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Empresas sem atendimento humano no SAC podem ser punidas a partir de segunda-feira

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Decreto limita a espera por telefone a 20 segundos na maioria das chamadas e mantém o uso de IA, com opção de falar com uma pessoa

Entra em vigor nesta segunda-feira, dia 2 de novembro, o Decreto nº 13.135/2026, que obriga empresas a manter atendimento humano por telefone e canais eletrônicos todos os dias da semana. A norma também fixa espera máxima de 20 segundos em pelo menos 80% das demandas atendidas por telefone. Para gestores consultados de empresas especialistas no segmento, a regra vale hoje apenas para alguns setores, mas indica uma tendência que deve chegar ao restante do mercado.

A partir de 2 de novembro, as companhias alcançadas pelo decreto terão de oferecer atendimento humano por telefone e canais eletrônicos das 8h às 20h, inclusive aos sábados e domingos. Casos urgentes exigem atendimento humano imediato, a qualquer hora. Pelo menos um canal eletrônico deverá funcionar 24 horas por dia, com no máximo cinco níveis de menu e opções de atendimento humano e de cancelamento em todos eles.

Nas ligações, a espera deverá ser de até 20 segundos em pelo menos 80% das demandas e de até cinco minutos nas demais; se a chamada cair, a empresa terá de retornar em até cinco minutos. O decreto também proíbe publicidade durante o atendimento, inclusive na espera, e determina a guarda de gravações e mensagens por, no mínimo, 90 dias.

O decreto alcança fornecedores regulados pelo Poder Executivo federal, como os de telefonia, energia, aviação e planos de saúde, além de serviços financeiros digitais supervisionados pelo Banco Central. A fiscalização cabe à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), e os parâmetros de espera podem ser diferentes quando agências reguladoras tiverem regras específicas.

O texto reconhece o uso de inteligência artificial e de sistemas automatizados para triagem, distribuição interna e resolução de demandas, desde que o consumidor possa pedir atendimento humano em tempo real nos períodos previstos. A confiança nessas ferramentas, porém, ainda é limitada. Na pesquisa Atendimento ao Cliente 2025, da consultoria Hibou, com 1.926 consumidores, 89% já foram atendidos por robôs e 61% disseram que eles não resolvem o problema. Ao mesmo tempo, 92% acreditam que a IA tende a melhorar o atendimento se for aplicada com inteligência e humanização.

O levantamento também mostra a distância entre expectativa e experiência em setores regulados: 96% dos consumidores esperam bom atendimento dos planos de saúde, mas só 52% o avaliam positivamente.

Antecipando o futuro

Para Luiz Carlos Santin Junior, CEO e fundador da Nextcomm, empresa curitibana especialista em soluções para o relacionamento com o cliente, o decreto antecipa o que o mercado deve exigir nos próximos anos. “Hoje a regra vale para os setores regulados, mas a tendência é que o mercado inteiro siga o mesmo caminho. Quem começa a se preparar agora chega a esse padrão com mais tranquilidade do que quem deixar para a última hora”, afirma o executivo.

Santin destaca que o próprio decreto abre espaço para a tecnologia. “A inteligência artificial pode receber todos os clientes, resolver o que for possível e passar para a equipe apenas os casos que pedem um atendimento mais cuidadoso. O essencial é que o cliente nunca fique sem a opção de falar com uma pessoa”, reforça.

Segundo a Nextcomm, o Atendente de IA atende vários clientes ao mesmo tempo, sem travar a linha telefônica nem colocar ninguém em fila, e usa a mesma inteligência no telefone, no WhatsApp, no site e no aplicativo. Quando o cliente pede um atendente, a ferramenta faz a transferência na hora e envia à pessoa os dados já validados e um resumo do que foi tratado, o que evita que o consumidor tenha de repetir o problema, outra exigência do decreto. A empresa afirma que o sistema segue a LGPD e a norma ISO/IEC 42001, de gestão de sistemas de inteligência artificial.

A solução é desenvolvida sob medida para cada negócio. Além do SAC, a Nextcomm afirma que a ferramenta pode ser usada em prospecção, follow-up de vendas, análise de crédito em financeiras e avisos de entrega em cooperativas, entre outras aplicações. Segundo a empresa, setores em que o retorno ao cliente é mais urgente, como a saúde, são os que mais exigem agilidade. O prazo de implantação depende do tamanho da operação e da função da IA, e começa com uma consultoria que diagnostica pontos fortes e fracos do atendimento e define, em conjunto com a empresa, o novo modelo.

Durabilidade e reciclagem do asfalto-borracha serão tema do 25º Encontro Técnico do DER-PR

Durante o evento, em Curitiba, GRECA Asfaltos, pioneira da técnica no Brasil, apresentará a tecnologia que já permitiu reaproveitar mais de 30 milhões de pneus inservíveis

Durabilidade dos pavimentos, sustentabilidade, segurança viária e a inovação na infraestrutura rodoviária serão assuntos, em  5 de novembro, do 25º Encontro Técnico do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), em Curitiba. A GRECA Asfaltos, apoiadora do evento, participa da programação com um estande para apresentar suas soluções aos participantes e com a palestra “Reciclagem de bases e asfalto-borracha: soluções integradas para pavimentos de longa vida”, apresentada pelo gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da empresa, Wander Omena.

