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A governança como fonte de vantagem competitiva para as empresas

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Por Wolney Pereira

Vantagem competitiva é definida como a capacidade de uma empresa em alcançar resultados superiores à média do mercado como também gerar e entregar valor para seus clientes ao longo do tempo. Durante anos, entendia-se que essa vantagem era construída principalmente por meio de fatores como qualidade, inovação, tecnologia e escala. Na atualidade, outros fatores como gestão de riscos, visão de longo prazo e capacidade de adaptação são considerados igualmente importantes. Nesse contexto, a governança corporativa passa a assumir um papel estratégico altamente relevante para as empresas.

Em um ambiente mercadológico cada vez mais complexo e competitivo, adotar boas práticas de práticas de governança proporciona às empresas criar valor sustentável e assegurar sua continuidade. De uma forma objetiva, os mecanismos de governança contribuem com elementos intangíveis para a competitividade das empresas, pois ao cumprir sua função primordial de direcionar, monitorar e avaliar as empresas, melhora com isso a assertividade das decisões ao estabelecer processos claros e fóruns estruturados de tomada de decisão estratégica.

A gestão de riscos desenvolvida por organizações que adotam modelos de governança corporativa também pode ser considerada como uma fonte de vantagem competitiva valiosa. Empresas que constituem políticas organizacionais robustas e bem estruturadas, orientadas ao direcionamento da gestão, controle interno e monitoramento de compliance estão certamente mais ajustadas para antecipar riscos, reagir rapidamente e de forma positiva às oscilações do mercado.

Da mesma maneira, a adoção de boas práticas de governança contribui para o aumento do nível de confiança inspirado pela empresa em seu ambiente de atuação. Investidores, clientes e fornecedores tendem a priorizar relacionamento com empresas que tem maior nível de organização interna e que demonstram compromisso com a transparência nas relações. Diante disso, a confiança gerada pelas empresas que contam com um sistema de governança instituído permite maior acesso ao capital e fortalece o posicionamento da marca, promovendo seu crescimento sustentável.

Em resumo, a governança constitui uma valiosa fonte de vantagem competitiva porque qualifica a tomada de decisão estratégica, atua sistematicamente para mitigar riscos corporativos, fortalece a reputação organizacional por meio do aumento da confiança pelos stakeholders, atraindo com isso investidores e parceiros estratégicos. Vale ressaltar que empresas que possuem uma cultura organizacional baseada nos princípios de governança contam com um excelente recurso intangível que as coloca em posição estratégica superior, torna-as mais competitivas e preparadas para promover de maneira sustentável a longevidade do negócio.

Wolney Pereira, profissional com mais de 25 anos de experiência em cargos de liderança em empresas nacionais e multinacionais, é especialista em estratégia de negócios em fusões e aquisições, conselheiro certificado pela Fundação Dom Cabral , Diretor Financeiro da Confraria de_ Conselheiros e Governança e Sócio fundador da_ Corporatio Governança & Sucessão_

Férias de julho: entenda o que é direito e como evitar conflitos no trabalho

Recesso escolar aumenta dúvidas sobre concessão de férias nas empresas, mas CLT estabelece datas, fracionamento, prazos e pagamento

Com a chegada de julho e do recesso escolar, muitos trabalhadores buscam conciliar o período de descanso dos filhos com as próprias férias. A situação, comum nas empresas, costuma gerar dúvidas: o empregador é obrigado a conceder férias quando o colaborador pede? E o colaborador com filhos tem prioridade? É possível dividir os dias de descanso? Quem escolhe a data?
Natalia Guazelli, advogada corporativa, integrante da Comissão do Trabalho da OAB-PR, explica que a principal confusão está em associar automaticamente as férias escolares ao direito de o empregado tirar férias no mesmo período.
“A legislação trabalhista não prevê que todo empregado com filhos em idade escolar tenha direito automático às férias em julho. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) garante essa coincidência ao empregado estudante menor de 18 anos. Para os demais casos, o ideal é que empresa e trabalhador construam um planejamento prévio, com diálogo e organização”, explica.
Pela CLT, a definição do período de férias deve observar o interesse do empregador, responsável por organizar a operação da empresa. Isso não impede, no entanto, que o trabalhador manifeste sua preferência e que a empresa adote critérios internos de rodízio, prioridade ou negociação, especialmente em períodos mais disputados, como julho, dezembro e janeiro.
“Embora a empresa tenha a prerrogativa legal de definir o melhor período para a concessão, férias não devem ser tratadas apenas como uma decisão administrativa. Quando há previsibilidade, transparência e critérios claros, o tema deixa de ser um ponto de conflito e passa a ser uma prática de boa gestão”, afirma Natalia.
Outro ponto que gera dúvidas é o fracionamento. Desde a Reforma Trabalhista, as férias podem ser divididas em até três períodos, desde que haja concordância do empregado. Um dos períodos deve ter, no mínimo, 14 dias corridos, e os demais não podem ser inferiores a cinco dias corridos cada. A lei também impede que as férias comecem nos dois dias que antecedem feriado ou repouso semanal remunerado.
Na prática, o fracionamento pode ajudar empresas e empregados a encontrarem soluções mais adequadas à rotina familiar e à necessidade operacional. Um trabalhador, por exemplo, pode usar parte das férias em julho e reservar outro período para o fim do ano, desde que a divisão respeite a lei e seja aceita pelas partes.
“A flexibilidade existe, mas precisa seguir os limites legais. Dividir férias não pode ser uma imposição unilateral nem uma forma de esvaziar o direito ao descanso. O fracionamento deve atender à organização da empresa sem comprometer a finalidade das férias, que é a recuperação física e mental do trabalhador”, destaca a advogada.
A CLT também prevê que a concessão das férias deve ser comunicada por escrito ao empregado com antecedência mínima de 30 dias. Já o pagamento da remuneração de férias, acrescida do terço constitucional, deve ser feito até dois dias antes do início do período de descanso.
Para a especialista, muitos conflitos surgem não por desconhecimento total da lei, mas pela falta de planejamento. “O empregado não deve deixar o pedido para a última hora, principalmente quando busca períodos concorridos. Do outro lado, a empresa precisa comunicar com antecedência, respeitar prazos e manter critérios coerentes. A previsibilidade protege a operação e também a relação de confiança”, pontua.
Outro motivo de dúvida comum envolve a chamada “venda” de férias. O trabalhador pode converter até um terço do período em abono pecuniário, mas esse pedido deve ser feito dentro do prazo legal. A decisão de vender parte das férias é do empregado, não podendo ser imposta pela empresa.
Para Natalia Guazelli, julho é uma boa oportunidade para empresas revisarem suas práticas internas. “A lei estabelece o mínimo necessário para organizar a concessão das férias. Mas a qualidade da relação de trabalho depende de como esse processo é conduzido. Políticas claras, comunicação antecipada e sensibilidade com situações familiares reduzem ruídos e fortalecem o ambiente corporativo”, conclui.

