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Avon celebra 140 anos de história e anuncia o retorno do Prêmio Avon de Maquiagem em formato inédito

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Avon celebra 140 anos de história e anuncia o retorno do Prêmio Avon de Maquiagem em formato inédito

Em marco comemorativo, a Avon reforça seu posicionamento como Femtech e resgata o Prêmio Avon, já conhecido como o ‘Oscar da Maquiagem’, para escrever um novo capítulo no mercado da beleza do Brasil

A Avon, marca mundialmente reconhecida pelo pioneirismo no mercado de beleza, comemorou nesta terça-feira (22) seus 140 anos de existência em um evento exclusivo para formadores de opinião em um casarão centenário tombado no coração de São Paulo.

Em um movimento estratégico que une inovação e legado, a Avon, marca líder em maquiagem no Brasil*, anuncia na ocasião o retorno do Prêmio Avon de Maquiagem, historicamente conhecido como o “Oscar da Maquiagem” no Brasil, agora em um formato inédito e alinhado ao novo posicionamento da marca como Femtech. A abertura das inscrições e os detalhes completos do novo formato digital serão divulgados nas próximas semanas nas redes sociais da Avon.

“Há 140 anos, a Avon inova a partir das mulheres – entendendo suas necessidades, democratizando o acesso à beleza e criando oportunidades para que conquistem maior autonomia e independência financeira. Esse olhar pioneiro é marcado agora com o novo posicionamento de Avon como uma femtech: uma marca que combina ciência, tecnologia e escuta ativa para responder às necessidades das mulheres em diferentes momentos de suas vidas. A volta do Prêmio Avon de Maquiagem traduz esse mesmo espírito: usar nossa relevância e capilaridade para abrir caminhos, reconhecer talentos e dar projeção a uma nova geração de profissionais da beleza”, diz Cecília Ribeiro, Diretora de Negócios e Marca Avon América Latina.

Avon. Nova Desde Sempre | 140 anos de Pioneirismo

Comemorar 140 anos de trajetória em um mercado global de beleza altamente dinâmico mostra a relevância histórica de uma marca ícone e o impacto social de sua jornada. Ao longo dessas décadas, a Avon assumiu um papel de vanguarda: desbravou novas frentes no mercado de beleza, promoveu a autonomia financeira de milhões de mulheres e liderou discussões fundamentais no campo da cultura, do comportamento e da inovação.

Os marcos históricos e as inovações que evidenciam o pioneirismo constante da marca incluem:

Foco no consumidor: Desenvolveu-se sob uma perspectiva autêntica de consumer-centric, posicionando as necessidades das mulheres no núcleo de suas estratégias desde os primeiros anos.
Venda direta e autonomia: Pioneira no sistema de venda direta, fomentou o empreendedorismo feminino em escala global e promoveu a emancipação financeira de milhões de mulheres antes mesmo do direito ao voto. Publicou a revista com a maior circulação do planeta, democratizando o acesso a novidades e produtos de beleza.

Inovação e pesquisa científica: Na área da ciência voltada à beleza, a empresa já acumulou mais de 1.000 patentes ativas e contabiliza 100 vigentes hoje. Dentre suas inovações pioneiras, destacam-se o isolamento da vitamina C pura, a estabilização do retinol e o registro da tecnologia Protinol, desenvolvida para estimular os colágenos dos tipos 1 e 3.

Pioneirismo em Diversidade e Inclusão de tons de pele: a Avon foi pioneira absoluta em desenvolver e debater ativamente a inclusão de bases e pós adaptados para a diversidade da pele negra e diferentes tonalidades de peles brasileiras.

Inovação de longa duração com a Avon Power Stay: A Avon redefiniu o mercado de maquiagem de alta resistência com a linha Power Stay, que se tornou uma referência altamente valorizada pelas consumidoras por entregar produtos de longa duração (como batons que não transferem e bases de alta fixação) a um preço competitivo.

Skinification da maquiagem com Avon TrataMake: lançamentos de maquiagens que agregam ativos de tratamento para a pele (skincare) consagraram o pioneirismo da marca em unir tecnologia científica ao uso diário de maquiagem, trazendo fórmulas que cuidam da pele enquanto colorem.

Essa posição de liderança e a relação histórica com a maquiagem, que marca presença na rotina de milhões de brasileiras e nos camarins profissionais, deram origem a um marco do setor: o Prêmio Avon de Maquiagem.

O Retorno do “Oscar da Maquiagem”

O Prêmio volta para celebrar a “Make que faz história”. Após marcar gerações de profissionais, o retorno acontece em sintonia com a transformação da própria Avon. A marca, com seu histórico de protagonismo na democratização da beleza e geração de renda, compreende que o mercado mudou. O novo formato reconhece a necessidade de uma forte presença e mecânica digital, para refletir a contemporaneidade da marca e dialogar diretamente com as novas gerações de profissionais e criadores de conteúdo.

Ao longo de 20 anos de premiação, o Prêmio Avon de Maquiagem foi responsável por revelar e reconhecer os maiores talentos do país, transformando-se em um marco no setor. Durante esse período, foram consagrados 123 maquiadores profissionais e mais de 14 mil trabalhos avaliados. Para referências do mercado como Celso Kamura, que vivenciou de perto a evolução da premiação, o reconhecimento sempre funcionou como um divisor de águas, capaz de mudar a carreira e dar visibilidade nacional a novos talentos.

“Pensar na Avon é resgatar as memórias mais carinhosas da minha infância. Lembro-me com muito afeto de presentear minha mãe diversas vezes com os perfumes Charisma e Toque de Amor, além da marcante lembrança do gloss Moranguinho. Anos mais tarde, essa trajetória ganhou um marco inesquecível: em 1998, conquistei meu primeiro Prêmio Avon, em uma cerimônia no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi um momento grandioso, equivalente a um “Oscar”, ao ver a marca presente desde os meus primeiros anos chancelar a minha carreira, uma honra que tive a alegria de receber mais três vezes”, conta Kamura.

“Ao reconhecer o talento de um profissional, a Avon valoriza e enaltece toda a comunidade de maquiadores, que utilizam a beleza para transformar vidas. Sou imensamente grato à Avon pela confiança depositada e por celebrar o nosso trabalho”, complementa Celso Kamura, colorista, cabeleireiro e maquiador profissional, que neste ano celebra 50 anos de carreira e parceiro de longa data de Avon.

