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Esperança precisa de escuta

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Setembro Amarelo reforça que perceber mudanças de comportamento, acolher sem julgamentos e oferecer ajuda pode ser decisivo para quem atravessa uma crise emocional

Há pessoas que seguem trabalhando, estudando, cuidando da família e até sorrindo enquanto enfrentam, silenciosamente, um sofrimento difícil de perceber. Com a proximidade do Setembro Amarelo e do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado em 10 de setembro, o alerta se volta justamente para aquilo que nem sempre é visível. No Brasil, 15.507 mortes por suicídio foram registradas em 2021, segundo publicação do Ministério da Saúde. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. (Serviços e Informações do Brasil)

Para o psicólogo clínico Luti Christóforo, de Curitiba, um dos equívocos é interpretar o comportamento suicida como uma simples vontade de morrer. O próprio Ministério da Saúde reconhece o suicídio como um fenômeno complexo e multifatorial, relacionado à interação de fatores psicológicos, biológicos, sociais, culturais e ambientais. “Muitas vezes, aquilo que aparece como um desejo de morrer é, na verdade, um desejo desesperado de que aquela forma de viver e de sofrer deixe de existir. Quando alguém consegue falar sobre a própria dor e encontra quem esteja verdadeiramente disposto a ouvir, ainda existe uma ponte que pode ser fortalecida entre essa pessoa e a vida”, afirma.

Ao longo de sua trajetória clínica, Christóforo já acompanhou diversos pacientes que chegaram ao consultório vivenciando pensamentos suicidas. Alguns chegaram após uma tentativa, e outros, depois de mais de uma tentativa. “Graças a Deus, até hoje nunca perdi um paciente por suicídio”, afirma o psicólogo. Para ele, essa experiência reforça a importância de levar a sério aquilo que o paciente apresenta, acolher o sofrimento sem julgamentos e construir, junto com ele, possibilidades para atravessar momentos de crise.

Segundo Christóforo, em momentos de sofrimento intenso, a dor pode ocupar tamanho espaço que a pessoa perde temporariamente a capacidade de enxergar alternativas. “É como estar dentro de uma sala escura e acreditar que aquela sala é o mundo inteiro. Às vezes, o primeiro trabalho terapêutico não é resolver todos os problemas. É ajudar a pessoa a atravessar aquela noite, chegar à próxima semana, à próxima sessão e, pouco a pouco, voltar a imaginar que existe um amanhã”, explica.

Com atuação fundamentada também na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, o psicólogo observa que determinados momentos de ruptura podem revelar conflitos, culpas, relações destrutivas, expectativas ou formas de viver que já não conseguem sustentar o indivíduo. Nesse processo, a psicoterapia pode ajudar a compreender o sofrimento e construir novas possibilidades. “Eu já vi pessoas chegarem ao consultório acreditando que não havia mais saída e, meses depois, voltarem a falar sobre sonhos e projetos. A psicoterapia não apaga magicamente a dor, mas cria um espaço para que ela seja colocada em palavras, compreendida e elaborada”, diz Christóforo.

A escuta de familiares, amigos e colegas também pode fazer diferença. O Ministério da Saúde recomenda procurar um momento e um ambiente adequados para conversar com quem apresenta sinais de sofrimento, ouvir com abertura e sem julgamentos e incentivar a busca por atendimento profissional. Em situações de perigo imediato, a orientação é não deixar a pessoa sozinha e procurar serviços de saúde ou de emergência.

Para Christóforo, frases como “pense positivo”, “isso vai passar” ou comparações com problemas de outras pessoas podem produzir o efeito contrário ao desejado. “Nem sempre precisamos encontrar a frase perfeita. Muitas vezes, uma pergunta verdadeira, ‘você está realmente bem?’, seguida da disposição para ouvir a resposta, é muito mais importante.”

Mudanças persistentes de comportamento, isolamento, desesperança, abandono de atividades e projetos, falas recorrentes sobre morte ou ausência de perspectivas merecem atenção, embora nenhum sinal isolado permita prever um suicídio. A prevenção depende de uma abordagem ampla, com acolhimento, redução do estigma e acesso adequado ao cuidado em saúde mental. “Precisamos abandonar a ideia de que pedir ajuda demonstra fraqueza. Conseguir dizer ‘eu não estou dando conta sozinho’ pode ser uma das atitudes mais importantes que uma pessoa toma em sua vida”, destaca o psicólogo.

Para Christóforo, a principal mensagem do Setembro Amarelo deveria permanecer durante todo o ano. A prevenção também acontece nas pequenas atitudes, quando uma família percebe uma mudança, quando um colega observa que alguém deixou de falar sobre o futuro ou quando uma pessoa encontra segurança para admitir que precisa de ajuda. “A vida nem sempre precisa fazer sentido hoje. Em alguns momentos, precisamos criar condições para que ela volte a fazer sentido amanhã. A esperança nem sempre chega como uma grande revelação. Às vezes, ela chega como uma conversa, uma escuta, uma mão estendida ou simplesmente como alguém que permanece”, conclui.

Serviço: Luti Christóforo

Psicólogo clínico

(41) 99809-8887

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Empresa saudável começa nos números

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Faturamento alto nem sempre significa um negócio saudável. Entender margem, caixa, custos e resultado ajuda empresários a identificar problemas antes que eles apareçam

Uma empresa pode vender mais a cada mês, conquistar novos clientes e bater recordes de faturamento e, ainda assim, estar ficando financeiramente mais frágil. Isso acontece porque faturamento, sozinho, diz muito pouco sobre a saúde de um negócio. “É muito comum o empresário saber exatamente quanto vendeu no mês, mas não conseguir responder quanto realmente ganhou. E são duas coisas completamente diferentes”, afirma Danilo Fermino, contador e sócio da Flow Contabilidade Digital.

