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Movelpar Home Show abre edição histórica, reafirma permanência no calendário do setor e anuncia nova fase como Movelbras Home Show

Evento  que começou nesta terça-feira, em Arapongas, passa a ser realizado em Londrina em 2027

Uma das mais tradicionais  feira de móveis do Brasil entra em uma nova e ainda mais robusta fase. A partir desta edição, que começou nesta terça-feira, no Expoara Centro de Eventos, em Arapongas, a tradicional Movelpar Home Show anuncia oficialmente sua evolução e passa a se chamar Movelbras Home Show.  

A partir de 2027, a Movelbras Home Show será realizada no Parque Ney Braga, em Londrina, em uma estrutura inédita para o setor moveleiro. O novo projeto prevê mais de 20 mil metros quadrados de área de exposição, com padrão de excelência inspirado em grandes eventos internacionais, ambiente totalmente climatizado, piso tecnológico, iluminação de alta performance e uma estrutura pensada exclusivamente para potencializar negócios e a experiência dos visitantes.

Segundo os organizadores, a mudança de nome e de local a partir de 2027 reforça o compromisso com o crescimento do setor moveleiro, a profissionalização do evento e a valorização da indústria e do varejo.

Apesar dos rumores que circulam no mercado, a organização é categórica. A feira não vai acabar. Pelo contrário, ela se fortalece, ganha identidade ainda mais nacional e passa a operar com um projeto completamente inovador.

Neto Santos, diretor do evento,  afirma que a mudança é fruto de planejamento e responsabilidade com todo o ecossistema do setor.


“Diante de uma disputa judicial envolvendo o espaço onde a feira vinha sendo realizada, buscamos alternativas de locação. Não tivemos uma negativa definitiva, mas também não recebemos uma confirmação para os próximos anos. Como gestor, eu precisava dar uma resposta clara ao mercado. Foi então que levamos o projeto à Sociedade Rural de Londrina, onde fomos extremamente bem recebidos e encontramos o ambiente ideal para dar o próximo passo da feira”, explica.

Para tranquilizar expositores e lojistas que acompanham a feira há anos, Neto Santos reforça que a essência do evento permanece intacta.


“Quero deixar uma mensagem muito clara para quem construiu essa história conosco. Expositores e lojistas podem ficar absolutamente tranquilos. O compromisso com resultados, com geração de negócios e com respeito à indústria e ao varejo continua o mesmo. Estamos presentes em 2026, estaremos ainda mais fortes em 2027 e já temos planejamento estruturado para 2028. O endereço muda, o nome evolui, mas a seriedade e a força da feira só aumentam”, afirma Neto.

 Neto explica que a escolha do novo nome traduz esse posicionamento estratégico. 

“A Movelbras Home Show carrega o Brasil em seu DNA e o setor moveleiro no coração, reforçando o protagonismo nacional da feira e sua conexão direta com a indústria e o varejo mais qualificados do país”, reforça o diretor.

A edição de 2026 marca a despedida do Expoara em grande estilo. São mais de 190 expositores do Brasil e da América do Sul ocupando 19 mil metros quadrados de área de exposição. Logo no primeiro dia, a feira já registrou intensa movimentação de lojistas e compradores, confirmando a expectativa de ser uma das maiores edições já realizadas pela E10.

Musculação: um hábito que vai além da estética e melhora a qualidade de vida

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Do culto ao corpo à busca por mais condicionamento físico e mental: academias ressignificam suas atividades ao público de todas as idades.

Por muito tempo associada apenas à estética, a musculação vem ganhando um novo protagonismo e hoje é reconhecida como uma verdadeira aliada da saúde pública. Não é só ganhar músculos, mas ampliar horizontes ao adquirir uma nova mentalidade de cuidados com o corpo. E a atividade física  em uma academia pode se tornar uma nova aliada para quem quer mudar de vida. Para a rede de academias Force One, presente em Curitiba, esse olhar mais amplo sobre o exercício físico é parte do próprio planejamento do negócio.

