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Oncologia 360 promove café beneficente com conversa sobre saúde e sexualidade feminina em Curitiba

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Encontro nesta sexta-feira (23), no Aquela Casa, abordará temas como perimenopausa e menopausa e terá arrecadação destinada ao Instituto Forja

A Oncologia 360 promove nesta sexta-feira, 23 de outubro, às 16h, no Aquela Casa, em Curitiba, o café beneficente “Entre fases e flores: uma pausa para o cuidado e a conexão”. A programação foi pensada como um espaço acolhedor para mulheres conversarem sobre saúde e as transformações da vida, com uma roda de conversa conduzida pela médica Stephanie Hanchar sobre sexualidade na perimenopausa e na menopausa.

Acompanhada por café e troca de experiências entre as participantes, a tarde também terá um propósito solidário. O valor de participação, de R$ 150, será revertido ao Instituto Forja, organização sem fins lucrativos que atua no bairro Campo de Santana, em Curitiba. A instituição oferece atividades educativas, culturais, esportivas e de formação para crianças, adolescentes e jovens, ampliando oportunidades dentro e fora da escola.

Para a médica Jerusa Karina Miqueloto, onco-hematologista da Oncologia 360 e uma das organizadoras do evento, a iniciativa conecta o acolhimento às mulheres ao apoio à comunidade. “Queremos abrir espaço para conversas sobre sexualidade e mudanças que fazem parte da vida das mulheres, mas nem sempre encontram oportunidade de escuta”, salienta a médica, reforçando o caráter social do evento, que é o de apoiar as ações do Instituto Forja.

SERVIÇO
Entre fases e flores: uma pausa para o cuidado e a conexão
Data: sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Horário: 16h
Local: Aquela Casa
Endereço: Rua Dr. Nelson de Souza Pinto, 480, São Lourenço, Curitiba
Participação: R$ 150; valor revertido ao Instituto Forja
Informações e inscrições: (41) 99231-5253.

Dor no quadril: identificar o problema é o primeiro passo para definir o tratamento

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Artrose, impacto femoroacetabular, bursites e tendinites podem ter sintomas semelhantes, mas exigem abordagens diferentes

Uma dor na virilha, dificuldade para cruzar as pernas ou até um travamento do quadril podem ter diferentes causas. Artrose, impacto femoroacetabular, bursites e tendinites estão entre os problemas que podem afetar a região, mas a origem do sintoma é o que ajuda a definir a melhor forma de tratamento.

“Os principais problemas do quadril se dividem em problemas intra-articulares, que ficam dentro da articulação, entre o fêmur e a bacia, e extra-articulares, que ficam fora dela”, explica o ortopedista e traumatologista Gladyston Mationski, do Hospital São Vicente e presidente da Regional Paraná da Sociedade Brasileira do Quadril.

Diferentes problemas, diferentes tratamentos

Entre os problemas intra-articulares mais frequentes está a artrose, também chamada de coxartrose quando afeta o quadril. Inicialmente, o quadro pode ser tratado de forma conservadora, com fisioterapia, medicamentos e infiltrações. Em casos graves, pode haver indicação de cirurgia para colocação de prótese total do quadril.

Outro problema que pode afetar adultos jovens, especialmente atletas, é o impacto femoroacetabular, alteração que ocorre entre o fêmur e a bacia. “Cada vez mais diagnosticado em atletas, se não for tratado precocemente, pode evoluir para artrose do quadril no futuro.”

Já entre os problemas extra-articulares estão condições inflamatórias, como a bursite trocantérica, que ocorre em uma bolsa localizada na região lateral do quadril, e diferentes tipos de tendinite. Elas podem afetar, por exemplo, os tendões dos glúteos, do reto femoral, do quadríceps e dos isquiotibiais, além da região do piriforme.

Dor e dificuldade de movimento são sinais de atenção

A dor pode aparecer na virilha, na região lateral ou posterior do quadril e vir acompanhada de outros sinais. Travamento, sensação estranha pela manhã e dificuldade para realizar movimentos do dia a dia também podem indicar que é hora de procurar avaliação especializada. “Também pode haver dificuldade de mobilidade: vestir meia ou calçado, cortar a unha do pé ou cruzar a perna, por exemplo”, indica Mationski.

A prática de atividades físicas, principalmente as de alto impacto, também pode estar relacionada a alguns problemas do quadril, acrescenta o médico. “Corrida e esportes coletivos — futebol, basquete, handebol e tênis — podem gerar impacto excessivo no quadril. O que mais protege as articulações é fazer alongamento e fortalecimento, mantendo a musculatura forte para protegê-las”, afirma.

Investigação começa pelo exame físico

A avaliação de um ortopedista é importante para identificar a origem dos sintomas. O exame físico permite analisar a região da dor, verificar possíveis restrições de mobilidade, avaliar os ângulos dos movimentos e observar a marcha do paciente.

“A parte mais importante da investigação é procurar um ortopedista e fazer o exame físico. É muito importante avaliar a região da dor, verificar se há restrição de mobilidade, calcular os ângulos de mobilidade e avaliar a marcha, ou seja, a forma como o paciente caminha”, explica o especialista.

O raio-X é o primeiro exame complementar utilizado na investigação. Dependendo da suspeita clínica, também podem ser necessários exames como tomografia e ressonância magnética.

Tratamento pode começar sem cirurgia

Mationski destaca que nem toda alteração no quadril exige uma intervenção cirúrgica. A conduta depende da condição identificada e, segundo o especialista, normalmente começa com tratamento conservador.

“Muitas das medidas são medicamentos, fisioterapia e retirada das atividades de impacto quando estão sobrecarregando o quadril. Normalmente, optamos por tratar de forma conservadora por alguns meses. Se o tratamento conservador falhar, a cirurgia pode ser indicada.”

Artroscopia funciona em casos selecionados

Quando há indicação cirúrgica, uma das possibilidades para determinadas condições é a artroscopia do quadril. A técnica minimamente invasiva é utilizada com frequência em casos de impacto femoroacetabular e lesões do labrum, especialmente quando o tratamento conservador não apresenta os resultados esperados.

Realizado por meio de pequenos acessos, o procedimento utiliza equipamentos específicos para permitir a avaliação e o tratamento das estruturas da articulação. Entre as características apontadas pelo especialista estão o menor sangramento e menos dor.

Sobre o Hospital São Vicente

O Hospital São Vicente é um hospital tradicional de Curitiba, há 86 anos em funcionamento, e possui o mais alto padrão de qualidade certificado pela Organização Nacional de Acreditação como Hospital de Excelência. Em uma estrutura moderna, conta com pronto atendimento 24 horas, centros médicos e serviços de diagnóstico e tratamento, centro de ortopedia, centro cirúrgico, e UTI. Possui Certificação em Nível A para Transplantes Hepáticos e Renais – Ministério da Saúde: Reconhecimento pela excelência e segurança nos procedimentos de transplante, consolidando sua posição como referência em transplantes de alta complexidade. Acreditação ONA Nível 3 e classificação Ouro no Programa Segurança em Alta da Unimed. Seu programa de Residência Médica é credenciado pelo Ministério da Educação (MEC) nas especialidades de Cirurgia Geral, Cirurgia Digestiva, Cancerologia Cirúrgica e Radiologia.

Hospital Pilar investe R$ 10 milhões em 2026 e apresenta novos quartos VIP

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Quatro apartamentos inauguram o conceito Uno Care, que amplia a experiência de cuidado com atendimento personalizado, conforto e serviços exclusivos

O Hospital Pilar, em Curitiba, investiu cerca de R$10 milhões em infraestrutura ao longo de 2026 e já começa a materializar essa nova fase com espaços específicos destinados a transformar a experiência do paciente. Entre as principais entregas estão 4 novos quartos VIP, que inauguram o conceito Uno Care, uma proposta de cuidado que combina assistência, conforto e hospitalidade. Os apartamentos receberam investimento de R$1,6 milhão.