*Fonte: Worldpanel by Numerator | Painel de Consumidores | Maquiagem sem Unhas | Período: Ano Móvel Q1.26

Sobre Avon

Fundada em 1886 com o propósito pioneiro de promover a autoestima e a emancipação feminina, a Avon consolidou-se como uma das maiores referências globais em beleza. Parte do grupo Natura desde 2020, a marca opera sob o modelo de Femtech desde 2026— uma ‘startup do feminino’ que funde seu legado de mais de mil patentes a uma estrutura ágil e cultura digital-first. Com gestão majoritariamente feminina e estratégia unificada do México à Argentina, a Avon foca na geração de valor e na democratização de tecnologias de alta

Plaza Premium Group conquista o principal prêmio global como o Melhor Grupo de Salas VIP de Aeroportos do Mundo

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Plaza Premium Group conquista o principal prêmio global como o Melhor Grupo de Salas VIP de Aeroportos do Mundo

Um novo marco em uma década de reconhecimento pela Skytrax. Um legado de pioneirismo. Agora, o melhor do mundo

O Plaza Premium Group (PPG), líder global em soluções de hospitalidade aeroportuária e serviços ao passageiro com abordagem 360 graus, foi eleito o “Melhor Grupo de Salas VIP de Aeroporto do Mundo” no prêmio World Airline Awards da Skytrax, frequentemente chamado de “Oscar da indústria da aviação”.

Esta é a décima vitória consecutiva do grupo junto à Skytrax desde 2016. Essa conquista ressalta o compromisso da PPG com a excelência e exemplifica sua missão de tornar as viagens melhores. Além disso, três salas VIP da Plaza Premium garantiram lugar entre as 10 melhores na lista da Skytrax de “Melhores Salas VIP Independentes de Aeroporto do Mundo” deste ano: as unidades dos aeroportos de Roma Fiumicino, Londres Heathrow e Dubai Internacional.

“Ser nomeado o ‘Melhor Grupo de Salas VIP de Aeroporto do Mundo’ pela Skytrax é uma honra incrível e um novo capítulo de orgulho em nosso décimo ano consecutivo de reconhecimento. Quando fomos pioneiros no conceito de salas VIP independentes em aeroportos, há 28 anos, nosso sonho era transformar a experiência das pessoas durante a passagem pelos aeroportos. Este prêmio é muito mais do que um troféu; ele reflete a confiança que os viajantes depositam em nós e a dedicação que nossas equipes trazem ao trabalho todos os dias. Antes de tudo, agradecemos a cada viajante que votou em nós e nos escolheu para fazer parte de sua jornada. Estamos totalmente comprometidos em tornar sua experiência de viagem melhor por meio de nossa hospitalidade aeroportuária. Aos membros de nossa equipe ao redor do mundo: obrigado pelo trabalho árduo e pelo compromisso em oferecer a melhor hospitalidade, dia após dia. Também somos gratos à Skytrax e aos nossos parceiros aeroportuários e comerciais pelo reconhecimento e apoio contínuos. De sermos os primeiros do mundo a sermos reconhecidos como os melhores do mundo pela décima vez, nossa missão permanece a mesma: ‘Juntos, tornamos as viagens melhores’”, disse o Song Hoi See, fundador e CEO do Plaza Premium Group.

Edward Plaisted, CEO da Skytrax, afirmou: “Parabenizamos a Plaza Premium por conquistar o prêmio de Melhor Grupo de Salas VIP de Aeroporto do Mundo pelo incrível décimo ano consecutivo; trata-se de uma conquista notável da qual a administração e a equipe devem se orgulhar muito. O fato de o Plaza Premium Group ter três de suas salas VIP entre as 10 melhores salas independentes do mundo representa um forte reconhecimento, por parte dos clientes, de seus elevados padrões de qualidade.”

Sobre as Salas VIP de Destaque

Plaza Premium Lounge Roma – Aeroporto Leonardo da Vinci-Fiumicino
Reconhecida como a Melhor Sala VIP Independente de Aeroporto do Mundo entre 2023 e 2025, a Plaza Premium Lounge Roma oferece aos viajantes uma experiência imersiva no coração da Itália. Vivencie a “la dolce vita” através do patrimônio cultural da Cidade Eterna ao entrar em uma sala VIP ampla, inspirada na arquitetura romana antiga, e explore uma curadoria de arte que destaca a importância cultural desta cidade icônica. Os Embaixadores Culturais da sala VIP personificam a calorosa hospitalidade do país, prontos para apresentar pratos e bebidas exclusivos que capturam os sabores vibrantes das diversas regiões da Itália.

Plaza Premium Lounge Londres – Aeroporto de Londres Heathrow (T4)
Os viajantes podem desfrutar de hospitalidade excepcional e espaços elegantes, com pratos e bebidas britânicos clássicos e autênticos, na Plaza Premium Lounge do Terminal 4 de Londres Heathrow. Como parte da nossa iniciativa global “Art and Lounge”, os visitantes também podem apreciar exposições sazonais criadas em colaboração com artistas britânicos locais, proporcionando uma experiência semelhante à de uma galeria de arte.

Plaza Premium Lounge Dubai – Aeroporto Internacional de Dubai
A Plaza Premium Lounge Dubai combina harmoniosamente a cultura dos Emirados com a sofisticação global. Os viajantes podem saborear iguarias locais, admirar obras de arte e vivenciar tradições que refletem a essência de Dubai. Para uma experiência de máximo requinte, os viajantes podem desfrutar do exclusivo Numero Uno Caviar Bar. Esta sala VIP, ideal para famílias, conta também com uma área de recreação infantil dedicada, bem como suítes familiares privativas com serviço de mordomo personalizado.

PLAZA PREMIUM GROUP

O Plaza Premium Group (PPG) é líder global em soluções integradas de hospitalidade aeroportuária e serviços para passageiros. O grupo opera a maior rede de salas VIP (lounges) em aeroportos do mundo e oferece uma experiência de hospitalidade aeroportuária completa (360 graus) com 14 marcas em seu portfólio, atuando em 150 países e 600 aeroportos (internacionais e domésticos) e atendendo 30 milhões de passageiros anualmente. Com a missão de “Tornar as Viagens Melhores” (Make Travel Better), o grupo lançou, em 1998, o primeiro conceito mundial de sala VIP independente em aeroportos. Com marcas como Plaza Premium Lounge e Plaza Premium First (salas VIP premiadas), Aerotel (a maior rede de hotéis de trânsito aeroportuário do mundo), Refreshhh by Aerotel, ALLWAYS (serviços de assistência a passageiros), diversos conceitos de gastronomia aeroportuária, Smart Traveller (plataforma inovadora de recompensas e experiência digital) e o ecossistema One Travel Experience Ecosystem (OneTECO), o grupo está na vanguarda da transformação positiva das experiências em aeroportos por meio de soluções inovadoras e centradas no ser humano. O compromisso do PPG vai além de suas próprias marcas, abrangendo também a prestação de serviços de gestão de salas VIP e soluções de hospitalidade para as principais companhias aéreas, alianças e empresas em todo o mundo. O Plaza Premium Group acumula mais de 200 prêmios e reconhecimentos, demonstrando suas conquistas excepcionais e seu compromisso com a excelência no atendimento. Destaca-se a premiação recebida no World Airline Awards da Skytrax por dez anos consecutivos (de 2016 a 2026). Com uma equipe de mais de 7.000 profissionais dedicados em todo o mundo e uma busca contínua por inovação e excelência, o grupo vivencia um crescimento exponencial em escala global.

