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Hospital São Marcelino Champagnat amplia atendimento ortopédico para 24 horas

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Serviço amplia o acesso à avaliação especializada para casos de urgência e emergência, como fraturas, luxações, entorses e traumas

O Hospital São Marcelino Champagnat ampliou o horário do atendimento ortopédico no Pronto Atendimento, que passa a funcionar 24 horas por dia, todos os dias, inclusive aos finais de semana e feriados. Com a ampliação do horário, o serviço oferece atendimento especializado para casos de urgência e emergência ortopédica em qualquer horário. A avaliação especializada é importante após quedas, acidentes e outros traumas que possam resultar em fraturas, luxações, entorses ou outras lesões. Dor intensa, inchaço, deformidade ou dificuldade para movimentar um membro ou apoiar o peso do corpo são alguns dos sinais que merecem atenção.

“Uma avaliação rápida permite identificar a gravidade da lesão, controlar a dor e iniciar o tratamento adequado o quanto antes, reduzindo o risco de complicações e favorecendo a recuperação”, explica o coordenador do plantão de Ortopedia do Hospital São Marcelino Champagnat, Francisco José Zaniolo.

O atendimento integra a estrutura do Centro de Ortopedia e Traumatologia da instituição, que atua no diagnóstico e tratamento de doenças do sistema osteomuscular, deformidades, fraturas e outros quadros ortopédicos, tanto crônicos quanto agudos. A equipe reúne ortopedistas de diferentes subespecialidades e está preparada para atender desde os casos mais simples até casos complexos que demandem atendimento especializado.

Atendimento integrado

O paciente que chega ao Pronto Atendimento passa pelo acolhimento e por uma avaliação inicial. Na sequência, é realizada a avaliação  clínica pelo ortopedista. Quando necessário, são solicitados exames de imagem, como radiografia e tomografia, além de outros exames complementares. A partir dos resultados, é definida a conduta mais adequada para cada caso, que pode incluir medicação para controle da dor, imobilização, procedimentos realizados no próprio Pronto Atendimento ou encaminhamento para cirurgia.

A estrutura do hospital permite integrar avaliação médica, exames e tratamento em um mesmo local. Quando necessário, o paciente também pode ser encaminhado para continuidade do tratamento com as equipes das subespecialidades ortopédicas do hospital.

Quando procurar atendimento

Nem toda dor ou lesão ortopédica exige atendimento de emergência. No entanto, após uma queda, acidente ou outro trauma, alguns sinais indicam que é hora de buscar avaliação médica:

  • Deformidade visível no membro ou articulação
  • Dor intensa e persistente
  • Inchaço significativo
  • Dificuldade ou incapacidade de movimentar o membro
  • Impossibilidade de apoiar o peso do corpo

Serviço

Atendimento Ortopédico do Hospital São Marcelino ChampagnatLocal: Pronto Atendimento do Centro de Ortopedia e Traumatologia
Endereço: Av. Presidente Affonso Camargo, 1399 – Cristo Rei
Horário: 24 horas, todos os dias, incluindo finais de semana e feriados
Entrada: Acesso vermelho, sinalizado com a placa “Pronto Atendimento”

Saber não basta

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Relatos de profissionais mostram um desafio comum entre líderes: transformar conhecimento, planejamento e intenção em comportamento capaz de produzir resultados

Empresários, gestores e profissionais nunca tiveram tanto acesso a conhecimento, tecnologia e ferramentas de gestão. Inteligência artificial, cursos, mentorias, livros e metodologias ajudam a mostrar caminhos, mas existe uma distância que nenhuma informação consegue percorrer sozinha: aquela entre saber o que precisa ser feito e efetivamente fazer. Para o terapeuta comportamental de líderes Saulo Coelho, é justamente nesse espaço que muitos profissionais estão perdendo produtividade, oportunidades e resultados.

“O mercado ensina muito sobre o que fazer, mas pouco sobre por que, mesmo sabendo o que fazer, continuamos repetindo comportamentos que nos afastam do resultado. A motivação inicia, a intenção direciona, mas é o comportamento que decide. Um líder pode conhecer todas as técnicas de gestão e ainda assim procrastinar uma decisão, evitar uma conversa difícil ou repetir um padrão que prejudica a equipe”, afirma Saulo.

A constatação ganhou força durante uma formação comportamental conduzida pelo profissional. Pessoas de diferentes áreas e trajetórias relataram dificuldades semelhantes: autossabotagem, falta de consistência, perfeccionismo, dificuldade de transformar objetivos em ação e repetição de comportamentos que elas próprias já reconheciam como prejudiciais. Mais do que o conteúdo aprendido, os relatos apontaram para um fenômeno comum: muitas delas já sabiam o que precisava mudar. A dificuldade estava em sustentar um comportamento diferente.

Foi o caso de Miriam Torres. Ela conta que durante muito tempo viveu a frustração de ter clareza sobre aquilo que deveria fazer, começar uma mudança e, pouco depois, retornar ao mesmo padrão. “O maior aprendizado que vou levar para a vida é que clareza e motivação, sozinhas, não transformam ninguém. O que realmente muda a nossa vida é o comportamento. Se eu não mudar a forma como ajo todos os dias, nada muda”, relata.

A experiência também apareceu de outra forma no depoimento da profissional Kamila Ziliotto. Ela identificou um pensamento recorrente, “ou faz tudo ou não faz nada”, que acabava impedindo sua evolução, especialmente no ambiente profissional. Ao perceber o padrão, passou a valorizar uma ação concreta em lugar da espera pelo cenário ideal. Já o estrategista comercial e engenheiro de Inteligência Artificial Márcio Zimermann descreveu a formação como “transformadora” e destacou a possibilidade de converter frustração, gatilhos, autossabotagem e falta de clareza em movimento. Para ele, as ferramentas aprendidas passaram a ser utilizadas no trabalho, com clientes e na própria vida.

