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Crescimento do mercado condominial será discutido em Francisco Beltrão

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Crescimento do mercado condominial será discutido em Francisco Beltrão

Promovido pela AACEP, evento gratuito vai reunir síndicos e administradoras para debater tecnologia, gestão e nova legislação dos ambientes coletivos

No próximo dia 1º de agosto, Francisco Beltrão receberá o primeiro encontro do ecossistema condominial da região Sudoeste do Paraná. Organizado pela Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Paraná (AACEP) — entidade que congrega 32 empresas associadas, representando 2.700 condomínios e cerca de 700 mil moradores no Estado —, o debate terá como foco o fortalecimento, a profissionalização e o futuro do segmento.

Com o tema “Desafios e Tendências da Gestão Condominial: decisões que transformam e fortalecem os condomínios”, o evento vai ocorrer no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Francisco Beltrão (Rua Peru, 1213, Miniguaçu), das 8h às 13h. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas antecipadamente pela plataforma Sympla.

Expansão rumo ao interior

A escolha de Francisco Beltrão para sediar o encontro faz parte de um plano estratégico da AACEP para descentralizar as boas práticas administrativas. A associação foca na expansão de sua presença geográfica para além da capital e da Região Metropolitana de Curitiba, com o intuito de fomentar a capacitação contínua, contribuindo para uma gestão mais eficiente, segura e alinhada às constantes transformações do mercado imobiliário e habitacional.

“Levar a AACEP para diferentes municípios é uma forma de aproximar a entidade dos profissionais que vivem a realidade do setor no dia a dia, promovendo conhecimento, troca de experiências e fortalecimento do mercado. A proposta é ampliar a capilaridade regional da associação por meio da qualificação e da valorização profissional”, destaca a vice-presidente da AACEP, Bianca Ruggi.

“Realizar um evento desse porte em Francisco Beltrão valida e ajuda no crescimento do mercado condominial da região, que tem crescido e se modernizado todos os anos. Será uma ótima oportunidade para troca de experiências e alinhar as melhores práticas de governança nos ambientes coletivos”, conta Mariane Zilli Molin, diretora da Conlli Administradora, parceira da entidade no município e apoiadora do encontro.

Programação e debates

O evento foi estruturado para reunir síndicos, gestores, prestadores de serviços e demais profissionais da área em um ambiente propício para networking e atualização.

A programação técnica vai abordar temas essenciais para a rotina de administração dos ambientes coletivos residenciais e comerciais, incluindo comportamento, novas tecnologias aplicadas e atualizações jurídicas.

Painel 1: Governança, Liderança e Tomada de Decisão na Gestão Condominial

Painel 2: Conflitos, Inadimplência e Responsabilidade na Administração

Palestra Magna: Condomínios em Transformação: Mobilidade Elétrica e os Novos Desafios do Setor

Interatividade: Espaço reservado para perguntas e debate com os especialistas convidados.

Serviço:

O quê: I Encontro do Ecossistema Condominial do Sudoeste do Paraná

Quando: 1º de agosto (quinta-feira), das 8h às 13h

Onde: Auditório da Associação Comercial e Empresarial de Francisco Beltrão (Rua Peru, 1213, Miniguaçu, Francisco Beltrão – PR)

Inscrições: Gratuitas, disponíveis diretamente pelo Sympla

Apoio local: Conlli Administradora

Sobre a AACEP

A Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Paraná (AACEP) congrega 32 administradoras associadas, que representam mais de 2.700 condomínios no estado do Paraná e onde vivem cerca de 740 mil pessoas.

A AACEP tem sede na capital paranaense e membros filiados em Curitiba, Campo Largo, Londrina, Ponta Grossa, Colombo, Guarapuava, Francisco Beltrão, Pato Branco, Cascavel e Foz do Iguaçu. A entidade atua para levar informações, profissionalismo à gestão condominial e busca novas administradoras nas cidades de médio porte do Paraná.

Polpa Brasil leva inovação e ingredientes naturais à Fi South America

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Empresa participa do principal evento latino-americano da indústria de ingredientes para fortalecer negócios, acompanhar tendências e apresentar soluções para o mercado de alimentos e bebidas

A Polpa Brasil participa pela primeira vez da Fi South America (FiSA), feira voltada ao mercado de ingredientes para as indústrias de alimentos, bebidas e nutracêuticos na América Latina. O evento será realizado entre os dias 4 e 6 de agosto, no São Paulo Expo, reunindo fornecedores, indústrias, pesquisadores e profissionais do setor para apresentar inovações, discutir tendências e promover conexões de negócios. Nesta edição, a feira irá contar com mais de 290 expositores, representantes de 39 países e expectativa de receber mais de 12 mil participantes. 

Durante o evento, a Polpa Brasil apresenta seu portfólio de soluções à base de frutas e vegetais, que inclui ingredientes desidratados como maçã, banana, morango, manga, açaí, cenoura, abóbora, beterraba e batata-doce, além de misturas. Disponíveis em formatos como cubos, flocos, pó, pasta e cortes personalizados, os produtos atendem às demandas da indústria por soluções naturais, funcionais e versáteis. A empresa também desenvolve projetos de marca própria (private label), criando produtos personalizados de acordo com as necessidades de cada cliente.