Para saber mais: https://www.plazapremiumgroup.com

Estácio anuncia a 10ª edição da maior feira virtual de empregos e estágios do Brasil

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Estácio anuncia a 10ª edição da maior feira virtual de empregos e estágios do Brasil

Cadastro de empresas segue disponível até o próximo dia 1º de outubro

A Estácio acaba de anunciar a 10ª edição da sua tradicional Feira Virtual de Estágio e Empregos. A iniciativa, que já conta com a participação de grandes organizações, abriu, pela primeira vez, a oportunidade para que empresas regionais, de pequeno a grande porte, participem do evento. O cadastro é gratuito e poderá ser realizado até o próximo dia 1º de outubro, por meio do formulário: Feira de Estágios & Empregos da Estácio Carreiras | Empresas – Preencher o formulário.

Segundo Débora Freitas, gerente de Carreiras da Estácio, a iniciativa está alinhada à proposta da instituição de oferecer ensino de qualidade, proporcionar oportunidades profissionais para seus alunos e beneficiar toda a comunidade de Curitiba.

“A cada ano, milhares de pessoas participam da nossa Feira em busca de orientação de carreira e de oportunidades de estágio e emprego em grandes organizações nacionais e internacionais. Nesta edição, queremos ampliar ainda mais o alcance da iniciativa, beneficiando também as empresas locais, promovendo o networking e contribuindo diretamente para o desenvolvimento do mercado de trabalho da região”, afirma.

A 10ª edição da Feira Virtual de Estágio e Empregos da Estácio será realizada na segunda quinzena de outubro e já conta com a participação confirmada das empresas CIEE, NUBE, Catho, InfoJobs, Santander, Yduqs, Globo, Álamo Engenharia, Grupo Tigre, Vale, Instituto Yduqs e IEL – Instituto Euvaldo Lodi, entre outras.

Do sucesso profissional ao burnout: quando o trabalho adoece

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Do sucesso profissional ao burnout: quando o trabalho adoece

Aos 48 anos, advogado deixou o cargo de diretor para recuperar a saúde; benefícios por esgotamento somaram R$ 25,5 milhões em 2025 no Brasil

Durante quase 25 anos, Adailton Alves Maciel Junior construiu a carreira que imaginava para a vida. Advogado, chegou ao cargo de diretor de uma empresa e acreditava que o sucesso profissional e financeiro compensaria as horas longe da família. Até que a rotina profissional, que por tanto tempo foi motivo de realização, começou a provocar sintomas que ele já não conseguia ignorar.

Picos de pressão, ansiedade, cansaço mental, procrastinação e dificuldade de concentração passaram a fazer parte da rotina. Mesmo assim, resistiu à ideia de procurar ajuda. Achava que era fraqueza. Em vez disso, passou a organizar festas em casa. “Com a casa cheia e o copo na mão, não havia espaço para as conversas difíceis. Parecia celebração, era fuga”, revela. Só procurou uma psiquiatra por insistência de um amigo médico. Foi quando recebeu o diagnóstico de burnout.

O caso está longe de ser isolado. Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mostram que foram concedidos 5.979 benefícios relacionados à Síndrome de Burnout em todo o Brasil em 2025, com um impacto financeiro de R$ 25,5 milhões. No primeiro semestre de 2026, foram 3.598 benefícios, que somaram R$ 18,5 milhões. No Paraná, foram 248 benefícios em 2025, no valor de R$ 1,05 milhão, e outros 139 entre janeiro e junho deste ano, correspondentes a cerca de R$ 624 mil.

De acordo com a médica psiquiatra Juliana Brum, o burnout é uma condição de estresse crônico relacionado ao trabalho. A 11ª revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11) descreve três características centrais: sensação de exaustão, distanciamento psicológico do trabalho e percepção de queda da eficácia profissional. Insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração, ansiedade, dores de cabeça, tensão muscular e procrastinação também podem estar associados ao quadro.

Um dos desafios, segundo Juliana, é que nem sempre o profissional consegue perceber que está adoecendo. “Pessoas que veem o trabalho como missão de vida se questionam se são fracas ou se, de fato, estão em um ambiente abusivo”, explica. Sobrecarga persistente, pressão excessiva, pouco reconhecimento, conflitos de valores, relações difíceis e a impossibilidade de se desconectar estão entre os fatores que podem contribuir para o adoecimento.

Foi justamente a dificuldade de se desconectar da profissão que marcou a trajetória de Maciel. “Eu conseguia dormir, mas acordava com a sensação de não ter descansado”, lembra. Durante dois anos, tentou tratar o problema apenas com terapia. Até que recebeu da psiquiatra um alerta decisivo: continuar naquele ritmo, iniciar tratamento medicamentoso ou deixar a carreira e recomeçar.

Ele escolheu mudar de vida. Pediu demissão e foi para o litoral com a esposa, que se tornou seu principal apoio durante a recuperação. Os dois abriram um pequeno restaurante. Ela cozinhava e ele trabalhava como garçom. A experiência o fez perceber que sua identidade não precisava estar ligada à posição que ocupava. Mais tarde, Maciel tornou-se sócio da empresa em que trabalha atualmente, no setor da beleza. Retomou as corridas, continuou a terapia e passou a olhar para a própria trajetória de outra maneira. “Comecei a enxergar o Adailton novamente”, descreve.

A psiquiatra explica que não existe uma medicação específica para burnout. O tratamento pode incluir psicoterapia, controle dos sintomas associados, hábitos de vida saudáveis, descanso, lazer, vínculos sociais e estratégias para estabelecer limites entre a vida profissional e pessoal.

