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Por que o comportamento virou o novo desafio das empresas

O maior desafio das empresas deixou de ser apenas técnico e passou a ser comportamental

As empresas brasileiras têm investido cada vez mais no desenvolvimento de pessoas. Segundo levantamento da Serasa Experian, 74% das pequenas e médias empresas oferecem algum tipo de capacitação aos colaboradores, reflexo de uma preocupação crescente com produtividade, inovação e competitividade.

Mesmo assim, problemas como baixa execução, procrastinação, conflitos internos, alta rotatividade, dificuldade de delegar e lideranças despreparadas continuam entre os principais obstáculos para o crescimento dos negócios. Para especialistas em desenvolvimento humano, esse cenário revela uma mudança importante: o problema de muitas empresas já não está apenas na falta de conhecimento, mas na dificuldade de transformar conhecimento em comportamento.

Com mais de 34 anos de atuação com empresários, executivos, líderes e equipes, o terapeuta comportamental Saulo Coelho afirma que o mercado vive uma nova fase na formação de lideranças. Durante muito tempo, as empresas concentraram seus esforços na transmissão de conhecimento técnico. Depois, passaram a investir fortemente em motivação, treinamentos de impacto e metodologias de desenvolvimento pessoal. Agora, segundo ele, o desafio é mais profundo: compreender quais padrões comportamentais impedem profissionais preparados de alcançar resultados consistentes.

“O empresário de hoje não sofre por falta de informação. Ele sabe que precisa delegar, desenvolver pessoas, vender melhor, tomar decisões e liderar com mais clareza. O problema é que, quando aparecem a pressão, o medo, o cansaço ou a insegurança, ele volta automaticamente aos comportamentos que sempre teve. É nesse momento que o comportamento decide os resultados”, afirma Saulo.

Na avaliação do especialista, essa mudança acompanha a própria transformação do ambiente corporativo. Empresas lidam hoje com equipes multigeracionais, avanços tecnológicos acelerados, excesso de informação, novas formas de trabalho e mudanças constantes no mercado. Nesse contexto, apenas aprender novas técnicas já não é suficiente. “O conhecimento continua sendo importante, mas ele não sustenta sozinho uma mudança. A pergunta central é: por que uma pessoa que sabe exatamente o que precisa fazer continua repetindo os mesmos comportamentos que sabotam seus resultados?”, questiona.

Foi a partir dessa percepção que Saulo Coelho desenvolveu o método O Comportamento Decide, uma abordagem criada após décadas observando empresários, líderes e profissionais de diferentes áreas enfrentando dificuldades semelhantes, independentemente do segmento de atuação. O método parte da ideia de que a transformação sustentável acontece quando a pessoa aprende a identificar crenças limitantes, reconhecer padrões automáticos de reação e substituir comportamentos que comprometem seus resultados por decisões mais conscientes, práticas e mensuráveis.

Em vez de trabalhar apenas metas, motivação ou técnicas isoladas, a metodologia utiliza diagnóstico comportamental, análise de identidade, protocolos de mudança e acompanhamento de comportamentos observáveis. A proposta é formar profissionais capazes de compreender melhor o funcionamento das decisões humanas e apoiar líderes, equipes e organizações na construção de mudanças reais. “Ninguém sustenta uma transformação apenas pela motivação. A motivação pode iniciar um movimento, mas não permanece quando surgem os desafios do dia a dia. O que sustenta resultado é um comportamento treinado, consciente e repetido até se tornar uma nova forma de agir. Por isso, nossa formação não ensina apenas ferramentas. Ela prepara pessoas para compreender aquilo que realmente determina as decisões humanas”, destaca Saulo.

Para ele, o comportamento deixou de ser um tema secundário dentro das empresas e passou a ocupar um lugar estratégico. Afinal, decisões, hábitos, reações emocionais e padrões de liderança influenciam diretamente a cultura, a produtividade, a performance das equipes e o crescimento sustentável dos negócios. Em um mercado cada vez mais competitivo, a capacidade de executar, liderar, decidir e sustentar mudanças pode ser o diferencial entre empresas que apenas acumulam conhecimento e empresas que realmente transformam conhecimento em resultado.

Eu também sugeriria trocar o título conforme o veículo ou objetivo da matéria. Para uma pegada mais jornalística, eu usaria: “Por que o comportamento virou o novo desafio das empresas”. Para uma pegada mais autoral e alinhada à sua marca, eu manteria: “O comportamento decide os resultados”.

Serviço: Saulo Coelho

Terapeuta Comportamental de Líderes

@saulocoelhopontocom

Pedidos de recuperação judicial no agronegócio batem recorde histórico

Recorde de pedidos no agronegócio reforça importância da reestruturação financeira para preservar empresas, empregos e a produção no campo

O aumento das dificuldades financeiras enfrentadas pelo agronegócio brasileiro tem transformado a recuperação judicial em uma das principais ferramentas para preservar empresas economicamente viáveis. Juros elevados, restrição ao crédito, aumento dos custos de produção, oscilações climáticas e queda na rentabilidade de diversas culturas têm pressionado o caixa de produtores e empresas da cadeia agro. O reflexo aparece nos números: somente em 2025, o setor registrou 1.990 pedidos de recuperação judicial, alta de 56,4% em relação ao ano anterior e o maior volume da série histórica iniciada em 2021, segundo levantamento da Serasa Experian.