Segundo ele, o problema aparece quando o faturamento passa a ser usado como principal referência para tomar decisões. A empresa vende mais e, por isso, contrata. Aumenta a estrutura. Assume um financiamento. Compra equipamentos. Eleva a retirada dos sócios. Mas nem sempre existe uma análise sobre quanto desse crescimento efetivamente está se transformando em resultado. “Uma empresa pode aumentar o faturamento e, ao mesmo tempo, perder margem. Pode apresentar lucro e estar com dificuldade de caixa. Pode ter dinheiro na conta hoje e compromissos para os próximos 30 dias que tornam aquele saldo praticamente indisponível. Quando olhamos somente um número, corremos o risco de chegar à conclusão errada.”

Por isso, acompanhar a saúde financeira de uma empresa exige olhar para indicadores em conjunto. Faturamento, margem, custos fixos, geração de caixa, endividamento e resultado ajudam a mostrar não apenas onde o negócio está, mas também se existe espaço para os próximos passos. Essa informação passa a ter valor principalmente antes das decisões.

Contratar um funcionário, comprar um equipamento, abrir uma nova unidade ou assumir uma dívida são decisões que podem parecer comerciais, mas têm consequências financeiras que podem ser projetadas. “Antes de contratar, por exemplo, eu posso calcular quanto aquela contratação aumenta o custo da empresa e quanto de receita adicional ela precisa gerar para se pagar. A decisão continua sendo do empresário, mas ele passa a decidir sabendo o impacto que aquilo terá nos números.”

A mesma lógica vale para a área tributária. Conforme a empresa cresce, muda sua folha de pagamento, sua margem ou sua estrutura, um regime tributário que funcionava anteriormente pode deixar de ser a melhor alternativa. “Não existe uma escolha tributária que seja boa para sempre. A empresa muda e a estratégia tributária também precisa ser revisada. Mas imposto é apenas uma parte da análise. Economizar imposto e continuar com uma operação pouco rentável não resolve o problema.”

Para Danilo, uma das principais mudanças na relação entre empresário e contador está justamente na utilização das informações que a contabilidade já produz. “O empresário não precisa de um contador que apenas diga quanto ele precisa pagar. Ele precisa entender se a empresa dá lucro, onde está perdendo margem, quanto pode investir, quais riscos está assumindo e o que precisa mudar para chegar onde pretende.”

Isso não elimina a experiência ou a percepção de quem está à frente do negócio. Pelo contrário. Os números ajudam a testar essas percepções antes que uma decisão importante seja tomada. “Tem decisão que parece ótima olhando para o faturamento e deixa de parecer quando colocamos margem, custos e caixa na conta. O número não decide pelo empresário. Ele mostra coisas que, muitas vezes, o empresário não consegue enxergar olhando apenas para a operação.”

No Dia do Contador, celebrado em 22 de setembro, a discussão sobre o papel da profissão também passa por essa mudança. Com tecnologia e acesso mais rápido às informações, o trabalho contábil pode ir além do cumprimento de obrigações e ajudar empresas a entender melhor o próprio negócio.

Porque crescer é importante. Mas saber se esse crescimento está efetivamente deixando a empresa mais saudável é uma discussão diferente.

Serviço: Flow Contabilidade

Danilo Fermino

Contador CRC PR 078065/O-2

(41) 99963-7065

@danilofermino

danilo@flowcontabilidade.com.br

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Primavera inspira novos olhares para a relação entre natureza e arquitetura

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Jardins que acompanham as estações do ano, espécies nativas e áreas verdes pensadas para o uso dos moradores mostram como o paisagismo vem deixando de ser apenas um elemento decorativo nos projetos residenciais

A primavera começa oficialmente em 22 de setembro e seus sinais já podem ser percebidos na paisagem, com o surgimento de flores e novas folhagens. A mudança de estação também chama a atenção para o espaço que a vegetação ocupa nos projetos residenciais: o paisagismo deixou de ser apenas um recurso estético e passou a incorporar aspectos relacionados ao bem-estar, à biodiversidade e à integração com o entorno.

Essa abordagem reflete uma transformação no próprio conceito de paisagismo. O chamado paisagismo regenerativo busca integrar os espaços urbanos aos ecossistemas locais, priorizando espécies nativas, a conservação do solo, a biodiversidade e a redução da necessidade de irrigação e insumos químicos. A proposta é criar jardins que contribuam para o equilíbrio ambiental e ampliar a conexão entre pessoas e natureza.

Em Curitiba, essa tendência aparece em diferentes projetos residenciais. No Amáz, da GT Building, o projeto paisagístico de Renata Tilli parte de uma releitura da paisagem amazônica adaptada às condições locais. A composição reúne espécies como butiás, ipês, vedélias e clúsias, presentes nas áreas externas e na composição visual do empreendimento.

As referências amazônicas se estendem ao conceito do empreendimento, inspirado em árvores da região, como a samaúma e o manoa. O projeto incorpora ainda aspectos ambientais que vão além do paisagismo: por meio do Projeto Manoa, a GT Building neutralizou 100% das emissões de carbono relacionadas à obra, com a compensação de mais de 4,5 mil toneladas de CO₂.

“Hoje, o paisagismo deixou de ser pensado apenas como um elemento decorativo. Ele pode contribuir para a experiência de quem mora, para o conforto dos ambientes e para uma relação mais próxima com a natureza. A escolha das espécies e a forma como a vegetação se integra à arquitetura fazem parte dessa visão”, destaca o arquiteto da incorporadora curitibana.