Segundo o CEO e fundador da rede, Renan Pedroche, a musculação deixou de ser apenas uma busca estética para se tornar uma ferramenta essencial de autocuidado e longevidade. “A Force One nasceu e cresceu com esse propósito. Nossas academias são pensadas para atender pessoas que querem resgatar a saúde com orientação, estrutura e um ambiente que acolhe todos os perfis, independentemente da idade ou do objetivo físico”, afirma.

O corpo agradece

Ao direcionar um olhar mais detalhado sobre os benefícios da musculação, Pedroche ressalta os reflexos para o organismo. “As consequências sadias não são poucas”, destaca. O treino de força é um investimento direto no bem-estar, na prevenção de doenças e na preservação da qualidade de vida em todas as fases da vida.

A musculação fortalece ossos e músculos, protege articulações, melhora a postura, acelera o metabolismo e contribui para a prevenção de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. Os benefícios também se estendem à saúde mental, com redução do estresse e da ansiedade, melhora da autoestima e mais disposição para o dia a dia.

Os impactos positivos do treino regular vão muito além do que se vê no espelho. A prática constante melhora a capacidade de consumo de oxigênio, favorecendo uma respiração mais eficiente, fortalece o coração e reduz o esforço cardíaco em atividades do dia a dia. Também estimula a vascularização, ajudando no controle da pressão arterial e do colesterol, além de combater a obesidade ao reduzir a gordura corporal e aumentar a massa muscular.

Combate a doenças

A musculação ainda auxilia no controle da glicemia, sendo uma aliada importante na prevenção e no tratamento do diabetes, melhora a circulação sanguínea, reduz edemas, varizes e o risco de trombose, e contribui para o aumento do HDL, o chamado colesterol bom, que protege o sistema cardiovascular. Outro ponto fundamental é o ganho de densidade mineral óssea, fator decisivo na prevenção da osteoporose, especialmente com o avanço da idade.

No campo emocional, os ganhos são igualmente relevantes. A liberação hormonal durante o exercício ajuda a reduzir sintomas de ansiedade e depressão, enquanto a evolução nos treinos fortalece a autoconfiança e a autoestima. “Quando a pessoa percebe que está mais forte, com menos dores e mais energia, isso muda a relação dela com o próprio corpo e com a vida. A musculação vira um hábito de cuidado, não uma obrigação”, destaca Pedroche.

Socialização

Além disso, ambientes de treino favorecem o convívio social, estimulam a disciplina e criam uma rotina mais ativa. Estudos indicam que quanto mais ativo o idoso se mantém, maior tende a ser sua expectativa de vida, reforçando a importância do treino de força como um aliado do envelhecimento saudável.

Divulgado no início do ano passado, um estudo conduzido pela Universidade de Harvard e publicado em 2014 no The Journal of Bone and Mineral Research acompanhou, ao longo de dois anos, três grupos de mulheres com idades entre 60 e 65 anos submetidas a diferentes modalidades de exercício físico. Os resultados foram expressivos: o grupo que praticou musculação apresentou aumento de até 3% na densidade óssea.

A pesquisa concluiu que o treinamento de força pode ser recomendado como uma estratégia de estilo de vida complementar no tratamento da osteoporose e, em alguns casos, associado a outras terapias. Os benefícios, no entanto, não se restringem à terceira idade. Evidências indicam que a atividade física impacta positivamente pessoas de diferentes faixas etárias. Sobre isso, um estudo online realizado com 484 estudantes de medicina da província de Henan, na China, mostrou que a maioria dos participantes relatou melhora na autoestima após a prática regular de exercícios físicos.

Sobre a Force One

Fundada em 2016, em Cianorte, no Paraná, a Force One surgiu com a proposta de acolher diferentes perfis de alunos, aliando estrutura de qualidade a preços acessíveis, sempre com foco na experiência do usuário. O projeto regional cresceu de forma acelerada e hoje a rede está consolidada como uma das maiores do Sul do Brasil, com 20 academias e mais de 45 mil alunos ativos, presentes em cidades como Curitiba, Guarapuava, Londrina e Maringá, no Paraná, Blumenau, Balneário Camboriú e Joinville, em Santa Catarina, e Bauru, em São Paulo.