Sobre Natalia Guazelli
Natalia Guazelli é sócia-proprietária do escritório Guazelli Advocacia, destacando-se por sua abordagem estratégica e profundo conhecimento em direito empresarial e corporativo. Com mais de 14 anos de experiência, sua especialização em compliance e prevenção de riscos tem orientado diversas empresas a alcançar uma gestão mais consciente e responsável. Seu comprometimento é equilibrar os interesses das empresas para promover ambientes de trabalho justos e inclusivos é refletido na sua capacidade de desenvolver soluções jurídicas, que não apenas atendem exigências legais, mas também contribuem para a sustentabilidade e prosperidade das organizações a longo prazo. Natalia Guazelli participa da Comissão de Direito do Trabalho e da Comissão de Direito Sistêmico da OAB/PR, na qual aplica sua expertise para explorar e integrar novas perspectivas ao manejo de conflitos corporativos. Sua abordagem inovadora no uso do Direito Sistêmico reflete um esforço contínuo em adaptar práticas legais aos desafios contemporâneos das relações corporativas, fortalecendo, assim, a cultura de respeito mútuo e compreensão entre as partes.

Opinião: Combater o bullying é educar para a convivência

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Michelle Norberto Martins* e Sheila da Silva Martins**

Uma pesquisa do IBGE feita em 2026 afirma que quatro em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos afirmam já ter sido alvos de bullying, e 27,2% dos alunos nessa faixa etária já sofreram alguma forma de ofensa duas ou mais vezes. Os debates sobre bullying, no entanto, não podem se limitar aos atos de intimidação em si. É necessário ampliar esse escopo, incluindo relações interpessoais, pertencimento, empatia, limites e, talvez, sobretudo, a responsabilidade coletiva de construir ambientes em que o respeito seja um valor inegociável.

Uma escola é, por essência, um espaço de formação integral. Nela, crianças e adolescentes aprendem conteúdos acadêmicos relevantes para seu desenvolvimento intelectual, mas também constroem sua forma de conviver, de lidar com frustrações, de reconhecer diferenças e de se posicionar diante do outro. Ignorar essa dimensão é reduzir o papel da educação a conteúdos programáticos.

Nesse contexto, a Orientação Educacional ocupa um lugar essencial. Seu papel não se restringe à intervenção diante de casos já instalados, mas também é indispensável na escuta, na mediação, no acompanhamento e na promoção de estratégias que favoreçam relações mais saudáveis no ambiente escolar. É nesse ponto que reside sua força.

Não podemos nos esquecer de que a prevenção não é complementar, mas central no processo de construção de uma escola mais humana. Esse processo acontece quando a escola não banaliza comportamentos ofensivos e assume, de forma intencional, a tarefa de conscientizar para o respeito. Ações de convivência, rodas de conversa, desenvolvimento socioemocional e diálogo constante com os estudantes não são acessórios, são caminhos para reduzir violências e fortalecer vínculos.

Quando a escola atua de forma clara e coerente na construção de uma cultura de respeito, ela não apenas intervém em casos de violência, mas também reduz as condições que permitem que essas práticas sigam se repetindo. Nesse cenário, a escuta ativa do orientador educacional é fundamental, pois muitas das demandas dos estudantes estão relacionadas a aspectos emocionais que nem sempre são expressos de forma direta. Um olhar atento, cuidadoso e acolhedor permite que o estudante se sinta seguro para se expressar e fortalece vínculos de confiança no ambiente escolar. Trata-se, portanto, de um trabalho que exige constância, atenção e corresponsabilidade.

Muitas vezes, o sofrimento de quem é alvo não aparece imediatamente em palavras. Ele se manifesta, pelo contrário, em silêncios, ausências, inseguranças, mudanças de comportamento e queda no rendimento. Por isso, atitudes agressivas não podem ser relativizadas como “brincadeiras” ou “coisas da idade”. É preciso reconhecer esses sinais com seriedade e agir de maneira cuidadosa e responsável.