A apresentação integra o painel “Pavimentos Perpétuos: engenharia, reciclagem e tecnologias asfálticas de alto desempenho” e um dos destaques da discussão é o asfalto-borracha, tecnologia que incorpora borracha reciclada de pneus inservíveis ao ligante asfáltico. “Investir em tecnologias para pavimentos mais duráveis significa olhar para todo o ciclo de vida da infraestrutura rodoviária. O asfalto-borracha combina desempenho técnico e reaproveitamento de um resíduo de difícil destinação, contribuindo para uma pavimentação mais eficiente e sustentável”, considera o CEO da GRECA Asfaltos, Edenilson Dalbosco. “A troca de conhecimento e experiências entre empresas e profissionais do setor é fundamental para ampliar o uso dessas soluções”, afirma. 

Entre os benefícios do asfalto-borracha estão a sua vida útil, que pode ser até 400% superior a de pavimentos convencionais, levando em consideração projeto, aplicação e tráfego. Estudos técnicos das universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de São Paulo (USP) apontam resistência à reflexão de trincas 5,5 vezes superior à do asfalto convencional, mostram ainda resistência a trincas 5,5 vezes maior e redução de ruído de até 5 decibéis. A tecnologia proporciona ainda maior aderência, menor acúmulo de água e redução de ruído de até 5 decibéis. Pesquisa da Politécnica de Torino, realizada em 2022, indica redução de até 35,9% nas emissões de CO2 por metro de camada instalada.

A GRECA é líder do mercado brasileiro de asfalto-borracha com o ECOFLEX, solução que completa 25 anos no Brasil em 2026. Mais de 30 milhões de pneus inservíveis já foram reaproveitados na produção desse material, que incorpora borracha reciclada ao ligante asfáltico. 

25º Encontro Técnico do DER-PR

O evento, realizado pelo DER-PR e pela Associação dos Engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (AEDER-PR), em parceria com a Escola de Gestão do Paraná será durante todo o dia, iniciando às 8h30 e finalizando às 17h30. Com entrada gratuita, o encontro é destinado a servidores públicos, consultores, técnicos do DER-PR e ao público em geral.  O encontro é presencial. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. 

Serviço
25º Encontro Técnico do DER-PR
Data: 5 de novembro (quinta-feira)
Horário: 8h30 às 17h30
Local: Auditório do SETCEPAR, na Rua Almirante Gonçalves, 1966, Rebouças – Curitiba/PR.
Vagas limitadas
Inscrições gratuitas: https://www.ead.pr.gov.br/course/view.php?id=4161

Famastil investe em tecnologia e automação para elevar a produção industrial

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Empresa do Grupo Vellore amplia produtividade, alcança marca de 350 mil produtos fabricados em um único mês e reforça investimentos em automação e modernização industrial

A Famastil vem ampliando sua capacidade produtiva e modernizando seus processos industriais. Empresa do portfólio do Grupo Vellore, a marca acompanha a evolução do mercado por meio de novas tecnologias e ganhos de eficiência, fortalecendo sua atuação nos segmentos de ferramentas, jardinagem e agrícola.

Os resultados desse movimento já podem ser observados na operação. A Famastil alcançou, em 2025, um marco histórico ao produzir 1 milhão de vassouras em um único ano. A empresa também chegou à marca de 380 mil produtos fabricados em apenas um mês, resultado dos ganhos de produtividade obtidos com a modernização da fábrica.

Atualmente, a unidade industrial tem capacidade para produzir mais de 2 milhões de vassouras plásticas e metálicas por ano. A estrutura permite à empresa operar com flexibilidade, ampliar seu mix e responder de forma mais ágil às diferentes demandas do mercado.

Para sustentar esse crescimento, a Famastil vem intensificando os investimentos em automação, digitalização e tecnologias associadas à Indústria 4.0. Nos últimos anos, as linhas de injeção, extrusão e metalurgia receberam novos equipamentos automatizados e ferramentas de monitoramento da produção, movimento que consolida a transição da fábrica para um modelo cada vez mais conectado e orientado por dados.

“Nos últimos anos, investimos na modernização da fábrica para construir uma operação cada vez mais inteligente, eficiente e preparada para competir em um mercado cada vez mais exigente. Os recordes de produção mostram que é possível crescer combinando tecnologia, inovação e melhoria contínua, sem abrir mão da qualidade que sempre caracterizou nossas marcas”, afirma Laufran Wosniak, CEO do Grupo Vellore.

Os investimentos contemplam diferentes etapas da operação industrial e refletem uma estratégia de longo prazo voltada ao aumento da produtividade. Entre as iniciativas estão a implantação de uma seladora automática para a linha de embalagens, a aquisição de um robô de solda para padronizar e automatizar as operações metalúrgicas, a instalação de um ciclone na cabine de pintura para otimizar o consumo de insumos e melhorar o ambiente fabril, além da incorporação de duas novas injetoras e de uma máquina de sopro, que ampliou a verticalização da produção com a fabricação interna de pulverizadores.

