Home Blog Page 3

Hospital Veterinário de Curitiba alerta para o Outubro Rosa Pet

0

Hospital Veterinário de Curitiba alerta para o Outubro Rosa Pet

O mês de outubro é mundialmente reconhecido pela conscientização sobre o câncer de mama em mulheres, mas a campanha também ganha espaço na medicina veterinária por meio do Outubro Rosa Pet. O Hospital Veterinário Municipal de Curitiba (HVMC) reforça o alerta sobre os tumores mamários em cães e gatos e destaca a importância da observação dos responsáveis, das consultas médico-veterinárias e da identificação precoce de alterações.

Os tumores mamários estão entre as neoplasias mais importantes em fêmeas. Em cadelas, aproximadamente metade dos tumores mamários apresenta comportamento maligno. Nas gatas, cerca de 80% a 90% são malignos, geralmente apresentando comportamento mais agressivo e maior potencial de disseminação para outros órgãos. Embora menos frequentes, tumores mamários também podem ocorrer em machos.

No início, a doença pode evoluir sem alterações gerais perceptíveis. Por isso, a observação do animal no dia a dia pode contribuir para a identificação precoce de alterações.

Rafael Binder, Diretor Clínico do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba, orienta que os responsáveis observem regularmente as cadeias mamárias dos animais. “Durante um momento de carinho ou no banho, o responsável pode apalpar suavemente a região abdominal e mamária da cadela ou gata, observando toda a extensão das cadeias mamárias. A presença de nódulos, aumento de volume, alterações da pele, feridas ou secreções deve ser avaliada por um médico-veterinário. Quanto mais cedo uma alteração é identificada e investigada, maiores podem ser as possibilidades de tratamento e controle da doença”, destaca Binder.

A exposição aos hormônios ovarianos está relacionada ao desenvolvimento de tumores mamários, principalmente em animais não castrados. A castração realizada em animais jovens está associada à redução do risco, embora o momento ideal para o procedimento deva ser definido individualmente pelo médico-veterinário, considerando idade, raça, condição clínica e outros fatores relacionados à saúde do paciente.

Quando identificada uma alteração mamária, o animal deve passar por avaliação médico-veterinária. Dependendo do caso, podem ser necessários exames de imagem, avaliação de possíveis metástases e análise histopatológica do tecido. A cirurgia permanece como uma das principais formas de tratamento dos tumores mamários. Em gatas, devido ao comportamento frequentemente agressivo dessas neoplasias, procedimentos cirúrgicos mais amplos podem ser indicados após avaliação e estadiamento do paciente.

O HVMC também reforça que alterações mamárias devem ser investigadas antes que apresentem crescimento expressivo, ulceração ou outras complicações.

As consultas clínicas no Hospital Veterinário Municipal de Curitiba devem ser previamente agendadas pela Rede de Proteção Animal, conforme os critérios estabelecidos pelo Município.

Nos casos de urgência e emergência, o hospital mantém atendimento 24 horas. Os pacientes são avaliados e priorizados conforme classificação de risco e gravidade clínica.

Embraer e grandes montadoras de automóveis vão abrir oportunidades para fornecedores durante a Mercopar 2026

0

Painéis da cadeia automotiva e aeroespacial podem gerar negócios de fornecimento para os dois setores

Os Painéis de Oportunidades na Mercopar 2026 acontecerão ao longo dos quatro dias do evento, com grandes montadoras de automóveis e a Embraer atuando como empresas-âncoras para apresentar suas demandas a potenciais fornecedores. A 35ª edição da maior feira de inovação industrial da América Latina será realizada de 20 a 23 de outubro no Centro de Feiras e Eventos Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS),  promovida pelo Sebrae RS e Sistema FIERGS.

As inscrições para os Painéis de Oportunidades estão abertas e podem ser feitas no Portal de Negócios do Sebrae RS (https://portaldenegociosebrae.com.br/eventos). Até o final de setembro, as empresas ainda podem garantir sua adesão. 

A dinâmica deste tipo de rodada de negócios consiste na apresentação direta das necessidades de suprimentos e soluções inovadoras de cada empresa participante. Haverá um espaço aberto para esclarecer dúvidas para que pequenos fornecedores locais entendam como integrar-se à cadeia automotiva, identificando possibilidades reais de negócios. 

As montadoras com participação confirmada no painel são Geely Renault, BMW, BYD, Ford e Hyundai. Também haverá oportunidades no setor aeroespacial, com a presença da Embraer, e será realizado um Painel de Oportunidades específico voltado a compras públicas. A ideia é fechar 200 inscrições de fornecedores em cada evento para extrair 50 aptos a atenderem essas grandes indústrias. 

O analista de Competitividade do Sebrae RS Jakson da Luz explica que qualquer empresa que fabrique ou forneça algum tipo de solução em serviços industriais, peças técnicas, componentes injetados, plásticos ou eletroeletrônicos, sendo expositores ou não, podem se candidatar a participar dos painéis. Os compradores irão selecionar, na lista de inscritos, os 50 fornecedores com maior adesão à sua demanda e à sua necessidade.

Jakson explica que os painéis da cadeia automotiva tiveram início na feira do ano passado e geraram interesse e fechamento de negócios. Então, este ano, a organização do evento decidiu ampliar as opções. “O índice de satisfação foi muito alto”, celebra. Ele destaca que em apenas uma tarde as grandes empresas conhecem 50 fornecedores. “Nesta edição, a Ford e a Hyundai voltaram para potencializar estas conexões e repetir a experiência bem-sucedida do ano passado”, observa. 

