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II Seminário de Turismo Gastronômico debate o futuro do setor e reúne especialistas em Curitiba

A gastronomia como ferramenta de desenvolvimento turístico, econômico e cultural estará no centro das discussões do II Seminário de Turismo Gastronômico, que será realizado no dia 3 de agosto, no auditório do Sebrae-PR, em Curitiba. Integrando a programação da Semana do Prêmio Bom Gourmet, o encontro deve reunir cerca de 300 participantes, entre gestores públicos, empresários, chefs, pesquisadores, jornalistas, representantes de destinos turísticos e profissionais da cadeia de alimentos e bebidas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas antecipadamente por formulário on line.

Ao longo de um dia inteiro de programação, o seminário promoverá debates sobre estratégias de promoção de destinos, inovação, enoturismo, marketing turístico e o papel da gastronomia na valorização das identidades regionais. O evento também pretende aproximar o setor público, a iniciativa privada e a academia para discutir caminhos para o fortalecimento do turismo gastronômico brasileiro.

Idealizador do encontro, Thiago Paes, criador do coletivo Embaixadores do Turismo e colunista de turismo e gastronomia, afirma que o objetivo é reunir profissionais que vêm contribuindo para a consolidação do turismo gastronômico no Paraná e no Brasil. “O seminário é uma oportunidade de reunir os nomes que estão fazendo acontecer no turismo e gastronomia e que têm conexão com o Paraná. O turismo é muito importante para a gastronomia e esses dois temas não podem andar separados. Isso é promoção de destino, mas é também desenvolvimento econômico, social, fortalecimento das identidades, da cultura local.”

Um dos destaques da programação será a apresentação do Plano Brasis, da Embratur, conduzida pela gerente de Projetos Estruturantes da instituição, Ana Paula Jacques. O plano é considerado uma das principais estratégias de posicionamento internacional do turismo brasileiro e será apresentado ao público como exemplo de planejamento para promoção de destinos.

Programação

A programação será aberta às 8h, com representantes da Secretaria de Estado do Turismo, Sebrae Nacional, ABAV-PR, Curitiba Convention & Visitors Bureau, Abrasel-PR e Grupo Bom Gourmet. Na sequência, a apresentação do plano Brasis. A seguir, a professora Tainá Zaneti, doutora em gastronomia, docente da Universidade de Brasília (UnB) e proprietária da vinícola Madre Terra (RS), fará a palestra de abertura sobre o tema Turismo Gastronômico.

Entre os painéis confirmados está um encontro que reúne chefs renomados de Curitiba e Alagoas. Participam Danilo Takigawa, chef do ASU Restaurante e finalista do Mestre do Sabor; Cláudia Krauspenher, do K.sa Restaurante; Antônio Mendes, referência da gastronomia do sertão alagoano; e Johnlee Steinsack, do Délices de Sucre, confeiteiro e participante do MasterChef Confeitaria.

O seminário também abrirá espaço para a apresentação de cases de destinos turísticos nacionais, com destaque para Espírito Santo e Paraná, além de um painel dedicado à promoção internacional de destinos, com representantes do Canadá e da Suíça. Outro momento será voltado à enogastronomia como diferencial competitivo para o turismo, reunindo Lucinara Masiero, especialista em enoturismo na Serra Gaúcha, a chef Ana Paula Daleffe, de Francisco Beltrão (PR) e o empresário Rafael Zanette, fundador do Grupo Vino.

A programação inclui ainda um debate sobre carreira na gastronomia com os chefs Pedro Nunes (Nunes Parrilla -SP), Ronaldo Fogaça (Ichigo Ichie – Curitiba) e Well Ferreira (Avenida Paulista – Curitiba), seguido de um painel com integrantes do coletivo Embaixadores do Turismo, formado por Thiago Paes, Fátima Montini, Raquel Pazini e Márcia Iurk. O encerramento contará com uma degustação de produtos com Indicação Geográfica do Paraná, valorizando ingredientes e produtores locais.

Serviço

II Seminário de Turismo Gastronômico
Data: 3 de agosto de 2026 (segunda-feira)
Horário: das 7h30 às 17h30
Local: Auditório do Sebrae-PR
Endereço: Rua Caeté, 150 – Prado Velho, Curitiba (PR)

Inscrições pelo link: https://forms.office.com/r/wkKWf6KXpW

Professora de Maringá ganha R$ 6 mil em sorteio da MRV

Prêmio faz parte da campanha nacional “Rumo ao Apê MRV”, inspirada no maior campeonato mundial de futebol entre seleções

A professora de inglês Natalia Orlando da Silva, moradora de Maringá, foi uma das vencedoras da campanha nacional “Rumo ao Apê MRV” e recebeu um cartão-presente no valor de R$ 6 mil. Inspirada no maior campeonato mundial de futebol entre seleções, a iniciativa vem premiando participantes semanalmente em diversas regiões do Brasil.

