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Sicredi patrocina maior congresso empresarial do Paraná

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Evento promovido pela FACIAP mostra a força do comércio e serviços do estado; 26% das empresas ativas no estado são associadas da instituição financeira cooperativa

O cooperativismo de crédito vem ganhando cada vez mais força no Brasil, com R$ 730 bilhões em ativos, crescimento de 23,9% e 770 cooperativas de crédito. O segmento se destaca no sistema financeiro nacional, com avanço na ordem de 23,9% em 2023, contra 10,5% do restante do mercado. Como primeira instituição financeira cooperativa da América Latina, o Sicredi tem sido um dos principais agentes desse crescimento, promovendo o desenvolvimento local e o fortalecimento de pequenas e médias empresas. Para fortalecer ainda mais essa parceria com o setor produtivo, a instituição patrocinou o Congresso Empresarial Paranaense, que aconteceu na última sexta-feira (22) e sábado (23), no Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, em Foz do Iguaçu (PR).

Organizado pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), a sétima edição do evento reuniu mais de mil líderes e especialistas em finanças, varejo, inovação e mercado, promovendo uma imersão em novas oportunidades de crescimento e tendências do setor. O Sicredi participou com um espaço exclusivo, pensado para fortalecer a interação entre seus gerentes e os empreendedores, além de destacar os diferenciais da instituição em diversos segmentos econômicos. 

Parceiro dos empreendedores

Com mais de 45 mil colaboradores, 2,8 mil agências e 104 cooperativas, o Sicredi reúne hoje mais de 8,5 milhões de associados no Brasil e tem como objetivo alcançar 10 milhões até 2025. Apenas no Paraná, o Sicredi reúne mais de 400 mil empresas associadas à cooperativa de crédito, das quais 74% são micro e pequenas empresas, 22% microempreendedores individuais (MEI) e 4% médias e grandes empresas. Esse alcance expressivo posiciona o Sicredi como um “raio-X” da economia local, uma vez que, das mais de 1,7 milhão de empresas ativas no Paraná, 24% são associadas atualmente à instituição financeira cooperativa, conforme dados da Junta Comercial do Estado do Paraná (Jucepar).

Para apoiar as empresas, o Sicredi oferece mais de 300 soluções financeiras e não financeiras. Entre os principais serviços estão opções de Fluxo de Caixa — como aceitação de pagamentos, cobrança, folha de pagamento, gestão de pagamentos e gestão financeira —, além de crédito, investimentos, cartões empresariais, câmbio, consórcios e seguros. Mais do que facilitar o dia a dia das empresas, a API Pix é outra ferramenta adicional que conecta o sistema de automação de recebimento do associado diretamente ao Sicredi, proporcionando mais facilidade na gestão financeira e segurança nas transações via Pix.

“Os associados encontram no Sicredi o suporte necessário para acessar crédito e uma gama de soluções financeiras pensadas para facilitar a gestão dos seus negócios. Oferecemos soluções integradas de fluxo de caixa, além de outras opções que proporcionam praticidade e segurança no processo de pagar e receber. Essa oferta de serviços facilita a administração financeira das empresas, contribui para o crescimento de empreendimentos, gera empregos e fortalece a confiança de nossos associados. Tudo isso é possível graças ao nosso relacionamento próximo e consultivo, sempre focado no desenvolvimento econômico local, que é um dos principais pilares do cooperativismo de crédito”, destaca o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Jairson Belisario. 

O impacto positivo do cooperativismo reflete diretamente no desenvolvimento municipal. Um estudo realizado pelo Sistema OCB em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (FIPE), que analisou dados de 2018 a 2023, revelou que a abertura de cooperativas de crédito em cidades anteriormente desassistidas resultou em um aumento de 10% no PIB per capita, na criação de 25,3 novos postos de trabalho por mil habitantes e no acréscimo de 3,2 estabelecimentos por mil habitantes. “O Sicredi quer continuar a impactar positivamente a vida dos cidadãos, especialmente em municípios menores, ao oferecer serviços financeiros focados nas pessoas. Para isso, apoiamos pequenas empresas do Paraná com crédito competitivo, produtos de qualidade e um contato direto com os empresários através de nossas agências. Esse suporte contribui para o crescimento das empresas e fortalece o cooperativismo de crédito”, finaliza Jairson.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 8,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.800 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.

Site do Sicredi: Clique aqui  

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5 dicas para reformar a casa de forma econômica e sustentável

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Descubra como realizar uma reforma que alia inovações ecológicas e baixo custo

Reformar um apartamento pode parecer desafiador e custoso, mas, com um bom planejamento e estratégias inteligentes, é possível transformar o espaço sem comprometer o orçamento. Em vez de buscar imóveis com plantas espelhadas e pré-determinadas, construir do zero ou lidar com as dificuldades de uma reforma, é viável adaptar o espaço para atender às necessidades e preferências do morador de maneira sustentável. A coordenadora de projetos e personalização da GT Building, Letícia Abreu, compartilha dicas práticas para economizar na reforma, garantindo um ambiente bonito, funcional e ambientalmente responsável.

Planejamento

Antes de iniciar qualquer reforma, o planejamento é fundamental. Defina um orçamento realista, pesquise materiais e fornecedores e escolha profissionais qualificados. “É importante estabelecer um cronograma claro e segui-lo rigorosamente para evitar imprevistos. Um projeto detalhado também é indispensável para garantir que todas as mudanças ocorram conforme o esperado, sem surpresas financeiras”, explica a coordenadora.

Paredes e pisos

“Mudar a cor das paredes é uma maneira econômica e eficaz de renovar um ambiente. Pintar com tons modernos ou investir em papéis de parede confere agilidade ao processo e ainda traz personalidade ao espaço”. Letícia sugere também a integração de ambientes, como sala e cozinha, o que oferece maior versatilidade na decoração e otimiza o uso do espaço.

Em relação ao piso, embora a troca possa ser mais trabalhosa, é uma excelente forma de revitalizar o ambiente. “Para economizar, é possível escolher pisos de fácil instalação, como vinílico ou laminado, que podem ser aplicados sobre o revestimento existente, evitando a quebra e remoção do piso antigo. Outra alternativa é optar por revestimentos que combinem em diversos ambientes, criando uma harmonia visual em toda a casa.”

Troque pequenos detalhes em vez de fazer grandes mudanças

Pequenos ajustes podem transformar o ambiente sem exigir grandes investimentos. Por exemplo, substitua maçanetas, puxadores e interruptores por modelos modernos. Melhorar a iluminação, trocando lâmpadas antigas por versões mais eficientes ou usando luminárias e arandelas para criar uma nova atmosfera, também são ótimas opções.

