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O peso de resolver tudo

Psicanalista Regina Braghittoni explica como a obrigação de ser forte pode esconder sobrecarga emocional e dificultar o reconhecimento dos próprios limites

Organizar a casa, acompanhar os filhos, apoiar familiares, resolver problemas no trabalho e permanecer disponível para ouvir quem precisa. Quando todas essas responsabilidades se concentram na mesma pessoa, a imagem da mulher forte e capaz pode esconder um cansaço difícil de reconhecer. Segundo a psicanalista e pedagoga Regina Braghittoni, diretora do Instituto Brasileiro de Psicanálise MATEMA, o problema surge quando cuidar de todos se transforma em uma obrigação que não deixa espaço para as próprias necessidades.

“Muitas mulheres são reconhecidas por sua capacidade de resolver problemas, acolher e cuidar. O perigo começa quando essa força deixa de ser uma escolha e passa a funcionar como uma obrigação. Ela sente que não pode falhar, descansar ou demonstrar fragilidade porque acredita que todos dependem dela”, explica Regina. Nesse contexto, o reconhecimento por ser alguém que sempre encontra uma solução pode reforçar a dificuldade de admitir que também precisa de apoio.

A sobrecarga envolve mais do que executar tarefas. Há um trabalho contínuo de lembrar compromissos, antecipar necessidades, organizar decisões e administrar conflitos. Mesmo quando nenhuma atividade está sendo realizada, a preocupação com o que falta resolver pode continuar presente. “Não é apenas executar uma tarefa. É precisar lembrar que ela existe, planejar como será realizada e garantir que tudo aconteça. Essa responsabilidade permanente mantém a mente em estado de alerta, mesmo nos momentos em que a mulher deveria estar descansando”, observa a psicanalista.

Dificuldade para relaxar, irritação frequente, alterações no sono, culpa ao descansar e perda de interesse por atividades antes prazerosas merecem atenção, especialmente quando persistem e prejudicam a rotina. Esses sinais, isoladamente, não estabelecem um diagnóstico, mas podem indicar a necessidade de olhar para o sofrimento e buscar avaliação profissional. A sensação de nunca fazer o suficiente também pode tornar o descanso mais uma fonte de cobrança.

Pedir ajuda, porém, nem sempre é simples. Para algumas mulheres, compartilhar responsabilidades desperta receio de decepcionar ou de parecer incapaz. Para outras, estabelecer limites provoca medo de ser vista como egoísta. “Quando uma mulher passa muito tempo ocupando o lugar daquela que resolve tudo, ela pode deixar de reconhecer as próprias necessidades. Em muitos casos, consegue perceber rapidamente o sofrimento dos outros, mas demora para admitir o próprio cansaço”, afirma Regina.

Reconhecer essa dinâmica permite rever como as responsabilidades são distribuídas. Tornar visíveis as tarefas, conversar sobre expectativas e compartilhar também o planejamento são caminhos para que a organização da vida cotidiana deixe de depender de uma única pessoa. Para a psicanalista, preservar momentos de descanso exige que os limites sejam respeitados nas relações, sem transformar o autocuidado em mais uma obrigação individual.

“Ser forte não deveria significar suportar tudo em silêncio. Uma mulher não precisa chegar ao esgotamento para merecer ajuda. Descansar, dividir responsabilidades e cuidar de si não são atitudes egoístas; são necessidades humanas”, reforça. Com atuação voltada à psicanálise, ao desenvolvimento humano e aos conflitos emocionais, Regina destaca a importância de reconhecer o sofrimento antes que a exigência de dar conta de tudo comprometa a qualidade de vida.

Serviço: Regina Braghittoni
Psicanalista, pedagoga e diretora do Instituto Brasileiro de Psicanálise MATEMA
Atendimento a adolescentes e adultos
Telefone: (11) 96303-2838
Instagram: @regina.braghittoni
Site: iebmatema.com.br

Outubro Rosa amplia debate sobre prevenção e saúde emocional das mulheres

Campanha de conscientização sobre o câncer de mama também pode ser uma oportunidade para discutir autocuidado, sobrecarga e a importância de buscar ajuda psicológica

Curitiba, outubro de 2026. O Outubro Rosa é tradicionalmente marcado por ações de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. Mas, para o psicólogo clínico Luti Christóforo, a campanha também pode ser uma oportunidade para ampliar o olhar sobre a saúde da mulher e discutir aspectos que muitas vezes ficam em segundo plano, como saúde emocional, autocuidado e a dificuldade de priorizar as próprias necessidades. Segundo o psicólogo, a rotina de muitas mulheres é marcada pela sobreposição de responsabilidades. Trabalho, família, filhos, relacionamentos, tarefas domésticas e outras demandas fazem com que o cuidado com os outros frequentemente seja colocado à frente do cuidado pessoal. “Durante muito tempo, muitas mulheres aprenderam que deveriam cuidar de todos antes de cuidar de si mesmas. O problema é que esse ‘depois’ pode se prolongar por meses ou até anos”, afirma Luti.

Para ele, falar sobre autocuidado também significa falar sobre prevenção. Além do acompanhamento médico e da realização dos exames recomendados, é importante que a mulher esteja atenta aos sinais apresentados pelo próprio corpo e não adie a investigação de sintomas ou alterações que mereçam atenção. Esse olhar também deve incluir a saúde emocional. Ansiedade, tristeza persistente, irritabilidade, insônia, exaustão e uma sensação constante de sobrecarga podem ser sinais de que algo não está bem e, segundo o psicólogo, não deveriam ser simplesmente naturalizados como parte da rotina feminina. “A mulher pode ser forte, independente e capaz de enfrentar muitas dificuldades e, ainda assim, precisar de ajuda. Procurar apoio psicológico não significa fraqueza. Significa reconhecer que aquilo que ela sente também merece atenção”, explica.