Mais do que oferecer uma acomodação diferenciada, o Uno Care é uma proposta do hospital concebida como uma jornada que acompanha o paciente de ponta a ponta. O conceito inclui concierge dedicado antes, durante e após a hospitalização, valet exclusivo, controle personalizado de visitas e serviços de bem-estar. A experiência também contempla o acompanhante, com estrutura e atendimento pensados para proporcionar conforto durante a permanência no hospital.

“Quando a gente fala em apartamento VIP, a gente não está entregando só infraestrutura física. O mais importante é a gente se colocar como um hospital que passa a oferecer uma jornada diferenciada e exclusiva”, afirma Carlos Castanheira, diretor geral do Hospital Pilar. Segundo ele, a proposta representa uma nova maneira de pensar o atendimento. “A gente fala de uma experiência e não de um quarto VIP apenas. É uma forma diferente de pensar no atendimento ao paciente.”

O cuidado se estende também à alimentação. O conceito prevê uma experiência gastronômica personalizada, desde a seleção dos ingredientes até a apresentação dos pratos, considerando as necessidades de cada paciente. O ambiente foi planejado para proporcionar conforto e tranquilidade, com enxoval de alto padrão, incluindo lençois, travesseiros e toalhas com acabamento de 400 fios.

Outro diferencial está na atenção à continuidade do cuidado após a alta hospitalar. A proposta contempla o aprimoramento da preparação para esse momento, com orientações individualizadas, integração entre as equipes multidisciplinares e maior atenção à organização das próximas etapas do tratamento. A iniciativa faz parte de um modelo de cuidado em evolução, que busca fortalecer a conexão entre a experiência hospitalar e o acompanhamento do paciente após a internação. 

Um novo mural, assinado pelo artista curitibano Gardpam, também passa a fazer parte dessa experiência. Nome artístico de Fernando Ferlin, Gardpam, é muralista e grafiteiro paranaense, conhecido por obras de grandes dimensões em Curitiba e em diferentes partes do mundo. Integrado à área dos novos apartamentos, o mural traz em seus traços a arte e identidade local, fazendo conexão entre a cidade e a contemporaneidade do novo conceito. “O mural é um elemento a mais que dá vida à varanda e ajuda a resgatar referências da cidade e da própria história do Pilar. Abrir espaço para uma manifestação artística dentro de uma instituição hospitalar também é uma maneira de ampliar o conceito de cuidado”, explica Castanheira.

Para o diretor, a renovação busca aproximar a estrutura da experiência de cuidado oferecida pela instituição. “O que a gente quer é mostrar que é possível aliar uma saúde de qualidade, com humanização, onde tudo está contemplado, desde a infraestrutura até o acolhimento, conforto, beleza e experiências que contribuam para tornar a jornada do paciente mais leve”, afirma. Os 4 quartos representam o início da expansão do conceito Uno Care no hospital. A previsão é que futuramente esse conceito seja ampliado para uma ala com 16 leitos, aumentando a oferta dessa experiência para outros pacientes.

Sobre o Pilar Hospital

Com mais de 60 anos de tradição, o Pilar Hospital é reconhecido como referência na integração de tecnologia avançada e atendimento humanizado. Localizado no bairro Bom Retiro, em Curitiba, o hospital atende pacientes de todo o Paraná, oferecendo suporte essencial em diversas especialidades médicas. Sua estrutura robusta inclui 81 unidades de internação (enfermaria e apartamento) e 39 unidades de terapia intensiva e o Pilar Centro Médico, que realiza procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos de baixa complexidade, em regime de hospital dia, consolidando seu papel na qualidade e acesso à saúde para os paranaenses.

Autonomia e direitos na Síndrome do X Frágil: Instituto brasileiro debate o tema em congresso internacional em Lisboa

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Famílias de pessoas com deficiência intelectual enfrentam o desafio cotidiano de incentivar escolhas e reconhecer necessidades de apoio; tema será levado pelo Instituto Buko Kaesemodel a congresso em Lisboa

Escolher uma atividade, fazer uma compra, visitar um amigo ou participar das decisões da própria casa. Situações comuns do cotidiano podem despertar dúvidas nas famílias de pessoas com deficiência intelectual: quando intervir? Quando oferecer ajuda? Quando dar espaço para que a pessoa experimente, escolha e aprenda? Entre a preocupação com a segurança e o desejo de incentivar a autonomia, essas respostas precisam considerar as habilidades, as dificuldades e as circunstâncias de cada indivíduo.

A discussão faz parte dos temas que o Instituto Buko Kaesemodel (IBK) levará ao Congresso Internacional “O Caminhar do Direito de Família, do Direito das Sucessões e do Biodireito”, nos dias 17 e 18 de novembro, em Lisboa. Por meio do Programa Eu Digo X, a instituição atua na pesquisa, na disseminação de informações, no acesso ao diagnóstico da síndrome do X Frágil e no apoio às famílias. Essa experiência aproxima o debate sobre proteção e direitos das situações vividas dentro de casa, na escola e nos espaços de convivência.

Para Luz María Romero, gestora do IBK, compreender as necessidades de apoio exige olhar para além do diagnóstico. “Não é possível discutir capacidade jurídica considerando apenas um diagnóstico. É preciso compreender o grau de comprometimento, as habilidades preservadas, o contexto familiar e o suporte disponível para cada pessoa. A avaliação deve ser individualizada, porque as necessidades de proteção e os níveis de autonomia são diferentes”, afirma.

Na rotina, isso significa observar cada situação com atenção. Uma pessoa pode escolher o que deseja comprar e precisar de ajuda para conferir o pagamento. Pode manifestar vontade de participar de uma atividade e necessitar de acompanhamento no deslocamento. Também pode compreender uma informação quando ela é apresentada de maneira mais acessível. Identificar essas diferenças ajuda a pensar em formas de apoio que favoreçam sua participação.

O receio de situações de abuso torna essa conversa especialmente delicada. Como reconhecer se a pessoa compreendeu uma proposta? Como ajudá-la a identificar uma abordagem que provoque desconforto? A quem ela pode recorrer quando precisa de ajuda? São perguntas que envolvem comunicação, vínculos de confiança e atenção às condições em que cada experiência acontece.

“Na síndrome do X Frágil, existem pessoas que necessitam de apoio durante toda a vida desde os cuidados pessoais até a administração de recursos, compreender documentos, tomar decisões ou proteger-se de situações de abuso. O desafio é encontrar mecanismos jurídicos que ofereçam essa segurança sem apagar a voz e as possibilidades de participação da própria pessoa”, explica Luz María.

Ouvir essa voz é parte central da discussão. Em uma conversa sobre passeios, compras ou mudanças na rotina, é preciso criar condições para que a pessoa expresse o que deseja, o que não deseja e aquilo que não compreendeu. Conforme suas necessidades de comunicação, essa participação pode exigir mais tempo, explicações acessíveis ou outros recursos de expressão. O ponto de partida é incluir a pessoa na conversa sobre decisões que afetam sua vida.

Dentro de casa, há oportunidades para observar como essa participação acontece: escolher entre atividades, opinar sobre um programa em família, organizar objetos pessoais ou assumir uma tarefa com o apoio necessário. Essas experiências também permitem perceber preferências e dificuldades que podem passar despercebidas quando alguém decide antecipadamente em seu lugar.

Para quem cuida, abrir espaço para escolhas pode exigir uma revisão de hábitos construídos ao longo de muitos anos. O acompanhamento constante favorece o conhecimento sobre a pessoa, mas também pode tornar difícil perceber mudanças em suas habilidades e interesses. A questão ganha novos contornos conforme os filhos crescem e passam a desejar outras experiências e relações.

