Home Blog Page 2

Agosto Dourado e sorriso saudável

0

Campanha reforça que os cuidados com a saúde bucal durante a gestação influenciam o desenvolvimento do bebê e ajudam a prevenir complicações para mãe e filho

O Agosto Dourado é conhecido nacionalmente por incentivar o aleitamento materno e conscientizar sobre a importância dos primeiros cuidados com o bebê. O que muitas famílias desconhecem é que a saúde bucal da gestante também faz parte desse processo e pode influenciar tanto a gravidez quanto os primeiros meses de vida da criança. O acompanhamento odontológico durante a gestação é considerado seguro e desempenha papel importante na prevenção de doenças que podem comprometer a saúde da mãe e do bebê.

Alterações hormonais típicas da gravidez aumentam a predisposição a problemas como gengivite, sangramentos e doença periodontal. Quando essas condições não são tratadas, podem desencadear inflamações capazes de afetar o organismo como um todo. Estudos científicos apontam associação entre doença periodontal e maior risco de parto prematuro e baixo peso ao nascer, reforçando a importância do pré-natal odontológico como parte dos cuidados integrais com a gestante.

Para a cirurgiã-dentista Dra. Bruna Rafaela Machado, da Bruna Rafaela Odontologia, o acompanhamento odontológico deve fazer parte da rotina do pré-natal. “Existe um mito de que a gestante não pode fazer tratamento odontológico, quando, na verdade, ela deve manter esse acompanhamento durante toda a gravidez. Cuidar da saúde bucal nesse período é cuidar da saúde da mãe e também oferecer ao bebê um começo de vida mais saudável”, afirma.

Além dos benefícios para a gestante, os hábitos adquiridos nessa fase refletem diretamente na saúde da criança. A orientação sobre higiene oral do recém-nascido, a importância do aleitamento materno para o desenvolvimento da face e da arcada dentária, bem como os cuidados com a introdução alimentar e a prevenção da cárie na primeira infância, fazem parte das recomendações que podem ser iniciadas ainda durante a gravidez.

Outro ponto importante é que a primeira consulta odontológica do bebê não deve acontecer apenas quando surgirem os primeiros dentes. A recomendação é que os pais procurem orientação logo nos primeiros meses de vida, permitindo que recebam informações sobre limpeza da boca, hábitos de sucção, uso de chupetas e mamadeiras e prevenção de alterações no desenvolvimento bucal.

“A prevenção começa antes mesmo do nascimento. Quando a família recebe orientação desde a gestação, consegue adotar hábitos mais saudáveis, prevenir doenças e proporcionar um desenvolvimento bucal muito mais adequado para a criança. A informação é uma das maiores ferramentas de prevenção que temos”, destaca a dentista.

Durante o Agosto Dourado, a mensagem vai além do incentivo ao aleitamento materno. O período também reforça a importância de um cuidado integrado entre médicos, dentistas e demais profissionais da saúde, garantindo que mãe e bebê recebam acompanhamento completo desde o início da gestação. A atenção à saúde bucal representa mais qualidade de vida, prevenção de doenças e um futuro mais saudável para toda a família.

Serviço: Bruna Rafaela Odontologia

Dra. Bruna Rafaela Machado

Cirurgiã-Dentista, Clínica Geral e habilitada em Sedação com Óxido Nitroso

CRO-PR 24431

(41) 3206-4241/ (41) 99767-9426

@brunarafaelaodontologia

www.brunarafaelaodontologia.com.br

Rua Dr. Lauro Wolff Valente, 176, Curitiba, Paraná.

Jockey Club Fazenda Rio Grande recebe tradicional corrida com prêmio de R$ 1 milhão neste fim de semana

GP Guido Irineu Pelanda, a Penca do Milhão, reúne 22 competidores de diferentes estados e terá programação gratuita para toda a família

O Jockey Club Fazenda Rio Grande recebe neste sábado e domingo uma das tradicionais competições de corrida de cavalos da região, o GP Guido Irineu Pelanda, a Penca do Milhão

A disputa reúne 22 competidores e terá uma bolsa de R$ 1 milhão, atraindo participantes de diferentes localidades do Brasil, entre elas Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Pernambuco e Ceará.

A programação começa no sábado, quando serão realizadas as seletivas que definirão os competidores que vão avançar  para a grande final, marcada para domingo. As atividades acontecem das 13h às 17h15 nos dois dias.

Além das corridas, o evento terá atrações para o público. A programação contará com DJ, food trucks, brinquedos infláveis e passeios de pônei gratuitos para as crianças. A entrada e o estacionamento também serão gratuitos, criando uma opção de lazer para toda a família durante a tarde.

O Jockey Club Fazenda Rio Grande é um dos espaços dedicados ao turfe na Região Metropolitana de Curitiba. O local é reconhecido oficialmente entre as entidades turfísticas autorizadas no Brasil e possui classificação C no sistema de classificação das entidades do setor.

