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Pejotização no STF pode afetar contratos e modelos de contratação nas empresas

A decisão que o Supremo Tribunal Federal prepara sobre a pejotização pode afetar diretamente empresas que utilizam profissionais contratados como pessoa jurídica. Além de estabelecer parâmetros jurídicos, o julgamento deve ter reflexos sobre contratos, gestão de equipes, políticas de contratação e a forma como empresas organizam a convivência entre empregados CLT, autônomos e prestadores de serviços.

No Tema 1.389, o STF deverá definir três pontos centrais: em quais situações a contratação de autônomos ou PJs é válida, qual Justiça deve analisar eventuais alegações de fraude e quem terá a responsabilidade de provar se a relação era realmente autônoma ou se apresentava características de vínculo de emprego.

Para Natália Guazelli, advogada e integrante da Comissão de Direito do Trabalho da OAB/PR, a principal atenção das empresas deve estar na diferença entre o que está previsto no contrato e o que acontece na prática.

“Não basta ter um contrato de prestação de serviços bem elaborado se, no dia a dia, aquele profissional é tratado da mesma forma que um empregado. A empresa precisa observar o grau de autonomia, como são definidos horários e demandas, se existe subordinação direta e de que maneira esse profissional é gerido”, explica.

Na prática, a diferença está principalmente na forma como a relação é conduzida. Um empregado está inserido na estrutura da empresa e sujeito à direção do empregador. Já na contratação de um PJ, a lógica é a prestação de um serviço com autonomia. A empresa pode cobrar prazos, qualidade, entregas e resultados, mas precisa avaliar se, ao longo da relação, não passou a administrar aquele profissional da mesma maneira que administra um funcionário.

Entre os pontos que merecem revisão estão a exigência de jornada diária, necessidade de autorização para ausências, submissão constante às ordens de um gestor, participação nas mesmas avaliações aplicadas aos empregados, forma de remuneração, exclusividade e autonomia para organizar a execução do serviço.

“Uma coisa é cobrar de um prestador prazo, qualidade e resultado. Outra é controlar permanentemente como, quando e sob quais ordens pessoais ele deve trabalhar. Muitas vezes, o risco não nasce no contrato, mas na rotina criada depois da contratação”, afirma Natália.

Por isso, a orientação é que as empresas façam um mapeamento dos profissionais contratados como PJ, identifiquem por que esse modelo foi adotado em cada caso e verifiquem se a prática corresponde à relação formalizada. Também é importante orientar gestores que comandam equipes compostas por profissionais com diferentes tipos de vínculo.

Segundo a advogada, nenhum fator isolado determina automaticamente a existência de uma relação de emprego. “Exclusividade ou prestação contínua, por exemplo, não significam, sozinhas, que uma contratação seja irregular. O que precisa ser analisado é o conjunto da relação. É justamente essa fronteira que a decisão do STF poderá tornar mais clara”, explica.

Outro ponto relevante, no STF, será a definição sobre o ônus da prova. O Supremo deverá decidir quem terá a responsabilidade de demonstrar que houve fraude ou que a contratação ocorreu de forma legítima. Dependendo do entendimento adotado, contratos, registros de entregas, comunicações, documentos fiscais e outros elementos que demonstrem como a relação funcionava poderão ganhar ainda mais importância em futuras ações.

A decisão também poderá produzir efeitos financeiros relevantes. Caso uma contratação seja reconhecida judicialmente como relação de emprego, podem surgir obrigações trabalhistas e previdenciárias relativas ao período analisado. Para Natália, esse risco reforça a importância de uma revisão preventiva dos modelos utilizados pela empresa.

Ainda não há data marcada para o julgamento do mérito do Tema 1.389. O processo está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes e depende de liberação e inclusão na pauta do STF. Enquanto a definição não vem, empresas não precisam esperar para revisar seus modelos de contratação, principalmente nos casos em que existe distância entre a autonomia prevista no contrato e a forma como o profissional é gerido no dia a dia.

Lei de Eficiência Energética: regras que fizeram o Brasil desperdiçar menos energia completam 25 anos

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Criada após o racionamento de 2001, legislação determina que aparelhos e máquinas vendidos no país desperdicem menos energia. O desafio atual é reduzir o consumo nas indústrias

Uma das medidas históricas mais importantes da regulação energética brasileira está fazendo aniversário: neste mês de outubro, a Lei nº 10.295, conhecida como Lei de Eficiência Energética, completou 25 anos. Criada depois da crise de energia de 2001, ano marcado por apagões e racionamento energético em boa parte do Brasil, a nova legislação estabeleceu parâmetros modernos que prepararam o país não apenas para produzir mais eletricidade, mas também para diminuir o desperdício.

As regras instituíram a Política Nacional de Conservação que, na prática, fizeram o governo definir quanta energia, no máximo, um aparelho ou máquina pode gastar, ou o rendimento mínimo que ele precisa ter para operar no país. Fabricantes e importadores são obrigados a cumprir essas regras, e produtos fora do padrão devem ser retirados do mercado. Geladeiras, aparelhos de ar-condicionado e motores elétricos estão entre os aparelhos cobertos pelas regras.

Equipamentos que gastam menos não apenas reduzem a conta de luz, mas também aliviam a rede elétrica, ajudam a evitar a construção de novas usinas e diminuem as emissões de poluentes. Na indústria, que consome quase 40% da eletricidade do país, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a necessidade e os esforços pela redução de consumo são ainda maiores. Desde 2002, só podem ser vendidos no Brasil motores que atendam a um rendimento mínimo.

A importância do PEE

Se a Lei de Eficiência Energética define o padrão dos aparelhos novos, outro instrumento cuida do que já está instalado: o Programa de Eficiência Energética (PEE). Criado por uma lei de 2000, um ano antes da implantação da 10.295, ele obriga as distribuidoras a investir parte da receita em projetos de eficiência, como a troca de equipamentos antigos por modelos mais econômicos. Na prática, as duas regras se completam: uma impede que entrem no mercado produtos que desperdiçam energia, e a outra financia a substituição dos que já estão em uso. O programa é regulado pela Aneel, a agência do setor elétrico.