Decoração criativa

A decoração é uma excelente maneira de personalizar o espaço de forma econômica. “Espelhos são ideais para ampliar  ambientes e melhorar a iluminação. Quadros e fotos com molduras simples também podem transformar o visual, dando mais personalidade aos espaços. Além disso, plantas são uma opção acessível e eficaz para dar vida ao local,  melhorar a qualidade do ar e tornar o ambiente mais acolhedor”, recomenda Letícia.

Reforma sustentável

Para quem deseja uma reforma sustentável, Letícia sugere algumas alternativas como:  tintas à base de água ou ecológicas é uma escolha mais segura e sustentável. As tintas ecológicas, compostas por ingredientes naturais como óleo de linhaça, argila, cera de abelha e pigmentos minerais, são biodegradáveis e livres de compostos orgânicos voláteis (COVs), evitando a liberação de substâncias tóxicas no ambiente; pisos feitos de materiais reciclados, como PVC e laminados que imitam madeira, são boa opções. Caso já exista um piso de madeira, é possível renová-lo com uma lixada e aplicação de verniz, economizando na troca e aproveitando o material já presente; sanitários e torneiras que economizam água contribuem para uma reforma mais sustentável, reduzindo o desperdício de recursos;  a iluminação LED consome até 80% menos energia em comparação com lâmpadas incandescentes e possui vida útil prolongada, sendo uma opção sustentável e econômica; investir em materiais como mantas térmicas, vidros duplos e tintas refletivas pode reduzir significativamente o consumo de energia, mantendo o ambiente confortável e diminuindo a necessidade de aquecimento ou refrigeração.

Serviço de customização exclusivo 

A GT Building oferece um serviço exclusivo de customização que permite aos clientes fazer alterações no layout interno do apartamento sem comprometer a estrutura do prédio. Em mercados de alto padrão, a oferta de uma experiência VIP é uma estratégia eficaz para diferenciar um imóvel de luxo, proporcionando aos potenciais clientes uma jornada de compra exclusiva e atraente. Segundo pesquisa realizada pela consultoria Deloitte “O Comportamento do Consumidor de Imóveis em 2040” apontou que, além de tecnologia e sustentabilidade, a possibilidade de personalização é uma das características que tende a ser cada vez mais valorizada no processo de compra e venda de imóveis.

O programa de customização da incorporadora curitibana é 100% focado nos desejos e necessidades dos clientes, possibilitando a personalização do próprio imóvel. As modificações são permitidas desde que não interfiram na fachada, nas instalações hidráulicas ou na estrutura do edifício, como a remoção de pilares, vigas ou prumadas. “Entre as alterações possíveis estão ajustes em pontos elétricos, hidráulicos, de gás, ar-condicionado e iluminação. Também é possível substituir ou adicionar acabamentos como louças, metais e revestimentos, com a garantia de assistência técnica nacional”, explica Letícia.

Com uma equipe técnica especializada, a GT Building garante o acompanhamento rigoroso de todas as modificações, respeitando o cronograma e o orçamento definidos desde o início. O compromisso é entregar o apartamento conforme o projeto, garantindo a satisfação do cliente, que pode customizar o imóvel na planta para atender às suas preferências e estilo de vida. “A personalização oferece ainda mais segurança ao futuro proprietário. Antes mesmo de concluir a compra, ele sabe exatamente o que pode ou não fazer no apartamento. Revestimentos,  metais, louças e bancadas são alguns dos itens avaliados em conjunto pela equipe e pelos clientes”, finaliza a coordenadora.

Sobre a GT Building  

A GT Building é uma incorporadora curitibana e um dos principais players do mercado imobiliário da capital. Preocupada com o futuro, a GT Building se posiciona como uma empresa Climability®, que utiliza suas habilidades de criação de projetos inovadores aliada à consciência e vontade de ajudar na construção de um mundo melhor. Com o objetivo de neutralizar sua pegada ecológica, a empresa fez parcerias com climatechs e organizações de preservação de biomas brasileiros para aquisição de créditos de carbono, compensando suas emissões de gases de efeito estufa.

Projeto Escalada da Inclusão possibilita que pessoas com deficiências (PcD) pratiquem escalada

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Projeto Escalada da Inclusão possibilita que pessoas com deficiências (PcD) pratiquem escalada

Evento promove acessibilidade e inclusão e será realizada neste domingo (24)

Neste domingo (24), das 14h às 18h, acontece a terceira edição da Escalada da Inclusão. Idealizada pelo psicólogo Allef Furtado, o evento será realizado no Campo Base Ginásio de Escalada (Avenida Presidente Kennedy, 35 – Rebouças) e tem como objetivo ajudar na reconstrução da autoestima e da autoimagem, além da oferecer a possibilidade das pessoas com deficiência (PcD) se desafiarem e superarem seus próprios limites, provando a si mesmos que a maior limitação está em suas mentes.

“Eu tenho a autonomia e a liberdade como um valor de vida, então quando eu ajudo a transformar vidas, principalmente, no quesito de dar liberdade para as PcD, eu sinto uma realização pessoal muito grande, me conecto com o meu propósito. Eu sempre me emociono quando realizo esse evento e, a partir dessa experiência, entendo que pequenas pessoas, como eu, podem fazer grandes feitos”, explica o idealizador do projeto, Allef Furtado.

A Escalada da Inclusão será gratuita e contará com paredões de quase 20 metros. Além de equipamentos especializados e adaptados para auxiliarem todas as PcD, inclusive cadeirantes que também queiram realizar a escalada.O diferencial dessa edição, é que o psicólogo está doando duas cadeiras adaptadas para os ginásios de escalada de Curitiba.

“A gente entende que o limite ele tem que ser definido pela própria pessoa com deficiência e não pela sociedade ou pelo outro que fala se você pode ou não fazer tal coisa/atividade. A ideia é falar que eles podem sim praticar a escalada, se assim, for à vontade e desejo deles”, finaliza Furtado.

A Escalada da Inclusão conta com a realização da Escalada Terapêutica (programa do psicólogo Allef Furtado). Patrocínio do Dr. Antonio Krieger, Vida Fit, Master Brasil, Grupo Veper e Outdoormídia. Apoio do Campo Base Ginásio de Escalada, Ariente Equipamentos, ADFP, Lume e Loba do Mar Eventos.