Mais do que ampliar a capacidade produtiva, os investimentos permitem que a empresa opere com maior flexibilidade entre diferentes linhas de produtos, reduzindo tempos de produção, aumentando a padronização dos processos e elevando a competitividade das famílias de jardinagem, limpeza e pulverização.

“O momento vivido pela Famastil reflete uma visão de longo prazo sobre o papel da indústria nacional e da inovação para o desenvolvimento econômico. Estamos construindo uma fábrica cada vez mais conectada, na qual dados, automação e tecnologia trabalham juntos para apoiar decisões mais rápidas, aumentar a eficiência operacional e garantir competitividade em um mercado em constante transformação. Esse modelo de gestão integra a estratégia de transformação industrial da companhia, automatizando etapas da produção, conectando processos e utilizando dados para elevar os padrões de produtividade e preparar a empresa para os desafios da indústria do futuro”, acrescenta o executivo.

Grupo Vellore

O Grupo Vellore é referência nacional no segmento de materiais de construção, com um portfólio de mais de 1.200 produtos, atuação em todo o território brasileiro e presença internacional por meio de exportações para seis países. Detentor das marcas Foxlux, com soluções em iluminação, materiais elétricos, bombas d’água e utilidades, e Famastil, com ferramentas, jardinagem e linha agrícola, o Grupo conta com fábrica própria em Pinhais (PR) e escritório em Ningbo, na China. Além da indústria, o Grupo Vellore opera um ecossistema de negócios que integra varejo, tecnologia, serviços e soluções financeiras, por meio da Iluzze, Vellore Ventures, Sobmedida e F2 Bank. Com foco no desenvolvimento contínuo, inovação e geração de oportunidades, o Grupo Vellore conecta marcas, mercados e soluções para impulsionar profissionais, parceiros e negócios no Brasil e no exterior.

Parcerias locais ganham espaço em estratégias de expansão de multinacionais na América Latina

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Modelo adotado por empresas como a Oregon Tool combina distribuidores regionais, capacitação técnica e aproximação com grandes projetos para ampliar presença no continente

Em uma região com diferentes realidades econômicas, regulatórias e comerciais, expandir uma operação exige estratégias distintas para cada mercado. Distribuição, perfil da demanda, atividade econômica e a relevância de setores como o agronegócio e a indústria florestal estão entre os fatores que influenciam a atuação das empresas em cada país.

É a partir dessa lógica que a Oregon Tool, multinacional norte-americana e líder mundial na produção de correntes e sabres para motosserras, vem estruturando sua estratégia de crescimento na América do Sul. Com operação industrial no Brasil desde 1979, a companhia mantém acordos comerciais em diferentes países e adapta o portfólio e o modelo de atuação às características de cada operação. Nos mercados hispânicos do continente, a empresa projeta crescer, em 2026, cerca de 12% em relação ao ano anterior. 

“Em uma região tão diversa quanto a América Latina, expansão não significa simplesmente entrar em novos mercados, mas aumentar a capacidade de chegar aos clientes e responder às demandas de cada país. Por isso, parceiros locais são uma parte estratégica do nosso modelo de crescimento. Eles nos permitem aumentar a cobertura comercial e, ao mesmo tempo, construir uma atuação mais aderente às características de cada economia”, afirma Fábio Nardelli, diretor Geral Latam da Oregon Tool.

A Colômbia é um dos mercados que vem ganhando relevância nessa estratégia, com o distribuidor Incoflex, que completou 25 anos e representa a marca Carlton desde 2019. Já em relação a marca Oregon, presente no país há mais de três décadas, a multinacional inicia uma nova parceria comercial para ampliar a presença e aumentar a cobertura de atendimento aos clientes.

No Paraguai, além da ampliação da atuação comercial, o avanço da fábrica de celulose Paracel abre uma frente de oportunidades ligada ao setor florestal. Com previsão de início das operações em 2028, o empreendimento está entre os maiores projetos de celulose em desenvolvimento na América do Sul. A Oregon Tool acompanha o planejamento junto ao parceiro local, buscando se posicionar como fornecedora de conjuntos de corte e acessórios para as futuras operações florestais do empreendimento. A atuação no mercado paraguaio inclui ainda, desde 2024, um programa nacional de capacitação. Somente em 2026, a iniciativa já alcançou mais de 700 profissionais em nove eventos realizados em diferentes regiões do país, com treinamentos técnicos sobre aplicação de produtos, lançamentos e novas tecnologias.

No Chile, a estratégia também passa pelo setor florestal. O distribuidor local renovou a licitação para fornecimento de conjuntos de corte e acessórios Oregon Tool à Arauco, maior empresa florestal do país, movimento que deve contribuir para aumentar a participação da empresa nesse mercado. A multinacional também prevê introduzir novas linhas de produtos, diversificando sua presença em outras categorias.