Luti também chama atenção para a maneira como o conceito de autocuidado é apresentado. Em uma rotina já marcada por inúmeras responsabilidades, transformar o autocuidado em mais uma lista de tarefas pode produzir justamente o efeito contrário, aumentando a sensação de culpa e insuficiência. O cuidado pode começar por atitudes possíveis dentro da realidade de cada mulher, como reconhecer o próprio cansaço, estabelecer limites, dividir responsabilidades, reservar momentos de descanso e procurar ajuda quando necessário. “Cuidar de si não precisa significar fazer grandes mudanças de uma vez. Às vezes, começa simplesmente quando a mulher reconhece que está cansada e entende que não precisa continuar suportando tudo sozinha”, afirma. O psicólogo ressalta ainda que a sobrecarga feminina não deve ser entendida apenas como uma responsabilidade individual. A divisão das tarefas domésticas, o apoio familiar, os relacionamentos e as condições de trabalho também influenciam diretamente a possibilidade de uma mulher cuidar da própria saúde.

Na avaliação de Luti, a busca por atendimento psicológico não precisa acontecer apenas quando o sofrimento já atingiu um nível elevado. A psicoterapia pode ser procurada diante de dificuldades emocionais, conflitos, sensação de sobrecarga ou mesmo quando existe a percepção de que a maneira de viver já não está fazendo sentido. “Não é necessário chegar ao limite para procurar ajuda. Muitas vezes, perceber que algo não está bem já é um motivo suficiente para buscar um espaço de escuta e reflexão”, afirma. Nesse sentido, o Outubro Rosa pode servir como um lembrete para que a mulher olhe para a própria saúde de maneira mais ampla. Além de perguntar quando foi o último exame ou consulta médica, pode ser importante perguntar também como estão o sono, as emoções, os relacionamentos, os limites e a qualidade de vida.

Para Luti Christóforo, cuidar de si não significa deixar de cuidar das pessoas que fazem parte da vida. Significa reconhecer que a própria saúde também precisa ocupar um lugar de importância. “O cuidado começa quando conseguimos olhar para nós mesmos com a mesma atenção que tantas vezes dedicamos aos outros. Prevenção também é escuta, atenção e cuidado. E cuidar de si é uma forma de respeito pela própria vida”, conclui.

Luti Christóforo

Psicólogo Clínico

CRP 08/18577

(41) 99809-8887

lutipsicologo@gmail.com

@luti.psicologo

www.youtube.com/@lutipsicologo

Sua empresa fatura ou realmente dá lucro?

Cinco sinais de que o empresário está administrando no escuro

Aumento das vendas, dinheiro na conta e pagamentos em dia podem transmitir a sensação de que uma empresa é lucrativa. No entanto, sem controles financeiros adequados, o negócio pode estar perdendo margem, acumulando dívidas ou consumindo recursos sem que o proprietário perceba. Segundo o economista e consultor empresarial Paulo Dias Fernandes, da PD Consultoria, faturamento, lucro e disponibilidade de caixa são informações diferentes. O faturamento corresponde ao valor total das vendas, enquanto o lucro é o resultado que permanece depois da retirada de impostos, custos e despesas. O caixa, por sua vez, mostra quanto dinheiro está disponível em determinado momento. “Quando o empresário acompanha apenas o saldo bancário, ele enxerga uma fotografia daquele dia, mas não necessariamente a saúde financeira da empresa. O dinheiro disponível pode ter vindo de um empréstimo, de um aporte dos sócios ou da antecipação de recebíveis”, explica Paulo.
Um dos principais sinais de que a empresa está sendo administrada no escuro aparece quando o saldo bancário é o único indicador utilizado para decidir compras, investimentos e retiradas. O segundo é não conhecer a margem de contribuição dos produtos ou serviços, cálculo que revela quanto sobra de cada venda para pagar a estrutura do negócio. O terceiro sinal é desconhecer o ponto de equilíbrio, ou seja, o volume mínimo de vendas necessário para cobrir todos os custos e despesas. Sem essa informação, as metas podem ser definidas apenas pela intuição, sem indicar se a operação realmente está produzindo resultado. Outro alerta ocorre quando o faturamento cresce, mas o caixa fica cada vez mais apertado. A situação pode indicar preços mal calculados, aumento excessivo das despesas, prazos longos para receber dos clientes ou necessidade crescente de capital de giro. Nesse cenário, vender mais pode ampliar o problema em vez de resolvê-lo.
O quinto sinal é a mistura entre as contas pessoais e empresariais. Quando despesas particulares são pagas pela empresa ou os sócios fazem retiradas sem critérios, torna-se difícil descobrir quanto o negócio realmente custa, qual é o lucro produzido e quanto pode ser retirado com segurança. Para compreender a situação financeira, o empresário precisa analisar o fluxo de caixa, a Demonstração do Resultado do Exercício e as obrigações da empresa. Essas informações mostram se a operação apresenta lucro, se há recursos para os próximos compromissos e onde estão os principais desperdícios. “Não é necessário esperar uma crise para organizar os números. Quanto mais cedo o empresário transforma as movimentações financeiras em informações confiáveis, maior é a possibilidade de corrigir a rota e tomar decisões seguras”, afirma o consultor.
O primeiro passo é separar completamente as contas pessoais e empresariais, revisar receitas e despesas, classificar os custos e calcular a margem dos principais produtos ou serviços. Também é necessário projetar as entradas e saídas dos próximos meses e estabelecer uma retirada definida para os sócios. “O número não decide pelo empresário. Ele revela situações que podem permanecer escondidas quando a gestão depende apenas da percepção, do saldo bancário ou do volume de vendas. Administrar com clareza é saber não apenas quanto a empresa vende, mas quanto ela realmente ganha”, conclui Paulo.
Serviço: PD Consultoria
Paulo Dias
Consultor em Gestão Empresarial
Telefone: @pdconsultoria.cwb
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CPF dos imóveis chega a Maringá em 2027