Natalia participou da ação após visitar uma loja da MRV em Maringá para realizar uma simulação de compra de um imóvel. Durante o atendimento, o corretor apresentou a campanha e a auxiliou no processo de inscrição. Dias depois, ela recebeu a notícia de que havia sido contemplada no sorteio.

“Na hora eu nem acreditei! Depois que a ficha caiu, fiquei muito feliz. Foi uma notícia que alegrou muito o meu dia”, conta a professora.

Professora de inglês para adolescentes e adultos, Natalia divide a rotina entre o preparo das aulas, os estudos e a busca por uma pós-graduação. Nos momentos livres, gosta de estar com a família, os amigos e os animais de estimação. Embora ainda não seja cliente da MRV, ela sonha em conquistar a casa própria no futuro.

“Sou uma pessoa simples e nunca tinha ganhado um sorteio dessa proporção. Sempre gostei de estudar e hoje tenho a felicidade de trabalhar ensinando, que é algo que eu gosto muito. Estou sempre buscando me aperfeiçoar, tanto na vida pessoal quanto profissional, e esse prêmio veio em uma hora muito boa”, afirma.

O prêmio já tem destino definido. Natalia pretende guardar parte do valor e utilizar o restante para ajudar nas despesas da casa.

“Vou guardar uma parte e usar a outra para ajudar em casa com algumas contas. Com certeza esse dinheiro vai fazer diferença neste momento”, finaliza.

Como participar  

Ainda dá tempo de concorrer. Os interessados podem participar da campanha “Rumo ao Apê MRV” até o dia 26 de julho, prazo para concorrer ao último sorteio da promoção. 

A promoção é aberta ao público em geral. Para concorrer, é necessário visitar uma loja MRV, entregar a documentação para análise de crédito, realizar o cadastro durante o atendimento, seguir o perfil oficial da empresa no Instagram (@mrv) e publicar uma foto com a hashtag #RumoAoApêMRV, marcando o perfil da marca. As publicações poderão ser feitas no feed ou nos stories da rede social e o perfil deve se manter público durante a participação. 

O regulamento completo está disponível em mrv.com.br/regulamento.  

Sobre a MRV

Com 46 anos de mercado e o propósito de construir sonhos que transformam o mundo, a MRV é uma das cinco empresas que compõem o grupo MRV&CO. Reconhecida como a maior construtora e incorporadora da América Latina, a companhia tem foco em empreendimentos residenciais acessíveis, voltados à realização do sonho da casa própria. A MRV já entregou mais de 500 mil unidades, impactando positivamente a vida de mais de 1,6 milhão de pessoas em todo o país. Saiba mais em www.mrv.com.br.

O papel dos dados na retenção e desenvolvimento de talentos

*Por Júnia Galvão

Como gerir uma empresa com mais de 30 mil colaboradores? Entre o ônus operacional e o bônus de evoluir, está o desafio de expandir sem perder a qualidade. E, quando falo em qualidade, eu me refiro ao bem-estar e à satisfação de quem coloca a mão na massa, fazendo a máquina girar e o trabalho acontecer – seja ele mental ou braçal. Existem diferentes formas de avaliar esse cenário.

Durante muito tempo, a gestão de pessoas foi guiada principalmente por percepção, experiência e intuição. São elementos fundamentais, é claro, mas que, sozinhos, não respondem à complexidade de grandes organizações, especialmente aquelas que atuam no Brasil inteiro e enfrentam o desafio de grandeza e de dispersão geográfica. Então, como manter uma proximidade familiar diante de uma estrutura tão ampla? É aqui que entram os dados.

No caso da construtora MRV, o crescimento da companhia nos levou a priorizar indicadores que traduzem a experiência das pessoas de forma objetiva, integrando todas as etapas da jornada do colaborador — da atração de talentos à retenção deles na empresa — sem perder a personalização. Antes restrita aos clientes, essa leitura da jornada foi ampliada para o público interno. Implementamos indicadores como o eNPS, que mede o quanto os funcionários recomendariam a MRV como um bom lugar para trabalhar; e o NPS de liderança, um termômetro direto do impacto da gestão no dia a dia.