Sabrina Mugiatti, idealizadora do Programa Eu Digo X e mãe de um jovem de 22 anos com síndrome do X Frágil, participará do congresso como mediadora de um bloco de palestras. Sua contribuição reunirá a experiência materna e o trabalho desenvolvido pelo Instituto. “Estar em Lisboa é uma oportunidade de mostrar que as discussões jurídicas sobre capacidade, curatela e tomada de decisão precisam considerar a vida real das famílias. O Instituto nasceu dessa vivência e hoje pode compartilhar, em um espaço internacional, aprendizados que foram construídos ao longo de muitos anos”, afirma.

No encontro, Luz María ministrará a palestra “Deficiência intelectual: aspectos psicológicos, avaliação do grau de comprometimento e implicações para autonomia e proteção — o caso da síndrome do X Frágil”. Organizado pela Associação de Direito de Família e das Sucessões (ADFAS) e pelo Instituto de Direito Brasileiro (IDB) da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, o congresso discutirá questões que atravessam as relações familiares e a proteção de direitos. As inscrições são gratuitas, e o congresso será transmitido online.

Ao levar esse tema a Lisboa, o IBK propõe aproximar as discussões jurídicas das escolhas que acontecem todos os dias. Uma compra, um encontro ou uma decisão em família oferecem situações concretas para perguntar qual apoio é necessário e como a pessoa pode participar. As respostas começam pela disposição de conhecer suas possibilidades, compreender suas dificuldades e escutar o que ela tem a dizer.

SERVIÇO

Congresso Internacional “O Caminhar do Direito de Família, do Direito das Sucessões e do Biodireito

Inscrições gratuitas: clique aqui

18 de novembro

17h00/18h00 – Incapacidade absoluta e capacidade relativa das pessoas com deficiência mental ou intelectual – meios de avaliação e proteção.

Maria Raquel Rei – Portugal | Membro do Centro de Investigação de Direito Privado (CIDP) da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL). Mestre e Doutora em Direito pela FDUL. Professora Auxiliar de Ciências Jurídicas da FDUL. Advogado.  

Luz Maria Romero – Brasil | Gestora do Instituto Buko Kaesemodel. Mestre em Linguística pela Universidade de Salamanca. Psicóloga com especialidade em Saúde Coletiva e Recursos Humanos.

Presidente da mesa: Sabrina Muggiati | Empreendedora no setor não governamental. Idealizadora do Programa Eu Digo X do Instituto Buko Kaesemodel que atende famílias com a Síndrome do X Frágil no Brasil.

Câncer de intestino em jovens: por que os casos antes dos 50 anos estão aumentando?

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Câncer de intestino em jovens: por que os casos antes dos 50 anos estão aumentando?

Morte da atriz Lua Blanco, aos 39 anos, volta a chamar atenção para o câncer colorretal de início precoce. Maioria dos casos não está ligada a síndromes hereditárias conhecidas, enquanto pesquisadores investigam o papel de fatores metabólicos, comportamentais, ambientais e da microbiota intestinal

O câncer de intestino sempre esteve mais associado ao envelhecimento. A idade continua sendo um dos principais fatores de risco, mas um movimento observado nas últimas décadas vem mudando parte desse cenário: os diagnósticos de câncer de cólon e reto estão aumentando entre pessoas com menos de 50 anos em diferentes países.

A morte da atriz e cantora Lua Blanco, neste domingo (18), aos 39 anos, voltou a chamar atenção para o tema. Segundo informações divulgadas após sua morte, ela havia descoberto havia poucos meses um câncer de intestino em estágio avançado.

O caso se soma a outros diagnósticos que ganharam repercussão pública nos últimos anos, como o da cantora Preta Gil, mas não são episódios isolados que permitem falar em uma mudança epidemiológica. O aumento do chamado câncer colorretal de início precoce, diagnosticado antes dos 50 anos, já é objeto de pesquisas internacionais.

Nos Estados Unidos, o National Cancer Institute (NCI) acompanha essa mudança e aponta que a tendência de crescimento entre adultos jovens começou a aparecer por volta da década de 1990. Ao mesmo tempo, a ciência ainda não encontrou uma explicação única para o fenômeno.

“A primeira mensagem importante é que câncer de intestino não é uma doença exclusiva de pessoas mais velhas. A maior parte dos casos ainda ocorre nas faixas etárias mais avançadas, mas estamos observando uma mudança que merece atenção. Um adulto jovem com sintomas persistentes também precisa ser investigado”, explica a Dra. Rosane R. Johnsson, oncologista clínica do IOP – Instituto de Oncologia do Paraná.

Por que o câncer de intestino está aumentando entre os jovens?

Essa é justamente a pergunta que a ciência tenta responder.

Obesidade, sedentarismo, alimentação pobre em fibras, consumo de carnes processadas e em excesso de carne vermelha, tabagismo e bebidas alcoólicas estão entre os fatores já associados ao câncer colorretal. Nos casos de início precoce, no entanto, eles parecem contar apenas parte da história.

Um dado ajuda a entender a complexidade: embora algumas síndromes genéticas aumentem significativamente o risco de desenvolver a doença mais cedo, apenas cerca de 10% a 20% dos cânceres colorretais de início precoce são atribuídos a fatores hereditários, segundo o NCI. A maior parte dos casos, portanto, ocorre sem uma síndrome hereditária conhecida que explique o diagnóstico.

Uma das linhas de pesquisa passa pelo chamado exposoma, conceito usado para estudar o conjunto de exposições acumuladas por uma pessoa ao longo da vida e a maneira como elas interagem com características individuais. Alimentação, obesidade, atividade física, álcool, tabagismo, medicamentos, exposições ambientais e alterações metabólicas estão entre os elementos investigados. A microbiota intestinal também entrou nesse radar.

“Provavelmente estamos diante de uma combinação de fatores. Há hábitos de vida que sabemos que aumentam o risco, existem síndromes hereditárias e histórico familiar, mas também há muitos pacientes jovens que não se encaixam nesses grupos. Por isso, seria precipitado atribuir esse crescimento a uma única causa”, diz a Dra. Rosane.

Obesidade, metabolismo e estilo de vida estão no radar

As mudanças metabólicas e comportamentais observadas nas últimas décadas são outra frente importante de investigação. Obesidade e sedentarismo já são fatores conhecidos de risco para câncer colorretal, mas pesquisadores tentam compreender em que medida o aumento dessas condições entre pessoas mais jovens pode estar relacionado ao crescimento dos diagnósticos precoces.

Estudos recentes também investigam alterações metabólicas, como níveis elevados de insulina, além da interação entre alimentação, inflamação e microbiota intestinal. Os resultados ajudam a montar um quadro mais amplo, mas ainda não permitem afirmar que um único desses fatores seja responsável pela tendência.

Essa cautela é importante. Ter obesidade, por exemplo, não significa que uma pessoa desenvolverá câncer de intestino, assim como ter hábitos considerados saudáveis não elimina completamente o risco.

E o que a microbiota intestinal tem a ver com isso?

Nos últimos anos, o ambiente intestinal ganhou espaço nessa investigação.

Um estudo internacional identificou uma assinatura de mutações relacionada à colibactina, uma toxina produzida por determinadas cepas da bactéria Escherichia coli, com maior frequência em tumores de pacientes diagnosticados antes dos 40 anos.

O achado despertou interesse porque sugere que determinadas exposições ocorridas mais cedo na vida possam deixar marcas no DNA das células do cólon. Ainda assim, trata-se de uma linha de pesquisa. Não significa que uma bactéria específica seja, sozinha, a causa do aumento do câncer colorretal entre jovens.

É justamente a combinação entre genética, ambiente, metabolismo, comportamento e microbiota que está entre as hipóteses estudadas para compreender por que pessoas nascidas em gerações mais recentes parecem apresentar maior risco.

