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Além da higiene bucal: mitos e verdades sobre o mau hálito

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Problemas respiratórios e de garganta podem estar por trás do incômodo

O mau hálito é um problema que vai muito além da saúde física: afeta a autoestima e prejudica as relações sociais. Quando o odor desagradável surge, a primeira reação costuma ser caprichar na escovação ou culpar o estômago. No entanto, o caminho para o diagnóstico correto pode ser diferente. O otorrinolaringologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Henrique Furlan, elencou alguns mitos e verdades sobre o mau hálito.

Problemas estomacais são as principais causas do mau hálito: MITO

Muita gente acredita que o mau hálito vem do estômago, mas isso quase sempre é um mito. Na maioria dos casos, o problema não está no estômago, mas sim na própria boca. As causas mais frequentes incluem a saburra lingual (aquela camada esbranquiçada no fundo da língua), doenças na gengiva e o acúmulo de placa bacteriana nos dentes. “Essas situações fazem com que bactérias quebrem proteínas e aminoácidos presentes na saliva e nos restos de alimentos, gerando gases com enxofre, que têm cheiro forte. Essas substâncias são as verdadeiras responsáveis pelo odor característico da halitose”, explica Furlan, que reforça a importância da higiene bucal completa para evitar esses problemas, com o uso diário do fio dental e a escovação na língua.

Problemas respiratórios também podem causar mau hálito: VERDADE

Se o dentista atestar que a saúde bucal está em dia, o problema pode estar no sistema respiratório. Doenças das vias aéreas superiores contribuem diretamente para a alteração do hálito por meio de diversos mecanismos fisiopatológicos. De acordo com o especialista, em quadros de rinite e sinusite, por exemplo, ocorre um fenômeno chamado gotejamento pós-nasal, em que a secreção excessiva do nariz escorre pela parte de trás da garganta. “Esse muco carrega proteínas e células inflamatórias que alimentam as bactérias da boca, intensificando a produção de odores desagradáveis. Além disso, as inflamações persistentes no nariz também podem alterar a flora natural das vias aéreas, contribuindo para o mau hálito”, detalha.

Outro fator mecânico importante é a respiração bucal. Pacientes com o nariz entupido tendem a respirar pela boca, o que provoca o ressecamento da mucosa, condição chamada xerostomia. “A saliva tem a função essencial de lavar a cavidade oral, controlar as bactérias e neutralizar odores. Quando a boca fica seca, a proliferação bacteriana aumenta drasticamente, agravando significativamente o mau hálito”, completa Furlan. Para prevenir a halitose causada por problemas respiratórios, é fundamental consultar um especialista para investigar a causa do problema e realizar o tratamento, além de manter a higiene bucal reforçada.

Aquelas “bolinhas brancas” na garganta podem ser a raiz do problema: VERDADE

Algumas pessoas notam a formação de pequenas bolinhas esbranquiçadas ou amareladas na garganta, acompanhadas de um cheiro extremamente forte. Trata-se dos cáseos amigdalianos, que se formam nas cavidades das amígdalas. Os cáseos não são apenas restos de comida, mas um acúmulo de material orgânico que inclui células descamadas, bactérias e muco. O otorrinolaringologista revela que essas cavidades amigdalianas criam um ambiente perfeito, escuro e com baixa oxigenação, para que as bactérias atuem continuamente, gerando compostos malcheirosos. “É por isso que pacientes que sofrem com cáseos amigdalianos frequentemente relatam um gosto ruim constante na boca, uma sensação incômoda de corpo estranho na garganta e a eliminação dessas bolinhas de odor intenso”, aponta.

O tratamento contra os cáseos pode ser realizado por meio de uma higiene bucal completa, incluindo gargarejos com água morna e sal, que podem ajudar a soltar as bolinhas e reduzir a inflamação. Além disso, caso a higiene bucal não seja o suficiente, os cáseos podem ser removidos manualmente por um otorrinolaringologista.

Mascar chiclete elimina o mau hálito: MITO

A goma de mascar pode, sim, mascarar o mau hálito, mas não por muito tempo. Normalmente, após alguns minutos, o chiclete perde o sabor e o aroma. Se a pessoa estiver com halitose, após esse curto período, o mau hálito volta. “A goma de mascar não resolve o problema, e, se for um chiclete com açúcar, pode até piorar a halitose, pois as bactérias presentes na boca se alimentam de açúcares, contribuindo para a produção de substâncias que podem aumentar o mau cheiro”, detalha Furlan. Ele aponta que chicletes sem açúcar podem ter efeito temporário, por estimular a salivação, mas não tratam a causa.

Se a higiene bucal está adequada e o odor continua, o problema não tem solução: MITO

É fundamental saber identificar os sinais de que a halitose deixou de ser uma questão odontológica e passou a ser otorrinolaringológica. O mau hálito persistente, mesmo após uma higiene oral rigorosa, é o primeiro sinal de alerta. O problema tem solução, desde que o profissional competente seja consultado para investigar a raiz do distúrbio. “O paciente deve observar se a halitose está acompanhada de sintomas como congestão nasal frequente, dor ou pressão no rosto, boca constantemente seca e amigdalites de repetição. Nesses cenários, a avaliação de um médico otorrinolaringologista é indispensável, pois a origem do odor crônico pode estar escondida nas amígdalas, na cavidade nasal ou nos seios da face”, alerta o especialista.

