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DEDICA completa dez anos de proteção a crianças e adolescentes contra violências graves

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DEDICA completa dez anos de proteção a crianças e adolescentes contra violências graves

Mantido pela Associação dos Amigos do HC, programa é referência nacional na prevenção e atendimento às vítimas

Em setembro, o DEDICA, Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, completa dez anos dedicados à proteção de crianças e adolescentes. Iniciativa da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas, o programa é referência nacional no atendimento a vítimas de violência grave ou gravíssima.

A assistência é gratuita e interdisciplinar, abrangendo atendimento médico, psicológico, psiquiátrico, social, de proteção legal e psicanálise. Os casos que chegam ao DEDICA são encaminhados por instituições como Hospital de Clínicas, Ministério Público, Varas da Infância, Conselhos Tutelares, delegacias e outros serviços da rede de proteção à infância e adolescência.

Ao longo da última década, a atuação do programa passou a incluir prevenção, pesquisa e formação de profissionais. Segundo a coordenadora do DEDICA, Dra. Luci Pfeiffer, o movimento é fundamental para proteger crianças e adolescentes. “Hoje, o DEDICA amplia cada vez mais sua atuação na proteção da criança e do adolescente e na garantia do direito a um crescimento saudável e protegido, inclusive no mundo virtual”, explica.

A identificação precoce de situações de violência é uma das estratégias para reduzir seus impactos e interromper ciclos que podem se prolongar por anos. “Não conseguimos reverter tudo quando a violência já deixou suas marcas, especialmente quando é repetida e, muitas vezes, mesmo após denunciada, não é tratada nem interrompida”, afirma a coordenadora do programa.

Segundo ela, acompanhar crianças e adolescentes que conseguem reconstruir suas trajetórias é um dos principais resultados desse trabalho. “Não existe satisfação maior do que ver essa criança ou esse adolescente com metas para o dia a dia, projetos e planos para o futuro. Inclusive, com o desejo de formar uma família e oferecer aos seus filhos o cuidado que um dia receberam”, relata.

Proteção também no ambiente virtual

A relação entre infância, família e tecnologia está presente na trajetória do DEDICA desde sua criação. Em 2016, a campanha “Conecte-se ao que importa” chamava a atenção para a importância do vínculo entre pais e filhos diante do avanço do ambiente digital, com a frase: “Mamãe, qual é a senha para conversar com você?”.

Dez anos depois, a violência no ambiente virtual representa um novo desafio para famílias e profissionais. O DEDICA amplia as ações de prevenção e enfrentamento, com foco em informação, acompanhamento familiar e proteção integral.

Capacitação fortalece a rede de proteção

A formação de profissionais é uma das frentes permanentes de atuação do DEDICA. Por meio de palestras, cursos, conferências e materiais educativos, o programa busca ampliar a capacidade da rede de proteção para identificar sinais de violência e agir de forma precoce.

Como parte dessa atuação, os dias 10 e 17 de setembro foram dedicados aos encontros da atividade “Prevenção da Violência contra a Criança e o Adolescente para a Rede de Atenção à Saúde – SMS”. A iniciativa integra o Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas e a Secretaria Municipal da Saúde e tem como objetivo fortalecer a capacitação dos profissionais para a identificação e o enfrentamento de situações de violência contra crianças e adolescentes.

Para Luci Pfeiffer, ainda é necessário ampliar o conhecimento sobre a violência contra crianças e adolescentes entre os profissionais que atuam diretamente com esse público. “Temos um caminho muito grande pela frente para que todos os profissionais que trabalham na assistência à criança tenham conhecimento sobre a violência e estejam preparados para identificar seus sinais, fazer um diagnóstico precoce e atuar também na prevenção”, afirma.

Alterações de comportamento, agressividade, dificuldades de aprendizagem e outras mudanças podem estar relacionadas a situações de violência e, por isso, exigem atenção dos profissionais que acompanham crianças e adolescentes. “Temos muitos desafios. Então, em todos os níveis da nossa sociedade, onde muitas vezes a ideia de que ser pai e mãe daria a capacidade de proteger e cuidar, infelizmente não. E nós podemos mudar isso e precisamos mudar”, conclui a coordenadora do DEDICA.

Sobre o DEDICA

Mantido pela Associação dos Amigos do HC, o programa conta com recursos de diferentes fontes, incluindo destinações do Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas, fundos voltados aos direitos da criança e do adolescente e o Programa Nota Paraná. Entre os reconhecimentos recebidos, estão o Prêmio Prioridade Absoluta, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conquistado pelo DEDICA em 2022 e novamente em 2025, além do Prêmio Zilda Arns de Responsabilidade Social, da ADVB-PR, e do Prêmio Áster de Responsabilidade Social.

Colchão afundando: quando é normal e quando indica que está na hora de trocar?

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Colchão afundando: quando é normal e quando indica que está na hora de trocar?

Especialista explica por que pequenas acomodações podem acontecer com o uso e quais sinais indicam perda de sustentação ou desgaste do colchão

Perceber uma marca no colchão exatamente no lugar onde se costuma dormir pode gerar uma dúvida imediata: ele está com defeito? Nem sempre. Com o uso, alguns materiais que compõem o colchão podem passar por uma acomodação natural. O problema é quando o afundamento se torna excessivo, permanece mesmo sem ninguém sobre a cama ou começa a interferir no conforto e na sustentação do corpo.