Serviço

GP Guido Irineu Pelanda, Penca do Milhão
Quando: sábado e domingo
Horário: das 13h às 17h15
Entrada: gratuita
Estacionamento: gratuito
Atrações: DJ, food trucks, brinquedos infláveis e passeio de pônei gratuito para crianças
Local: Jockey Club Fazenda Rio Grande
Endereço: Rua Rio Xingu, 765, bairro Pioneiros, Fazenda Rio Grande

Crédito mais barato

0

Modalidade com garantia de imóvel ou veículo pode custar até cinco vezes menos que empréstimos tradicionais, mas exige planejamento financeiro e conhecimento sobre o retorno do negócio

O crédito com garantia de imóvel ou veículo vem ganhando espaço entre empresários e pessoas físicas que buscam recursos com juros mais baixos em um cenário de Selic elevada e crédito cada vez mais caro. Dados do mercado mostram que o home equity cresceu 25% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. Enquanto o empréstimo pessoal sem garantia tem taxa média de 6,67% ao mês, segundo o Banco Central, podendo ultrapassar 8% em algumas modalidades, o crédito com garantia de imóvel varia entre 1,12% e 1,80% ao mês, e o refinanciamento de veículos parte de 1,49% ao mês, dependendo do perfil do cliente e do bem oferecido como garantia.

O principal motivo para essa diferença é a redução do risco para as instituições financeiras. Com um imóvel ou veículo quitado como garantia da operação, os bancos conseguem oferecer taxas significativamente menores, prazos de pagamento que podem chegar a 20 anos no caso do home equity e limite de crédito de até 60% do valor do imóvel. Em um momento em que o spread bancário médio brasileiro permanece em 22,1%, conforme o Banco Central, essa modalidade se torna uma alternativa para reduzir o custo financeiro das empresas.

Para o economista Noé Santiago, da Anidea Soluções Financeiras, a vantagem do crédito com garantia não está apenas na taxa de juros, mas na capacidade do empresário de transformar esse dinheiro em retorno. “O empresário que conhece o ROI do seu negócio sabe exatamente quanto o capital investido retorna. Quando esse retorno é maior do que o custo do financiamento, utilizar um imóvel ou veículo como garantia deixa de ser um risco e passa a ser uma estratégia inteligente para crescer. O verdadeiro perigo está em contratar crédito caro sem planejamento e sem saber para onde o dinheiro será direcionado”, afirma.

Segundo Santiago, um exemplo ajuda a entender esse raciocínio. Um negócio que gera retorno médio de 25% ao mês sobre o capital investido pode contratar uma operação de crédito com garantia a aproximadamente 1,5% ao mês. Nesse cenário, o custo financeiro representa apenas uma pequena parcela da rentabilidade obtida pela empresa, permitindo ampliar capital de giro, investir em expansão ou aproveitar oportunidades de mercado sem comprometer significativamente os resultados financeiros.

O economista alerta, porém, que essa modalidade não é indicada para qualquer perfil. Segundo ele, oferecer um patrimônio como garantia exige disciplina financeira, controle dos indicadores do negócio e planejamento. “Quem não acompanha os números da empresa, não conhece sua margem de retorno e busca crédito apenas para resolver problemas imediatos não deveria utilizar garantia real. Esse é um produto para quem tem gestão, planejamento e sabe exatamente como aquele recurso vai gerar resultado”, explica.

O cenário econômico reforça essa tendência. Com a taxa Selic em 14% ao ano, um dos maiores patamares dos últimos anos, o crédito sem garantia ficou mais caro devido ao aumento do risco das operações. Ao mesmo tempo, linhas garantidas mantêm custos significativamente menores justamente porque oferecem mais segurança às instituições financeiras. Relatórios recentes do Banco Central também apontam desaceleração da oferta de crédito tradicional e aumento da inadimplência nas linhas sem garantia, enquanto o mercado de home equity segue em expansão.

Para Santiago, empresários que possuem imóveis ou veículos quitados devem avaliar essa modalidade de forma estratégica, sempre considerando a capacidade de geração de caixa do negócio. “Garantia é um patrimônio que você trabalhou muito para conquistar. Quando utilizada com planejamento, ela pode se transformar em uma ferramenta para reduzir custos financeiros, fortalecer a empresa e gerar crescimento sustentável”, conclui.

Serviço: Anidea Soluções Financeiras
Noé Santiago

Economista
41 988401153
@anidea.br
noe.santiago@anidea.com.br
https://anidea.com.br
Mal. Deodoro, 51, Sala 205B, Centro, Curitiba/PR

City Center Outlet Premium sedia etapa do circuito internacional juvenil de padel neste fim de semana

0

Torneio FIP Promises, 4ª Etapa do Campeonato Paranaense e Paraná Open de Padel vão reunir 211 duplas do Brasil, Argentina e Paraguai

Campo Largo (PR) recebe entre os dias 21 e 23 de agosto o torneio internacional juvenil de padel FIP Promises Curitiba IV. A quadra montada no City Center Outlet Premium com o apoio da Federação de Padel do Paraná (FPPr) e parceria da HSuper Quadras, patrocinadora do evento, será a sede exclusiva da competição da Federação Internacional de Padel (FIP), que ocorre de forma integrada a outros dois torneios simultâneos: a 4ª Etapa do Campeonato Paranaense de Padel e o Paraná Open de Padel (POP), evento realizado com todas as categorias do circuito brasileiro de padel. Juntas, as competições reúnem 211 duplas do Brasil, Argentina e Paraguai.

Uma estrutura com quadra panorâmica de vidro e gramado sintético será montada na praça de eventos do outlet, localizada entre as lojas Nike e Adidas. O espaço, que terá entrada gratuita, contará com arquibancadas e telão para acompanhamento das partidas.