Cirurgia para remover amígdalas é o primeiro passo para acabar com o problema: MITO

Com o diagnóstico em mãos, muitas pessoas acreditam que a única saída para os cáseos (as “bolinhas” nas amígdalas) e para o mau hálito de origem na garganta é a mesa de cirurgia. A retirada das amígdalas (amigdalectomia) não é o tratamento inicial e costuma ser indicada como último recurso, visto que a medicina atual prioriza uma abordagem mais voltada à mudança de hábitos e tratamentos clínicos. De acordo com Furlan, o tratamento inicial é focado na higiene da boca e da garganta, lavagem nasal com soro, uso de medicamentos específicos para rinite ou sinusite (quando necessário) e limpeza das cavidades das amígdalas, onde os cáseos se formam. “A cirurgia é considerada apenas em casos extremamente específicos, como em pacientes com mau hálito muito forte que não melhora com tratamento, formação contínua de cáseos ou amigdalites crônicas que impactem drasticamente a qualidade de vida”, finaliza.

Independentemente da causa, a prevenção ainda é o melhor remédio. Manter o corpo hidratado, tratar doenças gengivais, controlar alergias respiratórias e limpar a língua diariamente são passos simples que garantem não apenas um bom hálito, mas a saúde integral do organismo.

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia robótica e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS e com a certificação de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA) nível 3. Está orientado pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.

Com commodities em alta, Campo Mourão vive novo ciclo de crescimento e impulsiona a construção civil

Produção agrícola nacional superou os 11% no ano passado em comparação a 2024. Cidades com perfil agropecuário sentem os reflexos positivos e viram polo de novos investimentos em setores estratégicos como o imobiliário

O bom momento das commodities agrícolas no Brasil tem gerado reflexos diretos em cidades com forte vocação agroindustrial, e Campo Mourão, no noroeste do Paraná, desponta como um dos principais exemplos desse movimento. Com uma economia ancorada na produção de grãos, aves e suínos, o município vem colhendo os frutos de um cenário internacional favorável, que fortalece cooperativas, amplia a circulação de renda e estimula investimentos em diferentes setores. Esse dinamismo se soma a características locais já consolidadas, como planejamento urbano eficiente, qualidade de vida e papel de destaque como polo educacional e de serviços, criando um ambiente propício para o crescimento sustentável.

O avanço de mais de 11% do setor agropecuário em 2025 tem impulsionado diretamente a construção civil em cidades com forte vocação agrícola. O segmento ganha força diante do aumento da demanda por moradia e da maior capacidade de investimento da população. Nesse contexto, construtoras como a Pride vêm ampliando sua atuação na cidade, confirmando novos aportes e reforçando a confiança no potencial de expansão de Campo Mourão. “Identificamos no município um ambiente favorável à expansão, impulsionado tanto pela demanda habitacional quanto pelo interesse das famílias em conquistar a casa própria”, afirma a diretora comercial da Pride, Vevianne Jacques.

 Expansão acelerada e efeito multiplicador na economia

A trajetória recente da Pride em Campo Mourão ilustra de forma clara esse ciclo virtuoso. O primeiro empreendimento, o residencial Marbella, lançado em junho de 2024, registrou desempenho expressivo, com todas as unidades vendidas, e que terá entrega antecipada, em julho de 2026. O resultado não apenas confirmou a demanda reprimida por habitação planejada, como também sinalizou um ambiente favorável para novos investimentos. “O desempenho inicial reforça nossa confiança no mercado local e mostrou que havia espaço para ampliar nossa atuação na cidade”, destaca Vevianne.

Na sequência, em setembro de 2024, a construtora lançou um segundo residencial, o Sevilha,  ampliando sua presença e consolidando sua estratégia voltada a famílias que buscam a realização do sonho da casa própria. Este empreendimento também terá entrega antecipada, ainda em 2026, e está com 100% das unidades vendidas. Agora, com a confirmação de um terceiro projeto, que será lançado no dia 9 de abril, a empresa reforça o entendimento de que Campo Mourão vive um momento diferenciado. “A continuidade dos investimentos reflete a resposta positiva do público e o potencial de crescimento que enxergamos no município”, completa a executiva.

Além de atender à demanda habitacional, os empreendimentos têm impacto direto nas operações da própria construtora, que amplia sua participação na cidade, gerando empregos. Cada nova obra mobiliza fornecedores, prestadores de serviço e mão de obra, contribuindo para a dinamização da economia. “Cada novo projeto movimenta diferentes setores, amplia oportunidades de emprego e renda e reforça o compromisso da Pride em crescer junto com Campo Mourão”, afirma Vevianne Jacques.

Empreendimentos da Pride em Campo Mourão

Os três residenciais da Pride em Campo Mourão seguem um padrão voltado à acessibilidade às novas moradias e qualidade de vida, com unidades de dois quartos, áreas comuns que são um convite ao lazer para toda família. Eles se enquadram ainda em programas habitacionais que facilitam o acesso ao crédito, como o Minha Casa, Minha Vida e o Casa Fácil Paraná, ambos com benefícios que aproximam às famílias de realizar o sonho da casa própria.

Sobre a Pride

Em 2026, a Pride Construtora completa 14 anos de atuação no mercado imobiliário, com mais de 4 mil unidades entregues em diversas cidades do Paraná. Além de contribuir com a economia do estado, gerando empregos e rendas, a empresa mantém o foco em empreendimentos voltados tanto para investidores quanto para famílias que desejam conquistar a casa própria, buscando desenvolver projetos alinhados às diferentes realidades e necessidades dos clientes.