Para Pedro Siqueira, diretor da PS Consultoria, esse cenário mostra que a recuperação judicial deixou de ser vista apenas como uma medida para empresas em crise e passou a ser uma estratégia de reorganização para negócios que continuam economicamente viáveis. Segundo ele, um diagnóstico financeiro aprofundado, aliado ao planejamento técnico e jurídico, permite que muitas empresas reorganizem seu passivo sem interromper suas atividades.

“A recuperação judicial não deve ser encarada como o fim de uma empresa, mas como uma oportunidade de reestruturação. Quando existe viabilidade econômica, gestão técnica e um planejamento consistente, é possível reorganizar as finanças, preservar empregos, manter fornecedores, proteger a atividade produtiva e devolver competitividade ao negócio. Nosso papel é justamente construir esse caminho de forma segura e responsável”, afirma Pedro Siqueira.

Entre os casos recentes acompanhados pela PS Consultoria está o do Grupo Prime, que obteve o deferimento do processamento de sua recuperação judicial. A decisão judicial permite que a empresa apresente um plano de recuperação aos credores, mantendo suas operações enquanto reorganiza sua estrutura financeira, conforme prevê a legislação brasileira.

Para Luiz Eduardo Montans Braga, sócio fundador e presidente do Grupo Prime, a atuação técnica desenvolvida durante o processo foi determinante para que a empresa pudesse iniciar essa nova etapa. “A recuperação judicial representa uma oportunidade de reorganizar nossa estrutura financeira com responsabilidade e transparência. Continuamos operando normalmente, preservando nossos colaboradores, nossos clientes e nossos compromissos, enquanto construímos um plano que permita o fortalecimento da empresa no longo prazo.”

A condução jurídica do processo contou com a atuação do advogado Bruno Vaz, que acompanhou todas as etapas técnicas necessárias para o deferimento da recuperação judicial. Segundo ele, a decisão não significa perdão de dívidas nem encerramento das atividades da empresa. “O deferimento apenas autoriza o início do processo de recuperação. A empresa continua funcionando normalmente, apresenta um plano aos credores e passa a reorganizar seus compromissos financeiros dentro das regras previstas na legislação. O objetivo é preservar a atividade empresarial, os empregos e a capacidade de geração de riqueza.”

Com o aumento das dificuldades financeiras enfrentadas pelo setor agropecuário, especialistas avaliam que a tendência é de crescimento da procura por soluções de reestruturação empresarial. Nesse contexto, planejamento financeiro, análise de viabilidade econômica e suporte jurídico especializado tornam-se fatores decisivos para que empresas atravessem períodos de instabilidade sem comprometer a continuidade de suas operações.

Serviço – PS Consultoria
Pedro Siqueira
Especialista em reestruturação empresarial e recuperação judicial
(41) 3206-4196 | (41) 99967-7585
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https://psconsult.com.br/
Rua Visconde de Guarapuava, 2764, Conjunto 311, Centro, Curitiba/PR.

Autocuidado invisível

Psicólogo alerta que cuidar da saúde mental deve fazer parte da rotina de prevenção, assim como os cuidados com a saúde física

Quando se fala em autocuidado, muita gente pensa imediatamente em alimentação saudável, atividade física, descanso ou momentos de lazer. No entanto, existe uma dimensão desse cuidado que ainda recebe pouca atenção: a saúde mental. No Dia Internacional do Autocuidado, celebrado em 24 de julho, o psicólogo clínico Luti Christóforo convida a população a refletir sobre a importância de incluir o bem-estar emocional na rotina.

Em uma sociedade que valoriza a produtividade, a aparência e o desempenho, ainda é comum que as pessoas procurem ajuda apenas quando o sofrimento emocional se torna insustentável. Ansiedade, depressão, crises de pânico, esgotamento emocional e dificuldades nos relacionamentos costumam ser enfrentados em silêncio por quem acredita que precisa resolver tudo sozinho.

Para Luti Christóforo, essa realidade é consequência do preconceito que ainda existe em relação à psicoterapia. “Assim como fazemos exames preventivos para preservar o corpo, também precisamos cuidar da mente antes que o sofrimento emocional se torne um problema maior. A prevenção sempre é o melhor caminho.”

Segundo o psicólogo, a psicoterapia oferece um ambiente seguro para compreender sentimentos, fortalecer a autoestima, desenvolver recursos internos e construir maneiras mais saudáveis de lidar com os desafios da vida. O acompanhamento psicológico não deve ser visto apenas como um recurso para momentos de crise, mas como um investimento contínuo em qualidade de vida.