Estudos mostram que a satisfação do colaborador está diretamente ligada à qualidade da gestão. Não são apenas os números que revelam isso, já que o papo nos corredores das empresas também corrobora a pesquisa. Por isso, é importante cruzar dados com percepção. Nesse quesito, a MRV alcançou um NPS de liderança de +67, valor acima da média de mercado. Hoje, 89% dos colaboradores relatam receber feedback estruturado, o que fortalece a cultura de desenvolvimento contínuo e dá clareza sobre as expectativas de crescimento.

A coleta de dados também ajuda a quebrar mitos, como a ideia de que a remuneração é o único fator determinante de satisfação. Nossos indicadores mostram que confiança e cultura têm peso ainda maior sobre essa percepção. Atualmente, 93,1% dos colaboradores reconhecem o respeito constante pela liderança como um elemento de satisfação interna, enquanto 84,3% apontam o orgulho de pertencer à companhia como um importante motivador.

Os números nos permitem cruzar informações e identificar padrões sobre engajamento, sentimento e tempo de casa. Com isso em mãos, conseguimos agir de maneira mais precisa e garantir, por exemplo, a retenção de talentos. Veja o caso da análise de rotatividade. Identificamos que muitos profissionais enfrentavam insegurança ao assumir, pela primeira vez, a liderança de uma obra. Criou-se até um termo simbólico para essa fase: “batismo da primeira obra”. Para apoiar na transição, a empresa desenvolveu programas de acompanhamento, ajudando engenheiros a ganhar mais confiança na nova função. Esse movimento ajudou a reduzir o turnover.

Há muitas situações em que a estratégia orientada por dados pode ser aplicada, mas não se deve perder de vista a importância da escuta ativa, da proximidade e da empatia. Os números mostram “o que” está acontecendo, mas é o contato humano que realmente ajuda a entender o “porquê”. Dados não são um fim em si mesmos, mas uma ferramenta para responder às nossas inquietações — como no caso da análise de turnover em uma fase sensível do negócio — e que nos permitem direcionar investimentos voltados à satisfação dos colaboradores, que é o que importa, de fato.

*Júnia Galvão é diretora-executiva de Administração e Desenvolvimento Humano da MRV&CO.

Sicredi amplia protagonismo global com delegação de mais de 100 lideranças na Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito 2026

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Com uma delegação representativa, instituição levará experiências em inteligência artificial, sustentabilidade e relacionamento com associados para o principal encontro global do cooperativismo financeiro

O Sicredi participará da Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito (WCUC 2026), promovida pelo Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU), entre os dias 19 e 22 de julho, em Sydney, na Austrália. O evento reunirá cerca de 3 mil participantes de mais de 60 países para debater o futuro do cooperativismo financeiro, com foco em temas como inteligência artificial, sustentabilidade, liderança e inclusão financeira.

A instituição será representada por uma delegação de mais de 100 lideranças. Ao longo da programação, representantes do Sicredi compartilharão experiências sobre o uso da inteligência artificial para potencializar o relacionamento humano, além de iniciativas relacionadas à agenda climática e ao desenvolvimento sustentável. A participação reforça o posicionamento da instituição como uma das principais referências do cooperativismo financeiro na América Latina, contribuindo com debates estratégicos sobre os desafios e oportunidades do setor em escala global.

O protagonismo do Sicredi também será evidenciado pelo reconhecimento de suas lideranças em iniciativas internacionais. Neste ano, representantes da instituição foram selecionados para programas de destaque promovidos pelo WOCCU, como o WYCUP 2026, voltado ao desenvolvimento de jovens lideranças cooperativistas, e a GWLN Scholarship 2026, iniciativa que incentiva a formação e o fortalecimento da liderança feminina no cooperativismo financeiro mundial.

Durante a conferência, também será realizada a assinatura de um acordo de cooperação entre a Fundação WOCCU e a Fundação Sicredi, reforçando o compromisso das instituições com o desenvolvimento de lideranças e o fortalecimento do cooperativismo em âmbito global.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Site do Sicredi: Clique aqui  

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O custo invisível do desconhecimento: por que informação também é estratégia de gestão

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Por Sabrina Muggiati, idealizadora do Programa Eu Digo X e mãe de um jovem com Síndrome do X Frágil

Durante muitos anos, procurei respostas para compreender o desenvolvimento do meu filho. Vieram consultas, terapias, hipóteses e diagnósticos parciais. O diagnóstico inicial foi de autismo. Apenas anos depois descobrimos que havia uma condição genética por trás de toda aquela trajetória: a Síndrome do X Frágil.

Foi nesse momento que compreendi que o maior desafio não era apenas conviver com uma síndrome rara, mas enfrentar algo ainda mais complexo: o desconhecimento.

