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Opinião – Gerenciamento de vulnerabilidades: a chave para a segurança digital

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*Adriana Saluceste

No mundo atual, no qual as organizações dependem cada vez mais de ambientes digitais e interconectados, o gerenciamento de vulnerabilidades se tornou um pilar essencial da segurança corporativa. Com a crescente sofisticação dos ataques cibernéticos e a rápida expansão de tecnologias como computação em nuvem, infraestruturas híbridas e aplicações distribuídas, as empresas devem adotar estratégias robustas para identificar, mitigar e corrigir falhas de segurança antes que sejam exploradas.

Nesse cenário, uma vulnerabilidade representa qualquer fraqueza em um sistema de TI que, se explorada, compromete a segurança, a integridade ou a confidencialidade dos dados. Essas falhas podem ocorrer em diversos elementos da infraestrutura, como sistemas operacionais, softwares, redes, dispositivos e até mesmo no comportamento humano. Diferente de ameaças e riscos, que costumam ser tratados de forma reativa, o gerenciamento de vulnerabilidades é uma prática proativa, focada na identificação e na correção de falhas antes que elas se tornem portas de entrada para ataques. Para organizações que operam em ambientes dinâmicos e complexos, a orquestração e o monitoramento contínuo são vitais para garantir visibilidade e controle operacional.

O gerenciamento de vulnerabilidades é um processo contínuo e cíclico, que envolve a identificação, classificação, correção e o monitoramento de falhas. A fase de identificação é o ponto de partida, na qual vulnerabilidades são mapeadas com o uso de ferramentas especializadas, como scanners e sistemas de varredura automatizados. A integração de tecnologias como inteligência artificial (IA) e machine learning tornou esse processo mais eficiente, permitindo a identificação de padrões e a detecção de anomalias em grandes volumes de dados. Após identificadas, as vulnerabilidades são avaliadas e priorizadas de acordo com sua criticidade. Vale lembrar que nem todas as falhas podem ser corrigidas de imediato, por isso, é essencial focar naquelas que apresentam maior risco e potencial de exploração. Frameworks como o Common Vulnerability Scoring System (CVSS) são amplamente utilizados para essa classificação, permitindo que as organizações mitiguem riscos de maneira mais eficiente.

Em seguida, na fase de correção, a aplicação de patches e a implementação de ajustes de configuração e de controles compensatórios são fundamentais. Em ambientes complexos, como infraestruturas de computação em nuvem e arquiteturas distribuídas, é mandatório planejar a correção para não comprometer a continuidade dos serviços. Nesse contexto, metodologias ágeis e práticas de DevSecOps se destacam, integrando a segurança diretamente no ciclo de desenvolvimento de software de forma contínua e eficiente.

O monitoramento contínuo é essencial no processo, garantindo que novas vulnerabilidades sejam detectadas e corrigidas rapidamente. Ferramentas como sistemas de detecção e prevenção de intrusões (IDS/IPS), firewalls de última geração e Centros de Operações de Segurança (SOC) são indispensáveis para o monitoramento em tempo real. O SOC não apenas responde rapidamente a incidentes, mas também realiza testes periódicos, como simulações de invasão (PenTests) e atividades de Red Teaming, garantindo que a empresa esteja sempre preparada para novos vetores de ataque.

A implementação eficaz de um programa de gerenciamento de vulnerabilidades traz inúmeros benefícios para a organização. A principal vantagem é a redução significativa da exposição a ataques cibernéticos, pois as falhas são corrigidas antes de serem exploradas. Para empresas que processam grandes volumes de dados sensíveis, garantir a segurança dessas informações é mais do que uma necessidade operacional, e sim uma questão de proteger a reputação e a confiança dos clientes. Além disso, a crescente pressão regulatória, especialmente com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), impõe às organizações a responsabilidade de gerenciar adequadamente suas vulnerabilidades, evitando multas e outras penalidades por não conformidade.

No entanto, o gerenciamento de vulnerabilidades enfrenta desafios constantes, como a rápida descoberta de novas falhas e a necessidade de adaptação contínua a um cenário em constante mudança. A crescente complexidade das infraestruturas de TI também dificulta o controle e a visibilidade total sobre todos os ativos. Para lidar com esses desafios, muitas empresas estão adotando abordagens baseadas em risco, priorizando os ativos e vulnerabilidades com maior impacto no negócio. Soluções de automação e inteligência artificial desempenham um papel cada vez mais importante, aprimorando a capacidade de detectar, analisar e corrigir vulnerabilidades em grande escala e em tempo real.

Outro ponto essencial é a cultura de segurança dentro da organização. Embora as tecnologias e os processos sejam fundamentais, sem o envolvimento ativo dos colaboradores e a conscientização sobre as melhores práticas, o gerenciamento de vulnerabilidades pode se tornar limitado em sua eficácia. Programas de treinamento são cruciais para garantir que todos os membros da equipe, desde os desenvolvedores até os líderes de negócios, estejam alinhados com a necessidade de uma segurança contínua.

O gerenciamento de vulnerabilidades é mais do que uma questão técnica: é uma estratégia de sobrevivência e sucesso no ambiente digital atual. Ao adotar uma abordagem proativa, investir em tecnologias avançadas e promover uma cultura de segurança robusta, as empresas podem não apenas mitigar riscos, mas também garantir resiliência diante das ameaças cibernéticas, assegurando a continuidade e o crescimento sustentáveis a longo prazo.

Adriana Saluceste, diretora de Tecnologia da Tecnobank.

Após auditoria, INC mantém certificação máxima do setor de saúde

O Hospital INC (Instituto de Neurologia de Curitiba) passou por uma visita de manutenção da Certificação de Acreditação Hospitalar pela metodologia ONA (Organização Nacional de Acreditação). O INC é certificado Nível 3 com Excelência desde o ano de 2014. Durante dois dias, 30 e 31 de outubro, avaliadoras do Instituto Qualisa de Gestão (IQG) realizaram auditorias no hospital, que resultaram na recomendação à ONA para a manutenção da Certificação Nível 3 do INC.