Crise de saúde mental

A médica do trabalho e psiquiatra Letícia Mameri Trés, colaboradora do departamento científico da Associação Nacional da Medicina do Trabalho (ANAMT), explica que o sofrimento mental relacionado ao trabalho está crescendo ao mesmo tempo em que os casos também estão sendo mais reconhecidos e diagnosticados. Ainda existe, porém, uma parcela que não aparece nas estatísticas, formada por pessoas que continuam trabalhando mesmo com exaustão, insônia, irritabilidade e queda de rendimento.

A especialista destaca que, hoje, existe uma compreensão mais clara de que o burnout é um fenômeno ligado ao trabalho. A avaliação precisa considerar a história do trabalhador, a organização do ambiente, a jornada, a relação com a liderança, a sobrecarga, o assédio e outros fatores psicossociais. “Ficou mais difícil olhar para esse adoecimento como se fosse apenas uma fragilidade individual”, afirma.

Hoje, Maciel se sente preparado para falar sobre o período que durante muito tempo preferiu esconder. Sua trajetória deu origem ao livro autobiográfico Burnout: Fim ou Novo Começo, que será lançado no dia 24 de setembro, às 19 horas, na Biblioteca Pública Municipal de Londrina. Para ele, compartilhar a própria história é uma forma de alcançar quem ainda pode estar tentando suportar sozinho uma rotina que já ultrapassou os próprios limites.

Serviço:
Lançamento do livro Burnout: Fim ou Novo Começo
Data: 24 de setembro
Horário: 19 horas
Local: Biblioteca Pública Municipal de Londrina
Aberto ao público

Shopping Plaza Campos Gerais recebe 1ª Corrida Kids em Ponta Grossa (PR)

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Evento será realizado na véspera do Dia das Crianças, com percursos de 50 a 400 metros, para incentivar a prática esportiva entre os pequenos

Um dia antes do Dia das Crianças, Ponta Grossa ganha um evento esportivo feito sob medida para o público infantil. No dia 11 de outubro, o Shopping Plaza Campos Gerais sedia a 1ª Corrida Kids Shopping Plaza, com largada às 9h30 e provas para meninos e meninas de 2 a 13 anos. As inscrições poderão ser feitas até o dia 04 de outubro pelo site da Ticket Sports. 

Com percursos que variam de 50 a 400 metros, adaptados a cada idade, a proposta é oferecer aos pequenos o contato com uma competição esportiva de forma leve e divertida, respeitando os diferentes níveis de desenvolvimento. Mais do que o desafio físico, o evento organizado pela Muraro Eventos Esportivos estimula a convivência entre participantes e familiares.

A disputa será organizada em cinco categorias, com distâncias definidas pela idade:

2 a 4 anos: 50 metros

5 a 6 anos: 100 metros

7 a 8 anos: 200 metros

9 a 10 anos: 300 metros

11 a 13 anos: 400 metros

As inscrições custam R$ 39,90, mais taxa de serviço, e dão direito ao Kit Atleta Kids, com número de peito, hidratação, brindes dos patrocinadores e medalha especial de participação, entregue ao final da prova. A camiseta oficial pode ser adquirida à parte, por R$ 50.

Os inscritos de Ponta Grossa retiram os kits no dia 10 de outubro. Já os atletas de outras cidades poderão buscá-los no próprio local da largada, no dia do evento, das 7h30 às 8h.

A iniciativa acompanha o movimento de aproximar a garotada do esporte desde cedo, incentivando hábitos mais saudáveis já nos primeiros anos de vida. “Para as famílias, é também uma oportunidade de unir esporte e lazer em um mesmo programa”, completa o superintendente do Plaza Campos Gerais, Frederico Galvão.

SERVIÇO — 1ª Corrida Kids Shopping PlazaData: 11 de outubro de 2026
Horário: 9h30
Local: Shopping Plaza Campos Gerais
Faixa etária: de 2 a 13 anos
Percursos: de 50 a 400 metros
Valor da inscrição: R$ 39,90 + taxa de serviço
Inscrições: https://www.ticketsports.com.br/e/1-corrida-kids-shopping-plaza-87731

Sobre o Shopping Plaza Campos Gerais 

Maior shopping da região, o Plaza Campos Gerais é o 12º empreendimento do Grupo Tacla, maior conglomerado de shopping centers do Sul do Brasil. Inaugurado em 2025, o mall tem 76 mil metros quadrados de área total e 27 mil de área locável. Localizado na região da Ronda, em Ponta Grossa (PR), conta com dois pavimentos comerciais e 130 operações entre lojas e quiosques. Inspirado nas linhas e formas da Escarpa Devoniana, o projeto arquitetônico transformou o mall em um marco para a cidade. Com dezenas de grandes marcas nacionais e internacionais, o Plaza Campos Gerais abriga ainda seis salas de cinema.

Surto de salmonela na Europa reacende alerta sobre cuidados na cozinha

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Mais de 300 pessoas foram infectadas, ao menos 34 precisaram de hospitalização e uma morte foi associada ao surto

Um surto de salmonela, que já atingiu mais de 300 pessoas na Europa e causou uma morte no Reino Unido, voltou a colocar em evidência os riscos das infecções transmitidas por alimentos — e os cuidados que podem aumentar ou reduzir as chances de contaminação.

O episódio está associado ao consumo de ovos contaminados da produtora Laerco BV, na Bélgica, o que levou a Agência Federal para a Segurança da Cadeia Alimentar da Bélgica (FASFC) a ampliar o recall dos produtos na região. No Brasil, contudo, não há registro de risco relacionado ao surto, já que o país não importa ovos in natura da União Europeia e mantém rígidos controles do sistema de inspeção sanitária.

Dados provisórios do Sistema de Saúde Pública do Reino Unido mostram que a Inglaterra registrou 2.020 notificações laboratoriais de Salmonella não tifoide no primeiro trimestre de 2026, ante 1.588 no mesmo período de 2025 — crescimento de 27,2%.

O que é salmonela?

Salmonela é o nome dado a um grupo de bactérias capazes de causar infecções gastrointestinais. A transmissão ocorre principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados, embora também possa acontecer pelo contato com animais, ambientes contaminados e, com menor frequência, de uma pessoa para outra.

Ovos e aves estão entre os alimentos mais frequentemente associados à bactéria, mas não são os únicos. Carnes, leite não pasteurizado, frutas, verduras e outros produtos também podem servir como veículos de transmissão.

Os sintomas mais comuns incluem diarreia, cólicas abdominais, febre, náuseas e, em alguns casos, vômitos. Na maioria das pessoas, a infecção é autolimitada e desaparece sem tratamento específico. Crianças pequenas, idosos, pessoas imunossuprimidas e pacientes com determinadas condições de saúde, porém, têm maior risco de desenvolver complicações.