“Esse evento internacional consolida nosso espaço como um polo de fomento ao esporte e lazer na região. A estrutura será preparada na praça de eventos para oferecer comodidade tanto aos atletas quanto aos visitantes que vêm fazer compras e acompanhar os jogos. Além disso, a quadra permanecerá aberta ao público após o campeonato nos meses de setembro e outubro, com oficinas ministradas por profissionais para quem deseja ter contato com o esporte”, conta a gerente de marketing do City Center Outlet Premium, Fernanda Hickson.

Para o presidente da Federação de Padel do Paraná, Vagner Bernardes, “contar com espaços como esse para disseminar a prática do esporte é vital para o crescimento do padel no Paraná. Desde 2025, a Federação tem orgulho de ter uma parceria forte com o City Center Outlet Premium, promovendo a expansão e levando o esporte onde o público se encontra. É um enorme ganho para o outlet, para a cidade de Campo Largo e para o Estado do Paraná”.

No domingo, 23, acontecem as finais dos torneios, seguidas das cerimônias de entrega de troféus e das premiações em dinheiro das chaves profissionais.

Integração entre os circuitos estadual, nacional e internacional

Para comportar o volume de competidores dos três torneios integrados, o evento mobiliza uma rede de apoio externa. O cronograma contempla as categorias livres organizadas pela Federação de Padel do Paraná (FPPr) e chanceladas pela Confederação Brasileira de Padel (COBRAPA), que vão do nível iniciante ao avançado (da 2ª à 7ª categoria), as divisões de menores Sub-12 e as classes seniores por idade (35 a 60 anos, divididas em suas classes: A, B e C).

Na sexta-feira e no sábado, a logística da organização contará com 14 quadras ativas. Além do City Center, os jogos ocorrem simultaneamente nos clubes CL Padel e Central do Padel, em Campo Largo, e no Graciosa Country Club e no Padel Set, em Curitiba.

No domingo, o fluxo total diminui para 10 quadras para a realização  das finais. O Paraná Open de Padel (POP), voltado para atletas profissionais que buscam pontuação e premiação financeira, distribuirá um total de R$ 25 mil em prêmios, sendo R$ 15 mil para a chave masculina e R$ 10 mil para a chave feminina.

Mais informações: www.fppr.com.br e nas mídias sociais da Federação de Padel do Paraná e do City Center Outlet Premium.

Serviço:

  • Evento: FIP Promises Curitiba IV
  • Data: 21 a 23 de agosto de 2026
  • Local: City Center Outlet Premium
  • Endereço: Rodovia BR-277, Campo Largo (PR)
  • Entrada gratuita e pet friendly

Biomédicas assumem assento no Conselho Municipal de Saúde de Maringá

0

Biomédicas assumem assento no Conselho Municipal de Saúde de Maringá

Profissionais vão atuar para assegurar a participação popular na gestão do SUS

As biomédicas Kátia Cilene Cavalcante de Oliveira e Talitha Fernandes Stefanello foram empossadas como integrantes do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Maringá para a Gestão 2026/2030. A solenidade ocorreu na sexta-feira (7/08), no Auditório Hélio Moreira, no Paço Municipal.

O evento formalizou o início do mandato de 32 conselheiros titulares e 32 suplentes. A cerimônia reuniu representantes da sociedade civil e do poder público dispostos a deliberar, acompanhar e fiscalizar as políticas públicas locais, fortalecendo a democracia participativa na cidade.

Kátia atua como delegada regional do Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6) em Maringá e coordena cursos de pós-graduação na UniCesumar. Já Talitha exerce o cargo de agente fiscal na Vigilância Sanitária da Prefeitura.

Para que serve o Conselho Municipal de Saúde

O Conselho Municipal de Saúde é a instância responsável por assegurar a participação popular na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), fiscalizando a execução das diretrizes sanitárias no âmbito local.

Principais Atribuições

• Controle social: Acompanhar e fiscalizar os serviços prestados à população.
• Gestão financeira: Analisar, aprovar e monitorar a aplicação dos recursos do Fundo Municipal de Saúde.
• Planejamento: Participar da elaboração, do acompanhamento e da aprovação do Plano Municipal de Saúde.
• Deliberação: Definir normas e estratégias para o funcionamento da rede pública de saúde.

Composição Paritária

O CMS é um órgão colegiado cuja estrutura divide-se proporcionalmente entre:

• Usuários do SUS: 50% das vagas
• Trabalhadores da área da saúde: 25% das vagas
• Gestores e prestadores de serviços: 25% das vagas

Fortalecimento e representatividade da categoria

O CRBM6 tem atuado para ampliar a presença de biomédicos em conselhos municipais de saúde no Paraná, para consolidar a classe, ampliar a presença institucional do setor, promover a valorização dos especialistas em Biomedicina e incentivar a inclusão do cargo de biomédico nos editais de concursos municipais e estaduais de saúde.

Sobre o CRBM6

O Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6) é uma Autarquia Federal com jurisdição no Estado do Paraná.

A entidade é formada por 7.730 profissionais. A sede fica em Curitiba e as delegacias regionais estão em Campo Mourão, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, União da Vitória, Guarapuava, Umuarama, Guaíra, Ponta Grossa e Paranavaí.