Segundo Jarbas Carneiro, diretor da Carneiro Colchões Artesanais, é importante diferenciar acomodação de deformação. “O colchão recebe peso e pressão durante várias horas, todas as noites. Dependendo dos materiais utilizados em sua composição, é natural que exista alguma acomodação ao longo do tempo. O que merece atenção é quando surge uma deformação acentuada, que não retorna, ou quando a pessoa percebe que perdeu a sustentação que tinha antes”, explica.

Um dos sinais mais fáceis de observar é a formação de uma área visivelmente mais baixa no local onde a pessoa dorme. Também vale prestar atenção quando existe uma diferença significativa entre os lados da cama ou quando o corpo parece “cair” sempre para o mesmo ponto. “Às vezes, a pessoa se acostuma gradualmente à mudança e demora a perceber que o colchão já não está oferecendo o mesmo suporte. Olhar para a superfície sem roupa de cama e observar se existem desníveis ajuda a identificar alterações”, orienta Carneiro.

A durabilidade depende de uma combinação de fatores, como qualidade das matérias-primas, estrutura interna, peso e hábitos de quem utiliza o colchão, além da base sobre a qual ele está apoiado. Por isso, estabelecer um prazo único para a troca pode ser um erro. Há colchões que apresentam desgaste em poucos anos, enquanto produtos construídos com materiais de maior qualidade podem permanecer em boas condições por muito mais tempo.

Na Carneiro Colchões Artesanais, por exemplo, os colchões têm durabilidade estimada entre oito e 20 anos, dependendo do modelo e das condições de uso, e garantia que pode chegar a dez anos. Entre as características de fabricação estão a utilização de molas ensacadas individualmente, com 255 molas por metro quadrado em alguns modelos, e molas de fabricação sueca.

“Mais importante do que simplesmente contar quantos anos o colchão tem é observar como ele está se comportando. Um produto bem construído não precisa ser substituído apenas porque atingiu determinada idade. Da mesma forma, não faz sentido continuar utilizando um colchão que perdeu suas características de sustentação só porque ainda está dentro de um prazo considerado médio”, afirma Jarbas.

A base da cama também deve entrar nessa avaliação. Uma estrutura desnivelada, danificada ou incompatível com o colchão pode comprometer o apoio e até provocar a impressão de que o problema está no colchão. Por isso, antes de concluir que chegou a hora da troca, a recomendação é verificar o conjunto.

Outro cuidado é observar as orientações específicas do fabricante sobre uso, limpeza e movimentação do colchão. “O colchão é um produto de uso intenso e diário. Escolher bem é importante, mas cuidar corretamente dele também ajuda a preservar suas características por mais tempo. E, quando aparecer uma alteração fora do esperado, o ideal é procurar o fabricante para avaliar o que está acontecendo”, completa Carneiro.

China reconhece 11 novas profissões e antecipa empregos que podem chegar ao Brasil

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China reconhece 11 novas profissões e antecipa empregos que podem chegar ao Brasil

Lista inclui profissionais de robótica, gêmeos digitais e sustentabilidade; especialista em carreira explica o que novas ocupações revelam sobre o futuro do trabalho

Técnico de robôs inteligentes, especialista em gêmeos digitais, analista de dados esportivos e até artesão de incenso. Essas são algumas das 11 novas profissões reconhecidas oficialmente pela China em setembro. O país também incluiu 23 novos tipos de trabalho em ocupações já existentes, entre eles desenvolvedor de agentes de inteligência artificial, piloto de drones e designer especializado em adaptar residências para idosos.

Desde 2019, a China já reconheceu 121 novas profissões. Mais do que uma atualização de nomenclaturas, o movimento ajuda a mostrar como transformações tecnológicas, econômicas e demográficas começam a criar novas demandas no mercado de trabalho.

Para Alexandre Weiler, consultor de carreira e diretor da ESIC Internacional, a lista chama atenção porque torna concretas mudanças que até pouco tempo pareciam distantes. “Quando falamos que a inteligência artificial e a automação vão transformar o mercado de trabalho, muitas pessoas pensam apenas nas profissões que podem desaparecer. Mas existe outro movimento acontecendo ao mesmo tempo: novas tecnologias criam novas atividades, competências e, em determinado momento, novas profissões”, explica.

Um dos exemplos é o profissional especializado em robótica de inteligência incorporada, responsável por atividades relacionadas à aplicação e ao treinamento de robôs capazes de interagir fisicamente com o ambiente. A área está entre as apostas estratégicas da China para os próximos anos, dentro do avanço da chamada embodied AI, ou inteligência artificial incorporada.

A transformação não acontece apenas pela tecnologia. O envelhecimento da população chinesa, que já soma mais de 323 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, também ajuda a criar novos mercados. Entre as novas especialidades reconhecidas está a de profissionais que projetam adaptações de residências para idosos.

E no Brasil?

Para Weiler, algumas dessas nomenclaturas podem nunca chegar ao Brasil exatamente da mesma maneira, mas as competências associadas a elas tendem a aparecer cada vez mais nas empresas.

“O mais importante não é tentar adivinhar qual será o nome da profissão do futuro. É observar quais problemas essas novas profissões estão sendo criadas para resolver. Inteligência artificial, robótica, envelhecimento da população, sustentabilidade e novas formas de logística já estão transformando empresas no mundo inteiro, inclusive no Brasil”, afirma.

O movimento encontra respaldo nas projeções para o mercado brasileiro. Segundo o Future of Jobs Report, do Fórum Econômico Mundial, especialistas em inteligência artificial e machine learning e profissionais de transformação digital estão entre as funções com expectativa de crescimento no país. Quase nove em cada dez empresas brasileiras pesquisadas também pretendem investir na qualificação de seus profissionais nos próximos anos.