Segundo Saulo, esses relatos ajudam a explicar por que profissionais tecnicamente preparados podem continuar travados diante de decisões aparentemente simples. “Conhecimento não garante execução. Às vezes, a pessoa sabe exatamente onde quer chegar, mas tenta construir a mudança dependendo de motivação ou de uma transformação enorme de uma só vez. Quando trabalhamos o comportamento possível hoje, diminuímos a distância entre intenção e resultado”, explica.

Uma das estratégias utilizadas por ele é o chamado Comportamento Mínimo Viável, CMV, baseado na definição de uma ação pequena o suficiente para ser executada e consistente o bastante para iniciar uma mudança. A lógica confronta a cultura das grandes promessas e das transformações imediatas. Em vez de esperar motivação, condições perfeitas ou uma mudança radical, a proposta é identificar qual comportamento pode ser realizado agora e repetido até que produza evolução.

Para Saulo, essa discussão se torna ainda mais relevante em um ambiente empresarial dominado pela Inteligência Artificial. “A tecnologia pode entregar informação, organizar dados, sugerir estratégias e acelerar processos em segundos. Mas ela não entra em uma reunião difícil pelo líder, não dá o feedback que ele está adiando e não executa a decisão pessoal que ele sabe que precisa tomar. Quanto mais tecnologia tivermos à disposição, mais evidente ficará o valor do comportamento humano”, conclui.

Serviço: Saulo Coelho

Terapeuta Comportamental de Líderes

@saulocoelhopontocom

Atendimento vira fator de sobrevivência no varejo

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Levantamento da ROX com 3,5 mil avaliações de cliente oculto mostra que 61% das marcas começam em níveis preocupantes de atendimento e aponta impacto da melhora da experiência sobre vendas e recompra

Em um cenário de pressão sobre o varejo brasileiro, um problema que muitas empresas ainda tratam como subjetivo pode estar afetando diretamente vendas, recompra e fidelização: o atendimento. Levantamento da ROX Consultoria, realizado a partir de 3.500 avaliações de cliente oculto nos últimos 12 meses, mostra que 61% das marcas avaliadas chegam à primeira análise apresentando falhas relevantes na experiência oferecida ao consumidor.

A empresa classifica os resultados das avaliações em quatro níveis de maturidade: Zona Crítica, Zona Atenção, Zona Neutra e Zona ROX, sigla para Return on Experience, conceito utilizado pela consultoria para relacionar a qualidade da experiência proporcionada ao cliente aos resultados do negócio. Na primeira avaliação, antes de qualquer processo de ajuste, 28% das marcas analisadas estão na Zona Crítica e 33% na Zona Atenção. Apenas 9% já começam na Zona ROX.

Para Gustavo Henrique Campos Nunes, da ROX Consultoria, o problema é que muitas empresas descobrem uma deterioração na experiência somente depois que ela começa a aparecer nos indicadores financeiros. “O cliente não avisa que decidiu não voltar. Ele simplesmente deixa de comprar. Quando uma empresa olha apenas para faturamento, pode perceber o problema tarde demais. O cliente oculto permite enxergar o que está acontecendo na operação antes que a perda de experiência se transforme definitivamente em perda de receita”, explica.

Os dados da ROX mostram também que atendimento não é um indicador imutável. Entre empresas submetidas a pelo menos três ciclos de avaliação, retorno e ajustes, realizados ao longo de aproximadamente seis meses, a participação das marcas nas zonas Crítica e Atenção cai de 61% para 22%. Ao mesmo tempo, a parcela que alcança a Zona ROX passa dos 9% iniciais para 31%, mais de três vezes o patamar registrado na primeira avaliação.

A transformação, entretanto, não acontece de uma semana para outra. Segundo o levantamento, uma marca leva, em média, três a quatro meses de trabalho contínuo para deixar a Zona Crítica. Para Gustavo, esse período mostra por que avaliações pontuais dificilmente conseguem mudar uma cultura de atendimento. “Medir uma vez produz uma fotografia. O que transforma a operação é o ciclo: medir, identificar a falha, devolver a informação para a gestão, corrigir, treinar e medir novamente. Quando isso se torna recorrente, a empresa consegue verificar se o comportamento realmente mudou na ponta”, afirma.

Melhora chega ao caixa

Um dos resultados mais relevantes do levantamento aparece quando a evolução do atendimento é comparada aos indicadores comerciais. Entre clientes que saíram da Zona Atenção e chegaram à Zona ROX, a consultoria registrou aumento médio de 23% no ticket médio e de 31% na taxa de recompra, dentro dos quatro meses seguintes à mudança de classificação.

No grupo de empresas em que o faturamento por loja também era acompanhado, houve crescimento médio de 14%, sem alteração relevante de preço ou mix de produtos durante o período analisado.

“Existe uma tendência de associar crescimento de venda quase exclusivamente a preço, promoção, mídia ou aquisição de novos clientes. Os nossos dados mostram outra variável que precisa entrar nessa discussão: o que acontece quando o consumidor já está dentro da loja, falando com o vendedor ou tentando ser atendido por um canal digital. Há receita sendo conquistada ou perdida justamente nesse momento”, observa Gustavo.

A percepção do consumidor acompanha essa evolução. Entre as empresas da base da ROX que monitoram continuamente o NPS, a média antes do início do programa de cliente oculto era de 32 pontos. Depois de três ciclos completos de avaliação e correção, passou para 58 pontos.

Venda adicional é maior falha

O levantamento também identificou onde estão alguns dos principais gargalos do atendimento. O item com maior índice de reprovação é a oferta de produtos ou serviços adicionais durante a venda, ausente ou inadequada em 72% dos atendimentos avaliados. Logo depois aparece o follow-up de pós-venda, com falhas em 67% das avaliações. A abordagem inicial do vendedor demonstrando interesse pelo consumidor apresenta índice de falha de 59%, enquanto o tempo de resposta nos canais digitais é inadequado em 54% dos casos analisados.