O especialista destaca que o autocuidado também passa por atitudes simples, mas muitas vezes difíceis de colocar em prática, como estabelecer limites, aprender a dizer “não”, reconhecer o próprio cansaço, respeitar as próprias emoções e abandonar a ideia de que demonstrar vulnerabilidade é sinal de fraqueza.

“A Psicologia nos mostra que o sofrimento emocional não precisa ser enfrentado em silêncio. Pedir ajuda é um ato de coragem e maturidade. Quanto mais cedo buscamos acolhimento e compreensão, maiores são as possibilidades de prevenir o agravamento dos sintomas e viver com mais equilíbrio”, afirma Luti.

Para o psicólogo, o verdadeiro autocuidado vai muito além de pequenos momentos de bem-estar. Ele começa quando as pessoas reconhecem que a mente merece a mesma atenção, respeito e cuidado dedicados ao corpo. A data serve como um convite para que cada pessoa faça um compromisso consigo mesma e passe a olhar para a saúde mental como parte essencial de uma vida saudável.

Serviço: Luti Christóforo

Psicólogo Clínico

(41) 99809-8887

 @luti.psicologo

lutipsicologo@gmail.com

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Beleza não é volume

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O rosto equilibrado vem substituindo os excessos estéticos e impulsionando a busca por resultados mais naturais

Durante anos, a estética facial esteve associada ao aumento de volume. Lábios maiores, maçãs do rosto mais marcadas e mandíbulas mais evidentes dominaram tendências e redes sociais. Agora, uma nova movimentação começa a ganhar força nos consultórios: a busca pelo equilíbrio facial.

Em vez de transformar traços, muitos pacientes procuram tratamentos capazes de preservar características individuais e combater sinais do envelhecimento sem exageros. O foco deixa de ser o volume e passa a ser a harmonia.

Segundo a biomédica esteta Jessica Boza, o principal problema não está nos procedimentos em si, mas na falta de planejamento. “O problema não é o preenchimento. O problema é fazer preenchimentos sem planejamento. Muitas vezes a paciente realiza pequenos procedimentos em locais diferentes ao longo dos anos e acaba perdendo a naturalidade do rosto”, explica.

A discussão acompanha uma transformação no próprio mercado da estética. Levantamentos internacionais apresentados durante o IMCAS 2025 mostram que 85% dos consumidores pretendem manter ou aumentar os investimentos em procedimentos estéticos, mas a preferência por abordagens menos invasivas e mais personalizadas cresce de forma consistente. O setor brasileiro segue a mesma tendência e permanece entre os mais relevantes do mundo.

Na avaliação da especialista, a beleza está muito mais ligada à arquitetura facial do que ao aumento de volumes. “As pessoas acreditam que rejuvenescimento é colocar mais produto, mas muitas vezes o segredo está em devolver estrutura, luz e equilíbrio ao rosto”, afirma.

Jessica desenvolveu um protocolo de acompanhamento baseado em cinco pilares: estrutura óssea, compartimentos de gordura, colágeno, qualidade da pele e hábitos de vida. A proposta é compreender o envelhecimento em todas as suas camadas antes de indicar qualquer intervenção.

Outro ponto importante é a individualização. “Um lábio bonito não é necessariamente um lábio grande. Uma mandíbula bem posicionada pode afinar visualmente o rosto. Cada face possui características únicas e precisa ser respeitada”, destaca.

A tendência, segundo a especialista, é que os tratamentos estéticos caminhem cada vez mais para a naturalidade, priorizando resultados que valorizem a identidade de cada pessoa em vez da padronização de traços.

Serviço: Jessica Boza

Biomédica Esteta

41997590077

@dra.jessicaboza

Rua Constantino Marochi, 438, sala 1, Curitiba/PR.

Casa é inviolável

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Constituição Federal estabelece quando a polícia pode entrar em uma residência sem autorização do morador e garante proteção contra invasões ilegais.

A inviolabilidade do domicílio é um dos direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal, mas ainda gera muitas dúvidas entre os brasileiros. Afinal, a polícia pode entrar em qualquer residência durante uma investigação? Uma denúncia anônima é suficiente para autorizar o ingresso? Segundo especialistas em Direito Penal, a resposta é não. A legislação brasileira estabelece critérios rigorosos para proteger esse direito e garantir que a atuação das autoridades ocorra dentro dos limites da lei.

O artigo 5º, inciso XI, da Constituição Federal determina que a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém podendo nela penetrar sem o consentimento do morador, salvo em quatro hipóteses: flagrante delito, desastre, prestação de socorro ou, durante o dia, por determinação judicial. Fora dessas situações, a entrada sem autorização configura violação de um direito fundamental.

De acordo com o advogado criminalista Jefferson Nascimento da Silva, esse dispositivo constitucional busca equilibrar a atuação do Estado com a proteção das liberdades individuais. “A Constituição não impede a atuação da polícia. Ela apenas estabelece limites para que o poder público exerça sua função de forma legal, respeitando os direitos fundamentais de todos os cidadãos”, explica.