Em tempos marcados pela intensa presença dos estudantes no ambiente digital, esse desafio cresce. O cyberbullying prolonga humilhações, amplia exposições e exige da escola e das famílias ainda mais atenção. Educar para a convivência, hoje, também significa orientar para o uso responsável da tecnologia, para o cuidado com a palavra e para a compreensão de que a violência virtual também produz sofrimento real.

Além disso, o cyberbullying apresenta um agravante importante: sua capacidade de ultrapassar o tempo e o espaço da escola. Enquanto a violência presencial muitas vezes se restringe a um grupo ou a um momento específico, no ambiente virtual a exposição pode se espalhar rapidamente, atingir um número maior de pessoas e permanecer circulando por mais tempo, intensificando o sofrimento de quem é alvo. Essas formas de violência comprometem a autoestima, o senso de pertencimento e a segurança emocional dos estudantes. Por isso, o enfrentamento ao cyberbullying exige orientação contínua e ações educativas que ajudem crianças e adolescentes a compreender que o uso da tecnologia também deve ser guiado por ética, responsabilidade e respeito.

A parceria com as famílias também é indispensável. Quando a escola e os responsáveis compartilham valores, alinham orientações e mantêm canais de diálogo abertos, os estudantes percebem que há uma rede de adultos comprometida com sua formação e proteção. 

Enfrentar o bullying e o cyberbullying é não permitir que a dor do outro seja invisibilizada e assumir que a convivência ética e respeitosa é também uma aprendizagem. Essa reflexão reforça um ponto central: a escola não pode apenas reagir à violência, ela precisa ter o propósito de formar, desde o princípio, relações mais éticas, conscientes e respeitosas.

É necessário reafirmar um compromisso: o de uma escola que educa para a convivência. Uma escola que escuta, intervém, orienta e cuida. Uma escola que entende que toda forma de humilhação precisa ser enfrentada com seriedade e que cada estudante tem o direito de aprender e se desenvolver em um ambiente de segurança e respeito.

*Michelle Norberto Martins é coordenadora da Orientação Educacional no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios da Rede Positivo.

**Sheila da Silva Martins é especialista em Orientação Educacional no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios da Rede Positivo.

Assadores renomados integram equipe do ASSAFEST, maior festival de costela fogo de chão do país

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Convidados são selecionados com base na experiência, na capacidade técnica e no histórico de participação em eventos de grande porte

Preparar um churrasco para a família e os amigos já exige planejamento. Agora, imagine assar 26 toneladas de carne para mais de 45 mil pessoas. Um desafio em outra escala. Essa é a ideia central da segunda edição do ASSAFEST — Festival Nacional do Assado, evento realizado pela EVENPAR Produções e Eventos Culturais, que pretende consolidar Curitiba como referência nacional na valorização da cultura do churrasco.

Para assegurar a qualidade, a agilidade e a quebra do recorde mundial com o preparo simultâneo de mais de mil costelas assadas no sistema de fogo de chão, o festival contará com a presença de assadores experientes, com experiência comprovada em eventos de grande porte e capacidade técnica para a realização do festival, integrando a coordenação técnica responsável pela execução do preparo simultâneo das costelas.

Entre os nomes confirmados estão:

  • Edson Batista Barbosa, de Londrina (PR), especialista em grandes eventos gastronômicos, como o festival itinerante Churrasco on Fire, da dupla Fernando & Sorocaba;
  • Paulo Picanha, gaúcho natural de Ibirubá (RS), também conhecido como Doutor Picanha, é referência no preparo da costela fogo de chão. Recentemente, participou da Festa do Trabalhador, em Cascavel, onde foram assadas aproximadamente 18 toneladas de carne;
  • Douglas Pulpero, de Curitiba (PR), assador e especialista em carnes, que atua na valorização da tradição do churrasco brasileiro e da cultura campeira. Participa de festivais gastronômicos e eventos de grande porte, incluindo o Churrasco On Fire e o festival A Maior das Gauchadas, no qual coordenou o preparo de um boi inteiro assado e de cortes especiais, como brisket, cordeiro patagônico e porco à paraguaia;
  • João Paulo Souza, de Paranavaí (PR),  assador profissional com foco em eventos corporativos, confraternizações, festas particulares e aniversários;
  • Valdinei Santos, de Pitanga (PR), assador e mestre parrilleiro, com atuação em eventos corporativos para multinacionais e em festivais.
  • Reinaldo Rey, de São Paulo (SP), chef especialista em churrasco de fogo de chão, CEO do ASSAFEST, idealizador e coordenador técnico do festival, voltado à valorização da cultura tropeira e das tradições do assado brasileiro;
  • e os chefs William R. Lima, Fábio Cruz, Danilo Agostinho do Nascimento, Guilherme Gomes, Raphael Rufato e Eduardo Silveira.

Embora a tentativa de recorde seja um dos principais atrativos do evento, Rey destaca que ela faz parte de um projeto mais amplo. “A tentativa de recorde é consequência de um propósito maior. Queremos resgatar a tradição tropeira e valorizar a costela fogo de chão como um dos principais símbolos dessa cultura”, afirma. O festival será realizado em 15 de novembro, em Curitiba (PR).