Mamografia: 10 dúvidas, mitos ou verdades, com as novas recomendações oficiais

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Mamografia: 10 dúvidas, mitos ou verdades, com as novas recomendações oficiais

05 de fevereiro, Dia Nacional da Mamografia e do Mastologista

Dr. José Clemente Linhares, cirurgião oncológico do IOP

Nos últimos meses, histórias de mulheres mais jovens, inclusive abaixo dos 40 anos ou mesmo abaixo dos 30 anos, que descobriram câncer de mama após perceber um nódulo, voltaram a chamar atenção para um ponto central: idade não é sinônimo de imunidade. Ao mesmo tempo, rastreamento é diferente de investigação. O que mudou recentemente no Brasil foi o acesso e a organização do rastreamento no SUS, com diretriz oficial do Ministério da Saúde publicada em setembro de 2025.

Pelo novo direcionamento, o SUS recomenda mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Já mulheres entre 40 e 49 anos passaram a ter acesso ao exame mesmo sem sintomas, mediante avaliação e decisão conjunta com o profissional de saúde.

Esse ajuste convive com outra mensagem essencial: toda mulher de qualquer idade que tenha sinais ou sintomas deve ser avaliada, porque exame “de rastreio” não substitui consulta, exame clínico e investigação diagnóstica quando há queixa.

A experiência recente da empresária Val Marchiori, por exemplo, que relatou ter evitado a mamografia por medo e acabou descobrindo um câncer de mama, reforça um comportamento comum que precisa ser enfrentado com informação: o medo atrasa diagnósticos.

1) Mito ou verdade: “câncer de mama só acontece depois dos 40”
Mito. A maioria dos casos ainda se concentra com o avanço da idade, mas há diagnósticos em mulheres jovens. Por isso, a regra é simples: sintoma não tem faixa etária. Nódulo novo, retração de pele, secreção sanguinolenta pelo mamilo ou alteração persistente precisam de avaliação médica, mesmo com menos de 40 ou 30 anos.

2) Mito ou Verdade: “o protocolo do SUS mudou recentemente”
Verdade. Desde setembro de 2025, o Ministério da Saúde publicou orientação para padronizar o acesso: rastreamento bienal de 50 a 74 anos e acesso para 40 a 49 anos sob demanda, por decisão compartilhada, mesmo sem sintomas.

3) Mito ou verdade: “as regras da mamografia são as mesmas no SUS e na saúde privada”
Mito. Na saúde pública, o Instituto Nacional de Câncer e o Ministério da Saúde orientam que o rastreamento mamográfico como política populacional seja feito em mulheres de 50 a 69 anos, faixa etária que no SUS foi ampliada até 74 anos, com realização a cada dois anos. Essa recomendação é baseada em evidências científicas que mostram maior impacto na redução da mortalidade por câncer de mama nesse grupo.

Para mulheres entre 40 e 49 anos, não há rastreamento obrigatório como política pública, mas o SUS passou a garantir o acesso à mamografia mesmo sem sintomas, desde que haja avaliação médica e decisão compartilhada, considerando riscos e benefícios individuais.

Já na saúde suplementar e no atendimento privado, a conduta é mais personalizada. A indicação e a periodicidade da mamografia podem variar conforme histórico familiar, densidade mamária, antecedentes pessoais, estilo de vida e preferência da paciente, sempre definidas na relação entre médico e paciente.

Em todos os cenários, há um consenso: sintomas mamários em qualquer idade exigem investigação imediata, independentemente da faixa etária ou do protocolo de rastreamento.