Cadastro Imobiliário Brasileiro será utilizado em vendas, financiamentos, doações e regularização de obras; inconsistências nos dados podem dificultar operações imobiliárias

A partir de janeiro de 2027, os imóveis urbanos de Maringá passarão a integrar uma nova etapa do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), sistema nacional que atribui um código único a cada propriedade. Apelidado de “CPF dos imóveis”, o identificador deverá ser informado em diferentes operações, como compra, venda, doação, financiamento imobiliário, regularização de obras e solicitação de habite-se. A mudança alcançará os imóveis localizados nos municípios que não são capitais, caso de Maringá. Nas capitais e no Distrito Federal, a inclusão do CIB nos sistemas públicos teve início em janeiro de 2026. Criado no contexto da Reforma Tributária, o CIB reúne informações cadastrais, fiscais, jurídicas e geográficas dos imóveis urbanos e rurais em uma base nacional integrada ao Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais (Sinter). Segundo o advogado imobiliário Carlos Alberto Zonta Junior, de Maringá, o proprietário não deve esperar o momento da venda ou do financiamento para conferir a situação cadastral do imóvel. “O CIB será a identificação nacional do imóvel. Antes de realizar uma negociação, o proprietário precisa verificar se as informações existentes na prefeitura, na matrícula e nos demais documentos correspondem à realidade. Uma divergência descoberta somente na assinatura do contrato ou na solicitação de um financiamento pode atrasar ou até impedir a operação”, explica.

Nos imóveis urbanos, os dados utilizados para a criação do CIB são enviados pelas prefeituras ao Sinter. Por isso, a principal providência do proprietário é manter atualizado o cadastro imobiliário municipal. Informações relacionadas ao endereço, área do terreno, metragem construída, utilização do imóvel e ampliações realizadas devem corresponder à situação atual da propriedade. Caso o CIB ainda não esteja disponível ou apresente inconsistências, o cidadão deverá procurar a prefeitura para solicitar a inclusão ou a correção dos dados. O código também poderá ser consultado no Sinter por meio de uma conta gov.br. A emissão e a consulta são gratuitas. “O primeiro cuidado é comparar as informações. O que consta na prefeitura é igual ao que aparece na matrícula? A área construída está atualizada? Houve ampliação, demolição, desmembramento ou mudança de uso? Essas diferenças já causam problemas atualmente, mas a integração das bases tornará as inconsistências mais visíveis”, observa Zonta.

Apesar do apelido “CPF do imóvel”, o CIB não substitui a matrícula mantida pelo Cartório de Registro de Imóveis. A matrícula continua sendo o documento que concentra o histórico jurídico da propriedade, incluindo transmissões, averbações, restrições e garantias. O novo cadastro também não substitui a inscrição imobiliária municipal nem transfere a cobrança do IPTU para a União. O imposto continuará sob responsabilidade do município. “O CIB deve ser entendido como um identificador que conecta informações provenientes de diferentes órgãos. Ele não transforma uma construção irregular em regular e não corrige automaticamente um problema documental. Se houver uma divergência, será necessário procurar o órgão de origem da informação”, esclarece o advogado. No caso dos imóveis urbanos, alterações cadastrais devem ser solicitadas à prefeitura. Já problemas relacionados à matrícula, à titularidade ou ao registro de uma operação imobiliária podem exigir providências no Cartório de Registro de Imóveis.

A partir de janeiro de 2027, o CIB será solicitado em operações como venda, compra e doação de imóveis, obtenção de financiamento, regularização de obras e emissão de documentos municipais. Isso significa que pendências que permaneceram escondidas por anos podem aparecer justamente quando o proprietário precisar concluir uma negociação. Entre os problemas mais comuns estão construções não averbadas, ampliações sem atualização no cadastro municipal, diferenças de metragem, imóveis registrados em nome de antigos proprietários e ausência de documentos relacionados à divisão ou unificação de terrenos. “Nem toda inconsistência significa que o imóvel não poderá ser vendido. Entretanto, ela precisa ser analisada para identificar qual documento deve ser corrigido e qual órgão é responsável pela alteração. Quanto mais cedo esse diagnóstico for feito, menor o risco de perder uma negociação por falta de documentação”, afirma Zonta.

Como a emissão do CIB é gratuita, proprietários também devem desconfiar de mensagens que cobrem taxas para “liberar”, “ativar” ou “regularizar” o código de forma imediata. Links recebidos por aplicativos de mensagens não devem ser acessados sem a confirmação da origem. A consulta deve ser feita pelos canais oficiais do Sinter, da Receita Federal ou da prefeitura. “Novas obrigações sempre podem ser exploradas por golpistas. O proprietário não deve realizar pagamentos nem enviar documentos pessoais a alguém que se apresente como intermediário sem antes confirmar a informação nos canais oficiais”, alerta o advogado.

Antes da entrada da nova etapa do cadastro, proprietários de imóveis em Maringá podem:

• conferir os dados do imóvel no cadastro da prefeitura;

• solicitar uma matrícula atualizada no Cartório de Registro de Imóveis;

• comparar a área registrada com a área construída existente;

• verificar se ampliações e reformas foram regularizadas;

• conferir se o imóvel permanece registrado em nome de antigo proprietário;

• organizar documentos de compra, venda, herança, doação ou partilha;

• consultar o CIB no Sinter, quando disponível;

• procurar orientação especializada antes de assinar contratos ou pagar valores.

Para Zonta, o período anterior à obrigatoriedade deve ser utilizado para prevenção. “A recomendação não é criar pânico, mas aproveitar o prazo para organizar os documentos. Quem pretende vender, financiar, doar, inventariar ou regularizar um imóvel deve fazer essa conferência com antecedência. No mercado imobiliário, problemas documentais quase sempre custam menos quando são identificados antes da negociação”, conclui.