Os biomédicos atuam em mais de 30 atividades ligadas à saúde tais como acupuntura, análises clínicas e ambientais, bromatológicas [avalia a qualidade dos alimentos], auditoria, banco de sangue, biofísica, biologia molecular, bioquímica, citologia oncótica, embriologia, estética, farmacologia, fisiologia, genética, hematologia, histologia, imunologia, imagenologia, informática da saúde, microbiologia, microbiologia de alimentos, monitoramento neurofisiológico transoperatório, parasitologia, patologia, perfusão, psicobiologia, radiologia, reprodução humana, sanitarista, saúde pública, toxicologia, virologia e outras áreas.

Reforma tributária e filantropia: uma agenda que não pode esperar

0

*Por Carmem Murara

Quem vai para qual partido, quais são os pré-candidatos aos cargos em disputa, que alianças precisarão ser feitas para viabilizar as chapas nos estados e no Governo Federal. 2026 é um ano marcado por essas dúvidas e bastidores muito voltados às eleições – e nem tem como ser diferente. Mas esse contexto traz um desafio muito conhecido em Brasília: o tempo efetivo para o avanço de pautas estruturantes fica mais curto, disputado à unha com o noticiário eleitoral. Acontece que, quando o assunto é saúde e educação, essa lógica não poderia ser aplicada.

Nos últimos meses, estivemos no Congresso Nacional, ao lado de entidades representativas do setor filantrópico, em agendas de diálogo com parlamentares e suas equipes. O objetivo era dar visibilidade aos impactos da reforma tributária sobre instituições beneficentes sem fins lucrativos que desempenham papel essencial no atendimento à população. Em linhas gerais, a regulamentação da reforma precisa garantir a compensação de créditos tributários às instituições filantrópicas. É uma questão técnica, mas, sobretudo, uma condição essencial para a sustentabilidade de organizações que atuam diariamente na oferta de serviços de saúde, educação e assistência social. E precisamos lembrar que a reforma já está em vigor, com implementação gradual até 2033, o que torna esse debate ainda mais urgente.

E, embora o retorno que recebemos tenha sido, em grande parte, de reconhecimento à relevância do tema, surge uma preocupação legítima com o calendário de um ano atípico, que limita o ritmo de tramitação das matérias. Por isso, o assunto exige prioridade agora.

Cabe destacar que, mesmo em um ano mais desafiador, a atuação de algumas lideranças no Congresso mostra que há caminhos possíveis. Mas todos eles alertam para a prioridade política do ano: as eleições.

Na prática, o que está em jogo é simples. Instituições filantrópicas, embora isentos de impostos na prestação de serviços, acumulam créditos ao longo da cadeia produtiva. Afinal, itens como os medicamentos e insumos médicos, equipamentos, energia elétrica e serviços de limpeza e manutenção já têm impostos embutidos. Sem mecanismos de compensação, o dinheiro que não é gasto em impostos diretos deixa de retornar para onde fazem toda a diferença: o atendimento em saúde, a oferta de educação e outras frentes de impacto social.

Segundo levantamento do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif), o país conta com mais de 10,2 mil instituições filantrópicas mantenedoras e mais de 27 mil estabelecimentos ativos nas áreas de saúde, educação e assistência social, presentes em 3.234 municípios e alcançando aproximadamente 89% da população brasileira. É um setor grande e relevante demais para esperar uma regulamentação tardia. O interesse público precisa orientar as decisões, mesmo em anos de agenda mais apertada. A previsibilidade para o terceiro setor não pode depender do calendário, sob o risco de afetar diretamente milhões de brasileiros que dependem desses serviços.

Quando se trabalha com filantropia, não existe pausa ou espera possível. As demandas seguem acontecendo todos os dias. As pessoas seguem precisando do trabalho dessas organizações todos os dias. É fundamental que as regras acompanhem essa realidade e garantam condições para que essas instituições continuem atuando. 

O Brasil deu um importante passo ao aprovar a reforma tributária. Agora é o momento de assegurar que sua regulamentação considere todos os atores envolvidos — especialmente quem está na ponta, atendendo à população, e que não pode esperar pelo próximo ano.

*Carmem Murara é diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Grupo Marista, onde é responsável pelas áreas de Comunicação Corporativa e ESG. Também é diretora de Comunicação do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif).

O novo comprador de imóveis de Curitiba quer mais do que metragem

0

Localização, qualidade, funcionalidade e potencial de valorização ganham peso na decisão de compra em um mercado de preços mais altos e consumidor mais seletivo

Comprar um imóvel em Curitiba já não é uma decisão baseada apenas em metragem, número de quartos ou preço por metro quadrado. O consumidor está mais atento ao conjunto de atributos que compõem o imóvel e, principalmente, à capacidade de aquela escolha continuar fazendo sentido nos próximos anos.

A mudança ocorre em um mercado que permanece aquecido, mas que passou por ajustes na oferta. Dados da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (ADEMI-PR) mostram que Curitiba movimentou cerca de R$ 7,4 bilhões em vendas de apartamentos novos em 2025, com aproximadamente 10,2 mil unidades comercializadas. Ao mesmo tempo, os lançamentos recuaram 19%, em um movimento de acomodação da oferta.

Mais do que o volume de negócios, os números ajudam a revelar uma transformação no tipo de produto que chega ao mercado. Em 2025, 45% dos empreendimentos lançados na capital eram estúdios ou apartamentos de um dormitório. A cidade também registrou a menor área média dos apartamentos da série histórica, enquanto o preço médio do metro quadrado chegou a R$ 15,1 mil, segundo a ADEMI-PR.