Genética explica os casos em pessoas jovens?

Explica uma parcela, mas está longe de responder por todo o fenômeno.

Algumas condições hereditárias aumentam significativamente o risco de câncer colorretal em idades mais baixas, especialmente a síndrome de Lynch e a polipose adenomatosa familiar. O histórico familiar também precisa ser considerado. Mas os dados do NCI mostram que os fatores hereditários conhecidos estão presentes em uma minoria dos cânceres colorretais de início precoce.

Na prática, isso significa que não ter casos de câncer de intestino na família não elimina a possibilidade da doença. E esse é um ponto particularmente importante entre os mais jovens. Quando nem o paciente nem o profissional de saúde esperam encontrar um câncer naquela idade, existe o risco de sinais persistentes serem inicialmente associados a condições benignas.

Sangue nas fezes em uma pessoa jovem não deve ser automaticamente atribuído a hemorroidas

Uma das análises mais abrangentes sobre o assunto ajuda a dimensionar esse problema. Uma revisão sistemática e meta-análise publicada no JAMA Network Open reuniu 81 estudos e mais de 24,9 milhões de pessoas com menos de 50 anos. Entre os pacientes com câncer colorretal de início precoce, 45% apresentaram sangue nas fezes, 40% dor abdominal e 27% alteração do hábito intestinal.

O estudo mostrou ainda outro dado relevante: atrasos entre o início dos sintomas e o diagnóstico foram frequentes. A mediana encontrada foi de quatro meses e a média, de pouco mais de seis meses. Ter sangue nas fezes, dor abdominal ou uma mudança no funcionamento intestinal não significa automaticamente câncer. O problema está em normalizar sintomas que persistem.

Perda de peso sem explicação e anemia também merecem investigação, especialmente quando não há uma causa definida. “Não é preciso transformar qualquer alteração intestinal em motivo de medo. O problema é normalizar um sintoma que persiste. Sangramento recorrente, mudança no funcionamento do intestino ou uma anemia sem explicação precisam ter sua causa esclarecida, independentemente da idade”, orienta a oncologista.

Brasil deve registrar mais de 53 mil novos casos de câncer de cólon e reto em 2026

O aumento entre jovens merece atenção, mas é importante colocá-lo em perspectiva: a maior parte dos diagnósticos ainda acontece em pessoas mais velhas. No Brasil, as estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam 53.810 novos casos de câncer de cólon e reto em 2026, sendo 26.270 entre homens e 27.540 entre mulheres. Excluindo os tumores de pele não melanoma, cólon e reto aparecem como o segundo tipo de câncer mais incidente nos dois sexos.

A nova estimativa do INCA vale para o triênio de 2026 a 2028 e prevê cerca de 53,8 mil novos diagnósticos da doença a cada ano. Os números brasileiros, entretanto, não devem ser usados para concluir que o país apresenta exatamente a mesma velocidade de crescimento entre jovens identificada em estudos realizados nos Estados Unidos ou na Europa. São populações e bases epidemiológicas diferentes.

O que os estudos internacionais deixam claro é que o câncer colorretal de início precoce deixou de ser tratado como uma ocorrência excepcional e passou a ser investigado como uma mudança que precisa ser compreendida.

É possível prevenir o câncer de intestino?

Nem todos os fatores de risco podem ser modificados, mas parte deles pode.

Manter o peso adequado, praticar atividade física regularmente e ter uma alimentação com frutas, verduras, legumes, cereais integrais e outras fontes de fibras estão entre as medidas recomendadas para redução do risco. Limitar o consumo de carnes vermelhas, evitar carnes processadas, não fumar e evitar bebidas alcoólicas também fazem parte das orientações de prevenção.

Há ainda uma característica importante do câncer colorretal: muitos tumores surgem a partir de pólipos, alterações que podem ser encontradas e retiradas antes que evoluam para câncer.

A colonoscopia permite visualizar o cólon e o reto e retirar pólipos durante o próprio procedimento. Em 2026, o SUS também passou a adotar o teste imunoquímico fecal, o FIT, como estratégia para detectar pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes antes mesmo do aparecimento de sintomas, com encaminhamento para exames complementares quando necessário.

A indicação do rastreamento e o momento de iniciá-lo dependem da idade e do risco individual. Pessoas com histórico familiar relevante, síndromes hereditárias ou determinadas condições clínicas podem precisar de acompanhamento diferente daquele recomendado para a população geral.

“Prevenção não significa apenas fazer um exame. Significa conhecer o histórico familiar, reduzir fatores de risco modificáveis e não ignorar sintomas. E, quando existe indicação de rastreamento, realizá-lo no momento adequado. O aumento dos casos entre jovens reforça principalmente uma mudança de percepção: idade baixa, sozinha, não deve ser motivo para descartar a investigação”, conclui a Dra. Rosane R. Johnsson.

Sobre o Grupo Med4U

A Med4U é uma holding que engloba algumas das marcas mais reconhecidas no setor da saúde, oferecendo soluções integradas e inovadoras para pacientes e profissionais. Entre as empresas que fazem parte da Med4U estão o IOP (Instituto de Oncologia do Paraná), o IOP Educa, o IOP Pesquisa, o Valencis, a Spesia e o Oncoville. Também fazem parte a Santé Cancer Center, com unidades em Lages e Caçador, em Santa Catarina, e a Clínica Prognóstica Oncologia, sediada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Juntas, essas instituições formam um grupo dedicado à excelência no cuidado oncológico, educação e inovação em saúde.

O IOP, a marca mais antiga do grupo, que completou 31 anos de atuação em 2026, continua sendo uma referência no tratamento do câncer. Com quatro sedes em Curitiba (PR), o IOP se destaca por suas parcerias estratégicas, como a aliança com o Hospital São Marcelino Champagnat que oferece um tratamento integrado e a parceria com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, sendo a primeira clínica no sul do Brasil a integrar a Rede Einstein de Oncologia e Hematologia. O IOP também se destaca por ter o mais alto nível de acreditação de qualidade no Paraná (ONA 3).

O IOP oferece tratamentos avançados e humanizados, utilizando tecnologia de ponta e uma abordagem multidisciplinar, que inclui Nutrição, Psicologia, Enfermagem, Farmácia e Educador Físico. Além disso, terapias complementares como cromoterapia, aromaterapia e musicoterapia ajudam a proporcionar um cuidado mais completo e humanizado.

Para mais informações ou para agendar sua consulta, acesse nosso site: https://iop.com.br

IOP: Há 31 anos cultivando histórias, cuidando de pessoas.

Mais informações

Mateus Leme
Rua Mateus Leme, 2631 B
(41) 3207-9797

Batel
Rua Saldanha Marinho, 1814
(41) 3207-9798

Oncoville
Marginal Rodovia BR-277, 1437
(41) 3099-5800

Hospital São Marcelino Champagnat
Av. Presidente Affonso Camargo, 1399
(41) 3087-7600

Shopping Jardim das Américas funciona normalmente no domingo de eleições

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Shopping Jardim das Américas funciona normalmente no domingo de eleições

O Shopping Jardim das Américas funcionará normalmente neste domingo, 25 de outubro, data do segundo turno das Eleições 2026. As lojas e operações de lazer estarão abertas das 14h às 20h, enquanto a praça de alimentação funcionará das 12h às 21h. Cinema e academia seguem seus horários próprios.

Quem estiver pela região antes ou depois da votação poderá aproveitar o domingo para almoçar, ir ao cinema, passear com a família ou fazer compras. O funcionamento segue os horários habituais de domingo, sem alteração em razão das eleições.

Confira os horários de funcionamento

• Lojas e lazer: das 14h às 20h
• Alimentação: das 12h às 21h
• Cinema e academia: conforme horários próprios.

