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Curitiba como laboratório do “Morar Inteligente”

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Cidade fria impulsiona inovação em conforto térmico e automação

Curitiba, conhecida por ser a capital mais fria do Brasil, consolidou-se como um polo estratégico para o desenvolvimento e teste de tecnologias externas ao bem-estar residencial. O clima instável e as baixas temperaturas da região experimentam o cenário ideal para que empresas como o Hotfloor e o SmartLy aceleram soluções de conforto térmico e automação, mudando a cidade em um verdadeiro laboratório do “morar inteligente”.

O gancho para essa inovação é uma necessidade prática: enquanto a temperatura externa média em Curitiba durante os meses de inverno gira em torno de 13°C, a temperatura ideal para o conforto interno humano situa-se entre 21°C e 24°C. Essa diferença exige sistemas eficientes que não apenas aqueçam o ambiente, mas que o façam com inteligência e baixo consumo de energia.

Para Euclides Ciruelos , Engenheiro Civil, mestre em sustentabilidade, diretor da Hotfloor e mentor da SmartLy, o sucesso dessas tecnologias na região Sul não é por acaso. Ele destaca que a engenharia moderna precisa olhar para a sustentabilidade como um pilar de conforto. “Em Curitiba, o clima nos desafia a pensar o imóvel como um organismo vivo. Não se trata apenas de instalar um aquecedor, mas de criar um ecossistema onde o piso aquecido e a automação trabalham juntos para manter a temperatura ideal com a menor penetração energética possível”, afirma Ciruelos.

O mercado curitibano tem respondido com vigor. Atualmente, a Hotfloor e a SmartLy já somam centenas de projetos instalados na capital paranaense e na região Sul, atendendo desde apartamentos compactos até residências de alto padrão.

Um dos pontos técnicos cruciais destacados por Ciruelos é o cálculo de carga térmica. Para manter o conforto térmico em ambientes típicos de Curitiba, são necessários, em média, de 80 a 120 watts por metro quadrado , dependendo do isolamento térmico da construção e da área envidraçada do imóvel. “A automação do SmartLy entra como o cérebro dessa operação. Ela entende quando o ambiente atinge a temperatura de conforto e faz o gerenciamento fino dos watts consumidos, evitando o desperdício que sistemas manuais e manuais geram”, explica.

O perfil dos imóveis que mais adotam essas tecnologias tem passado por uma transição. Se antes o conforto térmico era exclusividade de grandes mansões, hoje os apartamentos compactos e empreendimentos de alto e médio lideram a demanda. Esse movimento é impulsionado por incorporadoras que já entregam edifícios preparados para sistemas de automação e aquecimento, promovendo a valorização do imóvel e a qualidade de vida do morador.

Ciruelos conclui que a inovação em Curitiba dita o ritmo para o restante do país: “Se funciona bem aqui, sob o rigor do nosso inverno e a umidade constante, a solução está pronta para qualquer mercado. Curitiba exporta inteligência em moradia porque a nossa realidade climática não nos permite ser menos que excelentes”, finaliza.

Shopping Plaza Campos Gerais recebe quiosque Bella Figurinha e projeta aumento de até 30% no fluxo de visitantes

Espaço dedicado ao álbum e às figurinhas da Copa já está em funcionamento no Piso L2 e conta com área especial para trocas entre fãs e colecionadores

O Shopping Plaza Campos Gerais passou a contar com o Bella Figurinha, quiosque oficial da Panini dedicado à comercialização do álbum e das figurinhas da Copa do Mundo de Futebol. O espaço foi aberto ao público no dia 30/04 e deve impulsionar em até 30% o fluxo de visitantes no empreendimento.

Localizado no Piso L2, o quiosque surge como ponto de encontro para fãs de futebol, colecionadores e famílias que acompanham a tradição dos álbuns da competição. O quiosque permanece no shopping até julho, durante os jogos da Copa do Mundo.

Além da venda de álbuns e figurinhas, o espaço contará com ativações voltadas à experiência do público. O espaço conta com uma área especial para trocas de figurinhas, com mesas e pufes, incentivando a interação entre os visitantes. Em parceria com a loja Mercado Móveis, também será montado um espaço para transmissão dos jogos.

“A abertura do quiosque reforça o posicionamento do shopping como um espaço de lazer que conecta e mobiliza o público. Essa iniciativa resgata uma tradição que atravessa gerações e cria um ponto de encontro para os fãs de futebol”, destaca o superintendente do Plaza Campos Gerais, Frederico Galvão.

Segundo ele, a iniciativa também reforça o compromisso do empreendimento em oferecer experiências que vão além das compras. “Essa ativação valoriza o esporte, promove interação e fortalece o shopping como um ambiente vivo”, completa.

SOBRE O PLAZA CAMPOS GERAIS

Maior shopping da região, o Plaza Campos Gerais é o 12º empreendimento do Grupo Tacla, maior conglomerado de shopping centers do Sul do Brasil. Inaugurado em 2025, o mall tem 76 mil metros quadrados de área total e 27 mil de área locável. Localizado na região da Ronda, em Ponta Grossa (PR), conta com dois pavimentos comerciais e 130 operações entre lojas e quiosques. Inspirado nas linhas e formas da Escarpa Devoniana, o projeto arquitetônico transformou o mall em um marco para a cidade. Com dezenas de grandes marcas nacionais e internacionais, o Plaza Campos Gerais abriga ainda seis salas de cinema.

Nos passos da FEB: do embarque no Rio ao batismo de fogo na Itália

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(Hoje refazendo o caminho desses heróis brasileiros na Itália)

Jacir Venturi
( Publicado na Gazeta do Povo, HojePR, Jornal de Brasília, etc)

Deixando Pisa para trás, adentramos o deslumbrante Vale do Serchio — uma região marcada pela história, onde os pracinhas brasileiros lutaram bravamente. Aqui, tivemos a oportunidade de explorar as impressionantes casamatas alemãs esculpidas nas encostas das montanhas.