Sobre o ASSAFEST

Em sua segunda edição, o festival reúne gastronomia típica, atrações culturais e experiências imersivas em um grande encontro aberto ao público. Com expectativa de 45 mil pessoas, o evento prevê o preparo de cerca de 26 toneladas de carne, incluindo uma tentativa de recorde mundial com mais de mil costelas assadas simultaneamente no fogo de chão. A programação também inclui apresentações culturais, shows e o maior espetáculo de drones da América Latina, com 1.500 unidades sincronizadas. Realizado com apoio da Lei Rouanet (PRONAC 261343), o ASSAFEST busca valorizar a identidade cultural paranaense e posicionar Curitiba como referência em grandes festivais gastronômicos e culturais do país. Mais informações sobre o 2º ASSAFEST – Festival Nacional do Assado, programação, atrações confirmadas e novidades podem ser acompanhadas no site oficial do evento: www.assafest.com.

All Wert aposta em Curitiba para ampliar presença no mercado de alto padrão e apresenta resort residencial de 220 hectares em Porto Belo

Parceria com a Zireh conecta empreendimento catarinense ao público de alta renda da capital paranaense, em um momento de expansão do mercado de segunda residência no Sul do Brasil

A incorporadora All Wert escolheu Curitiba como um dos principais mercados para impulsionar as vendas de seu mais novo empreendimento em Porto Belo (SC), um resort residencial de alto padrão que une esporte, lazer, bem-estar e infraestrutura de serviços em um único complexo. A estratégia passa por uma parceria com a imobiliária boutique Zireh, reconhecida pela atuação no segmento premium e pelo relacionamento com investidores e compradores de alto poder aquisitivo.

Com 220 hectares de área, o projeto foi concebido como um condomínio fechado dividido em quatro territórios integrados, cada um deles tendo uma modalidade esportiva como protagonista. Entre os destaques estão um campo de golfe — que abriga o primeiro campo iluminado da América Latina —, centro de tênis em parceria com a Rafa Nadal Academy, complexo de beach sports e uma ampla estrutura voltada ao conceito de lifestyle.

O empreendimento também contará com shopping de serviços, spas, hotel, academia especializada, trilhas de caminhada e um dos maiores complexos esportivos privados da região, com mais de 25 quadras para diferentes modalidades.

Segundo Henry Fucker, diretor da Zireh, a parceria nasce da convergência entre o perfil dos clientes da imobiliária e a proposta diferenciada da All Wert. “Nosso cliente busca muito mais do que um imóvel. Ele procura patrimônio, qualidade de vida e experiências que façam sentido para sua família. Encontramos na All Wert um projeto que reúne esses atributos e oferece um conceito pouco explorado no mercado brasileiro: um resort residencial onde esporte, segurança, natureza e serviços convivem em um mesmo ecossistema.”

Além dos lotes residenciais, o empreendimento contará com o Terra, condomínio vertical localizado no coração do complexo, ao lado do shopping de serviços. O projeto prevê duas torres com 150 apartamentos, assinadas pelos escritórios dos arquitetos Thiago Bernard e Miguel Pinto Guimarães.

A infraestrutura foi planejada para estimular uma rotina voltada ao bem-estar. Entre os diferenciais estão pistas de caminhada distribuídas pelos condomínios, academia de golfe, 17 quadras de tênis, campos esportivos e uma futura área dedicada aos esportes de areia. Na próxima fase será lançado o Beach, que terá apartamentos, lotes e uma piscina com cerca de mil metros de borda contínua, criando um efeito visual semelhante ao de uma borda infinita integrada à paisagem natural da região.

Para Ana Wipel, gerente de Marketing da Zireh, empreendimentos com esse perfil representam uma mudança importante na forma de comunicar imóveis de alto padrão. “O marketing imobiliário vive um novo momento. Hoje não se vende apenas localização ou metragem; vende-se estilo de vida. Projetos como este dialogam diretamente com consumidores que valorizam experiências, esporte, bem-estar e segurança. Nosso desafio é traduzir esse conceito em conteúdo, relacionamento e posicionamento, aproximando investidores e famílias de um produto que entrega muito além da moradia”, salienta.

O movimento acompanha uma tendência observada no mercado imobiliário brasileiro: o crescimento da procura por segundas residências em destinos turísticos, impulsionada pela busca por qualidade de vida e pela possibilidade de conciliar lazer, trabalho remoto e valorização patrimonial.

De acordo com Guilherme Lacan, executivo de vendas da All Wert em Curitiba, embora muitos compradores enxerguem inicialmente o empreendimento como uma segunda residência, a infraestrutura foi planejada para permitir moradia permanente no futuro. “Nossa proposta é criar um destino completo. O morador encontra esporte, serviços, gastronomia, hotel, lazer e segurança sem precisar sair do condomínio. Hoje muitos clientes compram pensando na segunda residência, mas o projeto foi concebido para atender perfeitamente quem decidir viver ali em tempo integral”, conclui.

Outro diferencial é a vocação para receber eventos esportivos nacionais e internacionais. O complexo já sediou competições de golfe e foi planejado para receber torneios de maior porte, contando inclusive com uma arena para aproximadamente 1.500 espectadores junto ao centro de tênis.

A chegada da All Wert ao mercado curitibano, por meio da parceria com a Zireh, reforça a estratégia de aproximar investidores do Paraná de um dos mercados imobiliários que mais crescem no litoral catarinense, combinando potencial de valorização com um conceito de resort residencial ainda raro no país.