O segmento de colheita florestal mecanizada, responde por cerca de 50% das vendas da Oregon Tool no Uruguai e uma nova parceria comercial foi estabelecida em 2025 para ampliar a distribuição e, paralelamente, os segmentos hobby e semiprofissional estão apresentando crescimento, criando oportunidades para diversificar as vendas.

Estratégias diferentes para cada mercado

Em outros países, a estratégia acompanha as condições econômicas e o comportamento da demanda. Na Argentina, a empresa diversifica gradualmente o portfólio e busca o crescimento nos segmentos de campo e jardim. No Peru, o crescimento está apoiado na atuação com novo distribuidor da marca Oregon e na chegada de novos produtos. Já no Equador, após as fortes chuvas afetarem a atividade agrícola no início de 2026, a operação comercial do distribuidor passou por uma reestruturação para aumentar a cobertura e o atendimento aos clientes.

“Nossa estratégia para a América do Sul parte de uma visão regional, mas considera as particularidades de cada mercado. Não trabalhamos com um modelo único de expansão. Buscamos adaptar portfólio, distribuição e atuação comercial às características de cada país, combinando o conhecimento local dos parceiros com os objetivos de crescimento da empresa”, conclui Nardelli.

Sobre a Oregon Tool

Líder mundial na produção de correntes e guias para motosserras, a Oregon Tool está presente no Brasil desde o final da década de 1970 com a única fábrica da empresa instalada no Hemisfério Sul, localizada em Curitiba (PR).  Com sede em Portland, Oregon, e uma presença multinacional de fabricação e distribuição, a Oregon Tool vende seus produtos em mais de 110 países sob as marcas Oregon®, Woods®, ICS®, Pentruder®, Merit® e Carlton®. A empresa é a fabricante número 1 do mundo de correntes de serra e barras-guia para motosserras e correntes de diamante para tubos de aço, uma fabricante líder de acessórios para tratores agrícolas e a principal fornecedora de OEM de peças de primeira instalação e de reposição. Saiba mais em www.oregontool.com.

Grupo Servopa arrecada milhares de brinquedos e beneficia instituições sociais no Paraná

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Campanha mobilizou 54 lojas, contou com investimento de R$ 25 mil do Grupo Servopa na compra de brinquedos e levou doações a quatro instituições sociais

A solidariedade ganhou forma em milhares de brinquedos arrecadados e chegou a diferentes cidades do Paraná. A campanha do Dia das Crianças do Grupo Servopa mobilizou clientes e colaboradores em uma corrente de doações que beneficiou quatro instituições sociais em Curitiba, Cascavel, Londrina e Maringá. Ao todo, 54 lojas participaram da iniciativa, que também contou com um investimento de R$ 25 mil da empresa na compra de brinquedos para ampliar o alcance da ação.

Com o conceito “O primeiro carro a gente nunca esquece. Doe um brinquedo, transforme um olhar em sorriso”, a campanha transformou concessionárias em pontos de arrecadação e uniu as diferentes marcas e operações do Grupo em torno de um propósito comum: levar alegria às crianças beneficiadas.

As doações foram destinadas a quatro entidades que desenvolvem trabalhos de acolhimento, cuidado e desenvolvimento infantil. Em Curitiba, o Projeto Dorcas recebeu parte dos brinquedos arrecadados. Em Cascavel, as doações chegaram ao Recanto da Criança. Em Londrina, a beneficiada foi a Casa Acolhedora Mãe e Senhora de Todos os Povos. Já em Maringá, os brinquedos foram destinados ao Lar Escola da Criança.

“Mais do que números, a campanha representa a união de pessoas em torno de uma causa comum. Cada brinquedo doado simboliza um gesto de cuidado e a oportunidade de proporcionar momentos de alegria e criar memórias na infância”, afirma o gerente de marketing do Grupo Servopa, Gabriel Pianaro.

Sobre o Grupo Servopa

Há 70 anos atuando no mercado, o Grupo Servopa se consolidou como um dos principais grupos do setor automotivo no Brasil, representando 15 marcas de renome como Volkswagen, Audi, Hyundai, BYD, GAC, Honda, Peugeot, Volvo e Harley-Davidson. Com sede em Curitiba (PR), reúne operações em concessionárias de veículos, consórcios e serviços relacionados, com 52 lojas distribuídas nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Do estágio na operação à gestão de escritório internacional na mesma empresa

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Executivo compartilha história de mais de duas décadas no paranaense Grupo Vellore, tempo que contrasta com a realidade de um mercado em que pouco mais de 30% dos vínculos formais ultrapassam cinco anos de duração

Há 22 anos, o então estagiário Diego Alves Prestes não imaginava o que o futuro poderia reservar. Hoje, como diretor de Operações e Compras do Grupo Vellore, o executivo lida com os desafios da gestão de suprimentos e compras globais, que envolvem viagens frequentes à China e a supervisão da unidade mantida pela companhia no país.