Essa experiência transformou minha visão sobre saúde, educação, gestão e desenvolvimento humano. Aprendi que decisões mais inteligentes, sejam tomadas por famílias, empresas ou governos – dependem, antes de tudo, da qualidade das informações disponíveis. Sem conhecimento, até os melhores recursos tendem a ser aplicados de forma ineficiente.

Vivemos uma era em que dados orientam investimentos, inteligência artificial redefine modelos de negócio e inovação ocupa lugar central na estratégia das organizações. Paradoxalmente, milhões de pessoas continuam invisíveis porque jamais receberam um diagnóstico correto.

A Síndrome do X Frágil é considerada a principal causa hereditária de deficiência intelectual e uma das alterações genéticas mais frequentemente associadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Estudos internacionais estimam que ela esteja presente em aproximadamente um a cada quatro mil homens e uma a cada seis mil a oito mil mulheres. Ainda assim, grande parte dos casos permanece sem diagnóstico ou recebe respostas equivocadas durante anos.

O custo desse atraso raramente aparece nos indicadores econômicos, mas seus impactos são profundos.

Ele está nas intervenções iniciadas tardiamente, na perda de oportunidades de desenvolvimento, nas escolas que desconhecem estratégias adequadas, nos profissionais que não solicitam exames genéticos por falta de conhecimento e nas famílias que percorrem uma longa jornada em busca de respostas.

Quando discutimos inovação, normalmente pensamos em novas tecnologias. No entanto, uma das transformações mais relevantes que ainda precisamos promover é democratizar o acesso ao conhecimento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 300 milhões de pessoas convivem com doenças raras no mundo. No Brasil, estima-se que aproximadamente 13 milhões de pessoas façam parte dessa realidade. A maioria dessas condições possui origem genética e enfrenta desafios semelhantes: baixa conscientização, diagnóstico tardio e acesso limitado à informação.

O impacto ultrapassa o sistema de saúde. Ele alcança educação, empregabilidade, produtividade, inclusão social e desenvolvimento econômico.

Levantamentos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que pessoas com deficiência apresentam taxas significativamente menores de participação no mercado de trabalho em comparação com a população geral. Quando o diagnóstico sequer existe, essa exclusão começa muito antes da entrada na vida profissional.

Há ainda um efeito menos visível, mas igualmente relevante para as organizações: o impacto sobre quem cuida. Diversos estudos apontam que mães de crianças com deficiência frequentemente reduzem sua jornada ou deixam o mercado de trabalho para atender às demandas permanentes de cuidado. Não se trata de falta de qualificação ou de compromisso profissional, mas de estruturas organizacionais que ainda não contemplam diferentes realidades familiares.

Essa é uma reflexão que interessa diretamente às lideranças.

Inclusão não começa na contratação. Ela começa no conhecimento.

Empresas que investem em ambientes psicologicamente seguros, flexibilidade, informação e compreensão das diferentes realidades familiares preservam talentos, reduzem a rotatividade, fortalecem o engajamento e constroem culturas organizacionais mais resilientes. Diversidade deixa de ser apenas um compromisso institucional para se tornar uma vantagem competitiva.

A mesma lógica vale para a gestão pública. O diagnóstico precoce reduz custos futuros com intervenções tardias, otimiza recursos, melhora a eficiência dos sistemas de saúde e amplia a autonomia das pessoas ao longo da vida. Em qualquer contexto, prevenir continua sendo mais inteligente e menos oneroso do que remediar.

Essa discussão ganha ainda mais relevância em julho, quando o dia 22 marca o Dia Mundial de Conscientização sobre a Síndrome do X Frágil. Mais do que lembrar uma condição genética ainda pouco conhecida, a data convida empresas, gestores e formuladores de políticas públicas a refletirem sobre como a informação pode transformar trajetórias individuais e gerar impactos positivos para toda a sociedade.

No Programa Eu Digo X, criado a partir da experiência da minha família, encontramos diariamente pessoas que passaram anos procurando respostas. Curiosamente, o sentimento predominante quando finalmente recebem o diagnóstico não é revolta. É alívio. Alívio por compreender o que, durante tanto tempo, parecia inexplicável.

Esse talvez seja o maior aprendizado dessa caminhada.

O diagnóstico não limita possibilidades. O desconhecimento, sim.

Liderar sempre significou enxergar antes dos demais, identificar oportunidades invisíveis e antecipar soluções para desafios complexos. Em uma sociedade que valoriza inovação, talvez seja hora de ampliar esse conceito.

Porque organizações verdadeiramente inovadoras não são apenas aquelas que desenvolvem novas tecnologias.

São aquelas capazes de enxergar todas as pessoas.