A combinação ajuda a explicar o comportamento de quem compra: com imóveis mais caros, o consumidor precisa escolher com mais cuidado onde investir seu dinheiro. “O comprador está mais atento àquilo que vai permanecer relevante ao longo do tempo. Não se trata apenas de comprar um imóvel bonito ou bem localizado, mas de fazer uma escolha que preserve valor, ofereça qualidade de vida e tenha potencial de valorização”, afirma Diogo Linhares Camargo, diretor da Incorporadora e Construtora Porto Camargo.

A valorização das regiões consolidadas de Curitiba tornou a localização um dos componentes mais importantes da decisão. O comprador passou a avaliar não apenas o endereço, mas aquilo que existe ao redor: comércio, serviços, gastronomia, escolas, hospitais, mobilidade e opções de lazer.

A lógica vale tanto para quem compra para morar quanto para quem enxerga o imóvel como investimento. Em ambos os casos, a qualidade do entorno influencia a liquidez e a capacidade de preservação de valor.  “O mercado financeiro é naturalmente mais suscetível aos ciclos econômicos. Já imóveis bem localizados, com qualidade construtiva e inseridos em regiões consolidadas, apresentam uma capacidade histórica de preservar valor ao longo do tempo. Além da segurança patrimonial, oferecem geração de renda por meio da locação e potencial de valorização”, diz Diogo.

A metragem continua relevante, mas precisa ser acompanhada por uma planta eficiente. Circulação, iluminação natural, ventilação, espaços de armazenamento e integração dos ambientes entram na conta.

“Hoje o comprador observa um conjunto muito maior de atributos. Arquitetura autoral, eficiência das plantas, sustentabilidade, tecnologia, padrão de acabamento e a reputação da incorporadora passaram a ter peso decisivo. São características que ajudam o empreendimento a manter sua atratividade e sua liquidez mesmo muitos anos após a entrega”, afirma Rodrigo Linhares Porto, diretor da Incorporadora e Construtora Porto Camargo.

Para incorporadoras, a consequência é uma necessidade maior de interpretar o comportamento do consumidor antes de definir um novo produto. A procura passa a indicar não apenas quantas unidades podem ser vendidas, mas quais características têm maior capacidade de gerar interesse.

Um comprador mais racional

A pesquisa nacional de intenção de compra da Brain, citada no levantamento da ADEMI-PR, também aponta para um mercado potencialmente maior do que os números efetivos de vendas. Metade dos brasileiros entrevistados declarou intenção de comprar um imóvel nos dois anos seguintes, o maior índice da série histórica. A Geração Z aparece entre os grupos com maior intenção.

O desafio é transformar intenção em compra. Em Curitiba, o preço elevado e a menor presença de produtos voltados às faixas de renda mais baixas limitam esse movimento. Segundo a ADEMI-PR, o Minha Casa, Minha Vida representou apenas 5% dos empreendimentos lançados na capital em 2025.

Para o consumidor que consegue avançar para a compra, porém, o cenário é de maior seletividade. Ele pesquisa mais, compara alternativas e procura entender o que está efetivamente recebendo pelo valor pago.

Essa mudança é percebida pela Porto Camargo, que atua há 26 anos no mercado curitibano e já entregou mais de 2.500 unidades. “Construímos nossa trajetória acreditando que um empreendimento precisa entregar valor muito além da obra concluída. Buscamos desenvolver projetos que permaneçam atuais, valorizados e desejados ao longo do tempo”, afirma Diogo.

A mudança de comportamento também começa a aparecer naquilo que o consumidor entende como qualidade de vida. Espaços verdes, iluminação, ventilação, áreas de convivência, facilidade de deslocamento e serviços próximos passaram a ser considerados atributos do imóvel e não apenas características adicionais.

Um exemplo é o Montez, empreendimento lançado pela Porto Camargo na Rua Almirante Tamandaré. Com 30 unidades, o projeto preserva um bosque nativo e recebeu a certificação internacional Fitwel. O empreendimento também apresenta Walkability Score 97, indicador relacionado à facilidade de acesso a serviços e atividades a pé. “Fizemos questão de manter a essência do terreno. Ter um bosque com praça central, fireplace e um pomar produtivo dentro do próprio quintal é um luxo raro em áreas urbanas. É um convite diário ao bem-estar”, afirma Diogo.

A proposta acompanha uma tendência mais ampla: o comprador começa a olhar para o imóvel como uma extensão do seu modo de vida. Não basta ter uma boa planta se o entorno não atende às necessidades cotidianas; não basta estar em um bairro valorizado se o projeto não entrega conforto e funcionalidade.

Para Rodrigo, a relação entre empreendimento e cidade também ganhou importância. “Cada projeto precisa dialogar com a cidade e contribuir para sua evolução. Mais do que construir edifícios, buscamos criar empreendimentos que qualifiquem os bairros onde estão inseridos e ofereçam uma experiência duradoura aos moradores”, afirma.

O mercado imobiliário de Curitiba está diante de um consumidor que, diante de preços mais altos e de uma oferta cada vez mais diversificada, passou a perguntar não apenas quanto custa o imóvel, mas o que aquele imóvel entrega e quanto valor continuará tendo no futuro.