Para Gustavo, os números revelam oportunidades que muitas vezes independem de grandes investimentos. “Estamos falando de situações muito básicas da jornada: receber bem, demonstrar interesse, entender a necessidade, oferecer algo complementar quando fizer sentido e voltar a falar com aquele consumidor depois da compra. Muitas empresas investem fortemente para trazer uma pessoa até a marca e perdem oportunidades justamente depois que ela chegou”, avalia.

Desempenho varia por setor

A análise das 3.500 avaliações também encontrou diferenças importantes entre segmentos. Farmácias e produtos de saúde apresentam a maior aderência média aos critérios avaliados, com 68%, seguidos pelo setor de alimentação, com 61%. O segmento de moda registra 54%, enquanto eletroeletrônicos aparece com 49% de aderência média ao checklist, o menor desempenho entre os setores destacados no levantamento.

Segundo Gustavo, mais importante do que comparar empresas de segmentos diferentes é acompanhar a evolução da própria operação. Uma rede pode descobrir, por exemplo, unidades com comportamentos completamente distintos mesmo seguindo os mesmos processos, treinamentos e padrões definidos pela matriz.

“Uma marca não é aquilo que está escrito no manual de atendimento. Para o consumidor, a marca é aquilo que acontece quando ele entra na loja, manda uma mensagem, pede ajuda ou tem um problema. Se a promessa da empresa não chega à ponta, existe uma distância entre a marca que a gestão acredita ter construído e aquela que o cliente realmente experimenta”, afirma.

Para o executivo, em um ambiente de maior pressão sobre margens e necessidade de retenção, medir atendimento deixa de ser apenas uma ferramenta de controle de qualidade. “Em momentos difíceis, conquistar novos clientes tende a ficar ainda mais caro. Fazer quem já entrou comprar melhor, voltar e recomendar a marca passa a ter um peso enorme. Atendimento não resolve sozinho uma crise empresarial, mas ignorar o que acontece na experiência do cliente significa administrar uma parte importante do negócio sem dados”, conclui Gustavo Henrique Campos Nunes.

Serviço: ROX Consultoria – Cliente oculto

Gustavo Nunes

Gestor Comercial

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@roxconsultoria

contato@roxconsultoria.com.br

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Estresse sob controle

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No Dia de Combate ao Estresse, neurocientista explica por que essa resposta é necessária e como impedir que o estado de alerta permanente prejudique desempenho e qualidade de vida

O coração acelera, a atenção aumenta, o organismo entra em estado de prontidão e, por alguns instantes, parece que todos os sentidos estão voltados para resolver uma situação. Nem sempre isso é ruim. O estresse faz parte dos mecanismos naturais que ajudaram o ser humano a enfrentar ameaças e continua tendo uma função importante na vida moderna. O problema começa quando aquilo que deveria ser uma resposta pontual transforma-se praticamente em um modo permanente de funcionamento.

No Dia de Combate ao Estresse, lembrado em 23 de setembro, o neurocientista e hipnólogo Renê Skaraboto, terapeuta de alta performance, do Instituto e Clínica Hipnose para Todos, em Curitiba, chama atenção para uma mudança de perspectiva: o objetivo não deve ser viver sem nenhum estresse, mas desenvolver recursos para que o cérebro saiba entrar e, principalmente, sair do estado de alerta. “O estresse não é necessariamente nosso inimigo. Em determinados momentos, ele aumenta nossa prontidão para agir, enfrentar desafios e buscar soluções. O problema é quando o cérebro passa a interpretar quase tudo como ameaça e a pessoa vive como se precisasse estar pronta para uma batalha o tempo inteiro”, explica.

A Organização Mundial da Saúde define o estresse como uma resposta humana natural diante de situações difíceis, desafios e ameaças e ressalta que todas as pessoas experimentam algum grau dele. Em pequenas doses, pode inclusive ajudar na realização das atividades cotidianas. Quando excessivo, entretanto, pode afetar mente e corpo, dificultando o relaxamento e a concentração e favorecendo irritabilidade, alterações do sono, dores de cabeça, desconfortos físicos e mudanças no apetite.

Os números mostram que aprender a lidar com essa resposta se tornou um desafio contemporâneo. Pesquisa Ipsos Health Service 2025 apontou que 31% dos brasileiros afirmaram ter se sentido, no ano anterior, estressados a ponto de acreditar que não conseguiriam lidar com as situações enfrentadas. Outros 39% disseram ter experimentado essa sensação diversas vezes. Entre os mais jovens, o tema também chama atenção: 37% dos integrantes da Geração Z citaram o estresse como um dos principais problemas de saúde, contra 25% entre os Boomers.

Segundo Skaraboto, uma das diferenças importantes está entre o estresse que mobiliza e aquele que começa a consumir recursos físicos e emocionais. Um prazo, uma apresentação importante, uma competição ou um novo desafio profissional podem gerar tensão e, ao mesmo tempo, estimular foco e ação. Já a exposição contínua a preocupações, cobranças, conflitos e sensação de ameaça pode manter o organismo ativado mesmo quando não existe uma emergência real. “Alta performance não significa estar acelerado o tempo inteiro. Performance sustentável é conseguir mobilizar energia quando ela é necessária e recuperar-se depois. Uma mente permanentemente em alerta não necessariamente produz mais, muitas vezes ela apenas se desgasta mais”, afirma.

Algumas atitudes cotidianas ajudam a regular essa resposta. A primeira é movimentar o corpo, incorporando atividade física à rotina. A segunda é proteger o sono, mantendo horários mais regulares e criando um período de desaceleração antes de dormir. A terceira é introduzir pequenas pausas conscientes ao longo do dia, especialmente entre atividades de alta exigência. A quarta é preservar vínculos e momentos de convivência, evitando transformar produtividade em isolamento. E a quinta é aprender a reconhecer os próprios gatilhos, percebendo quais situações, pensamentos e padrões mantêm o organismo constantemente em estado de alerta.