Foram avaliados 19 setores do hospital, com o acompanhamento da equipe de Qualidade do INC. “O gestor de cada área respondeu aos questionamentos feitos e tudo fluiu de forma orgânica, porque nós já temos um processo de auditoria interna no hospital, com um cronograma anual que trabalha com os projetos deixados na visita anterior, com as recomendações realizadas pelo IQG”, informa Alessandra Baliski, coordenadora da Qualidade do INC.

De acordo com Baliski, as visitas de manutenção fortalecem as estratégias de gestão do hospital, que utiliza a governança clínica e a gestão por microssistemas, com foco no cuidado centrado na experiência do paciente. “O nosso hospital está preocupado em garantir a melhor assistência ao paciente, o que está dentro do nosso escopo de missão, visão e valores. A qualidade caminha junto com a gestão de riscos assistenciais, promovendo o melhor atendimento e de maneira mais eficiente dentro do que foi proposto no plano terapêutico do paciente”.

Importante ressaltar que, hoje, o INC possui seis processos de certificação (programas de qualidade): Acreditação Hospitalar (ONA), Programa Segurança em Alta (Unimed), Centro Internacional de Neuro-oncologia (DKG), Programa de Qualificação (Bradesco Saúde), Programa Nacional de Boas Práticas de Segurança do Paciente (Anvisa) e é reconhecido pela ANS como uma instituição com o grau máximo pela ONA.

Ainda segundo Baliski, os processos de certificação e programas de qualidade são viáveis e atingem os objetivos propostos. “O diferencial é o nosso time. Com certeza a equipe interdisciplinar é fundamental, fazendo a adesão aos requisitos dos processos, executando as rotinas de assistência direta ou indireta, de forma humana e eficaz. Nenhum programa seria possível sem o engajamento da equipe”, observa.

Acreditação ONA
Criada pela ONA, a certificação da acreditação hospitalar é um método de avaliação que visa promover segurança e qualidade no setor de saúde a partir de uma metodologia pautada na melhoria contínua com foco em resultados, que agregam valor na assistência do paciente. Para receber a certificação, a instituição hospitalar precisa atender a esses critérios e padrões, reconhecidos internacionalmente, sobre estrutura e segurança, processo e gestão integrada, e excelência em gestão (inclui processos técnicos, multiprofissionais, as rotinas e a prática da assistência). A última recertificação do INC ocorreu em outubro do ano passado e tem validade de três anos.

A certificação de Acreditação Hospitalar ONA se destaca como preferência entre as instituições hospitalares no Brasil e, no Paraná, o INC é uma das três primeiras que conquistou essa certificação. O hospital iniciou o processo com o diagnóstico em 2008 e já, no ano seguinte, conquistou a certificação Nível 1. No Nível 3 ONA, o INC já foi recertificado quatro vezes.

A avaliação é realizada de forma voluntária e reservada, e não tem caráter fiscalizatório. É um programa de educação continuada das prestadoras de serviço de saúde, que é revisado periodicamente.

Palladium Curitiba recebe Papai Noel em um desfile encantado pela Fábrica de Biscoitos de Natal

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O Palladium Curitiba abre as portas para o espírito natalino nesta quinta-feira, 7 de novembro, às 20h, com a chegada do Papai Noel, que dará início às celebrações mais mágicas do ano. Inspirada no clássico conto natalino “Gingerbread” ou “Biscoito de Gengibre”, a temática deste Natal é “A Fábrica de Biscoitos”, uma jornada que convida o público a entrar em um mundo doce e encantador. A tradicional chegada do bom velhinho também lança o Desfile de Natal, um evento gratuito e aberto a todos. 

Em cada canto do shopping, uma decoração imersiva leva os visitantes ao universo da fábula “O Homem de Biscoito de Gengibre”, de 1875, em que o boneco de biscoito ganha vida ao sair do forno, trazendo a magia da infância e a nostalgia de um conto eterno.  

O desfile percorre os corredores do primeiro piso em um espetáculo de sonhos, com artistas em trajes temáticos, danças cativantes e cenários de pura fantasia. Criado pelo ilusionista e coreógrafo Maicon Clenk especialmente para o Palladium, o espetáculo estreia na quinta-feira e se repete todas as terças-feiras de novembro e dezembro, sempre às 20h. Após o desfile, o Papai Noel estará pronto para receber crianças e famílias, tirando fotos e ouvindo os pedidos de presentes.

Decoração exclusiva

O Palladium revela uma decoração singular que inclui uma árvore de Natal de mais de 20 metros, a cozinha e a fazenda do Papai Noel, criando espaços lúdicos para toda a família. A fachada ganha vida com uma árvore iluminada de 15 metros, formada por mais de 170 mil pontos de LED em tecnologia exclusiva italiana, irradiando a magia do Natal por toda a cidade.

Serviço:

Lançamento Fábrica de Biscoitos Palladium Curitiba

Quando: quinta-feira, 7 de novembro, às 20h

Onde: Shopping Palladium Curitiba — Av. Presidente Kennedy, 4121 – Portão. Curitiba

Mais informações: palladiumcuritiba.com.br

Sobre o Palladium Curitiba

Um dos empreendimentos do Grupo Tacla, o Palladium Curitiba foi inaugurado em 2008 na capital paranaense. É considerado o centro de compras com maior mix do sul do país, com 154 mil m² de área construída, distribuídos em três pisos. O shopping recebe uma média de 1,5 milhão de visitantes, todos os meses, oferecendo um mix de cerca de 350 lojas, praça de alimentação com mais de 25 opções de fast-food, Boulevard com oito restaurantes, além de oito salas multiplex de cinema UCI e sala IMAX – com a maior tela do Brasil. É administrado pelo Grupo Tacla Shopping – que possui outros 11 empreendimentos nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Mais informações em: palladiumcuritiba.com.br

Elas por elas: rede de conexão entre mulheres é fundamental para empreendedorismo feminino

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Embora número de empreendedoras no Brasil seja alto, negócios fundados por mulheres ainda rendem 21% menos que dos homens

Um universo em franca expansão, mas ainda limitado por preconceitos e amarras que parecem sair diretamente do século XIX. Assim é o empreendedorismo feminino no Brasil. Embora, em 2022, as mulheres já fossem 46% dos empreendedores iniciais no país, de acordo com o Sebrae, o “Panorama do Empreendedorismo Feminino no Brasil”, documento elaborado em 2024 pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), destaca que “o rendimento mensal das mulheres que trabalham por “conta própria” é 21% inferior quando comparado ao dos homens”.