Na FiSA, esse trabalho poderá ser visto na prática por meio de uma seleção de produtos com esses ingredientes. Entre os destaques estão a banana em cubos drageada com chocolate ao leite, a framboesa em cubos drageada com chocolate branco, os tabletes de chocolate branco com frutas vermelhas e de chocolate ao leite com laranja, além do biscoito Merendô, das barras de frutas Nátikos e Natikinhos, das bolinhas de frutas, do Cookies Caribe e da barra de cereal Ritter.

Programação inclui palestra e painel de debates

Além de expor seu portfólio, a empresa participa da programação técnica do evento com uma palestra e um painel de debates sobre os desafios e as oportunidades do movimento clean label. A empresa apresentará cases práticos para demonstrar como ingredientes naturais à base de frutas e vegetais podem contribuir para formulações mais limpas, com aplicações em bebidas, snacks, laticínios, panificação, confeitaria, sobremesas e suplementos, sem abrir mão da qualidade, da funcionalidade e da experiência do consumidor.

A participação reforça a estratégia da Polpa Brasil de ampliar sua presença no mercado de ingredientes naturais, acompanhar as transformações da indústria alimentícia e fortalecer o relacionamento com fabricantes, distribuidores e parceiros comerciais.

“A FiSA é um dos principais pontos de encontro da indústria de alimentos da América Latina. Mais do que apresentar nossa marca, queremos ouvir o mercado para entender as novas demandas da indústria. Acreditamos que o futuro da alimentação passa por ingredientes naturais, rastreabilidade e soluções que agreguem valor aos fabricantes. Estar presente nesse ambiente nos permite antecipar tendências e desenvolver produtos cada vez mais alinhados às necessidades dos nossos clientes”, afirma Ramon Lacowicz, CEO da Polpa Brasil.

Clean label impulsiona nova geração de ingredientes naturais

A participação da Polpa Brasil na FiSA ocorre em um momento de profunda transformação da indústria de alimentos. Impulsionado por consumidores cada vez mais atentos à composição dos produtos, o movimento conhecido como clean label — baseado em listas de ingredientes mais curtas, naturais e de fácil compreensão — vem redefinindo o desenvolvimento de alimentos e ampliando a demanda por ingredientes de origem natural.

Segundo a consultoria Innova Market Insights, quase um em cada três lançamentos globais de alimentos e bebidas já apresenta algum atributo de clean label. O estudo também aponta que quase metade dos consumidores aumentou o consumo de alimentos frescos e minimamente processados no último ano, enquanto cerca de 30% reduziram a ingestão de produtos processados. Além disso, quase três em cada quatro consumidores afirmam que a lista de ingredientes é um fator determinante na decisão de compra, reforçando a busca da indústria por matérias-primas naturais, rastreáveis e com maior valor agregado.

Nesse cenário, ingredientes derivados de frutas vêm conquistando espaço em diferentes categorias, como bebidas, sorvetes, laticínios, confeitaria, panificação e suplementos alimentares. Além de atenderem à demanda por naturalidade, eles agregam valor aos produtos ao contribuir para a redução de corantes e aromatizantes artificiais, respondendo ao interesse crescente por alimentos mais saudáveis e transparentes.

Para a Polpa Brasil, esse movimento representa uma oportunidade de ampliar sua atuação junto à indústria. A empresa investe no desenvolvimento de ingredientes produzidos a partir de frutas selecionadas, com foco em qualidade, segurança alimentar e padronização, oferecendo soluções para fabricantes que buscam inovar sem abrir mão da origem natural das matérias-primas.

“A indústria de alimentos vive uma transformação importante. Hoje, inovar não significa apenas criar novos produtos, mas desenvolver soluções que respondam às expectativas de um consumidor cada vez mais consciente sobre o que consome. As frutas brasileiras oferecem um enorme potencial nesse processo, combinando qualidade, versatilidade e valor agregado para diferentes aplicações industriais”, reforça Ramon Lacowicz.

Ao reunir fornecedores, indústrias, pesquisadores e especialistas, a FiSA se consolida como um dos principais termômetros das tendências que devem orientar o desenvolvimento de novos alimentos nos próximos anos, fortalecendo temas como inovação, sustentabilidade, saudabilidade e ingredientes de origem natural.

Santa Felicidade recebe Circuito de Saúde nos Bairros com atendimentos gratuitos

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Santa Felicidade recebe Circuito de Saúde nos Bairros com atendimentos gratuitos

Ação itinerante promovida pelos Amigos do HC oferece testes rápidos e orientações de saúde à comunidade

No próximo dia 29 (quarta-feira), o bairro Santa Felicidade receberá o Circuito de Saúde nos Bairros. Promovido pela Associação dos Amigos do HC, o evento itinerante será realizado na Rua da Cidadania Regional Santa Felicidade, localizada na Rua Santa Bertila Boscardin, 213, oferecendo uma série de serviços gratuitos à população entre 13h e 17h.

Ercílio Santinoni, presidente dos Amigos do HC, destaca a importância do Circuito de Saúde nos Bairros para a comunidade. “O Circuito de Saúde nos Bairros é a materialização do nosso compromisso em levar a promoção da saúde para quem mais precisa. Levar esses serviços gratuitos diretamente para dentro das comunidades, sem burocracia, facilita o diagnóstico precoce e promove a conscientização. Queremos dar autonomia para que cada cidadão aprenda a cuidar melhor da sua saúde física e mental no dia a dia”, afirma.