Nos últimos anos, tanto o Supremo Tribunal Federal (STF) quanto o Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidaram o entendimento de que uma denúncia anônima, isoladamente, não autoriza o ingresso forçado em uma residência. Para que a entrada seja considerada legítima, é necessário que existam elementos concretos que indiquem a ocorrência de uma situação de flagrante delito, capazes de justificar a medida naquele momento.

Segundo Jefferson, essa interpretação não dificulta o combate à criminalidade, mas fortalece a qualidade das investigações. “Quando a polícia reúne elementos objetivos antes de ingressar em um imóvel, reduz o risco de ilegalidades, fortalece a produção de provas e evita que todo o trabalho investigativo seja comprometido futuramente”, afirma.

Outro aspecto importante envolve a validade das provas obtidas. O Código de Processo Penal prevê que provas produzidas por meios ilícitos podem ser declaradas inadmissíveis pela Justiça. Isso significa que uma entrada ilegal em um domicílio pode comprometer toda a investigação e até levar à nulidade das provas produzidas a partir daquela diligência.

Para o advogado, conhecer esses direitos não representa um obstáculo ao trabalho das forças de segurança, mas uma forma de fortalecer o Estado Democrático de Direito. “Respeitar a Constituição não protege criminosos, protege a sociedade. Quando o Estado atua dentro da legalidade, garante segurança jurídica, fortalece a confiança da população nas instituições e assegura que a Justiça seja construída sobre provas obtidas de forma legítima”, conclui Jefferson Nascimento da Silva.

Serviço: Jefferson Nascimento da Silva
Advogado Criminalista, OAB/PR 86.750
(41) 98400-6686
@jeeffeh
jeffe.adv@gmail.com
https://advjeffersonsilva.com.br
Rua Conselheiro Laurindo, 600 – sala 1006/1007, Centro, Curitiba/PR.

Leilão exige cautela

Crescimento da oferta de imóveis atrai investidores, mas especialistas alertam para riscos jurídicos que podem transformar oportunidade em prejuízo

O mercado de leilões imobiliários vive um dos momentos mais aquecidos dos últimos anos no Brasil. Somente no primeiro semestre de 2025, mais de 116 mil imóveis foram ofertados em leilões judiciais e extrajudiciais, um crescimento de 25,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço é impulsionado principalmente pelo aumento da inadimplência e pelos juros elevados, que pressionam o orçamento das famílias e elevam o número de retomadas de imóveis pelos bancos.

O cenário tem despertado o interesse de investidores e compradores em busca de descontos que podem chegar a 50% ou mais em comparação aos valores praticados no mercado tradicional. Porém, especialistas alertam que o aparente bom negócio pode esconder armadilhas jurídicas capazes de gerar prejuízos significativos.

Em Maringá, onde o mercado imobiliário segue aquecido e figura entre os mais valorizados do país, a procura por oportunidades de aquisição tem crescido. Em 2025, a cidade foi apontada como a terceira com maior valorização imobiliária do Brasil, enquanto atualmente soma quase 12 mil apartamentos em construção, reforçando a força do setor na região.

Segundo o advogado imobiliário Carlos Alberto Zonta Junior, o principal erro dos compradores é acreditar que basta oferecer o maior lance para garantir um bom negócio. “Muitas pessoas se encantam pelo preço anunciado e esquecem de realizar uma análise jurídica completa do imóvel. É fundamental verificar a matrícula, a existência de ações judiciais, débitos, ocupação e todas as condições previstas no edital. Um desconto elevado pode acabar saindo muito caro quando esses cuidados são ignorados.”

Outro ponto que costuma gerar transtornos é a posse do imóvel. Em muitos casos, o bem permanece ocupado pelo antigo proprietário ou por terceiros, exigindo medidas judiciais para desocupação. O processo pode levar meses e gerar custos que nem sempre são considerados pelo comprador no momento da arrematação.

Além disso, existem diferenças importantes entre os leilões judiciais e extrajudiciais. Enquanto um possui origem em processos judiciais, o outro geralmente decorre de contratos de alienação fiduciária. Cada modalidade possui regras específicas, exigindo atenção redobrada para evitar surpresas futuras.

“Os leilões podem representar excelentes oportunidades patrimoniais, mas devem ser encarados como operações jurídicas e não apenas comerciais. O apoio de um advogado especializado antes da arrematação é uma medida que reduz riscos e aumenta significativamente as chances de sucesso no investimento”, afirma Zonta.

Com a tendência de manutenção dos juros em patamares elevados e o aumento das retomadas de imóveis em todo o país, especialistas acreditam que o volume de leilões continuará crescendo nos próximos meses, tornando ainda mais importante a busca por orientação jurídica especializada antes de qualquer decisão.
Serviço: Carlos Alberto Zonta Junior
Advogado Imobiliário, OAB/PR 77920
(44) 9925-7972
@bzonta
contato@zonta.adv.br
www.zonta.adv.br
Avenida Horácio Racanello Filho, 5550, Zona 07, Maringá – PR.