Mudar esse cenário ainda desfavorável é uma missão que envolve uma série de estratégias. Uma das mais eficazes, no entanto, ainda é o bom e velho networking feminino. De acordo com a head do Ecohub da Universidade Positivo, Maura Harumi Sugai Guérios, as conexões são indispensáveis para mulheres que querem empreender. “É importante porque, quando você tem ali pessoas com quem você pode trocar experiências, você aprende com a experiência dos outros, com as dificuldades que os outros tiveram. Isso aumenta muito a chance de sucesso”, comenta. Ela lembra que isso é ainda mais verdadeiro quando o assunto é o empreendedorismo feminino. Essas trocas ajudam a criar um senso de comunidade e de que essas mulheres não estão sozinhas. “Muitas vezes, em eventos e palestras, a gente vê poucas mulheres nos palcos, poucos casos de mulheres sendo divulgados. Isso pode gerar uma sensação de solidão no contexto do empreendedorismo. Então conhecer outras mulheres empreendedoras e ver como elas gerenciam seus negócios traz informações e ideias muito importantes.”

Mas conhecer outras empreendedoras não é mera questão de se sentir parte de um todo. Também depende delas o contato com agentes fundamentais para o sucesso dos negócios. “As conexões são muito importantes quando a gente está procurando investidores, colaboradores ou fornecedores. A opinião de parceiros e amigos é sempre um ponto a se considerar e nos ajuda a direcionar nossas ações”, destaca a especialista. Ela lembra, ainda, que ter uma rede de conhecidas que também empreendem é uma forma eficaz de gerar awareness sobre o seu negócio. Ou seja, as redes de conexões entre mulheres ajudam a divulgar e fomentar os negócios dessas mulheres, fazendo com que todas cresçam juntas.

Como criar essas conexões?

“Minha dica para fazer conexões é conversar, em qualquer contexto. Por exemplo, quando você vai a um restaurante que é gerido por uma mulher, tente conversar, entender como ela está gerindo aquele negócio. Também existe uma série de comunidades em várias cidades que fomentam o empreendedorismo feminino, com eventos realizados por diferentes entidades”, aconselha Maura. Ela pontua que o Sebrae é, historicamente, um grande apoiador do empreendedorismo e costuma ter muitos eventos e encontros justamente para promover essas conexões, mas que ambientes de inovação como o Ecohub também tem a função de promover capacitação e conexões para fomentar o empreendedorismo. “O fundamental é estar disposto a conversar. As conexões não ocorrem apenas em eventos formais ou em reuniões específicas. O segredo do empreendedor de sucesso é que ele está sempre observando, em todo contexto, seja observando a gestão de uma fila de supermercado, de um café, de uma loja do shopping, mesmo que não seja esse tipo de negócio o que ele tem.” Todas as situações podem ensinar algo para quem empreende.

Evento ElaSãoTech

No dia 18 de novembro, às 14h, a Universidade Positivo (UP) recebe o ElaSãoTech, um evento de tecnologia com workshops, palestras e painéis de debates voltados às mulheres empreendedoras e atuantes no mercado de tecnologia da informação, com foco em capacitação, aprimoramento e desenvolvimento de novas habilidades. Entre os assuntos abordados pelo evento estão a inovação tecnológica, tendências de mercado, inclusão de mulheres no setor e soluções tecnológicas voltadas à transformação digital. O encontro é promovido pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Paraná (Assespro/PR) em parceria com o Ecohub da UP.

Os ingressos para o ElaSãoTech custam a partir de R$ 25 + taxa, e podem ser adquiridos por meio deste link.

Sobre a Universidade Positivo

A Universidade Positivo é referência em Ensino Superior entre as IES do Estado do Paraná e é uma marca de reconhecimento nacional. Com salas de aula modernas, laboratórios com tecnologia de ponta e mais de 400 mil metros quadrados de área verde no campus sede, a Universidade Positivo é reconhecida pela experiência educacional de mais de três décadas. A Instituição conta com três unidades em Curitiba (PR) e uma em Londrina (PR), e mais de 70 polos de EAD no Brasil. Atualmente, oferece mais de 60 cursos de graduação, centenas de programas de especialização e MBA, cinco programas de mestrado e doutorado, além de cursos de educação continuada, programas de extensão e parcerias internacionais para intercâmbios, cursos e visitas. Além disso, tem sete clínicas de atendimento gratuito à comunidade, que totalizam cerca de 3.500 metros quadrados. Em 2019, a Universidade Positivo foi classificada entre as 100 instituições mais bem colocadas no ranking mundial de sustentabilidade da UI GreenMetric. Desde março de 2020 integra o Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. Mais informações em up.edu.br/

Street November com o melhor da cultura urbana de Curitiba

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Street November com o melhor da cultura urbana de Curitiba

Evento pioneiro de moda movimenta fim de semana com descontos

No próximo fim de semana, sábado (9) e domingo (10), das 10 às 18 horas, acontece o Street November – um encontro de brechós e marcas novas – no 41 Brooklyn (R. Alferes Poli, 821 – Centro). Essa é uma excelente oportunidade de renovar o guarda-roupa, com peças novas ou usadas, com descontos progressivos, produtos de qualidade com preço justo e ainda fortalecer negócios locais e consumir de forma consciente. Durante dois dias, 100 expositores oferecem mais de 10 mil produtos, entre roupas e acessórios de Street Style de marcas locais e grifes consagradas. O evento é pet friendly e tem entrada gratuita.