Gestão empresarial com IA deixou de ser tendência e se tornou ferramenta estratégica

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Imersão em Curitiba mostra, na prática, como aplicar inteligência artificial para aumentar produtividade, reduzir erros e melhorar resultados

A aplicação da Inteligência Artificial na gestão deixou de ser tendência para se tornar ferramenta estratégica nas empresas brasileiras. No dia 11 de abril, empresários, gestores e profissionais liberais terão a oportunidade de entender, na prática, como utilizar essa tecnologia para organizar processos, ganhar eficiência e tomar decisões mais assertivas durante a Imersão “IA para Gestão & Negócios”, conduzida pelo consultor Bruno Castro, da B.Castro Consultoria.

O encontro será realizado no IBQP (Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade), próximo ao Jardim Botânico, das 9h00 às 17h, com coffee de recepção a partir das 8h30 e estacionamento disponível para os participantes. A proposta é oferecer um dia totalmente voltado à aplicação real de ferramentas e metodologia, saindo do discurso teórico para a implementação prática.

Segundo Bruno Castro, consultor em Processos, Tecnologia e Mentalidade, muitas empresas ainda utilizam a inteligência artificial de forma superficial. “A IA não é apenas para criar textos ou automatizar respostas. Quando aplicada à gestão, ela ajuda a mapear gargalos, padronizar processos, analisar dados e apoiar decisões estratégicas com base em informação concreta”, afirma.

Estudos recentes indicam que empresas que adotam soluções de automação e análise inteligente conseguem elevar a produtividade em dois dígitos percentuais, além de reduzir falhas operacionais. Para Bruno, o maior erro é acreditar que a tecnologia substitui liderança. “A inteligência artificial potencializa a gestão, mas precisa de direção clara, metas definidas e cultura organizacional alinhada. Sem isso, vira só mais uma ferramenta subutilizada”, destaca.

A imersão também aborda mentalidade empresarial, estruturação de processos e integração entre tecnologia e estratégia, três pilares que sustentam o crescimento consistente. “O empresário precisa entender que gestão é método. A IA acelera resultados quando existe organização. Caso contrário, ela apenas digitaliza o caos”, pontua.

O evento é voltado para quem deseja sair com um plano de ação estruturado, aplicável imediatamente na rotina da empresa. As informações completas sobre programação, investimento e inscrição estão disponíveis na página oficial: https://bcastro-gestao-ia.lovable.app

Serviço: B.Castro Consultoria

Bruno Castro

Consultor em Processos, Tecnologia e Mentalidade

(41) 99952 8310

@bcastro.consultoria

comercial@bcastroconsultoria.com

https://gruposavel.com.br

Imersão IA para Gestão & Negócios – 11 de abril, das 9h00 às 17h

Local: IBQP, próximo ao Jardim Botânico, Curitiba, Paraná.

Quando o INSS muda o benefício

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Qual benefício do INSS se aplica a cada situação e por que essa diferença impacta diretamente o valor e a duração do amparo

Mais de 4,1 milhões de benefícios por incapacidade temporária foram concedidos pelo INSS no Brasil em 2025. O número representa um aumento de cerca de 15% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Esse cenário revela não apenas o crescimento dos afastamentos por saúde, mas também o quanto ainda existem dúvidas sobre qual benefício é devido em cada situação.

Entre os benefícios que mais geram confusão estão o benefício por incapacidade temporária, ainda popularmente conhecido como auxílio-doença, e a aposentadoria por incapacidade permanente. Após a Reforma da Previdência, essa distinção se tornou ainda mais relevante. E aqui está um ponto importante: não se trata apenas de nomes diferentes. Estamos falando de impactos diretos no valor recebido e no tempo de proteção do segurado.

De forma objetiva, o benefício por incapacidade temporária é destinado ao trabalhador que se encontra impossibilitado de exercer sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos, mas que possui expectativa de recuperação e retorno ao trabalho. Já a aposentadoria por incapacidade permanente é concedida quando a perícia médica do INSS conclui que a incapacidade é total, definitiva e sem possibilidade de reabilitação para qualquer atividade que garanta a subsistência do segurado, conforme previsto nos arts. 42 e 59 da Lei nº 8.213/91.

“A diferença central está na natureza da incapacidade. No benefício temporário, existe a perspectiva de recuperação. Na aposentadoria, o entendimento é de incapacidade definitiva para o trabalho”, explica a Dra. Maiara Apaz, especialista em Direito da Saúde da Ozon & Tommasi Advogados. Segundo a especialista, a perícia médica é o momento decisivo, pois é nela que se define se a limitação é transitória ou irreversível.

A Reforma da Previdência, em vigor desde 2019, trouxe impactos relevantes especialmente no valor dos benefícios. O benefício por incapacidade temporária permanece calculado com base em 91% da média dos salários de contribuição, observados os limites legais. Já a aposentadoria por incapacidade permanente, na regra geral, passou a corresponder a 60% da média de todos os salários, com acréscimos de 2% ao ano que exceder 20 anos de contribuição para homens e 15 anos para mulheres. Há exceção nos casos de acidente de trabalho, doença profissional ou do trabalho, em que o benefício pode atingir 100% da média.

Na prática, isso gera uma situação que surpreende muitos segurados: em alguns casos, o valor da aposentadoria pode ser inferior ao benefício por incapacidade temporária anteriormente recebido. Trata-se de uma mudança significativa, já reconhecida na doutrina e aplicada reiteradamente na jurisprudência.

Outro ponto relevante é que esses benefícios não são estáticos. É comum que o benefício por incapacidade temporária seja concedido inicialmente e, diante da evolução do quadro clínico ou da constatação de incapacidade definitiva, seja convertido em aposentadoria por incapacidade permanente. Essa transição depende de nova avaliação pericial e de documentação médica consistente, atualizada e bem estruturada.