4) Mito ou verdade: “ter protocolos diferentes no SUS e na saúde privada atrapalha a prevenção”
Mito.
As estratégias adotadas na saúde pública e na saúde privada são complementares e eficientes dentro de seus contextos. No SUS, o rastreamento mamográfico segue critérios populacionais baseados em evidência científica, priorizando a faixa etária em que há maior impacto na redução da mortalidade e melhor uso dos recursos disponíveis.
Na saúde privada, a abordagem individualizada permite ajustar a indicação dos exames conforme o perfil de risco de cada mulher, antecipando investigações quando necessário. Esse modelo amplia a capacidade de detecção precoce sem substituir as diretrizes da saúde pública.
Na prática, essas duas condutas contribuem para diagnósticos mais precoces, tratamentos menos agressivos e maiores taxas de cura, além de estimular uma cultura de prevenção, acompanhamento médico regular e atenção aos sinais e sintomas. O resultado é um sistema mais eficiente, com impacto real na saúde das mulheres e na redução da mortalidade por câncer de mama.

5) Mito ou verdade: “se eu palpo um nódulo, a primeira resposta é mamografia”
Depende. Em mulheres mais jovens, a mama costuma ser mais densa e o ultrassom mamário frequentemente é o primeiro exame de imagem na investigação, com mamografia diagnóstica e, quando indicado, outros exames entrando como complemento. O ponto decisivo é: nódulo palpável exige avaliação e plano diagnóstico, não espera.

6) Mito ou Verdade: “nem todo nódulo é câncer, mas todo nódulo precisa ser avaliado”
Verdade. Muitos nódulos em jovens são benignos, mas o exame clínico e a imagem definem conduta e, quando houver suspeita, a confirmação vem pela biópsia, não por “achismo”.

7) Mito ou verdade: “mamografia espalha câncer por causa da compressão”
Mito. Não há base para a ideia de que a compressão espalhe câncer. A compressão é uma etapa técnica para melhorar a qualidade da imagem e reduzir dose de radiação.

8) Verdade: “o medo faz muita gente adiar o diagnóstico”
Verdade. É um comportamento documentado, e ganhou visibilidade com relatos recentes na mídia. Quando a pessoa adia o exame por medo, ela perde a chance de detectar alterações em fases mais iniciais, o que tende a facilitar tratamento.

9) Mito ou Verdade: “estilo de vida influencia risco”
Verdade. Entre os fatores comportamentais e ambientais bem estabelecidos estão álcool, sobrepeso e obesidade, inatividade física, entre outros. Prevenção não elimina risco, mas reduz probabilidade e melhora saúde geral.

10) Mito ou verdade: “se não tenho histórico familiar, meu risco é baixo”
Mito. A maioria dos casos de câncer de mama não está associada ao histórico familiar. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, cerca de 70% a 80% dos diagnósticos ocorrem em mulheres sem parentes de primeiro grau com a doença. Isso reforça a importância do rastreamento conforme a idade recomendada e da investigação imediata diante de sintomas, independentemente do histórico genético.

O histórico familiar aumenta o risco, mas a ausência dele não exclui a possibilidade da doença, o que torna a informação e o acompanhamento médico fundamentais. “Mais do que decorar idades ou protocolos, é fundamental que as mulheres estejam atentas ao próprio corpo. Nódulos, alterações na pele da mama, saída de secreção pelo mamilo ou qualquer mudança persistente precisam ser avaliadas, independentemente da idade. O acompanhamento regular com o ginecologista ou médico de referência é parte essencial do cuidado com a saúde. Informação, atenção aos sinais e consulta em dia salvam vidas”, afirma Dr. José Clemente Linhares, cirurgião oncológico do IOP.

Sobre o Grupo Med4U

A Med4U é uma holding que engloba algumas das marcas mais reconhecidas no setor da saúde, oferecendo soluções integradas e inovadoras para pacientes e profissionais. Entre as empresas que fazem parte da Med4U estão o IOP (Instituto de Oncologia do Paraná), o IOP Educa, o IOP Pesquisa, o Valencis, a Spesia e o Oncoville. Também fazem parte a Santé Cancer Center, com unidades em Lages e Caçador, em Santa Catarina, e a Clínica Prognóstica Oncologia, sediada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Juntas, essas instituições formam um grupo dedicado à excelência no cuidado oncológico, educação e inovação em saúde.

