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Força feminina nos negócios: Ecossistema Hiléia promove evento de networking e capacitação em Curitiba

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Força feminina nos negócios: Ecossistema Hiléia promove evento de networking e capacitação em Curitiba

Rodada de negócios acontece nesta segunda-feira, no bairro São Francisco

O fortalecimento do empreendedorismo feminino ganha um novo capítulo na capital paranaense. Na próxima segunda-feira, dia 27 de julho, o Ecossistema Hiléia promove um evento estratégico voltado exclusivamente para conectar e acelerar mulheres empreendedoras de Curitiba e Região Metropolitana. O encontro acontecerá no Centro de Treinamento da Potencial Pleno, localizado na Rua Nilo Peçanha, 1870, no bairro São Francisco. O grande objetivo da iniciativa é reunir líderes e donas de negócios em um ambiente acolhedor e altamente focado na troca de experiências, combinando rodadas de networking de alto valor com trilhas práticas de capacitação profissional.

Essa movimentação mercadológica promovida pela plataforma Somos Hiléia vem ao encontro de uma realidade estatística pujante no estado. O empreendedorismo feminino no Paraná consolida-se como um pilar essencial para o desenvolvimento econômico e a inovação regional.

Dados do Painel de Empreendedorismo Feminino do Sebrae/PR, baseado em registros oficiais da Receita Federal, mostram que o estado reúne atualmente mais de 928 mil empresárias ativas. Esse expressivo volume de lideranças femininas posiciona o território paranaense em um lugar de destaque no cenário nacional de negócios. A força das mulheres paranaenses se concentra de forma massiva nos pequenos negócios, onde as modalidades de Microempreendedor Individual (MEI) e Microempresa (ME) somam impressionantes 90,7% das empresas lideradas por mulheres no estado.

“O perfil de atuação desse mercado revela que as mulheres paranaenses preferem investir majoritariamente nos segmentos econômicos de comércio e serviços. Conforme as estatísticas levantadas pelo Sebrae/PR via PNAD, as mulheres já correspondem a 33,8% do total de empreendedores do Paraná”, destaca a empresária e porta-voz do Ecossistema Hiléia, Luciana Burko.

Apesar do avanço de marcas consolidadas e da constante abertura de novas empresas formais, as profissionais enfrentam grandes desafios diários para manter a sustentabilidade de suas operações. Pesquisas detalhadas no Infográfico de Empreendedorismo Feminino do Sebrae indicam que barreiras socioculturais graves ainda persistem, visto que 43% das entrevistadas acreditam ter menos oportunidades que os homens no mercado de trabalho e no meio corporativo tradicional.

Além disso, a busca exaustiva por conciliar a maternidade com a gestão financeira gera impactos profundos na saúde mental, destacando-se a instabilidade financeira, o estresse crônico e a sobrecarga de tarefas diárias como os principais obstáculos relatados para o crescimento saudável dessas empresas.

Iniciativas integradas entre a plataforma Somos Hiléia e a escola de negócios Potencial Pleno surgem justamente para combater essas dores, oferecendo suporte técnico, inteligência emocional e ecossistemas de apoio mútuo para que a mulher empreendedora paranaense alcance seu potencial máximo no mercado. “Acredito muito no projeto Hiléia pois é uma comunidade impulsionadora de negócios. Como parceira na cadeira de educação empreendedora tenho certeza que a Hiléia poderá transformar ainda mais as nossas vidas, pois nós mulheres temos uma carga enorme de trabalho. Acredito que em comunidade somos mais fortes”, complementa a sócia da Potencial Pleno, Graciane Rissardi.

Plataforma pioneira e ajuda mútua

Diferente de rodadas de negócios tradicionais, a Hiléia oferece uma plataforma exclusiva e pioneira no Brasil, além do aplicativo Somos Hiléia. A ferramenta disponibiliza funcionalidades práticas como clube de benefícios, identificação digital e acesso facilitado a um hub de soluções integradas.

Idealizado pelas empresárias Luciana Burko, Sandra Pedroso e Veridiana Pluscheg, o projeto nasceu em Curitiba com o propósito de estruturar uma “rede viva” de transformação. O modelo de atuação é baseado em planos de adesão que dão acesso a treinamentos híbridos, visitas técnicas industriais e missões empresariais.

Serviço:

O quê: Rodada de Negócios do Ecossistema Hiléia, em Curitiba (PR)

Quando: Nesta segunda-feira (27 de junho), das 13h às 18h

Onde: Potencial Pleno, Rua Nilo Peçanha, 1870, Curitiba (PR)

Ingressos: Disponíveis no @somoshileia (R$ 97 por pessoa)

Informações: www.somoshileia.com.br e @somoshileia

Mobilidade corporativa entra na agenda ESG

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Deslocamento de colaboradores passa a fazer parte das estratégias de sustentabilidade, governança e indicadores de responsabilidade social

A mobilidade corporativa passou a ocupar um lugar estratégico na agenda ESG das empresas. Impactadas por metas de redução de emissões, avanços em responsabilidade social e práticas de governança mais robustas, as organizações têm ampliado o olhar para a gestão dos deslocamentos de colaboradores e as viagens a trabalho como parte de suas políticas de sustentabilidade.