No OÁS, também da GT Building, o paisagismo prioriza espécies nativas da região. Localizado no Bigorrilho, próximo ao Parque Barigui, o empreendimento tem projeto paisagístico assinado por Rodrigo Oliveira e incorpora soluções voltadas ao uso mais eficiente da água, como um sistema de irrigação com sensor de umidade e o aproveitamento da água da chuva para irrigar e auxiliar  na manutenção das áreas comuns.

Os dois projetos mostram como o paisagismo pode desempenhar diferentes funções na arquitetura residencial, desde a composição da identidade do empreendimento até a criação de ambientes voltados à convivência e à contemplação.

“Quando a vegetação é pensada em conjunto com a arquitetura, ela passa a fazer parte da experiência de morar. O morador não apenas olha para o jardim, mas convive com ele, percebe a mudança das estações, tem mais contato com espécies diferentes e usufrui de espaços que ajudam a tornar o ambiente mais agradável”, conclui Fábio de Lima, arquiteto da GT Building.

Com a chegada da primavera, a transformação da paisagem torna mais visível uma discussão que vai além da estética. Em uma cidade conhecida pela presença de parques e áreas verdes, integrar a vegetação aos espaços residenciais envolve considerar aspectos como conforto, biodiversidade e qualidade de vida. Nos novos empreendimentos, essas escolhas começam na concepção dos projetos, com a definição das espécies e das soluções paisagísticas mais adequadas a cada espaço.

Mais qualidade de vida

Diversos estudos científicos apontam que a proximidade com a natureza pode exercer um efeito positivo significativo sobre a saúde e o bem-estar. Entre os benefícios observados estão a redução de sintomas de ansiedade e depressão, além de possíveis impactos favoráveis sobre a pressão arterial. Uma pesquisa publicada na revista científica Environment International investigou justamente a relação entre áreas verdes e saúde mental, reunindo informações de mais de 50 mil pessoas distribuídas por 58 países.

Os resultados indicam que a relação com ambientes naturais pode estimular mecanismos psicológicos ligados ao equilíbrio emocional e ao desenvolvimento da autocompaixão. Essa experiência também contribui para uma percepção mais positiva e saudável do próprio corpo. Entre os efeitos associados ao contato com a natureza estão a melhora da saúde mental, o fortalecimento da autocompaixão, a redução do cansaço mental, uma maior aceitação da própria imagem corporal e o aumento da sensação de bem-estar e satisfação pessoal.

Um dos elementos apontados pelo estudo como especialmente relevante é o que os pesquisadores denominam “quietude cognitiva”. Trata-se de um estado em que a atenção permanece ativa, porém de forma mais tranquila e espontânea, sem a sobrecarga provocada pelo excesso de estímulos característico dos grandes centros urbanos.

O contato com paisagens naturais, sons mais suaves e espaços amplos proporciona ao cérebro uma oportunidade de diminuir o ritmo. Com menos estímulos competindo pela atenção, torna-se mais fácil organizar os pensamentos e refletir de maneira menos pressionada. Esse estado favorece uma experiência emocional mais acolhedora e pode estimular uma relação mais compassiva e gentil consigo mesmo.

Sobre a GT Building  

A GT Building é uma incorporadora curitibana e um dos principais players do mercado imobiliário da capital. Preocupada com o futuro, a GT Building se posiciona como uma empresa Climability®, que utiliza suas habilidades de criação de projetos inovadores aliada à consciência e vontade de ajudar na construção de um mundo melhor. Com o objetivo de neutralizar sua pegada ecológica, a empresa fez parcerias com organizações de preservação de biomas brasileiros para aquisição de créditos de carbono, compensando suas emissões de gases de efeito estufa.

Quando acidente vira crime?

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Semana Nacional do Trânsito chama atenção para condutas que podem transformar uma ocorrência nas ruas em investigação criminal e até levar o motorista à prisão

Uma colisão, um atropelamento ou outro sinistro de trânsito pode acontecer em poucos segundos, mas as atitudes do motorista antes e depois da ocorrência podem produzir consequências que vão muito além de multas, indenizações e perda de pontos na carteira. Entre 18 e 25 de setembro, período em que o Brasil realiza a Semana Nacional do Trânsito, o alerta também vale para uma questão pouco compreendida pelos motoristas: quando um acidente deixa de ser apenas uma ocorrência de trânsito e passa a ser tratado como crime?

Segundo o advogado criminalista Jefferson Nascimento da Silva, o simples envolvimento em um acidente não transforma automaticamente o motorista em criminoso. É preciso analisar as circunstâncias e a conduta envolvida. “No Direito Penal não basta olhar para o resultado e concluir que houve um crime. É necessário entender como o fato aconteceu, qual foi o comportamento do motorista, se houve imprudência, negligência ou imperícia e se existiam outras circunstâncias, como consumo de álcool, excesso de velocidade ou alguma conduta deliberadamente perigosa”, explica.

O Código de Trânsito Brasileiro prevê crimes específicos. O homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não existe intenção de matar, por exemplo, tem pena de detenção de dois a quatro anos, além da suspensão ou proibição de obter habilitação. Se o motorista estiver sob influência de álcool ou outra substância psicoativa e provocar uma morte nas condições previstas pelo CTB, a pena passa para reclusão de cinco a oito anos, além das consequências relacionadas ao direito de dirigir.

A legislação também prevê a lesão corporal culposa no trânsito. Quando há alteração da capacidade psicomotora em razão do consumo de álcool ou outra substância e o resultado é lesão grave ou gravíssima, a pena prevista é de reclusão de dois a cinco anos. Dirigir com a capacidade psicomotora alterada pelo álcool ou outra substância psicoativa também constitui crime independentemente da ocorrência de morte ou ferimento, desde que presentes os requisitos previstos na legislação.