Cellshop rompe fronteiras e leva o varejo de Ciudad del Este para a casa dos brasileiros

A tradicional relação de consumo entre brasileiros e o comércio de Ciudad del Este, no Paraguai, está entrando em uma nova fase. A Cellshop, uma das principais varejistas da fronteira, passou a oferecer produtos diretamente ao consumidor brasileiro pela internet, em uma operação integrada ao Programa Remessa Conforme, da Receita Federal.

A empresa foi a primeira varejista paraguaia autorizada a vender para consumidores brasileiros dentro do programa. A plataforma já reúne produtos como eletrônicos, acessórios, perfumes e roupas, ampliando para o ambiente digital uma relação comercial construída há décadas na fronteira.

Os pedidos são processados em Ciudad del Este e seguem por via terrestre pela Ponte Internacional da Amizade até Foz do Iguaçu. Depois, as encomendas são encaminhadas ao Centro Internacional dos Correios (CEINT), em Curitiba, onde passam pelo processamento aduaneiro antes de entrar na rede nacional de distribuição.

Para o consumidor, a principal mudança é a possibilidade de comprar produtos da varejista paraguaia sem precisar atravessar a fronteira.

Uma fronteira que também se torna digital

Durante décadas, a força do comércio de Ciudad del Este esteve diretamente ligada ao fluxo de brasileiros que atravessam a Ponte da Amizade em busca de produtos, preços e marcas disponíveis no mercado paraguaio.

Agora, essa relação ganha uma nova dimensão, com a possibilidade de compra online e entrega no endereço do consumidor no Brasil.

“A Cellshop sempre foi próxima do brasileiro que atravessa a fronteira para comprar em Ciudad del Este. Agora, levamos essa experiência para o meio digital, permitindo comprar no Paraguai e receber em casa no Brasil com total segurança e transparência”, afirma o CEO da empresa, Jorbel Griebeler.

A operação amplia o alcance da empresa para consumidores de outras regiões do país e também reforça a posição de Foz do Iguaçu como ponto estratégico na conexão comercial entre Brasil e Paraguai.

Remessa Conforme dá previsibilidade à compra

Um dos principais diferenciais da operação está no Programa Remessa Conforme, da Receita Federal. O sistema certifica empresas de comércio eletrônico que seguem regras específicas para as importações e permite o envio antecipado das informações da compra às autoridades aduaneiras.

Na prática, o consumidor conhece, antes de finalizar o pedido, os valores do produto, frete internacional, eventual seguro e tributos aplicáveis. O objetivo é reduzir surpresas relacionadas ao custo final da importação.

“Ser a primeira empresa paraguaia autorizada no Remessa Conforme representa um marco para a Cellshop e também para o comércio de fronteira. Estamos conectando Ciudad del Este ao consumidor brasileiro por uma nova rota, que combina tecnologia, logística e uma operação integrada às exigências da Receita Federal”, destaca Griebeler.

Os sites participantes do programa também precisam informar que os produtos são provenientes do exterior e serão submetidos ao processo de importação, além de apresentar os valores que compõem a operação.

Quando a compra internacional vale mais a pena?

Para saber se uma compra internacional realmente compensa, o consumidor precisa considerar o valor aduaneiro, que corresponde ao preço do produto somado ao frete internacional e, quando houver, ao seguro.

Nas compras de até US$ 50 de valor aduaneiro, não há cobrança do Imposto de Importação. Nessa faixa, o consumidor paga apenas o ICMS, que varia de 17% a 20%, nas compras em Ciudad del Este. Por isso, compras de menor valor tendem a oferecer a melhor relação custo-benefício.

O que muda acima de US$ 50

Quando o valor aduaneiro ultrapassa US$ 50, passa a incidir o Imposto de Importação de 60%. No entanto, o programa Remessa Conforme prevê uma dedução de US$ 30 no valor desse imposto, reduzindo a carga tributária efetiva.

Na prática, isso significa que uma compra acima de US$ 50 não deixa automaticamente de ser vantajosa. Mesmo com a tributação, compras de até aproximadamente US$ 120 ainda podem apresentar preços competitivos em relação aos praticados no mercado brasileiro.

É importante, porém, que o consumidor não confunda o preço anunciado no site com o custo final da compra. O valor pode ser alterado pela incidência dos impostos e pelo frete internacional.

Acima de US$ 120, é preciso fazer as contas

Para compras acima de US$ 120, a recomendação é comparar o custo total da importação com o preço do mesmo produto no Brasil.

Nessa conta, devem entrar produtos, frete internacional, eventual seguro, Imposto de Importação e ICMS, que varia de acordo com o estado de destino.

O Remessa Conforme contempla remessas internacionais de até US$ 3.000 dentro do Regime de Tributação Simplificada. Para compras acima de US$ 50, permanece a dedução de US$ 30 no cálculo do Imposto de Importação.

Antes de finalizar a compra

Em resumo, quanto menor o valor aduaneiro, maior tende a ser a vantagem para o consumidor. Até US$ 50, a tributação é menor e a relação custo-benefício tende a ser mais favorável. Entre US$ 50 e aproximadamente US$ 120, a compra ainda pode compensar, mas é necessário considerar os impostos.

Já acima de US$ 120, não basta olhar o preço do produto. O consumidor deve verificar quanto realmente pagará no final e comparar esse valor com o preço praticado no Brasil. Assim, evita surpresas e consegue identificar se a importação representa, de fato, uma economia.