Serviço:

3º Escalada da Inclusão

Data e horário: 24 de novembro de 2024 (domingo), das 14h às 18h

Local: Campo Base Ginásio de Escalada (Avenida Presidente Kennedy, 35 – Rebouças)

A entrada é gratuita

ALEP homenageia biomédicos do Paraná

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ALEP homenageia biomédicos do Paraná

Sessão Solene acontece na segunda (25/11) e valoriza os profissionais de saúde do Estado

A Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (ALEP) fará uma Sessão Solene na segunda-feira (25/11), às 18h, em homenagem ao Dia do Biomédico; celebrado anualmente em 20 de novembro. A iniciativa é do Deputado Tiago Amaral (PSD) e do Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6).

A congratulação será no Plenário da ALEP e terá a presença de vários biomédicos. No Paraná são 5.902 biomédicos e em todo Brasil são 142.088 profissionais, que atuam em mais de 30 áreas de saúde.

A graduação de biomedicina é uma das mais procuradas nas instituições de ensino superior (IES) do Paraná, a exemplo da UFPR. Os cursos são ofertados em mais de 50 IES espalhadas por Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa, Campo Mourão, Apucarana, Foz do Iguaçu, Araucária, Guarapuava, Ivaiporã e Assis Chateaubriand.

“Tivemos muitas conquistas nos últimos quatro anos em favor da categoria, como a inclusão no quadro de servidores públicos do Paraná, em universidades, hospitais e laboratórios. Isso nos deixa orgulhosos e esse reconhecimento chancela os trabalhos que os biomédicos do Paraná realizam em favor da sociedade”, destaca o presidente do CRBM6, Thiago Massuda.

Sobre o CRBM6

O Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6) é uma Autarquia Federal com jurisdição no Estado do Paraná.

A entidade é formada por 5.902 profissionais. A sede fica em Curitiba e as delegacias regionais estão em Campo Mourão, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, União da Vitória, Guarapuava, Umuarama, Guaíra e Ponta Grossa.

Os biomédicos atuam em mais de 30 atividades ligadas à saúde tais como acupuntura, análises clínicas e ambientais, bromatológicas [avalia a qualidade dos alimentos], auditoria, banco de sangue, biofísica, biologia molecular, bioquímica, citologia oncótica, embriologia, estética, farmacologia, fisiologia, genética, hematologia, histologia, imunologia, imagenologia, informática da saúde, microbiologia, microbiologia de alimentos, monitoramento neurofisiológico transoperatório, parasitologia, patologia, perfusão, psicobiologia, radiologia, reprodução humana, sanitarista, saúde pública, toxicologia, virologia e outras áreas.

Brasil enfrenta desafios para garantir estoques regulares nos bancos de sangue

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Brasil enfrenta desafios para garantir estoques regulares nos bancos de sangue

Em 25 de novembro, data em que se celebra o Dia Nacional do Doador de Sangue, especialista explica quais os critérios para doar, onde doar, além de desmitificar alguns mitos

No próximo 25 de novembro, o Brasil celebra o Dia Nacional do Doador de Sangue, uma data essencial para reforçar a importância deste gesto altruísta, que é fundamental para salvar vidas. O País enfrenta desafios para garantir estoques regulares nos bancos de sangue e, sendo assim, o mês de novembro foi escolhido por preceder um período de estoques ainda mais baixos, devido à proximidade das férias e das datas comemorativas de final de ano. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 1,4% da população brasileira doa sangue regularmente. Embora esse número seja significativo, ele está aquém da meta recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que estima que 3% da população deva ser doadora para garantir a disponibilidade adequada de sangue, especialmente em momentos de emergência.

A enfermeira e coordenadora do curso de Enfermagem da Estácio, Rosi Muller, destaca a relevância da doação de sangue para a saúde pública. “O sangue é crucial para atender a emergências médicas. Não conseguimos sintetizar sangue artificialmente, por isso a doação é essencial para salvar vidas”, afirma. Ela explica que, no banco de sangue, o material coletado é separado em componentes como plasma, plaquetas e hemácias, cada um com uma função vital para diferentes tipos de tratamentos. Pacientes com doenças crônicas, como leucemia, e aqueles que sofrem acidentes ou complicações durante cirurgias e partos, dependem diretamente desses componentes. “Se não tivermos um bom estoque, as vidas desses pacientes ficam em risco”, adverte a professora.

Critérios – Apesar de sua importância, a doação de sangue envolve alguns critérios para garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor. De acordo com a professora Rosi, quem deseja doar precisa atender a requisitos básicos como ter entre 16 e 69 anos, pesar acima de 50 kg e estar em boas condições de saúde. Também é necessário estar livre de doenças infecciosas, como gripes e resfriados, e evitar a doação caso tenha realizado procedimentos invasivos, como tatuagens ou piercings, nos últimos meses. A triagem feita pelos bancos de sangue também é rigorosa. Antes da coleta, o doador passa por uma entrevista confidencial sobre seu histórico médico e hábitos de vida, além de exames laboratoriais para detectar doenças transmissíveis, como HIV, hepatite e sífilis. “O processo de triagem é fundamental para garantir que o sangue coletado seja seguro tanto para quem recebe quanto para quem doa”, explica Rosi.

Mitos e Verdades – Ao longo dos anos, muitos mitos sobre a doação de sangue têm circulado, o que pode desmotivar potenciais doadores. A professora Rosi desmistifica alguns deles: “Doar sangue não faz mal à saúde. A quantidade retirada é segura e o corpo repõe o sangue perdido em até 24 horas. Não há risco de fraqueza permanente”, afirma. Outro mito comum é que a doação pode afetar o peso corporal, seja para engordar ou emagrecer, o que também não é verdade. “A doação de sangue não altera o metabolismo e o ganho ou perda de peso não está relacionado à doação”, explica.

A doação de sangue, segundo Rosi, é um ato de amor e solidariedade. “É um gesto voluntário e altruísta, que pode salvar vidas sem esperar nada em troca. O impacto positivo na sociedade é imenso, pois estamos ajudando alguém que muitas vezes nem conhecemos”, afirma. Ela ressalta que, ao doar, o indivíduo se torna parte de uma rede de apoio fundamental para o funcionamento dos serviços de saúde, contribuindo para o bem-estar coletivo. No entanto, a especialista alerta que, mesmo com o crescente número de doadores, a demanda continua alta. “Precisamos de uma contribuição constante. A doação de sangue não é algo pontual, ela precisa ser feita de maneira regular”, afirma, destacando que os estoques de sangue devem ser mantidos em níveis adequados para garantir atendimento a todas as necessidades, tanto as emergenciais quanto as programadas.