Para o consultor, o cenário reforça a importância de acompanhar as transformações antes que uma nova função esteja completamente estabelecida no mercado. “Muitas vezes, a profissão surge depois da necessidade. Primeiro as empresas começam a procurar pessoas que saibam executar determinada atividade; depois vêm os cursos, as especializações e até uma nomenclatura própria. Para quem está construindo uma carreira hoje, entender esse movimento pode ser tão importante quanto escolher uma profissão tradicional”, conclui Weiler.

Eagle Smoke House transforma churrasco texano em programa de fim de semana em Curitiba

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Eagle Smoke House transforma churrasco texano em programa de fim de semana em Curitiba

Carnes defumadas por até 15 horas e o trabalho do melhor pitmaster do Sul do Brasil na categoria brisket são destaques da casa, que aos domingos oferece cortes por quilo para consumir no local ou levar

O aroma da defumação, a maciez das carnes e os sabores que fogem do churrasco convencional têm atraído clientes ao Eagle Smoke House, no bairro Ahú, em Curitiba. A casa vem se consolidando como uma opção para os fins de semana entre quem aprecia cortes preparados lentamente, com a fumaça como um dos elementos fundamentais na construção do sabor.

A proposta tem como base o churrasco texano e seu tradicional método low and slow, no qual as carnes são preparadas em baixa temperatura dentro do pit smoker. Brisket, pulled pork, pork ribs, cupim, costela, frango defumado e linguiça artesanal estão entre as opções. Dependendo do corte, o processo pode chegar a 15 horas de preparo.

À frente dos pits está Gerson Oliveira, reconhecido como melhor pitmaster do Sul do Brasil na categoria brisket. Corte do peito bovino é um dos símbolos do barbecue texano, o brisket exige paciência e controle de temperatura, fumaça e tempo para alcançar uma textura macia e suculenta.

“Nosso trabalho começa muito antes de a carne chegar à mesa. Cada corte tem suas características e seu próprio tempo. Alguns chegam a ficar até 15 horas no pit, sempre em baixa temperatura e com controle constante da cocção e da fumaça. Utilizamos lenhas selecionadas, apenas frutíferas, porque no churrasco texano a fumaça também é um ingrediente. É esse processo lento que permite chegar à maciez e à suculência que buscamos e, principalmente, incorporar à carne o sabor característico da defumação”, explica Gerson.

Diferentemente do churrasco preparado diretamente sobre a brasa, o estilo texano utiliza o calor indireto e cocção lenta e prolongada. O processo favorece a transformação gradual do colágeno, enquanto a fumaça acrescenta os aromas característicos do barbecue.

Outro diferencial é a linguiça artesanal, produzida pelo próprio Gerson. Ela segue a proposta da casa de acompanhar as diferentes etapas do preparo e oferecer produtos com identidade própria. Para acompanhar os cortes, o Eagle serve arroz, maionese, farofa de brisket, salada de coleslaw e picles de cebola roxa.

Domingos têm carnes por quilo para consumir no local ou levar

Nos demais dias, o atendimento do Eagle Smoke House é à la carte. Aos domingos, das 11h às 16h, as carnes defumadas são vendidas por quilo, permitindo escolher os cortes e a quantidade desejada para consumir no restaurante ou levar para casa. Os acompanhamentos também estão disponíveis para viagem, possibilitando montar uma refeição completa.

“É uma opção para quem quer reunir a família em casa e servir uma carne diferente. Todo o processo mais demorado acontece aqui, desde a preparação até as horas de defumação. O cliente pode escolher seus cortes e acompanhamentos, levar para casa e compartilhar uma carne que passou até 15 horas no pit, pronta para ser apreciada”, acrescenta Gerson.

Para quem prefere comer no restaurante, madeira, elementos rústicos e referências ao Texas compõem um ambiente informal e acolhedor. Aos fins de semana, a casa recebe famílias e grupos de amigos do Ahú e de outras regiões de Curitiba. Além dos cortes e porções, a defumação aparece em hambúrgueres e sanduíches, como o Eagle Brisket.

O espaço também pode ser reservado para eventos particulares. Aniversários, confraternizações e até um casamento já foram realizados na casa.

Serviço:

Eagle Smoke House

Endereço: Rua Eça de Queiroz, 1031, Loja 1, Ahú, Curitiba

Almoço: segunda, quarta, quinta e sexta, das 11h30 às 14h30

Jantar: segunda, quarta e quinta, das 17h30 às 23h; sexta, das 17h30 às 23h30

Sábado: das 11h30 às 23h30

Atendimento nos demais dias: à la carte

Domingo: das 11h às 16h com venda de carnes defumadas por quilo para consumir no local ou levar, além de acompanhamentos para viagem

Reservas e informações: (41) 98424-1031

Instagram: @eaglesmokehouse

Foto: Diego Cagnato

Maringá recebe XIV Simpósio do Interior do Paraná em outubro

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Maringá recebe XIV Simpósio do Interior do Paraná em outubro

Evento promovido pela Sociedade Paranaense de Reumatologia terá programação sobre espondiloartrites e será aberto a médicos, residentes, estudantes de Medicina e profissionais da saúde

Maringá será sede do XIV Simpósio do Interior do Paraná, promovido pela Sociedade Paranaense de Reumatologia. O evento acontece nos dias 16 e 17 de outubro de 2026, no Hotel Deville Prime Maringá, reunindo especialistas e profissionais da saúde para dois dias de atualização científica, discussão de casos clínicos e troca de experiências.