“O debate sobre ESG amadureceu. Hoje não basta medir apenas o consumo de energia ou a geração de resíduos. As empresas também começam a avaliar o impacto associado aos deslocamentos corporativos realizados por seus colaboradores, porque essa é uma variável que influencia diretamente as emissões, a segurança, o bem-estar e a eficiência operacional”, afirma a diretora-executiva da Autonomoz, Ariane Monaro.

Além das emissões geradas pelas operações, as empresas passaram a monitorar com mais atenção as emissões indiretas, que incluem os trajetos diários dos trabalhadores e os deslocamentos corporativos. Uma gestão estruturada da mobilidade corporativa pode contribuir para reduzir impactos ambientais, ampliar a visibilidade sobre riscos operacionais e gerar informações que qualificam a tomada de decisão.

A tendência já se reflete no mercado. Segundo o Arval Mobility Observatory 2024, realizado em parceria com a Ipsos, 65% das empresas oferecem algum tipo de solução de mobilidade aos colaboradores, percentual superior ao registrado em 2022. O estudo também mostra que quase oito em cada dez trabalhadores utilizam esses benefícios, indicando que a mobilidade corporativa deixou de ser apenas um diferencial para se consolidar como parte da estratégia empresarial.

A sustentabilidade corporativa vai além das questões ambientais e também envolve aspectos sociais e de governança. Nesse sentido, a digitalização da mobilidade amplia a rastreabilidade das operações, favorece a padronização de processos e facilita o acesso a informações para auditorias, além de conferir mais transparência à gestão dos deslocamentos. Esses fatores são cada vez mais relevantes para empresas que buscam aprimorar seus programas de compliance e a prestação de contas a clientes, investidores e órgãos reguladores. 

Tecnologia transforma deslocamentos em indicadores ESG

A digitalização da mobilidade corporativa permite que as empresas acompanhem indicadores antes inexistentes, como emissões evitadas, ocupação dos veículos, quilômetros percorridos, eficiência das rotas e índices de utilização da frota. Esses dados passaram a integrar relatórios de sustentabilidade e apoiam a prestação de contas a investidores, clientes e órgãos reguladores.

Nesse cenário, plataformas especializadas, como a Autonomoz, consolidam dados relacionados às operações de mobilidade corporativa intermediadas pela plataforma em tempo real, oferecendo às empresas informações que apoiam a avaliação dos impactos ambientais e sociais associados aos deslocamentos corporativos. Desde 2017, a empresa já realizou mais de 1 milhão de viagens em 175 cidades brasileiras, com uma média superior a 20 mil viagens por mês e cerca de 2,2 milhões de quilômetros percorridos mensalmente. A plataforma atende empresas de setores como indústria, agronegócio, mineração, energia, logística e ferrovias, inclusive em regiões remotas onde o transporte convencional nem sempre está disponível.

“A mobilidade deixa de ser apenas um serviço de apoio para se tornar uma fonte de informação estratégica. Quando os indicadores da mobilidade passam a ser acompanhados, as empresas conseguem estabelecer metas, acompanhar indicadores e demonstrar resultados concretos dentro de seus compromissos ESG”, destaca Ariane.

Para a executiva, a tecnologia amplia a capacidade das empresas de tomar decisões baseadas em dados e transforma a mobilidade em um ativo estratégico. “Hoje é possível identificar oportunidades para reduzir emissões, otimizar rotas, aumentar a ocupação dos veículos e melhorar a experiência dos colaboradores. Quando esses indicadores passam a fazer parte da gestão, a mobilidade deixa de ser apenas um custo operacional e se torna uma ferramenta para fortalecer a estratégia ESG e a competitividade das empresas”, conclui. 

Sobre a Autonomoz

A Autonomoz é uma empresa brasileira especializada em mobilidade corporativa e transporte de colaboradores. Por meio de uma plataforma tecnológica, conecta motoristas parceiros a empresas que precisam organizar o transporte corporativo de funcionários em trajetos urbanos e intermunicipais. O modelo opera com rotas planejadas, passageiros identificados e viagens recorrentes, garantindo mais segurança, previsibilidade e controle operacional.

Presente em mais de 175 cidades brasileiras e com cerca de 900 motoristas parceiros, atende organizações que buscam reduzir custos com transporte de funcionários, otimizar a gestão da mobilidade empresarial e eliminar a necessidade de manutenção de frota própria. A empresa utiliza tecnologia, monitoramento contínuo e indicadores operacionais para aumentar a eficiência logística e a experiência dos passageiros.

Crescimento do mercado condominial será discutido em Francisco Beltrão

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Crescimento do mercado condominial será discutido em Francisco Beltrão

Promovido pela AACEP, evento gratuito vai reunir síndicos e administradoras para debater tecnologia, gestão e nova legislação dos ambientes coletivos

No próximo dia 1º de agosto, Francisco Beltrão receberá o primeiro encontro do ecossistema condominial da região Sudoeste do Paraná. Organizado pela Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Paraná (AACEP) — entidade que congrega 32 empresas associadas, representando 2.700 condomínios e cerca de 700 mil moradores no Estado —, o debate terá como foco o fortalecimento, a profissionalização e o futuro do segmento.

Com o tema “Desafios e Tendências da Gestão Condominial: decisões que transformam e fortalecem os condomínios”, o evento vai ocorrer no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Francisco Beltrão (Rua Peru, 1213, Miniguaçu), das 8h às 13h. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas antecipadamente pela plataforma Sympla.