Somos uma comitiva de nove familiares, refazendo o percurso de nossos pracinhas na Segunda Guerra Mundial. Meu pai era um deles. Atravessou o Atlântico com outros 25.334 compatriotas, integrando a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutou não apenas pelo Brasil, mas pela humanidade: uma saga em território italiano escrita com suor, sangue e coragem.

Em 16 de julho de 1944, após 14 dias de travessia, o navio que transportava o 1º escalão da FEB adentrou a baía de Nápoles. O impacto visual era devastador: casas e prédios reduzidos a escombros, uma população faminta e ferida, e o cenário típico de uma praça de guerra: soldados circulando entre tanques, balões no ar para dificultar o sobrevoo de aviões, e navios, alguns operantes, outros em ruínas. Foi nesse ambiente que desembarcaram os 5.075 homens do primeiro contingente brasileiro, em sua maioria jovens soldados.

Nápoles já se encontrava sob controle dos Aliados, mas permanecia semidestruída pelos intensos bombardeios dirigidos às forças alemãs e aos remanescentes do regime de Mussolini, em retirada desde a perda da Sicília. A cidade simbolizava o destino cruel que se abatia sobre tantas localidades italianas naquele momento em que a superioridade militar dos Aliados começava a se consolidar.

Um ano antes, em julho de 1943, Benito Mussolini havia sido deposto e preso, encerrando mais de duas décadas de governo fascista. Formou-se então um novo gabinete, chefiado pelo marechal Pietro Badoglio, que estrategicamente buscou preservar uma aparência de continuidade. Ainda assim, a Itália encontrava-se exausta e fragilizada pelos reveses de uma guerra para a qual entrara antes de estar devidamente preparada, como advertiram, sem sucesso, muitos generais italianos.

Pouco depois, em setembro de 1943, Badoglio anunciou medidas decisivas: o armistício com os Aliados e a ordem para proteger os principais ativos militares, especialmente a frota naval, para evitar que caíssem nas mãos dos alemães e dos fascistas remanescentes, que logo avançariam sobre Roma. Esse momento marcou o início da guerra civil italiana, que passaria a dividir o país entre o sul, apoiado pelos Aliados, e o norte, sob ocupação alemã.

Naquele mesmo mês, no auge da turbulência que sacudia a Segunda Guerra Mundial, Benito Mussolini foi resgatado de seu cativeiro secreto, no alto do maciço de Gran Sasso, numa operação de contornos cinematográficos. Deposto e mantido sob absoluto sigilo pelas autoridades italianas, o líder fascista foi localizado e resgatado por comandos alemães numa ação fulminante, conduzida sob a liderança do coronel Otto Skorzeny, o oficial da SS que se tornaria célebre por operações de audácia quase teatral.

Em poucos minutos, silenciosos planadores pousaram sobre o platô rochoso, e um pequeno avião aterrissou em terreno que nenhum manual recomendaria. Mussolini, atônito, foi retirado ileso para ser levado a Adolf Hitler. Ao entrar na sala onde o prisioneiro aguardava, Skorzeny teria proclamado a frase que a propaganda nazista transformaria em mito: “Duce, o Führer mandou‑me buscá‑lo.” A operação, celebrada à exaustão pelo regime alemão, consolidou-se como uma das mais espetaculares ações de resgate da guerra. Instalado na chamada República Social Italiana, no norte, Mussolini passou a chefiar o governo, mas com poderes reduzidos e sob estreita subordinação ao Reich.

Embora a guerra civil ter atingido toda a Itália, após o avanço sobre Roma as tropas nazifascistas (entre as quais cerca de 125 mil homens que haviam recuado da Sicília) passariam a viver quase exclusivamente em retirada. Esse movimento intensificou dramaticamente o sofrimento no norte do país, transformado em alvo de bombardeios aliados constantes e devastadores, somados às ações alemãs que buscavam retardar o avanço inimigo.

Foi nesse cenário convulsionado que, meses depois, a FEB desembarcaria em Nápoles, chamada a ocupar o espaço deixado no front italiano quando, em agosto de 1944, parte das forças aliadas foi deslocada para o sul da França, na Operação Dragoon – desencadeada após o desembarque na Normandia, na Operação Overlord (Dia D, 6 de junho de 1944).

A Operação Dragoon tinha como objetivo capturar portos estratégicos no Mediterrâneo, especialmente Marselha e Toulon, ampliando a pressão sobre as forças alemãs ali posicionadas e, em seguida, unir-se às tropas da Overlord, completando o grande movimento de pinça sobre o exército alemão.

Sob rigoroso sigilo quanto ao destino e aos detalhes da partida, o 1º escalão da FEB embarcou em 2 de julho de 1944, no porto do Rio de Janeiro, em cerimônia que contou com a presença do presidente Getúlio Vargas e do ministro da Guerra, general Dutra. Pelos alto‑falantes, Vargas dirigiu palavras de encorajamento aos soldados e assegurou que suas famílias não ficariam desamparadas. Concluiu com uma frase que marcaria aquele momento: “É com emoção que aqui vos deixo os meus votos de pleno êxito. Não é um adeus, mas um ‘até breve’, quando ouvireis a palavra da pátria agradecida.”

Para iludir a espionagem inimiga, o destino do escalão permaneceu oculto até o último instante, desconhecido até mesmo dos pracinhas e de parte dos oficiais brasileiros (chegou-se a cogitar o desembarque no norte da África, onde havia melhor estrutura para treinamento). O embarque foi ensaiado repetidas vezes, numa estratégia para confundir os serviços de inteligência quanto ao horário exato da partida. Na noite do embarque efetivo, o deslocamento de trem até o cais seguiu por um trajeto inesperado, enquanto outros trens circulavam sob vigilância reforçada, porém sem tropas. Era mais uma manobra de dissimulação.

Há poucos dias, visitamos o bunker de Mussolini, em Roma – um labirinto subterrâneo concebido para proteger o líder fascista e sua família dos bombardeios aliados. Entre julho de 1943 e maio de 1944, a capital italiana sofreu 51 ataques aéreos. Na Villa Torlonia, residência de Mussolini desde 1929, foram construídos dois abrigos antiaéreos. O mais impressionante deles, escavado a seis metros de profundidade, era protegido por uma cobertura de cerca de quatro metros de concreto armado, portas antigás e um sistema de purificação de ar: uma verdadeira fortaleza subterrânea projetada para resistir ao colapso do mundo lá fora. Paradoxalmente, ainda estava inacabado quando Mussolini foi deposto, jamais cumprindo seu propósito.