Serviço:

Shopping Jardim das Américas

Endereço: Av. Nossa Senhora de Lourdes, 63, Jardim das Américas, Curitiba.

Compras online – assistente virtual – FLORA (41) 99238-1421

Telefone:(41) 3366-5885

Shopping Jardim das Américas terá Halloween com doces e criatividade

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Shopping Jardim das Américas terá Halloween com doces e criatividade

Dias assustadoramente divertidos estão chegando ao Shopping Jardim das Américas, com atividades temáticas e muita criatividade para as crianças. Nos dias 24 e 25 de outubro, a tradicional Caça aos Doces convida os pequenos a entrar no clima da data pelos corredores do mall, com inscrições no valor de R$ 15.

A diversão continua nos dias 31 de outubro, com pintura em gesso de Halloween, 1º de novembro, com a oficina Porta Trecos Assustador, e 2 de novembro, com a atividade Óculos Maluco. As três atrações são gratuitas, com inscrições realizadas no local.

As atividades acontecem na Praça de Eventos, no 2º piso, das 14h às 20h. As vagas são limitadas, garantindo momentos de diversão para as famílias que desejam aproveitar o Halloween no Shopping Jardim das Américas.

Serviço:

24 e 25/10: Caça aos Doces – Inscrições pelo app – R$ 15,00.

31/10: Pintura em gesso de Halloween – Inscrições no local – Gratuito

01/11: Porta Trecos assustador – Inscrições no local – Gratuito

02/11: Óculos maluco – Inscrições no local – Gratuito

Praça de Eventos – 2º Piso | Das 14h às 20h | Vagas limitadas

Shopping Jardim das Américas

Av. Nossa Senhora de Lourdes, 63 – Jd. das Américas

Compras online – assistente virtual – FLORA (41) 99238-1421

(41) 3366-5885

Câncer de pulmão diagnosticado no Papa Leão XIV chama atenção para importância da detecção precoce

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Câncer de pulmão diagnosticado no Papa Leão XIV chama atenção para importância da detecção precoce

Pontífice passou por cirurgia para retirada de adenocarcinoma pulmonar; especialista do IOP explica características da doença, sinais de alerta e fatores que influenciam o tratamento

O diagnóstico de câncer de pulmão do Papa Leão XIV, de 71 anos, trouxe à atenção pública o adenocarcinoma pulmonar, um dos principais tipos de tumor maligno que afetam os pulmões. Na terça-feira (13), o pontífice passou por uma cirurgia em Roma, para retirada do lobo inferior do pulmão direito. Segundo boletim médico divulgado pelo Vaticano, o procedimento foi realizado sem complicações e a análise do tecido confirmou a presença de um adenocarcinoma.

O nódulo havia sido identificado durante exames de rotina. Ao anunciar a cirurgia, o próprio Papa informou que a alteração estava localizada e havia sido descoberta em uma fase muito inicial.

O caso chama atenção para uma característica importante do câncer de pulmão: a doença pode se desenvolver sem apresentar sintomas nas fases iniciais, dificultando sua identificação. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 35.380 novos casos de câncer de pulmão por ano entre 2026 e 2028, sendo 18.730 entre homens e 16.650 entre mulheres. O tumor está entre os mais incidentes no país e permanece como um importante desafio para a saúde pública.

Para a médica Thais Almeida, especialista em Oncologia Clínica do IOP – Instituto de Oncologia do Paraná, o diagnóstico precoce é um dos fatores que mais influenciam as possibilidades de tratamento. “O câncer de pulmão costuma ser associado a sintomas respiratórios importantes, mas nem sempre eles aparecem no início da doença. Em muitos casos, o tumor cresce silenciosamente. Quando conseguimos identificar uma alteração ainda localizada, temos a possibilidade de avaliar tratamentos com intenção curativa, incluindo a cirurgia, dependendo das características do paciente e do tumor.”

O que é o adenocarcinoma pulmonar?

O adenocarcinoma é um subtipo do câncer de pulmão de não pequenas células, grupo que representa a maioria dos tumores malignos pulmonares. Ele se desenvolve a partir de células com características glandulares, geralmente localizadas nas regiões mais periféricas dos pulmões.

Embora o tabagismo seja o principal fator de risco para o câncer pulmonar, o adenocarcinoma também pode ocorrer em pessoas que nunca fumaram. A doença apresenta características biológicas variadas. Alguns tumores crescem lentamente, enquanto outros podem apresentar comportamento mais agressivo. Por isso, além de identificar o tipo de câncer, é fundamental avaliar sua extensão e possíveis alterações moleculares que possam orientar o tratamento.

“Hoje sabemos que dois pacientes com adenocarcinoma pulmonar podem apresentar doenças biologicamente diferentes. A análise do tumor permite identificar características que ajudam a definir a melhor abordagem, inclusive a possibilidade de utilizar medicamentos direcionados a determinadas alterações genéticas”, explica a oncologista.

Quais são os sintomas?

O câncer de pulmão pode permanecer assintomático durante parte de sua evolução. Quando aparecem, os sinais mais frequentes incluem tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, cansaço, perda de peso sem explicação e, em alguns casos, presença de sangue no escarro. Pneumonias recorrentes ou mudanças no padrão habitual da tosse também merecem investigação.

Esses sintomas não significam necessariamente a presença de câncer, pois podem estar relacionados a diferentes doenças respiratórias. Entretanto, quando persistem ou apresentam piora progressiva, é importante procurar avaliação médica. Segundo o INCA, a ausência de manifestações específicas nas fases iniciais contribui para que muitos diagnósticos ocorram quando a doença já está mais avançada. “Uma tosse que não melhora, falta de ar progressiva ou perda de peso sem causa aparente não devem ser ignoradas. O objetivo não é gerar preocupação diante de qualquer sintoma respiratório, mas reforçar que alterações persistentes precisam ser investigadas”, orienta Thais Almeida.

O que aumenta o risco de desenvolver a doença?

O tabagismo continua sendo o principal fator de risco para o câncer de pulmão. A exposição à fumaça de outras pessoas também contribui para o desenvolvimento da doença. Outros fatores incluem contato prolongado com poluentes atmosféricos, determinadas substâncias químicas no ambiente de trabalho, como amianto e arsênio, além de histórico familiar, predisposição genética e doenças pulmonares crônicas.

A idade também influencia o risco, já que a incidência aumenta com o envelhecimento.
Entretanto, é importante destacar que o câncer de pulmão não é exclusivo de fumantes. Pessoas que nunca tiveram contato direto com cigarros também podem desenvolver a doença. O INCA recomenda não fumar, evitar o tabagismo passivo e reduzir, sempre que possível, a exposição a agentes cancerígenos.

Por que a cirurgia foi indicada no caso do Papa?

Segundo as informações oficiais do Vaticano, o nódulo pulmonar foi identificado em fase inicial e estava localizado. A equipe médica optou pela retirada do lobo inferior do pulmão direito por meio de cirurgia videoassistida, técnica minimamente invasiva que utiliza uma câmera e instrumentos cirúrgicos introduzidos por pequenas incisões.

A cirurgia é uma das principais possibilidades de tratamento para determinados cânceres de pulmão localizados, quando o paciente apresenta condições clínicas adequadas para o procedimento.

A escolha depende de fatores como tamanho e localização do tumor, comprometimento de linfonodos, presença ou ausência de metástases e capacidade respiratória do paciente. A retirada cirúrgica do tumor, entretanto, não significa automaticamente que todo o tratamento esteja concluído. Após a operação, a análise detalhada do material retirado ajuda a determinar o estágio da doença e a necessidade de terapias complementares.