Segundo ele, as grandes empresas têm dificuldade de descobrir esses pequenos fornecedores, e a feira acaba abrindo espaço também para empresas regionais e locais. “As grandes orbitam nos polos onde estão inseridas, mas na Mercopar podem conhecer novos potenciais fornecedores. No Rio Grande do Sul também temos um polo automotivo com fábricas que atendem GM, Marcopolo, Agrale, Randon e grandes indústrias de implementos agrícolas”, comenta o analista, salientando a diversidade e a qualidade da produção industrial do estado.

Para o Sistema FIERGS, iniciativas como essa desempenham um papel estratégico ao aproximar grandes empresas de potenciais fornecedores, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando a competitividade da indústria gaúcha. O coordenador do Conselho da Pequena e Média Indústria (Copemi) do Sistema FIERGS, Rodrigo Petry, ressalta que conectar fornecedores locais a grandes companhias é uma forma de gerar desenvolvimento econômico e criar novas oportunidades de crescimento para as empresas do estado. “Fortalecer a pequena e média indústria é fortalecer a base da indústria gaúcha. Ao aproximarmos fornecedores e compradores, ampliamos as oportunidades de negócios, estimulamos a inovação e tornamos nossas cadeias produtivas mais fortes e competitivas”, afirma Petry, acrescentando que essa é uma oportunidade única para que as empresas se conectem a montadoras que estão em locais como São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Argentina.

O analista do Sebrae ressalta que a feira tem esse papel essencial de aproximar mercados distantes, exigentes e com alta capacidade de compra das pequenas empresas, principalmente as do Rio Grande do Sul. “Além de realizar esta conexão, apoiamos e preparamos essas empresas para fecharem negócios. Temos um olhar diverso, de oportunidade, que vem se expandindo. Uma empresa apta a fornecer a uma montadora está apta para vender em qualquer mercado”, conclui Jakson da Luz. 

Mercopar 2026

De 20 a 23 de outubro

Centro de Feiras e Eventos Festa da Uva – Caxias do Sul (RS)

Informações e inscrições para visitantes: https://mercopar.com.br

Inscrições para os Painéis de Oportunidades e cronograma completo: https://portaldenegociosebrae.com.br/eventos

Costela bovina vira atração das sextas-feiras em restaurante de Curitiba

0

Costela bovina vira atração das sextas-feiras em restaurante de Curitiba

Buffet livre do Restaurante Bucaneiro custa R$ 59,90 e reúne ainda tilápia frita, pratos quentes, saladas, frutas e sobremesa

No Restaurante Bucaneiro, a sexta-feira tem como protagonista um clássico que agrada aos amantes da boa mesa: a costela bovina. Sob o comando do chef Marcos Oliveira, o prato integra um buffet variado, com opções para diferentes paladares.

A costela é servida no tradicional carrossel do restaurante e divide espaço com outro destaque da casa: a tilápia frita. Ao todo, são cerca de dez opções de pratos quentes, mais de 20 variedades de saladas e frutas, além de sobremesa.

Para o chef Marcos Oliveira, a proposta é oferecer uma refeição completa, tendo a costela como destaque, mas sem deixar de lado a diversidade de opções no buffet. “A costela é o nosso destaque das sextas-feiras, mas queremos que o cliente encontre aqui uma refeição completa, com diferentes opções para acompanhar. É uma proposta para quem gosta de uma boa costela, mas também quer ter variedade na mesa”, afirma.

O buffet livre custa R$ 59,90 por pessoa, com a possibilidade de o cliente também optar pelo serviço por quilo.

Além do atendimento presencial, o Bucaneiro também oferece delivery próprio, pelo telefone (41) 99595-7760, e está disponível nas plataformas iFood, 99 e Anota Aí.

Serviço:

Restaurante Bucaneiro – Chef Marcos Oliveira

Rua Antônio Escorsin, 1411 – São Braz

Horário de funcionamento: De segunda a sexta, das 11h às 14h30. Aos sábados, das 11h às 15h

Estacionamento na rua lateral

Costela bovina: todas as sextas-feiras

Buffet livre: R$ 59,90

Opção de buffet por quilo

Delivery próprio: (41) 99595-7760

Também disponível pelo iFood, 99 e Anota Aí

Leitura em família transforma o futuro cognitivo das crianças

0

Leitura em família transforma o futuro cognitivo das crianças

Confira quatro sugestões da Lado A Gestão Editorial para o mês das crianças

Em um mundo cada vez mais dominado pelas telas digitais e pelo imediatismo, um hábito clássico e analógico tem se mostrado a ferramenta mais poderosa para o desenvolvimento infantil: a leitura em família.

Longe de ser apenas uma atividade escolar antecipada, o ato de abrir um livro ao lado dos filhos na educação infantil transforma o aprendizado em um profundo momento de conexão. Especialistas apontam que essa prática simples é capaz de moldar não apenas a capacidade cognitiva, mas também a estrutura emocional das crianças para o resto da vida.

Mais do que decodificar palavras, a leitura compartilhada funciona como uma verdadeira “academia para o cérebro” dos pequenos, trazendo benefícios que a tecnologia dificilmente consegue replicar de forma tão integral:

· O fortalecimento do vínculo afetivo: No momento da história, os pais oferecem algo raro na rotina moderna: atenção exclusiva, toque e acolhimento, gerando memórias afetivas duradouras.