Pioneira neste segmento, a empresária e modelo Stefanny Souza, explica que buscou uma nova forma de apresentar os encontros de brechós em Curitiba. “Esses encontros já existiam, mas eu busquei dar um direcionamento específico no street wear que antes ninguém fazia. Essa é uma tendência da moda que reflete um comportamento internacional e contemporâneo para que todos possam se expressar da forma como quiserem”, comenta.

Stefanny, que nos últimos anos está à frente das feiras Street Style CWB, adianta que no Street November selecionou 50 expositores por dia. As marcas locais são autorais e os brechós são de peças selecionadas. “O público vai encontrar um pouco de tudo, com um padrão de estilo e grande variedade. Neste encontro nós vamos oferecer descontos progressivos em quase todos os expositores que podem chegar a 30%. É um programa para quem gosta de moda e da cultura do Street Style. São em torno de 100 araras e quase 10 mil peças diferentes por dia. Desde os acessórios como brincos, colares, óculos, boinas, tênis… até flash tattoo e piercing, além das roupas novas, algumas de alfaiataria, ou usadas, como as famosas peças vintage colecionáveis, difíceis de encontrar, com mais de trinta anos que tem como essência a moda sustentável”, explica.

O 41 Brooklyn – espaço onde acontece o Street November – é decorado com arte urbana e referências à cultura Hip-Hop, todos os detalhes foram cuidadosamente pensados para proporcionar uma experiência única aos frequentadores. Na praça de alimentação, com fliperama liberado, serão servidos burgers e porções no local e cerveja com preço promocional. O público também vai curtir o trabalho da argentina DJ Medusa que oferece um set musical com muito Hip-Hop e Latinidades.

Serviço:

Street November

Encontro de Brechós e Marcas Locais

Dias 09 e 10 de novembro, sábado e domingo, das 10 às 18 horas no 41 Brooklyn – Rua Alferes Poli, 821 – Centro 

Entrada franca – Em cada dia serão ofertadas ecobags personalizadas para as primeiras 30 pessoas que chegarem no evento 

Instagram @streetstyle.cwb 

Descontos: 01 peça 10%, 02 peças 20% e 03 peças ou mais com 30%off (para compras no mesmo stand). 10% em todos os stands que não possuírem o desconto progressivo

Projeto que promove educação política para fortalecer a democracia e uma cultura de direitos humanos é a única iniciativa brasileira selecionada por Fórum Mundial da Democracia, que ocorre em novembro, na França

O projeto Meu, Seu, Nosso Voto, idealizado pelo Instituto Aurora, e que trabalha desde 2020 com o objetivo de promover diálogos sobre o voto responsável e fortalecer a democracia e uma cultura de direitos humanos, por meio da educação política, foi a única iniciativa brasileira selecionada para se apresentar no World Forum for Democracy. O Fórum Mundial da Democracia 2024 ocorre em Estrasburgo, na França, entre os dias 6 e 8 de novembro. O evento é realizado desde 2012 e, nesta edição, tem como tema “Democracia e Diversidade – podemos transcender as divisões?”.
O Fórum Mundial da Democracia é organizado anualmente pelo Conselho da Europa, em parceria com o município de Estrasburgo e outras entidades francesas. Reúne especialistas, líderes políticos, acadêmicos e ativistas do mundo inteiro para debater e impulsionar inovações democráticas no globo. A missão da iniciativa é fomentar soluções para desafios democráticos contemporâneos, abordando desde temas de governança até questões emergentes, como a preservação ambiental e o impacto das novas tecnologias nas sociedades.
Neste ano, o Meu, Seu, Nosso Voto também concorre ao Prêmio de “Inovação para Democracia 2024”, que premiará a iniciativa apresentada durante o Fórum que mais tem contribuído no mundo para a construção da paz e dos valores democráticos.
Na ocasião, o projeto será representado pela diretora-executiva do Instituto Aurora, Michele Bravos. No laboratório 9, que vai debater o tema “Como podemos garantir diversidade e confiança nas eleições e no processo democrático?”, Michele falará sobre o projeto e o papel do diálogo na construção de um senso de responsabilidade com o coletivo em um contexto de polarização – em que a ideia que prevalece é a do “nós contra eles”.
“Será uma grande oportunidade de compartilhar as boas práticas do projeto e as experiências transformadoras que temos vivido com ele desde 2020”, prevê Michele.
Entre as iniciativas selecionadas pelo evento de 2024 para concorrer ao prêmio, estão trabalhos desenvolvidos em países como Albânia, Alemanha, Bangladesh, Bélgica, Canadá, Egito, Equador, Espanha, Estados Unidos, Etiópia, França, Grécia, Indonésia, Kenya, Nigeria, Paquistão, Portugal, Reino Unido, Sérvia, Sudão e Zimbabwe, por exemplo.