“Depois dos ganhos operacionais, desafio da IA ainda é virar valor econômico comprovado”, diz head de IA da Senior

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Rogerio Nascimento, executivo à frente da área de IA da Senior, defende uma agenda de maturidade para empresas que já avançaram no uso operacional da tecnologia

Rogerio Nascimento, head de IA da Senior Sistemas, referência em software para gestão na América Latina, sinaliza que o próximo passo da aplicação de Inteligência Artificial (IA) na gestão das empresas brasileiras será mais exigente do que contar com copilotos, automações, assistentes e agentes de apoio às tarefas operacionais. O desafio agora está em metrificar, provar impacto econômico, definir governança e transformar iniciativas dispersas em uma plataforma conectada ao negócio. 

“A discussão não pode ficar restrita ao ganho de horas. O ponto é como transformar IA em valor econômico comprovado, vantagem competitiva e capacidade organizacional”, afirma Nascimento. Na avaliação do executivo, o avanço da tecnologia nos próximos 18 a 24 meses será decisivo para empresas de ERP consolidarem protagonismo em um mercado cada vez mais orientado por dados, automação e inteligência aplicada à gestão. 

A avaliação parte de uma mudança de maturidade. Empresas que desejam avançar em IA precisam superar a fase de experimentação pontual. A pauta está menos em adotar ferramentas e mais em criar uma arquitetura operacional capaz de organizar iniciativas, definir prioridades, medir ROI e dar escala ao que já gera impacto. “Hoje, a pergunta mais relevante para CEOs e CIOs é como metrificar IA. Sem métrica, a tecnologia vira custo; com governança e clareza de valor, ela passa a orientar decisões.” 

Esse movimento aparece em um cenário de contraste. Dados da Bain & Company apontam que 67% das organizações brasileiras consideram IA uma de suas cinco prioridades estratégicas. Ao mesmo tempo, um levantamento da Fundação Dom Cabral em estudo com a Meta, indica que 68% das organizações não possuem um núcleo responsável pela coordenação estratégica de projetos de IA. Para o executivo, esse descompasso revela um desafio comum: a tecnologia avança no uso cotidiano antes de se tornar uma capacidade governada. 

A consequência é o crescimento de iniciativas isoladas, muitas vezes sem rastreabilidade, padronização ou conexão com indicadores de negócio. Segundo o head de IA da Senior, o papel das empresas não deve ser bloquear esse movimento, mas canalizá-lo. Isso passa por criar guardrails, definir plataformas, organizar prioridades e transformar o uso espontâneo da IA em capacidade organizacional. 

Na prática, a evolução exige que as companhias atuem em três frentes ao mesmo tempo: implementar soluções que tragam ganhos rápidos, reformular fluxos de trabalho de ponta a ponta e criar modelos de negócio baseados em dados e agentes. Para Rogerio Nascimento, é nessa transição que a IA deixa de ser uma camada de produtividade individual e passa a influenciar estratégia, portfólio, processos e a gerar receita. 

Era agêntica e maturidade de IA 

A visão se conecta com a jornada da Senior, referência em software para gestão na América Latina, que vem avançando em inteligência artificial aplicada a sistemas de ERP e HCM. Entre as iniciativas estão a Sara (Senior Agent for Recommendation and Analysis) e a evolução da Sara Studio, plataforma que apoia empresas a criarem seus próprios agentes de IA sem a necessidade de conhecimento profundo em programação. 

O diferencial, segundo o especialista, estará na maturidade de dados. Em sistemas de gestão, esse ativo ganha peso por meio de históricos transacionais, jornadas de pessoas, estruturas hierárquicas, competências, papéis e processos operacionais. São esses fatores que formam a base para que a IA deixe de apenas responder a comandos e passe a apoiar decisões com mais autonomia e aderência ao negócio. 

Outro eixo da atuação será apoiar a mudança de mentalidade das lideranças. O head de IA da Senior acredita no conceito de “Executivo 10X”, inspirado na discussão sobre profissionais multiplicados por IA. A tese é que líderes preparados para a era agêntica deixam de concentrar energia na gestão de tarefas e passam a integrar redes de pessoas, dados e agentes para redesenhar fluxos de trabalho e criar caminhos de receita. 

“A liderança que vai se diferenciar na era agêntica é aquela que entende IA como uma nova lógica de operação, e não como uma ferramenta isolada. O Executivo 10X é quem define a intenção, cria os guardrails e mobiliza a organização para transformar inteligência artificial em decisão, produtividade e novas fontes de valor”, aponta. 