Para o neurocientista, essa percepção é especialmente importante porque nem sempre o excesso de estresse aparece como uma crise evidente. Ele pode surgir na dificuldade de desligar do trabalho, na irritação frequente, na sensação de urgência constante, no sono pouco reparador ou até na incapacidade de aproveitar momentos que deveriam ser de descanso. “Quando uma pessoa começa a observar como reage, ela ganha possibilidade de escolha. Em vez de simplesmente responder automaticamente a cada estímulo, pode aprender novas formas de interpretar e enfrentar determinadas situações. É aí que começamos a transformar reação em autorregulação”, destaca.

Mais do que reservar um único dia para falar sobre o problema, o 23 de setembro pode funcionar como um convite para observar o próprio ritmo. Afinal, eliminar desafios, cobranças e imprevistos da vida é impossível. Aprender a responder melhor a eles é uma habilidade que pode ser desenvolvida. “Não precisamos buscar uma vida sem estresse. Precisamos construir uma mente preparada para enfrentar pressão sem permanecer aprisionada nela. Quando conseguimos direcionar nossa energia para aquilo que podemos controlar e também aprendemos a recuperar corpo e mente depois dos desafios, o estresse deixa de comandar nossa vida e passa a ser uma resposta que sabemos administrar”, conclui Skaraboto.

Serviço: Instituto e Clínica Hipnose para Todos

Renê Skaraboto

Neurocientista e Hipnoterapeuta

(41) 99692-9774

@hipnose_para_todos

www.clinicahipnoseparatodos.com.br

Rua Desembargador Westphalen, 15, sala 604, 6º andar, Ed. Dante Aliguieri, Centro, Curitiba/PR.

Golpe mira precatórios

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Fraudes usam nomes de advogados, falsos pedidos de taxas e até documentos que imitam tribunais para enganar credores

O aumento das negociações envolvendo precatórios também abriu espaço para um tipo de crime que explora justamente quem passou anos esperando para receber um direito reconhecido pela Justiça. Golpistas têm se passado por advogados, escritórios e até representantes do Judiciário para informar falsamente que o dinheiro está disponível, condicionando a liberação do crédito ao pagamento de taxas, impostos ou supostas custas processuais.

Para a advogada Tayssa Ozon, da Ozon & Tommasi Advocacia Previdenciária, em Curitiba, uma orientação deve ser tratada como regra básica de segurança: desconfiar de qualquer pedido de pagamento antecipado para a liberação do precatório. “O credor nunca deve transferir dinheiro para uma pessoa ou empresa que prometa liberar o precatório mediante pagamento antecipado. Diante de qualquer cobrança inesperada, interrompa a conversa e confirme a informação diretamente com o advogado responsável pelo processo, utilizando os canais que você já conhece”, alerta.

A preocupação ganhou dimensão nacional. O Conselho Nacional de Justiça e tribunais de diferentes regiões do país vêm alertando para golpes nos quais criminosos utilizam informações verdadeiras sobre processos e advogados para tornar a abordagem mais convincente. Em alguns casos, os fraudadores usam o nome e a fotografia do profissional que efetivamente representa o credor, criam perfis falsos no WhatsApp e informam que houve uma movimentação favorável no processo. Em seguida, apresentam uma cobrança que precisaria ser paga rapidamente para que o dinheiro fosse liberado.

É justamente a mistura entre informações verdadeiras e uma solicitação fraudulenta que torna esse tipo de golpe especialmente perigoso. “Hoje o golpista pode saber o nome do advogado, o número do processo e até detalhes do precatório. Isso não significa que aquela pessoa seja quem diz ser. Mudança repentina de telefone, pressão para pagamento imediato, chave PIX em nome de terceiros e pedidos de senha ou dados bancários devem acender um sinal de alerta. A confirmação precisa ser feita por um canal oficial e independente daquele utilizado na abordagem”, explica Tayssa.

Outro golpe recorrente envolve a cobrança de uma suposta “taxa de liberação”, custas de última hora ou impostos que deveriam ser pagos antes do recebimento do precatório. O Tribunal de Justiça do Paraná já alertou para tentativas de fraude relacionadas ao pagamento de precatórios e orienta os cidadãos a não realizarem depósitos solicitados por contatos suspeitos. O TJPR também mantém um sistema oficial de consulta, por meio do qual o credor pode verificar informações relacionadas ao seu precatório.

As propostas de compra do crédito também exigem atenção. A cessão de precatórios é permitida pela Constituição Federal, mas uma oferta aparentemente vantajosa não dispensa cuidados básicos. Antes de fornecer documentos ou assinar qualquer instrumento, o credor deve verificar quem está do outro lado da negociação, incluindo a existência da empresa, CNPJ, endereço, responsáveis pela operação e todas as condições financeiras envolvidas. “Uma negociação séria precisa deixar absolutamente claro quanto o credor receberá, qual será o deságio, quais descontos incidirão sobre a operação e como a cessão será formalizada. E existe uma pergunta muito simples que pode evitar muita dor de cabeça: se alguém quer comprar o seu crédito, por que você precisaria pagar antecipadamente para vender?”, questiona a advogada.

A possibilidade de cessão está prevista no artigo 100 da Constituição Federal, que permite ao credor transferir seus créditos em precatórios a terceiros sem necessidade de concordância do devedor, observadas as regras aplicáveis à operação. A comunicação da cessão ao tribunal e ao ente devedor integra os cuidados jurídicos necessários para que a mudança de titularidade produza seus efeitos. Quando a transferência fraudulenta já ocorreu, agir rapidamente pode aumentar as chances de recuperação dos valores. A vítima deve comunicar imediatamente sua instituição financeira e registrar boletim de ocorrência. Nas fraudes realizadas por PIX, também é possível solicitar ao banco a abertura do Mecanismo Especial de Devolução, o MED, criado pelo Banco Central para situações de fraude. A devolução, porém, não é automática nem garantida. O advogado responsável pelo precatório também deve ser informado para avaliar outras providências jurídicas cabíveis.