Embora seja um evento de Reumatologia, a programação não será restrita aos especialistas da área. O convite também se estende a residentes de Reumatologia e Clínica Médica, estudantes de graduação em Medicina e profissionais da saúde interessados nos temas que serão abordados.

Nesta edição, o simpósio terá como foco as espondiloartrites, grupo de doenças inflamatórias que podem comprometer as articulações e também apresentar manifestações em outras partes do organismo, como pele, intestino e diferentes órgãos.

A programação reunirá convidados de Maringá, de outras cidades do Paraná e de fora do estado, incluindo especialistas de São Paulo. Entre os temas estão osteoimunologia nas artropatias inflamatórias, qualidade de vida do paciente com artrite psoriásica, espondiloartrites de difícil tratamento, critérios de imagem ASAS e variações anatômicas das articulações sacroilíacas.

Para a presidente da Sociedade Paranaense de Reumatologia, Dra. Carolina de Souza Müller, levar um evento científico dessa relevância ao interior contribui para aproximar os profissionais e fortalecer a especialidade em diferentes regiões do estado.

“Realizar o simpósio em Maringá reforça o compromisso da Sociedade Paranaense de Reumatologia com a descentralização do conhecimento e com a valorização dos profissionais que atuam no interior. É uma oportunidade importante para promover atualização científica de qualidade, aproximar os colegas e estimular a troca de experiências a partir das diferentes realidades encontradas em nosso estado”, destaca.

A programação começa na noite de sexta feira, dia 16, com o coquetel de boas vindas e a abertura oficial. Em seguida, o Dr. Felipe Merchan Ferraz Grizzo apresenta a palestra “Osteoimunologia nas artropatias inflamatórias”. A primeira noite também contará com o Dr. Murillo Dorio Queiroz, de São Paulo, que falará sobre qualidade de vida do paciente com artrite psoriásica.

No sábado, dia 17, as atividades serão retomadas com a apresentação de um caso clínico da Universidade Estadual de Maringá, em uma sessão interativa com o público. Também serão discutidos casos de difícil tratamento e manejo, o uso de anifrolumabe, a atualização dos critérios de imagem ASAS para ressonância magnética e as variações anatômicas das articulações sacroilíacas.

Além de palestrante, o Dr. Felipe será um dos moderadores das atividades do segundo dia. Segundo ele, o simpósio foi planejado para aliar conhecimento científico, aplicação prática e integração entre os participantes.

“Teremos discussões sobre vários pontos de interesse relacionados às espondiloartrites, com convidados de Maringá, de outras cidades do Paraná e também de fora do estado. Serão abordados temas atuais, como osteoimunologia, manifestações além das articulações, casos de difícil tratamento, critérios de imagem ASAS e variações anatômicas das articulações sacroilíacas. Além do aprimoramento técnico, o simpósio será uma oportunidade de encontrar colegas, ampliar o networking e promover a confraternização entre os participantes”, afirma o Dr. Felipe Merchan Ferraz Grizzo.

A programação também reserva momentos de integração, com coquetel de boas vindas, coffee break e uma homenagem especial ao médico. As inscrições estão abertas e dão acesso à participação presencial e à transmissão online.

Palestrantes e moderadores

Palestrantes

  • Dr. Felipe Merchan Ferraz Grizzo, Paraná
    Osteoimunologia nas artropatias inflamatórias
  • Dr. Murillo Dorio Queiroz, São Paulo
    Qualidade de vida do paciente com artrite psoriásica
  • Dra. Sheyla Evelyn Vera Quevedo
    Apresentação de caso clínico da Universidade Estadual de Maringá
  • Dr. Gabriel Caetano Pereira, Paraná
    Espondiloartrites D2T
  • Dr. Luiz Augusto Fanhani Cracco, Paraná
    Red Flags para uso de anifrolumabe: por que, como e para quem?
  • Dr. Luciano Henrique Gazoni Scremin, Paraná
    Atualização dos critérios de imagem ASAS
  • Dr. Leandro Hideki Otani, Paraná
    Variações anatômicas em articulações sacroilíacas

Moderadores

  • Dra. Juliana Yuri Sekiyama
  • Dr. Luiz Augusto Fanhani Cracco
  • Dr. Felipe Merchan Ferraz Grizzo
  • Dr. Paulo Roberto Donadio

Serviço:

XIV Simpósio do Interior do Paraná
Data: 16 e 17 de outubro de 2026
Horários: dia 16, das 19h às 20h50; dia 17, das 8h às 12h
Local: Hotel Deville Prime Maringá
Realização: Sociedade Paranaense de Reumatologia
Inscrições e programação:(https://doity.com.br/xivsimposiodointeriormaringa)

Hospital Veterinário de Curitiba alerta para o Outubro Rosa Pet

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Hospital Veterinário de Curitiba alerta para o Outubro Rosa Pet

O mês de outubro é mundialmente reconhecido pela conscientização sobre o câncer de mama em mulheres, mas a campanha também ganha espaço na medicina veterinária por meio do Outubro Rosa Pet. O Hospital Veterinário Municipal de Curitiba (HVMC) reforça o alerta sobre os tumores mamários em cães e gatos e destaca a importância da observação dos responsáveis, das consultas médico-veterinárias e da identificação precoce de alterações.