Além do 1º escalão, outros quatro contingentes deixaram o porto do Rio de Janeiro rumo ao teatro de operações na Itália, todos em navios americanos adaptados ao transporte de tropas. Dois partiram em setembro, o quarto em novembro e o último em fevereiro de 1945, cada qual levando cerca de cinco mil expedicionários. As embarcações seguiam escoltadas por contratorpedeiros brasileiros e navios de guerra americanos e contavam, em alguns trechos, com cobertura aérea. Durante o dia, as pracinhas permaneciam no convés; à noite, recolhiam‑se aos alojamentos, em beliches completamente às escuras, para que nenhuma réstia de luz denunciasse a posição do navio ao inimigo.

A FEB era um verdadeiro caleidoscópio social: reunia imigrantes e filhos de imigrantes, mestiços, afrodescendentes, indígenas, trabalhadores urbanos e rurais. Diante deles, um inimigo experiente e bem equipado, além de um inverno rigoroso, com temperaturas que frequentemente atingiam –15 °C. Quanto à preparação dos pracinhas, as palavras do general Mascarenhas de Moraes sintetizaram o desafio: “Os três primeiros escalões chegaram à Itália com treinamento incompleto e inadequado, e os dois últimos partiram do Brasil praticamente sem instrução.”

Após a chegada em Nápoles, o 1º escalão seguiu por terra até Tarquinia, onde passou por treinamentos adicionais com militares norte‑americanos e recebeu instrução sobre novos armamentos. Os demais escalões percorreram caminhos distintos: parte dos soldados também seguiu por terra até a região de Pisa, enquanto outro grupo embarcou em lanchas militares americanas rumo a Livorno, de onde foi transportado por caminhões até os acantonamentos próximos.

O deslocamento terrestre ocorreu ao longo de duas noites, cobrindo cerca de 540 km, em comboios de viaturas sob rigoroso controle de luzes — afinal, ainda havia escaramuças isoladas pelo caminho, e não se podia dar margem ao azar. Já a navegação costeira pelo mar Tirreno, em barcaças militares, revelou-se particularmente penosa. Nosso pai relatava que, espremidos em embarcações instáveis, muitos soldados sucumbiam ao balanço das ondas e ao cheiro intenso de combustível; o estômago se rendia antes mesmo de qualquer combate, para desespero de quem estivesse ao lado. Nessas horas, o brasileiro não perdia a oportunidade de jocosamente batizar as coisas: as LCI (sigla de Landing Craft Infantry), usadas no transporte marítimo de infantaria, ganharam entre os pracinhas o apelido de “Lança Comida Interna”. San Rossore, nas cercanias de Pisa, serviu como área de acantonamento e de treinamento intensivo.

As tropas brasileiras foram passadas em revista pelo general Mark Clark, comandante do 5º Exército americano, ao qual a FEB estava subordinada, em um gesto de reconhecimento e respeito. No dia 7 de setembro de 1944, a FEB celebrou, em solo estrangeiro, o Dia da Independência do Brasil. Na ocasião, Mascarenhas de Moraes leu a Ordem do Dia, conclamando seus homens à missão de libertar o povo italiano do jugo nazifascista.

Para muitos pracinhas, aquele momento foi inesquecível. Sob o céu da Toscana, com o cheiro de pólvora ainda impregnando a paisagem e o eco distante da artilharia inimiga, ouvir o comandante falar de independência, liberdade e dever nacional reacendia algo profundo: a certeza de que, mesmo tão longe do Brasil, carregavam consigo a pátria inteira.

Àquela altura, os pracinhas estavam ansiosos para entrar em combate. Os primeiros tiros foram disparados na noite 16 de setembro de 1944, quando começaram a substituir gradualmente unidades americanas na linha de frente. À modorra do acampamento, típica das longas fases de treinamento, seguiu‑se um frenesi repentino, e um novo estado de espírito tomou conta dos combatentes.

Esse clima não passou despercebido ao general Mark Clark, que registrou: “Os brasileiros, de modo geral, estavam ansiosos por entrarem em ação. De fato, era tal a pressa deles que, provavelmente, não completaram o treinamento de que precisavam após a chegada à Itália”.

A partir de então, uma nova realidade se impunha: confrontos diretos com os temidos tedeschi (termo em italiano para alemães, aqui aplicado sobretudo a soldados bem treinados e combativos) e com tropas italianas ainda fiéis ao fascismo, em meio a terrenos lamacentos, minados e montanhosos, sob o outono chuvoso e o inverno rigoroso que se aproximava. Nessa primeira ofensiva, a FEB capturou 45 soldados inimigos e sofreu 35 baixas (mortos ou incapacitados de lutar), um digno batismo de fogo à altura das circunstâncias. Apesar da forte resistência inimiga, avançou cerca de 18 km e, em 26 de setembro, rompeu a Linha Gótica na região do Monte Prano.

Esse complexo sistema defensivo, ao longo da cadeia dos Apeninos, estendia‑se do Mar Tirreno ao Adriático por cerca de 280 quilômetros. Fora erguido por decisão de Albert Kesselring, comandante em chefe das forças alemãs no teatro italiano. Gozava do prestígio de estrategista competente, embora fosse igualmente implacável: autorizou incontáveis represálias contra civis e partisans (partegiani, os integrantes da resistência armada italiana), resultando em massacres que mais tarde fundamentariam sua condenação por crimes de guerra.

Com seu intrincado conjunto de fortificações, campos minados, arame farpado, abrigos de concreto, fossos, trincheiras e posições de artilharia, a Linha Gótica configurava uma das mais complexas linhas defensivas alemãs para proteger o norte da Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Foi construída com o trabalho forçado de cerca de 20 mil civis italianos pró‑aliados, mais um traço da guerra civil que então dilacerava o país. Submetidos ao frio, à fome, a jornadas extenuantes e ao risco constante de bombardeios, esses trabalhadores ajudaram a erguer o obstáculo que os próprios Aliados teriam de transpor para avançar rumo ao norte da Itália. O rompimento dessa linha contou com a atuação decisiva da FEB.