Para quem se interessa em contribuir com essa causa, basta procurar um dos centros de coleta de sangue espalhados pelo país. Os bancos de sangue, geralmente localizados em hospitais e hemocentros, recebem doações durante todo o ano. O Dia Nacional da Doação de Sangue é uma data para divulgar e reforçar para que mais pessoas se tornem doadoras regulares. “O processo de doação é rápido, seguro e não causa grandes desconfortos. Doar sangue é um ato de amor e cuidado com o próximo”, informa Rosi.

Natal Encantado da Família Madalosso é inclusivo para portadores de TEA com parte da renda revertida ao Erastinho

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Natal Encantado da Família Madalosso é inclusivo para portadores de TEA com parte da renda revertida ao Erastinho

Com o tema “O expresso de Natal” o evento acontece de 24 de novembro a 23 de dezembro e conta com diversas apresentações e muita diversão para a família

O Grupo Família Madalosso anuncia novidades para as apresentações de final de ano. A partir do dia 24 de novembro até 23 de dezembro, a 5ª edição do evento “Natal Encantado da Família Madalosso”, evento que transforma um dos restaurantes mais icônicos de Santa Felicidade num verdadeiro espetáculo natalino para toda a família. No evento de abertura, 24 de novembro, a apresentação ficará por conta do Coral do Erastinho – instituição parceira do evento de 2024.

O evento, que já se consolidou como parte do calendário de Natal oficial da cidade de Curitiba, traz esse ano o tema “O Expresso de Natal”, apresentando uma vasta programação. “O evento contará com diversas atrações para todas as idades, como espaços de interação e neve artificial. Entre os pontos altos, haverá uma tirolesa de 70 metros, uma montanha-russa temática com trenó, além da roda-gigante que proporciona vistas deslumbrantes do espaço decorado. Para as crianças, uma caixa de presente com escorregador será pura diversão, assim como o trenó para fotos e outros destaques que completam a ambientação natalina deste ano. Certamente, será um momento único para toda a família “, conta a executiva do Grupo Madalosso, Mariana Werner.

A entrada é gratuita para o público geral e as apresentações musicais contam com duração de cerca de 30 minutos. Os brinquedos radicais terão custo a parte: Montanha-russa (duas voltas) e Roda gigante (três minutos): R$15; Tirolesa: R$20 (por descida) e combo dos três brinquedos: R$40. Parte da renda será revertida ao Erastinho. A estimativa é receber mais de 120 mil pessoas durante todos os dias de espetáculo.

Inclusão: Para receber crianças e adultos portadores do Transtorno do Espectro Autista, a Família Madalosso disponibiliza abafadores de som para garantir o conforto deste público durante toda a apresentação. “Como uma atração para toda a família, tratamos com sensibilidade a inclusão, para garantir a diversão de forma única para todos”, finaliza, Mariana.

Programação das apresentações

· 24/11 – Domingo, 19h
· 25/11 – Segunda, 19h30
· 27/11 – Quarta, 19h30
· 01/12 – Domingo, 19h
· 03/12 – Terça, 19h30
· 08/12 – Domingo, 19h
· 10/12 – Terça, 19h30
· 15/12 – Domingo, 19h
· 17/12 – Terça, 19h30
· 22/12 – Domingo, 19h
· 23/12 – Segunda, 19h30

Serviço:

“Natal Encantado da Família Madalosso: O Maior Natal de Todos”:

Início: 24 de novembro

Término: 23 de dezembro

Local: Restaurante Família Madalosso – Matriz

Entrada: Gratuita

Ingressos para a roda-gigante e a mini montanha-russa serão vendidos separadamente:

Montanha-russa (duas voltas) e Roda gigante (três minutos): R$15

Tirolesa: R$20 (por descida)

Combo dos três brinquedos: R$40

Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 18h às 23h, sábados das 11h às 23h, e domingos das 11h às 22h

Black Friday 2024: o que esperar das promoções?

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Data promete ser uma das mais movimentadas do comércio; quatro tendências devem influenciar promoções e consumidores

Criada nos Estados Unidos na década de 1960, a Black Friday já é uma tradição consolidada em vários países do mundo, sempre na última sexta-feira de novembro. Grandes descontos, promoções relâmpago, preços exclusivos e imperdíveis são os grandes atrativos da data, que promete ser uma das mais movimentadas também no comércio brasileiro. O ano de 2024 ficará marcado tanto pelas novas tendências como também por velhas práticas, ambas ganhando força.

No Brasil, a Black Friday começou a se tornar popular a partir de 2010, com significativo crescimento especificamente a partir de 2015, quando o comércio eletrônico passou a ter presença mais intensa no cotidiano de muitos clientes. Apesar de ganhar força ao longo da última década, o evento ainda não atingiu todo o seu potencial por aqui, principalmente devido a problemas culturais como o mascaramento de preços por parte de alguns lojistas.

De acordo com o doutor em Administração e professor de pós-graduação na Universidade Positivo (UP) Sérgio Czajkowski Júnior, “existe um receio por parte de muitos clientes, e ele é justificado, de que, aqui no Brasil, exista uma ‘Black Fraude’, já que, diferente dos Estados Unidos, onde os descontos têm um peso real; aqui esse desconto, muitas vezes, não é realmente valioso ou interessante, do ponto de vista do custo-benefício”, afirma. Ele pontua algumas tendências para a Black Friday deste ano.

  1. Inteligência artificial

O uso mais massificado da inteligência artificial deve ter relativa influência na Black Friday deste e dos próximos anos. “A tendência é que você potencialize tanto programas de fidelidade quanto possibilidades de personalização de ofertas para determinados perfis de clientes usando os recursos tecnológicos e demais inovações disponíveis”, observa Czajkowski, que estuda as aplicações da IA em diferentes processos no pós-doutorado.

  1. Promoções estendidas

O nome faz menção a uma sexta-feira, mas, em terras brasileiras, as promoções que deveriam ser aplicadas apenas em um dia acabam se estendendo ao longo de até um mês. Em 2024 não deve ser diferente. “Nos Estados Unidos trata-se, sim, apenas de um dia de descontos, mas, aqui, as empresas sempre optam por promover a ‘semana de Black Friday’ ou a ‘quinzena de Black Friday’, com descontos por vários dias consecutivos.”