Serviço: Zonta Advocacia

Carlos Alberto Zonta Junior
Advogado — OAB/PR 77.920
Telefones: (44) 3025-1709 e (44) 9925-7972
Instagram: @bzonta
E-mail:
contato@zonta.adv.br
Site:
www.zonta.adv.br
Endereço: Rua Arthur Thomas, 942, Loja 01, Zona 01, Maringá,Paraná.

Reforma Tributária movimenta o mercado imobiliário e Apolar amplia agenda de encontros para proprietários com evento aberto ao público

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Após sucesso das primeiras edições, a empresa anuncia novo evento aberto ao público para aproximar proprietários e especialistas e esclarecer as mudanças no setor imobiliário

A Reforma Tributária deixou de ser um assunto restrito a contadores, advogados e grandes empresas e passou a fazer parte das preocupações de quem possui imóveis. Com a implementação gradual das novas regras, proprietários e investidores começam a buscar respostas para questões cada vez mais presentes: o que muda para quem recebe renda de aluguel? A nova tributação pode impactar a rentabilidade dos imóveis? É necessário rever a forma de administrar o patrimônio?

O interesse pelo tema ficou evidente nos encontros promovidos recentemente pela Apolar, em Curitiba. A iniciativa reuniu proprietários, investidores, profissionais do mercado imobiliário e especialistas para transformar um assunto técnico e complexo em informação aplicável à realidade de quem possui patrimônio imobiliário.

Diante da procura e da repercussão positiva dos eventos anteriores, a Apolar já prepara uma nova edição, ampliando o debate e trazendo ainda mais informações sobre os possíveis impactos da Reforma Tributária no mercado imobiliário.

O próximo encontro será realizado no dia 04/11 (quarta-feira), às 19h, na sede da Apolar Locação Centro, R. Conselheiro Laurindo, 478, Centro, Curitiba, e será aberto ao público, permitindo que proprietários de imóveis, investidores e demais interessados no assunto participem da discussão e tenham acesso a informações que podem ajudar no planejamento dos próximos anos.

O que muda para quem tem imóvel alugado?

Embora a Reforma Tributária tenha como principal objetivo reorganizar a tributação sobre o consumo no Brasil, as novas regras também alcançam atividades relacionadas ao setor imobiliário. Os impactos, entretanto, não serão necessariamente iguais para todos.

Quem possui apenas um imóvel destinado à locação pode estar diante de uma realidade diferente daquela enfrentada por proprietários com uma carteira maior de imóveis ou que utilizam a locação como fonte recorrente de renda e investimento. Por isso, fatores como quantidade de imóveis, renda proveniente dos aluguéis, perfil das operações e estratégia patrimonial passam a ganhar ainda mais relevância na análise de cada situação.

A proposta dos encontros promovidos pela Apolar é justamente aproximar essas discussões do cotidiano do proprietário.

“A nossa intenção é trazer o tema para uma conversa mais próxima da realidade de quem tem um imóvel e precisa entender o que pode mudar. Informação é o primeiro passo para que proprietários e investidores possam se preparar e tomar decisões de forma mais consciente”, destaca Gutemberg Raicherth, CEO da Apolar.

Informação como parte da gestão do patrimônio

Além das questões tributárias, o debate chama atenção para uma transformação no comportamento do mercado: cada vez mais, o imóvel deixa de ser analisado somente como patrimônio e passa a ser observado também sob a perspectiva de rentabilidade, gestão e planejamento de longo prazo.

Como a implementação da Reforma Tributária ocorrerá de forma gradual, acompanhar a regulamentação e compreender as particularidades de cada patrimônio será fundamental durante o período de transição. O próprio release original destaca a importância de avaliar individualmente cada situação antes de tomar decisões patrimoniais.

É nesse cenário que a Apolar pretende ampliar sua agenda de encontros. Depois da participação registrada nas primeiras edições, a empresa aposta na continuidade do projeto como uma forma de aproximar especialistas, mercado e proprietários.

O novo evento sobre Reforma Tributária acontece no dia 04/11 (quarta-feira), às 19h, em Curitiba. A participação será aberta ao público. Mais informações sobre local e inscrições serão divulgadas pelos canais oficiais da Apolar.

Sobre a Apolar

Com 57 anos de história, a Apolar atua no mercado imobiliário por meio de sua rede de franquias, nos segmentos de venda, locação e administração de imóveis. A empresa vem ampliando sua participação em debates sobre as transformações do setor e temas que impactam proprietários, compradores, locatários e investidores.

Jornada digital e avaliação prática: como a Geração Z está redefinindo a busca pelo primeiro imóvel

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Levantamento indica que 67% dos jovens pretendem comprar um imóvel; Apolar mostra como a combinação entre tecnologia e atendimento consultivo ajuda a transformar a pesquisa em decisão segura

Ao contrário do mito de que as novas gerações priorizam exclusivamente o consumo por assinatura e a economia compartilhada, o sonho da casa própria segue no topo das prioridades dos jovens brasileiros. Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC/Brain) revelam que 67% das pessoas entre 21 e 28 anos pretendem adquirir um imóvel. Enquanto o desejo de compra permanece aquecido, a forma de pesquisar, avaliar e fechar o negócio mudou nesta geração.

A presença da Geração Z no mercado imobiliário é percebida a partir de uma jornada de compra mais digital, informada e analítica. Isso porque esses compradores costumam iniciar a busca muito antes do primeiro contato com o corretor e chegam às imobiliárias e aos plantões de vendas munidos de simulações digitais, comparativos de bairros e pesquisas em portais e redes sociais.