Ao todo, o percurso histórico da FEB em solo italiano abrangeu algo entre 350 e 400 quilômetros de deslocamentos. Hoje, 81 anos depois, refizemos parte desse trajeto sob a orientação do guia Mário Pereira. Não mais a pé, sob chuva ou neve, mas no conforto de uma van climatizada. O itinerário nos levou, nesta ordem, por Pisa, Lucca, Pistoia, Castelnuovo di Garfagnana, Porreta Terme Monte Castello, Montese, Zocca, Collecchio e Fornovo di Taro. Ao longo desse trajeto, destacam-se três batalhas decisivas (Monte Castello, Montese e Fornovo di Taro), que serão tema do próximo artigo.

Apesar dessa trajetória, alguns historiadores ainda atribuem ao Brasil um papel secundário na frente italiana. É verdade que o país ingressou no conflito quando a prioridade estratégica dos Aliados já se deslocava para a França. Ainda assim, com a retirada de tropas veteranas da Itália, a FEB tornou‑se essencial para manter a pressão sobre as forças alemãs e sustentar o avanço aliado rumo ao norte.

Rubem Braga, correspondente brasileiro na Segunda Guerra em solo italiano (ele próprio ferido por um tiro na mão), registrou com rara precisão a realidade enfrentada pelos pracinhas. Ele também sustentou a percepção de que chegaram à Itália com preparo insuficiente, mas que, apesar disso, adaptaram‑se rapidamente ao ambiente de guerra e combateram com coragem, dureza e dignidade. Diante de tantas adversidades, aprenderam com rapidez, improvisaram quando necessário, cultivaram um forte espírito de solidariedade no front e conquistaram o respeito tanto dos Aliados quanto da população italiana.

Em relação ao nosso tronco familiar, o sobrenome Venturi figura entre os que mais contribuíram com soldados para a FEB: foram quatro pracinhas, todos primos entre si. Nosso pai serviu por quatro anos no Exército, integrou a artilharia do 11º Regimento e embarcou para a Itália em 22 de setembro de 1944. Atuou como operador de metralhadoras Browning, fornecidas pelo Exército norte‑americano, armamento cuja operação exigia equipes de três a cinco homens.

Junto às tropas da FEB – uma divisão completa que reunia soldados, oficiais, médicos, engenheiros, capelães, pilotos, mecânicos, pessoal de suprimentos, transporte e comunicações – embarcaram também 67 enfermeiras brasileiras, todas voluntárias, além de outras seis que integraram a FAB, totalizando 73 profissionais (sete delas curitibanas) mobilizadas para o conflito. Foram as primeiras mulheres autorizadas a usar o uniforme oficial do Exército brasileiro. Esse gesto representou um avanço institucional decisivo: até então, nenhuma uma mulher havia sido formalmente incorporada às Forças Armadas com direito a uniforme, patente e soldo.

Vale registrar um desdobramento histórico dessa conquista: foi esse primeiro passo, dado em 1944, que abriu caminho para que, em março de 2026, uma mulher alcançasse, pela primeira vez, o generalato no Exército brasileiro. A pioneira é a médica pernambucana Cláudia Lima Cacho, de 57 anos, promovida ao posto de general de brigada, um marco na trajetória feminina dentro da instituição.

_Jacir J. Venturi, filho do expedicionário Leopoldo Venturi. No dia 13 de maio de 2026, embarcamos para a Itália e, ao longo de 19 dias, percorremos a trajetória dos pracinhas brasileiros. Hoje estamos na região de Pisa, acompanhados por um guia experiente, Mário Pereira, também filho de um veterano da FEB. Também passamos por Roma, Florença e Milão. A comitiva de nove pessoas reúne três filhos do expedicionário (Jamil, Neri e Jacir); o sobrinho Ariosnaldo; os netos Fábio, Eduardo, Rennan, Jaline; e a nora Regina. Uma viagem de memória e gratidão. Este é o 2º artigo de um conjunto de quatro artigos sobre FEB no front italiano. Vamos reviver o sofrimento, a coragem e os momentos épicos que marcaram a trajetória dos nossos pracinhas até 8 de maio de 1945, o Dia da Vitória. Uma jornada de dor, bravura e humanidade que merece ser lembrada.

Force One inaugura terceira unidade em Maringá anexa ao Supermercado Amigão

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Nova operação no bairro Laranjeiras aposta em conveniência, tecnologia para integrar atividade física à rotina dos maringaenses

A rede de academias Force One segue ampliando sua presença no Paraná e inaugura, neste dia 20 de maio, mais uma unidade em Maringá, desta vez no bairro Laranjeiras. A nova operação, a terceira da marca na cidade, funcionará em anexo ao Supermercado Amigão, reforçando uma estratégia que une conveniência, tecnologia e praticidade para quem busca inserir a atividade física na rotina diária.

Localizada na Avenida Mandacaru, 2618, a nova unidade chega a uma região em expansão e com fácil acesso. O modelo acompanha uma tendência crescente do mercado fitness: academias instaladas próximas a centros de consumo e serviços, permitindo que os alunos conciliem treino, compras e deslocamentos no mesmo ambiente.

A estrutura contará com espaços amplos para musculação e cardio, além de mais de vários equipamentos importados das marcas Realleader voltados para performance e condicionamento físico. O projeto inclui ainda estacionamento próprio, áreas climatizadas com ar-condicionado, wifi, armários rotativos e vestiários equipados com chuveiros aquecido.

Segundo o fundador e CEO da Force One academia, Renan Oliveira Pedroche, a expansão da rede acompanha mudanças no comportamento do consumidor e diferentes objetivos relacionados à prática de exercícios físicos.