Em Curitiba, o Ventura Shopping, por exemplo, optou por estender as ações de Black Friday aos dois dias seguintes, abrangendo todo o fim de semana. De 29 de novembro a 1o de dezembro, haverá uma loja específica da Black Friday dentro do shopping, onde os consumidores podem encontrar produtos de diversas lojas a preço de custo, além de promoções relâmpago em itens como vestuário, calçados e eletrônicos. “O próprio shopping decidiu garantir, por meio de uma curadoria, que dentro dessa loja todos os produtos sejam oferecidos pelo menor preço possível”, afirma a gerente de Marketing do Ventura, Daniela Leal.

  1. Boas ofertas também em lojas físicas

Nem só de vendas on-line se faz uma Black Friday. O professor ressalta que, em 2024, os lojistas, sempre que possível, também devem focar esforços para atrair os clientes para as lojas físicas, não só pelas ações promocionais, mas também como forma de fortalecer as políticas de CRM.

Após o confinamento decorrente das medidas sanitárias, as pessoas estão desejosas em sentir novas emoções e viver experiências inusitadas e impactantes. Tal movimento se configura, inclusive, como uma tendência pós-pandêmica. “Ao longo dos últimos anos, as pessoas têm comprado mais pela internet, influenciadas principalmente pelas restrições da pandemia. De volta ao presencial, os consumidores devem ficar de olho nas ofertas das lojas físicas, que têm se tornado cada vez mais interessantes, com os comerciantes tentando atrair o público de volta para seus espaços”, comenta.

  1. Nem toda promoção é para você

“Os consumidores estão cada vez mais conscientes e tomando decisões mais planejadas. Isso significa que é mais difícil ‘enganá-los’ com promoções tipo ‘a metade do dobro’. Mesmo assim, é importante ter em mente que mesmo as ofertas que parecem mais atrativas nem sempre são para você. Vale a pena fazer uma lista dos itens mais necessários para não perder o controle dos gastos e acabar comprando mais do que pode pagar”, alerta Czajkowski.

Sobre o Ventura Shopping

Inaugurado em dezembro de 1994, o Ventura Shopping apresenta um mix especializado em moda, gastronomia, serviços e entretenimento com cerca de 200 operações, sendo sete lojas âncoras, 20 opções de fast-food, cinco salas de cinema Cinesystem, boliche, e a maior reta em pista de kart indoor em Curitiba. Localizado no bairro Portão, o Ventura possui 81 mil m² e é administrado pelo Grupo Tacla Shopping – que possui outros 11 empreendimentos nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Mais informações: www.venturashopping.com.br

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo é referência em Ensino Superior entre as IES do Estado do Paraná e é uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta e mais de 400 mil metros quadrados de área verde no campus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A Instituição conta com três unidades em Curitiba (PR) e uma em Londrina (PR), e mais de 70 polos de EAD no Brasil. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de graduação, centenas de programas de especialização e MBA, cinco programas de mestrado e doutorado, além de cursos de educação continuada, programas de extensão e parcerias internacionais para intercâmbios, cursos e visitas. Além disso, tem sete clínicas de atendimento gratuito à comunidade, que totalizam cerca de 3.500 metros quadrados. Em 2019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric. Desde março de 2020 integra o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. Mais informações em up.edu.br/

Brasil enfrenta desafios para garantir estoques regulares nos bancos de sangue

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Brasil enfrenta desafios para garantir estoques regulares nos bancos de sangue

Em 25 de novembro, data em que se celebra o Dia Nacional do Doador de Sangue, especialista explica quais os critérios para doar, onde doar, além de desmitificar alguns mitos

No próximo 25 de novembro, o Brasil celebra o Dia Nacional do Doador de Sangue, uma data essencial para reforçar a importância deste gesto altruísta, que é fundamental para salvar vidas. O País enfrenta desafios para garantir estoques regulares nos bancos de sangue e, sendo assim, o mês de novembro foi escolhido por preceder um período de estoques ainda mais baixos, devido à proximidade das férias e das datas comemorativas de final de ano. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 1,4% da população brasileira doa sangue regularmente. Embora esse número seja significativo, ele está aquém da meta recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que estima que 3% da população deva ser doadora para garantir a disponibilidade adequada de sangue, especialmente em momentos de emergência.

A enfermeira e coordenadora do curso de Enfermagem da Estácio, Rosi Muller, destaca a relevância da doação de sangue para a saúde pública. “O sangue é crucial para atender a emergências médicas. Não conseguimos sintetizar sangue artificialmente, por isso a doação é essencial para salvar vidas”, afirma. Ela explica que, no banco de sangue, o material coletado é separado em componentes como plasma, plaquetas e hemácias, cada um com uma função vital para diferentes tipos de tratamentos. Pacientes com doenças crônicas, como leucemia, e aqueles que sofrem acidentes ou complicações durante cirurgias e partos, dependem diretamente desses componentes. “Se não tivermos um bom estoque, as vidas desses pacientes ficam em risco”, adverte a professora.

Critérios – Apesar de sua importância, a doação de sangue envolve alguns critérios para garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor. De acordo com a professora Rosi, quem deseja doar precisa atender a requisitos básicos como ter entre 16 e 69 anos, pesar acima de 50 kg e estar em boas condições de saúde. Também é necessário estar livre de doenças infecciosas, como gripes e resfriados, e evitar a doação caso tenha realizado procedimentos invasivos, como tatuagens ou piercings, nos últimos meses. A triagem feita pelos bancos de sangue também é rigorosa. Antes da coleta, o doador passa por uma entrevista confidencial sobre seu histórico médico e hábitos de vida, além de exames laboratoriais para detectar doenças transmissíveis, como HIV, hepatite e sífilis. “O processo de triagem é fundamental para garantir que o sangue coletado seja seguro tanto para quem recebe quanto para quem doa”, explica Rosi.

Mitos e Verdades – Ao longo dos anos, muitos mitos sobre a doação de sangue têm circulado, o que pode desmotivar potenciais doadores. A professora Rosi desmistifica alguns deles: “Doar sangue não faz mal à saúde. A quantidade retirada é segura e o corpo repõe o sangue perdido em até 24 horas. Não há risco de fraqueza permanente”, afirma. Outro mito comum é que a doação pode afetar o peso corporal, seja para engordar ou emagrecer, o que também não é verdade. “A doação de sangue não altera o metabolismo e o ganho ou perda de peso não está relacionado à doação”, explica.