Para Tayssa, uma das formas mais eficientes de proteção é justamente quebrar o principal mecanismo utilizado pelos criminosos: a urgência. “Precatórios podem representar valores importantes e, muitas vezes, são o resultado de anos de espera. O golpista sabe disso e usa a expectativa de receber o dinheiro para fazer a vítima agir sem pensar. Por isso, se alguém disser que você precisa transferir um valor imediatamente ou perderá o precatório, desconfie. Antes de pagar, enviar documentos ou fornecer qualquer informação pessoal, pare e confirme. Alguns minutos de verificação podem evitar a perda de um patrimônio esperado durante anos”, conclui.

 Serviço: Ozon & Tommasi Advocacia Previdenciária

Dra. Tayssa Ozon – Advogada Previdenciarista – OAB/PR 50.520

(41) 3022-1240 | (41) 98831-8630

@ozonetommasiprev

contato@aot.adv.br

Esperança precisa de escuta

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Setembro Amarelo reforça que perceber mudanças de comportamento, acolher sem julgamentos e oferecer ajuda pode ser decisivo para quem atravessa uma crise emocional

Há pessoas que seguem trabalhando, estudando, cuidando da família e até sorrindo enquanto enfrentam, silenciosamente, um sofrimento difícil de perceber. Com a proximidade do Setembro Amarelo e do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado em 10 de setembro, o alerta se volta justamente para aquilo que nem sempre é visível. No Brasil, 15.507 mortes por suicídio foram registradas em 2021, segundo publicação do Ministério da Saúde. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. (Serviços e Informações do Brasil)

Para o psicólogo clínico Luti Christóforo, de Curitiba, um dos equívocos é interpretar o comportamento suicida como uma simples vontade de morrer. O próprio Ministério da Saúde reconhece o suicídio como um fenômeno complexo e multifatorial, relacionado à interação de fatores psicológicos, biológicos, sociais, culturais e ambientais. “Muitas vezes, aquilo que aparece como um desejo de morrer é, na verdade, um desejo desesperado de que aquela forma de viver e de sofrer deixe de existir. Quando alguém consegue falar sobre a própria dor e encontra quem esteja verdadeiramente disposto a ouvir, ainda existe uma ponte que pode ser fortalecida entre essa pessoa e a vida”, afirma.

Ao longo de sua trajetória clínica, Christóforo já acompanhou diversos pacientes que chegaram ao consultório vivenciando pensamentos suicidas. Alguns chegaram após uma tentativa, e outros, depois de mais de uma tentativa. “Graças a Deus, até hoje nunca perdi um paciente por suicídio”, afirma o psicólogo. Para ele, essa experiência reforça a importância de levar a sério aquilo que o paciente apresenta, acolher o sofrimento sem julgamentos e construir, junto com ele, possibilidades para atravessar momentos de crise.

Segundo Christóforo, em momentos de sofrimento intenso, a dor pode ocupar tamanho espaço que a pessoa perde temporariamente a capacidade de enxergar alternativas. “É como estar dentro de uma sala escura e acreditar que aquela sala é o mundo inteiro. Às vezes, o primeiro trabalho terapêutico não é resolver todos os problemas. É ajudar a pessoa a atravessar aquela noite, chegar à próxima semana, à próxima sessão e, pouco a pouco, voltar a imaginar que existe um amanhã”, explica.

Com atuação fundamentada também na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, o psicólogo observa que determinados momentos de ruptura podem revelar conflitos, culpas, relações destrutivas, expectativas ou formas de viver que já não conseguem sustentar o indivíduo. Nesse processo, a psicoterapia pode ajudar a compreender o sofrimento e construir novas possibilidades. “Eu já vi pessoas chegarem ao consultório acreditando que não havia mais saída e, meses depois, voltarem a falar sobre sonhos e projetos. A psicoterapia não apaga magicamente a dor, mas cria um espaço para que ela seja colocada em palavras, compreendida e elaborada”, diz Christóforo.

A escuta de familiares, amigos e colegas também pode fazer diferença. O Ministério da Saúde recomenda procurar um momento e um ambiente adequados para conversar com quem apresenta sinais de sofrimento, ouvir com abertura e sem julgamentos e incentivar a busca por atendimento profissional. Em situações de perigo imediato, a orientação é não deixar a pessoa sozinha e procurar serviços de saúde ou de emergência.

Para Christóforo, frases como “pense positivo”, “isso vai passar” ou comparações com problemas de outras pessoas podem produzir o efeito contrário ao desejado. “Nem sempre precisamos encontrar a frase perfeita. Muitas vezes, uma pergunta verdadeira, ‘você está realmente bem?’, seguida da disposição para ouvir a resposta, é muito mais importante.”

Mudanças persistentes de comportamento, isolamento, desesperança, abandono de atividades e projetos, falas recorrentes sobre morte ou ausência de perspectivas merecem atenção, embora nenhum sinal isolado permita prever um suicídio. A prevenção depende de uma abordagem ampla, com acolhimento, redução do estigma e acesso adequado ao cuidado em saúde mental. “Precisamos abandonar a ideia de que pedir ajuda demonstra fraqueza. Conseguir dizer ‘eu não estou dando conta sozinho’ pode ser uma das atitudes mais importantes que uma pessoa toma em sua vida”, destaca o psicólogo.

Para Christóforo, a principal mensagem do Setembro Amarelo deveria permanecer durante todo o ano. A prevenção também acontece nas pequenas atitudes, quando uma família percebe uma mudança, quando um colega observa que alguém deixou de falar sobre o futuro ou quando uma pessoa encontra segurança para admitir que precisa de ajuda. “A vida nem sempre precisa fazer sentido hoje. Em alguns momentos, precisamos criar condições para que ela volte a fazer sentido amanhã. A esperança nem sempre chega como uma grande revelação. Às vezes, ela chega como uma conversa, uma escuta, uma mão estendida ou simplesmente como alguém que permanece”, conclui.