“Quando um tumor pulmonar pode ser retirado cirurgicamente, avaliamos uma possibilidade importante de tratamento com intenção curativa. Mas a decisão sobre os próximos passos depende do resultado anatomopatológico definitivo, da extensão da doença e das características biológicas do câncer. Em alguns casos, a cirurgia é suficiente. Em outros, pode ser necessário complementar o tratamento. Vale ressaltar que estão disponíveis novas tecnologias, com cirurgias modernas, robóticas e por videolaparascopia, com técnicas minimamente invasivas que facilitam a recuperação”, esclarece a especialista.

Quais são as possibilidades de tratamento?

O tratamento do adenocarcinoma pulmonar evoluiu significativamente nos últimos anos. Além da cirurgia, podem ser utilizadas quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo, isoladamente ou em combinação.

As terapias-alvo são medicamentos direcionados a alterações moleculares específicas encontradas em determinados tumores. Já a imunoterapia atua estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas. A escolha considera o estágio da doença, os resultados dos exames, as condições clínicas do paciente e as características do tumor.

Em situações específicas, medicamentos também podem ser indicados antes ou depois da cirurgia para reduzir o risco de retorno da doença. “O avanço dos tratamentos permite uma abordagem cada vez mais individualizada. Não basta saber que o paciente tem câncer de pulmão. Precisamos compreender o tipo de tumor, seu estágio e suas características moleculares para definir quais estratégias podem oferecer os melhores resultados”, afirma a oncologista.

O diagnóstico precoce pode fazer diferença

O caso do Papa Leão XIV reforça a importância da investigação de alterações pulmonares e da avaliação individualizada dos fatores de risco. Para pessoas com histórico importante de tabagismo, a tomografia computadorizada de baixa dose pode ser considerada como exame de rastreamento, conforme critérios específicos e avaliação médica. O procedimento não é recomendado indiscriminadamente para toda a população.

O INCA destaca que o rastreamento em pessoas de maior risco deve considerar os possíveis benefícios e riscos dos exames, incluindo a necessidade de investigar alterações que podem não representar câncer. “Nem todo nódulo pulmonar é câncer, assim como nem todo câncer de pulmão provoca sintomas no início. O fundamental é avaliar cada situação corretamente, identificar quem apresenta maior risco e investigar alterações suspeitas. Quanto mais cedo conseguimos diagnosticar determinados tumores, maiores podem ser as possibilidades de tratamento. O rastreio é indicado principalmente em pacientes tabagistas, sendo uma das únicas formas de diagnóstico precoce”, finaliza Thais Almeida, oncologista clínica do IOP.

Sobre o Grupo Med4U

A Med4U é uma holding que engloba algumas das marcas mais reconhecidas no setor da saúde, oferecendo soluções integradas e inovadoras para pacientes e profissionais. Entre as empresas que fazem parte da Med4U estão o IOP (Instituto de Oncologia do Paraná), o IOP Educa, o IOP Pesquisa, o Valencis, a Spesia e o Oncoville. Também fazem parte a Santé Cancer Center, com unidades em Lages e Caçador, em Santa Catarina, e a Clínica Prognóstica Oncologia, sediada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Juntas, essas instituições formam um grupo dedicado à excelência no cuidado oncológico, educação e inovação em saúde.

O IOP, a marca mais antiga do grupo, que completou 31 anos de atuação em 2026, continua sendo uma referência no tratamento do câncer. Com quatro sedes em Curitiba (PR), o IOP se destaca por suas parcerias estratégicas, como a aliança com o Hospital São Marcelino Champagnat que oferece um tratamento integrado e a parceria com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, sendo a primeira clínica no sul do Brasil a integrar a Rede Einstein de Oncologia e Hematologia. O IOP também se destaca por ter o mais alto nível de acreditação de qualidade no Paraná (ONA 3).

O IOP oferece tratamentos avançados e humanizados, utilizando tecnologia de ponta e uma abordagem multidisciplinar, que inclui Nutrição, Psicologia, Enfermagem, Farmácia e Educador Físico. Além disso, terapias complementares como cromoterapia, aromaterapia e musicoterapia ajudam a proporcionar um cuidado mais completo e humanizado.

Para mais informações ou para agendar sua consulta, acesse nosso site: https://iop.com.br

IOP: Há 31 anos cultivando histórias, cuidando de pessoas.

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Em pleno Outubro Rosa, pacientes com câncer denunciam descaso da Amil, atrasos no tratamento e descumprimento de decisão judicial

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Em pleno Outubro Rosa, pacientes com câncer denunciam descaso da Amil, atrasos no tratamento e descumprimento de decisão judicial

Beneficiários da Amil em tratamento oncológico relatam descaso, informações falsas sobre o credenciamento e migração forçada ao Hospital Erasto Gaertner, além de dados vazados sem autorização. No câncer, cada atraso é tempo que o paciente não tem

Outubro colore monumentos, movimenta campanhas e multiplica mensagens sobre a importância do diagnóstico e do tratamento do câncer. Em Curitiba, porém, enquanto a cidade se veste de rosa, pacientes que já enfrentam a doença relatam uma preocupação bem mais imediata: conseguir continuar o tratamento a tempo. No câncer, o tratamento é uma corrida contra o relógio, e cada semana perdida pode custar a vida.

São pessoas com câncer ou doenças autoimunes, em diferentes momentos do tratamento. Há quem tenha acabado de receber o diagnóstico, quem está há anos em acompanhamento e inclusive uma paciente de 78 anos que mantém vínculo com a mesma equipe há aproximadamente oito anos. Em comum, são beneficiários da Amil que relatam enfrentar dificuldade para conseguir autorização para continuar seus tratamentos, que foram direcionados ao Hospital Erasto Gaertner contra sua vontade e que foram procurados pelo próprio hospital, o qual já tinha seus dados.

Os relatos se repetem, e não são casos isolados. Entre as queixas estão descaso e desrespeito à vida; avisos de um descredenciamento que não aconteceu; informações de que a transferência para outros prestadores seria obrigatória (algo ilegítimo pela ANS); autorizações emitidas para outra instituição sem pedido do paciente; troca de informações pessoais entre pacientes (LGPD); atrasos em autorizações e aplicações; e ligações do Erasto já com os dados do paciente, informando que o tratamento seguiria no hospital. Vários pacientes já recorreram à ANS e tem conseguido manter o tratamento onde escolheram.

Desde fevereiro, uma decisão liminar da Justiça do Paraná garante a continuidade do atendimento desses pacientes no IOP. Ao negar a continuidade do tratamento, a Amil está ferindo essa liminar, e o direcionamento contraria as regras da ANS, que não permitem que a operadora direcione o beneficiário para um prestador específico contra a sua vontade.

Para os pacientes, a dimensão do caso é muito simples: o medo de que uma mudança interfira em um tratamento que já está em andamento e que coloca suas vidas em risco. Para eles, não se trata de uma decisão administrativa ou comercial: são pessoas em tratamento, com vínculo construído com médicos e equipes, e que não querem ser transferidas, especialmente quando as decisões judiciais e resoluções normativas garantem isso a elas. E são os pacientes que convivem com a insegurança, a confusão e os atrasos nas autorizações, uma vez que o plano de saúde vem desrespeitando uma decisão judicial.

Para quem tem câncer, tempo é vida. Um estudo publicado em 2020 no BMJ (British Medical Journal), que reuniu dados de mais de 1,2 milhão de pacientes, mostrou que mesmo quatro semanas de atraso no tratamento já estão associadas a mais mortes em sete tipos de câncer, entre eles o de mama. Na cirurgia, o risco de morte sobe de 6% a 8% a cada quatro semanas de espera; em alguns tratamentos com medicamentos, como a quimioterapia, chega a 28%. Por isso, para esses pacientes, uma autorização que não sai, uma aplicação remarcada ou um tratamento interrompido no meio do caminho não são transtornos burocráticos: podem ser a diferença entre a vida e a morte.