Em situações mais graves, a bactéria consegue ultrapassar a barreira intestinal e atingir a corrente sanguínea. A partir daí, a infecção pode se disseminar pelo organismo e evoluir para quadros potencialmente fatais, como sepse.

No surto britânico, duas pessoas apresentaram infecção na corrente sanguínea e uma morte foi associada ao episódio. As autoridades não divulgaram detalhes sobre a vítima enquanto a investigação permanece em andamento.

“A Salmonella é um microrganismo altamente adaptado. Ela contamina água e alimentos, impactando a saúde pública de forma massiva”, explica Alberto Gonçalves Evangelista, pesquisador do Biopark.

Ele atua no Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Alimentos Saudáveis, que trabalha no desenvolvimento de estratégias de controle para mitigar a circulação de bactérias e de genes de resistência antimicrobiana entre o campo e a mesa do consumidor.

O perigo também pode estar na própria cozinha

Embora o surto britânico esteja sendo investigado a partir de uma possível relação com ovos importados, o episódio chama atenção para um problema mais amplo: a forma como os alimentos são manipulados depois que chegam à cozinha.

Durante a investigação, as autoridades identificaram possíveis episódios de contaminação cruzada em dois dos estabelecimentos analisados.

Essa contaminação acontece quando microrganismos presentes em um alimento cru chegam a outro alimento — especialmente àquele que já está pronto para ser consumido — por meio das mãos, facas, tábuas, pratos, bancadas ou outros utensílios.

Um exemplo está em um hábito ainda comum: lavar o frango cru antes do preparo. Embora pareça uma medida de higiene, a prática pode produzir o efeito contrário. Os respingos da lavagem podem transportar microrganismos presentes na carne para a pia, torneira, bancada, utensílios e alimentos próximos. Além disso, se a água não apresentar a qualidade adequada, pode inserir microrganismos que até aquele momento não existiam no alimento.

O que torna o frango seguro é o cozimento adequado, combinado a medidas que evitem a contaminação cruzada.

Também não é possível confiar apenas nos sentidos para saber se um alimento está contaminado. A presença de Salmonella não necessariamente altera cheiro, cor, textura ou sabor. Um ovo, uma carne ou outro alimento podem parecer perfeitamente normais e ainda assim carregar a bactéria.

Por isso, procedência, higiene das mãos, separação entre alimentos crus e prontos para consumo, refrigeração adequada e cozimento correto são barreiras mais eficazes do que simplesmente observar o aspecto do alimento.

Mas alguns hábitos domésticos transmitidos de geração em geração ainda confundem higiene com segurança microbiológica. Veja o que é mito e o que é verdade sobre a salmonela.

Mitos e verdades

1. É possível identificar um alimento contaminado pelo cheiro ou pela aparência.MITO —  Um alimento pode conter Salmonella sem apresentar alterações perceptíveis de cheiro, sabor, cor ou aparência.

2. Ovos podem transmitir salmonela mesmo quando parecem normais.VERDADE — A contaminação não necessariamente provoca mudanças visíveis no ovo ou na casca.

3. Ovo caipira ou orgânico não tem salmonela.MITO — O método de produção, por si só, não garante que o alimento esteja livre da bactéria.

4. Lavar o ovo antes de guardá-lo elimina o risco.MITO —  A lavagem doméstica pode tornar o ovo menos seguro, já que compromete barreiras naturais da casca. O cuidado com armazenamento, manipulação e cozimento continua necessário.

5. Lavar o frango cru torna a carne mais segura.MITO —  A água não elimina de maneira segura as bactérias presentes na carne e os respingos podem espalhar microrganismos pela pia, bancada e utensílios.

6. Cozinhar adequadamente é uma das principais formas de proteção.VERDADE — Temperaturas suficientemente altas destroem a Salmonella. O importante é que o alimento atinja cozimento adequado também em seu interior.

7. Congelar mata a salmonela.MITO —  A bactéria pode sobreviver ao congelamento. Baixas temperaturas dificultam sua multiplicação, mas não constituem um método confiável para eliminá-la.

8. A geladeira mata a bactéria.MITO —  A refrigeração ajuda a controlar a multiplicação bacteriana, mas não necessariamente destrói a Salmonella já presente no alimento.

9. Uma salada pode ser contaminada pelo frango cru mesmo sem encostar nele.VERDADE —  Uma faca, tábua, mão ou superfície que teve contato com a carne crua pode transportar microrganismos para alimentos que serão consumidos sem cozimento.

10. Só frango e ovos transmitem salmonela.MITO —  Água, carnes, leite não pasteurizado, frutas e verduras também podem estar envolvidos. Surtos já foram associados até mesmo a alimentos como chocolate e pasta de amendoim.

11. Limão ou vinagre eliminam a salmonela.MITO — A acidez desses ingredientes não substitui o cozimento adequado nem transforma automaticamente um alimento contaminado em seguro para consumo.

12. Preparações com ovo cru exigem atenção especial.VERDADE — Maionese caseira, mousses, tiramisù e outras receitas que utilizam ovos sem cozimento podem ser preparadas com ovos pasteurizados para reduzir o risco.

13. Se o frango está branco por dentro, necessariamente está seguro. MITO — Cor e aparência não são as formas mais confiáveis de determinar se todas as partes do alimento atingiram temperatura suficiente para destruir microrganismos.

14. A salmonelose pode provocar a morte.VERDADE — Embora a maioria das pessoas se recupere, em alguns casos a bactéria chega à corrente sanguínea e pode provocar infecções sistêmicas, sepse e outras complicações graves. Isso é especialmente impactante para pessoas mais sensíveis, como gestantes, idosos e crianças.

15. Toda salmonelose precisa ser tratada com antibióticos. MITO — A maioria dos casos é autolimitada. Antibióticos ficam reservados principalmente para situações específicas, pacientes de maior risco ou infecções mais graves, conforme avaliação médica. Nunca use antibióticos por conta própria, pois isso pode induzir a resistência antimicrobiana e agravar problemas que você ainda nem sabe que existem.

16. Crianças pequenas, idosos e imunossuprimidos merecem atenção especial. VERDADE — Esses grupos apresentam maior probabilidade de desenvolver formas graves da doença e complicações.

17. Depois que o alimento foi cozido, não existe mais risco.MITO —  Uma carne perfeitamente cozida pode voltar a ser contaminada se for colocada no mesmo prato que recebeu o alimento cru ou entrar em contato com mãos e utensílios contaminados.