Nesse contexto, a organização documental deixa de ser um detalhe e passa a ser estratégia. Exames, relatórios médicos detalhados e histórico de tratamentos são elementos essenciais para demonstrar a real condição de saúde do segurado. Em casos de indeferimento ou concessão equivocada, a atuação jurídica especializada pode ser determinante para o reconhecimento do direito correto, inclusive com respaldo na jurisprudência dos Tribunais Regionais Federais e do Superior Tribunal de Justiça.

Em um sistema previdenciário cada vez mais técnico e rigoroso, informação é proteção. Compreender as diferenças entre os benefícios por incapacidade não apenas evita prejuízos financeiros, mas garante que o segurado receba o amparo adequado no momento em que mais precisa.

Serviço: Ozon & Tommasi Advogados

Dra. Maiara Apaz – OAB/PR 66.067

(41) 3022-1240 | (41) 98831-8630

@ozonetommasiprev

contato@aot.adv.br

www.aot.adv.br

Av. Visconde de Guarapuava, 2764, salas 704/706, Centro, Curitiba/PR

Selic reacende mercado

Relatório Focus sinaliza nova queda nas projeções de juros e reacende expectativas no crédito e no setor imobiliário

A projeção da taxa básica de juros voltou a cair nesta semana, de acordo com o Relatório Focus do Banco Central do Brasil. O movimento, ainda que gradual, já provoca reações no mercado financeiro e no comportamento de consumidores e investidores. Historicamente, a sinalização de juros menores altera decisões quase de forma imediata, principalmente em setores sensíveis ao crédito, como o imobiliário.

Quando o mercado começa a projetar redução na Selic, três movimentos tendem a acontecer quase simultaneamente: melhora nas condições de crédito, aumento da confiança do consumidor e retomada do interesse por ativos reais. Em um cenário em que o Brasil ainda convive com níveis elevados de endividamento das famílias, que segundo dados recentes da CNC ultrapassam 75%, qualquer alívio na taxa básica influencia diretamente o custo do financiamento e a disposição para novos compromissos financeiros.

Para o economista Noé Santiago da Anidea Soluções Financeiras, o efeito psicológico antecede o impacto prático. “O mercado não espera a queda efetiva da taxa para se movimentar. Quando o Relatório Focus sinaliza tendência de redução, bancos começam a recalibrar suas expectativas, investidores reavaliam portfólio e o consumidor passa a enxergar o crédito com menos receio”, afirma.

O mercado imobiliário costuma ser um dos primeiros a reagir. Em ciclos anteriores de queda da Selic, o volume de financiamentos imobiliários cresceu de forma consistente, impulsionado pela redução gradual das taxas praticadas pelos bancos. No Paraná, onde o setor da construção civil representa parcela relevante do PIB estadual e mantém milhares de empregos diretos e indiretos, o reflexo tende a ser rápido, especialmente em cidades como Curitiba, que mantêm demanda aquecida por imóveis residenciais e comerciais.

Segundo Noé Santiago, o imóvel volta a ocupar espaço estratégico nas carteiras. “Com juros menores, a renda fixa perde parte da atratividade e o investidor volta a olhar para ativos reais como proteção patrimonial. O imóvel combina segurança jurídica, potencial de valorização e geração de renda, características muito valorizadas em momentos de transição econômica”, destaca.

A expectativa é de que, ao longo dos próximos meses, o custo do financiamento acompanhe o novo ciclo projetado, favorecendo tanto quem deseja adquirir a casa própria quanto investidores que buscam reserva de valor. A consolidação desse movimento dependerá da trajetória da inflação e da estabilidade fiscal, mas o sinal emitido pelo mercado já indica mudança de direção.

Serviço: Anidea Soluções Financeiras 

Noé Santiago

Economista
41 9652-5524
@anidea.br

noe.santiago@anidea.com.br
https://anidea.com.br
Mal. Deodoro, 51 – Sala 205B – Centro, Curitiba/PR.

Saiba onde descartar material escolar usado durante todo o ano em Curitiba

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Iniciativa permanente recebe materiais de papel sem uso e destina itens à reciclagem, com recursos revertidos para projetos socioambientais

Cadernos, apostilas e livros que já não têm uso podem ter destinação correta ao longo de todo o ano em Curitiba. A campanha permanente de Logística Reversa do Colégio Positivo mantém pontos de coleta nas unidades da rede para o descarte adequado de materiais de papel, que são encaminhados à reciclagem e reinseridos na cadeia produtiva.

Em funcionamento desde 2018, a iniciativa já arrecadou mais de 96 toneladas de materiais e incentiva o descarte consciente de livros, agendas, revistas, cadernos e papéis limpos. Os materiais arrecadados são destinados a empresas especializadas, o que evita o descarte inadequado e possibilita o retorno desses itens ao ciclo produtivo. Os recursos obtidos com a venda são integralmente revertidos para projetos socioambientais desenvolvidos por alunos e professores em comunidades locais.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil perde cerca de R$ 38 bilhões por ano ao enterrar ou descartar em lixões materiais recicláveis que poderiam retornar à cadeia produtiva. Em média, cada brasileiro gera 1 quilo de lixo por dia, o equivalente a aproximadamente 380 quilos por ano. Apesar desse volume, apenas 8,3% dos resíduos urbanos são efetivamente reciclados, de acordo com dados da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema).