· Expansão do vocabulário: Muito antes de aprender a ler formalmente, a criança que ouve histórias entra em contato com estruturas gramaticais ricas e palavras novas, o que acelera a oralidade e a desenvoltura na fala.

· Estímulo à criatividade sem limites: Ao contrário dos vídeos prontos da internet, as narrativas dos livros exigem que a criança construa os cenários, cores e personagens dentro da própria mente, expandindo a imaginação de forma ativa.

· O poder do exemplo positivo: O comportamento dos pais educa mais que as palavras. Quando o pequeno vê os adultos manuseando e se divertindo com um livro, ele naturalmente passa a enxergar a leitura como um hábito prazeroso e importante, e não como uma obrigação maçante.

Hábito diário e prazeroso

Muitos pais enfrentam dificuldades para prender a atenção dos filhos ou encontrar tempo na rotina, mas os pedagogos e especialistas na área da psicologia infantil garantem que o segredo não está na quantidade de horas, mas sim na constância e na qualidade do momento.

Para construir uma rotina de sucesso, o primeiro passo é estabelecer a leitura como um ritual diário. Reservar de 10 a 15 minutos antes de dormir, por exemplo, ajuda a desacelerar a mente da criança e cria uma previsibilidade reconfortante. Além disso, a participação deve ser ativa e lúdica: brincar com os tons de voz, imitar os sons dos animais e fazer perguntas provocativas sobre o que vai acontecer na próxima página mantém o interesse do pequeno em alta. Por fim, dar autonomia e permitir a escolha conjunta do livro faz com que a criança se sinta parte do processo, aumentando drasticamente o seu engajamento com o universo literário.

Ao fechar um livro após uma sessão de leitura, os pais não estão apenas encerrando uma história; estão abrindo as portas para um futuro de adultos mais empáticos, criativos e intelectualmente preparados.

Pensando nisso e também com o objetivo de auxiliar as famílias cujas crianças possuem algum desafio de neurodesenvolvimento e aprendizagem, a Lado A Editorial separou quatro sugestões de leitura para outubro, o mês dedicado às crianças.

“Rick – Um livro sobre habilidades sociais” (40 págs., R$ 65, Ed. Lado A):

A narrativa – ludicamente ilustrada por Jéssyka Gomes – conta a história de um passarinho que embarca em uma incrível jornada pela floresta das emoções. Com aventuras e descobertas, o personagem central e seus novos amigos vão aprender lições para toda vida. Fábula infantil, ensina às crianças diferentes conceitos de empatia, comunicação, coragem e outras competências socioemocionais. A obra foi escrita por 18 psicólogas, que trabalharam em coautoria e sob a coordenação da terapeuta familiar, Fabiana Canda.

“Olivia – Um livro sobre autismo e empatia” (40 págs., R$ 65, Ed. Lado A):

Apresenta um olhar sensível e empático sobre as pessoas autistas e surgiu a partir da necessidade de dar voz à diversidade autística, especialmente no olhar das meninas. É uma obra que une ciência, sensibilidade e representatividade, mostrando que cada pessoa no espectro é única. Olivia, a corujinha que aparece na capa, representa todas as crianças no espectro. A obra foi desenvolvida por 20 autores, especialistas em Transtorno do Espectro Autista (TEA) sob a coordenação da psicóloga Lara Frasson.

“Senta, Davi!! – Um livro sobre transtornos do neurodesenvolvimento e aprendizagem” (44 págs., R$ 65, Ed. Lado A):

A obra utiliza a trajetória de um menino curioso, intenso e cheio de perguntas para apresentar estratégias e mediações essenciais diante dos desafios de aprendizagem e do neurodesenvolvimento no cotidiano escolar e familiar. Amplia o diálogo sobre inclusão, além de exercitar a escuta atenta e o acolhimento, respeitando as singularidades e a importância de compreender antes de rotular. A estrutura da obra facilita a conexão com o conteúdo e possibilita reflexões sobre os diferentes transtornos do neurodesenvolvimento e aprendizagem. Escrito de forma colaborativa por 20 especialistas foi coordenado pela psicopedagoga Alessandra Porto Schiessel.

“Bella – Uma história sobre autoconhecimento e autorregulação” (44 págs, R$65, Ed. Lado A):

Entre descobertas, sentimentos e aprendizados, Bella – uma jovem cisne curiosa – convida as crianças a conhecerem melhor a si mesmas e a encontrarem novas formas de lidar com suas emoções e com o mundo ao seu redor. Uma história que aproxima o autoconhecimento e a autorregulação do universo infantil, partindo de um propósito especial: toda criança merece espaço para descobrir quem é, compreender o que sente e aprender a cuidar de si. Uma coautoria sob a coordenação da terapeuta familiar, Fabiana Canda.

Para André Greca, editor da Lado A Editorial, os livros preenchem uma lacuna importante no mercado editorial brasileiro por tratar temas complexos com ludicidade e por oferecerem suporte real a pais e educadores. “Quando compreendemos as diferenças, deixamos de exigir que a criança se encaixe e começamos a construir um mundo em que ela se sinta verdadeiramente pertencente”, enfatiza Greca.