Conheça pavimento de concreto de alta tecnologia que tem ganhado espaço em grandes obras viárias do Paraná e no Brasil

Quando o assunto é infraestrutura viária, a escolha do tipo de pavimento influencia diretamente a segurança, os custos de manutenção e a vida útil da obra. Cada vez mais presente em rodovias, aeroportos, portos e corredores urbanos de grande circulação, o pavimento de concreto tem se consolidado como uma solução de alto desempenho, capaz de suportar tráfego intenso por décadas, com pouca ou nenhuma necessidade de intervenções.

Segundo o engenheiro César Daher, fundador e diretor da Daher Engenharia Consultiva e Tecnologia e especialista em pavimentos de concreto, a principal vantagem do sistema está na sua durabilidade. Enquanto um pavimento asfáltico costuma ser dimensionado para uma vida útil entre oito e doze anos, o pavimento rígido de concreto pode permanecer em operação por mais de anos, quando corretamente projetado e executado. “O Aeroporto Internacional Afonso Pena é um exemplo dessa durabilidade. A pista de taxeamento completa 30 anos em perfeito estado, sem apresentar patologias ou necessidade de manutenção no pavimento de concreto”, explica César.

Essa resistência é resultado do próprio comportamento estrutural do concreto. Diferentemente do asfalto, que distribui os esforços em camadas e concentra parte das cargas no solo, o pavimento rígido funciona como uma placa, espalhando o peso dos veículos por uma área muito maior. Como consequência, praticamente não sofre deformações permanentes, mesmo sob tráfego pesado.

Mais segurança viária
Além da maior vida útil, o pavimento de concreto oferece ganhos relevantes em segurança. Sua superfície proporciona melhor macro textura, favorecendo a aderência dos pneus e reduzindo o risco de aquaplanagem durante períodos chuvosos.

Outro diferencial é a coloração clara do concreto, que reflete mais luz do que o asfalto. Essa característica melhora significativamente a visibilidade noturna, podendo aumentar em até 30% a percepção visual dos motoristas, além de contribuir para a redução da demanda por iluminação pública.

“O concreto não apresenta o chamado trilhamento de roda, aquelas deformações provocadas pelo tráfego intenso de caminhões que alteram o comportamento do veículo e comprometem a segurança. A superfície permanece estável ao longo dos anos”, acrescenta César Daher.

Em Curitiba, algumas obras executadas com acompanhamento tecnológico da Daher são referências nacionais de desempenho. Entre elas está a Rua Santa Bernardete, reconhecida pelo Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon) como uma das vias de melhor qualidade da capital paranaense, com Índice de Condição do Pavimento (ICP) de 95,7.

Benefícios percebidos pelo motorista
Embora muitas diferenças entre concreto e asfalto sejam de natureza técnica, seus efeitos são facilmente percebidos pelos usuários. Segundo César Daher, o concreto mantém a superfície plana mesmo em áreas de intensa frenagem e aceleração, como cruzamentos, pontos de ônibus e semáforos, evitando ondulações que tornam a condução desconfortável.

Outra vantagem está na previsibilidade do trajeto. Com menos buracos, deformações e remendos, o motorista dirige com mais tranquilidade, reduzindo freadas bruscas, desvios inesperados e situações que rotineiramente resultam em acidentes. “O concreto proporciona uma condução mais uniforme e previsível. Quando a pista permanece íntegra durante muitos anos, o trânsito se torna naturalmente mais seguro e menos estressante”, afirma.

Economia durante todo o ciclo de vida
Embora o investimento inicial possa ser superior em alguns empreendimentos, o pavimento de concreto apresenta custos menores ao longo de sua vida útil, devido à baixa necessidade de manutenção.

Enquanto pavimentos asfálticos exigem operações frequentes de recapeamento, tapa-buracos e correções superficiais, o concreto permanece em operação por décadas com poucas intervenções, reduzindo custos para concessionárias, gestores públicos e operadores logísticos.

Além da economia direta, a menor necessidade de obras evita interdições constantes de pistas, contribuindo para maior fluidez do trânsito e menor impacto sobre os motoristas.

Tecnologia começa na escolha dos materiais
O desempenho do pavimento, entretanto, depende de um projeto adequado e de rigoroso controle tecnológico durante sua execução. Segundo César Daher, a seleção correta dos agregados, do cimento e da espessura das placas deve considerar fatores como intensidade do tráfego, cargas por eixo e capacidade de suporte do solo.

“Não existe uma espessura padrão para todos os projetos. Cada obra precisa ser dimensionada de acordo com as condições de utilização e receber materiais compatíveis com a vida útil esperada”, ressalta.