Educação em política, democracia e Direitos Humanos
O Meu, Seu, Nosso Voto é uma iniciativa suprapartidária e sem fins lucrativos lançada em 2020 e cocriada desde então, exclusivamente, por mulheres de diferentes organizações. “Entendemos que é em rede que chegamos mais longe com este diálogo”, explica Michele.
Os trabalhos contam com o apoio de uma rede de uma dezena de voluntários para facilitar as dinâmicas das conversas e criar espaços de escuta e trocas honestas no Brasil sobre temas relacionados a meio ambiente, justiça social, saúde, segurança alimentar e democracia, entre outros. De 2020 até agora, mais de 120 rodas de conversa já foram promovidas pelo projeto, envolvendo mais de 1.200 pessoas sensibilizadas pelos diálogos.
Nesse tempo, foram estabelecidas 21 parcerias institucionais para a realização do Meu, Seu, Nosso Voto; foram elaborados três e-books, um com conteúdo sobre voto responsável e dois guias de roteiros de rodas de conversa, com instruções detalhadas para que qualquer pessoa em qualquer lugar possa facilitar rodas de conversa tanto presenciais quanto virtuais; além uma série de podcasts chamada “Nosso Voto”, na qual são discutidos tópicos relevantes para o eleitorado jovem com a parceria de inúmeras organizações de diferentes lugares do Brasil, como TETO, Clima de Eleição, Global Shapers Manaus, Instituto Pensamentos e Ações para Defesa da Democracia (IPAD), Nossas, Joio e Trigo, Casa 1, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Eu Voto em Negra, Perifa Sustentável, entre outras. Os conteúdos abordam temas essenciais à cidadania e visam oferecer informação qualificada para que os ouvintes possam fazer escolhas conscientes nas eleições.
“O principal objetivo do projeto é engajar, especialmente, as juventudes, promovendo reflexões sobre a importância de um voto responsável, que considere o impacto social de cada escolha e valorize os princípios democráticos e dos direitos humanos. Essa abordagem pretende educar e envolver as juventudes para um exercício responsável do direito ao voto, essencial para a manutenção de uma sociedade justa e inclusiva”, pontua Michele.
Círculos de Construção de Paz
O Meu, Seu, Nosso Voto utiliza como metodologia de ensino da política os chamados “Círculos de Construção de Paz”, uma sistematização das práticas circulares comuns entre os povos indígenas, que, tradicionalmente, se sentavam em círculos para se conectar por meio de narrativas e resolver conflitos pessoais ou públicos.
Embora essa metodologia tenha se tornado amplamente utilizada no judiciário brasileiro para facilitar conversas sobre conflitos, o Instituto Aurora a adaptou como inovação social para educar os jovens sobre a democracia e a cultura dos Direitos Humanos.
“Diante da imensa polarização que estamos vivendo, caracterizada por disputas ideológicas e pelas fake news que, muitas vezes, impedem o diálogo, essa metodologia ajuda a reduzir barreiras e construir pontes. A natureza humana dos conflitos vai além dos institucionalizados pelo judiciário, provando-se eficaz em diversos contextos e remetendo às suas origens entre os povos indígenas. Antes da colonização na América Latina, não havia uma divisão clara entre a vida pública e privada, pois prevalecia a ideia de vida comunitária. Ao utilizar essa metodologia, reforçamos o conceito de que somos seres intrinsecamente políticos e que nossas vidas são políticas, desde nossas ações pessoais até nossos empreendimentos públicos’, explica a diretora do instituto Aurora.
“A cada roda de conversa essa metodologia se confirma para mim, como gestora do MSNV e como facilitadora. Uma abordagem simples, que pode ser muito desafiadora, sobretudo com a polarização ideológica, capaz de despertar uma transformação de pertencimento político nas jovens e nos jovens, promovendo uma cultura de cidadania ativa e empatia. Ao fomentar o entendimento e a inclusão, sobretudo a partir da perspectiva de representatividade política, nossa iniciativa não só auxilia no processo de educação política desses jovens, como estimula a manutenção da nossa democracia”, completa Karina Pizzini, jornalista e gestora do projeto. “É incrível ver a reação dos jovens quando são questionados, muitas vezes pela primeira vez, sobre o que pensam da política do dia a dia. Eles se sentem escutados e parte, tanto do problema, quanto da solução. Isso pode ser transformador”.
Somente em 2024, cerca de 450 jovens passaram pelas rodas de conversa do projeto e mais de 40 rodas foram realizadas.
A Voz das Minas e a Voz das Manas
Em 2024, o Meu, Seu, Nosso Voto decidiu focar os esforços em meninas e mulheres, principalmente, com a intenção de fortalecer a importância do voto feminino e indicar o quanto esses votos podem mudar e transformar realidades.
“Pensamos que seria uma boa ideia organizar formações para meninas e mulheres poderem ser facilitadoras de rodas de conversas sobre voto responsável e, com isso, multiplicar o entendimento das pessoas sobre voto, democracia e Direitos Humanos entre outras mulheres e meninas de suas comunidades. E foi assim que surgiu a formação ‘A Voz das Minas’, conta Michele.
A formação se desenhou em duas direções: a primeira delas, em parceria com professoras e professores universitários, pessoas que apoiaram o projeto na divulgação da formação, para chegar a universitárias que pudessem ter interesse de participar da oportunidade. A primeira aconteceu nos dias 14 e 21 de setembro, de modo online. As participantes somaram horas acadêmicas complementares em razão da participação no encontro.
O segundo modelo de formação foi realizado em parceria direta com organizações da sociedade civil. Uma das parcerias foi com o Coletivo Menina Cidadã, da organização Justiça e Paz se Abraçarão, que atua há 15 anos nas áreas de assistência, saúde, cultura e educação na Cidade Operária, em São Luís do Maranhão. Lá, a formação ocorreu de forma híbrida, contando com a presença da gestora do projeto, Karina Pizzini, em quatro encontros ao longo de dez dias, entre 9 e 21 de setembro. Outra parceria foi com o Chibé – Espaço Cultural e Biblioteca Comunitária, localizado em Icoaraci, distrito de Belém, no Pará, onde a gestora do projeto facilitou a conexão entre a comunidade local e as professoras-facilitadoras Michele Bravos e Mayumi Maciel. Foi nesse contexto que, nos dias 28 e 29 de setembro, o projeto A Voz das Manas tomou forma e reuniu os participantes para promover o diálogo e fortalecer a comunidade.
Cerca de 30 jovens, entre meninas e meninos de 16 a 25 anos, e membros da comunidade, passaram pela formação A Voz das Minas e A Voz das Manas. Ao longo das formações, esses jovens desenvolveram roteiros de rodas de conversa de acordo com a demanda local. Entre os temas escolhidos coletivamente nas formações do Maranhão e do Pará estão: a importância do voto consciente; como podemos auxiliar nossos familiares a buscar informações confiáveis sobre as eleições; a importância do protagonismo juvenil na escola; e a importância da cultura popular para o fortalecimento da democracia.
Note que houve uma mudança de nome de “A Voz das Minas” para “A Voz das Manas”. Isso se deu pela necessidade de regionalizar o nome da formação para torná-la mais acessível ao público-alvo. A expressão mais comum entre as mulheres de Icoaraci é “mana”, em vez de “mina”. “A escolha não se trata apenas de uma questão de eficácia na comunicação, mas também de reconhecer e respeitar a linguagem regional, a partir do apontamento de nossas parceiras locais”, explicou Mayumi Maciel, uma das facilitadoras das formações.
World Forum for Democracy
O World Forum for Democracy é uma oportunidade para decisores políticos e ativistas debaterem soluções para os principais desafios das democracias em todo o mundo. Ao identificar e analisar iniciativas e práticas experimentais, o Fórum destaca e incentiva as inovações democráticas, a fim de fortalecer os alicerces das sociedades democráticas. O Fórum contribui, assim, para a promoção, o fortalecimento e a evolução da democracia.
Na edição de 2024, ano em que metade da população mundial foi convocada às urnas, o Fórum Mundial para a Democracia abordará as ameaças críticas colocadas pela desinformação e pelas narrativas políticas em torno da diversidade, incluindo o contexto de campanhas eleitorais. Para tratar a abordagem, o evento contará com palestras inspiradoras de líderes inovadores. Os laboratórios analíticos desafiarão as novas soluções propostas e identificarão ideias que valem a pena divulgar. Além disso, o evento vai promover ativamente a criação de redes e comunidades de prática, servindo como incubadoras para transformar ideias em ações.
Os principais eixos da edição de 2024 serão, eleições e divisões de valores, rede de desinformação, envolvimento de cidadãos na renovação democrática e novas formas de envolvimento dos cidadãos e de tomada de decisões que possam ajudar a criar espaços para o diálogo construtivo, promover a compreensão e o envolvimento dos jovens e construir consenso sobre soluções políticas que transcendam interesses restritos e proporcionem o bem comum.