O dinheiro chega à indústria por meio de chamadas públicas, seleções em que empresas apresentam projetos para receber os recursos. Segundo o primeiro Boletim Trimestral do PEE de 2026, há R$243,1 milhões abertos, dos quais R$78 milhões (32%) são exclusivos para a indústria. A Copel Distribuição responde por R$40 milhões. No primeiro trimestre, 86 projetos foram concluídos, somando R$116,4 milhões.

Mas o próprio regulador reconhece que há trabalho pela frente. A análise de impacto que embasa a Consulta Pública 018/2026 da Aneel aponta baixa exploração do potencial de eficiência energética e ineficiência na alocação dos recursos do PEE. A proposta é deixar de avaliar cada projeto isoladamente, por métricas como a relação custo-benefício, e priorizar as ações pela contribuição ao sistema elétrico.

Empresas como a paranaense Eletron Energia se especializaram no tema, ajudando indústrias a reduzir gastos e acessar os recursos do PEE. A companhia tem mais de 198 projetos realizados, que já ajudaram a economizar aproximadamente R$160 milhões, e evitaram a emissão de mais de 15 mil toneladas de carbono. Segundo a empresa, que trabalha principalmente na troca de motores, um projeto do tipo leva de um a dois anos do diagnóstico à entrega.

Mudanças

Nos motores, regulados desde o Decreto nº 4.508/2002, a próxima etapa pode estar nos sistemas inteiros: a agenda 2026-2028 do comitê que fixa os índices de eficiência (CGIEE) prevê novas regras para bombas e motobombas. Para Victor Moraes, gerente da Eletron Energia, é aí que está a fronteira. “O piso brasileiro para motores é o IR3, e já existem motores muito mais eficientes no mercado. Subir esse patamar e olhar para a automação que comanda o funcionamento desses motores e dessa fábrica, é o passo seguinte”, diz. Na classificação, quanto maior o número, menos energia o motor desperdiça.

A lei que surgiu como uma solução para problemas crônicos da infraestrutura nacional hoje é aceita e elogiada inclusive dentro do setor industrial. De acordo com Moraes, as companhias já estão bem adaptadas e de olho nas vantagens oferecidas pelo programa, embora ainda exista muito trabalho a ser feito principalmente em companhias de menor porte: “Em 25 anos, o mercado aprendeu a medir: hoje, um projeto de eficiência se paga com a própria economia que gera. O desafio agora é levar isso ao chão de fábrica, onde ainda há muita indústria que desconhece a eficiência energética”, conclui.

Feira em Curitiba reúne cerca de 5 mil discos, com preços a partir de R$ 10

Ter uma coleção de discos de vinil não precisa começar com um grande investimento. Para quem deseja conhecer esse universo, o primeiro passo pode ser um garimpo entre capas, artistas e estilos musicais, com atenção ao estado de conservação dos discos e aos cuidados necessários para ouvi-los.

A 5ª Feira CWB Vinil Project, que acontece no dia 31 de outubro, em Curitiba, reúne 15 expositores e cerca de 5 mil discos, com preços a partir de R$ 10 e entrada gratuita. O evento é uma oportunidade para mostrar ao público como escolher o primeiro LP, o que observar antes da compra e quais cuidados ajudam a preservar a coleção. A feira também terá milhares de oportunidades para colecionadores, com diversidade de lançamentos em vinil e raridades nacionais e internacionais.

Como atração extra, os visitantes que adquirirem produtos a partir de R$ 50 poderão concorrer ao sorteio de três LPs novos, selecionados pela organização da feira. Os discos são “Greatest Hits”, de Fleetwood Mac, “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs;. e “Tábua de Esmeralda”, de Jorge Ben.

Para quem quiser aproveitar para almoçar ou fazer um lanche durante a feira, o bar O Botequeiro, que funciona no Jeep Clube, estará servindo feijoada, petiscos e bebidas variadas.
A 5ª Feira CWB Vinil Project tem entrada gratuita e é pet friendly. O Jeep Clube de Curitiba fica na Rua Secondo Tedeschi, 36, Ahú.
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Serviço:
5ª Feira CWB Vinil Project
Dia 31 de outubro de 2026
Horário: Das 9h às 18h.
Local: Jeep Clube de Curitiba
Rua Secondo Tedeschi, 36, esquina com rua Nelson de Souza Pinto, Ahú, Curitiba.
Entrada gratuita
Evento Pet friendly
Instagram: @cwbvinilproject.oficial
@alternatyvarecords
@dj_gilber

Sicredi amplia orientação financeira para associados

Iniciativa com foco em bem-estar financeiro passa a contar com uma jornada digital personalizada, complementando o atendimento realizado pelas cooperativas nas agências

O Sicredi acaba de lançar sua iniciativa de Orientação Financeira no ambiente digital, ampliando o apoio aos associados na organização da vida financeira e na tomada de decisões mais conscientes. A experiência, que oferece diagnósticos e recomendações personalizadas sobre temas como planejamento, investimento e uso consciente do crédito, está disponível no Sicredi X, aplicativo que vem sendo adotado gradualmente pelos associados da instituição financeira cooperativa.

A Orientação Financeira já acontece por meio do atendimento consultivo dos gerentes de negócios nas agências do Sicredi e pelos canais de atendimento remoto, como WhatsApp, auxiliando os associados na reflexão sobre seu momento financeiro e na definição de planos de ação, de acordo com suas necessidades e objetivos. A novidade amplia para o ambiente digital a iniciativa, que já registrou mais de 140 mil atendimentos e alcançou associados em todo o país.