” Oi, que tal um docinho?” é o novo festival da Curitiba Honesta

Brigadeiro, bomba de creme, torta, pavlova ou bolo. O novo festival de Curitiba é um convite a provar essas e outras delícias. “Oi, que tal um docinho?” vem para propor uma parada pela manhã ou à tarde para um lanche saboroso. Organizado pela Curitiba Honesta, o evento reúne 15 confeitarias, padarias e cafeterias da cidade. Todas vão oferecer doces, fatias de torta ou combos ao preço único de R$ 18, de 22 de julho a 4 de agosto.

Segundo Sergio Medeiros, fundador da Curitiba Honesta,a ideia do novo evento veio do sucesso do Festival de Martha Rocha, realizado neste ano, quando foram vendidas 2,5 toneladas de bolo. “Resolvemos então fazer o “Oi que tal um docinho?’, que habitualmente é como se chama alguém no meio da tarde, para colocar a conversa em dia, tomar um café e comer um doce”, explica ele.
O festival integra a programação do Inverno de Curitiba, iniciativa da CTur (Curitiba Turismo), que também apoia o evento, juntamente com o #partiuCuritiba.

Confira os participantes:
• Banoffi
• Chiffon Cake
• Confeitaria Acapulco
• Confeitaria Doce Pecado
• Confeitaria Holandesa
• Confeitaria Moinho Holandês
• Docelandia
• Dolci Amora
• Donana – Confeitaria sem gluten
• Empada Original
• Kaffe Kantate
• Jardim dos Sabores Cafeteria
• Maison Lalisse
• Roberta Schwanke Petisserie
• Tutti Pães e Doces

Serviço
Festival “Oi, que tal um docinho?”
Período: 22 de julho a 4 de agosto
Valor único: R$ 18
Informações e cardápio completo: www.curitibahonesta.com.br
Instagram: @curitibahonesta
Facebook: facebook.com/curitibahonesta

Sven Väth inaugura a label Frisson Sessions em estreia no Cine Lido, em Curitiba

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Novo selo das produtoras Planeta Brasil e Seven Experience aposta em experiências exclusivas com alguns dos principais nomes da música eletrônica mundial

Sven Väth, um dos nomes mais influentes da cena eletrônica mundial, tem apresentação confirmada no Cine Lido, em Curitiba, no dia 28 de agosto. O início da turnê internacional, que ainda passa por São Paulo, marca também a estreia da label Frisson Sessions, das produtoras Planeta Brasil e Seven Experience. A casa de shows será a residência das festas do novo selo que, a partir da sua estrutura técnica de sonorização e iluminação, mostra que veio para se tornar um dos principais espaços para esse estilo musical no sul do país. O anúncio oficial da nova label acontece nesta terça-feira (30) e a abertura das vendas da apresentação de Sven Väth está marcada para a próxima sexta-feira (03).

Para Patrik Cornelsen, sócio da Planeta Brasil e do Cine Lido, a escolha de Sven Väth para inaugurar a Frisson traduz a essência do projeto. “O selo nasce da ideia de que a música pode provocar algo que vai além do racional: o som deixa de ser apenas ouvido e passa a ser sentido, e é justamente essa experiência que queremos proporcionar. O Sven Väth representa essa conexão rara entre técnica, arte e emoção”, explica.

Experiência musical e curadoria

O nome Frisson faz referência a um fenômeno estudado pela neurociência que descreve os arrepios involuntários provocados por determinadas experiências musicais. A proposta é explorar essa conexão entre som, emoção e percepção, reunindo artistas e público em encontros pautados pela intensidade da experiência.

Com residência no Cine Lido, a label também dialoga com a história e a arquitetura do espaço. A curadoria será construída a partir da relevância artística e cultural dos convidados, reunindo tanto nomes que ajudaram a moldar a música eletrônica mundial quanto artistas que vêm definindo seus próximos movimentos.

Nos dias de apresentações da Frisson Sessions, o Cine Lido será transformado. “Não serão apenas shows, mas experiências completas, em que música, iluminação, arquitetura e atmosfera conversem entre si. Cada detalhe é pensado para que o público viva algo memorável desde o momento em que entra no espaço até o último acorde da noite”, comenta Gian Zanbon sócio da Seven Experience e do Cine Lido.

De acordo com o sócio, a proposta é favorecida pela estrutura do Cine Lido, que contará com um sound system da JBL e um projeto de iluminação de pista desenvolvido especialmente para o espaço, além de tratamento e isolamento acústico que ampliam a imersão sonora durante as apresentações.

Estreia com significado

Com mais de quatro décadas de carreira, Sven Väth é considerado um dos principais embaixadores da música eletrônica no mundo. Fundador da Cocoon, uma das marcas mais influentes do segmento, o artista alemão ajudou a consolidar a cultura techno internacional e segue como referência para diferentes gerações de DJs e produtores.

A apresentação em Curitiba, sob a label Frisson Sessions, marca a estreia do projeto com residência no Cine Lido e antecipa a proposta curatorial que o selo pretende desenvolver nos próximos meses.

Festival do Purunã reúne grandes nomes da gastronomia para celebrar o inverno, a cultura e os sabores do Paraná

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Mais do que um festival gastronômico, o Festival do Purunã nasce com a proposta de transformar São Luiz do Purunã em um grande palco de experiências que unem gastronomia, turismo, cultura e desenvolvimento regional. Entre os dias 24 e 26 de julho, o Rancho P&R recebe a primeira edição do evento, reunindo chefs renomados, produtores locais, restaurantes, oficinas, música ao vivo e vivências que valorizam a identidade do território paranaense.

