemática; e Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.

Campus Curitiba — 29 cursos, com vagas definidas: Bacharelado em Administração (44), Arquitetura e Urbanismo (22), Comunicação Organizacional (30), Design (44), Educação Física (44), Engenharia Ambiental e Sanitária (44), Engenharia Civil (44), Engenharia de Computação (44), Engenharia de Controle e Automação (44), Engenharia de Produção (22), Engenharia Elétrica — Diurno (44) e Integral (44), Engenharia Eletrônica (44), Engenharia Mecânica — Diurno (44) e Integral (44), Engenharia Mecatrônica (44), Química (22), Química Ambiental (30) e Sistemas de Informação (44). Licenciatura em Física (44), Letras Inglês (44), Letras Português (44), Matemática (44) e Química (22). Tecnologia em Automação Industrial (30), Design Gráfico — Manhã (22) e Noite (22), Radiologia (26) e Sistemas de Telecomunicação (30).

Campus Dois Vizinhos — 7 cursos: Bacharelado em Agronomia, Ciências Biológicas, Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, Engenharia de Software, Engenharia Florestal e Zootecnia; e Licenciatura em Ciências Biológicas.

Campus Francisco Beltrão — 5 cursos de bacharelado: Agronomia, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia de Alimentos, Engenharia Química e Sistemas de Informação.

Campus Guarapuava — 3 cursos: Bacharelado em Engenharia Mecânica, Engenharia Mecatrônica; e Tecnologia em Sistemas para Internet.

Campus Londrina — 6 cursos, com destaque para o inédito Bacharelado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial (40 vagas). Também são ofertados Bacharelado em Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia de Materiais, Engenharia Química; Licenciatura em Química; e Tecnologia em Alimentos. Mais informações pelo e-mail derac-maisenem-ld@utfpr.edu.br ou pelo telefone (43) 3315-6128.

Campus Medianeira — 6 cursos: Bacharelado em Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica; e Tecnologia em Alimentos, Gestão do Agronegócio e Manutenção Industrial.

Campus Pato Branco — 9 cursos: Bacharelado em Agronomia, Engenharia Civil, Engenharia de Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica e Química; Licenciatura em Letras Português-Inglês; e Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Manutenção Industrial.

Campus Ponta Grossa — 3 cursos de bacharelado: Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica.

Campus Santa Helena — 2 cursos de bacharelado: Agronomia e Ciência da Computação.

Campus Toledo — 6 cursos: Bacharelado em Engenharia Civil, Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, Engenharia de Computação e Engenharia Eletrônica; e Tecnologia em Processos Químicos e Sistemas para Internet.

Humor, identidade e papel: como o varejo está mudando para falar com a Geração Z e Alpha

Marcas transformam itens antes apenas funcionais em objetos de autoexpressão; movimento aparece da moda à papelaria e já influencia lançamentos no setor

O varejo que quer conversar com as Gerações Z e Alpha está ficando menos neutro, mais autoral e, em muitos casos, mais irônico. Em um ambiente marcado pelo excesso de estímulos digitais e pela busca por experiências mais autênticas, o humor e a sensorialidade passam a pesar na decisão de compra. A Vogue Business aponta a unseriousness como um macrocomportamento de 2026, com humor mais esquisito, mais irônico e menos polido, enquanto a WGSN (Worth Global Style Network) relaciona o great exhaustion ao desgaste emocional e mental do ambiente on-line, especialmente entre os mais jovens.

Mesmo altamente conectadas, essas gerações não compram no automático. Segundo a PwC, 97% das crianças de 7 a 14 anos decidem o que comprar sozinhas ao menos algumas vezes; 61% dizem que as redes sociais despertam desejo de compra — e esse público passa, em média, 3,6 horas por dia em telas para lazer. Ou seja, a descoberta de marcas e produtos hoje nasce, cada vez mais, do conteúdo, do entretenimento e da linguagem.

Entre os consumidores da Geração Z, o comportamento é mais sofisticado. Pesquisa da Archrival indica que 71% dizem estar sempre abertos a descobrir novas marcas. Ao mesmo tempo, 70% só confiam nas marcas depois de fazer a própria pesquisa; 56% acreditam que marcas muitas vezes mentem sobre produtos ou serviços; e apenas 40% dizem confiar nas alegações das empresas. Trata-se de uma geração aberta à novidade, mas mais cética em relação à publicidade tradicional.