“É importante desfazer a ideia de que crime de trânsito só existe quando alguém morre. A própria condução sob influência de álcool, nas condições estabelecidas em lei, pode configurar crime. Além disso, a forma como o motorista age depois de um sinistro também pode gerar uma nova responsabilidade criminal”, ressalta Jefferson.

Um exemplo é a omissão de socorro. O Código de Trânsito estabelece como crime deixar de prestar imediato socorro à vítima quando possível ou, havendo justa causa que impeça o auxílio direto, deixar de solicitar ajuda da autoridade pública. A legislação prevê ainda crime para o motorista que se afasta do local do sinistro com a finalidade de fugir da responsabilidade penal ou civil que possa lhe ser atribuída.

Outro ponto mais complexo aparece nos acidentes com morte em que se discute se houve culpa ou dolo eventual. No homicídio culposo, o motorista não deseja nem assume o resultado criminoso, embora sua conduta possa ter contribuído para ele. Já a discussão sobre dolo eventual surge quando a acusação sustenta que, embora não tivesse a intenção direta de matar, o motorista teria assumido o risco de produzir aquele resultado.

A diferença pode modificar profundamente o processo criminal. Em decisões recentes, o Superior Tribunal de Justiça voltou a analisar casos de mortes no trânsito em que se discutia a existência de dolo eventual. Para Jefferson, é justamente nesse ponto que generalizações devem ser evitadas. “Embriaguez, excesso de velocidade e outras circunstâncias são elementos relevantes para a investigação, mas uma conclusão sobre dolo eventual exige análise do conjunto de fatos e provas do caso concreto. Não se pode transformar automaticamente todo acidente grave em homicídio doloso, assim como não se pode minimizar uma conduta extremamente perigosa apenas porque ocorreu no trânsito”, afirma.

A Semana Nacional do Trânsito, realizada anualmente entre os dias 18 e 25 de setembro, busca ampliar a conscientização sobre segurança e responsabilidade nas ruas e rodovias. Para o criminalista, conhecer as consequências jurídicas também faz parte desse processo. “Quando alguém assume a direção, suas escolhas podem produzir consequências para a própria vida e para a vida de terceiros. Respeitar as regras de trânsito não é apenas uma forma de evitar multa. Em determinadas situações, é a diferença entre chegar ao destino normalmente e responder a uma investigação ou a um processo criminal”, conclui.

Serviço: Jefferson Nascimento da Silva
Advogado Criminalista, OAB/PR 86.750
(41) 98400-6686
@jeeffeh
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Rua Conselheiro Laurindo, 600 – sala 1006/1007, Centro, Curitiba/PR.

Buffet em velórios ganha espaço como gesto de acolhimento às famílias

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Serviço discreto oferece alimentação e suporte durante despedidas que podem durar várias horas

Em um momento marcado pela dor e por inúmeras decisões, oferecer alimentação aos familiares e amigos que permanecem durante horas em um velório pode representar cuidado, acolhimento e respeito. Com essa proposta, o serviço de buffet para velórios começa a ganhar espaço no Brasil, acompanhando um movimento de humanização e personalização das cerimônias de despedida. A alimentação nesses encontros tradicionalmente era organizada de maneira improvisada pelos próprios familiares. Agora, o serviço profissional permite que a família se concentre na despedida e no apoio mútuo, sem precisar se preocupar com compras, montagem, utensílios, organização da mesa e reposição dos alimentos. “Buffet em velório não tem caráter de festa. Trata-se de oferecer conforto em um momento delicado. Muitas pessoas permanecem horas no local, chegam de outras cidades ou passam o dia sem conseguir fazer uma refeição. Um café, uma água ou um alimento leve representam uma forma silenciosa de cuidado”, explica Danielle Jacob, da FGS. A tendência faz parte de uma transformação mais ampla do setor funerário. Além do coffee break, diferentes regiões do país já registram cerimônias com música, transmissão pela internet, vídeos, flores e homenagens que procuram representar a história e a personalidade de quem partiu.

Cardápio leve e apresentação discreta

O buffet para velórios deve respeitar as características do ambiente. A recomendação é priorizar uma apresentação sóbria, atendimento cuidadoso e alimentos práticos, que possam ser consumidos durante diferentes momentos da cerimônia. Entre as opções que podem compor o cardápio estão café, chá, água, sucos, bolos, frutas, pães, pequenos sanduíches e salgados. A seleção pode ser adaptada conforme o horário, a duração do velório, a estimativa de pessoas e eventuais restrições alimentares. “Cada atendimento precisa ser conduzido com sensibilidade. A montagem deve ser discreta, o cardápio precisa funcionar bem durante todo o período e a equipe deve compreender que está entrando em um ambiente de recolhimento e emoção”, ressalta Danielle. Além de cuidar dos alimentos, o serviço profissional pode contemplar organização da mesa, louças ou utensílios, bebidas, reposição e retirada da estrutura. A quantidade é planejada de acordo com o público estimado, evitando tanto a falta quanto o desperdício.