18. Esponjas de louça velhas podem acumular e espalhar bactérias.VERDADE —  Por permanecerem úmidas e reterem resíduos de alimentos, as esponjas podem favorecer a sobrevivência e o crescimento de microrganismos. Não existe um intervalo científico universal que determine sua troca a cada determinado número de dias. Elas devem ser bem enxaguadas, mantidas o mais secas possível entre os usos e substituídas quando estiverem desgastadas, com mau cheiro ou não puderem mais ser adequadamente higienizadas. Esponjas que tiveram contato com líquidos de carnes ou aves cruas exigem atenção especial.

19. Medidas simples reduzem boa parte do risco. VERDADE —Lavar adequadamente as mãos, separar alimentos crus daqueles prontos para consumo, cozinhar os alimentos de maneira correta, manter os perecíveis refrigerados e evitar preparar comida para outras pessoas quando se está com sintomas gastrointestinais estão entre as principais medidas preventivas.

O surto britânico não significa que ovos ou frango devam ser eliminados do cardápio. O episódio reforça algo mais útil para a vida cotidiana: segurança alimentar depende de uma sequência de cuidados, desde a origem do produto até o momento em que ele chega ao prato.

E alguns deles começam justamente com a revisão de hábitos que parecem higiênicos, mas que podem não oferecer a proteção imaginada — ou até facilitar a disseminação de microrganismos pela cozinha.

Financiamento de caminhões cresce 8,1% até julho, puxado pelos seminovos

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Operações com caminhões usados avançam 10,6% no acumulado do ano, enquanto financiamentos de modelos novos crescem 4,9%

Mesmo em um cenário de juros elevados e crédito mais restrito, o financiamento de caminhões cresceu 8,1% entre janeiro e julho de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da B3. Ao todo, foram 156.035 operações de crédito, considerando novos e usados.

O crescimento, porém, não foi uniforme entre as categorias. Entre os usados, foram 87.939 operações de financiamento no período, alta de 10,6% em relação aos mesmos meses de 2025. Já entre os novos, foram 68.096 operações, avanço de 4,9%, segundo levantamento da B3.

Esse movimento acontece em um mercado que enfrenta desafios. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) reduziu, em julho, sua projeção de licenciamentos de caminhões para 2026, que passou a 106,7 mil unidades no ano. Entre os fatores considerados pela entidade estão os juros elevados, as condições menos favoráveis para o agronegócio e os custos ainda pressionados.

Na avaliação do gerente comercial da Servopa Caminhões, Luis Spezia, esse ambiente leva o cliente a analisar a compra com mais cautela e a considerar diferentes aspectos da operação. “Estamos vendo um cliente mais racional e mais atento ao custo da operação. Ele não olha apenas para o valor do caminhão ou para a parcela do financiamento, mas também para fatores como produtividade, consumo, manutenção e disponibilidade. Quando essa conta fecha, mesmo em um cenário de juros altos, a renovação da frota deixa de ser adiada e passa a ser vista como investimento”, afirma.

Para transportadoras e empresas que dependem de veículos pesados, essa avaliação se torna ainda mais relevante diante da necessidade de equilibrar a renovação da frota com a preservação do caixa. Nesse contexto, o financiamento  permite substituir modelos mais antigos sem exigir o desembolso de todo o valor de uma só vez.

“Para uma empresa, a decisão de renovar um caminhão passa por uma análise que vai muito além da parcela. É preciso colocar na conta o consumo de combustível, os custos de manutenção, o tempo que o veículo fica parado e a produtividade que ele consegue entregar. Por isso, o financiamento pode ser uma ferramenta importante para antecipar essa troca quando o ganho de eficiência compensa o custo do investimento”, explica Spezia.

A diferença no ritmo de crescimento entre caminhões novos e usados evidencia o espaço dos seminovos entre as opções disponíveis às empresas. “O seminovo pode ser uma alternativa interessante principalmente para empresas que precisam equilibrar renovação e capacidade de investimento. Em muitos casos, é possível substituir um veículo mais antigo por outro mais eficiente sem assumir o mesmo nível de investimento exigido para a aquisição de um caminhão zero-quilômetro”, destaca o executivo do Grupo Servopa.

Para as empresas, o cenário reforça a importância de considerar os impactos financeiros e operacionais antes de optar pela troca dos veículos. “A renovação da frota é uma decisão de negócio. Quando a empresa consegue colocar na conta o investimento, o custo financeiro e os ganhos de eficiência que o novo veículo pode proporcionar, ela passa a ter mais elementos para avaliar se é o momento de fazer essa mudança”, finaliza Spezia.

Sobre o Grupo Servopa

Há 70 anos atuando no mercado, o Grupo Servopa se consolidou como um dos principais grupos do setor automotivo no Brasil, representando 15 marcas de renome como Volkswagen, Audi, Hyundai, BYD, GAC, Honda, Peugeot, Volvo e Harley-Davidson. Com sede em Curitiba (PR), reúne operações em concessionárias de veículos, consórcios e serviços relacionados, com 52 lojas distribuídas nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Opinião: A herança tóxica da sociedade descartável

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*Taiane Camargo e Alberto Evangelista

Durante décadas, a imagem mais conhecida da poluição plástica foi a de tartarugas presas em redes abandonadas ou aves marinhas alimentando seus filhotes com tampas de garrafa. Essas cenas continuam chocantes, mas talvez não sejam mais as mais preocupantes. O problema mudou de escala. E mudou de endereço.

Hoje, a grande questão não é apenas o plástico que vemos. É o plástico que não vemos. Os microplásticos — partículas menores que 5 milímetros resultantes da degradação de embalagens, roupas sintéticas, pneus, tintas e inúmeros produtos do cotidiano — já ultrapassaram as fronteiras dos oceanos, dos rios e dos solos. Eles chegaram ao interior do corpo humano.

A descoberta mais inquietante dos últimos anos não ocorreu em uma praia poluída nem em uma área industrial. Ela aconteceu dentro de laboratórios que analisavam tecidos humanos. Em 2024, pesquisadores da Universidade do Novo México encontraram microplásticos em todas as 62 placentas humanas analisadas. O dado é particularmente preocupante porque a placenta é um órgão temporário, formado durante a gestação, o que sugere uma exposição contínua e crescente da população.

No mesmo período, estudos detectaram microplásticos em sangue humano, pulmões, fígado, rins e cordões umbilicais. Mais recentemente, pesquisadores identificaram concentrações ainda maiores no cérebro humano, em níveis superiores aos encontrados em outros órgãos analisados. Além disso, os estudos indicam um aumento significativo dessas concentrações entre 2016 e 2024.

