Às vésperas da Semana Nacional de Trânsito, especialista alerta que postura, regulagem do banco e posição dos comandos podem interferir na capacidade de resposta do motorista
Com a proximidade da Semana Nacional de Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro, agosto pode ser um momento para motoristas reverem hábitos e condições que influenciam a segurança ao volante. Em 2026, a campanha nacional traz como mensagem “Desacelere. Seu bem maior é a vida”, reforçando a importância da prevenção e do comportamento responsável no trânsito.
Os números ajudam a dimensionar o problema. No Paraná, dados preliminares apontam 2.660 mortes no trânsito em 2025, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). No mesmo período, foram registradas 12.697 internações por lesões decorrentes do trânsito, que representaram mais de R$ 23,5 milhões em custos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
“Segurança não começa quando o veículo entra em movimento. Ela começa no momento em que o motorista se posiciona para dirigir. Banco, volante, pedais e comandos precisam estar ajustados para que os movimentos sejam naturais, sem exigir esforço excessivo ou posições desconfortáveis. Quando o condutor precisa compensar uma regulagem inadequada com o próprio corpo, isso pode gerar cansaço e desconforto ao longo do trajeto”, explica Ariane Monaro, diretora da Autonomoz.
Ergonomia deve fazer parte dos cuidados no trânsito
Quando se fala em prevenção, velocidade, uso do celular, manutenção do veículo e respeito às leis costumam ocupar o centro das discussões. Mas a direção segura começa antes mesmo de ligar o carro. A forma de se posicionar no banco, a distância dos pedais e do volante, o apoio da coluna e a facilidade para alcançar os comandos interferem no conforto e na forma de conduzir o veículo.
A ergonomia ganha importância principalmente para motoristas profissionais e pessoas que permanecem longos períodos ao volante. Uma posição inadequada mantida durante horas pode favorecer desconfortos musculares, dores nas costas e fadiga, tornando a condução mais desgastante e reforçando a necessidade de incorporar o tema às medidas de prevenção.
Prevenção também passa pela rotina do motorista
Para quem trabalha diariamente no trânsito, a segurança depende de um conjunto de fatores que começa antes da primeira corrida e se estende por toda a jornada. Além da postura adequada, entram nesta rotina a verificação das condições do veículo, o uso correto dos equipamentos de segurança, o planejamento do trajeto, o respeito aos períodos de descanso e a atenção aos primeiros sinais de cansaço.
No caso do transporte corporativo, a segurança deve fazer parte da cultura e dos processos. Na Autonomoz, a prevenção inclui monitoramento das viagens em tempo real por videotelemetria, orientações periódicas sobre direção defensiva e condução segura, além de recomendações sobre manutenção preventiva e cumprimento das normas de trânsito. A empresa, que está há nove anos no mercado, já atingiu a marca de mais de 270 milhões de quilômetros percorridos.
A experiência da empresa reforça que ações aparentemente simples – como orientar a postura correta, discutir fadiga, revisar comportamentos de risco e acompanhar indicadores da operação – podem contribuir para tornar a segurança um hábito permanente entre os profissionais.
“É preciso olhar para tudo aquilo que pode ser corrigido antes. Preparar o motorista, oferecer condições adequadas e manter a segurança presente na rotina são atitudes que ajudam a construir um trânsito mais responsável. Esse cuidado precisa acontecer durante o ano inteiro”, conclui Ariane.