Da Ponte da Amizade para todo o Brasil

A logística é outro elemento estratégico da operação. Depois da compra no site da Cellshop, a encomenda sai de Ciudad del Este e atravessa a Ponte Internacional da Amizade pelo sistema Packet Terrestre.

Em Foz do Iguaçu, segue para o Centro Internacional dos Correios, em Curitiba, onde passa pelo processamento aduaneiro. Depois, entra na rede nacional de distribuição.

O frete varia conforme os produtos, peso, dimensões da encomenda e endereço de entrega. O valor é informado antes da conclusão do pedido.

A estrutura conecta o varejo de Ciudad del Este à infraestrutura logística brasileira e permite que os produtos sejam enviados a diferentes regiões do país.

Compra internacional com mais previsibilidade

Em uma operação regular pelo Remessa Conforme, os impostos aplicáveis são recolhidos antecipadamente no checkout. Dessa forma, o consumidor conhece o custo da compra antes de confirmar o pedido.

“Nosso objetivo é tornar a compra internacional mais simples e transparente. O consumidor sabe, antes de concluir o pedido, quanto vai pagar pelo produto, pelo frete e pelos impostos. Isso muda a experiência de comprar no exterior e abre uma nova possibilidade de relacionamento entre o Paraguai e o mercado brasileiro”, afirma o CEO da Cellshop.

O envio antecipado das informações também permite que a Receita Federal realize o tratamento aduaneiro da encomenda com maior antecedência. As mercadorias, entretanto, continuam sujeitas à fiscalização e podem ser selecionadas para conferência.

Ciudad del Este amplia seu alcance

A iniciativa representa uma oportunidade para Ciudad del Este ampliar o alcance de um mercado historicamente associado à presença física dos consumidores na fronteira.

O brasileiro que antes precisava viajar até Foz do Iguaçu, atravessar a Ponte da Amizade e fazer suas compras em Ciudad del Este passa a ter uma alternativa digital para adquirir produtos selecionados da varejista.

Para Foz do Iguaçu, a operação reforça a vocação internacional da cidade e sua posição estratégica na conexão entre os dois países. Turismo, comércio, logística e serviços passam a fazer parte de uma mesma cadeia de negócios.

Uma nova etapa para o comércio de fronteira

A estratégia da Cellshop não substitui a tradicional experiência de compras em Ciudad del Este, mas amplia os pontos de contato com o consumidor brasileiro.

A fronteira física continua sendo fundamental para o turismo e para o comércio da região. Agora, porém, existe também uma fronteira digital, na qual o consumidor pode escolher o produto pela internet e receber a encomenda em casa.

Mais do que uma nova modalidade de venda pelo site www.cellshop.com.br, o movimento representa uma mudança na forma como o comércio de fronteira pode se relacionar com o mercado brasileiro.

Ao transformar a operação de Ciudad del Este em uma experiência de comércio eletrônico internacional, a Cellshop cria uma nova conexão entre Paraguai e Brasil, uma conexão que começa na fronteira e pode terminar na porta do consumidor, em diferentes regiões do país.

Serviços

Visite o site da Cellshop para encontrar produtos de eletroeletrônicos, acessórios, roupas, perfumes, entre outros.

Site: www.cellshop.com.br

Instagram: www.instagram.com/cellshop.oficial/

Whatsapp: +595 994 193 150

Mobilidade urbana e carro próprio: como um automóvel pode redefinir a rotina

0

Pesquisas apontam que 78% dos brasileiros utilizam o transporte coletivo e que 68% pretendem comprar um carro ainda em 2026

Em um cotidiano em que a rotina se torna cada vez mais caótica, perder tempo em deslocamentos se tornou sinônimo de desperdício. De acordo com a pesquisa “Desigualdade e custo elevado caracterizam mobilidade urbana em 10 capitais do Brasil” realizada pela Ipsos-Ipec, aproximadamente 78% dos brasileiros utilizam o transporte coletivo. O tempo médio de deslocamento é de quase duas horas por dia: 116,5 minutos. A pesquisa também mostra que as tarifas impactam negativamente a vida dos brasileiros: muitos deixam de visitar amigos e familiares, abrem mão de atividades de lazer, como ir a parques e cinemas, perdem consultas e exames e deixam de procurar emprego devido aos altos valores.

Nesse cenário, o carro próprio entra como um diferencial. Segundo  o levantamento “Relatório de Mobilidade: Brasileiros defendem leis de trânsito mais rígidas”, realizado também pela Ipsos, 33% da população do país acredita que é impossível viver sem o carro. Outro dado relevante vem da pesquisa Webmotors Autoinsights, realizada em 2026, que revelou: 68% dos brasileiros têm intenção de comprar um carro ainda este ano. Para o diretor corporativo do Grupo Servopa, Josemar Ferro, conquistar o automóvel próprio é uma maneira de melhorar a qualidade de vida, impulsionada pela valorização do tempo. “Ter um carro próprio representa mais do que uma comodidade; significa reduzir o tempo gasto em deslocamentos, criando mais oportunidades para aproveitar momentos de lazer”, explica.

Mudança de vida: como escolher o primeiro carro?

“Comprar o primeiro carro é uma conquista importante, mas a decisão não deve ser guiada apenas pela emoção. Avaliar os custos envolvidos, pesquisar o histórico do veículo e entender as necessidades de uso são etapas que ajudam a fazer uma escolha mais segura”, afirma Ferro.