Alimentação também favorece o encontro e a memória

O momento do café pode criar um espaço de proximidade entre familiares e amigos. É quando surgem conversas, lembranças e histórias vividas ao lado da pessoa homenageada. Por isso, a alimentação pode cumprir uma função que vai além da necessidade física. Em algumas cerimônias, o cardápio também pode receber elementos afetivos, como um bolo, um doce ou uma receita que faça parte da memória familiar. A personalização, porém, deve ser planejada com equilíbrio e sempre respeitar o desejo, a cultura e as crenças da família. “Há despedidas em que as pessoas sentem necessidade de recordar momentos felizes e compartilhar histórias. A mesa pode ajudar a criar esse espaço de convivência, sem retirar a solenidade da ocasião”, afirma Danielle. Para a FGS, o principal objetivo do serviço é assumir uma preocupação prática em um momento no qual a família já enfrenta uma grande carga emocional. “Nosso trabalho é estar presente com organização, respeito e delicadeza. Às vezes, cuidar significa simplesmente garantir que ninguém precise se preocupar com o café, a água ou a alimentação naquele momento”, conclui.

Serviço: FGS

Danielle Jacob

Diretoria Criativa e de Marketing

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Anita Shopping

Av Anita Garibaldi, 2840 loja 39.

Imóvel da herança pode virar usucapião?

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Imóvel ocupado por apenas um dos filhos após a morte dos pais pode gerar cobrança entre herdeiros e, em determinadas situações, até discussão sobre usucapião

Quando os pais morrem e um dos filhos permanece morando sozinho no imóvel da família, é comum que os irmãos tratem a situação informalmente. “Pode ficar na casa”, “depois resolvemos o inventário” ou “ele cuidou dos nossos pais e não tem problema continuar lá” são acordos frequentes dentro das famílias. O que poucos sabem é que deixar essa situação se prolongar sem qualquer formalização pode trazer consequências patrimoniais importantes.

Segundo o advogado Carlos Alberto Zonta Junior, de Maringá, que atua nas áreas imobiliária e sucessória, a morte do proprietário faz com que a herança seja transmitida aos herdeiros e, enquanto não ocorre a divisão definitiva do patrimônio, os bens passam a ser compartilhados entre eles. “O fato de um dos filhos ter morado com os pais, ter cuidado deles ou permanecer no imóvel depois da morte não significa, por si só, que aquela casa passou a pertencer exclusivamente a ele. Se existem outros herdeiros, os direitos deles sobre o patrimônio precisam ser preservados”, explica.

A questão ganhou ainda mais relevância com decisões do Superior Tribunal de Justiça. O STJ já reconheceu que um herdeiro que exerce a posse exclusiva de um imóvel pertencente à herança pode, em determinadas circunstâncias, buscar judicialmente o reconhecimento da usucapião. Para isso, entretanto, não basta simplesmente morar no imóvel durante determinado período. É necessário preencher os requisitos da modalidade de usucapião discutida no caso, inclusive demonstrando uma posse exclusiva exercida como proprietário, sem oposição dos demais titulares.

Na usucapião extraordinária, por exemplo, o Código Civil estabelece como regra prazo de 15 anos de posse sem interrupção nem oposição, que pode ser reduzido para dez anos em determinadas circunstâncias previstas em lei. “É justamente por isso que a família não deveria deixar uma situação patrimonial importante baseada apenas em conversas. O problema não costuma aparecer no primeiro ou no segundo ano. Ele aparece anos depois, quando alguém quer vender o imóvel, fazer a partilha ou reivindicar seu direito e percebe que nunca houve qualquer documento deixando claro em quais condições aquele irmão estava ocupando a propriedade”, alerta Zonta.

Outro ponto que costuma surpreender as famílias é a possibilidade de pagamento pela utilização exclusiva do imóvel. A jurisprudência do STJ admite que o herdeiro que usufrui sozinho do bem comum possa ser obrigado a indenizar os demais pela parcela correspondente ao uso exclusivo. Em decisão divulgada em 2025, a Quarta Turma do tribunal voltou a tratar do tema ao analisar a situação de uma herdeira que permanecia em um imóvel antes da conclusão da partilha.

Isso não significa, entretanto, que toda família precise obrigatoriamente cobrar aluguel do irmão que permaneceu na residência. Os demais herdeiros podem concordar com a utilização gratuita do bem. O importante, segundo Zonta, é que a situação seja juridicamente organizada. “Se os irmãos querem permitir que um deles permaneça gratuitamente no imóvel, isso pode ser formalizado. Se entendem que deve haver uma compensação financeira pelo uso exclusivo, também é possível estabelecer as condições. O que traz insegurança é não fazer nada e acreditar que o vínculo familiar substitui a documentação”, afirma.

Além do instrumento que regulamente a ocupação, os herdeiros precisam observar o inventário, a situação da matrícula do imóvel, impostos, condomínio, despesas de manutenção e a forma como cada sucessor participa da administração do patrimônio. O STJ decidiu, inclusive, que, antes da partilha, o IPTU é, como regra, obrigação vinculada ao espólio. A divisão de determinadas despesas e eventual indenização pelo uso exclusivo dependem das circunstâncias de cada caso.

Para Zonta, a prevenção é particularmente importante porque conflitos imobiliários entre irmãos frequentemente começam quando a relação familiar já está desgastada. “Enquanto todos concordam, parece desnecessário colocar qualquer coisa no papel. O documento não deve ser entendido como demonstração de desconfiança entre irmãos. É exatamente o contrário: ele registra aquilo que todos decidiram em um momento de harmonia e evita que, no futuro, cada pessoa tenha uma lembrança diferente sobre o que foi combinado”, conclui.

Serviço: Zonta Advocacia

Carlos Alberto Zonta Junior

Advogado, OAB/PR 77.920

(44) 3025-1709/9925-7972

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Av. Advogado Horácio Raccanello Filho, 5550, Zona 7, Maringá, PR. 