Atendimentos gratuitos

Os cidadãos que passarem pela Rua da Cidadania terão acesso a diversos atendimentos, como:

  • Saúde bucal: Avaliações odontológicas e encaminhamentos para tratamento realizados pelo projeto Boca Aberta, do curso de Odontologia da UFPR.
  • Cuidados renais: Testes de função renal realizados pela Fundação Pró-Renal.
  • Saúde mental e qualidade de vida (Parceria Uninter): Testes de nível de estresse, avaliação de consumo de álcool e orientações gerais de saúde.
  • Equilíbrio e bem-estar: Avaliação da composição corporal e sessões de estimulação neural com a organização Mãos Sem Fronteiras.

O objetivo da iniciativa é descentralizar o acesso à saúde, levando testes básicos e orientações de profissionais para perto da rotina dos moradores, de forma totalmente gratuita e sem a necessidade de agendamento prévio.

Serviço:

Circuito de Saúde nos Bairros

Data: 29 de julho (quarta-feira)

Horário: das 13h às 17h

Local: Rua da Cidadania – Regional Santa Felicidade

Endereço: Rua Santa Bertilla Boscardin, 213

Atendimento Gratuito

Mais informações: www.amigosdohc.org.br/circuito/

Aluguel ou poupança? O erro de cálculo que faz proprietários perderem dinheiro sem perceber

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Aluguel ou poupança? O erro de cálculo que faz proprietários perderem dinheiro sem perceber

Atraído pelo ganho imediato da renda fixa, quem cogita mudar precisa estar atento à valorização patrimonial e à proteção contra a inflação

É muito comum ouvir, no mercado financeiro, que deixar o dinheiro em uma aplicação de renda fixa rende mais do que o valor obtido com o aluguel de um imóvel. Diante de taxas de juros atrativas, muitos proprietários optam por vender seus bens, migrando os recursos para o banco com a promessa de viver de rendimentos de forma mais simples e sem as demandas da gestão de uma locação. No entanto, essa decisão esconde uma armadilha financeira silenciosa, baseada em um cálculo incompleto, que pode custar caro no longo prazo.

O grande equívoco dessa decisão é analisar apenas o fluxo de caixa imediato. Ao comparar um aluguel mensal padrão, que gira em torno de 0,5% do valor do imóvel ao mês, com uma aplicação que rende entre 0,8% e 1% no mesmo período, a renda fixa parece oferecer um retorno maior. Mas essa é uma ilusão, porque o dinheiro aplicado no banco não cresce, por si só, para acompanhar a inflação, enquanto o imóvel, sim.

O retorno do investidor

Na prática das imobiliárias, a migração definitiva de investidores do mercado imobiliário para o mercado financeiro é vista com ceticismo pelos especialistas. Luciano Tomazini, diretor da imobiliária Cilar, em Curitiba, aponta que as migrações para a renda fixa são menos frequentes e, geralmente, temporárias, uma vez que o investidor imobiliário tradicional tende a ser ainda mais conservador do que os demais perfis de investidores.

“Os poucos que se aventuram no mercado financeiro acabam percebendo, ao longo do tempo, que a soma do aluguel com a valorização do imóvel compensa muito mais do que qualquer investimento financeiro. No fim das contas, eles acabam retornando aos imóveis”, aponta Tomazini.
Os dados oficiais do mercado imobiliário curitibano também corroboram a solidez do investimento em propriedades. O principal termômetro do setor no estado é o banco de dados do Inpespar, órgão vinculado ao Secovi-PR (Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná).

Os relatórios mostram uma forte valorização tanto no preço de venda quanto no valor de locação na capital paranaense. Segundo Tomazini, os indicadores apontam que a valorização combinada (reajuste dos aluguéis e valorização do preço do metro quadrado) tem se mantido na faixa de 18% a 20% ao ano em diversas regiões, superando, com tranquilidade, tanto a taxa básica de juros (Selic) quanto a inflação oficial (IPCA).

A dupla proteção patrimonial

Quem mantém um imóvel alugado usufrui de um mecanismo de rentabilidade em duas frentes, de forma simultânea:

O ganho mensal: o valor do aluguel que entra na conta todos os meses e que conta com reajustes anuais previstos em contrato, geralmente atrelados a índices inflacionários, como o IPCA ou o IGP-M.

O ganho silencioso: a valorização patrimonial do próprio bem físico, impulsionada pelo crescimento urbano, pela escassez de terrenos em áreas consolidadas e pela alta dos custos da construção civil.

Tomazini destaca que, no mercado atual de Curitiba, os novos contratos têm conseguido repassar essas correções de forma extremamente saudável. Essa dinâmica favorável ao proprietário é sustentada por sólidos fatores demográficos e socioeconômicos locais.

“No mercado imobiliário de Curitiba, além da majoração natural dos aluguéis decorrente da lei da oferta e da procura e da elevação dos custos de aquisição em razão da valorização imobiliária, temos outros fatores impulsionando o setor. Curitiba está consolidada como uma das melhores capitais para se viver e vive um cenário de pleno emprego. Isso gera uma demanda constante de migração interna no país, somada ao fluxo contínuo de estudantes vindos de outras regiões do estado, o que mantém a demanda por locação extremamente aquecida”, explica o diretor da Cilar.

Sendo assim, a pressa em buscar a rentabilidade nominal de curto prazo oferecida pelas instituições financeiras pode comprometer a formação de uma riqueza sólida e duradoura. Embora o mercado financeiro desempenhe um papel crucial na liquidez de curto prazo e na formação de reservas de emergência, o imóvel físico permanece como um dos pilares mais seguros, resilientes e historicamente rentáveis para a preservação e a multiplicação do patrimônio familiar no longo prazo.