Crédito de imagens: Editora Lado A

Dia das Crianças: Psicopedagoga alerta para os impactos do excesso de telas na infância

0

Dia das Crianças: Psicopedagoga alerta para os impactos do excesso de telas na infância

Especialista ensina a reorganizar os hábitos, diminuir o uso de dispositivos eletrônicos e melhorar a convivência familiar

Com a proximidade do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, o debate sobre o tempo que elas passam em frente aos dispositivos eletrônicos ganha ainda mais relevância. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os limites de exposição variam conforme a idade: zero para menores de dois anos, até uma hora para a faixa de 2 a 5 anos, e no máximo duas horas para o grupo entre 6 e 10 anos.

“O grande desafio das famílias é ensinar o consumo equilibrado. A chave está em estabelecer combinados claros e garantir que a tecnologia não substitua vivências fundamentais para o desenvolvimento infantil”, explica Mariana Cristina de Oliveira, psicopedagoga do Colégio Integrado de Campo Mourão (PR).

A especialista alerta que o crescimento cognitivo, emocional, motor e social exige interações reais. O uso excessivo do ambiente digital prejudica pilares fundamentais, impactando negativamente áreas como:

· Desenvolvimento integral: As crianças precisam brincar, correr, imaginar, criar, resolver problemas e conviver com outras pessoas. A passividade tecnológica bloqueia essas experiências,

· Saúde física e mental: A hiperconectividade afeta a qualidade do sono, a atenção e a aprendizagem, além de afastar o indivíduo da prática esportiva,

· Autorregulação emocional: O abuso de aparelhos pode gerar irritabilidade (especialmente durante a retirada do equipamento), dificultar a aceitação do “não”, diminuir a tolerância à frustração e a capacidade de esperar,

· Interações sociais: Menos tempo online significa mais espaço para diálogos, brincadeiras coletivas e convivência familiar.

“O equilíbrio não está apenas em controlar os horários, mas em garantir que a tela não ocupe o lugar das experiências essenciais”, resume Mariana. Ela sugere que os responsáveis sempre reflitam sobre o que a criança está deixando de fazer (como dormir ou se exercitar) enquanto está conectada.

Estratégias para o cotidiano familiar

Para ajudar os pais na missão de mediar essa relação, a psicopedagoga do Colégio Integrado lista cinco táticas para organizar a rotina de forma efetiva:

  1. Regras e zonas livres: Evite o uso de celulares na mesa de jantar e nos quartos. Defina horários de total desconexão, como desligar os aparelhos uma hora antes de dormir
  2. Escreva o que foi tratado: Fazer um tipo de “contrato familiar” ajuda a deixar os combinados e as consequências visíveis a todos,
  3. Gerenciamento de tempo: Utilize cronômetros ou alarmes visuais para avisar quando o período acabar. Além disso, condicione o acesso à conclusão prévia das tarefas escolares e ative o controle parental para bloqueios automáticos,
  4. Oferta de alternativas: Substitua a internet por um rodízio de brinquedos, promova passeios ao ar livre e institua um dia na semana para a “noite dos jogos de tabuleiro”. Também é importante permitir que a criança sinta tédio, pois isso estimula a criatividade,
  5. Exemplo e mediação: Os adultos são os maiores modelos. Reduza o próprio uso desses equipamentos perto dos filhos e, quando utilizarem a tecnologia, tentem assistir ou jogar juntos para debater o conteúdo.

A teoria na prática

A eficácia dessas estratégias se comprovou na casa de Ray Nowasco, mãe de Mateus, de 6 anos, aluno do Grupo 5B do Colégio Integrado. No início deste ano, ao perceber que a exposição digital do filho estava saindo do controle, ela e o marido decidiram interferir ativamente.

A regra de maior sucesso implementada pela família foi o “Quadro de Rotina”. Nele, Mateus visualiza claramente as tarefas diárias e o período permitido para o tablet ou celular. O método funciona com um sistema de recompensas: a cada meta alcançada, o estudante coloca uma “carinha feliz” no painel.

A iniciativa deu tão certo que o próprio menino se esforça diariamente para não registrar nenhuma “carinha triste”. Além disso, as mães da vizinhança criaram um grupo de mensagens para coordenar horários em que os pequenos possam brincar livremente na rua, sempre sob supervisão conjunta.

Mais conexão real, menos ansiedade

Os benefícios para Mateus foram nítidos e imediatos. Ray relata que o garoto ficou menos ansioso e passou a usar a criatividade nos momentos de lazer. “Hoje, ele cultiva o hábito da leitura diária, pratica natação e judô e aproveita atividades diversificadas em casa, como contação de histórias, circuitos de bicicleta elaborados pelo pai e até o preparo de receitas na cozinha”.

Profissional de Educação Física, a mãe reconhece que a correria diária muitas vezes transforma o smartphone em uma “babá eletrônica” tentadora para manter a criança quieta. No entanto, o esforço da presença ativa recompensou a todos.

“Não foi uma mudança do dia para a noite. A ideia foi encontrar um equilíbrio e mostrar a ele que existem muitas outras coisas legais para fazer. No final, percebemos que não estamos apenas diminuindo o tempo de tela, mas ganhando mais tempo juntos”, conclui Ray Nowasco.

“Com diálogo aberto e alguns ajustes no dia a dia, é possível melhorar o relacionamento familiar, reduzir o tempo de tela e incentivar outras atividades que contribuem para o desenvolvimento saudável”, complementa a psicopedagoga do Colégio Integrado, Mariana Cristina de Oliveira.