IA avança nas empresas, mas falta de capacitação prejudica a real produtividade

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Disponibilizar ferramentas de inteligência artificial sem preparar as equipes pode limitar os ganhos esperados pelas organizações

A inteligência artificial generativa entrou no ambiente corporativo em velocidade acelerada, mas muitas empresas ainda não descobriram como transformar a tecnologia em resultados concretos. O problema, segundo especialistas em gestão, já não está apenas no acesso às ferramentas, mas na capacidade das organizações de preparar seus profissionais para utilizá-las de forma estratégica.

Em um cenário no qual ferramentas como o ChatGPT estão cada vez mais presentes na rotina profissional, capacitar pessoas passa a ser tão importante quanto investir na própria tecnologia. Dados divulgados pelo Cetic.br em junho de 2026 mostram que o uso de inteligência artificial nas empresas brasileiras com 10 ou mais pessoas ocupadas passou de 13%, em 2024, para 17%, em 2025. Entre as grandes empresas, com 250 ou mais funcionários, a adoção avançou de 38% para 50%. O levantamento ouviu mais de 4 mil empresas em todo o país.

Na avaliação de Bruno Castro, consultor em Processos e IA aplicada à Gestão, responsável pela B.Castro Consultoria, o risco está em acreditar que a simples disponibilização da ferramenta será suficiente para gerar produtividade. “A empresa pode ter a melhor ferramenta disponível e continuar trabalhando da mesma maneira. O resultado não está na ferramenta, mas na forma como as pessoas passam a trabalhar depois que aprendem a utilizá-la”, afirma.

Um profissional preparado pode utilizar a IA para eliminar etapas burocráticas, resumir documentos, organizar informações, gerar análises, estruturar apresentações, apoiar pesquisas e acelerar tarefas que antes consumiam horas. O ganho, porém, depende da capacidade de identificar quais atividades realmente podem ser potencializadas pela tecnologia. “O objetivo não deveria ser terceirizar o pensamento para a inteligência artificial, mas ampliar a capacidade humana de analisar, criar e decidir. Quando tiramos o profissional de atividades operacionais que consomem tempo, permitimos que ele utilize sua capacidade em tarefas de maior valor”, explica Bruno.

A necessidade de capacitação já aparece entre as grandes empresas brasileiras. Pesquisa realizada pela IDC entre março e abril de 2026 com executivos de organizações com mais de mil funcionários identificou que 30% apontam a escassez de talentos como uma das principais barreiras para a adoção da inteligência artificial. Como resposta, 86% das empresas pesquisadas afirmam investir na capacitação das equipes de tecnologia e 71% também estão treinando profissionais das áreas de negócios.

Outro levantamento internacional reforça que o desafio vai além do domínio técnico das ferramentas. O Work Trend Index 2026, realizado com 20 mil profissionais de dez países, incluindo o Brasil, identificou que fatores organizacionais, como cultura, apoio da liderança e práticas de gestão, apresentaram peso aproximadamente duas vezes maior nos resultados relatados com IA do que fatores ligados apenas ao comportamento individual.

Para Bruno, os números demonstram que a discussão precisa deixar de ser tratada exclusivamente como um assunto do setor de tecnologia. “Quando uma empresa entrega uma ferramenta de inteligência artificial para uma equipe sem ensinar onde, como e por que utilizá-la, existe uma grande chance de continuar fazendo os mesmos processos, apenas com uma tecnologia nova. A produtividade aparece quando a IA é conectada ao processo de trabalho.”

Outro cuidado envolve a segurança das informações. O uso corporativo da inteligência artificial exige regras claras sobre dados, documentos e informações estratégicas. Também é necessário ensinar os profissionais a conferir conteúdos produzidos pela IA, já que respostas aparentemente corretas podem conter erros. “Treinar uma equipe para usar inteligência artificial também significa ensinar responsabilidade. É preciso saber perguntar, interpretar, conferir e decidir”, ressalta.

Em setembro, quando o calendário profissional destaca o Dia do Profissional de Administração, a discussão sobre inteligência artificial ganha um significado especial. Cabe aos gestores conduzir essa transformação dentro das organizações, conectando tecnologia aos processos e às pessoas. Para Bruno, à medida que o acesso às ferramentas se torna cada vez mais democrático, o verdadeiro diferencial competitivo tende a mudar. “A IA será cada vez mais acessível. O diferencial não será simplesmente ter acesso à tecnologia, mas ter pessoas preparadas para fazer perguntas melhores, encontrar soluções melhores e tomar decisões melhores com o apoio dela.”

Serviço: B.Castro Consultoria

Bruno Castro

Consultor em Processos, Tecnologia e Mentalidade

(41) 99952 8310

@bcastro.consultoria

comercial@bcastroconsultoria.com

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Dentista para a vida

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Modelo inspirado no antigo médico de família valoriza histórico do paciente, prevenção e acompanhamento contínuo da saúde bucal

Durante décadas, era comum uma família inteira ter um médico de confiança, aquele profissional que conhecia não apenas os exames do paciente, mas seu histórico, os medicamentos utilizados, alergias, doenças anteriores e até seus medos. Com a maior especialização da saúde e a multiplicação dos serviços disponíveis, essa relação foi se tornando menos frequente. Na odontologia, porém, a continuidade do cuidado pode fazer diferença tanto na prevenção quanto na identificação precoce de alterações que surgem ao longo dos anos.