Com mais de 20 anos de experiência em negócios digitais, plataformas orientadas por dados e monetização de informação, Nascimento atuou por mais de uma década na Positivo Tecnologia, onde liderou projetos de IA, dados e novos negócios. Na Senior desde junho, está à frente da área de IA com atuação transversal entre produtos, serviços, precificação, processos, pessoas e geração de valor. 

Além da Senior, Rogerio Nascimento é membro do comitê Brasil Digital para Todos. Sua formação reúne o Stanford Digital Transformation Certificate, Data Monetization Strategy pelo MIT Sloan Executive Education e especializações em Tecnologia da Informação pela PUCPR e Marketing pela UFPR. Em 2026, também obteve certificação em Agentic AI pela DeepLearning.AI. 

Fim do prazo de MP sem avanços nas pautas dos caminhoneiros acende alerta para possível paralisação

Com a proximidade do dia 16 de julho, data em que se encerra o prazo de vigência da Medida Provisória (MP) que impacta o setor de transporte de cargas, a categoria dos caminhoneiros manifesta crescente preocupação diante da ausência de respostas às suas principais reivindicações. Segundo a advogada atuante em Direito dos Caminhoneiros, Dra. Miriam Ranalli, o cenário atual de estagnação nas negociações gera um clima de forte insatisfação e acende um sinal de alerta para o risco iminente de uma nova paralisação nacional, caso nenhuma medida concreta seja adotada pelas autoridades nos próximos dias.
A defesa da categoria reforça que o objetivo principal não é o confronto, mas sim a busca por um diálogo efetivo que garanta a sustentabilidade do transporte rodoviário e evite prejuízos ao abastecimento do país. A Dra. Miriam Ranalli destaca que o esgotamento do prazo legal sem soluções práticas deixa a categoria sem alternativas viáveis, tornando o monitoramento dos desdobramentos desta semana crucial tanto para os profissionais do volante quanto para a economia da região de Curitiba e de todo o Brasil.

Mercado de automação residencial avança 30% ao ano e impulsiona expansão da Iluzze, do Grupo Vellore

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O mercado brasileiro de casas inteligentes e iluminação vive um ciclo de modernização acelerada. O setor movimenta cerca de R$14 bilhões por ano e a projeção é alcançar R$34,9 bilhões até 2033. Impulsionado por esse novo comportamento do consumidor, que prioriza conectividade, praticidade e eficiência energética, o Grupo Vellore consolida a expansão comercial da Iluzze, sua loja multimarcas, com mais de 10.000 SKUs, que completa dois anos de atuação no mercado nacional.

A estratégia de crescimento da marca está baseada na oferta de soluções integradas que unem design de iluminação e automação de ambientes. Como parte desse posicionamento, a empresa inaugurou sua primeira loja conceito em 2024, em Curitiba (PR), um espaço desenvolvido para demonstrar, na prática, tecnologias voltadas à automação residencial e aproximar arquitetos, designers de interiores e consumidores das soluções oferecidas pela marca.

Segundo o CEO do Grupo Vellore, Laufran Wosniak, a consolidação da Iluzze representa um passo estratégico para o ecossistema de negócios do Grupo, que já possui forte atuação na indústria e no comércio internacional.

“A automação deixou de ser um artigo de luxo inacessível para se tornar uma demanda real em projetos de reforma e construção civil. O investimento na Iluzze responde diretamente a esse mercado, que busca sofisticação técnica, conectividade e eficiência energética”, afirma Wosniak.

O crescimento do setor é respaldado por dados da consultoria International Data Corporation (IDC), que apontam uma taxa média de expansão anual de 30% para o mercado brasileiro de automação residencial, acima da média global. Interruptores inteligentes, lâmpadas conectadas e sistemas integrados por assistentes de voz estão entre os produtos mais procurados, com aumento superior a 22% nas buscas online nos últimos meses.

Para a gerente de Operações da Iluzze, Alessandra Abage Gomes, a evolução do mercado exigiu uma reestruturação estratégica do portfólio da empresa.

“O cliente mudou definitivamente sua jornada de compra. Hoje ele não procura apenas uma lâmpada ou um interruptor. Ele busca soluções completas que conversem entre si e entreguem praticidade no dia a dia. O grande diferencial da Iluzze foi entender que o produto físico passou a ser apenas parte da experiência. Em nossa loja, oferecemos o nosso portfólio e a nossa logística de atendimento para soluções intuitivas, conectadas e capazes de transformar a rotina das pessoas”, destaca Gomes.

A expansão comercial da Iluzze reforça o ecossistema do Grupo Vellore, que reúne as marcas comerciais Foxlux e Famastil, possui fábrica própria em Pinhais (PR) e exporta produtos e tecnologias para seis países. Com a estrutura logística e operacional do grupo, a Iluzze pretende ampliar seu portfólio de soluções inteligentes conectadas e fortalecer sua presença entre arquitetos, designers de interiores, engenheiros e demais especificadores dos segmentos de arquitetura e construção civil.