“É um consumidor que chega ao atendimento com um repertório formado e com expectativas claras sobre preço, localização e características do imóvel”, explica Caprice Andretta Chechelaky, diretora da franqueadora da Apolar Imóveis. “Muitas vezes, a condição financeira determina o universo do que é possível comprar, enquanto a localização, a praticidade e o estilo de vida definem qual imóvel será escolhido dentro das opções disponíveis”, acrescenta.

Preço por metro quadrado e além

Para os compradores da Geração Z, a avaliação do primeiro imóvel envolve fatores que vão além da metragem privativa. Itens como conectividade, proximidade do trabalho ou dos estudos, facilidade de transporte e oferta de comércio local pesam diretamente na decisão. A infraestrutura oferecida pelo condomínio também recebe atenção, com os espaços para home office, lavanderias compartilhadas e áreas de lazer funcionais constando na lista de desejos. 

O impacto dos custos fixos, como condomínio e IPTU, também entram na conta, pois, apesar de compartilharem o mesmo recorte geracional, as prioridades podem variar significativamente de acordo com o momento de vida de cada cliente.

“Não existe um único “imóvel da geração Z. Um jovem no início de carreira tende a priorizar imóveis compactos e parcelas menores, enquanto outro com renda mais consolidada ou que recebe apoio familiar pode buscar melhor localização ou padrões superiores. Da mesma forma, quem trabalha em regime híbrido tende a valorizar um ambiente adequado para o trabalho remoto”, comenta Caprice.

Orientação profissional e decisão de compra

Se a autonomia digital acelera as etapas iniciais de pesquisa, ela também torna o processo decisório mais complexo devido ao volume de informações disponíveis. É nesse cenário que o atendimento consultivo da imobiliária ganha relevância estratégica, ajudando o comprador a superar as etapas burocráticas e financeiras com segurança.

Para atender às expectativas desse público, a Apolar tem investido na agilidade e na digitalização dos processos, integrando atendimentos via WhatsApp, visitas virtuais e documentação digital sem abrir mão do suporte humano qualificado.

“A tecnologia facilita e acelera a jornada, mas o conhecimento do corretor ajuda o cliente a transformar informação em uma decisão segura, especialmente na primeira compra, na qual o papel do profissional auxilia na organização das opções, na avaliação da capacidade financeira, além de transmitir segurança durante a negociação”, finaliza diretora da franqueadora da Apolar Imóveis.

Sobre a Apolar Franquias Imobiliárias

Fundada em 1969 por Joseph Galiano, a Apolar se tornou referência no mercado imobiliário, com 12 conquistas do prêmio ABF do Franchising Brasileiro, pelo modelo de excelência em franchising e pelas inovações no segmento. A Apolar iniciou suas atividades no sistema de franchising em 1995, tornando-se pioneira no setor imobiliário ao adotar o modelo no Brasil. São mais de 90 lojas distribuídas estrategicamente nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e também no Paraguai, totalizando mais de 20 mil imóveis cadastrados, entre locados e disponíveis para venda e locação.

A rede também se diferencia por oferecer um ecossistema imobiliário completo aos franqueados, que vai além das operações tradicionais de vendas e locação. Esse modelo integra soluções que vão desde a administração de condomínios até frentes como consórcio imobiliário e short stay, ampliando a atuação junto a diferentes perfis de clientes, incluindo investidores. Com isso, a Apolar consolida um modelo único no país, ao conectar múltiplas oportunidades de negócio dentro de uma mesma rede.

Halloween imobiliário: os fantasmas que podem aparecer depois da mudança

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Nos anúncios ou visitas rápidas, nem tudo é o que parece. Caprice Andretta Chechelaky, diretora da franqueadora da Apolar Imóveis, orienta a prestar atenção em itens que podem assombrar os moradores no futuro

Pode até ser mês de Halloween, mas, na hora de escolher um novo lar, nenhum “susto” é bem-vindo. Alguns problemas podem estar bem disfarçados e não aparecer na primeira visita. Infiltrações, problemas na documentação, instalações antigas, barulho excessivo e custos que vão além do valor do imóvel são alguns dos pontos que podem pesar no bolso e na rotina de quem compra ou aluga.

Para evitar surpresas depois da mudança, é importante fazer uma avaliação cuidadosa que vá além da aparência e do preço do imóvel. Caprice Andretta Chechelaky, diretora da franqueadora da Apolar Imóveis, lembra que é comum que o comprador ou locatário dê mais atenção à aparência, ao tamanho e ao preço do espaço que pretende comprar ou alugar, mas esses são apenas alguns dos fatores que precisam entrar na decisão.

“Alguns problemas só aparecem depois que o contrato está assinado e a mudança já aconteceu, por isso vale olhar o imóvel com atenção desde a primeira visita. Infiltrações, instalações antigas, reformas mal executadas, barulho e custos que não estavam claros podem transformar uma boa oportunidade em uma dor de cabeça. A ideia não é desconfiar de tudo, mas fazer as perguntas certas e conferir as informações antes de tomar uma decisão”, explica a especialista.

Por isso, antes de avançar, vale esclarecer questões relacionadas à documentação, às condições do imóvel, ao condomínio e aos custos envolvidos. Na compra, é importante conferir a matrícula e o registro do imóvel, verificar eventuais pendências e a situação do proprietário. Já na locação, o consumidor deve entender quais documentos são necessários para formalizar o contrato e quais são as condições da negociação.

Durante a visita, alguns sinais merecem atenção especial. Manchas, descascamentos, mofo ou alterações recentes na pintura podem indicar problemas de umidade ou infiltração. Pisos, portas e janelas também podem dar pistas sobre o estado de conservação do imóvel. Em apartamentos e casas em condomínio, vale observar ainda as condições das áreas comuns e verificar se existem obras ou manutenções previstas.