A gestão da iniciativa é acompanhada pelo Instituto Positivo, responsável por garantir a destinação correta dos materiais e a aplicação dos recursos. “A campanha cumpre um papel educativo e social importante na comunidade. Ao manter pontos de coleta disponíveis durante todo o ano letivo, a iniciativa reforça, na prática, que a logística reversa precisa fazer parte do cotidiano”, destaca o diretor-executivo dos colégios da Rede Positivo, Celso Hartmann.

Resultados

Desde o início da campanha, mais de 96 toneladas de materiais já foram arrecadadas, o equivalente a cerca de 128 mil livros. Entre os projetos beneficiados está a melhoria das instalações do Centro de Educação Infantil (CEI) Maria Cazetta, no bairro Uberaba. Em Ponta Grossa (PR), o CMEI Prof.ª Odette Cominato recebeu revitalização e um novo parquinho infantil.

Como participar

Moradores de Curitiba e região podem participar da campanha descartando os materiais nas caixas coletoras disponíveis em todas as unidades do Colégio Positivo na capital: Água Verde, Ângelo Sampaio, Boa Vista, Hauer, Jardim Ambiental, Júnior e Positivo International School, além da unidade Centro do Curso Positivo.

Incentivo à leitura literária é uma das prioridades do Grupo Positivo em 2026

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Iniciativas integram escolas, sistemas de ensino em municípios parceiros e investimento social para ampliar formação de leitores dentro e fora da sala de aula

Mais da metade dos brasileiros se declara não leitora. Nesse cenário, o Grupo Positivo passa a tratar a leitura como um eixo estratégico transversal em suas frentes educacionais e sociais. A iniciativa envolve as três empresas educacionais do grupo — Colégios da Rede Positivo, Curso Positivo e Aprende Brasil Educação — e ganha novo impulso com o Instituto Positivo, que assume oficialmente o incentivo à leitura literária como um de seus pilares prioritários de atuação.

O movimento articula práticas pedagógicas, projetos culturais, campanhas de engajamento e ações de impacto social, conectando o estímulo à leitura tanto no ambiente escolar quanto nas comunidades.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL) e divulgada no final de 2024, 53% da população não leram sequer parte de um livro nos três meses anteriores ao levantamento, incluindo obras didáticas ou religiosas. O dado se agrava quando se observa a leitura de livros inteiros: 73% dos brasileiros, ou 148 milhões de pessoas, não concluíram nenhuma leitura nesse período. Os estados com os maiores índices de leitores são Santa Catarina, com 64%, seguido por Paraná e Ceará, ambos com 54%.

Nos Colégios da Rede Positivo, a leitura foi formalizada como compromisso institucional com o lançamento do Manifesto pela Leitura Transformadora. A iniciativa impacta mais de 19 mil alunos em 22 unidades no Paraná, Santa Catarina e São Paulo e estabelece medidas concretas, como a criação de um horário exclusivo para leitura por prazer — são 20 minutos diários no Ensino Fundamental e 30 minutos semanais no Ensino Médio.

O movimento é fortalecido pelo programa pedagógico Virando a Página, integrado ao currículo de todos os segmentos, que inclui estações literárias nos espaços escolares, feiras do livro e projetos de engajamento familiar, além do acompanhamento sistemático de indicadores de leitura. “Em um contexto cada vez mais digital e acelerado, cultivar o prazer pela leitura amplia repertórios, fortalece vínculos e prepara os alunos para interpretar e transformar a realidade”, pontua o diretor-executivo dos Colégios da Rede Positivo, Celso Hartmann.

Já no Curso Positivo, a leitura é tratada como competência estratégica para os vestibulares e o Enem, diante da exigência crescente de interpretação de textos e de repertório cultural. Em 2025, a instituição realizou sua primeira Feira do Livro, com arrecadação de mais de 400 exemplares selecionados e recomendados pelos próprios alunos. Para 2026, estão previstas a ampliação da iniciativa e a implantação de um projeto de leitura guiada, no qual professores de Redação e Língua Portuguesa conduzirão grupos semanais de discussão de obras escolhidas pelos estudantes. 

Para o diretor-executivo do Curso Positivo, Alceu Gnoatto, a leitura é fundamental para o estudante, tanto para acompanhar as aulas quanto para interpretar o mundo. “Nos processos seletivos, essa vivência impacta diretamente o desempenho, especialmente na redação, mas também nas áreas de exatas, nas quais a leitura crítica é decisiva. Além disso, o hábito de ler fortalece o foco, a disciplina e a autonomia”, pontua.

Na Aprende Brasil Educação, que atua em parceria com redes públicas municipais em todo o país, o projeto Além da Narrativa se destaca por oferecer aos estudantes kits de literatura infantil e juvenil, acompanhados de percursos de leitura e de materiais de apoio. O objetivo é fortalecer o trabalho estruturado de compreensão, interpretação e produção textual nas escolas públicas dos municípios parceiros.

Além disso, o incentivo à leitura está incorporado às soluções didáticas da Educação Infantil ao 9º ano. As propostas incluem atividades baseadas em diferentes gêneros textuais e sugestões sistematizadas de leitura nos Manuais do Professor, bem como em obras que compõem os materiais, especialmente na educação infantil, potencializadas por formações conduzidas pela Assessoria Pedagógica. “Nossas propostas favorecem a criatividade, a linguagem e o vocabulário, além de fortalecer valores e vínculos. Ao longo da jornada escolar, a leitura impacta diretamente a compreensão dos conteúdos, a retenção de informações e o interesse por conhecer mais sobre o mundo”, explica o diretor-executivo da Aprende Brasil Educação, Fábio de Oliveira.