A escolha do cenário não é por acaso. Reconhecido como um dos principais destinos de turismo rural do Paraná, São Luiz do Purunã ocupa um lugar de destaque na história do setor. Foi no distrito que aconteceu, em 1992, a primeira cavalgada organizada do turismo rural paranaense, marco que impulsionou o desenvolvimento da atividade no Estado. Atualmente, a localidade integra oficialmente o Circuito de Turismo Rural de São Luiz do Purunã, reconhecido pela Paraná Turismo como um dos principais roteiros do segmento, reunindo natureza, gastronomia, fazendas históricas e experiências ligadas ao modo de vida no campo.

O Festival do Purunã foi idealizado por Ana Carolina Regattieri e Fábio Tomio, à frente do Rancho P&R, pelo empresário Israel Prochmann, especialista na criação de experiências ligadas ao turismo e ao desenvolvimento regional, e pela chef Bibiana Cini, responsável pela curadoria gastronômica. Juntos, eles desenvolveram um projeto que busca fortalecer o potencial turístico e econômico da região, transformando o inverno do Purunã em um convite para descobrir os sabores, os ingredientes e as histórias que ajudam a construir a identidade do Paraná.

“O Festival do Purunã nasceu para mostrar que a gastronomia é capaz de conectar pessoas, fortalecer produtores e contar a história de um território. Mais do que servir refeições, queremos proporcionar experiências que permaneçam na memória de quem passar por aqui”, afirma Ana Carolina Regattieri.

A programação foi pensada para que o visitante vivencie o Purunã ao longo de todo o fim de semana. A abertura, na noite de 24 de julho, será marcada pelo Jantar Confiança, uma experiência gastronômica em seis tempos preparada a oito mãos pelos chefs Bibiana Cini, Danilo Takigawa, Giovanni Vivan e Letícia Vilas Boas.

Nos dias 25 e 26 de julho, o festival reúne aulas-show que destacam ingredientes, receitas e tradições da culinária paranaense. Entre os destaques está a apresentação de Giovana Smaka e Guilherme Ceschin, que levam ao público uma releitura do tradicional Pão no Bafo, um dos pratos mais emblemáticos da gastronomia do Estado. A programação também contará com Vânia Krekniski, que apresentará receitas com Porco Moura, Varenyky e queijo de Witmarsum, Bernardo Fuck, com preparos à base de pescados e bottarga, além de Bibiana Cini, Giovanni Vivan, Danilo Takigawa e Daniel Machado, que compartilharão técnicas, ingredientes e histórias da cozinha regional.

Além da gastronomia, o festival abre espaço para experiências ligadas ao bem-estar e à economia criativa. A programação inclui a vivência Wellness & Sound Bath, conduzida por Patricia Mabui, oficina de encadernação artesanal inspirada na técnica japonesa, ministrada por Carol Zapisnik, além de atividades de arte floral e decupagem conduzidas por Pati Regattieri.

O público também poderá conhecer uma feira de produtores e empreendedores locais. Entre os expositores confirmados estão Bierwit Restaurante e Choperia, da Colônia Witmarsum, e Origem Comida Honesta, reforçando a proposta de valorizar ingredientes regionais, produção responsável e pequenos negócios que ajudam a fortalecer a economia local.

O evento também incorpora uma causa social ao abrir espaço para o Instituto para Cuidado do Fígado, o ICF, que promoverá ações de conscientização sobre doenças hepáticas e a importância da doação de órgãos, ampliando o propósito do festival para além da gastronomia.

A primeira edição conta com o patrocínio de Ford Barigui, DrogaVET e Casa Prates Imóveis. O evento também recebe o apoio da Prefeitura de Balsa Nova, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo, da Kakaowit Chocolates e da Chácara Maria Emília Orgânicos, além de outros parceiros que compartilham do propósito de fortalecer o turismo, a cultura e os produtores da região.

Mais do que reunir grandes nomes da gastronomia, o Festival do Purunã pretende consolidar São Luiz do Purunã como um dos principais destinos de inverno do Paraná, estimulando o turismo de experiência, movimentando a economia local e aproximando visitantes da cultura, dos produtores e dos sabores que fazem parte da história da região. A proposta acompanha uma tendência crescente do turismo rural paranaense, segmento que alia natureza, gastronomia, hospitalidade e vivências autênticas no campo.

Os ingressos para o Festival do Purunã já estão disponíveis para compra antecipada no site oficial do evento. O acesso ao festival custa R$ 40, com meia-entrada para estudantes, pessoas com 60 anos ou mais, professores e doadores de sangue. As aulas-show e oficinas têm vagas limitadas e ingressos individuais de R$ 90 por atividade. Já o Jantar Confiança, que abre a programação na sexta-feira, às 20h, tem investimento de R$ 290 por pessoa, além de menu infantil para crianças de 5 a 11 anos. Como as experiências possuem capacidade reduzida, a organização recomenda que os ingressos sejam adquiridos antecipadamente pelo site oficial: https://festivalpuruna.com.

Serviço

Festival do Purunã

Data: 24, 25 e 26 de julho

Local: Rancho P&R, São Luiz do Purunã, Balsa Nova (PR)

Mais informações: https://festivalpuruna.com

Programação: jantar especial, aulas-show, oficinas, música ao vivo, feira de produtores e gastronomia regional.