“Acreditamos que o bem-estar financeiro começa com informação, planejamento e decisões conscientes. Com a jornada digital, ampliamos o acesso a uma iniciativa já consolidada, permitindo que mais associados recebam orientações personalizadas, acompanhem sua evolução financeira ao longo do tempo e tenham mais autonomia para tomar decisões alinhadas às suas necessidades e objetivos. No Sicredi, tão importante quanto ofertar soluções é orientar nossos associados”, explica Rogério Machado, superintendente de Cooperativismo do Sicredi.

Como funciona

A experiência começa com quatro perguntas sobre a forma como o associado organiza suas finanças, sua capacidade de lidar com imprevistos e sua relação com compromissos financeiros. A partir das respostas, a solução identifica qual aspecto merece maior atenção naquele momento: planejamento financeiro, poupança ou crédito consciente.

Em seguida, o associado recebe um plano personalizado e pode escolher entre duas e três ações para colocar em prática. As recomendações incluem ferramentas de organização financeira, vídeos, cursos e outros conteúdos educativos.  

Além das orientações, a jornada conecta produtos e serviços a uma abordagem educativa, explicando de forma simples como cada solução pode contribuir para o bem-estar financeiro. O usuário também pode acompanhar sua evolução ao longo do tempo, consultar orientações anteriores e refazer o diagnóstico sempre que sua situação financeira mudar.

“Temos observado resultados muito positivos entre as pessoas que passaram pela Orientação Financeira, seja nas agências ou nos canais de atendimento remoto. Entre eles a adoção de comportamentos financeiros mais saudáveis e o fortalecimento do relacionamento com o Sicredi. Com essa iniciativa, reforçamos nosso compromisso de apoiar decisões financeiras mais conscientes e gerar valor sustentável para os associados e para as comunidades onde atuamos. O bem-estar financeiro é uma construção contínua, e o acesso à informação e à orientação adequadas é um dos principais fatores para transformar intenção em ação”, complementa Machado.

Mais informações sobre as iniciativas de bem-estar financeiro do Sicredi em Bem-estar Financeiro | Sicredi

Dicas para fortalecer o bem-estar financeiro
A nova jornada digital foi desenvolvida para ajudar os associados a refletirem sobre sua vida financeira e identificarem oportunidades de melhoria de forma prática e personalizada. Algumas atitudes podem contribuir e apoiar decisões mais conscientes no dia a dia.
Conheça sua realidade financeira
Acompanhe regularmente suas receitas, despesas e compromissos financeiros para entender como o dinheiro está sendo utilizado e identificar oportunidades de melhoria.
Tenha uma reserva para imprevistos
Manter uma reserva financeira pode trazer mais segurança para lidar com situações inesperadas sem comprometer o orçamento ou os planos de longo prazo.
Defina objetivos claros
Estabelecer metas ajuda a dar direção às decisões financeiras e torna mais fácil manter a disciplina ao longo do tempo.
Use o crédito de forma consciente
Antes de assumir novos compromissos financeiros, avalie sua necessidade, capacidade de pagamento e o impacto da decisão no orçamento.
Revise seus hábitos periodicamente
Planejamento financeiro é um processo contínuo. Revisar gastos, prioridades e objetivos ajuda a manter as finanças alinhadas às diferentes fases da vida.

Sobre o Sicredi     

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10,5 milhões de associados que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3.1 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.  

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Sicredi promove debate sobre o impacto do cooperativismo no Bem-Estar Financeiro da sociedade

Durante evento realizado no Centro Administrativo Sicredi, a instituição reforçou a importância da educação financeira e do relacionamento próximo no cenário atual

Em alusão ao Dia Internacional das Cooperativas de Crédito, o Sicredi promoveu o seu 11º Encontro Nacional com Jornalistas e Formadores de Opinião para debater a importância do cooperativismo de crédito e seu impacto no desenvolvimento próspero da sociedade. O evento reuniu mais de 60 profissionais de todo o país para uma imersão na cultura da instituição, tendo como pauta central o desenvolvimento real de educação e bem-estar financeiro causados pelo modelo de negócio cooperativo.

A agenda teve início com uma apresentação de César Bochi, diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi, que traçou um panorama atual do cooperativismo de crédito. Consolidado globalmente, o modelo já soma mais de 21 milhões de associados no Brasil, e em mais de 1.000 municípios as cooperativas são a única instituição financeira presente. Ele ainda reforçou os diferenciais desse modelo, onde o associado é dono do negócio e o objetivo não é gerar resultado para a instituição, mas sim atender às necessidades reais dos associados.

Na prática, esse propósito se reflete em indicadores sólidos. Em 2025, o Sicredi registrou resultado líquido de R$ 7,5 bilhões e distribuiu R$ 1,84 bilhão em sobras aos associados. Já o Índice de Benefício Econômico do Sicredi (BES) apontou uma economia média de R$ 3,1 mil por associado, gerando uma economia total de R$ 31,1 bilhões. Outro ponto de destaque são os impactos econômicos locais.

Bochi também aponta que o relacionamento próximo é o fator principal para o desenvolvimento dos associados e da instituição financeira cooperativa. Na contramão do mercado financeiro, que tem reduzido pontos físicos, o Sicredi segue sua trajetória de crescimento e expansão nacional, alcançando um marco de 3,1 mil agências e mais de 10,5 milhões de associados em 2026.

Bem-Estar Financeiro

Para exemplificar o conceito que norteou o encontro, a agenda contou com Vivian Rodrigues Magalhães, cofundadora da Nossa, escola para planejadores financeiros independentes. A especialista definiu o bem-estar financeiro como um estado em que os indivíduos gerenciam suas obrigações de forma tranquila, lidam com imprevistos, buscam aspirações e se sentem satisfeitos com sua vida financeira.

Ela explicou que o tema é altamente complexo e vai além dos números. Com base em estudos de ciências comportamentais, Vivian ressalta: “Não é possível falar de bem-estar financeiro sem considerar o cenário em que a pessoa vive. Em um país desigual, contextos de escassez alteram diretamente a forma como o cérebro processa as tomadas de decisões, tornando o bem-estar financeiro uma jornada que envolve o panorama emocional, individual e coletivo de cada pessoa.”