O entorno também conta
Outro cuidado é não avaliar o imóvel apenas pelo que acontece dentro dele. Iluminação e ventilação podem mudar conforme o horário, enquanto o nível de ruído pode ser diferente durante o dia e à noite. Observar a vizinhança e entender a rotina da região também ajuda a formar uma visão mais completa antes da decisão.

A conta vai além do aluguel ou preço
Os custos também precisam ser analisados para além do valor anunciado. No caso de condomínios, é importante conhecer a taxa mensal e possíveis cobranças extras. Na locação, o consumidor deve entender quais despesas ficam sob sua responsabilidade e quais são atribuídas ao proprietário. Na compra, outros custos relacionados à operação também precisam entrar no planejamento.

Uma visita cuidadosa, aliada à conferência da documentação e à leitura atenta do contrato, pode ajudar o consumidor a identificar problemas antes de fechar negócio e evitar que uma boa oportunidade se transforme em um “susto” depois da mudança.

BOX: Antes de comprar ou alugar, pergunte:

  1. A documentação do imóvel está regularizada?
  2. Existem dívidas, pendências ou processos relacionados ao imóvel?
  3. Há sinais de infiltração, umidade ou problemas em paredes, tetos e pisos?
  4. As instalações elétricas e hidráulicas estão em boas condições?
  5. As reformas realizadas no imóvel estão regularizadas?
  6. Como são a iluminação, a ventilação e o nível de ruído?
  7. Qual é o valor do condomínio e existem taxas extras?
  8. Há obras ou despesas previstas no imóvel ou no condomínio?
  9. Quais custos adicionais, além do preço ou aluguel, estarão envolvidos?
  10. Quais são as condições do contrato antes da assinatura?

Sobre a Apolar Franquias Imobiliárias
Fundada em 1969 por Joseph Galiano, a Apolar se tornou referência no mercado imobiliário, com 12 conquistas do prêmio ABF do Franchising Brasileiro, pelo modelo de excelência em franchising e pelas inovações no segmento. A Apolar iniciou suas atividades no sistema de franchising em 1995, tornando-se pioneira no setor imobiliário ao adotar o modelo no Brasil. São mais de 90 lojas distribuídas estrategicamente nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e também no Paraguai, totalizando mais de 20 mil imóveis cadastrados, entre locados e disponíveis para venda e locação.
A rede também se diferencia por oferecer um ecossistema imobiliário completo aos franqueados, que vai além das operações tradicionais de vendas e locação. Esse modelo integra soluções que vão desde a administração de condomínios até frentes como consórcio imobiliário e short stay, ampliando a atuação junto a diferentes perfis de clientes, incluindo investidores. Com isso, a Apolar consolida um modelo único no país, ao conectar múltiplas oportunidades de negócio dentro de uma mesma rede.

Outubro Rosa mobiliza indústria paranaense em ação de cuidado com as funcionárias

Palestra reuniu 50 funcionárias para uma reflexão sobre saúde física e mental, prevenção e autocuidado

Cuidar da saúde é também aprender a reconhecer as próprias necessidades, respeitar os limites do corpo e reservar tempo para o bem-estar. Com esse propósito, a Font Life, tradicional indústria de água mineral, promoveu uma ação especial de Outubro Rosa para suas funcionárias, com uma programação dedicada à saúde integral da mulher.

Cinquenta mulheres participaram da palestra Corpo e mente: um só saudável, conduzida pela fisioterapeuta Daiane Rodrigues, profissional há nove anos, com atuação em Pilates, terapia manual e saúde da mulher. Empreendedora e responsável pelo Studio Espaço Daiane Cecília, ela compartilhou orientações e reflexões sobre a importância do autocuidado para uma vida mais saudável e equilibrada.

A iniciativa ampliou o olhar sobre a saúde feminina para além da prevenção do câncer de mama, destacando a importância de compreender a mulher em sua integralidade. A abordagem foi estruturada em três pilares fundamentais: movimento, alimentação e saúde mental.

Durante o encontro, as participantes refletiram sobre os benefícios da atividade física para a força, a mobilidade e a autonomia, a importância de uma alimentação equilibrada e os cuidados com a saúde mental diante das múltiplas responsabilidades e demandas do cotidiano. Dinâmicas práticas e momentos de reflexão estimularam as funcionárias a olhar para si mesmas e reconhecer a importância de incluir o autocuidado na rotina.

A programação também contou com sorteio de brindes e uma oficina de pintura em vidros, proporcionando momentos de integração, criatividade e descontração entre as participantes.

Para a diretora de Qualidade da Font Life, Daniela Baggio Naimeg, iniciativas como essa reforçam o compromisso da empresa com as pessoas que fazem parte de sua história.

“Uma empresa é construída por pessoas, e cuidar delas é reconhecer o valor de cada uma para além de sua função profissional. Queremos que nossas colaboradoras se sintam acolhidas, valorizadas e compreendam que a saúde e o bem-estar precisam ser prioridades. O Outubro Rosa nos convida a falar sobre prevenção, mas também a ampliar esse cuidado, lembrando que cada mulher merece atenção, respeito e qualidade de vida em todas as fases da sua trajetória”, destaca Daniela.

A fisioterapeuta Daiane Rodrigues ressalta que olhar para a saúde da mulher de forma integral é fundamental para promover mudanças positivas no dia a dia.

“Quando falamos em saúde, precisamos olhar para o corpo e para a mente como partes que caminham juntas. O movimento fortalece o corpo, a alimentação contribui para o equilíbrio e a saúde mental precisa de atenção diante das tantas responsabilidades que as mulheres assumem. O autocuidado não é egoísmo, é uma necessidade. É importante que cada mulher reconheça suas próprias necessidades e entenda que cuidar de si também é uma forma de ter mais saúde, autonomia e qualidade de vida”, afirma.