ARTIGO – Cenário econômico atual amplia importância da reserva financeira e da poupança

*Por Adriana Zandoná

A educação financeira tem se tornado cada vez mais importante para as famílias brasileiras. Em um cenário marcado pelo aumento do custo de vida e pelos desafios para equilibrar o orçamento, desenvolver hábitos que favoreçam o planejamento e a organização financeira pode fazer toda a diferença para conquistar mais tranquilidade e segurança no dia a dia. A necessidade desse cuidado se torna ainda mais evidente diante dos números do endividamento no país. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 80,9% das famílias brasileiras estavam endividadas em abril de 2026, o maior percentual da série histórica e o quarto recorde consecutivo registrado pelo levantamento. O avanço das dívidas em todas as faixas de renda reforça a importância de iniciativas que estimulem o planejamento financeiro, o consumo consciente e a formação de reservas.

Nesse contexto, a poupança continua ocupando um papel relevante na vida dos brasileiros. Mais do que uma forma de guardar dinheiro, ela representa uma oportunidade de desenvolver disciplina financeira e criar o hábito de reservar parte da renda para objetivos futuros. Essa preferência não é apenas uma percepção. Pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostra que a poupança segue sendo o investimento mais utilizado pela população brasileira, presente na carteira de 23% dos investidores. O levantamento também aponta que a segurança é o principal motivo para a escolha da modalidade, característica valorizada por 31% dos entrevistados.

Para quem está começando a organizar as finanças, a poupança pode ser uma porta de entrada para o universo dos investimentos, oferecendo simplicidade, acessibilidade e segurança. Afinal, a educação financeira não começa necessariamente com grandes aplicações, mas sim com atitudes simples e consistentes que ajudam a construir uma relação mais consciente e saudável com o dinheiro.

O acompanhamento dos gastos, a definição de prioridades e a separação de um valor mensal para economizar são exemplos de práticas que contribuem para uma melhor organização financeira. Mesmo quando os valores são pequenos, a constância pode gerar resultados significativos ao longo do tempo. Esse processo ajuda a fortalecer a cultura do planejamento e estimula decisões mais alinhadas aos objetivos de cada pessoa ou família.

Além disso, poupar também significa estar mais preparado para lidar com imprevistos. Despesas emergenciais, problemas de saúde ou períodos de redução da renda podem impactar o orçamento de forma repentina. Quando existe uma reserva financeira, a necessidade de recorrer ao crédito tende a ser menor, permitindo que as decisões sejam tomadas com mais equilíbrio e menos pressão.

A construção desses comportamentos pode começar ainda na infância. Incentivar crianças e jovens a guardarem parte da mesada, estabelecer metas para adquirir algo desejado e conversar sobre planejamento financeiro são atitudes que ajudam a desenvolver responsabilidade e consciência sobre o uso do dinheiro desde cedo.

Os números do Sicredi demonstram que a prática de poupar continua presente na vida de milhões de brasileiros: em 2025, mais de 1,4 milhão de associados realizaram a primeira aplicação em poupança no Sicredi. Entre janeiro e maio de 2026, esse número já ultrapassou os 600 mil. 

Para quem deseja começar a poupar, o recomendado é definir objetivos claros, reservar um valor fixo mensal e, sempre que possível, automatizar os depósitos. O mais importante é não esperar que sobre dinheiro no fim do mês para começar. Criar o hábito e manter a regularidade costuma ser mais relevante do que o valor inicial guardado.

A educação financeira é construída aos poucos, por meio de escolhas cotidianas que fortalecem a capacidade de planejar e realizar projetos. Nesse caminho, a poupança segue desempenhando um papel importante ao incentivar a disciplina, a formação de reservas e uma relação mais equilibrada com o dinheiro. Por meio de iniciativas voltadas à educação financeira e ao fortalecimento da cultura de poupar, o Sicredi busca contribuir para que cada vez mais pessoas desenvolvam hábitos financeiros saudáveis e construam um futuro com mais segurança e tranquilidade.

*Adriana Zandoná é Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ. 

Muito além do futebol: as disputas que França, Espanha, Inglaterra e Argentina travam há séculos

Das guerras medievais às disputas por territórios, idiomas e influência cultural, os quatro semifinalistas têm histórias que se cruzam e ajudam a explicar parte da formação do mundo contemporâneo

As últimas partidas da Copa do Mundo de 2026 colocam frente a frente países que têm antigas relações fora dos campos de futebol. França, Espanha, Inglaterra e Argentina carregam histórias que se cruzam há séculos em guerras, disputas territoriais, processos de colonização, migrações e intercâmbios culturais. Embora hoje os confrontos aconteçam dentro das quatro linhas, muitas dessas relações começaram muito antes de o futebol sequer existir.

Seja definindo fronteiras, exportando seus idiomas para outros territórios, influenciando a paisagem urbana em outros lugares ou, simplesmente, deixando marcas duradouras em diferentes regiões do planeta, os quatro países ajudaram a definir o mundo como o conhecemos. Em alguns momentos foram adversários. Em outros, parceiros comerciais, inspiração cultural ou mesmo o destino de milhões de imigrantes.

De acordo com o mestre em Educação e professor de História do Curso Positivo, Renato Mocellin, as seleções que disputam o título de melhor do mundo representam muito mais que tradições esportivas. “Quando observamos França, Inglaterra, Espanha e Argentina, estamos olhando para países cujas trajetórias se cruzaram em diversos momentos decisivos da história. O futebol acaba funcionando como um símbolo contemporâneo de relações que começaram séculos antes, envolvendo disputas por território, influência política, comércio e identidade nacional”, afirma.