A doação de sangue, segundo Rosi, é um ato de amor e solidariedade. “É um gesto voluntário e altruísta, que pode salvar vidas sem esperar nada em troca. O impacto positivo na sociedade é imenso, pois estamos ajudando alguém que muitas vezes nem conhecemos”, afirma. Ela ressalta que, ao doar, o indivíduo se torna parte de uma rede de apoio fundamental para o funcionamento dos serviços de saúde, contribuindo para o bem-estar coletivo. No entanto, a especialista alerta que, mesmo com o crescente número de doadores, a demanda continua alta. “Precisamos de uma contribuição constante. A doação de sangue não é algo pontual, ela precisa ser feita de maneira regular”, afirma, destacando que os estoques de sangue devem ser mantidos em níveis adequados para garantir atendimento a todas as necessidades, tanto as emergenciais quanto as programadas.

Para quem se interessa em contribuir com essa causa, basta procurar um dos centros de coleta de sangue espalhados pelo país. Os bancos de sangue, geralmente localizados em hospitais e hemocentros, recebem doações durante todo o ano. O Dia Nacional da Doação de Sangue é uma data para divulgar e reforçar para que mais pessoas se tornem doadoras regulares. “O processo de doação é rápido, seguro e não causa grandes desconfortos. Doar sangue é um ato de amor e cuidado com o próximo”, informa Rosi.

Judicialização da Medicina é debatida em congresso de Direito Médico

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I Congresso Nacional do IMKN reúne profissionais e pesquisadores nos dias 28 e 29 de novembro, no TJPR

O Poder Judiciário tem se deparado com um número cada vez maior de ações envolvendo responsabilidade civil médica e hospitalar. No livro “O Erro Médico nos Tribunais” (Ed. Foco, 2024), o autor Wendell Lopes Barbosa de Souza traz uma tabela que mostra a evolução desses processos na Justiça do Brasil. Segundo o estudo, de 2015 a 2020 houve um aumento de mais de 50% desse tipo de ação, passando de 359 mil para 545 mil. Os dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, somente em 2023, foram ajuizadas 565 mil ações sob o direito à saúde no Brasil – um aumento de 20% em relação ao ano de 2022.

Segundo o autor, que é pós-doutor, professor universitário, juiz no Tribunal de Justiça de São Paulo e conselheiro administrativo do Instituto Miguel Kfouri Neto (IMKN), o problema é cada vez mais alarmante e não está perto de ser solucionado. “Apesar dos nobres esforços em sentido contrário, essa judicialização generalizada e na saúde não arrefeceu nos últimos anos, não diminuirá em breve tempo e, ao contrário, só vem aumentando vertiginosamente: necessariamente teremos que prevenir danos e negociar conflitos para a manutenção da sustentabilidade do sistema de saúde a bem de pacientes, médicos, empresas médicas e toda sociedade brasileira”, afirma.

De acordo com o professor de Direito Médico e da Saúde, Tertius Rebelo, os principais danos decorrentes da prestação de serviços de saúde no Brasil incluem falhas de diagnóstico e erros relacionados a medicamentos, tanto na prescrição quanto na administração, especialmente em aplicações endovenosas, em que a troca de medicamentos pode ser fatal. “Erros cirúrgicos também são comuns, ocorrendo quando há desvios ou falhas na técnica utilizada, fora do padrão esperado”, acrescenta Rebelo, que é também fundador e diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Ensino de Direito Médico e da Saúde (IBEDIM).

Infraestrutura de saúde inadequada

Para Rebelo, o problema começa na infraestrutura inadequada de saúde no Brasil. “A falta de equipamentos adequados, instalações públicas precárias e a superlotação dos serviços comprometem a qualidade do atendimento e aumentam a probabilidade de erros médico-hospitalares”, pontua. Além disso, há uma escassez de profissionais de saúde, que, aliada à sobrecarga de trabalho, resulta em atendimentos abaixo do padrão esperado. “Um diagnóstico inicial, por exemplo, deveria durar entre 40 minutos e uma hora, mas, em muitos casos, é feito em menos de 10 minutos. Em alguns atendimentos públicos, faltam até cadeiras para os pacientes se sentarem enquanto esperam ser chamados, o que reflete a precariedade das condições de trabalho”, ressalta. “Esses fatores dificultam uma análise cuidadosa dos pacientes e prejudicam a investigação dos sintomas e sinais apresentados, aumentando o risco de erros no diagnóstico e no prosseguimento de tratamentos. Como consequência, isso pode levar a fatalidades, danos graves ou sequelas permanentes”, completa Rebelo.

Falha na formação médica

Outro problema apontado por Rebelo é a deficiência na formação e educação continuada dos médicos. “Atualmente, temos mais de 620 mil médicos ativos, com cerca de 50 mil novos profissionais entrando no mercado a cada ano. Há uma projeção de que, até 2035, o país terá aproximadamente 1,3 milhão de médicos. Contudo, a qualidade da formação preocupa, especialmente com o crescente número de faculdades de Medicina”, aponta.

Ineficiência dos sistemas

A ineficiência dos sistemas de gestão de saúde também é citada pelo professor Rebelo como uma das causas desses números alarmantes. “A má organização dos processos operacionais e a ausência de protocolos claros nos hospitais geram falhas na comunicação entre as equipes de saúde, o que contribui diretamente para a ocorrência de erros”, explica. Segundo ele, essa falta de coordenação também afeta a comunicação entre os profissionais de saúde e os pacientes, comprometendo a qualidade do atendimento.

Cultura da subnotificação

Em países desenvolvidos, é comum a prática de disclosure, na qual os erros são reportados para que se investiguem soluções e se previnam futuras ocorrências. “No Brasil, porém, falta transparência, e muitos profissionais temem as repercussões legais ou a exposição na mídia, o que os leva a não reportar erros ao Ministério da Saúde ou a seus superiores. Como resultado, muitos erros acabam sendo varridos para debaixo do tapete”, descreve Rebelo.

Ele afirma que essa situação é preocupante, especialmente com o aumento de novos profissionais no mercado, muitas vezes mal formados. “O risco de erros grosseiros, que poderiam ser evitados com protocolos adequados e uma gestão hospitalar eficiente, tende a crescer. Isso já é perceptível nos hospitais brasileiros, com exceção dos grandes centros e de alguns hospitais privados, que contam com melhores sistemas de gestão.”