Expansão rumo ao interior

A escolha de Francisco Beltrão para sediar o encontro faz parte de um plano estratégico da AACEP para descentralizar as boas práticas administrativas. A associação foca na expansão de sua presença geográfica para além da capital e da Região Metropolitana de Curitiba, com o intuito de fomentar a capacitação contínua, contribuindo para uma gestão mais eficiente, segura e alinhada às constantes transformações do mercado imobiliário e habitacional.

“Levar a AACEP para diferentes municípios é uma forma de aproximar a entidade dos profissionais que vivem a realidade do setor no dia a dia, promovendo conhecimento, troca de experiências e fortalecimento do mercado. A proposta é ampliar a capilaridade regional da associação por meio da qualificação e da valorização profissional”, destaca a vice-presidente da AACEP, Bianca Ruggi.

“Realizar um evento desse porte em Francisco Beltrão valida e ajuda no crescimento do mercado condominial da região, que tem crescido e se modernizado todos os anos. Será uma ótima oportunidade para troca de experiências e alinhar as melhores práticas de governança nos ambientes coletivos”, conta Mariane Zilli Molin, diretora da Conlli Administradora, parceira da entidade no município e apoiadora do encontro.

Programação e debates

O evento foi estruturado para reunir síndicos, gestores, prestadores de serviços e demais profissionais da área em um ambiente propício para networking e atualização.

A programação técnica vai abordar temas essenciais para a rotina de administração dos ambientes coletivos residenciais e comerciais, incluindo comportamento, novas tecnologias aplicadas e atualizações jurídicas.

Painel 1: Governança, Liderança e Tomada de Decisão na Gestão Condominial

Painel 2: Conflitos, Inadimplência e Responsabilidade na Administração

Palestra Magna: Condomínios em Transformação: Mobilidade Elétrica e os Novos Desafios do Setor

Interatividade: Espaço reservado para perguntas e debate com os especialistas convidados.

Serviço:

O quê: I Encontro do Ecossistema Condominial do Sudoeste do Paraná

Quando: 1º de agosto (quinta-feira), das 8h às 13h

Onde: Auditório da Associação Comercial e Empresarial de Francisco Beltrão (Rua Peru, 1213, Miniguaçu, Francisco Beltrão – PR)

Inscrições: Gratuitas, disponíveis diretamente pelo Sympla

Apoio local: Conlli Administradora

Sobre a AACEP

A Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Paraná (AACEP) congrega 32 administradoras associadas, que representam mais de 2.700 condomínios no estado do Paraná e onde vivem cerca de 740 mil pessoas.

A AACEP tem sede na capital paranaense e membros filiados em Curitiba, Campo Largo, Londrina, Ponta Grossa, Colombo, Guarapuava, Francisco Beltrão, Pato Branco, Cascavel e Foz do Iguaçu. A entidade atua para levar informações, profissionalismo à gestão condominial e busca novas administradoras nas cidades de médio porte do Paraná.

Polpa Brasil leva inovação e ingredientes naturais à Fi South America

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Empresa participa do principal evento latino-americano da indústria de ingredientes para fortalecer negócios, acompanhar tendências e apresentar soluções para o mercado de alimentos e bebidas

A Polpa Brasil participa pela primeira vez da Fi South America (FiSA), feira voltada ao mercado de ingredientes para as indústrias de alimentos, bebidas e nutracêuticos na América Latina. O evento será realizado entre os dias 4 e 6 de agosto, no São Paulo Expo, reunindo fornecedores, indústrias, pesquisadores e profissionais do setor para apresentar inovações, discutir tendências e promover conexões de negócios. Nesta edição, a feira irá contar com mais de 290 expositores, representantes de 39 países e expectativa de receber mais de 12 mil participantes. 

Durante o evento, a Polpa Brasil apresenta seu portfólio de soluções à base de frutas e vegetais, que inclui ingredientes desidratados como maçã, banana, morango, manga, açaí, cenoura, abóbora, beterraba e batata-doce, além de misturas. Disponíveis em formatos como cubos, flocos, pó, pasta e cortes personalizados, os produtos atendem às demandas da indústria por soluções naturais, funcionais e versáteis. A empresa também desenvolve projetos de marca própria (private label), criando produtos personalizados de acordo com as necessidades de cada cliente.

Na FiSA, esse trabalho poderá ser visto na prática por meio de uma seleção de produtos com esses ingredientes. Entre os destaques estão a banana em cubos drageada com chocolate ao leite, a framboesa em cubos drageada com chocolate branco, os tabletes de chocolate branco com frutas vermelhas e de chocolate ao leite com laranja, além do biscoito Merendô, das barras de frutas Nátikos e Natikinhos, das bolinhas de frutas, do Cookies Caribe e da barra de cereal Ritter.

Programação inclui palestra e painel de debates

Além de expor seu portfólio, a empresa participa da programação técnica do evento com uma palestra e um painel de debates sobre os desafios e as oportunidades do movimento clean label. A empresa apresentará cases práticos para demonstrar como ingredientes naturais à base de frutas e vegetais podem contribuir para formulações mais limpas, com aplicações em bebidas, snacks, laticínios, panificação, confeitaria, sobremesas e suplementos, sem abrir mão da qualidade, da funcionalidade e da experiência do consumidor.