A trajetória de Prestes foi construída dentro da mesma empresa, em um percurso de aprendizado e crescimento profissional, o que contrasta com a realidade do mercado de trabalho. Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego, referentes a 2024, 31,6% dos vínculos formais de emprego no Brasil tinham mais de cinco anos de duração.

Pesquisas sobre gestão de pessoas apontam que oportunidades de desenvolvimento profissional e movimentação interna podem contribuir para a permanência dos colaboradores. Uma análise publicada pela Society for Human Resource Management (SHRM), com base em dados do LinkedIn, identificou maior probabilidade de retenção entre funcionários que foram promovidos ou mudaram de função dentro da mesma empresa.

Da operação à liderança

No início, ele conta que não pensou na possibilidade de chegar ao cargo que tem hoje. “Eu queria fazer bem feito o que estava na minha mão e aprender o máximo possível. Foi justamente isso que me trouxe até aqui”, afirma. O início na operação foi importante para desenvolver valores que seguem presentes no dia a dia profissional. 

A primeira grande mudança veio em 2005, quando assumiu o cargo de supervisor e passou a liderar equipes. “Tive que aprender a ouvir mais, a ter paciência e a confiar nos outros”, conta. A experiência na operação ajudou a construir uma visão mais ampla do negócio, que se tornou importante conforme assumiu novas funções.

Conhecer de perto a rotina da fábrica e da logística ajuda o executivo a avaliar os impactos das decisões na prática e facilita o diálogo com as equipes. “Por eu ter passado por tudo, eu consigo imaginar como uma decisão vai chegar lá na ponta”, explica.

Ao longo da carreira, ele também contou com o apoio de profissionais que confiaram em seu potencial, entre eles Paulo Velloso, fundador do Grupo Vellore.

Os desafios das compras internacionais

À frente das áreas de Operações e Compras, Prestes também acompanha uma cadeia de suprimentos que envolve fornecedores de diferentes países e milhares de pontos de venda. O trabalho inclui a supervisão do escritório de Ningbo, na China, onde ele vai pelo menos três vezes ao ano.

“O maior desafio é garantir que o produto certo esteja no lugar certo, na hora certa, com qualidade e custo justo. Parece simples, mas, com milhares de pontos de venda, fornecedores em vários lugares e o escritório em Ningbo, tem muita coisa envolvida: prazo de importação, variação de câmbio, frete, demanda que muda”, detalha.

Para lidar com essas variáveis, o planejamento e o relacionamento com os fornecedores são fundamentais. Também é preciso acompanhar as mudanças na demanda e reagir rapidamente quando surgem imprevistos.

Oportunidades para quem está começando

Depois de construir a própria carreira dentro da empresa, Prestes também vê como parte de sua responsabilidade apoiar profissionais que estão começando. “Eu me sinto responsável por isso. O Paulo [Velloso] acreditou em mim, agora é a minha vez de fazer o mesmo. Eu procuro estar perto, dar abertura, incentivar quem tem vontade de aprender”, afirma.

O conselho é investir no aprendizado, ter iniciativa e não ter receio de fazer perguntas. “Estude, faça bem feito, seja curioso, não tenha vergonha de perguntar. O Grupo Vellore valoriza quem se dedica, e eu sou a prova de que dá para crescer aqui dentro.”

Dia 29 de Outubro  Mundial do AVC: reconhecer os sinais e buscar ajuda rapidamente pode reduzir sequelas

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Doença está entre as principais causas de morte no Brasil; atendimento rápido é fundamental para ampliar as possibilidades de tratamento

Quase 90 mil brasileiros morreram em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) em 2025. Os números são do Registro Civil compilados pela Sociedade Brasileira de AVC. Em uma doença na qual cada minuto pode fazer diferença, reconhecer os sinais e procurar atendimento imediatamente são medidas fundamentais para reduzir o risco de consequências graves.

O AVC ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro é interrompido, no caso do tipo isquêmico, ou quando há rompimento de um vaso sanguíneo, provocando sangramento, no tipo hemorrágico. As duas situações comprometem o funcionamento das células cerebrais e exigem avaliação médica urgente.

“Quanto mais tempo o cérebro fica sem receber o fluxo sanguíneo adequado, maior pode ser o dano às células cerebrais. Por isso, reconhecer os sinais e procurar atendimento imediatamente é fundamental para que a equipe médica avalie o caso e defina a conduta mais adequada”, explica Ester London, neurologista do Hospital São Vicente, em Curitiba.

Como reconhecer os sinais

Os sintomas de um AVC podem surgir de forma súbita e nem sempre aparecem todos ao mesmo tempo. Assimetria no rosto, perda de força ou formigamento em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender o que é dito, alterações repentinas na visão e perda de equilíbrio estão entre os principais sinais de alerta.

“Não é necessário apresentar todos esses sintomas para suspeitar de um AVC. Uma alteração súbita na fala, por exemplo, ou a perda de força em um dos braços já são motivos para buscar atendimento de emergência. O importante é não minimizar os sinais nem esperar para ver se desaparecem”, alerta a especialista.

Diante da suspeita, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192, ou procurar atendimento de emergência imediatamente. Não se deve esperar que os sintomas melhorem nem oferecer medicamentos por conta própria.