Trazendo o tema para a realidade dos negócios, Gustavo Freitas, diretor-executivo de Crédito e Segmentos do Sicredi, abordou os impactos disso no cenário do empreendedorismo. Segundo um estudo da Fipe de 2024, a variação de crescimento de empreendedores em municípios com cooperativas de crédito é 15,6% superior em relação aos locais sem a presença dessas instituições financeiras. Ele destacou que, pela natureza do modelo de negócio, o setor de cooperativismo de crédito tem sua maior atuação destinada às Micro, Pequenas e Médias Empresas. No Sicredi, as MPMEs representam 89% da carteira, frente a uma média de 48% do mercado, com destaque para 28% das pequenas empresas do Brasil sendo associadas ao Sicredi. Na prática, o modelo potencializa o movimento e impacta diretamente no desenvolvimento coletivo.

Por fim, Rogério Machado, superintendente de Cooperativismo, destaca que tudo isso deve estar atrelado a um princípio do cooperativismo: educação, formação e informação (traduzido para Educação Financeira). Diante de um cenário nacional em que 51% da população adulta está inadimplente e 39% gasta mais do que ganha, o Sicredi tornou-se a primeira instituição financeira no Brasil a mensurar o bem-estar financeiro de seus associados.

Os resultados comprovam a eficácia do modelo: após passarem por iniciativas de orientação, os participantes aumentaram seus investimentos, reduziram o risco de inadimplência e melhoraram o fluxo de caixa. Como resultado, 1 a cada 5 associados elevou oficialmente seu Índice de Bem-Estar Financeiro. E para impactar comunidade como um todo, o Sicredi também investiu mais de R$ 400 milhões em projetos sociais, educacionais e culturais no último ano – uma média superior a R$ 1 milhão por dia.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3,1 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

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Inteligência Artificial ajuda a fechar mais negócios, aponta pesquisa

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Com avanço da tecnologia nas equipes comerciais, Pride Construtora implementa IA para agilizar o atendimento, a qualificação de leads e o agendamento de visitas

A Inteligência Artificial (IA) vem ganhando espaço nos processos comerciais e contribuindo para melhorar a produtividade das equipes de vendas. Uma pesquisa realizada pelo LinkedIn em parceria com a Ipsos aponta que 68% dos vendedores entrevistados, cujas empresas investem na tecnologia, afirmam que a IA ajuda a fechar mais negócios. O levantamento também revela que profissionais que utilizam a ferramenta diariamente têm o dobro de chances de superar suas metas.

Além dos resultados comerciais, a tecnologia tem contribuído para otimizar atividades operacionais. Segundo o estudo, 84% dos vendedores relatam economizar pelo menos 30 minutos por dia com o uso da IA, enquanto 69% apontam redução no ciclo de vendas, com economia média de uma semana. Entre as aplicações estão a pesquisa e qualificação de potenciais clientes, a personalização de mensagens e a organização dos fluxos de trabalho.

Acompanhando essa transformação, a Pride Construtora está implementando Inteligência Artificial em sua operação de pré-atendimento comercial, com foco na prospecção, qualificação de leads, acompanhamento dos contatos e agendamento de visitas. A iniciativa amplia o uso de tecnologia na área de SDR (Sales Development Representative), que já conta com processos de automação.

Segundo Vevianne Jacques, diretora comercial da Pride, a iniciativa faz parte da estratégia de aprimoramento dos processos comerciais, buscando mais eficiência operacional e uma melhor experiência para os potenciais compradores.

“Quando falamos em melhoria de processos, precisamos considerar como a tecnologia pode contribuir tanto para a produtividade das equipes quanto para a experiência dos clientes. Com a Inteligência Artificial, queremos tornar o atendimento mais ágil, otimizar as atividades operacionais e permitir que nossos profissionais concentrem seus esforços nas etapas que exigem uma atuação mais consultiva”, destaca.

Com a implementação, a expectativa é reduzir o tempo dedicado às atividades repetitivas e tornar mais eficiente o fluxo de atendimento, desde o primeiro contato até o agendamento da visita. Dessa forma, a equipe comercial poderá dedicar mais atenção à análise das necessidades dos clientes, à negociação e ao acompanhamento das oportunidades de venda.

Para a construtora, a adoção da tecnologia representa mais uma etapa na evolução de seus processos comerciais, combinando automação e atendimento humano para oferecer uma jornada de compra mais ágil e eficiente.

Com VGV recorde e inspiração Art Déco, GT Building apresenta edifício New Yorker no Centro de Curitiba

Com o maior Valor Geral de Vendas da história da incorporadora, o projeto une o charme do Art Déco ao design contemporâneo e traz um novo conceito de luxo, hospitalidade e conveniência

Depois de transformar o skyline de Curitiba com a construção do OÁS, o edifício mais alto da capital paranaense, e a realização de outras obras icônicas, a GT Building consolida mais um marco em sua trajetória. A incorporadora apresenta o New Yorker, seu novo empreendimento na região central da cidade que está em fase de pré-lançamento.

O projeto reúne moradia, comércio, gastronomia e serviços em um único endereço. Situado em um terreno com três acessos (pelas ruas Mariano Torres, Conselheiro Araújo e Amintas de Barros), o empreendimento está próximo a pontos de referência da cidade e áreas verdes, como o Passeio Público, o Teatro Guaíra e a Universidade Federal do Paraná. A localização também facilita o acesso a outros bairros, como o Alto da XV e o Centro Cívico.

Com arquitetura inspirada nos arranha-céus de Nova York e na estética Art Déco, o New Yorker foi concebido para combinar diferentes formas de viver a cidade. O empreendimento oferece studios e plantas de um e dois quartos, de 21 a 61 m², e propõe uma nova experiência de luxo urbano ao integrar os serviços de hospitalidade Suyts by HCC. A HCC soma mais de 25 anos de atuação no setor e tem em seu portfólio a operação de hotéis de marcas internacionais como Hilton, Wyndham e Radisson.