Sobre o Colégio Integrado

Fundado em 1986, o Colégio Integrado atua nos segmentos de berçário, educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e pré-vestibular, proporcionando um aprendizado dinâmico, repleto de experiências hands-on e projetos de aprendizagem inovadores com valores para transformar o indivíduo e a sociedade.

O Colégio Integrado vem inovando e se renovando, buscando sempre oferecer aos seus estudantes o que há de melhor no segmento educacional. E foi com esse pensamento que em 2022, passou a posicionar-se como um Ecossistema de Formação, isto é, um conjunto completo e integrado de serviços e soluções educacionais.

Desde 2026, o Colégio Integrado adota o Currículo Be; um programa de educação bilíngue da Educação Infantil (G3) ao Ensino Fundamental (9º ano) que auxilia os estudantes a se tornarem fluentes em duas línguas de maneira natural, orgânica e consistente por meio de experimentos práticos e da vivência escolar diária, em vez de ter o ensino do inglês de maneira isolada.

O Colégio Integrado é a primeira e única instituição de Campo Mourão e região a utilizar esse modelo de ensino.

Crédito da foto: Magnific (banco de imagens)

Do pré-treino ao escritório: consumidores buscam praticidade sem deixar a saúde de lado

Pesquisas da Ecglobal e da Sodexo mostram que composição e conveniência passaram a caminhar juntas nas escolhas alimentares — e abrem espaço para opções práticas que acompanham a jornada de trabalho sem pesar no rótulo

Comer bem deixou de depender de tempo livre. Numa rotina cada vez mais corrida, o consumidor brasileiro não abre mão de ler o que está por trás do alimento — e a lista de exigências só cresce. Segundo pesquisa da Ecglobal, realizada em junho de 2026 com mais de 500 pessoas, a presença de ingredientes naturais é o principal indicador de saudabilidade para 41% dos entrevistados. Logo atrás, porém, aparece um bloco de critérios ligados à composição: 35% valorizam produtos com menos açúcar, 34% a ausência de conservantes e corantes artificiais, 31% menos gordura e 29% menos sódio.

Esse olhar atento ao rótulo é uma tendência global. De acordo com a Innova Market Insights, quase metade dos consumidores no mundo já escolhe alimentos e bebidas com “rótulo limpo” — fórmulas mais curtas, com ingredientes reconhecíveis e sem aditivos artificiais. O consumidor não quer apenas saber se um produto é saudável: quer entender do que ele é feito.

A mesma exigência chega ao ambiente de trabalho. É o que aponta o Food Experience Tracker, estudo global da Sodexo com mais de 5 mil profissionais — sendo mais de 800 no Brasil: os trabalhadores brasileiros buscam, no dia a dia, opções que unam qualidade e praticidade. O desafio é conciliar esse desejo com a falta de tempo para pausas ao longo do expediente.

É nesse encontro entre conveniência e composição que categorias como a do açaí ganham espaço. Antes restrita à tigela e ao público fitness, a fruta virou hábito nacional e migrou para novos formatos: só no foodservice, movimentou cerca de R$ 1,1 bilhão até junho de 2026, alta de 20% no comparativo com 2025, segundo o Instituto Foodservice Brasil, com base em dados da CREST e da Wise Sales. Hoje, a saudabilidade do açaí é associada não só a quem treina, mas a todos que querem comer melhor.

Para o CEO do Grupo Upper, Shirleno Booz, o movimento redefine as ocasiões de consumo. “As pessoas não deixam de se alimentar porque estão no trabalho ou porque a rotina está corrida. O que muda é a forma como elas fazem isso. Existe uma demanda por opções práticas, que acompanhem diferentes momentos do dia e que estejam alinhadas às escolhas que cada consumidor busca fazer”, afirma.

É nesse espaço que a Vittaí, marca do Grupo Upper voltada à alimentação, aposta em uma linha de smoothies de açaí de fórmula enxuta — sem corantes nem conservantes artificiais, sem glúten, utilizando apenas aromatizantes naturais e com a energia natural do guaraná — pensada para diferentes ocasiões, do café da manhã à pausa no meio do expediente. “Às vezes, a pessoa está entre uma reunião e outra ou precisa de um boost de energia antes de seguir para o próximo compromisso. Nosso objetivo é acompanhar esses momentos, proporcionar o equilíbrio de energia e ampliar as possibilidades de consumo do açaí no dia a dia”, explica o executivo.

Para Booz, a mudança nas expectativas abre caminho para produtos que conciliam conveniência e uma composição alinhada aos novos hábitos. “A praticidade continua importante, mas não é mais o único critério. Cada vez mais, o consumidor olha para o produto, para os ingredientes e para o que faz sentido dentro da sua dieta e da sua rotina”, completa.

Sobre a Vittaí

A Vittaí é uma marca de alimentos e bebidas funcionais do Grupo Upper que nasceu com o propósito de tornar a alimentação equilibrada mais prática, saborosa e acessível. Seu portfólio reúne smoothies de açaí, bebida vegetal à base de gergelim e tahines, combinando ingredientes naturais, inovação e conveniência. Criada pelo Grupo Upper, empresa com mais de 15 anos de experiência em comércio exterior, distribuição, logística e desenvolvimento de produtos, a Vittaí une a expertise de uma companhia com atuação internacional à construção de uma marca voltada às novas demandas de consumo.