A imagem é perturbadora. Por muito tempo, acreditou-se que o plástico era um problema ambiental. Hoje, ele se apresenta também como uma questão de saúde pública.

Acontece que os microplásticos não surgem espontaneamente. Eles são o estágio final de um modelo de consumo baseado no descarte. Uma garrafa plástica abandonada em um terreno baldio não desaparece. Ela se fragmenta. Uma sacola carregada pelo vento não deixa de existir. Ela se transforma em milhares de partículas microscópicas. Um pneu desgastado pelo atrito com o asfalto libera partículas que podem ser transportadas pela chuva, pelo ar e pelos sistemas de drenagem urbana.

Esses fragmentos acabam chegando aos rios, lagos e oceanos. Ali são ingeridos por organismos aquáticos e entram na cadeia alimentar. No litoral do Paraná, uma pesquisa conduzida pela oceanógrafa Fernanda Possatto identificou microplásticos em 93,6% dos peixes analisados em feiras e mercados da região. Dos 47 indivíduos examinados, 44 apresentavam partículas no trato digestório.

O dado não significa que o consumo desses peixes represente automaticamente um risco imediato à saúde humana. A própria pesquisadora faz essa ressalva. Porém, ele evidencia um fenômeno mais amplo: o plástico já está circulando pelos mesmos sistemas ecológicos que sustentam nossa alimentação.

E não apenas nos pescados. Microplásticos já foram identificados em sal de cozinha, açúcar, água potável, cerveja, frutas, vegetais e alimentos ultraprocessados. Em outras palavras: evitar completamente a exposição tornou-se praticamente impossível.

Uma das maiores dificuldades desse debate é que a ciência ainda está construindo respostas. Não existe, até o momento, consenso definitivo sobre quais concentrações representam risco direto à saúde humana, nem sobre os efeitos acumulativos ao longo de décadas de exposição.

Mas a ausência de respostas definitivas não significa ausência de riscos. Diversos estudos experimentais sugerem que microplásticos e nanoplásticos podem desencadear processos inflamatórios, estresse oxidativo, alterações metabólicas e danos celulares. Também cresce a preocupação com compostos químicos associados aos plásticos, como ftalatos e bisfenóis, conhecidos por interferirem no funcionamento hormonal do organismo.

Há ainda um agravante frequentemente ignorado: os microplásticos funcionam como uma espécie de “ônibus molecular”. Durante sua trajetória no ambiente, podem adsorver metais pesados, pesticidas, compostos tóxicos e microrganismos patogênicos. Quando ingeridos por organismos vivos, transportam consigo esses contaminantes. É como se o problema não fosse apenas a partícula plástica, mas também a carga invisível que ela carrega.

Ao mesmo tempo em que nunca houve tanta preocupação com alimentação saudável, atividade física e qualidade de vida, nunca produzimos tanto plástico. Segundo estimativas internacionais, a produção mundial de plástico supera atualmente 400 milhões de toneladas por ano e continua crescendo. Grande parte desse volume é destinada a embalagens de uso único que permanecem no ambiente por décadas ou séculos.

É como se estivéssemos tentando cuidar do corpo enquanto ampliamos continuamente a contaminação do ambiente de que dependemos para viver. A natureza não possui um sistema capaz de processar rapidamente essa avalanche de polímeros sintéticos. O resultado é previsível: eles se acumulam. Primeiro, nos rios; depois, nos oceanos; e, por fim, nos alimentos. E agora, em nós.

A boa notícia é que existem soluções. Tecnologias de tratamento de água, sistemas de filtração mais eficientes, melhorias nos processos de reciclagem, desenvolvimento de biopolímeros e embalagens biodegradáveis representam avanços importantes. Mas nenhuma inovação tecnológica será suficiente se a cultura do descarte permanecer inalterada.

Reduzir o consumo de plásticos de uso único continua sendo a medida mais eficaz. Optar por recipientes reutilizáveis, evitar aquecer alimentos em embalagens plásticas, ampliar programas de coleta seletiva e exigir políticas públicas mais rigorosas são ações que parecem pequenas individualmente, mas que se tornam relevantes quando adotadas em escala social.

A história da saúde pública mostra que as grandes transformações costumam ocorrer antes da certeza absoluta. Foi assim com o tabagismo, com o amianto, com o chumbo na gasolina. Primeiro surgem os sinais. Depois vêm as evidências acumuladas. Por fim, a sociedade reconhece que ignorou, por tempo demais, algo que estava diante de seus olhos.

No caso dos microplásticos, talvez estejamos exatamente nesse momento. A pergunta já não é se eles chegaram ao ambiente, mas quanto tempo levaremos para reagir ao fato de que eles chegaram ao nosso próprio organismo.

*Taiane Mota Camargo é doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos e pesquisadora do Biopark. Alberto Gonçalves Evangelista é doutor em Ciência Animal e pesquisador do Biopark.

Imprensa vira ativo digital

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Além da reputação, publicações jornalísticas passam a alimentar marketing, buscas e a construção do histórico online de empresas e profissionais

A transformação digital está mudando até mesmo um dos serviços mais tradicionais da comunicação corporativa. Se durante décadas a assessoria de imprensa teve como principal objetivo conquistar reputação e visibilidade por meio de jornais, revistas, rádio e televisão, hoje uma publicação pode continuar gerando valor muito depois de deixar de ser notícia. Portais eletrônicos, mecanismos de busca, hiperlinks e, mais recentemente, a Inteligência Artificial estão fazendo com que a presença na imprensa também se transforme em um patrimônio digital para empresas e profissionais.

A mudança acompanha o próprio comportamento do público. O Digital News Report 2026, do Reuters Institute, aponta que 84% da população brasileira tem acesso à internet e que o número de veículos de mídia online cresceu em 2025. O levantamento mostra ainda que a mídia digital respondeu por 40,6% do investimento publicitário no Brasil, praticamente empatada com a televisão, com 41,3%. Paralelamente, uma pesquisa da EY divulgada em 2026 apontou que 94% dos brasileiros entrevistados haviam utilizado Inteligência Artificial nos seis meses anteriores. Para a jornalista e estrategista de comunicação Verônica Pacheco, CEO da Toda Comunicação, esse cenário exige uma nova compreensão sobre o papel da assessoria de imprensa.

“A reputação continua sendo a nossa principal entrega, mas hoje uma matéria não termina quando é publicada. Ela pode virar conteúdo para as redes sociais, argumento para o departamento comercial, referência no Google e parte do histórico digital daquela marca. A assessoria de imprensa passou a construir ativos que continuam trabalhando depois que a notícia deixa de ser novidade”, afirma Verônica.