Serviço: Luti Christóforo

Psicólogo clínico

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Empresa saudável começa nos números

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Faturamento alto nem sempre significa um negócio saudável. Entender margem, caixa, custos e resultado ajuda empresários a identificar problemas antes que eles apareçam

Uma empresa pode vender mais a cada mês, conquistar novos clientes e bater recordes de faturamento e, ainda assim, estar ficando financeiramente mais frágil. Isso acontece porque faturamento, sozinho, diz muito pouco sobre a saúde de um negócio. “É muito comum o empresário saber exatamente quanto vendeu no mês, mas não conseguir responder quanto realmente ganhou. E são duas coisas completamente diferentes”, afirma Danilo Fermino, contador e sócio da Flow Contabilidade Digital.

Segundo ele, o problema aparece quando o faturamento passa a ser usado como principal referência para tomar decisões. A empresa vende mais e, por isso, contrata. Aumenta a estrutura. Assume um financiamento. Compra equipamentos. Eleva a retirada dos sócios. Mas nem sempre existe uma análise sobre quanto desse crescimento efetivamente está se transformando em resultado. “Uma empresa pode aumentar o faturamento e, ao mesmo tempo, perder margem. Pode apresentar lucro e estar com dificuldade de caixa. Pode ter dinheiro na conta hoje e compromissos para os próximos 30 dias que tornam aquele saldo praticamente indisponível. Quando olhamos somente um número, corremos o risco de chegar à conclusão errada.”

Por isso, acompanhar a saúde financeira de uma empresa exige olhar para indicadores em conjunto. Faturamento, margem, custos fixos, geração de caixa, endividamento e resultado ajudam a mostrar não apenas onde o negócio está, mas também se existe espaço para os próximos passos. Essa informação passa a ter valor principalmente antes das decisões.

Contratar um funcionário, comprar um equipamento, abrir uma nova unidade ou assumir uma dívida são decisões que podem parecer comerciais, mas têm consequências financeiras que podem ser projetadas. “Antes de contratar, por exemplo, eu posso calcular quanto aquela contratação aumenta o custo da empresa e quanto de receita adicional ela precisa gerar para se pagar. A decisão continua sendo do empresário, mas ele passa a decidir sabendo o impacto que aquilo terá nos números.”

A mesma lógica vale para a área tributária. Conforme a empresa cresce, muda sua folha de pagamento, sua margem ou sua estrutura, um regime tributário que funcionava anteriormente pode deixar de ser a melhor alternativa. “Não existe uma escolha tributária que seja boa para sempre. A empresa muda e a estratégia tributária também precisa ser revisada. Mas imposto é apenas uma parte da análise. Economizar imposto e continuar com uma operação pouco rentável não resolve o problema.”

Para Danilo, uma das principais mudanças na relação entre empresário e contador está justamente na utilização das informações que a contabilidade já produz. “O empresário não precisa de um contador que apenas diga quanto ele precisa pagar. Ele precisa entender se a empresa dá lucro, onde está perdendo margem, quanto pode investir, quais riscos está assumindo e o que precisa mudar para chegar onde pretende.”

Isso não elimina a experiência ou a percepção de quem está à frente do negócio. Pelo contrário. Os números ajudam a testar essas percepções antes que uma decisão importante seja tomada. “Tem decisão que parece ótima olhando para o faturamento e deixa de parecer quando colocamos margem, custos e caixa na conta. O número não decide pelo empresário. Ele mostra coisas que, muitas vezes, o empresário não consegue enxergar olhando apenas para a operação.”

No Dia do Contador, celebrado em 22 de setembro, a discussão sobre o papel da profissão também passa por essa mudança. Com tecnologia e acesso mais rápido às informações, o trabalho contábil pode ir além do cumprimento de obrigações e ajudar empresas a entender melhor o próprio negócio.

Porque crescer é importante. Mas saber se esse crescimento está efetivamente deixando a empresa mais saudável é uma discussão diferente.

Serviço: Flow Contabilidade

Danilo Fermino

Contador CRC PR 078065/O-2

(41) 99963-7065

@danilofermino

danilo@flowcontabilidade.com.br

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Primavera inspira novos olhares para a relação entre natureza e arquitetura

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Jardins que acompanham as estações do ano, espécies nativas e áreas verdes pensadas para o uso dos moradores mostram como o paisagismo vem deixando de ser apenas um elemento decorativo nos projetos residenciais

A primavera começa oficialmente em 22 de setembro e seus sinais já podem ser percebidos na paisagem, com o surgimento de flores e novas folhagens. A mudança de estação também chama a atenção para o espaço que a vegetação ocupa nos projetos residenciais: o paisagismo deixou de ser apenas um recurso estético e passou a incorporar aspectos relacionados ao bem-estar, à biodiversidade e à integração com o entorno.

Essa abordagem reflete uma transformação no próprio conceito de paisagismo. O chamado paisagismo regenerativo busca integrar os espaços urbanos aos ecossistemas locais, priorizando espécies nativas, a conservação do solo, a biodiversidade e a redução da necessidade de irrigação e insumos químicos. A proposta é criar jardins que contribuam para o equilíbrio ambiental e ampliar a conexão entre pessoas e natureza.

Em Curitiba, essa tendência aparece em diferentes projetos residenciais. No Amáz, da GT Building, o projeto paisagístico de Renata Tilli parte de uma releitura da paisagem amazônica adaptada às condições locais. A composição reúne espécies como butiás, ipês, vedélias e clúsias, presentes nas áreas externas e na composição visual do empreendimento.

As referências amazônicas se estendem ao conceito do empreendimento, inspirado em árvores da região, como a samaúma e o manoa. O projeto incorpora ainda aspectos ambientais que vão além do paisagismo: por meio do Projeto Manoa, a GT Building neutralizou 100% das emissões de carbono relacionadas à obra, com a compensação de mais de 4,5 mil toneladas de CO₂.

“Hoje, o paisagismo deixou de ser pensado apenas como um elemento decorativo. Ele pode contribuir para a experiência de quem mora, para o conforto dos ambientes e para uma relação mais próxima com a natureza. A escolha das espécies e a forma como a vegetação se integra à arquitetura fazem parte dessa visão”, destaca o arquiteto da incorporadora curitibana.