Edital em Curitiba abre vagas para contadores de histórias

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Edital em Curitiba abre vagas para contadores de histórias

Inscrições gratuitas seguem até 25 de julho; projeto cultural passará pela Biblioteca Pública do Paraná, em setembro

Estão abertas, até o dia 25 de julho, as inscrições para o edital de chamamento para contadores de histórias em Curitiba. A convocatória é da @gogoiacultural — produtora do projeto Quanto Mais se Fala, Mais Famoso Fica: Versões de Contos Populares —, que vai selecionar profissionais atuantes de forma individual ou em grupo.

Os interessados devem se inscrever gratuitamente e de forma exclusivamente digital, por meio do formulário disponível no link da bio do Instagram (@gogoiacultural). O resultado final será divulgado no dia 7 de agosto.

“Os selecionados farão parte da programação de apresentações do projeto que acontecerá no auditório da Biblioteca Pública do Paraná nos dias 2, 3, 4, 9 e 10 de setembro de 2026”, explica a atriz, produtora cultural e gestora de projetos socioeducativos, Lígia Quirino.

Estímulo à leitura

As apresentações integram a “Semana Quanto mais se fala, mais famoso fica”. A ação faz parte do projeto cultural que celebra o repertório das tradições orais e promove o intercâmbio entre diferentes artistas.

Ao longo de 2026, a proposta já vem desenvolvendo ações descentralizadas em Curitiba, como rodas de leitura, oficinas e espetáculos teatrais. Essas atividades ocorrem em parceria com as Casas da Leitura da Fundação Cultural de Curitiba, a própria BPP, a Secretaria Municipal de Educação e a Fundação de Ação Social (FAS).

No total, o projeto prevê a realização de 195 atividades gratuitas voltadas ao incentivo à leitura e à difusão de narrativas tradicionais. “A expectativa é impactar mais de 8 mil pessoas de todas as idades, distribuídas por todas as regionais da capital paranaense”, ressalta Lígia.

Requisitos e público-alvo

Para participar da seleção, os candidatos devem enviar obrigatoriamente histórico profissional, vídeo do trabalho, fotos de divulgação e a proposta de repertório. A análise será conduzida por uma comissão de três curadores, que avaliarão a adequação do conteúdo e da concepção artística à proposta do evento, prezando também pela diversidade do grupo final de selecionados.

As narrativas apresentadas devem abordar versões de contos populares e ter classificação indicativa livre. Os artistas precisam se atentar ao público-alvo principal das apresentações: alunos do Ensino Fundamental I (de 6 a 10 anos), oriundos de instituições públicas convidadas.

Programação formativa

Além das dez sessões vespertinas viabilizadas pelo edital, a “Semana Quanto mais se fala, mais famoso fica” contará com uma programação formativa pela manhã. Serão oferecidas cinco oficinas de formação gratuitas e abertas ao público sobre a prática da contação de histórias.

A capacitação é voltada para jovens e adultos a partir de 16 anos que desejam se aprimorar na arte da narrativa oral.

Realização e apoio

A segunda edição do projeto cultural Quanto Mais se Fala, Mais Famoso Fica: Versões de Contos Populares é realizada com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba. A produção é da Gogoia Cultural, com apoio do Colégio Positivo.

Serviço:

O quê: Edital de chamamento para Contadores de Histórias do projeto Quanto Mais se Fala, Mais Famoso Fica: Versões de Contos Populares (2ª Edição)

Prazo de inscrição: De 8 a 25 de julho

Inscrições e informações: Link disponível na bio do Instagram (@gogoiacultural)

Contato: Pelo e-mail quantomaissefala@gmail.com

Plaza Campos Gerais lança campanha de Dia dos Pais com sorteio de kit Apple

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A campanha acontece de 23 de julho a 9 de agosto e vai presentear um cliente com um iPhone 17 Pro, Apple Watch e AirPods

O Shopping Plaza Campos Gerais preparou uma campanha especial para comemorar o Dia dos Pais. Entre os dias 23 de julho e 9 de agosto, os clientes poderão participar da promoção. A cada R$ 100 em compras, concorrerão ao sorteio de um kit Apple, composto por um iPhone 17 Pro, Apple Watch e AirPods, com chances em dobro para os cupons resgatados pelo aplicativo PODI. 

A cada R$ 100,00 em compras realizadas no shopping durante o período da campanha, o consumidor terá direito a um cupom para concorrer ao prêmio. Os cupons poderão ser obtidos mediante o cadastro das notas fiscais pelo aplicativo ou no posto de trocas,  localizado no piso L1 do shopping. Os clientes que cadastrarem as notas fiscais por meio do aplicativo PODI, receberão cupons em dobro, aumentando as chances de ganhar o prêmio.

O ganhador da campanha será escolhido por meio de sorteio, que será realizado no dia 10 de agosto. Além da campanha, o Shopping Plaza Campos Gerais manterá seu funcionamento no domingo, dia 9, Dia dos Pais: a praça de alimentação atenderá das 11h às 22h; as lojas e quiosques funcionarão das 14h às 20h; e o cinema seguirá conforme programação.