Palladium Curitiba celebra Dia das Crianças com guarda-chuvas de bichinhos em campanha especial para as famílias

0

Clientes que acumularem R$ 550 em compras entre 5 e 12 de outubro poderão escolher entre cinco modelos da coleção Chuvichos

Criar experiências que aproximam as famílias e tornam a visita ao shopping mais especial faz parte do DNA do Palladium Curitiba. Para o Dia das Crianças, o empreendimento traduz essa proposta em uma campanha que une diversão, memória afetiva e um item que acompanha os pequenos no dia a dia. Entre 5 e 12 de outubro, clientes que acumularem R$ 550 em compras poderão trocar as notas fiscais por um guarda-chuva da coleção Chuvichos, com cinco modelos de bichinhos à escolha.

A ação foi pensada para transformar um objeto cotidiano em uma lembrança divertida da infância. Coloridos e inspirados em animais, os guarda-chuvas remetem às brincadeiras na chuva e àqueles momentos em que ela deixa de ser um impedimento e vira parte da diversão.

“Acreditamos que o shopping também pode ser um espaço para criar memórias em família. No Dia das Crianças, quisemos transformar essa ideia em uma experiência simples, afetiva e que faça sentido para os pequenos. O guarda-chuva é um objeto que eles realmente podem usar, mas que também pode trazer uma lembrança gostosa das brincadeiras na chuva, de escolher um personagem e sair colorindo os dias de verão”, afirma a gerente de marketing do shopping, Cida Oliveira.

A coleção Chuvichos reúne cinco modelos de bichinhos, entre os quais o cliente poderá escolher o seu preferido. Para participar, basta acumular R$ 550 em compras no Palladium Curitiba, cadastrar as notas fiscais conforme as regras da ação e retirar o presente. A promoção é válida de 5 a 12 de outubro, ou enquanto durar o estoque.

Com a campanha, o Palladium reforça a proposta de ampliar as opções de lazer e entretenimento oferecidas ao público em datas comemorativas, integrando a programação do shopping às diferentes ocasiões do calendário.

Tendência nas casas, automação coloca conforto, praticidade e simplicidade no centro dos projetos

Programar o aquecimento para os horários de uso dos ambientes, ajustar a iluminação para trabalhar ou descansar e controlar equipamentos pelo celular são possibilidades da automação residencial. Para que esses recursos facilitem a vida, a escolha precisa começar pelos hábitos de quem mora na casa. Entender quais tarefas se deseja simplificar ajuda a investir em soluções que tenham utilidade no cotidiano.

“A primeira pergunta deve ser sobre a rotina do morador: o que ele gostaria de tornar mais fácil dentro de casa? A partir dessa resposta, conseguimos pensar nos recursos que fazem sentido para aquela família”, afirma Scheyla Ciruelos, Head da Hotfloor e SmartLy.

Antes de comparar equipamentos, vale observar quais ambientes são utilizados ao longo do dia, quem precisa operar os sistemas e quais ajustes se repetem com frequência. Essas informações ajudam a definir prioridades e a avaliar a automação pelo benefício que pode oferecer.

Uma das questões a esclarecer antes da compra é a compatibilidade entre os dispositivos. O consumidor deve perguntar quais equipamentos podem ser integrados, quais dependem de aplicativos próprios e o que será necessário para acrescentar novos recursos no futuro.

Também é importante entender o alcance da integração oferecida. Controlar dois equipamentos pelo celular não significa, necessariamente, que eles possam participar de uma mesma programação. Pedir uma demonstração da rotina desejada ajuda a verificar se a solução atende à necessidade apresentada.

“O morador precisa entender como os recursos vão funcionar juntos. Quando falamos de conforto térmico, por exemplo, precisamos considerar o aquecimento, o controle da temperatura e os horários de utilização do ambiente. Essa combinação deve ser fácil de ajustar”, explica Scheyla.

A integração entre piso aquecido e termostatos permite estabelecer horários e temperaturas de funcionamento, conforme os recursos disponíveis no modelo escolhido. O consumidor deve conferir quais programações são possíveis e como poderá alterá-las quando sua rotina mudar.

Uma demonstração precisa permitir que o consumidor experimente tarefas básicas: alterar uma temperatura, ajustar um horário, desligar uma programação e retomar o controle manual. Se essas ações exigem muitas etapas ou explicações, vale avaliar se a configuração pode ser simplificada.

A análise deve considerar todos os moradores. A localização dos controles, a clareza dos comandos e a possibilidade de realizar ajustes sem depender exclusivamente do celular merecem atenção.

“Na demonstração, vale pedir para fazer aquilo que será necessário no dia a dia. Alterar a temperatura ou mudar um horário precisa ser compreensível para quem vai utilizar o sistema. A facilidade de uso faz parte da entrega”, observa a executiva.
Também é importante esclarecer quais funções dependem da internet, quais continuam disponíveis sem conexão e como os equipamentos são operados nessas condições. O consumidor deve perguntar o que acontece após uma interrupção de energia e se as configurações são preservadas.

Instalação exige planejamento

A contratação deve incluir uma avaliação das condições do imóvel. Rede elétrica, conexão, localização dos equipamentos e eventuais intervenções precisam ser discutidas com os profissionais responsáveis antes da instalação.

Em uma obra ou reforma, a conversa entre fornecedores, arquiteto e projetistas permite organizar essas necessidades desde o início. Em imóveis prontos, o consumidor deve solicitar uma descrição do que será instalado, quais adaptações serão necessárias e como ocorrerá a execução.