Os tumores mamários estão entre as neoplasias mais importantes em fêmeas. Em cadelas, aproximadamente metade dos tumores mamários apresenta comportamento maligno. Nas gatas, cerca de 80% a 90% são malignos, geralmente apresentando comportamento mais agressivo e maior potencial de disseminação para outros órgãos. Embora menos frequentes, tumores mamários também podem ocorrer em machos.

No início, a doença pode evoluir sem alterações gerais perceptíveis. Por isso, a observação do animal no dia a dia pode contribuir para a identificação precoce de alterações.

Rafael Binder, Diretor Clínico do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba, orienta que os responsáveis observem regularmente as cadeias mamárias dos animais. “Durante um momento de carinho ou no banho, o responsável pode apalpar suavemente a região abdominal e mamária da cadela ou gata, observando toda a extensão das cadeias mamárias. A presença de nódulos, aumento de volume, alterações da pele, feridas ou secreções deve ser avaliada por um médico-veterinário. Quanto mais cedo uma alteração é identificada e investigada, maiores podem ser as possibilidades de tratamento e controle da doença”, destaca Binder.

A exposição aos hormônios ovarianos está relacionada ao desenvolvimento de tumores mamários, principalmente em animais não castrados. A castração realizada em animais jovens está associada à redução do risco, embora o momento ideal para o procedimento deva ser definido individualmente pelo médico-veterinário, considerando idade, raça, condição clínica e outros fatores relacionados à saúde do paciente.

Quando identificada uma alteração mamária, o animal deve passar por avaliação médico-veterinária. Dependendo do caso, podem ser necessários exames de imagem, avaliação de possíveis metástases e análise histopatológica do tecido. A cirurgia permanece como uma das principais formas de tratamento dos tumores mamários. Em gatas, devido ao comportamento frequentemente agressivo dessas neoplasias, procedimentos cirúrgicos mais amplos podem ser indicados após avaliação e estadiamento do paciente.

O HVMC também reforça que alterações mamárias devem ser investigadas antes que apresentem crescimento expressivo, ulceração ou outras complicações.

As consultas clínicas no Hospital Veterinário Municipal de Curitiba devem ser previamente agendadas pela Rede de Proteção Animal, conforme os critérios estabelecidos pelo Município.

Nos casos de urgência e emergência, o hospital mantém atendimento 24 horas. Os pacientes são avaliados e priorizados conforme classificação de risco e gravidade clínica.

Embraer e grandes montadoras de automóveis vão abrir oportunidades para fornecedores durante a Mercopar 2026

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Painéis da cadeia automotiva e aeroespacial podem gerar negócios de fornecimento para os dois setores

Os Painéis de Oportunidades na Mercopar 2026 acontecerão ao longo dos quatro dias do evento, com grandes montadoras de automóveis e a Embraer atuando como empresas-âncoras para apresentar suas demandas a potenciais fornecedores. A 35ª edição da maior feira de inovação industrial da América Latina será realizada de 20 a 23 de outubro no Centro de Feiras e Eventos Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS),  promovida pelo Sebrae RS e Sistema FIERGS.

As inscrições para os Painéis de Oportunidades estão abertas e podem ser feitas no Portal de Negócios do Sebrae RS (https://portaldenegociosebrae.com.br/eventos). Até o final de setembro, as empresas ainda podem garantir sua adesão. 

A dinâmica deste tipo de rodada de negócios consiste na apresentação direta das necessidades de suprimentos e soluções inovadoras de cada empresa participante. Haverá um espaço aberto para esclarecer dúvidas para que pequenos fornecedores locais entendam como integrar-se à cadeia automotiva, identificando possibilidades reais de negócios. 

As montadoras com participação confirmada no painel são Geely Renault, BMW, BYD, Ford e Hyundai. Também haverá oportunidades no setor aeroespacial, com a presença da Embraer, e será realizado um Painel de Oportunidades específico voltado a compras públicas. A ideia é fechar 200 inscrições de fornecedores em cada evento para extrair 50 aptos a atenderem essas grandes indústrias. 

O analista de Competitividade do Sebrae RS Jakson da Luz explica que qualquer empresa que fabrique ou forneça algum tipo de solução em serviços industriais, peças técnicas, componentes injetados, plásticos ou eletroeletrônicos, sendo expositores ou não, podem se candidatar a participar dos painéis. Os compradores irão selecionar, na lista de inscritos, os 50 fornecedores com maior adesão à sua demanda e à sua necessidade.

Jakson explica que os painéis da cadeia automotiva tiveram início na feira do ano passado e geraram interesse e fechamento de negócios. Então, este ano, a organização do evento decidiu ampliar as opções. “O índice de satisfação foi muito alto”, celebra. Ele destaca que em apenas uma tarde as grandes empresas conhecem 50 fornecedores. “Nesta edição, a Ford e a Hyundai voltaram para potencializar estas conexões e repetir a experiência bem-sucedida do ano passado”, observa. 

Segundo ele, as grandes empresas têm dificuldade de descobrir esses pequenos fornecedores, e a feira acaba abrindo espaço também para empresas regionais e locais. “As grandes orbitam nos polos onde estão inseridas, mas na Mercopar podem conhecer novos potenciais fornecedores. No Rio Grande do Sul também temos um polo automotivo com fábricas que atendem GM, Marcopolo, Agrale, Randon e grandes indústrias de implementos agrícolas”, comenta o analista, salientando a diversidade e a qualidade da produção industrial do estado.