“Escolhemos pontos com vocação para receber estruturas modernas, onde as pessoas já têm uma rotina ativa e buscam conveniência e uma boa experiência durante a realização de atividades físicas. Queremos ser o combustível para uma vida extraordinária para cada um de nossos alunos, seja para quem quer praticar exercícios com o objetivo de subir uma montanha, seja para uma mãe sedentária que quer investir em saúde para ver os filhos crescerem ou para um idoso que quer ganhar massa muscular ou tratar doenças crônicas, como diabetes e pressão alta”, afirma.

Criada em Cianorte, a Force One vem acelerando seu plano de crescimento no Sul do país. Atualmente, a rede soma mais de 20 unidades entre Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Pré-venda

As pré-matrículas para a nova unidade já estão abertas, com condições promocionais de lançamento. A academia funcionará de segunda a sexta-feira das 5h à meia-noite, aos sábados das 8h às 18h e aos domingos e feriados das 8h às 14h.

Biopark promove IA 360, que conecta ciência global e mercado local

Toledo recebe especialistas da NVIDIA e pesquisadores da Europa e Oceania para transformar ciência de ponta em soluções práticas para o agronegócio, saúde e indústria

A mesma lógica usada para mapear florestas por satélite pode ser adaptada para detectar doenças raras com precisão inédita. Isso porque a Inteligência Artificial (IA) é treinada para identificar padrões complexos e sutis em grandes volumes de dados. É nessa fronteira, onde ciência avançada, futuro, balanços financeiros e prática se encontram, que nasce a Conferência IA 360. Promovido pelo Biopark, em Toledo (PR), o evento, que acontece nos dias 21 e 22 de maio, não é apenas um fórum de debates, mas um acelerador de negócios desenhado para reunir especialistas da América Latina, Europa e Oceania com o objetivo de transformar linhas de código em soluções possíveis para a saúde, o agronegócio e a indústria.

O IA 360 foi estruturado especificamente para aproximar o mercado da ciência, eliminando a distância entre a bancada acadêmica e o chão de fábrica. Segundo Leonardo Tampelini, coordenador do evento, o foco está em conectar pessoas para produzir valor real. “Queremos unir pesquisadores internacionais a empresários brasileiros para desenvolver produtos com retorno aplicado. Trouxemos quem está fazendo acontecer na prática para que possamos, juntos, compartilhar o que funciona e o que não funciona na Inteligência Artificial”, destaca.

Programação

Essa integração entre teoria e prática ganha vida com discussões que, embora pareçam ficção científica, já são realidade operacional. No primeiro dia, um dos grandes destaques é a palestra de Alejandro C. Frery, pesquisador da Victoria University of Wellington e referência mundial em análise de imagens complexas. Ele aborda como modelos estatísticos avançados estão elevando a confiabilidade da IA em aplicações críticas, como o sensoriamento remoto e o diagnóstico por imagens médicas. No mesmo rastro de inovação clínica, o professor Paulo Mazzoncini, da USP, apresenta como sistemas preditivos podem antecipar riscos e revolucionar a prevenção médica, enquanto Ana Carolina Ricciardi, do Grupo Fleury e A.C. Camargo Cancer Center, por sua vez, traz uma discussão estratégica sobre explicabilidade (processos e métodos que permite aos usuários humanos entenderem e confiarem nos resultados de IA) e responsabilidade no uso de IA em ambientes regulados da saúde.

O segundo dia de programação mergulha no universo corporativo, com foco em transformação organizacional e eficiência. Rafael Nicolas Fermin Cota, especialista em transformação organizacional orientada por IA, traz experiências sobre a construção de organizações guiadas por dados, enquanto Marcelo Marques, CEO da Rankdone, e palestrantes oficiais da gigante multinacional de tecnologia NVIDIA exploram os “sistemas agênticos” — tecnologias que superam os modelos de chat tradicionais e passam a tomar decisões autônomas para otimizar processos e aumentar a competitividade empresarial.

O evento reforça ainda a força do agronegócio inteligente por meio de uma integração latino-americana entre pesquisadores do Chile e Brasil, unindo IoT, computação quântica e telecomunicações avançadas. Somando-se à visão internacional, a pesquisadora Gabriela Karoline Michelon, da Áustria, apresenta estratégias de adoção de IA em escala industrial e governança corporativa. “Acreditamos que o futuro da Inteligência Artificial é unir a pesquisa à prática de maneira ética e produtiva,” reforça Tampelini. “Trouxemos quem está fazendo acontecer na prática para que possamos, juntos, compartilhar o que funciona e o que não funciona”, finaliza.

Serviço

Conferência IA 360

21 e 22 de maio

Auditório da UFPR, no Biopark, em Toledo (PR)

Sobre o Biopark

Nomeado pela Anprotec como o melhor hub de inovação do Brasil, o Biopark está localizado em Toledo, região Oeste do Paraná, em uma área de mais 5 milhões de m². Com o foco no desenvolvimento regional por meio da educação, da pesquisa e da geração de negócios, o Biopark já conta com mais de três mil pessoas circulando diariamente em seu território. Atualmente, mais de 130 empresas já atuam no local, gerando empregos e progresso. Três instituições federais de ensino estão instaladas no Biopark (UFPR, UTFPR e IFPR, além da Faculdade e do Colégio Donaduzzi. Em 30 anos, o Biopark deve receber mais de 500 empresas, ofertar 30 mil postos de trabalho e ter população de 75 mil moradores.

Domingo terá corridas ao vivo e programação para toda a família no Jockey Club do Paraná

O Jockey Club do Paraná promove neste Domingo, 24 de maio, mais um dia de corridas ao vivo, com uma programação que combina esporte e lazer para todas as idades. Ao todo, serão realizados oito páreos, com início às 13h40 e encerramento às 17h25.

Entre os destaques da tarde estão duas provas Clássicas em homenagem a personalidades do turfe paranaense. As disputas são voltadas a potros e potrancas da nova geração.

Além das corridas, o público poderá aproveitar uma série de atrações ao longo do dia. A programação começa ao meio-dia, com o tradicional Almoço no Jockey, que nesta edição contará com buffet especial por adesão para quem desejar almoçar no local e garantir um bom espaço para acompanhar os páreos.