No OÁS, também da GT Building, o paisagismo prioriza espécies nativas da região. Localizado no Bigorrilho, próximo ao Parque Barigui, o empreendimento tem projeto paisagístico assinado por Rodrigo Oliveira e incorpora soluções voltadas ao uso mais eficiente da água, como um sistema de irrigação com sensor de umidade e o aproveitamento da água da chuva para irrigar e auxiliar  na manutenção das áreas comuns.

Os dois projetos mostram como o paisagismo pode desempenhar diferentes funções na arquitetura residencial, desde a composição da identidade do empreendimento até a criação de ambientes voltados à convivência e à contemplação.

“Quando a vegetação é pensada em conjunto com a arquitetura, ela passa a fazer parte da experiência de morar. O morador não apenas olha para o jardim, mas convive com ele, percebe a mudança das estações, tem mais contato com espécies diferentes e usufrui de espaços que ajudam a tornar o ambiente mais agradável”, conclui Fábio de Lima, arquiteto da GT Building.

Com a chegada da primavera, a transformação da paisagem torna mais visível uma discussão que vai além da estética. Em uma cidade conhecida pela presença de parques e áreas verdes, integrar a vegetação aos espaços residenciais envolve considerar aspectos como conforto, biodiversidade e qualidade de vida. Nos novos empreendimentos, essas escolhas começam na concepção dos projetos, com a definição das espécies e das soluções paisagísticas mais adequadas a cada espaço.

Mais qualidade de vida

Diversos estudos científicos apontam que a proximidade com a natureza pode exercer um efeito positivo significativo sobre a saúde e o bem-estar. Entre os benefícios observados estão a redução de sintomas de ansiedade e depressão, além de possíveis impactos favoráveis sobre a pressão arterial. Uma pesquisa publicada na revista científica Environment International investigou justamente a relação entre áreas verdes e saúde mental, reunindo informações de mais de 50 mil pessoas distribuídas por 58 países.

Os resultados indicam que a relação com ambientes naturais pode estimular mecanismos psicológicos ligados ao equilíbrio emocional e ao desenvolvimento da autocompaixão. Essa experiência também contribui para uma percepção mais positiva e saudável do próprio corpo. Entre os efeitos associados ao contato com a natureza estão a melhora da saúde mental, o fortalecimento da autocompaixão, a redução do cansaço mental, uma maior aceitação da própria imagem corporal e o aumento da sensação de bem-estar e satisfação pessoal.

Um dos elementos apontados pelo estudo como especialmente relevante é o que os pesquisadores denominam “quietude cognitiva”. Trata-se de um estado em que a atenção permanece ativa, porém de forma mais tranquila e espontânea, sem a sobrecarga provocada pelo excesso de estímulos característico dos grandes centros urbanos.

O contato com paisagens naturais, sons mais suaves e espaços amplos proporciona ao cérebro uma oportunidade de diminuir o ritmo. Com menos estímulos competindo pela atenção, torna-se mais fácil organizar os pensamentos e refletir de maneira menos pressionada. Esse estado favorece uma experiência emocional mais acolhedora e pode estimular uma relação mais compassiva e gentil consigo mesmo.

Sobre a GT Building  

A GT Building é uma incorporadora curitibana e um dos principais players do mercado imobiliário da capital. Preocupada com o futuro, a GT Building se posiciona como uma empresa Climability®, que utiliza suas habilidades de criação de projetos inovadores aliada à consciência e vontade de ajudar na construção de um mundo melhor. Com o objetivo de neutralizar sua pegada ecológica, a empresa fez parcerias com organizações de preservação de biomas brasileiros para aquisição de créditos de carbono, compensando suas emissões de gases de efeito estufa.

Quando acidente vira crime?

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Semana Nacional do Trânsito chama atenção para condutas que podem transformar uma ocorrência nas ruas em investigação criminal e até levar o motorista à prisão

Uma colisão, um atropelamento ou outro sinistro de trânsito pode acontecer em poucos segundos, mas as atitudes do motorista antes e depois da ocorrência podem produzir consequências que vão muito além de multas, indenizações e perda de pontos na carteira. Entre 18 e 25 de setembro, período em que o Brasil realiza a Semana Nacional do Trânsito, o alerta também vale para uma questão pouco compreendida pelos motoristas: quando um acidente deixa de ser apenas uma ocorrência de trânsito e passa a ser tratado como crime?

Segundo o advogado criminalista Jefferson Nascimento da Silva, o simples envolvimento em um acidente não transforma automaticamente o motorista em criminoso. É preciso analisar as circunstâncias e a conduta envolvida. “No Direito Penal não basta olhar para o resultado e concluir que houve um crime. É necessário entender como o fato aconteceu, qual foi o comportamento do motorista, se houve imprudência, negligência ou imperícia e se existiam outras circunstâncias, como consumo de álcool, excesso de velocidade ou alguma conduta deliberadamente perigosa”, explica.

O Código de Trânsito Brasileiro prevê crimes específicos. O homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não existe intenção de matar, por exemplo, tem pena de detenção de dois a quatro anos, além da suspensão ou proibição de obter habilitação. Se o motorista estiver sob influência de álcool ou outra substância psicoativa e provocar uma morte nas condições previstas pelo CTB, a pena passa para reclusão de cinco a oito anos, além das consequências relacionadas ao direito de dirigir.

A legislação também prevê a lesão corporal culposa no trânsito. Quando há alteração da capacidade psicomotora em razão do consumo de álcool ou outra substância e o resultado é lesão grave ou gravíssima, a pena prevista é de reclusão de dois a cinco anos. Dirigir com a capacidade psicomotora alterada pelo álcool ou outra substância psicoativa também constitui crime independentemente da ocorrência de morte ou ferimento, desde que presentes os requisitos previstos na legislação.

“É importante desfazer a ideia de que crime de trânsito só existe quando alguém morre. A própria condução sob influência de álcool, nas condições estabelecidas em lei, pode configurar crime. Além disso, a forma como o motorista age depois de um sinistro também pode gerar uma nova responsabilidade criminal”, ressalta Jefferson.