O que acontece na chegada ao hospital

Na emergência, o paciente com suspeita de AVC passa por avaliação prioritária. A equipe verifica os sintomas, investiga quando começaram e realiza exames para identificar a causa do quadro e orientar o tratamento. Entre eles está a tomografia computadorizada de crânio, que auxilia na identificação de sangramentos e na diferenciação entre os tipos de AVC.

“A rapidez nessa etapa é fundamental porque os tratamentos variam conforme o tipo de AVC e as condições clínicas do paciente. O tempo transcorrido desde o início dos sintomas, a região do cérebro afetada e a gravidade do quadro também influenciam as possibilidades de tratamento e a recuperação”, explica a Dra. Ester London. 

A avaliação inicial permite que a equipe médica defina a conduta mais adequada para cada caso. Por isso, informar o horário em que os sintomas começaram, ou a última vez em que a pessoa foi vista sem alterações, pode ajudar os profissionais na tomada de decisão.

Prevenção também é importante

Embora nem todos os casos possam ser evitados, o controle de fatores de risco contribui para reduzir as chances de um AVC. Manter a pressão arterial, o diabetes e o colesterol sob controle, não fumar e adotar hábitos saudáveis são medidas importantes para a saúde cardiovascular.

“A prevenção começa com o acompanhamento regular da saúde e o controle dos fatores de risco, especialmente a hipertensão. Mesmo quem se sente bem deve manter os exames e as consultas em dia. E, diante de qualquer sinal súbito que possa indicar um AVC, a prioridade é procurar atendimento sem demora”, orienta a especialista.

Sobre o Hospital São Vicente

O Hospital São Vicente é um hospital tradicional de Curitiba, há 86 anos em funcionamento, e possui o mais alto padrão de qualidade certificado pela Organização Nacional de Acreditação como Hospital de Excelência. Em uma estrutura moderna, conta com pronto atendimento 24 horas, centros médicos e serviços de diagnóstico e tratamento, centro de ortopedia, centro cirúrgico, e UTI. Possui Certificação em Nível A para Transplantes Hepáticos e Renais – Ministério da Saúde: Reconhecimento pela excelência e segurança nos procedimentos de transplante, consolidando sua posição como referência em transplantes de alta complexidade. Acreditação ONA Nível 3 e classificação Ouro no Programa Segurança em Alta da Unimed. Seu programa de Residência Médica é credenciado pelo Ministério da Educação (MEC) nas especialidades de Cirurgia Geral, Cirurgia Digestiva, Cancerologia Cirúrgica e Radiologia.

Nem toda dor aparece

Ansiedade, isolamento e cansaço persistente podem passar despercebidos; acolhimento e avaliação profissional ajudam a reconhecer quando é necessário buscar cuidado

A pessoa continua trabalhando, responde às mensagens, cuida da família e tenta cumprir todos os compromissos. Por fora, parece estar bem. Por dentro, pode enfrentar ansiedade, perda de interesse, irritabilidade, cansaço persistente ou uma sensação de vazio que ninguém percebe. A manutenção da rotina nem sempre significa ausência de sofrimento. Quando essas mudanças persistem e começam a comprometer o sono, os relacionamentos, o trabalho ou os cuidados pessoais, merecem atenção.

Para o neurocientista e hipnoterapeuta Renê Skaraboto, do Instituto e Clínica Hipnose para Todos, ouvir sem julgar é uma das primeiras formas de acolhimento. “Muitas pessoas não demonstram o sofrimento da maneira que imaginamos. Elas continuam produzindo, sorrindo e cumprindo obrigações, enquanto fazem um esforço enorme apenas para atravessar o dia. Quando alguém finalmente consegue falar, a resposta não deve ser comparação, julgamento ou uma frase pronta. O primeiro cuidado é escutar”, afirma.

Nem toda tristeza, preocupação ou reação ao estresse representa um transtorno mental. Emoções desagradáveis também fazem parte da vida. O sinal de atenção surge quando as alterações se prolongam, provocam sofrimento significativo ou prejudicam o cotidiano. Entre as mudanças que merecem observação estão isolamento, perda de interesse por atividades antes prazerosas, alterações de sono ou apetite, dificuldade de concentração, irritabilidade frequente, uso crescente de álcool ou outras substâncias e desesperança.

“Existe uma tendência de normalizar o esgotamento. A pessoa diz que é apenas uma fase, que todo mundo vive cansado ou que precisa ser mais forte. Só que o corpo e o comportamento começam a dar sinais. Dormir mal com frequência, perder o prazer e viver em alerta não deveriam ser tratados como fraqueza”, explica Skaraboto. Segundo ele, reconhecer essas mudanças e procurar avaliação ajuda a compreender o que está acontecendo, sem depender de rótulos ou diagnósticos feitos por conta própria.