Soluções

Para a coordenadora da pós-graduação em Direito Médico e da Saúde da PUC-PR, Fernanda Schaefer Rivabem, para reduzir esses números, é preciso investir em segurança do paciente, capacitação das equipes de saúde e envolvimento das famílias com o cuidado seguro do paciente. “Os serviços de saúde devem observar uma série de diretrizes que a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece para assegurar a segurança do paciente”, explica.

Congresso gratuito reúne pesquisadores

Wendell Lopes Barbosa de Souza, Tertius Rebelo e Fernanda Schaefer Rivabem compartilham suas experiências e conhecimentos no I Congresso Nacional de Direito Médico e da Saúde, promovido pelo Instituto Miguel Kfouri Neto (IMKN), em parceria com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e a Escola Judicial do Paraná (EJUD-PR).

O evento reúne 36 renomados juristas, magistrados, advogados, médicos e outros profissionais da saúde, nos dias 28 e 29 de novembro, no TJPR, em palestras para promover um diálogo interdisciplinar sobre temas como responsabilidade civil médica, Bioética, Direito Médico e inovações tecnológicas no setor da saúde.

A programação inclui palestras, painéis temáticos e o lançamento da obra coletiva “Direito Médico e Bioética: Decisões Paradigmáticas”, coordenada pela presidente do IMKN, Rafaella Nogaroli, e pelo professor Desembargador Miguel Kfouri Neto. “Esse congresso representa uma oportunidade única para atualização, aprendizado e troca de experiências sobre questões críticas e emergentes que impactam tanto o Direito quanto a Medicina. Além de abordar desafios práticos e teóricos enfrentados no dia a dia de operadores do Direito e profissionais da saúde, o congresso promoverá debates sobre novas tecnologias – como inteligência artificial, engenharia genética e reprodução assistida -, trazendo também debates no âmbito da judicialização da saúde e dos avanços jurídicos e bioéticos na proteção de direitos dos pacientes”, adianta Rafaella.

“Esse evento é uma oportunidade única para a atualização sobre as práticas mais recentes em segurança na saúde e os avanços legislativos, temas essenciais para reduzir os erros médicos no país. O congresso promove uma troca fundamental de experiências e conhecimentos entre especialistas de diversas áreas, o que possibilita a identificação de melhores práticas e a criação de estratégias eficazes para aplicação nos diferentes contextos da saúde”, completa Rebelo.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do IMKN, onde também está disponível a programação completa do evento, que será 100% presencial. As vagas são limitadas à capacidade do Tribunal de Pleno do TJPR, que é de 400 pessoas. Em alinhamento com a função social do IMKN, será solicitada na entrada a doação de 5 kg de alimentos não perecíveis, que serão encaminhados para instituições com projetos sociais.

Serviço

I Congresso Nacional de Direito Médico e da Saúde do IMKN

Tema: Inovação, Ética e Justiça: Desafios no Direito Médico e da Saúde

Data: 28 e 29 de novembro de 2024

Local: TJPR (Rua Prefeito Rosaldo Gomes Mello Leitão, Centro Cívico, Curitiba/PR)

Horário: 9h às 12h / 14h às 19h

Entrada gratuita (doação de 5 kg de alimentos não perecíveis)

Vagas limitadas

Inscrições e informações: www.imkn.com.br

Programação

DIA 28/11

9h às 9h30

PAINEL DE ABERTURA

Mesa presidida por Igor Mascarenhas 

LUIZ FERNANDO TOMASI KEPPEN (Presidente TJPR)

MIGUEL KFOURI NETO (Presidente Honorário IMKN)

RAMON DE MEDEIROS NOGUEIRA (Diretor EJUD)

RAFAELA MATTIOLI SOMMA (Diretora EMAP)

ROMUALDO GAMA (Presidente CRM-PR)

RAFAELLA NOGAROLI (Presidente IMKN)


9h30 às 10h

PALESTRA MAGNA: Decisões judiciais em responsabilidade civil médica

MIGUEL KFOURI NETO

10h às 11h

PAINEL II–DIREITO MÉDICO E NOVAS TECNOLOGIAS

Mesa presidida por Fernanda Schaefer

RAFAELLA NOGAROLI

Transvaloração dos deveres de conduta médica em sistemas de Inteligência Artificial

GEORGHIO TOMELIN 

Dados e algoritmos em saúde

GRAZIELLA CLEMENTE

Aspectos ético-jurídicos em engenharia genética

14h às 15h30

PAINEL III–ASPECTOS PROCESSUAIS E PROBATÓRIOS NO DIREITO MÉDICO

Mesa presidida por Patrícia Bortolotto 

GUILHERME DENZ

A importância da perícia médica na resolução de litígios

CLAYTON MARANHÃO

Direito de acesso aos medicamentos nos precedentes das Cortes Supremas

RUY ALVES HENRIQUES FILHO

Identificação dos precedentes judiciais no direito médico

16h às 17h30

PAINEL IV–DEBATES CONTEMPORÂNEOS EM RESPONSABILIDADE MÉDICA

Mesa presidida por Alexandro Oliveira

WENDELL LOPES

A culpa médica à luz da jurisprudência dos Tribunais brasileiros

EDUARDO DANTAS

Responsabilidade médica e os desafios na era da informação e da tecnologia

RITA TARIFA ESPOLADOR

Responsabilidade civil médica em reprodução assistida

17h30 às 19h

PAINEL V–MED TALKS: DECISÕES PARADIGMÁTICAS

Mesa presidida por Juliano Ralo e Tertius Rebelo

PATRÍCIA RIZZO TOMÉ

Responsabilidade civil do Estado em decorrência das reações adversas causadas pelo uso de vacinas

CAMILA KITAZAWA CORTEZ e NATASHA REGINA NEVES GELINSKI

Responsabilidade civil por ato de terceiros das empresas médicas 

ANDRESSA JARLETTI

Aplicação da Teoria do Desvio Produtivo na responsabilidade civil médica

VITOR CALLIARI REBELLO e LETÍCIA DE OLIVEIRA BORBA

Responsabilidade civil do fornecedor por medicamentos defeituosos

BRUNO MARGRAF ALTHAUS

Tratamento Home Care e os critérios para cobertura nos planos de saúde

MAYARA MEDEIROS ROYO

Responsabilidade civil das clínicas de reprodução humana assistida pela comoditização de gametas femininos

PATRÍCIA BORTOLOTTO

A Distribuição de responsabilidade civil entre o cirurgião-chefe e o médico anestesista

MARINA RANGEL DE ABREU IEDE

Incidentes de segurança com dados pessoais sensíveis em estabelecimentos de saúde