Em 2026, o Instituto Positivo passa a assumir o incentivo à leitura literária como um de seus pilares estratégicos, ampliando sua atuação no investimento social. A nova fase foi marcada pela inauguração do primeiro Canto de Leitura na comunidade do Parolin, em Curitiba, espaço mantido permanentemente pelo Instituto e estruturado para funcionar como minibiblioteca aberta à comunidade. A iniciativa integra um plano de expansão que prevê a implantação de novos espaços em instituições sociais e escolas públicas. Paralelamente, o Instituto lançou a coleção gratuita Um Convite à Leitura, com cartilhas assinadas por especialistas sobre contação de histórias, neurociência da leitura e leitura compartilhada. Outra iniciativa é o Programa Ler Transforma, videocast disponível no YouTube, que reúne conversas com autores, educadores e mediadores de leitura.

A estratégia também inclui a ampliação do voluntariado corporativo, com formação de mediadores e ações em escolas públicas e hospitais do SUS, consolidando uma política permanente de fomento à leitura que articula a atuação territorial, o engajamento de colaboradores e o acesso qualificado ao livro. “Estamos estruturando uma rede de incentivo à leitura que conecta especialistas, educadores e comunidades. Queremos recolocar a leitura literária no centro da vida das pessoas. O acesso ao livro precisa ser cotidiano e afetivo, especialmente nas comunidades mais vulneráveis”, afirma a pesquisadora do Instituto Positivo, Maíra Weber.

Empresa paranaense cresce 14% e aposta em novos nichos para manter ritmo

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A paranaense BRW Suprimentos encerrou 2025 registrando crescimento de 14% na receita líquida. O resultado foi alcançado com manutenção da rentabilidade e da geração de caixa, em meio a um cenário marcado por juros elevados, inflação persistente e aumento da inadimplência no país. A empresa realizou, ao longo do ano, investimentos estruturais relevantes, como o início da construção de uma nova sede de 16 mil m², o que ampliou a demanda por capital de giro em um ambiente de crédito mais caro.

Segundo o fundador e CEO da BRW, Bruno Borgonovo, a combinação de disciplina financeira e eficiência operacional foi central para atravessar 2025 sem deterioração da estrutura de capital. A companhia reforçou o controle do caixa e priorizou o planejamento dos investimentos, preservando a liquidez mesmo com aportes em expansão física, em tecnologia e no portfólio.

Um dos principais desafios, conforme relata Borgonovo, foi a empresa ter iniciado o ano com estoques acima do nível ideal, exigindo gestão intensiva ao longo dos meses para a redução desses volumes. O processo resultou em geração de caixa expressiva, em um contexto de juros elevados, e motivou a criação de um departamento de planejamento integrado de vendas e operações (Sales and Operations Planning – S&OP), voltado para o aumento da previsibilidade da demanda e das compras.

Governança e planejamento
Em 2025, a BRW concluiu uma revisão completa do planejamento estratégico de cinco anos, estruturada em ciclos anuais de atualização. A companhia afirma ter alcançado elevado nível de maturidade em governança corporativa, com foco na agilidade da tomada de decisão e na flexibilidade para ajustes de rota.

De acordo com Borgonovo, as mudanças na governança, na inovação e na estrutura organizacional implementadas em 2025 são consideradas determinantes para a trajetória esperada da empresa nos próximos anos. A direção projeta a manutenção do crescimento, com foco na rentabilidade e na estrutura de gestão alinhada à visão de longo prazo.

Mercado de papelarias e material escolar
Estimativas da GfK Retail and Technology indicam que o mercado brasileiro de material escolar movimentou cerca de R$ 49,3 bilhões em 2025, com crescimento acumulado de 43,7% em quatro anos. O avanço foi impulsionado principalmente pela alta de preços e pelas listas de compras mais extensas. Um estudo da Associação Brasileira da Indústria de Artigos de Escritório e Escolar (ABFIA) estima que os gastos com material escolar devam alcançar R$ 53 bilhões em 2026, representando avanço entre 3% e 6% em relação ao ano anterior.

Apesar da expansão em valor, análises de mercado apontam que o setor opera com crescimento moderado em volume. Projeções da consultoria NielsenIQ indicam alta de cerca de 2,7% em 2025, após queda de 8,2% em 2024, com possibilidade de novo recuo, próximo de 5,9% em 2026 no número de itens vendidos. 

Estimativas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, e do Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), da FGV, indicam ainda que a inflação de material escolar acumulada entre 2023 e 2026 se aproxima de 30%. O índice supera a inflação oficial do período e é influenciado pelos custos de papel, pelos insumos importados e pela logística.

O impacto é mais evidente nas regiões Norte e Nordeste. Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base em dados da POF/IBGE, mostra que o gasto com material escolar consumiu até 40% da renda familiar mensal no início do ano letivo de 2025 em algumas faixas de renda. Nesse cenário, famílias passaram a adotar estratégias como a reutilização de materiais, a compra em grupo e a aquisição de kits reduzidos.

Portfólio, canais e tendências
No recorte de canais, o período de volta às aulas permanece como principal motor de vendas. As estratégias de vendas incluem a expansão de produtos de apelo estético e criativo, conhecidos popularmente como “papelaria fofa”, além do crescimento de itens inclusivos voltados a crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e transtorno do espectro autista (TEA). Também há o fortalecimento de modelos híbridos, que combinam lojas físicas de bairro com vendas on-line e o uso de redes sociais para divulgação de produtos.