O IOP, a marca mais antiga do grupo, que completou 30 anos de atuação em 2025, continua sendo uma referência no tratamento do câncer. Com quatro sedes em Curitiba (PR), o IOP se destaca por suas parcerias estratégicas, como a aliança com o Hospital São Marcelino Champagnat que oferece um tratamento integrado e a parceria com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, sendo a primeira clínica no sul do Brasil a integrar a Rede Einstein de Oncologia e Hematologia. O IOP também se destaca por ter o mais alto nível de acreditação de qualidade no Paraná (ONA 3).

O IOP oferece tratamentos avançados e humanizados, utilizando tecnologia de ponta e uma abordagem multidisciplinar, que inclui Nutrição, Psicologia, Enfermagem, Farmácia e Educador Físico. Além disso, terapias complementares como cromoterapia, aromaterapia e musicoterapia ajudam a proporcionar um cuidado mais completo e humanizado.

Para mais informações ou para agendar sua consulta, acesse nosso site: https://iop.com.br

IOP: Há 30 anos cultivando histórias, cuidando de pessoas.

Mais informações:

Mateus Leme
Rua Mateus Leme, 2631 B
(41) 3207-9797

Batel
Rua Saldanha Marinho, 1814
(41) 3207-9798

Oncoville
Marginal Rodovia BR-277, 1437
(41) 3099-5800

Hospital São Marcelino Champagnat
Av. Presidente Affonso Camargo, 1399
(41) 3087-7600

Livro Os Carijó Vozes da Terra aborda a memória dos povos originários do Sul do país

No próximo dia 3 de fevereiro, o pesquisador e escritor Gleison Vieira lança o segundo volume do livro Os Carijó Vozes da Terra, às 19h, na Casa da Cultura, em Itapoá. Segundo o autor, a obra lança luz sobre os Carijó, nação guaranítica falante do tupi que habitava soberanamente as praias do Sul do país muito antes da chegada dos europeus.

“Enquanto o litoral nordestino entrava nos registros da colonização em 1500, o Sul já pulsava sob os passos desse povo ‘filho do mar e da floresta’, descrito pelos jesuítas como ‘o gentio mais amável da Terra’”, destaca.

No livro, Vieira reconstrói a trajetória dos Carijó desde suas origens amazônicas até a costa meridional, articulando a etnologia do século XIX com crônicas do século XVI. Mais do que um estudo histórico, a obra se assume como um gesto político e sensível. “Eles foram impedidos de escrever a própria memória. Sua história chegou até nós pela voz de quem os dominou”, afirma Vieira.

Ao revisitar essas fontes, o livro subverte a narrativa colonial e constrói, com delicadeza e dor, uma história dos vencidos, marcada pelo luto de cerca de setenta mil indígenas escravizados pelos bandeirantes paulistas. Segundo Gleison Vieira, o “coração” da obra está justamente no enfrentamento desse silêncio imposto. “O silêncio dos Carijó não é vazio. Ele é um lamento profundo que ainda ecoa e pede escuta”, diz. Ao romper com o mito da colonização pacífica e do “bom selvagem”, o texto revela como a ternura atribuída a esse povo foi instrumentalizada como armadilha para a violência e a escravidão, expondo a face brutal da Conquista da América.

O processo de pesquisa, que levou anos, foi marcado por desafios profundos. “Pesquisar os Carijó foi um ato de amor e escavação”, relata Vieira. Encontrar fontes após cinco séculos exigiu ler “contra a corrente”, atravessando documentos coloniais que filtravam e distorciam as vozes indígenas. “Foi preciso rasgar a membrana colonial da historiografia para que, entre os estilhaços da palavra do opressor, a dignidade indígena voltasse a brilhar”, afirma o autor, destacando que esta é a primeira obra da historiografia brasileira dedicada exclusivamente aos Carijó em um único compêndio.