Para o Sistema FIERGS, iniciativas como essa desempenham um papel estratégico ao aproximar grandes empresas de potenciais fornecedores, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando a competitividade da indústria gaúcha. O coordenador do Conselho da Pequena e Média Indústria (Copemi) do Sistema FIERGS, Rodrigo Petry, ressalta que conectar fornecedores locais a grandes companhias é uma forma de gerar desenvolvimento econômico e criar novas oportunidades de crescimento para as empresas do estado. “Fortalecer a pequena e média indústria é fortalecer a base da indústria gaúcha. Ao aproximarmos fornecedores e compradores, ampliamos as oportunidades de negócios, estimulamos a inovação e tornamos nossas cadeias produtivas mais fortes e competitivas”, afirma Petry, acrescentando que essa é uma oportunidade única para que as empresas se conectem a montadoras que estão em locais como São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Argentina.

O analista do Sebrae ressalta que a feira tem esse papel essencial de aproximar mercados distantes, exigentes e com alta capacidade de compra das pequenas empresas, principalmente as do Rio Grande do Sul. “Além de realizar esta conexão, apoiamos e preparamos essas empresas para fecharem negócios. Temos um olhar diverso, de oportunidade, que vem se expandindo. Uma empresa apta a fornecer a uma montadora está apta para vender em qualquer mercado”, conclui Jakson da Luz. 

Mercopar 2026

De 20 a 23 de outubro

Centro de Feiras e Eventos Festa da Uva – Caxias do Sul (RS)

Informações e inscrições para visitantes: https://mercopar.com.br

Inscrições para os Painéis de Oportunidades e cronograma completo: https://portaldenegociosebrae.com.br/eventos

Costela bovina vira atração das sextas-feiras em restaurante de Curitiba

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Costela bovina vira atração das sextas-feiras em restaurante de Curitiba

Buffet livre do Restaurante Bucaneiro custa R$ 59,90 e reúne ainda tilápia frita, pratos quentes, saladas, frutas e sobremesa

No Restaurante Bucaneiro, a sexta-feira tem como protagonista um clássico que agrada aos amantes da boa mesa: a costela bovina. Sob o comando do chef Marcos Oliveira, o prato integra um buffet variado, com opções para diferentes paladares.

A costela é servida no tradicional carrossel do restaurante e divide espaço com outro destaque da casa: a tilápia frita. Ao todo, são cerca de dez opções de pratos quentes, mais de 20 variedades de saladas e frutas, além de sobremesa.

Para o chef Marcos Oliveira, a proposta é oferecer uma refeição completa, tendo a costela como destaque, mas sem deixar de lado a diversidade de opções no buffet. “A costela é o nosso destaque das sextas-feiras, mas queremos que o cliente encontre aqui uma refeição completa, com diferentes opções para acompanhar. É uma proposta para quem gosta de uma boa costela, mas também quer ter variedade na mesa”, afirma.

O buffet livre custa R$ 59,90 por pessoa, com a possibilidade de o cliente também optar pelo serviço por quilo.

Além do atendimento presencial, o Bucaneiro também oferece delivery próprio, pelo telefone (41) 99595-7760, e está disponível nas plataformas iFood, 99 e Anota Aí.

Serviço:

Restaurante Bucaneiro – Chef Marcos Oliveira

Rua Antônio Escorsin, 1411 – São Braz

Horário de funcionamento: De segunda a sexta, das 11h às 14h30. Aos sábados, das 11h às 15h

Estacionamento na rua lateral

Costela bovina: todas as sextas-feiras

Buffet livre: R$ 59,90

Opção de buffet por quilo

Delivery próprio: (41) 99595-7760

Também disponível pelo iFood, 99 e Anota Aí

Leitura em família transforma o futuro cognitivo das crianças

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Leitura em família transforma o futuro cognitivo das crianças

Confira quatro sugestões da Lado A Gestão Editorial para o mês das crianças

Em um mundo cada vez mais dominado pelas telas digitais e pelo imediatismo, um hábito clássico e analógico tem se mostrado a ferramenta mais poderosa para o desenvolvimento infantil: a leitura em família.

Longe de ser apenas uma atividade escolar antecipada, o ato de abrir um livro ao lado dos filhos na educação infantil transforma o aprendizado em um profundo momento de conexão. Especialistas apontam que essa prática simples é capaz de moldar não apenas a capacidade cognitiva, mas também a estrutura emocional das crianças para o resto da vida.

Mais do que decodificar palavras, a leitura compartilhada funciona como uma verdadeira “academia para o cérebro” dos pequenos, trazendo benefícios que a tecnologia dificilmente consegue replicar de forma tão integral:

· O fortalecimento do vínculo afetivo: No momento da história, os pais oferecem algo raro na rotina moderna: atenção exclusiva, toque e acolhimento, gerando memórias afetivas duradouras.

· Expansão do vocabulário: Muito antes de aprender a ler formalmente, a criança que ouve histórias entra em contato com estruturas gramaticais ricas e palavras novas, o que acelera a oralidade e a desenvoltura na fala.

· Estímulo à criatividade sem limites: Ao contrário dos vídeos prontos da internet, as narrativas dos livros exigem que a criança construa os cenários, cores e personagens dentro da própria mente, expandindo a imaginação de forma ativa.

· O poder do exemplo positivo: O comportamento dos pais educa mais que as palavras. Quando o pequeno vê os adultos manuseando e se divertindo com um livro, ele naturalmente passa a enxergar a leitura como um hábito prazeroso e importante, e não como uma obrigação maçante.