A participação reforça a estratégia da Polpa Brasil de ampliar sua presença no mercado de ingredientes naturais, acompanhar as transformações da indústria alimentícia e fortalecer o relacionamento com fabricantes, distribuidores e parceiros comerciais.

“A FiSA é um dos principais pontos de encontro da indústria de alimentos da América Latina. Mais do que apresentar nossa marca, queremos ouvir o mercado para entender as novas demandas da indústria. Acreditamos que o futuro da alimentação passa por ingredientes naturais, rastreabilidade e soluções que agreguem valor aos fabricantes. Estar presente nesse ambiente nos permite antecipar tendências e desenvolver produtos cada vez mais alinhados às necessidades dos nossos clientes”, afirma Ramon Lacowicz, CEO da Polpa Brasil.

Clean label impulsiona nova geração de ingredientes naturais

A participação da Polpa Brasil na FiSA ocorre em um momento de profunda transformação da indústria de alimentos. Impulsionado por consumidores cada vez mais atentos à composição dos produtos, o movimento conhecido como clean label — baseado em listas de ingredientes mais curtas, naturais e de fácil compreensão — vem redefinindo o desenvolvimento de alimentos e ampliando a demanda por ingredientes de origem natural.

Segundo a consultoria Innova Market Insights, quase um em cada três lançamentos globais de alimentos e bebidas já apresenta algum atributo de clean label. O estudo também aponta que quase metade dos consumidores aumentou o consumo de alimentos frescos e minimamente processados no último ano, enquanto cerca de 30% reduziram a ingestão de produtos processados. Além disso, quase três em cada quatro consumidores afirmam que a lista de ingredientes é um fator determinante na decisão de compra, reforçando a busca da indústria por matérias-primas naturais, rastreáveis e com maior valor agregado.

Nesse cenário, ingredientes derivados de frutas vêm conquistando espaço em diferentes categorias, como bebidas, sorvetes, laticínios, confeitaria, panificação e suplementos alimentares. Além de atenderem à demanda por naturalidade, eles agregam valor aos produtos ao contribuir para a redução de corantes e aromatizantes artificiais, respondendo ao interesse crescente por alimentos mais saudáveis e transparentes.

Para a Polpa Brasil, esse movimento representa uma oportunidade de ampliar sua atuação junto à indústria. A empresa investe no desenvolvimento de ingredientes produzidos a partir de frutas selecionadas, com foco em qualidade, segurança alimentar e padronização, oferecendo soluções para fabricantes que buscam inovar sem abrir mão da origem natural das matérias-primas.

“A indústria de alimentos vive uma transformação importante. Hoje, inovar não significa apenas criar novos produtos, mas desenvolver soluções que respondam às expectativas de um consumidor cada vez mais consciente sobre o que consome. As frutas brasileiras oferecem um enorme potencial nesse processo, combinando qualidade, versatilidade e valor agregado para diferentes aplicações industriais”, reforça Ramon Lacowicz.

Ao reunir fornecedores, indústrias, pesquisadores e especialistas, a FiSA se consolida como um dos principais termômetros das tendências que devem orientar o desenvolvimento de novos alimentos nos próximos anos, fortalecendo temas como inovação, sustentabilidade, saudabilidade e ingredientes de origem natural.

Santa Felicidade recebe Circuito de Saúde nos Bairros com atendimentos gratuitos

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Santa Felicidade recebe Circuito de Saúde nos Bairros com atendimentos gratuitos

Ação itinerante promovida pelos Amigos do HC oferece testes rápidos e orientações de saúde à comunidade

No próximo dia 29 (quarta-feira), o bairro Santa Felicidade receberá o Circuito de Saúde nos Bairros. Promovido pela Associação dos Amigos do HC, o evento itinerante será realizado na Rua da Cidadania Regional Santa Felicidade, localizada na Rua Santa Bertila Boscardin, 213, oferecendo uma série de serviços gratuitos à população entre 13h e 17h.

Ercílio Santinoni, presidente dos Amigos do HC, destaca a importância do Circuito de Saúde nos Bairros para a comunidade. “O Circuito de Saúde nos Bairros é a materialização do nosso compromisso em levar a promoção da saúde para quem mais precisa. Levar esses serviços gratuitos diretamente para dentro das comunidades, sem burocracia, facilita o diagnóstico precoce e promove a conscientização. Queremos dar autonomia para que cada cidadão aprenda a cuidar melhor da sua saúde física e mental no dia a dia”, afirma.

Atendimentos gratuitos

Os cidadãos que passarem pela Rua da Cidadania terão acesso a diversos atendimentos, como:

  • Saúde bucal: Avaliações odontológicas e encaminhamentos para tratamento realizados pelo projeto Boca Aberta, do curso de Odontologia da UFPR.
  • Cuidados renais: Testes de função renal realizados pela Fundação Pró-Renal.
  • Saúde mental e qualidade de vida (Parceria Uninter): Testes de nível de estresse, avaliação de consumo de álcool e orientações gerais de saúde.
  • Equilíbrio e bem-estar: Avaliação da composição corporal e sessões de estimulação neural com a organização Mãos Sem Fronteiras.

O objetivo da iniciativa é descentralizar o acesso à saúde, levando testes básicos e orientações de profissionais para perto da rotina dos moradores, de forma totalmente gratuita e sem a necessidade de agendamento prévio.