“O IOP virou nosso segundo lar”

Ruy faz imunoterapia no IOP há aproximadamente um ano e meio. Ao longo desse período, diz ter construído uma relação de confiança com a instituição. “Estou tão acostumado com o lugar e com as pessoas que costumo dizer que o IOP virou nosso segundo lar. A gente se dá muito bem com toda a equipe.”

Na aplicação mais recente, entretanto, afirma ter descoberto que o procedimento havia sido autorizado para o Hospital Erasto Gaertner, sem que ninguém tivesse perguntado a ele, como se a mudança fosse obrigatória. Ruy conta que também foi procurado pelo próprio Erasto, que já tinha seus dados e informou que o tratamento seguiria no hospital. Como a data estava próxima e temia perder a aplicação, acabou realizando o procedimento no outro hospital. “Minha aplicação já estava muito em cima da hora. Fiquei com medo de entrar naquele processo de ligar para um, falar com outro e acabar perdendo a aplicação. Por isso, fiz no Erasto. Mas eu não queria mudar. Quero continuar meu tratamento no IOP.” Na imunoterapia, respeitar o intervalo entre as aplicações faz parte do tratamento: perder a data não é um detalhe. Ruy registrou reclamação na ANS contra a Amil e pediu para continuar o tratamento no IOP. Até então, diz não saber onde fará a próxima sessão.

“Seus dados foram encaminhados pela Amil”

Diagnosticada com câncer de mama em 2020, S.M.D.C fez quimioterapia no IOP e, depois de outras etapas do tratamento, voltou ao IOP para dar continuidade ao acompanhamento e à medicação. Por isso, resiste à mudança de um tratamento já estabelecido, com uma equipe na qual confia e à qual considera como família.

Em fevereiro deste ano, ela recebeu um e-mail da Amil informando sobre o descredenciamento do IOP. Na sequência, recebeu uma mensagem por WhatsApp do Erasto informando que seu tratamento havia sido direcionado para a instituição e que seus dados haviam sido encaminhados ao Erasto pela Amil. Segundo ela, o Erasto chegou a marcar consultas no hospital, mas ela não aceitou a mudança e insistiu até conseguir manter o tratamento no IOP.

Recentemente, recebeu nova ligação da Amil falando sobre a transferência de seu tratamento para o Erasto. “Eu perguntei: tem algum problema de descredenciamento? Perguntei por que queriam me transferir, porque eu estava muito contente com o IOP”. Ela diz que não recebeu resposta. Por enquanto, segue no IOP, com a sensação de insegurança pelas atitudes da Amil. E durante esse período recebeu informações falsas sobre o descredenciamento da clínica.

Aos 78 anos, oito anos com a mesma equipe e uma aplicação à espera

O caso de Maria Rosa mostra o impacto que a incerteza pode assumir para quem depende de tratamento contínuo. Aos 78 anos, ela é acompanhada há aproximadamente oito anos no IOP, pela mesma médica, e recebe periodicamente uma medicação biológica. “Estou há uns oito anos no IOP e com a mesma médica. Ela conhece todo o meu histórico. Por que eu vou mudar?”

Segundo Maria Rosa, a Amil entrou em contato perguntando se ela gostaria de realizar o tratamento no Erasto. Ela recusou e perguntou se o IOP havia deixado de ser credenciado. Posteriormente foi procurada diretamente pelo Erasto para agendar atendimento e o hospital, segundo ela, informou que a partir dali o tratamento seria feito lá. Maria Rosa afirma nunca ter fornecido seus dados ao Erasto nem autorizado que fossem repassados. Ao consultar o aplicativo da operadora, encontrou a aplicação autorizada para aquela instituição.

Maria Rosa decidiu não realizar o procedimento no Hospital Erasto Gaertner e afirma que aguarda a autorização para continuar no IOP. Enquanto espera, relata dores e inchaço nas mãos devido a uma artrite reumatoide. “Quando começa a faltar uns 15 dias para a aplicação, já volto a sentir todo o incômodo de novo. Meus dedos estão doendo, inchando. E agora eu não sei quando vou conseguir fazer. Eu já deveria ter recebido minha aplicação hoje.” Ela diz ter procurado também os canais de atendimento e a ouvidoria da Amil e da ANS.

“Eu estava desesperada para começar”

Para R.I.E.O, a insegurança começou praticamente junto com o diagnóstico. Ela descobriu um linfoma de Hodgkin em junho. Uma biópsia confirmou a malignidade e, segundo seu relato, o médico informou que a doença estava em estágio 3 e estabeleceu um protocolo de seis ciclos, com 12 aplicações.

Enquanto aguardava a autorização, ela afirma ter ligado repetidamente para a operadora. “Quando a gente recebe um diagnóstico de câncer, o médico fala, mas parece que a gente não acredita. A primeira coisa que passa pela cabeça é que vai morrer. Eu estava desesperada para começar o tratamento.”

Segundo ela, parte das medicações foi autorizada inicialmente, enquanto uma delas exigiu nova solicitação. Dias depois, já com o protocolo em andamento, voltou a enfrentar demora relacionada a uma aplicação e procurou novamente a operadora e a ouvidoria. Para um linfoma em estágio 3, cada dia de espera pelo início do tratamento conta.

Nesse período, R.I.E.O relata ter recebido uma ligação informando que deveria mudar seu tratamento para o Erasto Gaertner. Ela conta que também foi procurada pelo próprio Erasto, que já tinha seus dados e informou que o tratamento seguiria no hospital. “Eu perguntei: ‘Como assim, mudar?’. Meu médico está lá, eu já comecei o tratamento lá, conheço toda a equipe. Eu queria começar e terminar no mesmo lugar, eu sei dos meus direitos. E não posso quebrar o ciclo, senão preciso começar o tratamento do zero”.

Uma paciente de 78 anos com dor nas mãos à espera de uma aplicação. Uma mulher recém-diagnosticada com linfoma ligando repetidas vezes para conseguir começar o tratamento. Um paciente que fez a imunoterapia em outro hospital com medo de perder a data. Outra que recebeu da operadora um aviso de descredenciamento que nunca aconteceu. Em nenhum desses casos alguém perguntou ao paciente onde ele queria continuar seu tratamento. E nenhum deles quis deixar o IOP, a clínica onde se tratam.

As ordens de mudança chegam prontas, por telefone e WhatsApp, e cabe a quem está doente correr atrás para continuar onde sempre se tratou. E existe outro fator comum a todos eles: o medo. Medo de não conseguir tratar; medo de não poder continuar com a equipe clínica na qual confia; medo de não melhorar; medo de que a demora custe a própria vida; medo de ter suas informações expostas. Ao medo soma-se a revolta: a de quem enfrenta uma doença grave e ainda precisa lutar para ser ouvido.

Outra frente dos relatos envolve informações pessoais relacionadas ao tratamento. Angélica faz tratamento no IOP e afirma que sempre recebeu normalmente sua medicação pela instituição. Em determinado momento, porém, conta ter sido informada de que o fornecimento passaria a ocorrer por meio de uma clínica em São Paulo, com entrega em sua residência, em Curitiba.

Ela afirma que não havia solicitado a alteração e questionou inclusive a conservação do medicamento, que precisa ser transportado com resfriamento. Mais tarde, ao consultar o aplicativo da Amil, encontrou dois pedidos relacionados à medicação, um atribuído ao IOP e outro à 4Bio, a clínica de São Paulo.

O episódio ganhou outra dimensão durante uma viagem. Angélica afirma ter recebido três e-mails da 4Bio e que um deles continha uma nota fiscal e informações referentes a outra paciente, incluindo nome, CPF e dados relacionados à medicação desta outra senhora. “Eu não mandei prescrição, relatório, nada. Quando recebi informações de outra pessoa, fiquei insegura e decidi não mandar nada meu. Se eu recebi dados dela, fiquei pensando no que poderia acontecer com os meus dados.” Os dados da própria Angélica, segundo ela, foram repassados pela Amil à 4Bio sem que ela tivesse pedido a mudança.