Ao promover a ação, a Font Life reforça a importância de criar espaços de informação, acolhimento e conscientização dentro do ambiente de trabalho. Mais do que uma atividade alusiva ao Outubro Rosa, o encontro foi uma oportunidade para valorizar as mulheres da equipe e incentivar hábitos que contribuam para uma vida mais saudável, dentro e fora da empresa.

Ecossistema reúne direito, técnica, negócios e conservação ambiental em Curitiba

VKS, Grafelo, Valls e Instituto Ora passam a atuar de maneira integrada para reduzir a fragmentação de projetos imobiliários e ambientais, antecipar riscos e concentrar decisões em um único fluxo de trabalho

Um empreendimento imobiliário pode começar com a escolha de um terreno, mas dificilmente termina nela. Antes de se tornar um negócio viável, a área precisa ser analisada sob os aspectos jurídicos, urbanísticos, ambientais, técnicos e financeiros. Quando cada uma dessas etapas é conduzida de maneira isolada, cabe ao próprio cliente repetir informações, organizar reuniões, acompanhar diferentes prestadores e tentar conciliar orientações que nem sempre chegam ao mesmo tempo.

Foi para enfrentar essa fragmentação que VKS – Valdivieso Sociedade de Advogados, Grafelo Consultoria e Negócios, Valls Ativos Ambientais e Instituto Ora passaram a integrar, em 2026, um Ecossistema voltado a projetos imobiliários, urbanos e ambientais. A nova estrutura reúne, em Curitiba, as frentes jurídica, técnica, negocial e socioambiental, mantendo a identidade e a responsabilidade de cada organização, mas conectando suas competências desde a análise inicial de cada demanda.

A iniciativa surge em um momento de expansão do mercado local. Curitiba ultrapassou 12 mil apartamentos novos comercializados em 12 meses e movimentou R$ 9,3 bilhões em Valor Geral de Vendas no período. De acordo com levantamento apresentado pela Brain Inteligência Estratégica à ADEMI PR, a capital tornou-se o terceiro maior mercado imobiliário do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Somente no segundo trimestre de 2026, foram vendidas 3.480 unidades verticais na cidade, crescimento de 50,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados pela ADEMI PR.

O avanço do setor amplia também a responsabilidade sobre a tomada de decisões. Um terreno com potencial construtivo pode apresentar restrições ambientais, divergências registrais, limitações urbanísticas, necessidade de licenciamento ou dificuldades para obtenção de recursos. Quando essas questões são identificadas apenas depois da aquisição ou do início do projeto, podem comprometer prazos, elevar custos e até inviabilizar a operação.

No modelo proposto pelo Ecossistema, o cliente deixa de ocupar informalmente o papel de coordenador de diferentes prestadores. A demanda pode ser analisada por mais de uma área desde o início, com o direcionamento interno das questões e o compartilhamento das informações necessárias. Isso tende a reduzir reuniões repetidas, retrabalho, avaliações desconectadas e a descoberta tardia de problemas que poderiam ter sido considerados nas primeiras etapas.

A VKS concentra a atuação jurídica nas áreas imobiliária, ambiental, urbanística, empresarial e civil. A Valls atua com inteligência territorial, integrando geotecnologias e conhecimento técnico para a regularização, o desenvolvimento e a conservação de territórios. A Grafelo atua na inteligência de negócios, na captação de recursos e na estruturação e intermediação de ativos imobiliários e ambientais. O Instituto Ora, organização sem fins lucrativos, desenvolve iniciativas voltadas à conservação da natureza e à criação de projetos de impacto socioambiental positivo.

A trajetória que resultou nessa união começou em 1994, com a fundação da Valls. Em 2005, foi fundada a VKS, que consolidou sua atuação jurídica ao longo das duas décadas seguintes. A primeira configuração da Grafelo surgiu em 2011 e foi retomada em 2025, com novos integrantes e uma proposta direcionada à estruturação de negócios e oportunidades. O Instituto Ora foi criado em 2024. Em 2026, as quatro organizações formalizaram o funcionamento integrado do Ecossistema.

“Cada organização mantém sua identidade, especialidade e responsabilidade. O que muda é a forma como conectamos essas competências. Em projetos complexos, conseguimos olhar para a mesma oportunidade sob diferentes perspectivas desde o início”, afirma Bruna Folle Schmidlin, sócia do Ecossistema.  Na prática, isso significa preservar as atribuições, as análises e as responsabilidades de cada área, ao mesmo tempo em que as equipes passam a compartilhar estrutura, conhecimento, oportunidades e uma visão comum para projetos que exigem diferentes competências.

O Ecossistema reúne profissionais do direito, da arquitetura, do urbanismo, da engenharia agronômica, da biologia, da administração, do marketing e da gestão financeira. Entre as lideranças estão Patrícia Valdivieso Hessel, com mais de 20 anos de atuação em operações imobiliárias, regularização fundiária e licenciamento urbano e ambiental; Dirley Schmidlin, engenheiro agrônomo com cerca de 30 anos de experiência em regularização e ativos ambientais; Bruna Folle Schmidlin, administradora com atuação em estratégia e desenvolvimento de negócios, responsável pelas frentes de marketing e prospecção do Ecossistema; Cássio Soares Alves, arquiteto e urbanista com atuação na interface entre planejamento urbano e legislação; e Adriane Cilião Guimarães, bióloga com aproximadamente 20 anos de experiência em consultoria e gestão ambiental.

A integração também envolve uma estrutura de governança compartilhada, criada para conectar as diferentes especialidades e tornar mais ágil o fluxo de decisões entre as organizações.

Na frente de negócios, a Grafelo informa ter prospectado mais de R$ 200 milhões no mercado em 2025. A empresa trabalha com captação de recursos financeiros, intermediação de ativos imobiliários e estruturação de ativos ambientais, conectando proprietários, investidores, incorporadoras, instituições financeiras e grupos privados. A proposta é analisar o ativo como um sistema completo, no qual condições jurídicas, urbanísticas, ambientais, técnicas e mercadológicas influenciam diretamente a segurança e o potencial da operação.