Serviço:

Circuito de Saúde nos Bairros

Data: 29 de julho (quarta-feira)

Horário: das 13h às 17h

Local: Rua da Cidadania – Regional Santa Felicidade

Endereço: Rua Santa Bertilla Boscardin, 213

Atendimento Gratuito

Mais informações: www.amigosdohc.org.br/circuito/

Aluguel ou poupança? O erro de cálculo que faz proprietários perderem dinheiro sem perceber

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Aluguel ou poupança? O erro de cálculo que faz proprietários perderem dinheiro sem perceber

Atraído pelo ganho imediato da renda fixa, quem cogita mudar precisa estar atento à valorização patrimonial e à proteção contra a inflação

É muito comum ouvir, no mercado financeiro, que deixar o dinheiro em uma aplicação de renda fixa rende mais do que o valor obtido com o aluguel de um imóvel. Diante de taxas de juros atrativas, muitos proprietários optam por vender seus bens, migrando os recursos para o banco com a promessa de viver de rendimentos de forma mais simples e sem as demandas da gestão de uma locação. No entanto, essa decisão esconde uma armadilha financeira silenciosa, baseada em um cálculo incompleto, que pode custar caro no longo prazo.

O grande equívoco dessa decisão é analisar apenas o fluxo de caixa imediato. Ao comparar um aluguel mensal padrão, que gira em torno de 0,5% do valor do imóvel ao mês, com uma aplicação que rende entre 0,8% e 1% no mesmo período, a renda fixa parece oferecer um retorno maior. Mas essa é uma ilusão, porque o dinheiro aplicado no banco não cresce, por si só, para acompanhar a inflação, enquanto o imóvel, sim.

O retorno do investidor

Na prática das imobiliárias, a migração definitiva de investidores do mercado imobiliário para o mercado financeiro é vista com ceticismo pelos especialistas. Luciano Tomazini, diretor da imobiliária Cilar, em Curitiba, aponta que as migrações para a renda fixa são menos frequentes e, geralmente, temporárias, uma vez que o investidor imobiliário tradicional tende a ser ainda mais conservador do que os demais perfis de investidores.

“Os poucos que se aventuram no mercado financeiro acabam percebendo, ao longo do tempo, que a soma do aluguel com a valorização do imóvel compensa muito mais do que qualquer investimento financeiro. No fim das contas, eles acabam retornando aos imóveis”, aponta Tomazini.
Os dados oficiais do mercado imobiliário curitibano também corroboram a solidez do investimento em propriedades. O principal termômetro do setor no estado é o banco de dados do Inpespar, órgão vinculado ao Secovi-PR (Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná).

Os relatórios mostram uma forte valorização tanto no preço de venda quanto no valor de locação na capital paranaense. Segundo Tomazini, os indicadores apontam que a valorização combinada (reajuste dos aluguéis e valorização do preço do metro quadrado) tem se mantido na faixa de 18% a 20% ao ano em diversas regiões, superando, com tranquilidade, tanto a taxa básica de juros (Selic) quanto a inflação oficial (IPCA).

A dupla proteção patrimonial

Quem mantém um imóvel alugado usufrui de um mecanismo de rentabilidade em duas frentes, de forma simultânea:

O ganho mensal: o valor do aluguel que entra na conta todos os meses e que conta com reajustes anuais previstos em contrato, geralmente atrelados a índices inflacionários, como o IPCA ou o IGP-M.

O ganho silencioso: a valorização patrimonial do próprio bem físico, impulsionada pelo crescimento urbano, pela escassez de terrenos em áreas consolidadas e pela alta dos custos da construção civil.

Tomazini destaca que, no mercado atual de Curitiba, os novos contratos têm conseguido repassar essas correções de forma extremamente saudável. Essa dinâmica favorável ao proprietário é sustentada por sólidos fatores demográficos e socioeconômicos locais.

“No mercado imobiliário de Curitiba, além da majoração natural dos aluguéis decorrente da lei da oferta e da procura e da elevação dos custos de aquisição em razão da valorização imobiliária, temos outros fatores impulsionando o setor. Curitiba está consolidada como uma das melhores capitais para se viver e vive um cenário de pleno emprego. Isso gera uma demanda constante de migração interna no país, somada ao fluxo contínuo de estudantes vindos de outras regiões do estado, o que mantém a demanda por locação extremamente aquecida”, explica o diretor da Cilar.

Sendo assim, a pressa em buscar a rentabilidade nominal de curto prazo oferecida pelas instituições financeiras pode comprometer a formação de uma riqueza sólida e duradoura. Embora o mercado financeiro desempenhe um papel crucial na liquidez de curto prazo e na formação de reservas de emergência, o imóvel físico permanece como um dos pilares mais seguros, resilientes e historicamente rentáveis para a preservação e a multiplicação do patrimônio familiar no longo prazo.

Edital em Curitiba abre vagas para contadores de histórias

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Edital em Curitiba abre vagas para contadores de histórias

Inscrições gratuitas seguem até 25 de julho; projeto cultural passará pela Biblioteca Pública do Paraná, em setembro

Estão abertas, até o dia 25 de julho, as inscrições para o edital de chamamento para contadores de histórias em Curitiba. A convocatória é da @gogoiacultural — produtora do projeto Quanto Mais se Fala, Mais Famoso Fica: Versões de Contos Populares —, que vai selecionar profissionais atuantes de forma individual ou em grupo.