Grupo Vellore

O Grupo Vellore é referência nacional no segmento de materiais de construção, com um portfólio de mais de 1.200 produtos, atuação em todo o território brasileiro e presença internacional por meio de exportações para seis países. Detentor das marcas Foxlux, com soluções em iluminação, materiais elétricos, bombas d’água e utilidades, e Famastil, com ferramentas, jardinagem e linha agrícola, o Grupo conta com fábrica própria em Pinhais (PR) e escritório em Ningbo, na China. Além da indústria, o Grupo Vellore opera um ecossistema de negócios que integra varejo, tecnologia, serviços e soluções financeiras, por meio da Iluzze, Vellore Ventures, Sobmedida e F2 Bank. Com foco no desenvolvimento contínuo, inovação e geração de oportunidades, o Grupo Vellore conecta marcas, mercados e soluções para impulsionar profissionais, parceiros e negócios no Brasil e no exterior.

Dor no peito pode ter diversas causas; entenda os sinais que merecem atenção 

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Casos de infarto aumentam até 30% durante os meses mais frios do ano, reforçando a importância de reconhecer sintomas que exigem atendimento imediato 

Dor no peito é um sintoma que costuma gerar preocupação e, embora nem sempre esteja relacionada a problemas cardíacos, não deve ser ignorada. Com a chegada do inverno, o alerta ganha ainda mais relevância. Dados do Instituto Nacional de Cardiologia indicam que os casos de infarto podem aumentar entre 12% e 30% nos períodos de temperaturas mais baixas.

Neste tipo de situação, saber identificar os sinais de alerta e procurar atendimento rapidamente pode ser decisivo para evitar complicações e salvar vidas, alerta a médica Thaise Wrubleski, cardiologista do Hospital São Vicente. 

“A dor no peito não é sempre de origem cardíaca, podendo estar relacionada a problemas respiratórios, gastrointestinais, musculares ou até emocionais. No entanto, diante desse sintoma, a avaliação médica deve sempre priorizar a identificação de condições graves, como o infarto”, explica.

Frio afeta saúde cardiovascular

O inverno representa um período de maior risco para a saúde do coração. As baixas temperaturas provocam a contração dos vasos sanguíneos, aumentam a pressão arterial e elevam a frequência cardíaca, fatores que podem sobrecarregar o sistema cardiovascular.

Além disso, fatores como menor prática de atividades físicas, aumento do consumo de alimentos mais calóricos e maior incidência de infecções respiratórias também contribuem para elevar o risco de eventos cardiovasculares nesta época do ano.

“As evidências mostram que, para cada 1°C de queda na temperatura, a mortalidade cardiovascular aumenta em cerca de 1,6%. O frio favorece a inflamação e a coagulação do sangue, além de tornar mais instáveis as placas de gordura presentes nas artérias, criando um cenário que facilita a ocorrência de infartos”, afirma a cardiologista.

Levantamentos mostram que idosos, pessoas com histórico de infarto ou doença arterial coronariana, além de pacientes com diabetes, hipertensão e fumantes, estão entre os grupos mais vulneráveis durante os períodos de frio intenso.

Segundo o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 400 mil mortes por ano no Brasil, o equivalente a aproximadamente 30% de todos os óbitos registrados no país. Entre elas, o infarto agudo do miocárdio figura entre as principais causas de morte, reforçando a necessidade de diagnóstico e atendimento rápidos diante de sintomas suspeitos.

Quando a dor no peito exige atenção imediata?

Embora nem toda dor no peito esteja relacionada a problemas cardíacos, alguns sinais exigem avaliação médica urgente. Sintomas como pressão, aperto, peso ou queimação no peito, especialmente quando irradiam para braços, ombros, costas, pescoço ou mandíbula, podem indicar um infarto em curso.

Outros sinais de alerta incluem falta de ar, suor frio, náuseas, vômitos, cansaço intenso e alterações do estado mental. Em mulheres e idosos, os sintomas podem ser menos típicos e se manifestar principalmente por falta de ar, mal-estar, náuseas ou sensação de fraqueza.

“A história clínica é um dos principais elementos para diferenciar uma dor menos preocupante de uma possível emergência cardíaca. Dores desencadeadas por esforço físico ou estresse emocional e que persistem por mais de alguns minutos merecem atenção especial”, destaca Thaise.