O Ecossistema não elimina a complexidade dos projetos imobiliários e ambientais, mas procura evitar que essa complexidade permaneça espalhada entre diferentes interlocutores. Ao reunir as competências necessárias em um mesmo ambiente de decisão, o grupo pretende oferecer uma leitura mais completa dos ativos, antecipar riscos e permitir que cada oportunidade seja avaliada não apenas pelo que aparenta ser, mas pelo que pode se tornar depois de regularizada, estruturada e conectada ao capital adequado.

Serviço: Ecossistema – Grafelo, VKS, Valls e Instituto Ora

Grafelo Consultoria e Negócios 

VKS – Valdivieso Sociedade de Advogados 

Valls – Inteligência Territorial & Ambiental 

Instituto Ora – Conservação da Natureza

 (41) 3618-0204 

www.grafelo.com.br | www.vks.adv.br | www.orainstituto.org.br 

Av. Anita Garibaldi, 850, Torre C, salas 801,810/811, Cabral, Curitiba/PR.

Testemunha precisa de advogado?

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Ser chamado para depor não significa ser acusado de um crime, mas conhecer os próprios direitos pode evitar que uma testemunha prejudique a si mesma durante uma investigação

Receber uma intimação para prestar depoimento como testemunha costuma transmitir uma sensação de tranquilidade. Afinal, quem é testemunha imagina que está apenas ajudando a esclarecer um fato e que não existe qualquer risco jurídico envolvido. Na prática, porém, o advogado criminalista Jefferson Nascimento da Silva explica que cada depoimento precisa ser analisado de acordo com o contexto da investigação, porque a condição de testemunha não elimina direitos fundamentais nem impede que uma pessoa, em determinadas circunstâncias, necessite de orientação jurídica antes de ser ouvida.

“Existe uma diferença muito importante entre dizer que toda testemunha precisa de advogado e afirmar que toda pessoa deve conhecer seus direitos antes de prestar um depoimento. A testemunha tem o dever de colaborar com a Justiça e dizer a verdade sobre aquilo que presenciou ou conhece. Mas ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Esse é um princípio constitucional que protege qualquer cidadão”, afirma Jefferson.

A Constituição Federal assegura o direito de permanecer em silêncio como garantia contra a autoincriminação, enquanto a jurisprudência dos tribunais superiores ampliou essa proteção para situações em que o depoente, mesmo chamado inicialmente como testemunha, possa ser colocado diante de perguntas capazes de envolvê-lo na prática de um crime. Em um precedente do Superior Tribunal de Justiça, a Corte reconheceu que uma testemunha não pode ser obrigada a dizer a verdade sobre fatos que possam resultar em sua própria responsabilização penal, justamente em respeito ao princípio de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si.

Isso não significa que a testemunha possa simplesmente mentir ou deixar de colaborar com a investigação. O dever de dizer a verdade permanece como regra quando o depoimento trata de fatos relacionados a terceiros e não coloca o próprio depoente em risco de autoincriminação. “O direito ao silêncio não é um salvo-conduto para faltar com a verdade. Ele existe para proteger a pessoa quando determinada resposta pode ser utilizada contra ela em uma investigação ou em um processo criminal”, esclarece o advogado.

Outra situação que merece atenção acontece quando a pessoa é chamada como testemunha sem conhecer completamente os fatos investigados. Durante uma oitiva, novas informações podem surgir e alterar a compreensão sobre sua participação nos acontecimentos. Por isso, Jefferson recomenda que o cidadão leia atentamente a intimação, procure saber qual autoridade expediu o documento e compreenda qual é o objeto da investigação antes de comparecer para prestar declarações.

“O advogado não serve apenas para quem está sendo acusado. Em muitos casos, sua atuação é preventiva. Ele analisa a intimação, identifica a natureza do procedimento, orienta sobre os limites legais do depoimento e acompanha o ato para garantir que os direitos do cidadão sejam respeitados. Isso é completamente diferente de tentar interferir na investigação ou construir uma versão dos fatos”, destaca Jefferson.

Os tribunais brasileiros também vêm reforçando a importância da assistência técnica em procedimentos investigatórios. O Supremo Tribunal Federal possui diversos precedentes reconhecendo que a garantia contra a autoincriminação protege não apenas o réu, mas qualquer pessoa que esteja diante de perguntas capazes de comprometer sua própria liberdade ou responsabilidade criminal. A discussão ganhou ainda mais relevância nos últimos anos diante de investigações cada vez mais complexas, envolvendo provas digitais, mensagens, movimentações financeiras e relações empresariais.

Para o criminalista, a melhor conduta é agir com serenidade. “Quem é testemunha não deve entrar em pânico, porque isso não significa culpa. Mas também não deve acreditar que um depoimento policial é uma simples conversa sem consequências jurídicas. Cada declaração passa a integrar um procedimento oficial e pode ter repercussões importantes. Informação e orientação são sempre mais seguras do que improviso”, ressalta.

Ao final, Jefferson reforça que a principal mensagem para a população é simples: colaborar com a Justiça e preservar os próprios direitos são atitudes absolutamente compatíveis. “A verdade continua sendo o dever da testemunha. O que a Constituição protege é o direito de ninguém ser obrigado a construir a própria acusação. Conhecer essa diferença é essencial para que o cidadão participe de uma investigação de forma consciente, responsável e juridicamente segura”, conclui.

Serviço: Jefferson Nascimento da Silva
Advogado Criminalista, OAB/PR 86.750
(41) 98400-6686
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Rua Conselheiro Laurindo, 600 – sala 1006/1007, Centro, Curitiba/PR.