Serviço

  • Campanha: Dia dos Pais – Shopping Plaza Campos Gerais
  • Período: 23 de julho a 9 de agosto
  • Sorteio: 10 de agosto
  • Prêmio: Kit Apple com iPhone 17 Pro, Apple Watch e AirPods
  • Como participar: A cada R$ 100 em compras, o cliente recebe um cupom. Notas cadastradas no posto de trocas físico, no piso L1 do shopping, ou pelo app PODI, garantem cupons em dobro

SOBRE O PLAZA CAMPOS GERAIS

Maior shopping da região, o Plaza Campos Gerais é o 12º empreendimento do Grupo Tacla, maior conglomerado de shopping centers do Sul do Brasil. Inaugurado em 2025, o mall tem 76 mil metros quadrados de área total e 27 mil de área locável. Localizado na região da Ronda, em Ponta Grossa (PR), conta com dois pavimentos comerciais e 130 operações entre lojas e quiosques. Inspirado nas linhas e formas da Escarpa Devoniana, o projeto arquitetônico transformou o mall em um marco para a cidade. Com dezenas de grandes marcas nacionais e internacionais, o Plaza Campos Gerais abriga ainda seis salas de cinema.

Exposição “No mundo do imaginário” reúne diferentes linguagens artísticas no Espaço Cultural INC

O Espaço Cultural INC apresenta a exposição coletiva “No mundo do imaginário”, que reúne obras das artistas Georgiana Vidal, Denise Raasch, Joseli Bezerra e Marli Thomaz. A mostra convida o público a mergulhar em diferentes universos criativos, revelando a diversidade de estilos, técnicas e narrativas que caracterizam a produção de cada artista. A visitação é gratuita e pode ser realizada até o dia 31 de agosto, durante o horário de funcionamento da filial do INC no Pátio Batel.

Com curadoria de Waltraud Sekula, a exposição parte da premissa de que a cultura é um dos pilares do desenvolvimento humano, capaz de contribuir para uma sociedade mais saudável, equilibrada e sensível. Em suas obras, as quatro artistas transformam experiências, memórias e imaginação em pinturas e produções bidimensionais e tridimensionais, expressando, por meio de cores, formas e traços, diferentes maneiras de interpretar o mundo.

Cada trabalho revela a identidade e a essência das artistas. Ao compartilhar suas produções com o público, Georgiana Vidal, Denise Raasch, Joseli Bezerra e Marli Thomaz mostram fragmentos de suas histórias e visão de mundo, demonstrando como a arte é capaz de ultrapassar o tempo e o espaço, despertando emoções, reflexões e novas formas de olhar a realidade.

A exposição “No mundo do imaginário” integra a programação do Espaço Cultural INC, que busca aproximar arte, cultura e saúde, oferecendo ao público um ambiente de contemplação e valorização da produção artística local.

As artistas

DENISE RAASCH

Percorre um trabalho fluido, em que o vidro, sua matéria-prima, é reciclado, fundido e moldado por suas mãos experientes, unindo técnica e imaginação. Ora fixado em superfícies planas, ora trabalhado em formas tridimensionais, o material ganha brilho e transparência em efeitos que convidam à observação e despertam fascínio.

GEORGIANA VIDAL

A artista segue um caminho de pesquisa, buscando sempre novas formas e estilos de apresentar seu trabalho. De maneira consciente e madura, com técnica apurada e precisa, cria obras de cores alegres e, ao mesmo tempo, cuidadosamente equilibradas em intensidade e matizes. Percebe-se a evolução delicada de sua produção e a busca inerente por uma identidade própria, marcada por formas e pinceladas soltas, ora sensuais, ora de uma rigidez calculada.

JOSELI BEZERRA

Pintora e escultora, utiliza técnicas e materiais mistos para criar trabalhos delicados, que exigem paciência, observação e imaginação, em um constante processo de aprendizado. Demonstra maturidade e um percurso consistente dentro da arte. Suas obras são desenvolvidas com maestria, domínio técnico e delicadeza, instigando o observador a adentrar e questionar seu universo imaginário.

MARLI THOMAZ

Trabalha com uma profusão de formas e cores, na qual a natureza flui e objetos se transformam em ícones, levando-nos a refletir sobre as razões que a motivaram a registrá-los em suas obras. Não é apenas a cor, nem a pincelada. Há certa angústia nessa profusão de elementos, um aprisionamento da forma e, ao mesmo tempo, uma liberdade repleta de simbolismo. Suas criações remetem ao útero da terra, à semente e até ao caos. Transita entre o bidimensional, a abstração e o figurativo simbólico, em um jogo de formas e elementos.

SERVIÇO

Exposição Coletiva “No mundo do imaginário”

Local: Espaço Cultural INC – Hospital INC Filial Pátio Batel (Pátio Batel, piso S1)

Período: até 31 de agosto de 2026

Visitação: segunda a sexta das 11h às 20h; sábados das 10h às 12h

Entrada: gratuita

Lei de Improbidade Administrativa: saiba o que muda na fiscalização do dinheiro público

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Lei de Improbidade Administrativa: saiba o que muda na fiscalização do dinheiro público

Decisões recentes do STF confirmam exigência de má-fé para condenações e redefinem limites entre falhas administrativas e atos de corrupção na administração pública

Cinco anos após a entrada em vigor da reforma da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 14.230/2021), o debate sobre os efeitos das mudanças na fiscalização do dinheiro público continua mobilizando juristas e gestores públicos.

Em decisões recentes, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou pontos centrais da legislação, especialmente a exigência de comprovação de dolo para a condenação por improbidade, e trouxe à tona outra discussão: ficou mais difícil responsabilizar agentes públicos por irregularidades?