Um exemplo é a omissão de socorro. O Código de Trânsito estabelece como crime deixar de prestar imediato socorro à vítima quando possível ou, havendo justa causa que impeça o auxílio direto, deixar de solicitar ajuda da autoridade pública. A legislação prevê ainda crime para o motorista que se afasta do local do sinistro com a finalidade de fugir da responsabilidade penal ou civil que possa lhe ser atribuída.

Outro ponto mais complexo aparece nos acidentes com morte em que se discute se houve culpa ou dolo eventual. No homicídio culposo, o motorista não deseja nem assume o resultado criminoso, embora sua conduta possa ter contribuído para ele. Já a discussão sobre dolo eventual surge quando a acusação sustenta que, embora não tivesse a intenção direta de matar, o motorista teria assumido o risco de produzir aquele resultado.

A diferença pode modificar profundamente o processo criminal. Em decisões recentes, o Superior Tribunal de Justiça voltou a analisar casos de mortes no trânsito em que se discutia a existência de dolo eventual. Para Jefferson, é justamente nesse ponto que generalizações devem ser evitadas. “Embriaguez, excesso de velocidade e outras circunstâncias são elementos relevantes para a investigação, mas uma conclusão sobre dolo eventual exige análise do conjunto de fatos e provas do caso concreto. Não se pode transformar automaticamente todo acidente grave em homicídio doloso, assim como não se pode minimizar uma conduta extremamente perigosa apenas porque ocorreu no trânsito”, afirma.

A Semana Nacional do Trânsito, realizada anualmente entre os dias 18 e 25 de setembro, busca ampliar a conscientização sobre segurança e responsabilidade nas ruas e rodovias. Para o criminalista, conhecer as consequências jurídicas também faz parte desse processo. “Quando alguém assume a direção, suas escolhas podem produzir consequências para a própria vida e para a vida de terceiros. Respeitar as regras de trânsito não é apenas uma forma de evitar multa. Em determinadas situações, é a diferença entre chegar ao destino normalmente e responder a uma investigação ou a um processo criminal”, conclui.

Serviço: Jefferson Nascimento da Silva
Advogado Criminalista, OAB/PR 86.750
(41) 98400-6686
@jeeffeh
jeffe.adv@gmail.com
https://advjeffersonsilva.com.br
Rua Conselheiro Laurindo, 600 – sala 1006/1007, Centro, Curitiba/PR.

Buffet em velórios ganha espaço como gesto de acolhimento às famílias

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Serviço discreto oferece alimentação e suporte durante despedidas que podem durar várias horas

Em um momento marcado pela dor e por inúmeras decisões, oferecer alimentação aos familiares e amigos que permanecem durante horas em um velório pode representar cuidado, acolhimento e respeito. Com essa proposta, o serviço de buffet para velórios começa a ganhar espaço no Brasil, acompanhando um movimento de humanização e personalização das cerimônias de despedida. A alimentação nesses encontros tradicionalmente era organizada de maneira improvisada pelos próprios familiares. Agora, o serviço profissional permite que a família se concentre na despedida e no apoio mútuo, sem precisar se preocupar com compras, montagem, utensílios, organização da mesa e reposição dos alimentos. “Buffet em velório não tem caráter de festa. Trata-se de oferecer conforto em um momento delicado. Muitas pessoas permanecem horas no local, chegam de outras cidades ou passam o dia sem conseguir fazer uma refeição. Um café, uma água ou um alimento leve representam uma forma silenciosa de cuidado”, explica Danielle Jacob, da FGS. A tendência faz parte de uma transformação mais ampla do setor funerário. Além do coffee break, diferentes regiões do país já registram cerimônias com música, transmissão pela internet, vídeos, flores e homenagens que procuram representar a história e a personalidade de quem partiu.

Cardápio leve e apresentação discreta

O buffet para velórios deve respeitar as características do ambiente. A recomendação é priorizar uma apresentação sóbria, atendimento cuidadoso e alimentos práticos, que possam ser consumidos durante diferentes momentos da cerimônia. Entre as opções que podem compor o cardápio estão café, chá, água, sucos, bolos, frutas, pães, pequenos sanduíches e salgados. A seleção pode ser adaptada conforme o horário, a duração do velório, a estimativa de pessoas e eventuais restrições alimentares. “Cada atendimento precisa ser conduzido com sensibilidade. A montagem deve ser discreta, o cardápio precisa funcionar bem durante todo o período e a equipe deve compreender que está entrando em um ambiente de recolhimento e emoção”, ressalta Danielle. Além de cuidar dos alimentos, o serviço profissional pode contemplar organização da mesa, louças ou utensílios, bebidas, reposição e retirada da estrutura. A quantidade é planejada de acordo com o público estimado, evitando tanto a falta quanto o desperdício.

Alimentação também favorece o encontro e a memória

O momento do café pode criar um espaço de proximidade entre familiares e amigos. É quando surgem conversas, lembranças e histórias vividas ao lado da pessoa homenageada. Por isso, a alimentação pode cumprir uma função que vai além da necessidade física. Em algumas cerimônias, o cardápio também pode receber elementos afetivos, como um bolo, um doce ou uma receita que faça parte da memória familiar. A personalização, porém, deve ser planejada com equilíbrio e sempre respeitar o desejo, a cultura e as crenças da família. “Há despedidas em que as pessoas sentem necessidade de recordar momentos felizes e compartilhar histórias. A mesa pode ajudar a criar esse espaço de convivência, sem retirar a solenidade da ocasião”, afirma Danielle. Para a FGS, o principal objetivo do serviço é assumir uma preocupação prática em um momento no qual a família já enfrenta uma grande carga emocional. “Nosso trabalho é estar presente com organização, respeito e delicadeza. Às vezes, cuidar significa simplesmente garantir que ninguém precise se preocupar com o café, a água ou a alimentação naquele momento”, conclui.

Serviço: FGS

Danielle Jacob

Diretoria Criativa e de Marketing

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