Hábito diário e prazeroso

Muitos pais enfrentam dificuldades para prender a atenção dos filhos ou encontrar tempo na rotina, mas os pedagogos e especialistas na área da psicologia infantil garantem que o segredo não está na quantidade de horas, mas sim na constância e na qualidade do momento.

Para construir uma rotina de sucesso, o primeiro passo é estabelecer a leitura como um ritual diário. Reservar de 10 a 15 minutos antes de dormir, por exemplo, ajuda a desacelerar a mente da criança e cria uma previsibilidade reconfortante. Além disso, a participação deve ser ativa e lúdica: brincar com os tons de voz, imitar os sons dos animais e fazer perguntas provocativas sobre o que vai acontecer na próxima página mantém o interesse do pequeno em alta. Por fim, dar autonomia e permitir a escolha conjunta do livro faz com que a criança se sinta parte do processo, aumentando drasticamente o seu engajamento com o universo literário.

Ao fechar um livro após uma sessão de leitura, os pais não estão apenas encerrando uma história; estão abrindo as portas para um futuro de adultos mais empáticos, criativos e intelectualmente preparados.

Pensando nisso e também com o objetivo de auxiliar as famílias cujas crianças possuem algum desafio de neurodesenvolvimento e aprendizagem, a Lado A Editorial separou quatro sugestões de leitura para outubro, o mês dedicado às crianças.

“Rick – Um livro sobre habilidades sociais” (40 págs., R$ 65, Ed. Lado A):

A narrativa – ludicamente ilustrada por Jéssyka Gomes – conta a história de um passarinho que embarca em uma incrível jornada pela floresta das emoções. Com aventuras e descobertas, o personagem central e seus novos amigos vão aprender lições para toda vida. Fábula infantil, ensina às crianças diferentes conceitos de empatia, comunicação, coragem e outras competências socioemocionais. A obra foi escrita por 18 psicólogas, que trabalharam em coautoria e sob a coordenação da terapeuta familiar, Fabiana Canda.

“Olivia – Um livro sobre autismo e empatia” (40 págs., R$ 65, Ed. Lado A):

Apresenta um olhar sensível e empático sobre as pessoas autistas e surgiu a partir da necessidade de dar voz à diversidade autística, especialmente no olhar das meninas. É uma obra que une ciência, sensibilidade e representatividade, mostrando que cada pessoa no espectro é única. Olivia, a corujinha que aparece na capa, representa todas as crianças no espectro. A obra foi desenvolvida por 20 autores, especialistas em Transtorno do Espectro Autista (TEA) sob a coordenação da psicóloga Lara Frasson.

“Senta, Davi!! – Um livro sobre transtornos do neurodesenvolvimento e aprendizagem” (44 págs., R$ 65, Ed. Lado A):

A obra utiliza a trajetória de um menino curioso, intenso e cheio de perguntas para apresentar estratégias e mediações essenciais diante dos desafios de aprendizagem e do neurodesenvolvimento no cotidiano escolar e familiar. Amplia o diálogo sobre inclusão, além de exercitar a escuta atenta e o acolhimento, respeitando as singularidades e a importância de compreender antes de rotular. A estrutura da obra facilita a conexão com o conteúdo e possibilita reflexões sobre os diferentes transtornos do neurodesenvolvimento e aprendizagem. Escrito de forma colaborativa por 20 especialistas foi coordenado pela psicopedagoga Alessandra Porto Schiessel.

“Bella – Uma história sobre autoconhecimento e autorregulação” (44 págs, R$65, Ed. Lado A):

Entre descobertas, sentimentos e aprendizados, Bella – uma jovem cisne curiosa – convida as crianças a conhecerem melhor a si mesmas e a encontrarem novas formas de lidar com suas emoções e com o mundo ao seu redor. Uma história que aproxima o autoconhecimento e a autorregulação do universo infantil, partindo de um propósito especial: toda criança merece espaço para descobrir quem é, compreender o que sente e aprender a cuidar de si. Uma coautoria sob a coordenação da terapeuta familiar, Fabiana Canda.

Para André Greca, editor da Lado A Editorial, os livros preenchem uma lacuna importante no mercado editorial brasileiro por tratar temas complexos com ludicidade e por oferecerem suporte real a pais e educadores. “Quando compreendemos as diferenças, deixamos de exigir que a criança se encaixe e começamos a construir um mundo em que ela se sinta verdadeiramente pertencente”, enfatiza Greca.

Crédito de imagens: Editora Lado A

Dia das Crianças: Psicopedagoga alerta para os impactos do excesso de telas na infância

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Dia das Crianças: Psicopedagoga alerta para os impactos do excesso de telas na infância

Especialista ensina a reorganizar os hábitos, diminuir o uso de dispositivos eletrônicos e melhorar a convivência familiar

Com a proximidade do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, o debate sobre o tempo que elas passam em frente aos dispositivos eletrônicos ganha ainda mais relevância. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os limites de exposição variam conforme a idade: zero para menores de dois anos, até uma hora para a faixa de 2 a 5 anos, e no máximo duas horas para o grupo entre 6 e 10 anos.

“O grande desafio das famílias é ensinar o consumo equilibrado. A chave está em estabelecer combinados claros e garantir que a tecnologia não substitua vivências fundamentais para o desenvolvimento infantil”, explica Mariana Cristina de Oliveira, psicopedagoga do Colégio Integrado de Campo Mourão (PR).