Estratégia operacional e de portfólio
Na BRW, 2025 foi marcado pela ampliação do portfólio, com o lançamento de mais de 240 novos produtos. Entre as novidades, destacam-se a coleção Infinity, linha de papelaria em formatos grandes, e a marca de brinquedos educativos Dipedu, que consolidou a entrada da empresa em um novo segmento. A companhia também reforçou a presença em utilidades domésticas, com a criação de uma equipe de vendas dedicada a esse canal.

No campo operacional, a BRW direcionou esforços para a automação e digitalização. A empresa ampliou o uso de inteligência artificial (IA) em áreas estratégicas e implementou a plataforma SalesForce para gestão comercial, com foco na maior visibilidade das operações e no aprimoramento do desempenho da equipe de vendas. Na logística, avançou com a implantação de uma linha de separação de pedidos com tecnologia de separação guiada por luz (Picking by Light), que, segundo a própria empresa, pode proporcionar ganho de até quatro vezes em produtividade.

A BRW também lançou o Clube BRW, um programa de fidelidade baseado em cashbacks e benefícios exclusivos para clientes que mantêm regularidade de compras. Segundo a companhia, a iniciativa busca fortalecer o relacionamento com distribuidores e varejistas e ampliar a recorrência de pedidos.

Perspectivas para 2026
Para 2026, Borgonovo projeta crescimento de 20% na receita líquida das operações atuais, além de um incremento adicional de 5% proveniente de novos negócios já planejados. A mudança para a nova sede, prevista para abril, é apontada como um marco de expansão e modernização, com impacto direto na capacidade operacional e na organização interna.

O CEO acrescenta que, nos próximos cinco anos, a companhia espera alcançar um novo patamar de maturidade e desempenho, tanto nos resultados financeiros quanto na gestão. As decisões tomadas em 2025, especialmente nas áreas de governança, inovação e estrutura organizacional, são apontadas como determinantes dessa trajetória.

Sobre a BRW Suprimentos

Há 17 anos, a BRW Suprimentos tem se destacado ao oferecer soluções inovadoras e criativas para os segmentos educacional, corporativo e artístico, inspirando e despertando a criatividade nas pessoas. Com atuação no Brasil, na Bolívia, no Paraguai, na Argentina e no Uruguai, a marca paranaense é referência no mercado, oferecendo produtos que antecipam as tendências. O portfólio atual conta com mais de 2 mil itens disponíveis em mais de 20 mil pontos de venda.

Projeto de estudantes do Ensino Médio propõe jardins flutuantes para recuperação de lagos urbanos

Um projeto desenvolvido por estudantes do Ensino Médio em Londrina (PR) apresenta uma alternativa sustentável e de baixo custo para a despoluição de lagos urbanos. A proposta, chamada Garden EcoFlut, utiliza jardins flutuantes com sistema de biofiltração natural para melhorar a qualidade da água e restaurar ecossistemas aquáticos.

O modelo consiste em módulos flutuantes de um metro quadrado, construídos com materiais reutilizados, como madeira e garrafas plásticas, reduzindo custos e impactos ambientais. A iniciativa foi criada pelos estudantes Gustavo Campos e Sofia Gastaldim, que começaram a desenvolver a ideia no 9º ano do Ensino Fundamental, em 2025, no Colégio Positivo – Londrina.

Em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente os de Vida na Água e de Energia Limpa e Acessível, a iniciativa oferece uma saída prática e eficiente para a limpeza da água. “A ideia foi inspirada em um problema enfrentado no Lago Igapó, que é um cartão postal de Londrina, mas pode ser replicada em outros locais da cidade e do mundo”, explica Sofia.

O projeto

A proposta consiste em criar estruturas flutuantes sustentáveis, feitas com materiais de baixo custo. Sobre essa base, os alunos projetaram um sistema de biofiltração em camadas, composto por argila expandida, areia, carvão ativado e plantas aquáticas, como aguapé, caniço, junco.

Cada camada desempenha um papel importante no processo de limpeza da água. A argila expandida retém partículas maiores e abriga microrganismos benéficos; a areia realiza a filtragem fina e reduz a turbidez; o carvão absorve poluentes dissolvidos e toxinas; e as plantas aquáticas completam o processo, absorvendo nutrientes e poluentes diretamente da água.

O resultado é um ciclo natural e contínuo de purificação, que melhora a qualidade da água, elimina odores e devolve a vitalidade ao ambiente. Além do impacto ambiental, o sistema inclui sensores para medir o pH, a temperatura e a oxigenação, permitindo acompanhar os resultados em tempo real e ampliar o potencial científico do projeto. “A ideia dos jardins flutuantes é sustentável, bonita e acessível. Pode ser aplicada em diferentes contextos e escalas, contribuindo para a recuperação de lagos e rios no mundo todo”, destacam os estudantes.

Estruturas semelhantes já eram utilizadas pela civilização asteca no século XIV, nas chamadas chinampas, usadas para cultivo agrícola em áreas alagadas. Alguns dos mais famosos jardins flutuantes atuais são o de Dal Lake, na Índia, e do rio Chicago, nos Estados Unidos.

O projeto Garden EcoFlut faz parte da pré-incubadora da instituição, ambiente de formação empreendedora que permite aos alunos percorrer todas as etapas da inovação, do diagnóstico à prototipagem e validação. Com a mentoria dos professores biólogos Juliana Coppi e João Danillo Soares, os estudantes estruturaram tecnicamente a proposta e testaram sua viabilidade.