Quem autorizou o compartilhamento dos dados?

Os relatos levantam ainda uma questão que vai além da continuidade do tratamento: como informações sobre diagnóstico, medicamentos, médicos e procedimentos desses pacientes chegaram a outros prestadores de saúde, permitindo que fossem procurados diretamente para uma possível mudança de instituição? Ruy, S.M.D.C, R.I.E.O e Maria Rosa relatam a mesma situação: foram procurados pelo Erasto, que já tinha seus dados e informava que o tratamento passaria a ser feito no hospital. Nenhum deles diz ter autorizado o repasse dessas informações.

O Hospital Erasto Gaertner não aparece nesses relatos apenas como destino das transferências. Segundo os pacientes, foi o próprio hospital que fez contato, já com informações sobre diagnóstico, medicação e até as datas das aplicações mais recentes feitas no IOP, para comunicar que o atendimento passaria a ser feito lá. As mensagens enviadas pelo Erasto informavam que os dados haviam sido repassados pela Amil. Os relatos desenham uma ação conjunta: a operadora autoriza o tratamento no outro hospital, e o hospital procura o paciente já com os dados em mãos. Ou seja, pelos relatos, o hospital recebeu e utilizou dados de saúde de pacientes que nunca autorizaram esse repasse, para agendar atendimentos que eles não pediram, ou seja, uma ação coordenada que desrespeita liminar na justiça, afronta Resolução Normativa da ANS e fere a Lei Geral de Proteção de Dados.

Pela Lei Geral de Proteção aos Dados (LGPD), informações cadastrais e referentes à saúde são consideradas dados pessoais sensíveis e recebem proteção especial. A lei admite o uso desses dados sem consentimento em situações específicas, como a tutela da saúde, mas o uso e o compartilhamento precisam estar amparados por uma das hipóteses previstas em lei e respeitar a finalidade para a qual os dados estão sendo utilizados.

É justamente aí que surge o questionamento dos pacientes. Se o prestador de serviço onde já realizam o tratamento permanece credenciado e eles manifestam expressamente o desejo de continuar sendo atendidos pela mesma instituição e pela equipe que conhece seu histórico, por que seus tratamentos estariam sendo direcionados para outro local e de forma compulsória? Algo que inclusive fere a legislação em vigor da ANS que considera ilegítimo direcionar compulsoriamente pacientes a prestadores de serviços. E qual foi a base para que seus dados de saúde fossem compartilhados com esse outro prestador antes mesmo de concordarem com a mudança e sem nenhuma autorização?

A situação ganha ainda mais relevância diante dos relatos de pacientes que afirmam terem sido procurados diretamente por outra instituição, alguns deles já com consultas ou procedimentos encaminhados. No caso de Angélica, há ainda um episódio distinto: ela afirma ter recebido por engano dados de saúde e informações pessoais pertencentes a outra paciente. A ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) reconhece que dados de saúde demandam proteção reforçada justamente pelo caráter íntimo e pelos riscos envolvidos em seu tratamento inadequado.

No campo assistencial, a ANS estabelece regras específicas para alterações da rede credenciada. Para prestadores não hospitalares, por exemplo, uma substituição deve ser comunicada aos beneficiários com antecedência de 30 dias e obedecer a critérios de equivalência. No caso dos pacientes do IOP, porém, o instituto sustenta que permanece credenciado, o que torna central esclarecer por que esses beneficiários relatam estar sendo direcionados a outros prestadores de forma compulsória, algo ilegal.

Para quem está enfrentando um câncer ou depende de tratamento contínuo, não se trata apenas de trocar um endereço. Trata-se de saber quem tem acesso à sua história médica, quem decide onde seu tratamento será realizado e até onde vai o seu direito de permanecer com a equipe em quem confia.

Continuidade do cuidado no centro da discussão

Cada autorização que atrasa, cada aplicação remarcada e cada ligação que empurra o paciente para outro hospital consome o recurso mais escasso de quem tem câncer: tempo. Para esses pacientes, a confusão das últimas semanas não é um problema burocrático: é um risco concreto à continuidade do tratamento e, em última instância, à própria vida.

As histórias acontecem em um país que deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo a nova estimativa do Instituto Nacional de Câncer.

No Paraná, são estimados 45.910 novos casos de neoplasias malignas em 2026, incluindo pele não melanoma. Só o câncer de mama deve responder por 4.300 novos diagnósticos no Estado e 820 em Curitiba. É justamente no Outubro Rosa, quando o país volta sua atenção para diagnóstico precoce, acesso ao tratamento e cuidado oncológico, que esses pacientes decidiram tornar públicas suas histórias. Para eles, um setor que deveria existir para salvar vidas tem trazido o contrário: medo, revolta e insegurança.

Procurado, o IOP se limitou a informar que continua credenciado, que está fazendo todos os esforços para acolher, amparar e resolver os problemas de todos os pacientes que estão sendo impactados, e que repudia todo ato de ilegalidade e desrespeito entre agentes de um setor que deveria trabalhar para salvar vidas, e não lhes trazer medo, revolta e insegurança.

** Nota sobre a identificação dos pacientes

Para preservar a privacidade dos pacientes citados nesta reportagem e evitar que sua exposição possa resultar em eventuais constrangimentos ou prejuízos durante a continuidade do tratamento, serão divulgados apenas seus primeiros nomes ou iniciais. Informações que permitam sua identificação, como sobrenomes e outros dados pessoais, serão mantidas em sigilo. Os relatos e documentos que embasam os casos estão preservados e poderão ser disponibilizados à imprensa, quando pertinente, respeitando a autorização dos pacientes e a proteção de seus dados pessoais e de saúde.

Mal passada, ao ponto ou bem-passada? Los Pampas aposta na variedade para os amantes do churrasco

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Mal passada, ao ponto ou bem-passada? Los Pampas aposta na variedade para os amantes do churrasco

Tem quem espere pela carne mal passada, com o interior avermelhado e bastante suculência. Outros preferem o preparo ao ponto, que mantém o centro levemente rosado e combina maciez com suculência. Há, ainda, quem só considere o churrasco completo quando a carne está bem-passada. Essas diferenças fazem parte do universo do churrasco e mostram como o ponto de preparo pode mudar a textura e a percepção do sabor de cada corte.

A escolha também passa pelas características da própria carne. Cortes com maior presença de gordura entre as fibras tendem a apresentar uma suculência diferente daquela dos cortes mais magros, enquanto a espessura da peça e o tempo na brasa influenciam o resultado. É essa combinação entre corte e preparo que torna o churrasco tão diversificado e permite que uma mesma refeição ofereça sabores e texturas distintas.

Na Churrascaria Los Pampas, em São José dos Pinhais, essa diversidade está presente no rodízio, que reúne mais de 16 tipos de carnes. A variedade permite experimentar diferentes cortes durante a refeição, alternando sabores e preparos para quem aprecia desde as opções mais tradicionais até outras variedades servidas no rodízio.

E, como um bom churrasco também pede acompanhamentos, a casa oferece um buffet variado, com saladas, frios, acompanhamentos quentes, massas e comida japonesa.

Serviço:

Churrascaria Los Pampas

Avenida das Torres, 1231 – São José dos Pinhais

Almoço
Segunda a sexta-feira: das 11h às 15h
Sábado: das 11h às 15h30
Domingo: das 11h às 16h

Jantar
Segunda-feira a sábado: das 18h às 23h
Domingo: fechado

Informações: (41) 3283-5915 | (41) 3283-2494

Instagram: @churrascarialos_lospampas