Isso não significa que a experiência física esteja enfraquecendo — pelo contrário: outro estudo da Archrival mostra que 74% da Geração Z considera as experiências presenciais mais importantes do que as digitais, e 73% preferem concluir compras nas lojas. Em outras palavras: o digital inspira, mas o vínculo e a experimentação seguem  ligados ao mundo real.

Esse movimento já é percebido na prática por empresas do setor de papelaria, que acompanham a mudança de comportamento do consumidor e ajustam seus portfólios. A BRW Suprimentos — empresa que atua nos segmentos educacional, corporativo e artístico — identifica uma transição do consumo funcional para o consumo guiado por identidade e por experiência dentro da categoria.

“O varejo de material escolar já não disputa só por preço. Ele disputa por experiência, percepção de valor e capacidade de gerar identificação. O consumidor quer circular entre o físico e o digital com naturalidade, e isso muda a lógica da venda”, afirma o professor doutor em Administração e pesquisador de comportamento do consumidor, Sérgio Czajkowski Jr.

Um movimento em ascensão é o stationery, no qual a antiga necessidade de canetas, cadernos e planners passa a ser parte de um estilo de vida. Produtos de pelúcia e linhas antiestresse demonstram que a papelaria não precisa ser apenas visual e pode se tornar um elemento de conforto no cotidiano. As projeções de mercado reforçam esse movimento: a Grand View Research estima que o mercado global de papelaria atinja US$ 151,96 bilhões até 2030.

Na prática, isso significa que o varejo precisa vender mais do que função. É nesse ponto que a BRW Suprimentos enxerga espaço para produtos como a linha Divertida, que leva humor para itens de organização e escrita, como as canetas Crazy Fluffles ou os Smart Notes. A empresa relaciona esse movimento à chamada papelaria afetiva, em que o material também funciona como extensão da personalidade de quem usa. Atualmente, a BRW reúne mais de 2 mil itens em portfólio, disponíveis em cerca de 20 mil pontos de venda em cinco países da América do Sul.

“O varejo, se quer se adaptar às novas preferências dos consumidores e inovar seu espaço no mercado, deve sair da neutralidade e entregar produtos com mais personalidade e humor”, aponta o fundador e CEO da BRW Suprimentos, Bruno Borgonovo.

A mudança também passa pela forma como as marcas constroem relevância. Segundo a Vogue Business, a reação ao excesso de conteúdo algorítmico e ao chamado AI slop deve ampliar, em 2026, o valor percebido de imperfeição, autoria, humanidade e intenção visível.

Para o varejo, isso ajuda a explicar a força de produtos com textura, edição estética, humor, design menos engessado e potencial de personalização — atributos que aproximam o item do repertório cultural do consumidor. “A linha Divertida, da BRW, assim como outros produtos da marca, traz justamente essa busca pela autoexpressão e pela experiência que o consumidor das novas gerações valoriza. Isso gera mais conexão e, consequentemente, mais fidelidade à marca”, completa Borgonovo.

No fim, o que muda é menos a categoria e mais a régua de relevância. Canetas, blocos adesivos e cadernos continuam resolvendo necessidades práticas, mas, para a Geração Z e a Alpha, também precisam gerar identificação, conversa e desejo de compartilhamento. 

Para um varejo pressionado pelo excesso de oferta e pela baixa atenção, o desafio já não é apenas vender um item, mas criar um objeto com linguagem suficiente para sair da prateleira e entrar na cultura.

Sobre a BRW Suprimentos

Há 17 anos, a BRW Suprimentos tem se destacado ao oferecer soluções inovadoras e criativas para os segmentos educacional, corporativo e artístico, inspirando e despertando a criatividade nas pessoas. Com atuação no Brasil, na Bolívia, no Paraguai, na Argentina e no Uruguai, a marca paranaense é referência no mercado, oferecendo produtos que antecipam as tendências. O portfólio atual conta com mais de 2 mil itens disponíveis em mais de 20 mil pontos de venda.