Os conteúdos sobre saúde mental nas redes sociais podem ajudar a identificar a necessidade de apoio, mas listas genéricas de sintomas não substituem avaliação profissional. “Duas pessoas podem apresentar sinais semelhantes e ter necessidades completamente diferentes. O cuidado precisa considerar história de vida, contexto, intensidade, duração e impacto na rotina”, observa. Para familiares e amigos, a orientação é demonstrar disponibilidade, evitar interrogatórios e incentivar a procura por atendimento. Expressões como “pense positivo” ou “tem gente em situação pior” podem aumentar a culpa e dificultar a conversa.

A escolha das abordagens de cuidado também exige responsabilidade. Skaraboto ressalta que a hipnoterapia não deve ser apresentada como solução universal nem como substituta do acompanhamento psicológico, psiquiátrico ou médico quando necessário. “Saúde mental não combina com promessas de resultado imediato. É preciso reconhecer os limites de cada abordagem e, quando indicado, encaminhar a pessoa ou construir um acompanhamento conjunto”, afirma. Tratamentos em andamento, especialmente medicamentos, não devem ser interrompidos ou modificados sem orientação do profissional responsável.

Para o profissional, acolher também significa incluir a pessoa nas decisões sobre o próprio cuidado e reconhecer o que ela relata sobre sua experiência. “Escutar não significa romantizar a dor. Significa reconhecer que existe uma pessoa por trás dos sintomas e que ela precisa de espaço para falar, participar e ser respeitada”, diz. Uma pergunta simples, “como você realmente está?”, acompanhada de disposição para ouvir, pode abrir caminho para a busca de ajuda. Quando houver risco à própria vida ou à de outras pessoas, é necessário procurar atendimento de urgência.

Serviço: Instituto e Clínica Hipnose para Todos
Renê Skaraboto
Neurocientista e hipnoterapeuta
Telefone: (41) 99692-9774
Instagram: @hipnose_para_todos
Site: www.clinicahipnoseparatodos.com.br
Endereço: Rua Desembargador Westphalen, 15, sala 604, 6º andar, Edifício Dante Aliguieri, Centro, Curitiba/PR.

O peso de resolver tudo

Psicanalista Regina Braghittoni explica como a obrigação de ser forte pode esconder sobrecarga emocional e dificultar o reconhecimento dos próprios limites

Organizar a casa, acompanhar os filhos, apoiar familiares, resolver problemas no trabalho e permanecer disponível para ouvir quem precisa. Quando todas essas responsabilidades se concentram na mesma pessoa, a imagem da mulher forte e capaz pode esconder um cansaço difícil de reconhecer. Segundo a psicanalista e pedagoga Regina Braghittoni, diretora do Instituto Brasileiro de Psicanálise MATEMA, o problema surge quando cuidar de todos se transforma em uma obrigação que não deixa espaço para as próprias necessidades.

“Muitas mulheres são reconhecidas por sua capacidade de resolver problemas, acolher e cuidar. O perigo começa quando essa força deixa de ser uma escolha e passa a funcionar como uma obrigação. Ela sente que não pode falhar, descansar ou demonstrar fragilidade porque acredita que todos dependem dela”, explica Regina. Nesse contexto, o reconhecimento por ser alguém que sempre encontra uma solução pode reforçar a dificuldade de admitir que também precisa de apoio.

A sobrecarga envolve mais do que executar tarefas. Há um trabalho contínuo de lembrar compromissos, antecipar necessidades, organizar decisões e administrar conflitos. Mesmo quando nenhuma atividade está sendo realizada, a preocupação com o que falta resolver pode continuar presente. “Não é apenas executar uma tarefa. É precisar lembrar que ela existe, planejar como será realizada e garantir que tudo aconteça. Essa responsabilidade permanente mantém a mente em estado de alerta, mesmo nos momentos em que a mulher deveria estar descansando”, observa a psicanalista.

Dificuldade para relaxar, irritação frequente, alterações no sono, culpa ao descansar e perda de interesse por atividades antes prazerosas merecem atenção, especialmente quando persistem e prejudicam a rotina. Esses sinais, isoladamente, não estabelecem um diagnóstico, mas podem indicar a necessidade de olhar para o sofrimento e buscar avaliação profissional. A sensação de nunca fazer o suficiente também pode tornar o descanso mais uma fonte de cobrança.

Pedir ajuda, porém, nem sempre é simples. Para algumas mulheres, compartilhar responsabilidades desperta receio de decepcionar ou de parecer incapaz. Para outras, estabelecer limites provoca medo de ser vista como egoísta. “Quando uma mulher passa muito tempo ocupando o lugar daquela que resolve tudo, ela pode deixar de reconhecer as próprias necessidades. Em muitos casos, consegue perceber rapidamente o sofrimento dos outros, mas demora para admitir o próprio cansaço”, afirma Regina.

Reconhecer essa dinâmica permite rever como as responsabilidades são distribuídas. Tornar visíveis as tarefas, conversar sobre expectativas e compartilhar também o planejamento são caminhos para que a organização da vida cotidiana deixe de depender de uma única pessoa. Para a psicanalista, preservar momentos de descanso exige que os limites sejam respeitados nas relações, sem transformar o autocuidado em mais uma obrigação individual.