“A presença dessa estrutura reforça uma transformação na forma de compreender os empreendimentos compactos. O valor não está somente na metragem, mas na combinação entre localização, arquitetura, design, eficiência, privacidade e acesso a facilidades que simplificam a rotina”, afirma o diretor de Incorporação da GT Building, Marcelo Malucelli Thá.

Diferentes experiências, com privacidade e integração

Assinado pela Archibusiness e com fachada escalonada e linhas verticais, características marcantes da arquitetura Art Déco, o empreendimento inova na organização dos espaços compartilhados, que têm projeto de interiores do escritório Arquitetare. Os studios e os apartamentos de um e dois quartos contam com acessos e espaços próprios, pensados de acordo com as necessidades de cada perfil, sem deixar de compartilhar ambientes que favorecem a convivência. São 39 áreas comuns distribuídas entre o 2º e o 30º pavimento, com opções que incluem praças de convivência ao ar livre, espaço wellness, piscinas, sauna e Podcast/Live Room, ambiente para transmissões e gravações de conteúdo que acompanha as transformações nas formas de trabalho e de comunicação.

Pensadas para acompanhar as diferentes fases de vida, as unidades de dois quartos foram desenhadas com foco na longevidade e em soluções que favorecem o conforto e a praticidade. Entre os diferenciais estão piso aquecido no banheiro da suíte, barra de apoio dentro do box,   tomadas instaladas em alturas mais altas, reduzindo a necessidade de movimentos desconfortáveis no uso cotidiano, e botões de emergência ao lado da cama e do banheiro da suíte. Esses detalhes reforçam a proposta de oferecer espaços adaptados a diferentes fases da vida, com mais autonomia e funcionalidade. 

“As unidades menores dialogam com um público de rotina dinâmica, demandas objetivas e estadias definidas — seja o morador que encontra na metragem a medida exata de suas necessidades, seja o investidor que compreende a unidade como parte de um modelo de moradia de curta e longa temporada. Já as opções de um e dois quartos foram desenhadas para atender quem busca um refúgio urbano mais amplo, combinando as vantagens da localização central com mais conforto, espaços funcionais para morar ou se hospedar e uma estrutura de lazer e convivência sob medida”, diz o diretor de Incorporação da GT Building, Marcelo Malucelli Thá.

A proposta une a praticidade da localização central — próxima a serviços de saúde, farmácias, praças e equipamentos culturais — a um projeto arquitetônico inclusivo, ideal para quem busca viver com independência, praticidade e bem-estar. 

Conveniência e estrutura comercial 

Reforçando a vocação da GT Building para projetos com fachadas ativas, o térreo do New Yorker contará com uma galeria comercial que reunirá lojas, cafés e serviços selecionados, com acesso direto pela rua. A proposta dialoga com o conceito de “cidade de 15 minutos”, facilitando o acesso dos moradores a estabelecimentos comerciais e opções de lazer a pé ou de bicicleta.

“O New Yorker nasce do entendimento de que viver bem no centro é resgatar a conexão com a cidade, com a sua história e com as facilidades que ela oferece, sem abrir mão do conforto. Não estamos apenas registrando o maior VGV da história da GT Building, mas entregando um projeto que traduz a força do urbanismo moderno, unindo a estética cosmopolita de Nova York ao futuro de Curitiba”, destaca Marcelo Malucelli Thá.

Sobre a GT Building  

A GT Building é uma incorporadora curitibana e um dos principais players do mercado imobiliário da capital. Preocupada com o futuro, a GT Building se posiciona como uma empresa Climability®, que utiliza suas habilidades de criação de projetos inovadores aliada à consciência e vontade de ajudar na construção de um mundo melhor. Com o objetivo de neutralizar sua pegada ecológica, a empresa fez parcerias com organizações de preservação de biomas brasileiros para aquisição de créditos de carbono, compensando suas emissões de gases de efeito estufa.

Dia Nacional do Voluntariado destaca mobilização de milhares de pessoas pelo cooperativismo

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Iniciativas promovidas pelo Sicredi reuniram 19,5 mil voluntários e beneficiaram mais de 284 mil pessoas no Paraná, em São Paulo e no Rio de Janeiro

O voluntariado é uma das formas de transformar o compromisso com as pessoas em ações concretas. Ao dedicar tempo, conhecimento e trabalho a iniciativas que beneficiam outros, voluntários contribuem para fortalecer comunidades, ampliar a inclusão e estimular o desenvolvimento regional. No cooperativismo, esse trabalho está ligado a princípios como participação, colaboração e interesse coletivo.

O voluntariado ganha ainda mais visibilidade com o Dia C – Dia de Cooperar, iniciativa do Sistema OCB que reúne cooperativas de todo o país em torno de ações sociais, ambientais e educativas. Neste ano, o Dia C foi celebrado em 29 de agosto, um dia depois do Dia Nacional do Voluntariado.

No Paraná, em São Paulo e no Rio de Janeiro, o Sicredi mobilizou 19.522 voluntários em 1.219 ações, beneficiando 284.311 pessoas. A mobilização incluiu desde o apoio a instituições sociais e arrecadações solidárias até atividades com crianças e idosos nas áreas de saúde, educação, cidadania e meio ambiente. 

As agências e equipes administrativas participaram de campanhas de arrecadação de alimentos, leite, livros, brinquedos, materiais escolares, itens de higiene, fraldas e ração, além de encontros de convivência, revitalização de espaços e apoio a projetos sociais. Algumas ações tiveram continuidade em setembro, ampliando o alcance da mobilização.

Entre as frentes de atuação estiveram ainda campanhas de doação de sangue, apoio a hospitais, lares de idosos e casas de acolhimento, além de eventos beneficentes, como pizzas solidárias, feijoadas, festivais, bingos e caminhadas.