A especialista alerta que o crescimento cognitivo, emocional, motor e social exige interações reais. O uso excessivo do ambiente digital prejudica pilares fundamentais, impactando negativamente áreas como:

· Desenvolvimento integral: As crianças precisam brincar, correr, imaginar, criar, resolver problemas e conviver com outras pessoas. A passividade tecnológica bloqueia essas experiências,

· Saúde física e mental: A hiperconectividade afeta a qualidade do sono, a atenção e a aprendizagem, além de afastar o indivíduo da prática esportiva,

· Autorregulação emocional: O abuso de aparelhos pode gerar irritabilidade (especialmente durante a retirada do equipamento), dificultar a aceitação do “não”, diminuir a tolerância à frustração e a capacidade de esperar,

· Interações sociais: Menos tempo online significa mais espaço para diálogos, brincadeiras coletivas e convivência familiar.

“O equilíbrio não está apenas em controlar os horários, mas em garantir que a tela não ocupe o lugar das experiências essenciais”, resume Mariana. Ela sugere que os responsáveis sempre reflitam sobre o que a criança está deixando de fazer (como dormir ou se exercitar) enquanto está conectada.

Estratégias para o cotidiano familiar

Para ajudar os pais na missão de mediar essa relação, a psicopedagoga do Colégio Integrado lista cinco táticas para organizar a rotina de forma efetiva:

  1. Regras e zonas livres: Evite o uso de celulares na mesa de jantar e nos quartos. Defina horários de total desconexão, como desligar os aparelhos uma hora antes de dormir
  2. Escreva o que foi tratado: Fazer um tipo de “contrato familiar” ajuda a deixar os combinados e as consequências visíveis a todos,
  3. Gerenciamento de tempo: Utilize cronômetros ou alarmes visuais para avisar quando o período acabar. Além disso, condicione o acesso à conclusão prévia das tarefas escolares e ative o controle parental para bloqueios automáticos,
  4. Oferta de alternativas: Substitua a internet por um rodízio de brinquedos, promova passeios ao ar livre e institua um dia na semana para a “noite dos jogos de tabuleiro”. Também é importante permitir que a criança sinta tédio, pois isso estimula a criatividade,
  5. Exemplo e mediação: Os adultos são os maiores modelos. Reduza o próprio uso desses equipamentos perto dos filhos e, quando utilizarem a tecnologia, tentem assistir ou jogar juntos para debater o conteúdo.

A teoria na prática

A eficácia dessas estratégias se comprovou na casa de Ray Nowasco, mãe de Mateus, de 6 anos, aluno do Grupo 5B do Colégio Integrado. No início deste ano, ao perceber que a exposição digital do filho estava saindo do controle, ela e o marido decidiram interferir ativamente.

A regra de maior sucesso implementada pela família foi o “Quadro de Rotina”. Nele, Mateus visualiza claramente as tarefas diárias e o período permitido para o tablet ou celular. O método funciona com um sistema de recompensas: a cada meta alcançada, o estudante coloca uma “carinha feliz” no painel.

A iniciativa deu tão certo que o próprio menino se esforça diariamente para não registrar nenhuma “carinha triste”. Além disso, as mães da vizinhança criaram um grupo de mensagens para coordenar horários em que os pequenos possam brincar livremente na rua, sempre sob supervisão conjunta.

Mais conexão real, menos ansiedade

Os benefícios para Mateus foram nítidos e imediatos. Ray relata que o garoto ficou menos ansioso e passou a usar a criatividade nos momentos de lazer. “Hoje, ele cultiva o hábito da leitura diária, pratica natação e judô e aproveita atividades diversificadas em casa, como contação de histórias, circuitos de bicicleta elaborados pelo pai e até o preparo de receitas na cozinha”.

Profissional de Educação Física, a mãe reconhece que a correria diária muitas vezes transforma o smartphone em uma “babá eletrônica” tentadora para manter a criança quieta. No entanto, o esforço da presença ativa recompensou a todos.

“Não foi uma mudança do dia para a noite. A ideia foi encontrar um equilíbrio e mostrar a ele que existem muitas outras coisas legais para fazer. No final, percebemos que não estamos apenas diminuindo o tempo de tela, mas ganhando mais tempo juntos”, conclui Ray Nowasco.

“Com diálogo aberto e alguns ajustes no dia a dia, é possível melhorar o relacionamento familiar, reduzir o tempo de tela e incentivar outras atividades que contribuem para o desenvolvimento saudável”, complementa a psicopedagoga do Colégio Integrado, Mariana Cristina de Oliveira.

Sobre o Colégio Integrado

Fundado em 1986, o Colégio Integrado atua nos segmentos de berçário, educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e pré-vestibular, proporcionando um aprendizado dinâmico, repleto de experiências hands-on e projetos de aprendizagem inovadores com valores para transformar o indivíduo e a sociedade.

O Colégio Integrado vem inovando e se renovando, buscando sempre oferecer aos seus estudantes o que há de melhor no segmento educacional. E foi com esse pensamento que em 2022, passou a posicionar-se como um Ecossistema de Formação, isto é, um conjunto completo e integrado de serviços e soluções educacionais.

Desde 2026, o Colégio Integrado adota o Currículo Be; um programa de educação bilíngue da Educação Infantil (G3) ao Ensino Fundamental (9º ano) que auxilia os estudantes a se tornarem fluentes em duas línguas de maneira natural, orgânica e consistente por meio de experimentos práticos e da vivência escolar diária, em vez de ter o ensino do inglês de maneira isolada.

O Colégio Integrado é a primeira e única instituição de Campo Mourão e região a utilizar esse modelo de ensino.

Crédito da foto: Magnific (banco de imagens)