A especialista alerta que esperar os sintomas passarem pode comprometer o tratamento. “O tempo é um fator decisivo nos casos de infarto. Quanto mais rápido o atendimento e o início do tratamento, maior a chance de preservar o músculo cardíaco e evitar complicações como insuficiência cardíaca, arritmias e até o óbito”, afirma.

Hoje, exames como o eletrocardiograma e a dosagem de troponina de alta sensibilidade permitem identificar rapidamente alterações cardíacas e agilizar o início do tratamento, aumentando as chances de recuperação.

Embora nem toda dor no peito represente um infarto, ignorar o sintoma pode atrasar o diagnóstico de condições potencialmente graves. Por isso, diante de qualquer desconforto torácico de início recente, especialmente quando acompanhado de falta de ar, suor excessivo ou náuseas, a recomendação é procurar atendimento médico sem demora. O diagnóstico precoce continua sendo uma das principais ferramentas para salvar vidas.

Projeto leva circo tradicional a mais de 6 mil estudantes da rede pública no Paraná

Circulação gratuita dos Irmãos Queirolo realizou 23 apresentações em oito municípios, aproximando crianças e comunidades da arte circense

O encanto, a criatividade e a tradição do circo chegaram a milhares de estudantes da rede pública do Paraná por meio do projeto “Irmãos Queirolo – 80 anos de Tradição Circense no Paraná”. A iniciativa realizou uma circulação gratuita com 23 apresentações e três palestras em oito municípios paranaenses, alcançando mais de 6.400 crianças e estudantes, além de professores e comunidades locais.

O projeto levou o circo tradicional para diferentes regiões do Estado, proporcionando aos alunos uma experiência cultural completa, com números de palhaçaria, malabarismo, mágica e grandes ilusões. Mais do que uma apresentação artística, a proposta buscou aproximar novas gerações de uma linguagem cultural que faz parte da história brasileira.

A circulação passou por municípios como Matinhos, Pontal do Paraná, Itaperuçu, Rio Branco do Sul, Campina Grande do Sul, Mandirituba, Campo Magro e Lapa, levando o trabalho da Família Queirolo para públicos diversos, principalmente estudantes da rede pública de ensino.

Além do espetáculo, os encontros também tiveram um caráter educativo, com momentos de conversa e contextualização sobre a história do circo no Brasil e a trajetória da Família Queirolo no Paraná.

Para Marilene Lopes Queirolo Buch, sócia administrativa da Queirolo e Buch LTDA, diretora de Produção e chefe de Camarim do projeto, cada apresentação envolve um trabalho coletivo para garantir que o público tenha uma experiência marcante. “Cada detalhe de uma apresentação de circo carrega muito cuidado e dedicação. Desde a organização dos bastidores até o momento em que o artista entra em cena, existe uma equipe trabalhando para que as crianças tenham uma experiência de encantamento, alegria e contato com a cultura.”

Já para Paulo Buch Neto, integrante da família, palhaço e diretor de cena do projeto, levar o circo para as escolas representa manter viva uma conexão que atravessa gerações: “O circo tem uma capacidade única de criar uma relação imediata com o público. Quando vemos uma criança sorrindo, participando e se emocionando com o espetáculo, percebemos que essa arte continua tendo um papel muito importante na formação de novas memórias.”

O projeto que celebra os 80 anos foi realizado por meio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE), via Secretaria de Estado da Cultura, do Governo do Estado do Paraná, e com apoio da Copel, aproximando novas gerações dessa linguagem artística.

Sobre o Circo Irmãos Queirolo

Com mais de um século de história, os Irmãos Queirolo representam uma das famílias mais tradicionais do circo brasileiro. A trajetória começou com José Queirolo e Petrona Salas, artistas que uniram música, teatro e acrobacia, dando origem a uma linhagem de artistas que percorreu palcos da Europa, Estados Unidos e América Latina antes de consolidar seu legado no Brasil. Em 1917, a família inaugurou o Circo dos Irmãos Queirolo no Rio de Janeiro, iniciando uma história marcada pela inovação, talento e dedicação à arte circense.

Pioneiros em diferentes linguagens, os Queirolo criaram a Banda do Circo Irmãos Queirolo (que se tornou Jazz Queirolo e depois Bandinha dos Palhaços), levaram ao público grandes espetáculos de circo e foram responsáveis pelo primeiro programa ao vivo da televisão paranaense, o “Cirquinho Canal 6”. Em Curitiba, construíram uma forte relação cultural com a cidade, mantendo viva a tradição por meio de apresentações, projetos educativos e ações sociais. Hoje, a família segue preservando esse legado por meio da Queirolo e Buch LTDA, mantendo a magia do circo viva para novas gerações.