Essa combinação entre projeto estrutural, especificação de materiais e controle executivo explica por que pavimentos de concreto implantados há mais de duas décadas em aeroportos, rodovias, vias urbanas e áreas portuárias continuam apresentando elevado desempenho, mesmo submetidos a condições severas de operação.

Para o especialista, investir em pavimentos de concreto significa adotar uma solução que alia engenharia, segurança, durabilidade e eficiência econômica, reduzindo custos de manutenção e aumentando a confiabilidade das principais infraestruturas de transporte do País.

WhatsApp muda cobrança e impacta atendimento das empresas

Com risco de elevar custos para grandes operações, especialista aponta alternativas e revela como a Nextcomm está adaptando seus clientes ao novo cenário

Depois de consolidar o WhatsApp como principal canal de relacionamento entre empresas e consumidores, a Meta inicia uma nova etapa na monetização da plataforma. A partir de 1º de outubro, as respostas enviadas pelas empresas aos clientes dentro da janela de atendimento passarão a ser cobradas. Isso altera um modelo que, até então, autorizava responder gratuitamente às mensagens iniciadas pelos próprios consumidores.

A mudança afeta principalmente empresas que utilizam a API Oficial do WhatsApp Business, destinada à integração com plataformas de atendimento e gestão de conversas, permitindo que diversos atendentes utilizem simultaneamente o mesmo número de telefone. Pequenos negócios que usam apenas o aplicativo WhatsApp Business continuarão sem alterações.

Para Luiz Santin, CEO e fundador da Nextcomm, especializada em soluções inteligentes para atendimento digital, a decisão era esperada diante da posição dominante da Meta no mercado.

“Como não tem concorrentes, a Meta agora começa a criar novas formas de rentabilizar a plataforma”, afirma.

Mudança altera a lógica do atendimento

Atualmente, quando um cliente inicia uma conversa com uma empresa, abre-se uma janela de atendimento de 24 horas, período em que as respostas podem ser enviadas sem custo. Com a nova política, a mensagem inicial do consumidor continuará gratuita, mas cada resposta enviada pela empresa dentro dessa janela passará a custar aproximadamente R$ 0,035.

Na prática, organizações que realizam milhares ou milhões de atendimentos mensais precisarão evitar um aumento significativo nas despesas operacionais, tornando os atendimentos mais objetivos.

“Haverá uma preocupação maior em evitar conversas longas, já que cada resposta passa a representar um custo adicional”, diz Santin.

Além dessa nova cobrança, continuam válidos os modelos já existentes para mensagens de marketing e de utilidade, utilizadas para o envio de códigos, rastreamento de pedidos, atualização de protocolos e campanhas comerciais.

Na avaliação de Luiz Santin, muitas organizações deverão transferir parte dos atendimentos para outros canais digitais, como web chat integrado aos sites corporativos, além de ampliar o uso do atendimento telefônico quando este representar menor custo.

Para preparar as empresas para se adaptarem ao novo cenário, a Nextcomm está ampliando seu trabalho consultivo para ajudar seus clientes a reduzir despesas. Entre as iniciativas já colocadas em prática estão o redesenho dos fluxos de atendimento, a revisão das jornadas dos consumidores, o treinamento das equipes para tornar as conversas mais objetivas, a implantação gratuita de web chat e a criação de estratégias para direcionar atendimentos a canais mais econômicos.

“Em muitos casos, apontamos que será mais inteligente adotar alternativas usando formas já existentes, como os sites e call centers. Dependendo do volume, pode sair mais barato do que manter tudo no WhatsApp”, explica Santin.

Ele salienta que, a partir de outubro, quando a cobrança da Meta começar, o WhatsApp deverá ser usado da forma mais inteligente possível para diminuir custos e manter a qualidade do atendimento.

“É justamente nesse momento que a consultoria faz diferença”, diz Santin.

Ele enfatiza também que muitas plataformas costumam intermediar a cobrança das mensagens e acrescentam um percentual sobre o valor definido pela Meta. A Nextcomm opta por outro caminho.

“O cliente paga diretamente para a Meta pelas mensagens trocadas pela plataforma da Nextcomm, o Next_chat. Ao contrário de alguns concorrentes, não intermediamos essa arrecadação/cobrança, o que resulta em custos ainda maiores para os clientes”, explica.

Conheça a Nextcomm

Fundada em 2008, em Curitiba (PR), a Nextcomm entregou mais de 5 mil projetos e atende mais de 700 empresas em todos os estados brasileiros. A empresa oferece soluções como telefonia em nuvem, automação de atendimento, CRM, cibersegurança e inteligência artificial.

Entre os produtos mais recentes estão o Next_Ai, assistente de voz que ouve, entende e responde, em tempo real, às chamadas telefônicas; e o Next CRM, que inclui soluções omnichannel, como o Next Chat, com agentes de inteligência artificial integrados que auxiliam o atendimento e potencializam o contato das empresas com seus clientes.

Em 2026, a empresa iniciou parceria com a Eleven Labs, gigante multinacional de soluções para atendimento por voz com inteligência artificial.