Os interessados devem se inscrever gratuitamente e de forma exclusivamente digital, por meio do formulário disponível no link da bio do Instagram (@gogoiacultural). O resultado final será divulgado no dia 7 de agosto.

“Os selecionados farão parte da programação de apresentações do projeto que acontecerá no auditório da Biblioteca Pública do Paraná nos dias 2, 3, 4, 9 e 10 de setembro de 2026”, explica a atriz, produtora cultural e gestora de projetos socioeducativos, Lígia Quirino.

Estímulo à leitura

As apresentações integram a “Semana Quanto mais se fala, mais famoso fica”. A ação faz parte do projeto cultural que celebra o repertório das tradições orais e promove o intercâmbio entre diferentes artistas.

Ao longo de 2026, a proposta já vem desenvolvendo ações descentralizadas em Curitiba, como rodas de leitura, oficinas e espetáculos teatrais. Essas atividades ocorrem em parceria com as Casas da Leitura da Fundação Cultural de Curitiba, a própria BPP, a Secretaria Municipal de Educação e a Fundação de Ação Social (FAS).

No total, o projeto prevê a realização de 195 atividades gratuitas voltadas ao incentivo à leitura e à difusão de narrativas tradicionais. “A expectativa é impactar mais de 8 mil pessoas de todas as idades, distribuídas por todas as regionais da capital paranaense”, ressalta Lígia.

Requisitos e público-alvo

Para participar da seleção, os candidatos devem enviar obrigatoriamente histórico profissional, vídeo do trabalho, fotos de divulgação e a proposta de repertório. A análise será conduzida por uma comissão de três curadores, que avaliarão a adequação do conteúdo e da concepção artística à proposta do evento, prezando também pela diversidade do grupo final de selecionados.

As narrativas apresentadas devem abordar versões de contos populares e ter classificação indicativa livre. Os artistas precisam se atentar ao público-alvo principal das apresentações: alunos do Ensino Fundamental I (de 6 a 10 anos), oriundos de instituições públicas convidadas.

Programação formativa

Além das dez sessões vespertinas viabilizadas pelo edital, a “Semana Quanto mais se fala, mais famoso fica” contará com uma programação formativa pela manhã. Serão oferecidas cinco oficinas de formação gratuitas e abertas ao público sobre a prática da contação de histórias.

A capacitação é voltada para jovens e adultos a partir de 16 anos que desejam se aprimorar na arte da narrativa oral.

Realização e apoio

A segunda edição do projeto cultural Quanto Mais se Fala, Mais Famoso Fica: Versões de Contos Populares é realizada com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura Municipal de Curitiba. A produção é da Gogoia Cultural, com apoio do Colégio Positivo.

Serviço:

O quê: Edital de chamamento para Contadores de Histórias do projeto Quanto Mais se Fala, Mais Famoso Fica: Versões de Contos Populares (2ª Edição)

Prazo de inscrição: De 8 a 25 de julho

Inscrições e informações: Link disponível na bio do Instagram (@gogoiacultural)

Contato: Pelo e-mail quantomaissefala@gmail.com

Plaza Campos Gerais lança campanha de Dia dos Pais com sorteio de kit Apple

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A campanha acontece de 23 de julho a 9 de agosto e vai presentear um cliente com um iPhone 17 Pro, Apple Watch e AirPods

O Shopping Plaza Campos Gerais preparou uma campanha especial para comemorar o Dia dos Pais. Entre os dias 23 de julho e 9 de agosto, os clientes poderão participar da promoção. A cada R$ 100 em compras, concorrerão ao sorteio de um kit Apple, composto por um iPhone 17 Pro, Apple Watch e AirPods, com chances em dobro para os cupons resgatados pelo aplicativo PODI. 

A cada R$ 100,00 em compras realizadas no shopping durante o período da campanha, o consumidor terá direito a um cupom para concorrer ao prêmio. Os cupons poderão ser obtidos mediante o cadastro das notas fiscais pelo aplicativo ou no posto de trocas,  localizado no piso L1 do shopping. Os clientes que cadastrarem as notas fiscais por meio do aplicativo PODI, receberão cupons em dobro, aumentando as chances de ganhar o prêmio.

O ganhador da campanha será escolhido por meio de sorteio, que será realizado no dia 10 de agosto. Além da campanha, o Shopping Plaza Campos Gerais manterá seu funcionamento no domingo, dia 9, Dia dos Pais: a praça de alimentação atenderá das 11h às 22h; as lojas e quiosques funcionarão das 14h às 20h; e o cinema seguirá conforme programação.

Serviço

  • Campanha: Dia dos Pais – Shopping Plaza Campos Gerais
  • Período: 23 de julho a 9 de agosto
  • Sorteio: 10 de agosto
  • Prêmio: Kit Apple com iPhone 17 Pro, Apple Watch e AirPods
  • Como participar: A cada R$ 100 em compras, o cliente recebe um cupom. Notas cadastradas no posto de trocas físico, no piso L1 do shopping, ou pelo app PODI, garantem cupons em dobro

SOBRE O PLAZA CAMPOS GERAIS

Maior shopping da região, o Plaza Campos Gerais é o 12º empreendimento do Grupo Tacla, maior conglomerado de shopping centers do Sul do Brasil. Inaugurado em 2025, o mall tem 76 mil metros quadrados de área total e 27 mil de área locável. Localizado na região da Ronda, em Ponta Grossa (PR), conta com dois pavimentos comerciais e 130 operações entre lojas e quiosques. Inspirado nas linhas e formas da Escarpa Devoniana, o projeto arquitetônico transformou o mall em um marco para a cidade. Com dezenas de grandes marcas nacionais e internacionais, o Plaza Campos Gerais abriga ainda seis salas de cinema.