A escola é atualmente a única instituição privada do Paraná credenciada pelo Sistema Estadual de Ambientes Promotores de Inovação (Separtec), voltado ao estímulo do protagonismo estudantil e da educação empreendedora. “Quando levamos ideias como essa para o ambiente educacional, mostramos aos estudantes que ciência, inovação e responsabilidade ambiental caminham juntas”, aponta a professora Juliana.

Cenário brasileiro

O Brasil possui um histórico preocupante no tratamento de água e saneamento básico. Segundo o estudo Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil de 2025, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, ainda há aproximadamente 34 milhões de brasileiros que não acessam sistemas formais de água e mais de 90 milhões sem coleta e tratamento de esgotos (dados de 2023).

Outro problema é a água tratada perdida, ou seja, desperdiçada por vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados. A água perdida poderia abastecer 54 milhões de brasileiros por um ano, de acordo com o Instituto.

Esforço que traz resultados

A iniciativa dos estudantes garantiu uma posição de destaque: o Garden EcoFlut foi vencedor do 2º Smart Cities Hackathon – edição Turismo Inteligente, realizado durante o Festival Internacional de Inovação de Londrina. A maratona reuniu 80 participantes, organizados em 23 equipes, a maioria formada por universitários. Com a conquista, os estudantes receberam incubação e aceleração em diversos ambientes, como UEL, IBM e PUC, além de mentorias, trilhas de capacitação e premiação de R$ 3 mil.

A equipe também já participou da final estadual do Desafio Liga Jovem 2025, a maior competição nacional de empreendedorismo e tecnologia estudantil, organizada pelo Sebrae. Agora, os estudantes foram aprovados na primeira etapa de seleção do Hackathon Smart Agro 2026, concurso de inovação na área da biotecnologia. A edição deste ano tem como tema “Transforme sua Pesquisa em uma Startup”.

“O Lago Igapó é um patrimônio da nossa cidade. Cuidar dele é cuidar de Londrina. Com o Garden EcoFlut, queremos mostrar que pequenas ideias podem gerar grandes transformações”, finalizam os estudantes.

Paraná é o primeiro estado do Brasil a integrar dados de mais de 300 municípios na Wikitravel

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Paraná é o primeiro estado do Brasil a integrar dados de mais de 300 municípios na Wikitravel

Iniciativa posiciona o estado como modelo na adoção de tecnologia para gestão e promoção turística

A Federação das Instâncias de Governança Regional do Turismo do Paraná (FEIGTUR‑PR) acaba de oficializar uma parceria para utilizar a tecnologia Wikitravel.ai como plataforma oficial de informações turísticas do estado. Com a decisão, o Paraná torna-se o primeiro estado brasileiro a integrar oficialmente e de forma completa o inventário das 18 Instâncias de Governança Regional (IGRs) em uma única ferramenta digital. 
 
O anúncio foi feito no início da tarde da última sexta-feira (27), em reunião paralela à programação da Smart City, fórum internacional de inovação urbana que aconteceu em Curitiba. Estela Mara Rosa, presidente da FEIGTUR‑PR, reforçou que a parceria envolve a incorporação de informações sobre mais de 300 municípios paranaenses à plataforma, reunindo dados sobre a estrutura e os atrativos turísticos. 
 
Desenvolvida pela TZ Systems, empresa do Grupo Schultz, a Wikitravel.ai é uma plataforma baseada em inteligência artificial que organiza e democratiza o acesso às informações turísticas. Com gestão direta dos destinos, os dados são organizados de forma padronizada, multilíngue e acessível ao público, o que transforma a plataforma em um repositório oficial de informações, acessível tanto para o viajante quanto para os profissionais do turismo.
 
Além disso, a iniciativa fortalece a governança compartilhada, prevista na Lei Geral do Turismo, e posiciona o Paraná como estado‑modelo na adoção da tecnologia para gestão e promoção turística. Presente ao anúncio oficial, Aroldo Schultz, CEO e fundador do Grupo Schultz e um dos idealizadores da Wikitravel, celebrou a parceria como uma importante ferramenta para o avanço estrutural do turismo. “O Paraná cumpriu integralmente a regionalização do turismo prevista na legislação”, destaca. “Ver uma solução desenvolvida no estado liderando esse processo é gratificante e mostra que a tecnologia pode apoiar a gestão pública e a promoção dos destinos de forma organizada”, afirmou. 
 
A adoção da Wikitravel.ai irá ampliar a visibilidade dos destinos paranaenses, incluindo os que são menos conhecidos, permitindo que pequenas e médias cidades passem a competir em igualdade de condições no ambiente digital. A expectativa é que o modelo seja replicado em outras unidades da federação, que já estão em processo de negociação, o que ampliará o alcance da iniciativa em nível nacional.
 
Sobre o Grupo Schultz

Criado há 40 anos, o Grupo Schultz é uma das mais completas empresas turísticas do Brasil, integrada pelas operações da Vital Card (seguro-viagem), Schultz Vistos (vistos de turismo, estudos, trabalho e negócios), TZ Seguros (corretora de seguros para empresas de turismo), TZ System (tecnologia), Schultz Portugal e Schultz Operadora. 

Além de sua sede, que está localizada em Curitiba, na capital paranaense, a empresa possui filiais e representantes nas principais cidades brasileiras.

Legenda da foto: Aroldo Schultz, CEO e fundador do Grupo Schultz e um dos idealizadores da Wikitravel, Estela Mara Rosa, presidente da FEIGTUR‑PR, e Edelar Luiz Comparin, atual presidente da ADETUR Rotas do Pinhão. Foto divulgação.