Entre as orientações do especialista, definir um orçamento realista é o ponto de partida. Além do valor de compra, é necessário considerar despesas como IPVA, licenciamento, seguro, combustível, revisões e eventuais manutenções. “Investir em um carro próprio requer pensar em todos os custos envolvidos na manutenção. Não basta apenas considerar o preço”, diz.

Outro ponto é definir o tipo de veículo. Modelos compactos e econômicos são ideais para quem pretende utilizar o carro principalmente em deslocamentos mais curtos, além de oferecerem maior facilidade para estacionar. Para aqueles que realizam trajetos mais longos ou viajam com frequência, a prioridade deve ser a escolha de automóveis confortáveis, com porta-malas espaçoso, bom desempenho em rodovias e tecnologias de segurança, como controle de estabilidade e assistentes de frenagem.

Caso a opção seja um carro usado, valem algumas orientações específicas. Pesquisar o histórico do automóvel é imprescindível. Verificar a procedência, o histórico de manutenção e a documentação ajuda a evitar problemas futuros. Realizar uma vistoria antes da compra também é importante. Uma avaliação feita por um mecânico de confiança pode identificar desgastes ou defeitos que não são percebidos à primeira vista.

Após a compra, planejar a manutenção preventiva, seguindo o cronograma de revisões e mantendo itens como pneus, freios, óleo e filtros em dia, contribui para a segurança e pode evitar gastos maiores no futuro.

“O carro ideal é aquele que atende às necessidades de uso do motorista. Mais do que escolher um modelo específico, é importante fazer uma compra consciente, considerando o momento de vida, o orçamento disponível e o que realmente faz sentido para a rotina. Assim, o primeiro carro deixa de ser apenas uma conquista e passa a ser um investimento em mobilidade e qualidade de vida”, finaliza Josemar.

Sobre o Grupo Servopa

Há 70 anos atuando no mercado, o Grupo Servopa se consolidou como um dos principais grupos do setor automotivo no Brasil, representando 15 marcas de renome como Volkswagen, Audi, Hyundai, BYD, GAC, Honda, Peugeot, Volvo e Harley-Davidson. Com sede em Curitiba (PR), reúne operações em concessionárias de veículos, consórcios e serviços relacionados, com 52 lojas distribuídas nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Exame alterado nem sempre significa doença: seis resultados que costumam assustar os pacientes

0

Exame alterado nem sempre significa doença: seis resultados que costumam assustar os pacientes

Especialista explica por que alterações em exames laboratoriais precisam ser interpretadas junto ao histórico clínico e nem sempre indicam um problema de saúde

Receber o resultado de um exame e encontrar algum indicador fora dos valores de referência costuma gerar preocupação. Antes mesmo da consulta médica, muita gente recorre à internet em busca de respostas e acaba encontrando informações que nem sempre se aplicam ao seu caso. No entanto, uma alteração laboratorial isolada não significa, necessariamente, a presença de uma doença.

Segundo o responsável técnico e especialista em bacteriologia do LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, Marcos Kozlowski, os exames laboratoriais são fundamentais para auxiliar o diagnóstico, mas precisam ser interpretados em conjunto com o histórico clínico, os sintomas e a avaliação médica.

Entre os resultados que mais costumam gerar dúvidas e preocupação estão:

  • Ferritina alterada
    Pode indicar deficiência de ferro, mas também aumentar em situações como inflamações, infecções, doenças hepáticas e obesidade. Sozinha, não fecha um diagnóstico.
  • Leucócitos elevados
    Embora muitas pessoas associem o resultado a doenças graves, ele costuma estar relacionado a infecções comuns, processos inflamatórios, estresse físico ou uso de alguns medicamentos.
  • Colesterol alto
    Um resultado elevado não significa, por si só, que a pessoa terá infarto ou outra doença cardiovascular. A avaliação depende de fatores como idade, pressão arterial, diabetes, tabagismo, histórico familiar e estilo de vida.
  • Glicemia alterada
    Uma glicemia acima dos valores de referência não confirma diabetes. Em muitos casos, o médico solicita exames complementares, como a hemoglobina glicada, antes de concluir o diagnóstico.
  • TSH alterado
    Alterações discretas nem sempre indicam doença da tireoide. O resultado costuma ser analisado juntamente com outros hormônios e com os sintomas apresentados pelo paciente.
  • Plaquetas fora dos valores de referência
    Pequenas alterações podem ocorrer temporariamente após infecções virais, processos inflamatórios ou pelo uso de medicamentos, sem representar um distúrbio hematológico.

Kozlowski explica que os valores de referência representam parâmetros populacionais e não um limite absoluto entre saúde e doença. “Um resultado alterado é um sinal que precisa ser interpretado dentro do contexto de cada paciente. Muitas vezes, ele apenas indica a necessidade de acompanhamento, repetição do exame ou complementação da investigação. Por isso, é fundamental evitar conclusões precipitadas”, afirma.

O especialista também orienta que os pacientes evitem interpretar os exames apenas com base em pesquisas na internet. “É muito comum receber o resultado pelo celular e procurar imediatamente o significado de cada alteração no Google. O problema é que o mesmo exame pode estar alterado por diferentes motivos, desde situações benignas até doenças que exigem investigação. Somente a avaliação médica consegue interpretar corretamente essas informações e definir se há necessidade de tratamento ou de novos exames”, conclui.