Reforma tributária pode reduzir investimentos sociais em R$ 1,6 bilhão

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Setor filantrópico acompanha regulamentação e defende ajustes para evitar aumento de custos e preservar recursos destinados a projetos sociais

O Brasil registrou, em 2025, o maior volume de investimentos sociais viabilizados por incentivos fiscais da série histórica: R$ 7,5 bilhões destinados a projetos nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte e assistência social. Apesar do recorde, o setor projeta uma possível retração. Mudanças relacionadas à regulamentação da reforma tributária podem reduzir esses recursos em pelo menos R$ 1,6 bilhão até 2033.

Segundo o levantamento Panorama dos Incentivos Fiscais 2026, lançado pela Simbi, o impacto está relacionado principalmente à extinção progressiva do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Serviços (ISS) — que servem de base para leis estaduais e municipais de incentivo fiscal — e à redução dos limites de dedução do Imposto de Renda para empresas.

Para instituições que atuam na prestação de serviços essenciais, a reforma tributária altera a estrutura de custos no novo modelo de créditos e tributação sobre o consumo, com efeito direto sobre a sustentabilidade de atividades nas áreas de saúde, educação e assistência social.

“A reforma tributária traz uma mudança estrutural no sistema de tributação e precisa considerar as particularidades das instituições filantrópicas. Essas organizações têm uma lógica própria de atuação, baseada no reinvestimento integral dos recursos em serviços essenciais. Sem regras claras para o aproveitamento de créditos no novo modelo, há risco de aumento dos custos operacionais e redução da capacidade de atendimento à população”, afirma a diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Grupo Marista, Carmem Murara.

Esse cenário tem mobilizado o Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif), que articula propostas no Congresso Nacional para preservar a neutralidade tributária das entidades no novo sistema. Entre elas estão o Projeto de Lei Complementar nº 26/2026, em tramitação na Câmara dos Deputados, e o Projeto de Lei Complementar nº 45/2026, no Senado Federal. As propostas tratam de mecanismos para evitar o aumento indireto dos custos operacionais e garantir o aproveitamento de créditos tributários no modelo da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

“A regulamentação da reforma tributária tem reunido instituições filantrópicas, entidades representativas e parlamentares. O Grupo Marista acompanha as propostas em tramitação e participa desse debate para defender a sustentabilidade das instituições filantrópicas e a continuidade dos serviços em saúde, educação e assistência social”, destaca.

Embora mantenham a imunidade tributária, as entidades filantrópicas podem enfrentar aumento de custos indiretos no novo sistema, sobretudo na aquisição de bens e serviços essenciais, caso não sejam criadas regras específicas para compensação de créditos. Estudo técnico da LCA Consultoria Econômica, encomendado pelo Fonif, estima um aumento indireto de custos de 4,2% na educação, 11,2% na assistência social e 1,8% na saúde. Apenas na compra de equipamentos e dispositivos médicos por hospitais filantrópicos, o custo adicional anual pode chegar a R$ 172 milhões.

A situação é ainda mais crítica em regiões com menor cobertura de saúde pública. Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que 725 municípios brasileiros dependem exclusivamente de hospitais beneficentes como única alternativa de atendimento hospitalar. Isso significa que cerca de 20 milhões de pessoas ficariam sem outra opção caso essas instituições reduzissem sua capacidade operacional.

“Quando os custos operacionais aumentam, a capacidade de investimento em infraestrutura, tecnologia e ampliação do atendimento diminui. No fim, são recursos que deixam de ser convertidos em serviços diretos à população”, aponta Carmem.

Alimentação do futuro impulsiona aposta da Polpa Brasil em alimentos naturais e menos processados

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Especialista em ingredientes naturais, indústria desenvolve alimentos menos processados e alinhados às novas exigências dos consumidores

A forma como as pessoas escolhem o que colocar no prato está mudando. Cada vez mais, consumidores buscam alimentos naturais, nutritivos e produzidos de forma sustentável, deixando em segundo plano produtos com longas listas de ingredientes e alto grau de processamento. A tendência, identificada por estudos internacionais, indica que a alimentação do futuro será marcada pela valorização dos alimentos in natura e de produtos que ofereçam praticidade sem abrir mão da qualidade nutricional.

Para empresas que atuam no desenvolvimento de alimentos, essa transformação já deixou de ser uma projeção para se tornar uma realidade. É nesse cenário que a Polpa Brasil, especializada no desenvolvimento de ingredientes à base de frutas e vegetais, vem ampliando investimentos em soluções que unem tecnologia, conveniência e preservação das características naturais dos alimentos. Há mais de 25 anos, a empresa desenvolve ingredientes e produtos que acompanham a evolução do comportamento do consumidor e atendem à crescente demanda por formulações mais simples e transparentes.