Guerras, impérios e a disputa pelo poder

Durante a Idade Média, franceses e ingleses protagonizaram a Guerra dos Cem Anos (1337–1453), conflito que ajudou a consolidar as identidades nacionais de ambos os países e redefiniu o equilíbrio de poder na Europa. Outras disputas vieram ao longo dos séculos seguintes. Enquanto isso, a Espanha construía um dos maiores impérios da história. “A partir das Grandes Navegações, esse país expandiu seus domínios pelas Américas, levando consigo o idioma, a religião católica e modelos administrativos e urbanos que ainda influenciam diversos países latino-americanos”, detalha Mocellin. O domínio espanhol sobre os mares passou a ser desafiado pela Inglaterra, que ampliou seu poder naval e comercial, consolidando as bases do império que, séculos mais tarde, seria o maior do mundo.

França e Espanha também travaram sucessivos conflitos pela hegemonia europeia, alternando períodos de guerra e alianças políticas. A Argentina entra nessa trajetória por outro caminho. Colônia espanhola até o início do século XIX, conquistou sua independência em 1816 e, nas décadas seguintes, recebeu milhões de imigrantes europeus, principalmente espanhóis, italianos, franceses e britânicos. Esse fluxo migratório ajudou a moldar a identidade do país e explica muitas das influências culturais presentes até hoje.

Já no século XX, a relação entre argentinos e britânicos ganhou um novo capítulo: a Guerra das Malvinas, que começou em 1982 e marcou profundamente a história dos dois países. Quatro anos depois, eles se encontrariam em partida válida pela Copa do Mundo de 1986, com a controversa vitória argentina liderada por Diego Maradona. Para Mocellin, os confrontos esportivos são apenas a face mais recente de uma relação construída ao longo de séculos: “Esses países estiveram envolvidos em guerras, processos de colonização, movimentos de independência e transformações que redesenharam fronteiras e influenciaram a política mundial. O futebol acaba resgatando, de forma simbólica, parte dessa memória histórica”.

Idiomas que atravessaram continentes

As disputas também aconteceram de maneira menos visível, mas igualmente duradoura por meio da linguagem. Três dos idiomas mais influentes do planeta atualmente têm origem justamente entre os quatro finalistas. Durante séculos, o francês ocupou o posto de idioma principal nas relações internacionais. Não à toa, esse segue sendo o idioma da diplomacia internacional, além de ser o idioma oficial em dezenas de países. Por sua vez, o espanhol espalhou-se por praticamente toda a América Latina em razão da colonização espanhola e tornou-se uma das línguas mais faladas do mundo. Mais recentemente, o inglês consolidou-se como idioma predominante dos negócios, da ciência e da tecnologia.

E embora compartilhe o espanhol com outros países latino-americanos, a Argentina desempenha um papel importante na difusão de uma identidade linguística própria, marcada por expressões, sotaque e forte produção cultural. O professor de Geografia do Colégio Positivo, Eduardo Berkenbrock Lopes, lembra que os idiomas também são instrumentos de influência. “Quando uma língua se expande, ela leva junto formas de pensar, modelos educacionais, referências culturais e relações econômicas. A presença do inglês, do espanhol e do francês em diferentes continentes é resultado de processos históricos que continuam produzindo efeitos até hoje”, explica.

Cidades que contam histórias

Esse forte intercâmbio cultural, econômico e de ideias também deixou seu registro na arquitetura e na organização das cidades. Buenos Aires, a capital argentina, é um dos exemplos mais conhecidos dessa influência. No fim do século XIX e no início do século XX, ela passou por uma intensa transformação urbana inspirada em Paris. Grandes avenidas, parques, edifícios públicos e construções em estilo francês fizeram parte de um projeto que visava aproximá-la dos modelos europeus. A presença espanhola pode ser observada em diversos centros históricos espalhados pela América Latina, com sua organização marcada por praças centrais, igrejas e edifícios administrativos dispostos segundo padrões urbanos do período colonial. A Revolução Industrial inglesa inspirou projetos ferroviários, portuários e industriais em diversos países, enquanto o urbanismo francês tornou-se referência para cidades que buscavam modernização e planejamento urbano. “As cidades funcionam como documentos históricos. Quando observamos Buenos Aires, por exemplo, percebemos claramente referências francesas. Da mesma forma, inúmeras cidades latino-americanas preservam vestígios da ocupação espanhola. A paisagem urbana revela essas conexões históricas”, destaca Lopes.

Cultura que ultrapassa fronteiras

Mesmo após deixarem de disputar territórios, esses países continuaram a competir pela influência cultural. A França consolidou-se como referência mundial em gastronomia, moda, cinema e artes; a Inglaterra transformou sua produção científica, literária e musical em patrimônio global; a Espanha difundiu tradições que permanecem presentes em diferentes regiões do mundo; e a Argentina projetou internacionalmente manifestações como o tango, a literatura de autores como Jorge Luis Borges e, mais recentemente, o futebol como elemento de identidade nacional.

Essa circulação de ideias também foi impulsionada pelos movimentos migratórios. Entre os séculos XIX e XX, milhões de europeus deixaram a Espanha, a França e outros países em direção à Argentina, contribuindo para transformar Buenos Aires em uma das cidades mais cosmopolitas das Américas. “Nem toda influência vem do emprego da força. Muitas vezes ela se dá por meio da cultura, da arte, da educação e da circulação de pessoas. Esses países construíram relações que ultrapassam os conflitos militares”, explica o especialista em Geografia.