Um estudo realizado com prontuários de crianças e adolescentes atendidos na rede pública de Curitiba encontrou uma incidência de 42,2% de descontinuidade do cuidado odontológico após atendimentos de urgência. A pesquisa considerou como descontinuidade os casos em que não houve registro de consulta eletiva nos seis meses seguintes. O resultado chama atenção para uma questão que vai além de procurar um dentista somente quando aparece dor ou algum problema: manter acompanhamento ao longo do tempo. (SciELO Brasil)

Para a cirurgiã-dentista Bruna Rafaela Machado, da Bruna Rafaela Odontologia, em Curitiba, ter um profissional de referência permite enxergar a saúde bucal como uma história em construção. “Quando acompanho um paciente durante anos, não estou olhando apenas para a boca que ele apresenta naquele dia. Eu conheço os tratamentos que já foram realizados, tenho exames anteriores para comparar, sei como aquela pessoa reage aos procedimentos, conheço suas inseguranças, seus hábitos e suas particularidades. Esse histórico nos permite ter uma visão muito mais completa e individualizada”, explica.

A lógica é semelhante à do tradicional médico de família. Uma radiografia realizada hoje, por exemplo, ganha outra dimensão quando pode ser comparada a exames anteriores. Alterações nos dentes, gengivas, mordida, desgaste dentário e restaurações podem ser observadas ao longo do tempo. O próprio Paraná vem fortalecendo a atenção continuada em saúde bucal. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o Estado contava em 2025 com 1.735 equipes de saúde bucal e, entre 2023 e 2025, 113 municípios receberam novos consultórios odontológicos. (Saúde Paraná)

A continuidade também favorece a relação de confiança, especialmente para pacientes que têm medo de dentista ou apresentam ansiedade durante os procedimentos. Uma revisão científica recente sobre experiência do paciente em serviços odontológicos aponta que comunicação consistente e satisfatória aumenta a tendência de retorno para consultas preventivas e favorece uma relação mais estável entre paciente e profissional. (PubMed Central (PMC)) “Com o tempo, aprendemos inclusive como aquele paciente precisa ser atendido. Sabemos quem tem mais medo, quem precisa que cada etapa seja explicada, quem já apresentou determinada reação e quais cuidados funcionaram melhor. Essa confiança não é construída em uma consulta, ela nasce da continuidade”, afirma Bruna.

Isso não significa abrir mão dos especialistas. Na Bruna Rafaela Odontologia, o conceito é justamente manter um profissional e uma clínica como referências, reunindo diferentes especialidades quando necessário. Casos que exigem áreas específicas são encaminhados dentro da própria equipe, permitindo que o paciente continue sendo acompanhado no mesmo ambiente e que as informações clínicas sejam compartilhadas entre os profissionais envolvidos. A equipe que trabalha com Bruna é consolidada e conta com profissionais que estão na clínica há mais de dez anos.

Para Bruna, o problema está em transformar a escolha do dentista em uma sucessão de atendimentos isolados, procurando um profissional diferente para cada necessidade, muitas vezes tendo apenas o preço como critério. Cada troca pode exigir uma nova anamnese, novos exames e a reconstrução do histórico. “O preço de um procedimento é importante, mas saúde não deveria ser analisada apenas pelo valor daquela consulta. Existe um ganho que não aparece no orçamento: ter alguém acompanhando as mudanças da sua boca ao longo dos anos. O dentista deixa de cuidar somente do problema que apareceu e passa a conhecer a pessoa que está por trás daquele sorriso”, destaca.

A prevenção reforça essa importância. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná alerta, por exemplo, que feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas, inchaços, dor na boca ou na língua e dificuldade para mastigar ou engolir merecem avaliação odontológica. (Saúde Paraná) “Meu desejo é que as pessoas voltem a enxergar o dentista como aquele profissional de confiança que acompanha diferentes fases da vida. Muitas vezes começamos atendendo uma pessoa e, com o passar dos anos, passamos a cuidar também do marido, dos filhos e de outros familiares. Isso cria vínculo, mas, acima de tudo, cria história clínica. E conhecer essa história nos ajuda a cuidar melhor”, conclui Bruna.

Serviço: Bruna Rafaela Odontologia

Dra. Bruna Rafaela Machado

Cirurgiã-Dentista, Clínica Geral e habilitada em Sedação com Óxido Nitroso

CRO-PR 24431

(41) 3206-4241/ (41) 99767-9426

@brunarafaelaodontologia

www.brunarafaelaodontologia.com.br

Rua Dr. Lauro Wolff Valente, 176, Curitiba, Paraná.

Garantia pode baratear crédito

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Com endividamento das famílias elevado, economista alerta que escolha do tipo de empréstimo pode ser tão importante quanto conseguir a aprovação

Conseguir crédito não significa necessariamente fazer um bom negócio. Em um cenário de endividamento elevado das famílias e juros ainda altos, comparar modalidades, prazos, custo efetivo total e a possibilidade de oferecer um patrimônio como garantia pode representar uma diferença importante no custo final de um empréstimo.

Dados do Banco Central ajudam a dimensionar o problema. Em janeiro de 2026, a taxa média das novas operações de crédito livre para pessoas físicas chegou a 61% ao ano, alta de 6,7 pontos percentuais em 12 meses. O próprio BC também apontou, em seu Relatório de Política Monetária de junho, que o endividamento e o comprometimento da renda das famílias permaneciam elevados e que as variações de juros haviam sido maiores nas modalidades sem garantia.

Para o economista Noé Santiago, da ANIDEA, esse cenário exige uma mudança na pergunta feita pelo consumidor antes de contratar. “Não é apenas: ‘eu consigo esse crédito?’. A pergunta também deveria ser: ‘qual é a melhor forma de conseguir esse crédito?’. Dependendo da situação, utilizar um patrimônio como garantia pode abrir outras possibilidades que precisam ser comparadas antes da decisão”, explica.