Na prática, a mudança está relacionada principalmente à multiplicação dos canais digitais. Uma entrevista que antes poderia ter seu impacto concentrado no dia em que um jornal circulava ou um programa era transmitido agora pode permanecer disponível por anos em um portal. Quando essas publicações trazem o nome do profissional, sua especialidade, empresa, fotografia e hiperlink para o site oficial, passam a formar uma rede de referências digitais sobre aquela marca.

Segundo Verônica, é justamente nesse ponto que assessoria de imprensa, marketing e posicionamento digital começam a se aproximar. “São três entregas que se complementam. A imprensa constrói reputação porque existe a validação de um terceiro. A matéria gera conteúdo de qualidade que o marketing pode reaproveitar. E, quando essas publicações permanecem online, começamos a construir um histórico digital consistente sobre aquele profissional ou empresa”, explica.

Os hiperlinks inseridos editorialmente nas matérias também podem contribuir para a estratégia de SEO, embora seu impacto dependa de fatores como autoridade do domínio, atributos técnicos do link e relevância do conteúdo. Para a estrategista, entretanto, o valor está no conjunto. Em vez de pensar somente em uma grande exposição isolada, a comunicação passa a buscar recorrência, diversidade de fontes e presença qualificada ao longo do tempo.

A Inteligência Artificial acrescentou uma nova camada a essa transformação. À medida que ferramentas de IA passam a fazer parte da maneira como consumidores pesquisam produtos, serviços e profissionais, aumenta a importância de existirem informações públicas, coerentes e qualificadas sobre uma marca na internet. Verônica ressalta, porém, que nenhuma assessoria pode garantir que determinada plataforma recomendará um cliente. “Não se trata de manipular a Inteligência Artificial ou prometer uma indicação. Trata-se de construir presença. Se uma empresa quer ser reconhecida no ambiente digital, precisa existir digitalmente de maneira consistente, em fontes próprias e também em fontes independentes. A imprensa tem um papel importante nessa construção”, afirma.

À frente da Toda Comunicação, que completou recentemente 23 anos, Verônica diz que acompanhar essa transformação passou a fazer parte da própria evolução da agência. A empresa tem intensificado o trabalho de distribuição online e a busca por hiperlinks, sem abandonar a conquista de espaços em veículos tradicionais e de grande alcance. “Em comunicação, experiência não pode significar fazer durante 20 anos exatamente a mesma coisa. O mercado muda, a tecnologia muda e o comportamento das pessoas muda muito rápido. A maturidade está em preservar aquilo que continua valioso, como credibilidade e relacionamento com jornalistas, e incorporar as ferramentas e estratégias que fazem sentido para o presente”, destaca.

Para ela, o futuro da assessoria de imprensa está justamente na integração. Relações públicas, conteúdo, SEO, redes sociais, imprensa e Inteligência Artificial não devem ser tratados como universos completamente separados. “Uma boa reputação facilita o trabalho do marketing e do comercial porque confiança vem antes da venda. Nosso desafio agora é fazer com que cada espaço conquistado na imprensa tenha uma vida muito maior: gere autoridade no presente e ajude a construir o patrimônio digital que a marca levará para o futuro”, conclui.

Serviço: Toda Comunicação

Verônica Pacheco

Jornalista e Estrategista de Comunicação

@agenciatodacomunicacao

redacao@todacomunicacao.com.br

www.todacomunicacao.com.br

Hospital São Marcelino Champagnat amplia atendimento ortopédico para 24 horas

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Serviço amplia o acesso à avaliação especializada para casos de urgência e emergência, como fraturas, luxações, entorses e traumas

O Hospital São Marcelino Champagnat ampliou o horário do atendimento ortopédico no Pronto Atendimento, que passa a funcionar 24 horas por dia, todos os dias, inclusive aos finais de semana e feriados. Com a ampliação do horário, o serviço oferece atendimento especializado para casos de urgência e emergência ortopédica em qualquer horário. A avaliação especializada é importante após quedas, acidentes e outros traumas que possam resultar em fraturas, luxações, entorses ou outras lesões. Dor intensa, inchaço, deformidade ou dificuldade para movimentar um membro ou apoiar o peso do corpo são alguns dos sinais que merecem atenção.

“Uma avaliação rápida permite identificar a gravidade da lesão, controlar a dor e iniciar o tratamento adequado o quanto antes, reduzindo o risco de complicações e favorecendo a recuperação”, explica o coordenador do plantão de Ortopedia do Hospital São Marcelino Champagnat, Francisco José Zaniolo.

O atendimento integra a estrutura do Centro de Ortopedia e Traumatologia da instituição, que atua no diagnóstico e tratamento de doenças do sistema osteomuscular, deformidades, fraturas e outros quadros ortopédicos, tanto crônicos quanto agudos. A equipe reúne ortopedistas de diferentes subespecialidades e está preparada para atender desde os casos mais simples até casos complexos que demandem atendimento especializado.

Atendimento integrado

O paciente que chega ao Pronto Atendimento passa pelo acolhimento e por uma avaliação inicial. Na sequência, é realizada a avaliação  clínica pelo ortopedista. Quando necessário, são solicitados exames de imagem, como radiografia e tomografia, além de outros exames complementares. A partir dos resultados, é definida a conduta mais adequada para cada caso, que pode incluir medicação para controle da dor, imobilização, procedimentos realizados no próprio Pronto Atendimento ou encaminhamento para cirurgia.

A estrutura do hospital permite integrar avaliação médica, exames e tratamento em um mesmo local. Quando necessário, o paciente também pode ser encaminhado para continuidade do tratamento com as equipes das subespecialidades ortopédicas do hospital.

Quando procurar atendimento

Nem toda dor ou lesão ortopédica exige atendimento de emergência. No entanto, após uma queda, acidente ou outro trauma, alguns sinais indicam que é hora de buscar avaliação médica:

  • Deformidade visível no membro ou articulação
  • Dor intensa e persistente
  • Inchaço significativo
  • Dificuldade ou incapacidade de movimentar o membro
  • Impossibilidade de apoiar o peso do corpo

Serviço

Atendimento Ortopédico do Hospital São Marcelino ChampagnatLocal: Pronto Atendimento do Centro de Ortopedia e Traumatologia
Endereço: Av. Presidente Affonso Camargo, 1399 – Cristo Rei
Horário: 24 horas, todos os dias, incluindo finais de semana e feriados
Entrada: Acesso vermelho, sinalizado com a placa “Pronto Atendimento”