A partir das 13h, haverá atividades voltadas ao público infantil, com brinquedos infláveis e passeios de pônei gratuitos. O evento também contará com food trucks, lanchonete e chopp, além de música ao vivo com o DJ Zi.

O mascote do Jockey estará presente para recepcionar os visitantes, incluindo os gestores do Municipio de Pontal do Paraná, que será homenageado em quatro provas.

O grupo de estudantes de Medicina Veterinária de Guarapuava fará uma visita ao clube durante a programação e também será homenageado.

A entrada e o estacionamento são gratuitos, o que reforça a proposta de oferecer uma opção acessível de lazer para as famílias. O espaço também conta com ampla área verde e permite que o público acompanhe os competidores de perto.

Serviço:

Data: Domingo, 24 de maio

Horário: das 12h00 às 17h25

Corridas: das 13h40 às 17h25

Local: Jockey Club do Paraná

Endereço: Avenida Victor Ferreira do Amaral, 2299, Tarumã

Entrada e Estacionamento Gratuitos

Diferentes sotaques: Instituto MRV&CO lança 6ª temporada do podcast “Lá Vem História”

O Instituto MRV&CO, iniciativa social do grupo MRV&CO, lança a 6ª temporada do podcast “Lá Vem História”. Serão, ao todo, 10 novos episódios que se mantêm fiéis ao perfil do projeto, contando histórias que estimulam a criatividade, a oralidade, o gosto pela leitura e a imaginação, além de contribuir para o desenvolvimento emocional e social de crianças e jovens.

As 10 histórias inéditas serão publicadas até dezembro, com um novo episódio disponível sempre na segunda quinzena de cada mês. O projeto já ultrapassa a marca de 34 histórias publicadas, todas narradas por colaboradores voluntários, previamente capacitados tecnicamente para entregar um produto final de excelência. 

“O projeto possui um objetivo claramente definido: conectar a nova geração com o universo da leitura, onde cada história contada consegue abrir as portas da imaginação infantil. E claro, encantar nossos realizadores do futuro.”, afirma Blenda Alves, gestora do Instituto MRV&CO.

Regionalismo e identificação

Nesta 6ª temporada, o grande destaque é o time de voluntários. Os contadores participantes são, exclusivamente, colaboradores das empresas do grupo, atuantes em diferentes cidades, como Serra (ES), Volta Redonda (RJ), Fortaleza (CE) e diversos polos de São Paulo, incluindo Sorocaba, Limeira e Presidente Prudente.

“O podcast tem como objetivo aproximar as crianças do mundo literário. A tecnologia está cada vez mais dentro da realidade desses pequenos. Oferecemos histórias que alimentem o imaginário infantil e compartilhem ensinamentos sobre o cotidiano de forma leve e lúdica. Toda obra possui uma “moral da história” que é mostrada de forma clara ao fim de cada episódio. Além disso, conseguimos proporcionar aos colaboradores do grupo uma atividade de voluntariado desafiadora e significativa.”, destaca Blenda Alves, gestora do Instituto MRV&CO. 

O podcast “Lá Vem História” está disponível gratuitamente nas plataformas Apple Music, Amazon Music, Spotify e Deezer.

Ouça o podcast no Spotify:
https://open.spotify.com/show/4sqjCj4CIeY7hwXLjtoywq?si=724ee1f2d0bf4db6

Sobre o Instituto MRV&CO

O Instituto MRV&CO acredita que a educação é a chave para um futuro mais justo e inclusivo. Desde 2014, o Instituto tem desenvolvido e apoiado programas que promovem a transformação social por meio da educação, sempre com foco no empoderamento das futuras gerações. Com iniciativas que vão de ações presenciais a projetos digitais, o Instituto MRV&CO segue trabalhando para ampliar as oportunidades de aprendizagem e apoiar o desenvolvimento de um mundo mais solidário.

GT Building é primeira incorporadora do Sul do Brasil a promover a compensação de carbono na CASACOR

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Iniciativa prevê a compensação das emissões de CO₂ geradas durante toda a execução e operação da CASACOR Paraná 2026, em Curitiba

A GT Building anuncia iniciativa pioneira no Sul do Brasil: a compensação das emissões de carbono geradas durante a montagem, a operação e a desmontagem da CASACOR Paraná 2026, em Curitiba. Em parceria com a Forte Desenvolvimento Sustentável, a incorporadora realizará a compensação total das emissões de CO₂, reforçando seu compromisso com práticas ambientais responsáveis e consolidando a sustentabilidade como um dos pilares estratégicos da empresa.

A ação, já aplicada em edições anteriores da mostra em São Paulo, chega pela primeira vez à região Sul com metodologia robusta e alto nível de precisão. O trabalho envolve um inventário das principais emissões de carbono associadas à obra e operação, considerando desde o consumo de energia e o uso de geradores até a gestão de resíduos e toda a logística envolvida no processo. 

O diferencial do projeto está na coleta primária de dados e no engajamento de toda a cadeia envolvida na obra e operação. Arquitetos, fornecedores, operários e demais envolvidos participam ativamente do mapeamento, reportando informações como o transporte de materiais, os fretes e os deslocamentos diários. Esse nível de detalhamento garante um cálculo fiel das emissões e amplia a transparência da iniciativa.

A compensação será realizada por meio de projetos conduzidos pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), organização referência na preservação ambiental, direcionando esforços para que o impacto gerado pela mostra seja neutralizado.

Para a GT Building, a iniciativa reforça o compromisso da empresa em incorporar práticas sustentáveis em todas as etapas de seus projetos, inclusive em parcerias estratégicas. “Levar a neutralização de carbono para uma vitrine como a CASACOR é uma forma de ampliar o debate e mostrar que é possível aliar desenvolvimento imobiliário e responsabilidade ambiental de forma concreta”, destaca o diretor de operações da GT Building, Mauricio Fassina.