A diferença está na estrutura da operação. Em modalidades com garantia, um imóvel ou outro bem é vinculado ao contrato, o que pode alterar as condições oferecidas pela instituição financeira. Isso não significa, entretanto, que uma modalidade seja automaticamente a melhor escolha para todos. Taxas, prazo, valor liberado, custo efetivo total e, principalmente, a capacidade de pagamento precisam ser avaliados individualmente. O próprio Banco Central mantém séries estatísticas distintas para operações de crédito pessoal não consignado com e sem garantias reais.

Uma das alternativas mais conhecidas é o Home Equity, modalidade na qual um imóvel é utilizado como garantia da operação. Agora, a Anidea amplia seu portfólio e passa a trabalhar também com empréstimos com garantia de automóvel, oferecendo uma segunda possibilidade para clientes que possuem patrimônio e procuram avaliar diferentes formas de acesso ao crédito.

Segundo Santiago, a ampliação não significa que todo consumidor que possui imóvel ou veículo deva necessariamente oferecê-lo como garantia. “Crédito precisa fazer sentido para a realidade de quem está contratando. O primeiro passo é entender para que o dinheiro será utilizado, quanto a pessoa precisa, qual parcela cabe no orçamento e depois comparar as alternativas disponíveis. A garantia é uma possibilidade dentro dessa análise”, afirma.

A atenção ao custo ganhou ainda mais importância nos últimos anos. Em dezembro de 2025, por exemplo, o crédito livre destinado às famílias registrava taxa média de 60,1% ao ano, sete pontos percentuais acima da registrada um ano antes. Entre as modalidades que contribuíram para esse movimento estavam o crédito pessoal não consignado e diferentes operações com cartão de crédito.

Para Santiago, o consumidor deve evitar escolher um empréstimo apenas pela facilidade ou velocidade da liberação. “Antes de contratar qualquer crédito, é importante comparar. Às vezes, a solução mais fácil de acessar não é necessariamente a mais adequada para aquela pessoa. Quando existem patrimônio e outras possibilidades de estruturação da operação, vale conhecer os cenários antes de tomar a decisão”, conclui.

Serviço: ANIDEA

Noé Santiago

Economista

41 98840-1153

@anidea.br

noe.santiago@anidea.com.br

anidea.com.br

Mal. Deodoro, 51, Sala 205B, Centro, Curitiba/PR.

Chef Marcos Oliveira leva gastronomia na brasa ao Hangar Radical Festival

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Chef Marcos Oliveira leva gastronomia na brasa ao Hangar Radical Festival

Chef assina cardápio do evento, que reúne arrancada, drift e off-road entre os dias 25 e 27 de setembro, em Campo Magro

Velocidade, adrenalina e gastronomia na brasa estarão reunidas durante o Hangar Radical Festival, que acontece entre os dias 25 e 27 de setembro, na Pista Hangar Racing, em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba. Em meio às atividades de arrancada, drift e off-road, o público também poderá experimentar um cardápio assinado pelo chef Marcos Oliveira, que levará ao evento diferentes preparos de carnes, acompanhamentos e sobremesa.

A proposta do chef é oferecer uma experiência gastronômica que dialogue com o clima do festival. Entre os destaques estão o Churrasco de Igreja, preparado com filé de igreja, acompanhado de arroz carreteiro, escarola com bacon e vinagre de vinho; a Costela Fogo de Chão, servida com arroz carreteiro, relish de pepino e farofa; e o Brisket defumado em lenha frutífera, também acompanhado de arroz carreteiro, relish de pepino e farofa.

O cardápio inclui ainda Panceta Pururuca, acompanhada de vinagrete de abacaxi defumado, pimenta biquinho e limão; mix de legumes defumados, finalizados com azeite de oliva e sal de parrilla; pão de alho; e Banoffee na Parrilla, preparada com banana assada na parrilla, doce de leite, farofa de paçoca e creme de leite.

“A ideia é levar para o Hangar Radical uma gastronomia que tenha a mesma personalidade do evento: fogo, técnica e intensidade. O churrasco combina muito com esse ambiente e queremos que o público tenha uma experiência completa, unindo a paixão pelos carros à gastronomia na brasa”, explica Marcos Oliveira.

Três dias de automobilismo

O Hangar Radical Festival terá três dias de programação. Na sexta-feira (25), das 10h às 18h, acontece a montagem dos boxes, permitindo que o público acompanhe de perto a preparação do espaço e a movimentação que antecede as competições.

No sábado (26), das 10h às 18h, a programação será dedicada a um dia inteiro de velocidade e competição, reunindo diferentes modalidades do automobilismo. Já no domingo (27), das 9h às 18h, acontecem as atividades de encerramento do festival.

Além das atrações nas pistas, o evento contará com food trucks, arquibancada para acompanhar as disputas de off-road e espaço kids, oferecendo opções de entretenimento para diferentes públicos.

A proposta do Hangar Radical Festival é reunir diferentes vertentes do automobilismo em um mesmo espaço, combinando competição, entretenimento, gastronomia e experiências para toda a família.

A entrada é gratuita para crianças de até 12 anos.

Serviço:

Hangar Radical Festival

Data: 25, 26 e 27 de setembro de 2026

Sexta-feira (25): 10h às 18h – montagem dos boxes

Sábado (26): 10h às 18h – programação de velocidade e competição

Domingo (27): 9h às 18h – encerramento do evento

Local: Pista Hangar Racing

Endereço: PR Gumerindo Boza, 19.629 – Campo Magro/PR

Gastronomia: cardápio assinado pelo chef Marcos Oliveira

Ingressos: https://goingressos.com.br/evento/campeonato-radical-4×4-hangar-racing-

Crianças: entrada gratuita até 12 anos

Crédito das fotos: Isaac Plata