No campo da educação, os voluntários participaram da revitalização de escolas, da construção e da manutenção de hortas escolares, da arrecadação de livros e materiais e de atividades de educação financeira com crianças, jovens e comunidades. Na área ambiental, as ações envolveram o plantio de árvores, a recuperação de áreas verdes, a coleta de resíduos em rios e espaços públicos e o recolhimento de lixo eletrônico.

No Rio de Janeiro, colaboradores e familiares participaram de um mutirão de limpeza na Praia do Arpoador, em parceria com a Transformando – Cooperativa de Recicladores Ambientais. O trabalho incluiu ainda educação ambiental e conscientização sobre a preservação dos espaços públicos e a destinação adequada de resíduos.

Em Curitiba, o Dia C incluiu atividades de conservação ambiental na Sociedade Chauá, organização que atua há décadas com pesquisa, conservação, restauração e educação ambiental. Voluntários também participaram da pintura da sede da APAE Pinhais.

Cooperação que gera impacto

Para o gerente de Cooperativismo da Central Sicredi PR/SP/RJ, André Alves de Assis, o voluntariado expressa valores fundamentais do modelo cooperativo e fortalece os vínculos entre as instituições e as comunidades.

“Quando falamos em cooperação, estamos falando também de cuidar do território onde estamos inseridos. O Dia C nos permite transformar esse compromisso em ações concretas, aproximando nossos colaboradores e associados de projetos que fazem a diferença para as pessoas, para o meio ambiente e para as futuras gerações.”

Na avaliação da assessora de Desenvolvimento de Cooperativismo da Central Sicredi PR/SP/RJ, Mariana Baião, a mobilização evidencia a contribuição do trabalho voluntário para os territórios e as comunidades. “Mais do que realizar uma atividade pontual, participar do Dia C é colocar a cooperação em prática. Cada pessoa que doa seu tempo, seu trabalho ou seu conhecimento contribui para construir espaços mais acolhedores e comunidades mais fortes.”

A programação do Dia C esteve alinhada principalmente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, com destaque para o ODS 1 (Erradicação da Pobreza), o ODS 2 (Fome Zero), o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), o ODS 4 (Educação de Qualidade), o ODS 10 (Redução das Desigualdades), o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e o ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação).

Também participaram da ação os Comitês Mulher e Jovem, além de associados, colaboradores, familiares, parceiros e organizações locais. Além disso, o Sicredi mantém diversas outras iniciativas, como o Programa A União Faz a Vida, principal iniciativa de responsabilidade social do Sicredi, que tem como objetivo desenvolver valores de cooperação e cidadania em crianças e adolescentes por meio de práticas de educação cooperativa. Além dele, a instituição financeira cooperativa mantém outros, como Cooperação na Ponta do Lápis, Finanças na Mochila, Crescer e Pertencer, Fundo Social e Cooperativas Escolares.


Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10,5 milhões de associados que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3,1 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

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AVC: o que acontece entre a chegada ao Pronto-Socorro e o início do tratamento?

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AVC: o que acontece entre a chegada ao Pronto-Socorro e o início do tratamento?

No Hospital Angelina Caron, protocolo de atendimento prioriza rapidez no diagnóstico e no tratamento; reconhecer os sintomas e buscar ajuda imediatamente são atitudes decisivas para reduzir sequelas

Uma pessoa chega ao pronto-socorro com dificuldade para falar, perda de força em um dos braços ou desvio na boca. A equipe precisa agir rapidamente: cada minuto pode fazer diferença entre uma recuperação com menos sequelas e limitações que acompanham o paciente por toda a vida. No Acidente Vascular Cerebral (AVC), o tempo é um fator determinante para preservar a função cerebral e aumentar as chances de recuperação.

O AVC é uma emergência neurológica que ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro é interrompido ou quando há o rompimento de um vaso sanguíneo, provocando danos às células cerebrais. A condição apresenta alto risco de morte e incapacidade, e a agilidade no reconhecimento dos sintomas, no diagnóstico e no início do tratamento é fundamental para o prognóstico.

No dia 29 de outubro, Dia Nacional de Prevenção ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Dia Mundial do AVC, o Hospital Angelina Caron, localizado em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, chama a atenção para a importância do atendimento rápido e explica o que acontece entre a chegada do paciente ao pronto-socorro e o início do tratamento.

Uma corrida contra o tempo

Quando há suspeita de AVC, o atendimento segue etapas que precisam ser conduzidas com rapidez e precisão. No Hospital Angelina Caron, um protocolo específico orienta a equipe na avaliação do paciente, na investigação do quadro e na definição da conduta terapêutica mais adequada.

O primeiro passo é reconhecer os sinais de alerta e realizar uma avaliação clínica e neurológica. Em seguida, exames de imagem, especialmente a tomografia computadorizada de crânio, ajudam a identificar o tipo de AVC e a orientar a escolha do tratamento. Essa diferenciação é essencial porque as abordagens para os dois principais tipos da doença são distintas.

O AVC isquêmico acontece quando um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro é obstruído, geralmente por um coágulo. Já o AVC hemorrágico ocorre quando há o rompimento de um vaso, provocando sangramento no cérebro ou em suas proximidades.

“Reconhecer os sintomas e procurar atendimento imediatamente é fundamental. No AVC isquêmico, existe uma janela de tempo para realizar a trombólise química, tratamento que utiliza medicamentos para dissolver o coágulo e restabelecer a circulação sanguínea. Em geral, esse tratamento deve ser iniciado em até quatro horas e meia após o início dos sintomas, desde que o paciente atenda aos critérios clínicos necessários. Por isso, precisamos considerar não apenas o tempo dentro do hospital, mas também o período entre o aparecimento dos sintomas, o deslocamento até o pronto-socorro, a avaliação médica e a realização dos exames”, explica Eduardo Hummelgen, coordenador do Serviço de Neurologia e Neurofisiologia do Hospital Angelina Caron.