Segundo Ramon Lacowicz, CEO da Polpa Brasil, a mudança representa uma transformação estrutural para toda a indústria alimentícia. “O consumidor mudou e a indústria precisou evoluir junto. Hoje, inovação não significa apenas criar novos produtos, mas desenvolver alimentos que preservem a qualidade nutricional, utilizem ingredientes naturais e ofereçam praticidade para o dia a dia. A alimentação do futuro passa por soluções mais transparentes, menos processadas e que respeitem a essência dos alimentos”, afirma.

Essa mudança de comportamento acompanha um volume crescente de evidências científicas sobre os impactos da alimentação na saúde. Além da preocupação com sabor e preço, os consumidores passaram a valorizar a transparência, a origem dos ingredientes e a qualidade nutricional dos produtos que levam para casa.

“Hoje as pessoas querem alimentos que façam sentido para a saúde e para a rotina. Elas leem os rótulos, procuram ingredientes que conhecem e valorizam produtos que preservam as características naturais. As informações nutricionais passaram a ser um dos principais critérios de escolha”, afirma a nutricionista da Polpa Brasil, Andressa Meira.

Ciência reforça benefícios dos alimentos menos processados

Essa mudança de percepção também encontra respaldo na ciência. Uma revisão publicada em 2024 na revista Food & Nutrition Research concluiu que o consumo elevado de alimentos ultraprocessados está associado ao aumento do risco de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e mortalidade por todas as causas. Já a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) alerta que padrões alimentares pouco saudáveis respondem pela maior parte dos custos ocultos dos sistemas alimentares globais, refletindo diretamente na saúde da população.

Nesse cenário, cresce também a procura por alimentos com o conceito conhecido como clean label — formulados com poucos ingredientes, de origem conhecida e facilmente identificáveis pelo consumidor. A transparência na composição deixou de ser um diferencial para se tornar um fator importante na decisão de compra, especialmente entre os públicos mais jovens.

Segundo Andressa, essa mudança também desafia a indústria a inovar. Não basta retirar ingredientes artificiais. É preciso desenvolver produtos que preservem sabor, segurança, qualidade nutricional e praticidade. O consumidor quer entender o que está consumindo e espera alimentos cada vez mais próximos da sua origem”, destaca.

Frutas ganham protagonismo na alimentação

As frutas ocupam posição de destaque nesse novo cenário. Além de fornecerem naturalmente vitaminas, minerais, fibras e compostos antioxidantes, elas permitem o desenvolvimento de produtos práticos que dispensam grandes quantidades de ingredientes artificiais, conciliando sabor, valor nutricional e conveniência.

Na Polpa Brasil, essa proposta orienta tanto o desenvolvimento de ingredientes destinados à indústria alimentícia quanto das marcas próprias voltadas ao consumidor final. A partir da expertise da empresa no processamento de frutas, tecnologias de desidratação preservam suas características naturais e ampliam as possibilidades de consumo em diferentes formatos, transformando a fruta em snacks, barras e alimentos funcionais com formulações mais simples e alinhadas ao conceito clean label.

Entre os destaques está a linha de barras proteicas Nátikos, que combina uma base de frutas com 12 gramas de proteína vegetal, oferecendo uma alternativa diferenciada em relação aos produtos tradicionalmente encontrados na categoria. A empresa também desenvolveu as Bolinhas de Frutas Recheadas, que unem uma base de frutas e recheios de base vegetal, como creme de chocolate branco ou pasta de amendoim, além da linha Nátikinhos, criada especialmente para o público infantil e famílias. Os produtos têm em comum o compromisso de oferecer praticidade, sabor e qualidade nutricional, sem ingredientes de origem animal, sem adição de conservantes, açúcares ou aditivos artificiais.

Outro desafio que vem sendo superado pela indústria é a ideia de que alimentos naturais são menos práticos. O avanço das tecnologias de processamento e conservação permite ampliar a vida útil de diversos produtos preservando suas características nutricionais, sem a necessidade de conservantes artificiais.

“Não faz mais sentido tratar saúde e praticidade como escolhas opostas. A inovação na indústria de alimentos tem mostrado que é possível oferecer produtos convenientes, seguros e nutricionalmente equilibrados, respeitando aquilo que o consumidor procura: ingredientes naturais e qualidade”, destaca Andressa.

O movimento também está alinhado às transformações observadas pela FAO, que aponta que os sistemas alimentares precisarão se tornar cada vez mais saudáveis e sustentáveis para atender às demandas da população mundial. A expectativa é que essas tendências continuem moldando o mercado nos próximos anos, ampliando o espaço para alimentos com maior densidade nutricional, menor processamento e origem cada vez mais transparente.

Para Ramon Lacowicz, essa evolução representa uma oportunidade para aproximar ainda mais a fruta da rotina dos consumidores.

“Nosso desafio é mostrar que é possível levar a fruta para diferentes momentos de consumo sem perder sua essência. Investimos continuamente em tecnologia para desenvolver produtos que conciliam praticidade, qualidade nutricional e ingredientes reconhecidos pelo consumidor. É esse caminho que enxergamos para a alimentação do futuro“, afirma.