Estudantes organizam brechó beneficente em feira de empreendedorismo

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Nesta quarta-feira (6), estudantes do Positivo International School organizam um brechó beneficente na feira Mulheres que Somam, que acontece no campus Ecoville da Universidade Positivo (UP). O projeto foi estruturado pelos alunos do Ensino Médio após um estudo sobre economia circular e moda sustentável. Os estudantes visitaram brechós locais para entenderem as práticas de curadoria, precificação e operação, além de realizarem uma campanha de doação interna, cujas peças passaram por uma seleção e higienização antes de serem disponibilizadas para a venda.

A ação é parte da disciplina de CAS (Creativity, Activity and Service) e Business do currículo do International Baccalaureate (IB), que estimula os estudantes a desenvolver trabalhos voltados à comunidade. Segundo a coordenadora do Ensino Médio do Positivo International School, Jeisa Rech Casagrande, os estudantes criaram uma marca própria. “O grupo foi responsável por desenvolver várias atividades que envolvem uma marca, incluindo etiquetas e presença digital, além de um rigoroso controle financeiro e de organização do brechó, que envolveu estudantes de diferentes séries”, explica.

Na primeira edição da feira, os jovens arrecadaram R$ 2.600, valor que foi doado para ONGs voltadas ao bem-estar animal e ao apoio de crianças com doenças raras. Para esta edição da feira, os estudantes apresentam a coleção primavera-verão, com o intuito de fomentar a economia solidária e engajar a comunidade em práticas de consumo consciente.

A feira tem entrada gratuita e aberta ao público e o brechó beneficente acontece das 9h às 19h, no eixo central da Universidade Positivo.

Serviço:

Brechó Beneficente na Feira “Mulheres que Somam”

Local: Eixo Central Universidade Positivo (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Ecoville)

Data: 6 de novembro, das 9h às 19h

Entrada gratuita

Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo compreende sete unidades na cidade de Curitiba, onde nasceu há mais de 50 anos e desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país. Com o passar dos anos, adquiriu escolas nos estados de Santa Catarina e São Paulo. Atualmente possui 20 unidades de ensino em oito cidades, no Sul e Sudeste do Brasil, que atendem, juntas, aproximadamente 18,5 mil alunos desde a Educação Infantil ao Ensino Médio, combinando tecnologia aplicada à educação e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários.

Curitiba sedia 1° Congresso Brasileiro de Criminologia

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Curitiba sedia 1° Congresso Brasileiro de Criminologia

Evento no dia 6/11, no UniCuritiba, vai discutir temas como o uso de tecnologia em investigações criminais, coleta de dados periciais em mortes suspeitas e psicologia investigativa

Curitiba reunirá no dia 6 de novembro grandes nomes da Criminologia, do Direito e das Ciências Jurídicas durante o 1º Congresso Brasileiro de Criminologia. Realizado pelo UniCuritiba, primeira instituição de ensino superior do país a oferecer graduação na área, o evento vai debater o futuro da investigação criminal e os desafios da justiça no Brasil.

As palestras começam às 8h30, no auditório do Campus Milton Vianna Filho (rua Chile, 1.678, bairro Rebouças) e se estendem até meio-dia, sendo retomadas à noite, a partir das 19 horas. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo link https://bit.ly/congressocriminologia.

Um dos temas em análise será o Caso Evandro, como ficou conhecido o assassinato do menino Evandro Caetano. O crime ocorreu no litoral do Paraná, nos anos 1990, e chocou o Brasil. Mais de 30 anos depois, continua em discussão nos cursos de Criminologia, Direito, Perícia e entre estudiosos da área criminal e jurídica.

A palestra “O Caso Evandro: um olhar criminológico sobre a construção da verdade” está marcada para as 10h20, com a participação da advogada ativista de Direitos Humanos e das condições dos presos no Paraná, Dra. Isabel Kugler Mendes, e do advogado criminalista que atuou em defesa de acusados do caso, Dr. Antonio Figueiredo Basto. A mediação é da professora do UniCuritiba, Marcia Leardini.