A trombólise química pode transformar o prognóstico de pacientes elegíveis, aumentando as chances de recuperação e reduzindo o risco de sequelas. A indicação, porém, depende da avaliação médica e da confirmação de que o tratamento é seguro para cada caso.

Como reconhecer os sintomas de um AVC?

Os sinais de um AVC podem surgir de forma súbita e nem sempre aparecem todos ao mesmo tempo. Entre os principais sintomas estão:

  • Fraqueza ou perda de força: principalmente em um lado do corpo, atingindo o rosto, o braço ou a perna.
  • Alteração na fala: dificuldade para falar, articular palavras ou compreender o que outras pessoas dizem.
  • Assimetria facial: um lado da boca fica torto ou parece não responder normalmente.
  • Alterações visuais: perda súbita da visão ou dificuldade para enxergar.
  • Alterações no equilíbrio e na coordenação: tontura intensa, dificuldade para caminhar ou perda repentina de equilíbrio.
  • Dor de cabeça súbita e intensa: especialmente quando diferente das dores habituais e acompanhada de outros sintomas neurológicos.

Ao perceber qualquer um desses sinais, a orientação é acionar imediatamente o serviço de emergência, pelo SAMU (192), e não esperar que os sintomas desapareçam. Também é importante observar e, se possível, registrar o horário em que os sintomas começaram ou a última vez em que a pessoa foi vista sem eles. Essa informação ajuda a equipe médica a avaliar as possibilidades de tratamento.

Recuperação começa ainda durante a internação

Depois da fase aguda, o cuidado continua. A recuperação de um paciente que sofreu AVC exige acompanhamento multidisciplinar, com participação de médicos, profissionais de enfermagem, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. O trabalho integrado permite acompanhar diferentes aspectos da saúde, identificar limitações e iniciar intervenções de acordo com as necessidades de cada pessoa.

A reabilitação deve começar tão cedo quanto for clinicamente seguro, respeitando as condições do paciente. A fisioterapia, por exemplo, pode contribuir para recuperar movimentos, trabalhar força muscular, melhorar a mobilidade e estimular a independência nas atividades cotidianas. Já a fonoaudiologia pode atuar nas dificuldades de fala, linguagem e deglutição, enquanto a terapia ocupacional auxilia na retomada de habilidades necessárias para as tarefas do dia a dia.

A alta hospitalar também faz parte desse processo. O paciente e seus familiares devem receber orientações sobre os cuidados necessários, a continuidade da reabilitação motora, o uso correto dos medicamentos e as medidas para reduzir o risco de um novo episódio. O acompanhamento após a internação é importante para dar continuidade à recuperação e reforçar o controle dos fatores de risco.

Coração e cérebro: uma conexão importante na prevenção

Além de reconhecer os sintomas e garantir o atendimento rápido, prevenir o AVC exige atenção à saúde cardiovascular. Coração e cérebro estão diretamente conectados pela circulação sanguínea, e algumas alterações cardíacas podem aumentar o risco de um evento cerebrovascular.

“Coração e cérebro estão intimamente relacionados. Algumas arritmias, como a fibrilação atrial, podem favorecer a formação de coágulos dentro do coração. Quando um desses coágulos se desprende e chega à circulação cerebral, pode provocar uma obstrução e desencadear um AVC. Por isso, identificar e tratar as doenças cardiovasculares é uma medida importante de prevenção”, explica Nayara Pravato Maziero, cardiologista do Hospital Angelina Caron.

A prevenção também envolve controlar a pressão arterial, o diabetes e o colesterol, não fumar, praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada e realizar acompanhamento médico. Pessoas com arritmias ou outras doenças cardiovasculares devem seguir as orientações individualizadas dos profissionais de saúde, inclusive quanto à necessidade de medicamentos para reduzir o risco de formação de coágulos.

Sobre o Hospital Angelina Caron

Fundado em 1983, o Hospital Angelina Caron (HAC) é uma instituição filantrópica de alta complexidade localizada em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Com mais de quatro décadas de atuação, realiza anualmente mais de 400 mil atendimentos a pacientes do SUS, convênios e particulares com atuação em áreas como oncologia, transplantes, cirurgia robótica, pediatria e reabilitação.

O modelo de cuidado é integrado ao ensino e à pesquisa por meio da UniCaron, do Departamento de Ensino e Pesquisa e dos programas de Residência Médica. Com foco em segurança, qualidade e atendimento humanizado, o HAC mantém como propósito promover saúde com excelência e ampliar seu impacto na assistência à população do Paraná e do Brasil.

Curitiba consolida estrutura de alta complexidade e novas tecnologias na ortopedia

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Curitiba consolida estrutura de alta complexidade e novas tecnologias na ortopedia

Capital reúne serviços especializados, formação médica e atendimento de alta complexidade, enquanto novas tecnologias, como a cirurgia robótica, ampliam os recursos disponíveis para diferentes áreas da especialidade

Da porta de entrada do trauma às cirurgias de alta complexidade, Curitiba construiu ao longo dos anos uma estrutura relevante na ortopedia brasileira. A presença de hospitais de referência, serviços especializados, programas de formação médica e profissionais dedicados às diferentes áreas da especialidade ajuda a explicar por que a capital paranaense concentra atendimentos que vão de fraturas e lesões esportivas a reconstruções articulares.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia da Regional Paraná – SBOT-PR, Dr. Thiago S. Busato, a força da ortopedia em Curitiba não pode ser atribuída a um único fator. Ela está na combinação entre formação, especialização e estrutura assistencial. “Curitiba reúne serviços com tradição na formação de ortopedistas, profissionais que se especializaram nas diversas áreas da ortopedia e hospitais de nível global. Quando esses elementos convivem em uma mesma cidade, o paciente passa a ter acesso a uma rede ampla de conhecimento e possibilidades de tratamento”, afirma Busato.