“Ser forte não deveria significar suportar tudo em silêncio. Uma mulher não precisa chegar ao esgotamento para merecer ajuda. Descansar, dividir responsabilidades e cuidar de si não são atitudes egoístas; são necessidades humanas”, reforça. Com atuação voltada à psicanálise, ao desenvolvimento humano e aos conflitos emocionais, Regina destaca a importância de reconhecer o sofrimento antes que a exigência de dar conta de tudo comprometa a qualidade de vida.

Serviço: Regina Braghittoni
Psicanalista, pedagoga e diretora do Instituto Brasileiro de Psicanálise MATEMA
Atendimento a adolescentes e adultos
Telefone: (11) 96303-2838
Instagram: @regina.braghittoni
Site: iebmatema.com.br

Outubro Rosa amplia debate sobre prevenção e saúde emocional das mulheres

Campanha de conscientização sobre o câncer de mama também pode ser uma oportunidade para discutir autocuidado, sobrecarga e a importância de buscar ajuda psicológica

Curitiba, outubro de 2026. O Outubro Rosa é tradicionalmente marcado por ações de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. Mas, para o psicólogo clínico Luti Christóforo, a campanha também pode ser uma oportunidade para ampliar o olhar sobre a saúde da mulher e discutir aspectos que muitas vezes ficam em segundo plano, como saúde emocional, autocuidado e a dificuldade de priorizar as próprias necessidades. Segundo o psicólogo, a rotina de muitas mulheres é marcada pela sobreposição de responsabilidades. Trabalho, família, filhos, relacionamentos, tarefas domésticas e outras demandas fazem com que o cuidado com os outros frequentemente seja colocado à frente do cuidado pessoal. “Durante muito tempo, muitas mulheres aprenderam que deveriam cuidar de todos antes de cuidar de si mesmas. O problema é que esse ‘depois’ pode se prolongar por meses ou até anos”, afirma Luti.

Para ele, falar sobre autocuidado também significa falar sobre prevenção. Além do acompanhamento médico e da realização dos exames recomendados, é importante que a mulher esteja atenta aos sinais apresentados pelo próprio corpo e não adie a investigação de sintomas ou alterações que mereçam atenção. Esse olhar também deve incluir a saúde emocional. Ansiedade, tristeza persistente, irritabilidade, insônia, exaustão e uma sensação constante de sobrecarga podem ser sinais de que algo não está bem e, segundo o psicólogo, não deveriam ser simplesmente naturalizados como parte da rotina feminina. “A mulher pode ser forte, independente e capaz de enfrentar muitas dificuldades e, ainda assim, precisar de ajuda. Procurar apoio psicológico não significa fraqueza. Significa reconhecer que aquilo que ela sente também merece atenção”, explica.

Luti também chama atenção para a maneira como o conceito de autocuidado é apresentado. Em uma rotina já marcada por inúmeras responsabilidades, transformar o autocuidado em mais uma lista de tarefas pode produzir justamente o efeito contrário, aumentando a sensação de culpa e insuficiência. O cuidado pode começar por atitudes possíveis dentro da realidade de cada mulher, como reconhecer o próprio cansaço, estabelecer limites, dividir responsabilidades, reservar momentos de descanso e procurar ajuda quando necessário. “Cuidar de si não precisa significar fazer grandes mudanças de uma vez. Às vezes, começa simplesmente quando a mulher reconhece que está cansada e entende que não precisa continuar suportando tudo sozinha”, afirma. O psicólogo ressalta ainda que a sobrecarga feminina não deve ser entendida apenas como uma responsabilidade individual. A divisão das tarefas domésticas, o apoio familiar, os relacionamentos e as condições de trabalho também influenciam diretamente a possibilidade de uma mulher cuidar da própria saúde.

Na avaliação de Luti, a busca por atendimento psicológico não precisa acontecer apenas quando o sofrimento já atingiu um nível elevado. A psicoterapia pode ser procurada diante de dificuldades emocionais, conflitos, sensação de sobrecarga ou mesmo quando existe a percepção de que a maneira de viver já não está fazendo sentido. “Não é necessário chegar ao limite para procurar ajuda. Muitas vezes, perceber que algo não está bem já é um motivo suficiente para buscar um espaço de escuta e reflexão”, afirma. Nesse sentido, o Outubro Rosa pode servir como um lembrete para que a mulher olhe para a própria saúde de maneira mais ampla. Além de perguntar quando foi o último exame ou consulta médica, pode ser importante perguntar também como estão o sono, as emoções, os relacionamentos, os limites e a qualidade de vida.

Para Luti Christóforo, cuidar de si não significa deixar de cuidar das pessoas que fazem parte da vida. Significa reconhecer que a própria saúde também precisa ocupar um lugar de importância. “O cuidado começa quando conseguimos olhar para nós mesmos com a mesma atenção que tantas vezes dedicamos aos outros. Prevenção também é escuta, atenção e cuidado. E cuidar de si é uma forma de respeito pela própria vida”, conclui.

Luti Christóforo

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