Abertura do evento

A palestra de abertura do evento, às 8 horas, ficará por conta do Professor Doutor Marco Aurélio Nunes da Silveira, responsável pela criação do curso superior de Criminologia do UniCuritiba – instituição da Ânima Educação. Marco Aurélio falará sobre “O desenvolvimento da criminologia no Brasil e a importância da formação superior do criminólogo”.

Às 9h30, Denis Lino, mestre em Psicologia Forense e Investigativa pela University of Liverpool e doutorando em Psicologia pela UFPE abordará o tema “Psicologia forense e criminologia”. Participam do debate o advogado criminalista Khalil Pacheco, presidente da Associação Brasileira de Bacharéis em Criminologia, e outros membros da entidade.

Para fazer a palestra “A tecnologia associada na investigação criminal”, às 19 horas, o convidado é o Subcomandante-Geral da PMPR, Coronel Paulo Henrique Semmer. Logo na sequência, o delegado da Polícia Civil do Paraná no Grupo TIGRE, professor Cristiano Quintas, apresentará o tema “Investigação policial sob o viés criminológico”. A mediação será da professora do UniCuritiba, Muriel Muraro.

Em seguida, a psicóloga perita Ceres Helena Canali, com especialização em crimes passionais e mestre em crimes sexuais pela Associazione Internazionale di Scienze Forensi (Itália) falará sobre “Psicologia investigativa e criminologia”. Às 9h30, o professor e médico legista Bruno Trevisan Zacharias apresenta a palestra “Coleta de dados periciais na investigação de mortes suspeitas”. O tema será mediado pela professora do UniCuritiba, Michelle Cabrera.

Serviço:

O quê: 1º Congresso Brasileiro de Criminologia

Quando: 6/11 (quarta-feira), das 8h às 12h e das 19h às 22h

Onde: UniCuritiba – rua Chile, 1.678, bairro Rebouças

Quanto: gratuito

Inscrições em https://bit.ly/congressocriminologia.

Sobre o UniCuritiba

Com mais de 70 anos de tradição e excelência, o UniCuritiba é uma instituição de referência para os paranaenses e reconhecido pelo MEC como uma das melhores instituições de ensino superior de Curitiba (PR). Destaca-se por ter um dos melhores cursos de Direito do país, com selo de qualidade OAB Recomenda em todas as suas edições, além de ser referência na área de Relações Internacionais.

Integrante do maior e mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, o UniCuritiba conta com mais de 70 opções de cursos de graduação em todas as áreas do conhecimento, além de cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado.

Possui uma estrutura completa e diferenciada, com mais de 60 laboratórios e professores mestres e doutores com vivência prática e longa experiência profissional. O UniCuritiba tem seu ensino focado na conexão com o mundo do trabalho e com as práticas mais atuais das profissões, estimulando o networking e as vivências multidisciplinares.

Desafios para a valorização da herança africana no Brasil é o tema da redação do Enem 2024

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Professores elogiam escolha do tema, sugerem abordagens, propostas de intervenção e apontam possíveis dificuldades

O domingo seguinte ao feriado de Finados foi marcado pelo primeiro dia do Enem 2024, previsto para receber mais de 4,3 milhões de estudantes em todo o Brasil para as provas de linguagens e ciências humanas, além da redação.

Com o tema “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”, a redação trouxe uma discussão urgente e complexa, segundo o doutor em Educação Histórica e professor no Curso e Colégio Positivo, Daniel Medeiros. “O tema da redação envolve uma discussão mais ampla, que é o da construção da identidade nacional que, no caso do Brasil, implica o problema da luta contra o racismo”, afirma.

Medeiros cita dois autores e dois argumentos para o tema. Primeiro, a questão do apagamento histórico e cultural – que, segundo ele, está entre os maiores desafios para a valorização da herança africana no Brasil. “Ele se manifesta principalmente na forma como a história do país é ensinada nas escolas, como afirma a historiadora Lilia Schwarcz, uma autora reconhecida nacionalmente por seus estudos sobre o racismo. Ela explica que a história do Brasil é contada sob a perspectiva dos vencedores, que oculta a contribuição dos povos africanos na formação da nossa identidade – exceto por aqueles estereótipos, como a dança, a música e a gastronomia. E que esses estereótipos, inclusive, contribuem para perpetuar os preconceitos”, relata o educador.

Para ele, outra questão importante que poderia ser abordada como argumento é o racismo institucionalizado como obstáculo à valorização da herança africana. “As desigualdades, que são evidentes e se manifestam em diversas áreas, como por exemplo no trabalho, principalmente na ocupação de cargos de destaque”, lembra o professor. Em abril de 2024, um estudo realizado pela Indique uma Preta, consultoria especializada em Diversidade & Inclusão, e a Cloo, empresa de investigação e consultoria comportamental, revelou que apenas 8% dos autodeclarados pretos e pardos ocupam cargos de liderança no ambiente em que trabalham.

A maioria da população brasileira é formada por pessoas negras: 56%, segundo dados atualizados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  O Brasil é o país com a maior população negra fora da África em números absolutos. No entanto, essa população está sub-representada em todos os âmbitos da vida social. Isso acontece porque, embora haja igualdade jurídica, há mecanismos informais de discriminação que filtram o seu acesso a oportunidades, qualificação e esferas de decisão. “Tudo isso é fruto de um longo processo histórico de discriminação – e eu citaria aqui Gilberto Freyre, um nome importante da sociologia, que diz que a miscigenação brasileira não eliminou o racismo, só o tornou mais sutil”, pontua Medeiros.

Outra característica importante da prova do Enem é a proposta de intervenção. Para Medeiros, uma sugestão interessante seria a implementação do estudo da história e cultura afro-brasileira de maneira crítica e aprofundada nas escolas brasileiras, algo que já é obrigatório no país, mas não é cumprido. “Não para reforçar os estereótipos e preconceitos, mas para combatê-los”, enfatiza.