Uma especialidade segmentada

Falar em ortopedia hoje significa tratar de uma especialidade muito mais ampla do que a imagem tradicional associada ao atendimento de fraturas. A evolução do conhecimento e das técnicas levou a uma atuação cada vez mais segmentada, com profissionais dedicados a áreas específicas como coluna, joelho, quadril, ombro e cotovelo, mão, pé e tornozelo, ortopedia pediátrica, trauma, oncologia ortopédica, osteometabólica, tumores ósseos e medicina esportiva.

Essa divisão acompanha a própria complexidade do sistema musculoesquelético e permite aprofundar o diagnóstico e o tratamento de condições bastante diferentes entre si. Uma lesão esportiva em um atleta, uma fratura em uma pessoa idosa, uma alteração ortopédica na infância ou o desgaste de uma articulação, por exemplo, exigem abordagens distintas.

Para o presidente da SBOT-PR, Dr. Thiago S. Busato, essa especialização também ajuda a explicar o nível alcançado pela ortopedia na capital paranaense. “Curitiba reúne profissionais com formação e experiência em praticamente todas as áreas da ortopedia. Essa diversidade é importante porque permite que casos com características muito diferentes sejam avaliados por especialistas dedicados àquele segmento, ao mesmo tempo em que estimula a troca de conhecimento e a atualização profissional”, afirma.

Estes avanços também estão relacionados à evolução das técnicas cirúrgicas, dos implantes, dos exames de imagem e das ferramentas utilizadas no planejamento dos procedimentos. “A ortopedia evoluiu muito nas últimas décadas. Hoje trabalhamos com subespecialidades, técnicas menos invasivas, novos implantes, planejamento cirúrgico e recursos tecnológicos que não existiam há alguns anos. Mas tecnologia sozinha não define excelência. Ela precisa estar associada à indicação correta, à formação do cirurgião e a uma equipe preparada para acompanhar o paciente antes, durante e depois do procedimento”, pontua o presidente da SBOT-PR, Dr. Thiago S. Busato.

Robótica amplia as possibilidades na ortopedia

Entre as transformações mais recentes está a incorporação da cirurgia robótica. Curitiba já conta com especialistas que utilizam plataformas robóticas em procedimentos ortopédicos, especialmente em cirurgias de substituição das articulações do joelho e do quadril. A tecnologia permite trabalhar com planejamento baseado em imagens tridimensionais e fornece ao cirurgião informações durante diferentes etapas do procedimento. É mais uma ferramentade precisão dentro de uma especialidade que vem incorporando recursos digitais ao planejamento e à execução cirúrgica.

Entretanto, o equipamento não substitui o ortopedista. A indicação, o planejamento e as decisões durante o procedimento continuam sob responsabilidade do cirurgião. A presença da tecnologia também não significa que todo paciente com um problema no joelho ou no quadril tenha indicação cirúrgica ou seja candidato a uma operação assistida por robô. O tratamento depende do diagnóstico, das características de cada caso e das alternativas disponíveis. “O avanço tecnológico é muito bem-vindo quando acrescenta precisão e informação ao trabalho do cirurgião, mas precisamos evitar a ideia de que o equipamento, por si só, determina a qualidade de um tratamento. A boa ortopedia começa pelo diagnóstico e pela indicação adequada. Em muitos casos, o melhor tratamento continua sendo conservador. Quando existe indicação cirúrgica, avaliamos qual técnica e quais recursos fazem sentido para aquele paciente”, explica Busato.

Formação continua no centro da excelência

Se as tecnologias mudam rapidamente, um componente permanece essencial: a qualificação do especialista. A formação do ortopedista não termina com a residência médica. Novas técnicas cirúrgicas, materiais, próteses, métodos de imagem, pesquisas e ferramentas digitais exigem atualização ao longo de toda a carreira. Congressos, cursos, treinamento prático, discussão de casos e intercâmbio entre especialistas fazem parte desse processo.

Para a SBOT-PR, esse é um ponto central quando se discute a posição de Curitiba na ortopedia. Um polo de excelência não se estabelece apenas pela disponibilidade de equipamentos de última geração. Ele depende de especialistas qualificados, formação permanente, produção e compartilhamento de conhecimento e incorporação responsável de novas tecnologias. “Nosso desafio é continuar avançando em formação, segurança, incorporação criteriosa de tecnologia e, principalmente, acesso. Excelência também significa fazer com que o conhecimento e os recursos disponíveis cheguem ao paciente que precisa deles”, conclui Dr. Thiago S. Busato.

Sobre a SBOT-PR

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional Paraná (SBOT-PR) é a representação estadual da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, entidade científica dedicada ao desenvolvimento da especialidade no Brasil. Fundada em 1974, a Regional atua na promoção da educação médica continuada, na atualização científica e na valorização da prática ortopédica, reunindo especialistas de diferentes áreas da ortopedia e traumatologia em todo o Paraná.

Além de incentivar a formação e o aperfeiçoamento de novos especialistas por meio de cursos, congressos, reuniões científicas e programas de residência médica, a SBOT-PR também desenvolve ações de conscientização voltadas à prevenção de lesões, promoção da saúde musculoesquelética e segurança da população. A entidade mantém estreita colaboração com instituições de ensino, serviços credenciados e órgãos de saúde, contribuindo para o fortalecimento da assistência ortopédica e para a difusão de conhecimento baseado em evidências científicas.

Atual gestão:
Diretoria 2026
Presidente: Thiago S. Busato
1º Vice-Presidente: Fernando Ferraz Faria
2º Vice-Presidente: Marcela Penna
1º Secretário: Bruno Sbrissia
2º Secretário: Carlos Motooka
1º Tesoureiro: Josiano Valerio
2º Tesoureiro: Lucas Dias Godoi

Serviço:

SBOT-PR

Rua Itupava, 1299 – Conjunto 106

Bairro Hugo Lange

Telefones (41) 98777-8520

Curitiba – PR / CEP 80040-455