Segundo o sócio e diretor comercial da Forte Desenvolvimento Sustentável, Eduardo Mattos, a profundidade do inventário é fundamental para garantir credibilidade ao processo. “O engajamento dos profissionais na entrega desses dados logísticos e operacionais é um marco. É esse cruzamento detalhado que nos permite entregar um balanço transparente e embasar uma compensação climática que inspira novas práticas, deixando um legado de sustentabilidade e um impacto positivo para todo o setor de arquitetura e construção”, afirma.

Para a organização da CASACOR Paraná, a iniciativa contribui para elevar o padrão da mostra em termos de responsabilidade ambiental. “A parceria reforça o compromisso da CASACOR com a inovação e a sustentabilidade, agregando valor não apenas à experiência do público, mas também ao legado que deixamos para a cidade e para o setor”, destaca a diretora da CASACOR Paraná, Marina Nessi.

Vale destacar que a GT Building é patrocinadora local da CASACOR Paraná 2026, reforçando sua conexão com iniciativas que valorizam arquitetura, design e inovação. O evento será realizado em um terreno de propriedade da incorporadora, que, após a mostra, dará lugar a um empreendimento residencial de altíssimo padrão.

Ao assumir a neutralização integral das emissões, a GT Building posiciona a sustentabilidade como um ativo estratégico e avança em uma agenda cada vez mais demandada pelo mercado e pela sociedade, estabelecendo um novo parâmetro para iniciativas do setor na região Sul do país.

A CASACOR Paraná 2026 acontece de 10 de maio a 5 de julho, no Bigorrilho, na Avenida Cândido Hartmann, em Curitiba. A mostra reúne 41 ambientes entre projetos arquitetônicos e culturais, propondo uma imersão em arquitetura, arte e sustentabilidade a partir do tema “Mente e Coração”.

Outback traz de volta seu Fondue por tempo limitado e convida clientes a compartilharem momentos

Ícone que ficou três anos fora do cardápio retorna entre 11 de maio e 14 de junho para reunir pessoas em torno da mesa, do casal aos encontros entre amigos e família

Depois de três anos fora do cardápio e atendendo a inúmeros pedidos dos consumidores, o Outback Steakhouse traz de volta o seu Fondue por tempo limitado, entre 11 de maio e 14 de junho. Com a proposta de “compartilhe com quem quiser”, esse ícone da marca é mais do que um prato, é um convite às pessoas a viverem momentos de conexão, seja em um jantar a dois, entre amigos ou em grandes encontros.

Ao longo dos anos, o Outback inovou ao apresentar o fondue fora do formato tradicional, incorporando acompanhamentos inéditos e colocando o pão australiano no centro da experiência. Agora, a rede dá mais um passo nessa evolução ao modernizar a apresentação com bowls térmicas para manter a temperatura ideal durante toda refeição, elevando ainda mais a experiência de consumo.

O cardápio traz versões doce e salgada, com combinações que fogem do tradicional. O Fondue de queijo (R$ 159,90) combina cinco queijos derretidos e acompanha cubos de Ribs on the Barbie, camarões empanados, filet mignon, sobrecoxa empanada, Boomerang Potatoes e pão australiano. Já o Fondue de chocolate (R$ 99,90), preparado com chocolate meio amargo, vem acompanhado de mini cookies com gotas de chocolate, trufas feitas com o Havanna Thunder, morango, uva, marshmallow e o tradicional pão australiano (é possível substituir o marshmallow por uma porção extra de uvas). Ambos com acompanhamentos que fogem do padrão, elevando o nível da experiência.

“Esse é um prato que tem um significado muito especial para a marca e para os nossos consumidores. O fondue é, acima de tudo, um convite para estar junto, compartilhar e transformar qualquer momento em uma ocasião especial”, afirma Claudia Vilhena, vice-presidente de Marketing e Vendas da Bold Hospitality Company. “Estamos reforçando um território que ajudamos a construir no Brasil e seguimos evoluindo essa proposta para acompanhar o comportamento do consumidor”, complementa.

Para quem busca a experiência completa, o Combo Fondue reúne as versões de queijo e chocolate em uma oferta especial (R$ 224,90), perfeita para compartilhar e aproveitar ao máximo os sabores.

Os produtos estarão disponíveis em todas as unidades do Brasil até 14 de junho, para consumo no salão, via delivery e na modalidade To Go, conforme disponibilidade de cada restaurante.

Sobre o Outback 

O Outback Steakhouse possui 189 restaurantes no Brasil e está presente em 87 cidades, 21 estados brasileiros e no Distrito Federal. No mundo está em 23 países nas Américas, Ásia e Oceania. O primeiro restaurante no País foi inaugurado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em 1997. Com seus cortes de carne especiais e aperitivos icônicos como a Bloomin’ Onion, o Outback caiu no gosto do brasileiro pela qualidade e sabor marcante da sua culinária, somados à descontração no atendimento e às instalações aconchegantes. Inspirado na Austrália, o restaurante enfatiza vários aspectos da cultura australiana, como esporte, pontos turísticos, paisagens icônicas, tradições e lazer. Além disso, a marca oferece uma experiência única, divertida e de altíssimo padrão que, no Brasil, ficou conhecida como #MomentoOutback.

Quase 70% dos lançamentos imobiliários de Curitiba são compostos por estúdios

Pesquisa da ADEMI-PR, apresentada em evento realizado em parceria com o Secovi-PR, aponta avanço dos compactos e levanta discussão sobre operação dos condomínios e locação por curta duração

Curitiba, 08 de maio de 2026 – O mercado imobiliário de Curitiba iniciou 2026 mantendo a forte concentração de empreendimentos compactos registrada nos últimos anos. Pesquisa da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (ADEMI-PR), realizada pela BRAIN Inteligência Estratégica e apresentada durante o Panorama Imobiliário, evento promovido em parceria com o Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), aponta que estúdios e apartamentos compactos chegaram a representar quase 70% dos lançamentos verticais da capital no primeiro trimestre deste ano.

O levantamento mostra um mercado concentrado principalmente entre compactos e produtos de super luxo, enquanto segmentos intermediários e econômicos perderam espaço diante de fatores como custo de produção, legislação urbanística e redução da capacidade de compra da classe média.