Para o advogado Lucas Fernando Ferri Cenci, especialista em Direito Administrativo pela Escola Paranaense de Direito, a resposta exige uma análise mais aprofundada do que simplesmente classificar a legislação como mais rígida ou mais permissiva.

“A avaliação após cinco anos de vigência da reforma é positiva. Hoje se exige que o agente tenha agido com verdadeira má-fé para que seja configurada a improbidade administrativa”, explica.

A mudança mais significativa promovida pela reforma foi a exclusão da chamada improbidade culposa, situação em que o agente poderia ser responsabilizado mesmo sem intenção de causar prejuízo. Com o entendimento consolidado pelo STF, a condenação por improbidade depende da comprovação de que houve vontade consciente de praticar o ato ilícito.

Para a advogada Fernanda Conto Guimarães, pós-graduada em Direito Administrativo pela Escola Paranaense de Direito, a alteração tornou o enquadramento mais técnico e elevou o nível de exigência das acusações.

“Não basta apontar uma irregularidade formal ou um resultado danoso. É necessário demonstrar que houve vontade livre e consciente de praticar o ato e uma finalidade ilícita específica”, explica.

Erro ou corrupção?

A exigência de comprovação do dolo tem provocado um dos debates mais relevantes do Direito Administrativo: como distinguir um erro grave de um ato de improbidade?

Com experiência nas áreas do Direito Administrativo, Eleitoral e Cível, Lucas Cenci explica que o erro administrativo grosseiro ainda é uma conduta passível de responsabilização, mas não necessariamente pela via da improbidade.

“O erro grosseiro ocorre quando há elevado grau de negligência, imprudência ou imperícia. Já a improbidade pressupõe desonestidade e a intenção deliberada de alcançar um resultado ilícito”, afirma o advogado do escritório Arraes & Carboni.

Na prática, a mudança altera a forma como órgãos de controle, Ministério Público e tribunais analisam a atuação de agentes públicos. Segundo Fernanda Conto, a reforma corrige excessos que marcaram a aplicação da legislação anterior.

“Em muitos casos, os agentes públicos eram punidos por falhas decorrentes de deficiências estruturais da própria administração pública, mesmo sem prejuízo ao erário ou violação de princípios fundamentais da gestão pública”, observa a advogada do escritório Zornig e Andrade.

Fim do “apagão das canetas”

Entre os argumentos usados para justificar a reforma na Lei de Improbidade Administrativa está a necessidade de combater o chamado “apagão das canetas”. Segundo Cenci, a legislação anterior permitia que erros administrativos fossem tratados com o mesmo rigor aplicado a casos de corrupção.

“Por medo da responsabilização, muitos gestores deixavam de tomar decisões importantes, mesmo quando agiam de boa-fé. Isso acabava impactando o funcionamento da própria administração pública”, observa o especialista, que reforça: “A Lei de Improbidade, com as alterações realizadas em 2021, visa punir o gestor desonesto e corrupto, e não o inábil.”

De acordo com Fernanda Conto, a exigência do dolo específico trouxe maior segurança jurídica para os gestores. “O medo de responder por improbidade levou muitos agentes a uma postura de omissão deliberada. Preferia-se não agir a correr o risco de ser responsabilizado, o que levou a um engessamento da administração pública e afetou a execução de muitas políticas públicas”, afirma.

O que o STF ainda precisa decidir

Embora o Supremo tenha validado pontos centrais da reforma, o julgamento sobre a constitucionalidade da nova Lei de Improbidade ainda não foi totalmente concluído.

Entre os temas pendentes está a discussão sobre a chamada prescrição intercorrente de quatro anos. Esse mecanismo poderá extinguir ações durante sua tramitação caso alguns critérios não sejam cumpridos por determinado período.

Segundo Lucas Cenci, a decisão sobre esse ponto deve produzir impactos significativos. “Se a constitucionalidade desse prazo for confirmada, milhares de ações de improbidade atualmente em andamento poderão ser extintas”, diz.

Outro tema que ainda estava em debate e que envolvia a perda da função pública, foi retomado no dia 24/06/2026. Na oportunidade, o Plenário do STF decidiu que o agente condenado na ação de improbidade administrativa deverá perder todas as funções públicas. Excepcionalmente e fundamentadamente, o juiz poderá deixar de aplicar a perda a uma ou outra função pública específica, considerando as circunstâncias do caso e a gravidade da infração.

Debate continua aberto

Para os especialistas, a reforma não representa uma flexibilização no combate à corrupção, mas uma redefinição dos critérios de responsabilização.

“Os gestores desonestos continuam alcançados pela lei. O que mudou foi a proteção de quem, no exercício legítimo da função pública, eventualmente comete erros de execução sem agir com intenção ilícita”, comenta Fernanda Conto.

O advogado Lucas Cenci concorda. Para ele, a discussão sobre a reforma não deve ser tratada como uma escolha entre proteger ou não o dinheiro público, mas como uma tentativa de encontrar equilíbrio entre fiscalização e segurança jurídica.

“A proteção do patrimônio público continua sendo essencial, mas também é necessário garantir que gestores tenham condições de tomar decisões sem o receio de que qualquer erro, cometido sem intenção, seja automaticamente interpretado como improbidade administrativa”, conclui.

Sobre a Escola Paranaense de Direito

Sediada em Curitiba (PR), a Escola Paranaense de Direito é um centro de excelência jurídica focado em pós-graduação, mestrado, cursos e capacitação prática.