Exposição “No mundo do imaginário” reúne diferentes linguagens artísticas no Espaço Cultural INC

O Espaço Cultural INC apresenta a exposição coletiva “No mundo do imaginário”, que reúne obras das artistas Georgiana Vidal, Denise Raasch, Joseli Bezerra e Marli Thomaz. A mostra convida o público a mergulhar em diferentes universos criativos, revelando a diversidade de estilos, técnicas e narrativas que caracterizam a produção de cada artista. A visitação é gratuita e pode ser realizada até o dia 31 de agosto, durante o horário de funcionamento da filial do INC no Pátio Batel.

Com curadoria de Waltraud Sekula, a exposição parte da premissa de que a cultura é um dos pilares do desenvolvimento humano, capaz de contribuir para uma sociedade mais saudável, equilibrada e sensível. Em suas obras, as quatro artistas transformam experiências, memórias e imaginação em pinturas e produções bidimensionais e tridimensionais, expressando, por meio de cores, formas e traços, diferentes maneiras de interpretar o mundo.

Cada trabalho revela a identidade e a essência das artistas. Ao compartilhar suas produções com o público, Georgiana Vidal, Denise Raasch, Joseli Bezerra e Marli Thomaz mostram fragmentos de suas histórias e visão de mundo, demonstrando como a arte é capaz de ultrapassar o tempo e o espaço, despertando emoções, reflexões e novas formas de olhar a realidade.

A exposição “No mundo do imaginário” integra a programação do Espaço Cultural INC, que busca aproximar arte, cultura e saúde, oferecendo ao público um ambiente de contemplação e valorização da produção artística local.

As artistas

DENISE RAASCH

Percorre um trabalho fluido, em que o vidro, sua matéria-prima, é reciclado, fundido e moldado por suas mãos experientes, unindo técnica e imaginação. Ora fixado em superfícies planas, ora trabalhado em formas tridimensionais, o material ganha brilho e transparência em efeitos que convidam à observação e despertam fascínio.

GEORGIANA VIDAL

A artista segue um caminho de pesquisa, buscando sempre novas formas e estilos de apresentar seu trabalho. De maneira consciente e madura, com técnica apurada e precisa, cria obras de cores alegres e, ao mesmo tempo, cuidadosamente equilibradas em intensidade e matizes. Percebe-se a evolução delicada de sua produção e a busca inerente por uma identidade própria, marcada por formas e pinceladas soltas, ora sensuais, ora de uma rigidez calculada.

JOSELI BEZERRA

Pintora e escultora, utiliza técnicas e materiais mistos para criar trabalhos delicados, que exigem paciência, observação e imaginação, em um constante processo de aprendizado. Demonstra maturidade e um percurso consistente dentro da arte. Suas obras são desenvolvidas com maestria, domínio técnico e delicadeza, instigando o observador a adentrar e questionar seu universo imaginário.

MARLI THOMAZ

Trabalha com uma profusão de formas e cores, na qual a natureza flui e objetos se transformam em ícones, levando-nos a refletir sobre as razões que a motivaram a registrá-los em suas obras. Não é apenas a cor, nem a pincelada. Há certa angústia nessa profusão de elementos, um aprisionamento da forma e, ao mesmo tempo, uma liberdade repleta de simbolismo. Suas criações remetem ao útero da terra, à semente e até ao caos. Transita entre o bidimensional, a abstração e o figurativo simbólico, em um jogo de formas e elementos.

SERVIÇO

Exposição Coletiva “No mundo do imaginário”

Local: Espaço Cultural INC – Hospital INC Filial Pátio Batel (Pátio Batel, piso S1)

Período: até 31 de agosto de 2026

Visitação: segunda a sexta das 11h às 20h; sábados das 10h às 12h

Entrada: gratuita

Lei de Improbidade Administrativa: saiba o que muda na fiscalização do dinheiro público

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Lei de Improbidade Administrativa: saiba o que muda na fiscalização do dinheiro público

Decisões recentes do STF confirmam exigência de má-fé para condenações e redefinem limites entre falhas administrativas e atos de corrupção na administração pública

Cinco anos após a entrada em vigor da reforma da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 14.230/2021), o debate sobre os efeitos das mudanças na fiscalização do dinheiro público continua mobilizando juristas e gestores públicos.

Em decisões recentes, o Supremo Tribunal Federal (STF) validou pontos centrais da legislação, especialmente a exigência de comprovação de dolo para a condenação por improbidade, e trouxe à tona outra discussão: ficou mais difícil responsabilizar agentes públicos por irregularidades?

Para o advogado Lucas Fernando Ferri Cenci, especialista em Direito Administrativo pela Escola Paranaense de Direito, a resposta exige uma análise mais aprofundada do que simplesmente classificar a legislação como mais rígida ou mais permissiva.

“A avaliação após cinco anos de vigência da reforma é positiva. Hoje se exige que o agente tenha agido com verdadeira má-fé para que seja configurada a improbidade administrativa”, explica.