DIA 29/11

9h às 10h30

PAINEL V –AUTONOMIA DO PACIENTE E DEBATES BIOÉTICOS

Mesa presidida por Antônio Lopes

GUILHERME RABELLO

Transfusões de sangue e o “novo padrão” da OMS: do PBM ao foco no paciente

ROBERTO LUIZ DA SILVA

Transplante de medula óssea sem uso de hemocomponentesexperiência brasileira

GABRIEL MASSOTE

Autodeterminação das Testemunhas de Jeová na recusa às transfusões de sangue

TADEU THOMÉ

Aspectos éticos e bioéticos dos xenotransplantes

10h30 às 12h

PAINEL VII–MED TALKS: DECISÕES PARADIGMÁTICAS

Mesa presidida por Juliano Ralo

FERNANDA SCHAEFER

Responsabilidade Civil por falha do dever de informação na prestação de serviços de fertilização in vitro

GIOVANA PALMIERI BUONICORE e JOSÉ AMÉRICO P. CARVALHO

Remoção ilegal de órgãos e responsabilidade penal do médico 

NATHALIA RECCHIUTTI e FERNANDA RIGHETTO

Aspectos bioéticos e jurídicos da morte encefálica

ANTÔNIO LOPES

Manutenção das condições assistenciais e de custeio do plano de saúde aos beneficiários inativos

CAROLINA MARTINS USCOCOVICH e MAITÊ PINHEIRO MACHADO

Reajustes de planos de saúde à luz do Estatuto do Idoso

BIANCA BRAGA PLINTA

A judicialização na saúde suplementar e o acesso aos medicamentos sem registro na Anvisa

MILENE LIMA ACOSTA

O debate sobre a taxatividade ou exemplificatividade do rol de procedimentos e eventos em saúde da ANS

ANA CLAUDIA PIRAJÁ BANDEIRA e CLÁUDIO JOSÉ FRANZOLIN

Telemedicina e a relação médico-paciente

CAROLINA SILVA MILDEMBERGER e KARENINA TITO

Publicidade médica na era digital e o médico influenciador

14h às 15h30

PAINEL VIII–PERSPECTIVAS DAS DEMANDAS EM SAÚDE SUPLEMENTAR

Mesa presidida por Rosângela Zuza 

JORDÃO HORÁCIO

A assistência farmacêutica e a saúde suplementar: desafios e perspectivas na era da judicialização

ISADORA CÉ PAGLIARI

Saúde suplementar e os desafios na judicialização dos tratamentos home care

DANIEL GUESSER

Atuação do Nat-Jus no apoio técnico aos magistrados em demandas no setor da saúde

RAFAELA MARI TURRA

A necessidade de construção de protocolos para cumprimento das decisões judiciais em saúde suplementar

16h às 19h

LANÇAMENTO DO LIVRO

DIREITO MÉDICO E BIOÉTICA–DECISÕES PARADIGMÁTICAS

Comprimido para dor de cabeça pode poluir meio ambiente

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Lixo comum e lixo reciclável não são adequados para descartar medicamentos que já não estão sendo usados

O tratamento acabou, a dor foi embora, o prazo venceu e aqueles comprimidos ou as doses no copinho já não são necessários. E agora, o que fazer com os remédios que já não estão sendo utilizados? A lata de lixo comum, orgânico, não é um bom destino para eles, mas o contêiner de recicláveis tampouco pode ser usado.

De acordo com a professora do curso de Farmácia da Universidade Positivo (UP) Ligia Burci, qualquer medicamento é um composto químico e, por isso, não pode ser descartado no lixo comum. “Os medicamentos são enquadrados na categoria de lixo químico, classificação tipo B. Isso acontece porque sua formulação é química e, dessa forma, tem um potencial poluente quando entra em contato com o meio ambiente”, explica. Solo, água e ar podem sofrer impactos significativos, às vezes advindos de um único comprimido que não foi descartado corretamente.

E o estrago pode ser ainda maior dependendo de onde vai parar esse medicamento. “Por exemplo, no caso de uma plantação, quem se alimentar daquela planta pode sofrer algum dano causado por ela. Ou, se houver um manancial, animais que bebem daquela água ingerem compostos tóxicos para sua saúde.” Em tempos de mudanças climáticas e ameaças provenientes do uso indiscriminado de agrotóxicos, jogar fora os remédios que já não servem para nada pode acabar contribuindo para o cenário de caos que o planeta vem tentando evitar ao longo dos últimos anos.

Mas, se o lixo comum não é o destino correto, o reciclável é igualmente problemático. Quando se fala em lixo reciclável, existe uma grande quantidade de pessoas que trabalham com esse tipo de material, que recolhem e separam esse lixo. “Então, existe aí uma chance de que um medicamento descartado no lixo reciclável acabe sendo utilizado por pessoas que não têm conhecimento de como usá-lo. Isso pode gerar intoxicações, seja porque aquela pessoa não precisa daquele medicamento, seja porque o medicamento está estragado, de alguma forma”, detalha Ligia.

Postos de coleta

Muitas farmácias disponibilizam pontos de coleta de medicamentos vencidos ou que não têm serventia. Essa é a única maneira segura e correta de descartar esses remédios. Dali, eles são reencaminhados à indústria para que tenham uma destinação adequada. “A indústria farmacêutica tem uma forte política de logística reversa porque já se entende há muitos anos que é responsabilidade dela promover a destinação correta dos produtos que ela mesma coloca no mercado”, pontua.

Liberados para descarte na lata de recicláveis, apenas as caixas e bulas que vêm com os fármacos. Mas atenção: também não devem ser descartadas ali as embalagens primárias dos comprimidos – os chamados “blisters”. Por estar em contato direto com os comprimidos, o blister também só pode ser jogado fora nos pontos de coleta disponibilizados nas farmácias.

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo é referência em Ensino Superior entre as IES do Estado do Paraná e é uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta e mais de 400 mil metros quadrados de área verde no campus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A Instituição conta com três unidades em Curitiba (PR) e uma em Londrina (PR), e mais de 70 polos de EAD no Brasil. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de graduação, centenas de programas de especialização e MBA, cinco programas de mestrado e doutorado, além de cursos de educação continuada, programas de extensão e parcerias internacionais para intercâmbios, cursos e visitas. Além disso, tem sete clínicas de atendimento gratuito à comunidade, que totalizam cerca de 3.500 metros quadrados. Em 2019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric. Desde março de 2020 integra o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. Mais informações em up.edu.br/