Não surpreendeu

De acordo com a professora de Redação do Colégio Semeador, em Foz do Iguaçu (PR), Kayanna Pinter, o tema da redação deste ano é extremamente importante e que, constantemente, deve ser revisitado, pois faz parte de uma herança nacional que ainda hoje constrói a visão de mundo do brasileiro. “Além disso, um tema do qual os jovens precisam ter conhecimento para não repetir erros do passado. Em cada argumento, em cada proposta de intervenção, a partir do tema dado pela redação, é possível uma reflexão que leva à mudança social”, destaca. 

Segundo ela, em termos de estrutura do tema, de palavras distratoras e de recorte, pode ser considerado um tema semelhante a outros já cobrados em outros anos. “Não diferente do que já esperávamos e trabalhamos durante todo o ano”, afirma.

Para a professora de Redação do Colégio Positivo e assessora pedagógica de Redação no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) da Rede de Colégios Positivo, Candice Almeida, o debate vai ajudar a refletir sobre a importância de reconhecer a contribuição africana, de valorizar essa contribuição, na formação da identidade cultural do Brasil. “É um tema que está alinhado ao debate atual de diversidade cultural, de combate ao racismo. Tem até uma lei de 2003 que determina a inclusão da história e da cultura afro-brasileira no currículo escolar”, aponta.

Como repertório, Candice indica que os candidatos poderiam trazer, por exemplo, Castro Alves, em O Navio Negreiro; e Carolina Maria de Jesus, em O Quarto de Despejo. “Inclusive, muitas bancas usam o livro dela como leitura obrigatória”, adiciona. Segundo ela, os candidatos poderiam trazer algumas legislações também: “a própria lei que obriga a estudar a cultura afro-brasileira nas escolas, a lei de igualdade racial, a lei de condenação ao racismo, sempre lembrando que se deve falar das contribuições e dos desafios para essas contribuições”, pontua.

Dificuldades

Para Candice, a maior dificuldade na prova de Redação com o tema proposto, pode ter sido o repertório. “Apesar de já termos uma legislação que obrigue o estudo da cultura africana nas escolas, muitos estudantes ainda têm pouco contato com esse conteúdo. Talvez com um ou outro tópico mais geral, mas pode ser que eles tenham mais dificuldade de trazer embasamento. “O difícil será falar exatamente dessa contribuição, da herança. Talvez eles possam tangenciar indo só por uma questão de preconceito”, expõe.

Discussão em sala de aula

O Brasil passou recentemente por grandes discussões sobre preconceito e racismo nas escolas e, segundo Candice, a abordagem desse tema na prova de Redação do Enem, como sempre, deve gerar grandes debates em sala de aula. “Isso contribui positivamente para o combate ao racismo estrutural no Brasil”, afirma.

O que vem pela frente

Como nas edições anteriores, o Enem apresentou quatro provas diferentes: azul, branca, rosa e amarela, com as mesmas questões, mas dispostas de forma diferente para evitar fraudes. O segundo dia de exames está marcado para o próximo domingo, 10 de novembro. Os candidatos terão que responder a 45 questões de matemática e 45 questões de ciências da natureza.

O gabarito oficial será divulgado no dia 20 de novembro no portal do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Os resultados finais serão divulgados no dia 13 de janeiro de 2025 na página do participante, mediante acesso individual. Na mesma página, o estudante pode ter acesso, 60 dias depois da divulgação dos resultados, à sua prova de redação.

Temas das redações nos anos anteriores

Enem 2023 – “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”

Enem 2022 – “Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil”

Enem 2021 – “Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”

Enem 2020 – “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”, na versão impressa; e “O desafio de diminuir a desigualdade entre regiões no Brasil”, na digital.

Enem 2019 – “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”

Enem 2018 – “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”

Enem 2017 – “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”

Enem 2016 – “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”

Enem 2015 – “A Persistência da Violência contra a Mulher na Sociedade Brasileira”

Enem 2014 – “Publicidade infantil em questão no Brasil”

Sobre o Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem se tornou a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni).

Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são utilizados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetro para acesso a auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Santa Casa de Curitiba inaugura primeiro hospital veterinário do Brasil

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Em um marco histórico para a saúde animal no Brasil, a Santa Casa de Misericórdia de Curitiba inaugurou nesta segunda-feira, dia 04 de novembro, o primeiro hospital veterinário da instituição. Localizado na Rua Vicente Geronasso, 1.480, no bairro Boa Vista, o HPet – Unidade São Francisco de Assis chega para oferecer atendimento completo para cães e gatos.

O grande destaque da inauguração foi o anúncio do deputado federal Matheus Laiola sobre a oferta de atendimentos gratuitos a partir de janeiro de 2025. “As novidades não param por aí, estamos trabalhando para que, daqui aproximadamente dois meses, em janeiro de 2025, este hospital veterinário tenha atendimento gratuito, para moradores de Curitiba e algumas cidades no entorno da Grande Curitiba. Tenho certeza que a gente está escrevendo uma nova era animal para o estado do Paraná”, afirmou Laiola.

A chegada do HPet representa um novo momento para a saúde animal em Curitiba e em todo o Brasil. A instituição, com sua tradição e expertise em serviços de saúde, promete transformar a forma como os pets são cuidados na cidade. Com uma estrutura moderna e equipada, o hospital conta com consultórios especializados, salas de cirurgia, laboratório de análises clínicas, além de uma equipe multidisciplinar de profissionais da área veterinária.

Com 171 anos de história, a Santa Casa de Misericórdia de Curitiba é uma das mais importantes instituições filantrópicas do país. A instituição é referência em serviços de saúde e possui um compromisso com a comunidade. O evento contou com a presença do deputado federal, Matheus Laiola e da vereadora eleita, Andressa Bianchessi e do bispo, Dom Frei Diamantino Prata.

SERVIÇO:
HPet – Unidade São Francisco de Assis

Atendimento: 24h
Endereço: Rua Vicente Geronasso, 1.480, Boa Vista – Curitiba (PR)
Contato: 41 3257-8791
https://www.hpetparana.com/