A mudança mais significativa promovida pela reforma foi a exclusão da chamada improbidade culposa, situação em que o agente poderia ser responsabilizado mesmo sem intenção de causar prejuízo. Com o entendimento consolidado pelo STF, a condenação por improbidade depende da comprovação de que houve vontade consciente de praticar o ato ilícito.

Para a advogada Fernanda Conto Guimarães, pós-graduada em Direito Administrativo pela Escola Paranaense de Direito, a alteração tornou o enquadramento mais técnico e elevou o nível de exigência das acusações.

“Não basta apontar uma irregularidade formal ou um resultado danoso. É necessário demonstrar que houve vontade livre e consciente de praticar o ato e uma finalidade ilícita específica”, explica.

Erro ou corrupção?

A exigência de comprovação do dolo tem provocado um dos debates mais relevantes do Direito Administrativo: como distinguir um erro grave de um ato de improbidade?

Com experiência nas áreas do Direito Administrativo, Eleitoral e Cível, Lucas Cenci explica que o erro administrativo grosseiro ainda é uma conduta passível de responsabilização, mas não necessariamente pela via da improbidade.

“O erro grosseiro ocorre quando há elevado grau de negligência, imprudência ou imperícia. Já a improbidade pressupõe desonestidade e a intenção deliberada de alcançar um resultado ilícito”, afirma o advogado do escritório Arraes & Carboni.

Na prática, a mudança altera a forma como órgãos de controle, Ministério Público e tribunais analisam a atuação de agentes públicos. Segundo Fernanda Conto, a reforma corrige excessos que marcaram a aplicação da legislação anterior.

“Em muitos casos, os agentes públicos eram punidos por falhas decorrentes de deficiências estruturais da própria administração pública, mesmo sem prejuízo ao erário ou violação de princípios fundamentais da gestão pública”, observa a advogada do escritório Zornig e Andrade.

Fim do “apagão das canetas”

Entre os argumentos usados para justificar a reforma na Lei de Improbidade Administrativa está a necessidade de combater o chamado “apagão das canetas”. Segundo Cenci, a legislação anterior permitia que erros administrativos fossem tratados com o mesmo rigor aplicado a casos de corrupção.

“Por medo da responsabilização, muitos gestores deixavam de tomar decisões importantes, mesmo quando agiam de boa-fé. Isso acabava impactando o funcionamento da própria administração pública”, observa o especialista, que reforça: “A Lei de Improbidade, com as alterações realizadas em 2021, visa punir o gestor desonesto e corrupto, e não o inábil.”

De acordo com Fernanda Conto, a exigência do dolo específico trouxe maior segurança jurídica para os gestores. “O medo de responder por improbidade levou muitos agentes a uma postura de omissão deliberada. Preferia-se não agir a correr o risco de ser responsabilizado, o que levou a um engessamento da administração pública e afetou a execução de muitas políticas públicas”, afirma.

O que o STF ainda precisa decidir

Embora o Supremo tenha validado pontos centrais da reforma, o julgamento sobre a constitucionalidade da nova Lei de Improbidade ainda não foi totalmente concluído.

Entre os temas pendentes está a discussão sobre a chamada prescrição intercorrente de quatro anos. Esse mecanismo poderá extinguir ações durante sua tramitação caso alguns critérios não sejam cumpridos por determinado período.

Segundo Lucas Cenci, a decisão sobre esse ponto deve produzir impactos significativos. “Se a constitucionalidade desse prazo for confirmada, milhares de ações de improbidade atualmente em andamento poderão ser extintas”, diz.

Outro tema que ainda estava em debate e que envolvia a perda da função pública, foi retomado no dia 24/06/2026. Na oportunidade, o Plenário do STF decidiu que o agente condenado na ação de improbidade administrativa deverá perder todas as funções públicas. Excepcionalmente e fundamentadamente, o juiz poderá deixar de aplicar a perda a uma ou outra função pública específica, considerando as circunstâncias do caso e a gravidade da infração.

Debate continua aberto

Para os especialistas, a reforma não representa uma flexibilização no combate à corrupção, mas uma redefinição dos critérios de responsabilização.

“Os gestores desonestos continuam alcançados pela lei. O que mudou foi a proteção de quem, no exercício legítimo da função pública, eventualmente comete erros de execução sem agir com intenção ilícita”, comenta Fernanda Conto.

O advogado Lucas Cenci concorda. Para ele, a discussão sobre a reforma não deve ser tratada como uma escolha entre proteger ou não o dinheiro público, mas como uma tentativa de encontrar equilíbrio entre fiscalização e segurança jurídica.

“A proteção do patrimônio público continua sendo essencial, mas também é necessário garantir que gestores tenham condições de tomar decisões sem o receio de que qualquer erro, cometido sem intenção, seja automaticamente interpretado como improbidade administrativa”, conclui.

Sobre a Escola Paranaense de Direito

Sediada em Curitiba (PR), a Escola Paranaense de Direito é um centro de excelência jurídica focado em pós-graduação, mestrado, cursos e capacitação prática.

Composta por advogados, promotores, juízes, desembargadores e magistrados de prestígio internacional, a instituição une qualidade acadêmica à vivência real dos tribunais para formar juristas diferenciados, por meio da convivência direta entre professores e alunos.