“A simplicidade que o cliente encontra ao utilizar a tecnologia começa no planejamento. Entender o imóvel, alinhar o projeto com os profissionais envolvidos e orientar o morador são etapas fundamentais para uma boa experiência”, diz Scheyla.

O orçamento também deve apresentar o custo da solução completa. Além dos equipamentos, é necessário esclarecer os valores de instalação, configuração, acessórios, manutenção e eventuais cobranças recorrentes. Saber o que está incluído permite comparar propostas com maior precisão.

Recursos de programação podem ajudar a adequar o funcionamento dos equipamentos à rotina. Entretanto, uma promessa de redução de consumo deve vir acompanhada de informações sobre como o resultado foi medido e quais condições foram consideradas.

No aquecimento, características do imóvel, clima, área atendida, temperatura escolhida e tempo de utilização influenciam o consumo. Também é útil esclarecer se o sistema mede a energia utilizada ou apresenta uma estimativa.

“O controle permite adequar horários e temperaturas às necessidades do morador. Para falar em economia, é preciso observar as condições de uso e ter uma referência de comparação. A orientação deve ajudar o cliente a compreender o que influencia o consumo”, afirma Scheyla.

O suporte merece fazer parte da decisão de compra. Quem ajuda a ajustar uma programação? Como solicitar assistência? Há orientações de uso acessíveis? O que está coberto pela garantia? Essas perguntas ajudam a conhecer a continuidade do serviço.
Nos recursos conectados, também vale esclarecer quais dados são coletados, quem pode acessar a conta e como remover permissões. O consumidor deve perguntar como funcionam as atualizações e o que é necessário para transferir o controle dos equipamentos a outro morador.

“A entrega continua quando a família começa a usar a solução. É nesse momento que surgem dúvidas e necessidades de ajuste. O atendimento precisa ajudar o morador a incorporar os recursos à própria rotina”, destaca a Head da Hotfloor e SmartLy.

Uma casa inteligente facilita a vida quando seus recursos acompanham as necessidades de quem vive nela. Escolher funções úteis, testar os comandos e compreender as condições de instalação e atendimento são cuidados que ajudam a transformar tecnologia em conforto e praticidade.

Opinião: Quem ensina a pensar quando a máquina responde a quase tudo?

0

*Carolina Balera Trombini

Existe uma mudança importante acontecendo no debate educacional. Durante anos, a discussão sobre tecnologia na escola muitas vezes foi conduzida em torno da mesma pergunta: quanto mais digital a educação se tornar, melhor ela será? 

A Didacta 2026, maior feira de educação da Europa, realizada em Colônia, mostrou que a discussão entrou em uma nova etapa. A inteligência artificial continua no centro das atenções. Mas o foco deixou de ser apenas a adoção de ferramentas. A questão agora é mais sofisticada: como formar estudantes capazes de usar tecnologia com autonomia intelectual, responsabilidade e capacidade crítica? 

Essa mudança de perspectiva é relevante. A IA já começou a transformar profundamente o modo como trabalhamos, pesquisamos, produzimos conhecimento e aprendemos. Ignorar isso seria desconectar a escola da realidade. Ao mesmo tempo, a presença crescente dessas ferramentas torna ainda mais importante desenvolver capacidades essencialmente humanas: interpretação, argumentação, criatividade, repertório cultural, discernimento ético e colaboração. 

Paradoxalmente, quanto mais a tecnologia avança, mais evidente se torna a importância da formação humana. Um estudante hoje consegue acessar informações em segundos, produzir imagens, organizar dados e até gerar textos completos com apoio de inteligência artificial. Isso amplia possibilidades extraordinárias de aprendizagem. Mas também cria uma nova responsabilidade educacional. 

A escola precisa ensinar os estudantes não apenas a utilizar ferramentas, mas a compreender limites, avaliar evidências, formular perguntas relevantes e transformar informação em conhecimento. Esse talvez seja um dos maiores desafios contemporâneos. 

O problema da educação há algum tempo já não é mais a falta de acesso à informação. O desafio agora está na capacidade de interpretar, relacionar e construir sentido. Nesse contexto, a inteligência artificial não reduz a importância da escola nem do professor. Ao contrário, acrescenta uma nova responsabilidade à educação: formar estudantes capazes de usar essas ferramentas com autonomia, criticidade e responsabilidade. 

O professor que sempre ocupou o lugar de transmissor de conteúdo, agora também assume ainda mais o papel de mediador, orientador e formador de pensamento crítico. Foi justamente essa percepção que apareceu com força na Didacta. 

Mesmo em um evento marcado por tecnologia, as discussões mais relevantes envolveram temas como saúde mental, convivência, atenção, criatividade, bem-estar e aprendizagem ativa. A escola do futuro parece caminhar para um modelo mais integrado. 

Tecnologia, ciência, sustentabilidade, formação emocional e competências humanas já não aparecem mais como temas isolados no ambiente educacional. Passam a funcionar como dimensões complementares de uma mesma formação. Isso ajuda a explicar por que metodologias baseadas em projetos, investigação, resolução de problemas e experimentação ganharam tanto espaço. Quando as respostas automáticas estão cada vez mais disponíveis, formular boas perguntas se torna uma habilidade valiosa. 