Composta por advogados, promotores, juízes, desembargadores e magistrados de prestígio internacional, a instituição une qualidade acadêmica à vivência real dos tribunais para formar juristas diferenciados, por meio da convivência direta entre professores e alunos.

Opinião: O debate econômico que não entra na campanha

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Por Paulo Rocha*

Em ano eleitoral, o Brasil volta a discutir crescimento, emprego, produtividade e redução das desigualdades regionais. Mas há uma pergunta que raramente aparece nos debates presidenciais: onde, exatamente, o país está construindo sua economia do futuro?

O debate público brasileiro continua preso a um mapa mental estreito. Quando se fala em tecnologia e desenvolvimento, a imagem que surge é quase automática: Faria Lima, Avenida Paulista, polos metropolitanos consolidados no Sudeste e no Sul. Como se o futuro tivesse um CEP fixo.

Os dados mostram outra realidade — e expõem uma escolha política. O Brasil contabiliza hoje 113 parques tecnológicos distribuídos pelas cinco regiões, reunindo cerca de 2,7 mil empresas que faturam mais de R$ 15 bilhões por ano e geram aproximadamente 75 mil empregos diretos, segundo a Anprotec e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Esses ambientes acumulam três décadas de políticas públicas e aproximadamente R$ 7 bilhões em investimentos. Não se trata de iniciativas experimentais. São infraestruturas econômicas consolidadas.

Ainda assim, a maior parte da atenção política, midiática e financeira permanece concentrada nos grandes centros. Dados do IBGE mostram que o PIB industrial e os serviços intensivos em tecnologia permanecem concentrados nas regiões metropolitanas. A própria Pesquisa de Inovação (Pintec) evidencia que as empresas inovadoras estão majoritariamente onde já existe densidade econômica. O país anuncia descentralização, mas premia a concentração.

Há décadas, o Ipea aponta as desigualdades regionais como um dos principais entraves ao desenvolvimento brasileiro. Produtividade e renda seguem distribuídas de forma assimétrica. Ao mesmo tempo, estudos do próprio instituto indicam que ambientes locais de inovação, quando conectados a universidades e cadeias produtivas regionais, produzem efeitos multiplicadores significativos. Em outras palavras: desenvolvimento territorial não é política compensatória — é estratégia econômica.

E é justamente aqui que o interior costuma ser mal compreendido. Tratar a hinterlândia como “periferia” da inovação é ignorar suas vantagens competitivas específicas. No interior, a inovação tende a nascer mais perto do problema real: logística, agro, saúde, energia, saneamento, educação, eficiência industrial, produtividade. São urgências concretas, não “cases” de palco. Isso cria um ambiente de validação permanente — um laboratório vivo — em que soluções são testadas com rapidez e a menor custo.

Além disso, o interior possui um ativo pouco reconhecido nas análises tradicionais: capital social. Redes de confiança, cooperativas, associações e arranjos produtivos locais reduzem os custos de coordenação e aceleram a tomada de decisões. Quando a colaboração é orgânica, a inovação não depende de moda; depende de resultado.

Isso significa que parques tecnológicos no interior não são projetos simbólicos. São instrumentos de política econômica. Entre 2017 e 2023, pedidos de patentes associados a empresas instaladas nesses ambientes cresceram mais de 100%. Esse dado, isoladamente, não resolve o problema da concentração. Mas sinaliza um movimento que passa despercebido no debate eleitoral: a interiorização gradual da inovação aplicada.

Em muitos municípios médios, a presença de ecossistemas de ciência e tecnologia eleva a massa salarial, amplia a arrecadação tributária e diversifica a base produtiva. Esse movimento altera trajetórias regionais — e o faz por um caminho que o Brasil costuma subestimar: produtividade com enraizamento territorial.

Há também um efeito político pouco debatido: a retenção de talentos. Jovens qualificados deixam de migrar compulsoriamente para capitais. Profissionais encontram oportunidades fora dos grandes eixos. A inovação passa a funcionar como mecanismo de fixação populacional e de redução da pressão urbana. Para um país historicamente marcado por fluxos migratórios assimétricos, isso é política de coesão nacional.

A OCDE tem reiterado que sistemas de inovação territorialmente distribuídos aumentam a resiliência econômica e reduzem as vulnerabilidades estruturais. Países que conseguiram descentralizar seus polos tecnológicos — como Alemanha, Coreia do Sul e Estados Unidos — transformaram regiões fora das metrópoles em motores industriais e científicos. 

Por outro lado, economias excessivamente centralizadas territorialmente são mais expostas a choques e menos eficientes na difusão tecnológica. O ponto não é “interior versus capital”. É construir um sistema nacional capaz de difundir capacidades e resultados por todo o território.

O debate eleitoral de 2026 aborda nova política industrial, reindustrialização, economia verde, inteligência artificial e bioeconomia. Mas raramente específica onde essas agendas serão implementadas. Sem territorialização, propostas viram slogans. E slogans não criam cadeias produtivas, não reduzem dependência tecnológica, não mudam matrizes econômicas regionais. O “onde” é parte do “como”.

Ignorar a hinterlândia de inovação é perpetuar o modelo concentrador que o país afirma querer superar. Significa reforçar as assimetrias diagnosticadas há décadas pelo IBGE e pelo Ipea. É desperdiçar a capacidade instalada de regiões que já demonstram dinamismo produtivo. E mais: é continuar tratando o interior como fornecedor de matéria-prima e consumidor de tecnologia — quando ele já é, em muitos casos, produtor de conhecimento aplicado e ambiente ideal para prototipagem e escala por cadeia.