De acordo com o diretor de Pesquisa de Mercado da ADEMI-PR, Guilherme Werner, os estúdios deixaram de atender apenas novas formas de morar e passaram a representar uma porta de entrada para investidores no mercado imobiliário.

“O estúdio vem como uma alternativa importante não só pelas novas formas de morar e consumir moradia temporária, mas também como forma de democratização do investimento imobiliário. Há investidores que conseguiram entrar e investir em tijolo através dos estúdios, e isso ampliou muito o volume de produtos lançados e vendidos nesse segmento”, afirma.

Segundo ele, Curitiba vive hoje um dos maiores ciclos de compactação do país, impulsionado por uma dinâmica relevante de turismo, entretenimento e viagens corporativas, especialmente nas regiões centrais da cidade.

“Os indicadores de venda e lançamento seguem equilibrados. Estamos vendendo mais do que lançando, o que mostra capacidade de absorção. Mas precisamos acompanhar se isso vai se refletir na ocupação dessas unidades em plataformas de short stay e também nas locações tradicionais”, pondera Werner.

Os dados apresentados pela ADEMI-PR mostram que Curitiba lançou 1.863 apartamentos verticais no primeiro trimestre, número semelhante ao total registrado em toda a Região Metropolitana. Desse volume, cerca de 70% pertencem a empreendimentos compactos. Atualmente, aproximadamente 38% do estoque disponível da cidade também é formado por esse perfil de produto.

Locação e ocupação entram no radar do setor

Indicadores do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), integrante do Secovi-PR, mostram que 26% dos moradores de Curitiba vivem hoje em imóveis alugados. No primeiro trimestre de 2026, a média de Locação Sobre a Oferta (LSO) residencial na capital foi de 23,7%, com destaque para apartamentos de um e dois dormitórios.

De acordo com Leonardo Baggio, vice-presidente do Inpespar, Curitiba possui uma demanda consistente por locação, especialmente nas regiões centrais da cidade, mas destaca a necessidade de acompanhar o comportamento desses ativos ao longo do tempo.

“Curitiba mantém atratividade para locação e investimento, principalmente em áreas centrais. Mas o comportamento dos compactos precisa ser acompanhado com atenção conforme esse volume de unidades for entregue ao mercado”, afirma.

Presidente da ADEMI-PR, Maria Eugenia Fornea acrescenta que a preocupação do setor deixa de estar apenas no lançamento e passa a considerar a operação desses empreendimentos após a entrega.

“Já é o terceiro trimestre em que o volume de compactos chama atenção. Quando cruzamos esses dados com os levantamentos relacionados à locação, percebemos um possível descompasso entre o ritmo de lançamentos e a demanda efetiva, especialmente no segmento compacto”, afirma.

Segundo ela, o debate entre ADEMI-PR e Secovi-PR passou a considerar de forma mais direta o funcionamento dos condomínios voltados ao short stay e ao investimento imobiliário.

“Existe uma preocupação sobre como esses empreendimentos vão operar após a entrega, considerando o volume significativo de apartamentos compactos com foco em renda. As entidades estão se antecipando para estimular planejamento dentro das incorporadoras e administradoras de condomínio”, sinaliza. “A preocupação do setor agora passa a considerar não apenas a absorção dessas unidades, mas também o funcionamento dos empreendimentos no médio e longo prazo”, acrescenta.

Vendas acompanham crescimento e reforçam confiança no mercado

Os indicadores de vendas em Curitiba também apresentaram crescimento no primeiro trimestre. A Venda de Usados Sobre a Oferta (VUSO) residencial foi de 4,3%, com destaque para apartamentos de dois e três dormitórios.

No segmento comercial, o índice avançou 0,9%, enquanto a comercialização de terrenos cresceu 2,1% no período. O financiamento esteve presente em 69,2% das negociações realizadas.

Vice-presidente de Lançamentos e Comercialização Imobiliária do Secovi-PR, Josué Pedro de Souza avalia que os números reforçam um ambiente positivo para o setor.

“A combinação entre aumento na compra de terrenos e financiamento elevado sinaliza um mercado em fase de aceleração e com boas perspectivas para os próximos meses”, afirma.

O movimento também impactou os preços dos imóveis e a arrecadação municipal com ITBI, que apresentou crescimento no primeiro trimestre.

Short stay muda dinâmica dos condomínios

O crescimento dos compactos e da locação por curta duração tem levado a gestão condominial para o centro das discussões do setor. Questões como segurança, controle de acesso, regras internas, desgaste acelerado das áreas comuns e convivência entre moradores e usuários temporários passaram a exigir novas estruturas de operação.

Para Beatriz Mello, diretora de fornecedores da ADEMI-PR e executiva com atuação em gestão condominial, a preparação dos empreendimentos precisa começar ainda na concepção dos projetos.

“É muito importante que incorporadoras, construtoras, arquitetos e engenheiros estejam atentos a quem vai cuidar desses empreendimentos, síndicos profissionais, síndicos moradores, administradores de condomínio, terceirizados, todos orbitando o condomínio e entendendo como funciona essa modalidade de locação para que a gente possa criar harmonia e muita manutenção preventiva nos condomínios que utilizem dessa modalidade”, afirma.

Segundo representantes do setor, um dos principais pontos de tensão hoje está na regulamentação interna dos condomínios, especialmente na relação entre proprietários moradores e investidores que utilizam as unidades para short stay.

No Secovi-PR, a avaliação é de que o modelo exige adaptação operacional contínua por parte das administradoras e síndicos, principalmente em empreendimentos com alta rotatividade de usuários.

Mercado mantém ritmo de absorção

A pesquisa apresentada pela ADEMI-PR também aponta estabilidade da intenção de compra em Curitiba nos últimos dois anos, hoje em 49%, enquanto a necessidade imediata de aquisição perdeu força após um ciclo intenso de vendas e troca de imóveis nos últimos anos. Atualmente, 26% dos moradores da capital vivem em imóveis alugados.

Mesmo com o elevado volume de compactos, o mercado mantém velocidade considerada saudável. Curitiba possui hoje cerca de 10,6 mil unidades em estoque, com potencial de escoamento inferior a 12 meses, índice acima da média nacional.