A inteligência artificial provavelmente ampliará a produtividade, democratizará ferramentas sofisticadas e acelerará processos de aprendizagem. Mas nenhuma tecnologia substitui integralmente aquilo que acontece quando um estudante aprende a argumentar, conviver, investigar, criar conexões e compreender problemas reais. 

A escola do futuro não será menos tecnológica. Ela provavelmente será ainda mais digital, mais conectada e mais orientada por dados, mas seu diferencial continuará sendo profundamente humano: formar pessoas capazes de pensar com autonomia em um mundo cada vez mais automatizado.

*Carolina Balera Trombini é Gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Biopark Educação.

Opinião: A eleição que também nos educa

0

“A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele.” Hannah Arendt

Em períodos eleitorais, o país volta sua atenção para as propostas, as declarações e os confrontos entre os candidatos. Mas existe outra dimensão desse processo que merece ser observada: o que as crianças aprendem ao acompanhar não apenas o debate político, mas também a maneira como os adultos reagem a ele.

Depois de quase meio século dedicado à educação e à convivência com crianças e adolescentes, aprendi que eles não escutam apenas aquilo que lhes dizemos. Observam, sobretudo, quem somos quando não estamos tentando ensiná-los.

Essa constatação não me coloca em uma posição confortável. Ao contrário, obriga-me a perguntar quantas vezes minhas atitudes ensinaram algo diferente daquilo que eu pretendia defender com minhas palavras. A distância entre o discurso e a maneira como agimos não é um problema exclusivo dos outros. Ela atravessa todos nós.

É fácil reconhecer a intolerância naquele de quem discordamos. Mais difícil é percebê-la em nosso vocabulário, na impaciência com que interrompemos alguém, no prazer com que ridicularizamos o adversário ou na facilidade com que compartilhamos uma informação apenas porque ela confirma nossas convicções.

As crianças observam essas pequenas escolhas. Percebem como reagimos no trânsito, como tratamos quem nos atende no mercado, como nos comportamos diante de uma derrota no futebol e o que fazemos quando somos contrariados em uma conversa familiar. Também escutam comentários que julgamos inofensivos e acompanham, muitas vezes em silêncio, nossas reações nas redes sociais.

Todos somos educadores, ainda que em diferentes graus de proximidade e influência.

Essa responsabilidade é coletiva, embora não se distribua igualmente. Quanto maior for a visibilidade, a autoridade ou o alcance da palavra de um adulto, maior será o impacto do modelo que ele oferece.

Não educamos apenas quando assumimos formalmente essa tarefa. Nossos comportamentos passam a compor o mundo com base no qual as crianças constroem referências sobre como viver com os outros.

Os estudos do psicólogo Albert Bandura mostraram a importância da aprendizagem por observação. Isso não quer dizer que uma criança reproduza automaticamente tudo o que testemunha. Significa que as atitudes dos adultos passam a integrar o repertório com o qual ela interpreta situações, estabelece relações e faz suas escolhas.

Essa compreensão muda a pergunta que costumamos fazer. Em vez de pensarmos apenas em como devemos educar as crianças, talvez precisemos perguntar: quem devemos nos tornar para que elas encontrem em nós referências que mereçam levar para a vida?

Educar as crianças exige que os adultos continuem educando a si mesmos.

Adela Cortina nos lembra que o ethos, o caráter, se forja nas escolhas reiteradas. Não é algo que possuímos de maneira definitiva, mas uma construção cotidiana. Formamo-nos cada vez que escolhemos como reagir: contendo um impulso, escutando antes de responder, reconhecendo um erro ou revendo uma certeza.

Não se trata de aparentar perfeição diante das crianças. Elas não precisam de adultos infalíveis. Também aprendem quando presenciam alguém admitindo uma falha, pedindo desculpas e tentando reparar o dano.

As campanhas eleitorais intensificam divergências, mobilizam emoções e expõem nossas convicções. Podem estimular a argumentação e a participação democrática, mas também alimentar rótulos, simplificações e hostilidades. Nenhum de nós está inteiramente protegido desse risco.

Por isso, as eleições podem representar uma grande oportunidade de humanização das relações. Não precisamos esconder nossas posições nem criar diante das crianças uma falsa aparência de unanimidade. Podemos mostrar que pessoas com ideias diferentes não precisam se transformar em inimigas e que escutar não significa concordar.

Humanizar o debate, porém, não significa considerar equivalentes todas as posições. Divergências democráticas não podem ser confundidas com discursos que atacam direitos, incitam a violência ou negam a dignidade de determinados grupos.

A tolerância não exige passividade. Ideias devem ser examinadas, questionadas e, quando necessário, rejeitadas. O desafio está em confrontá-las sem reproduzir a mesma desumanização que condenamos. É possível estabelecer limites e defender convicções sem sentir prazer em humilhar quem está do outro lado.

Essa talvez seja uma das aprendizagens mais difíceis da democracia.

Se queremos que as novas gerações construam um mundo mais humano, não basta esperar que sejam melhores do que nós. Precisamos permitir que a presença delas também nos eduque, revele nossas incoerências e nos faça reconsiderar a maneira como convivemos.

Este período pode nos conduzir a uma pergunta que antecede a escolha de qualquer candidato: quem nos tornamos enquanto escolhemos?

A urna registrará nosso voto. As crianças, porém, estarão aprendendo com o caminho que fizermos até ela.

*Miriã Salles é pedagoga, psicopedagoga e diretora do Colégio Santo Ivo International School.