Valorizar o interior não é romantizar a escassez. É reconhecer a eficiência econômica onde ela já acontece. Se o Brasil pretende reduzir desigualdades regionais, aumentar produtividade e consolidar soberania tecnológica, precisa transformar parques tecnológicos e ecossistemas regionais de inovação em política de Estado — não em projetos isolados dependentes de ciclos locais. Isso exige instrumentos de fomento mais territorializados, compras públicas e corporativas orientadas a pilotos regionais, conectividade e infraestrutura de dados para pesquisa aplicada e governança que conecte universidade, empresa e poder público com metas comuns.

Em 2026, candidatos voltarão a falar de futuro. A pergunta necessária é outra: o futuro continuará concentrado nos mesmos bairros ou será distribuído pelo território nacional? 

Porque, no fim das contas, a verdadeira escolha política não é entre inovação e atraso. É entre concentração e desenvolvimento. E o país que insiste em inovar apenas onde sempre inovou continuará crescendo como sempre cresceu: de forma desigual.

*Paulo R. C. Rocha é gestor, pesquisador em políticas educacionais e vice-presidente do Biopark.

Nas férias ou na sala de aula, o segredo é aprender brincando 

As férias de julho trouxeram um desafio conhecido para as famílias brasileiras: como tirar as crianças do celular. Com tempo livre e sem a rotina escolar, o aparelho vira companhia em período integral. Em Curitiba, a Escola Willy Janz decidiu enfrentar a questão pelos dois lados. Neste mês, a colônia de férias da instituição reuniu crianças em brincadeiras, arte e esporte, longe das telas. E, no segundo semestre, a escola começa a usar o Educaverso, plataforma de metaverso educacional em que os alunos aprendem jogando.

“A tecnologia faz parte da vida das crianças e não adianta fingir que ela não existe. O que precisamos é ensinar o uso com propósito. Mas uma coisa nunca vai sair de moda: o brincar. A brincadeira não é passatempo, é a forma mais poderosa que a criança tem de aprender sobre o mundo e sobre si mesma”, afirma André Ceruzi, diretor da Escola Willy Janz.

Para o educador, as férias são o momento ideal para resgatar esse repertório. Correr, inventar histórias, jogar bola, desenhar e conviver com outras crianças desenvolvem habilidades que nenhum aplicativo substitui. “Quando a criança brinca, ela negocia regras, lida com frustração, cria soluções e fortalece vínculos. É desenvolvimento físico, social e emocional acontecendo ao mesmo tempo”, explica o diretor.

Como reduzir o tempo de tela 

Ceruzi lembra que o exemplo dos adultos pesa mais do que qualquer regra. Se os pais passam o dia no celular, a criança entende que esse é o comportamento esperado. A recomendação é combinar horários de uso, propor alternativas atrativas e reservar momentos de convivência sem aparelhos, como as refeições.

“Proibir sem oferecer nada no lugar não funciona. A criança precisa de opções que despertem interesse de verdade. Por isso a colônia de férias faz tanto sucesso: ali ela descobre que se divertir com os amigos, no mundo real, é muito melhor do que qualquer vídeo”, diz o diretor.

Tecnologia com propósito na sala de aula

Se em casa o desafio é o equilíbrio, na escola a tecnologia entra como aliada da aprendizagem. A partir do segundo semestre, a Willy Janz passa a utilizar o Educaverso, plataforma brasileira de metaverso educacional que transforma os conteúdos em experiências gamificadas. Nela, os alunos exploram um ambiente 3D interativo e aprendem por meio de jogos e missões.

Desenvolvido por uma equipe brasileira de criadores de jogos, o Educaverso funciona como um game de verdade, com acesso por celular, tablet, computador e óculos de realidade virtual. Dentro de um mundo aberto em 3D, os professores criam e gerenciam as aulas, que se transformam em aventuras interativas para as turmas. A ferramenta também permite acompanhar o desempenho de cada estudante, o tempo de uso e as atividades realizadas, o que ajuda a equipe pedagógica a identificar avanços e dificuldades de forma individualizada. Na prática, o recurso pode ser aplicado em diferentes disciplinas: um conteúdo de história vira uma expedição pelo cenário estudado, a matemática se transforma em desafio dentro do ambiente virtual e temas de ciências podem ser explorados em simulações.

“O caminho é o mesmo dentro e fora da tela: aprender brincando. O Educaverso traz para a sala de aula a linguagem que as crianças já dominam, só que com intenção pedagógica. Em vez de competir com o jogo, a escola transforma o jogo em conhecimento”, afirma Ceruzi.

Na avaliação do diretor, o papel da escola é formar alunos capazes de lidar com o recurso digital com senso crítico. “A pergunta não é se as crianças vão usar tecnologia, porque elas já usam. A pergunta é se vão usar bem. E isso se aprende com orientação, na escola e em casa”, conclui.

Sobre a Escola Willy Janz

Com mais de 30 anos de tradição no bairro Uberaba, em Curitiba, a Escola Willy Janz atende crianças da educação infantil ao ensino fundamental. A proposta pedagógica se apoia nos pilares da inovação, tradição e uma educação completa, que integra conhecimento, esporte, cultura e tecnologia.