Ao final da leitura, o autor espera provocar deslocamento e responsabilidade. “Quero que o conforto da história oficial se desfaça”, afirma. Para ele, o livro não busca apenas informar, mas transformar o olhar do leitor: que, ao caminhar pelas praias do Sul, não se veja apenas a paisagem, mas o rastro de um povo soberano. “Que o luto se converta em responsabilidade histórica”, conclui Gleison Vieira, reafirmando que o Brasil anterior a 1500 ainda respira e que a terra, finalmente, volta a falar por seus filhos.
A obra pode ser adquirida pelas redes sociais do autor @gleison5930

IOP lança e-book com receitas práticas e saudáveis para pacientes oncológicos

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IOP lança e-book com receitas práticas e saudáveis para pacientes oncológicos

Para marcar o Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, o Instituto de Oncologia do Paraná (IOP) uniu a ciência da nutrição com a arte da culinária em um e-book gratuito, lançado não só para os pacientes, mas para toda a população. Com receitas leves e práticas para auxiliar a jornada do tratamento oncológico, o material mostra que a alimentação é importante para o cuidado integral, não só durante o tratamento, mas na prevenção.

“Mais do que uma fonte de energia, é uma ferramenta terapêutica capaz de aliviar desconfortos, promover bem-estar e fortalecer o corpo e o espírito. É comum que os efeitos da quimioterapia, por exemplo, tornem o simples ato de se alimentar uma dificuldade. E esse guia prático traz receitas e soluções específicas para os desafios alimentares que podem surgir ao longo do tratamento”, conta Amanda Oliveira, nutricionista do IOP.

São pratos principais, lanches, sobremesas, acompanhamentos, molhos de salada, marinadas e bebidas funcionais. Tudo separado por um índice se sintomas, como náuseas, boca seca, falta de apetite, feridas na boca e alteração do paladar. “Se o paciente está incomodado com algum desses sintomas, ele encontra com facilidade receitas direcionadas”, ensina Amanda.

Vale reforçar que ter uma alimentação saudável é um fator protetor contra vários tipos de câncer. “Não é apenas um livro de receitas, é para ser usado por toda a família, para conhecer a propriedade funcional dos alimentos, seus nutrientes, e estimular receitas saudáveis, feitas em casa”, afirma a nutricionista do IOP.

Alguns lanches propostos, por exemplo, são inesperados para quem está num tratamento, como hambúrguer: “o paciente acha que ele não vai poder comer, então é uma forma de estimular ele a entender que preparo dentro de casa, muitas vezes é seguro, os ingredientes estão sob controle, ele que comprou, ele que higienizou, há liberdade de escolha, basta fazer algumas adaptações”.

Uma das receitas inclui o gengibre, ingrediente fundamental para quem está em tratamento. Confira:

Conserva de Gengibre:

Ingredientes:
– gengibre fresco em lascas
– água para cozimento
– 1 xícara (chá) de vinagre de maçã
– 3 colheres (chá) de sal
½ xícara (chá) de açúcar demerara ou de coco (opcional)

Modo de Preparo:
Ferva o gengibre em água por 2 minutos, escorra e reserve. Em outra panela, ferva o vinagre, o sal e o açúcar (se usar). Desligue o fogo, adicione o gengibre e cubra com o líquido quente. Transfira para um vidro esterilizado, deixe esfriar, tampe e mantenha refrigerado por até 30 dias.

O gengibre é rico em compostos que auxiliam no alívio de náuseas e na digestão, sendo um aliado importante durante o tratamento oncológico. “A conserva é uma forma prática e saborosa de consumo, podendo acompanhar saladas, peixes ou ser usada em pequenas porções antes das refeições”, finaliza Amanda.

Para baixar gratuitamente o e-book, acesse: https://iop.com.br/noticias/ebook-nutricao-oncologica-receitas/

Sobre o Grupo Med4U

A Med4U é uma holding que engloba algumas das marcas mais reconhecidas no setor da saúde, oferecendo soluções integradas e inovadoras para pacientes e profissionais. Entre as empresas que fazem parte da Med4U estão o IOP (Instituto de Oncologia do Paraná), o IOP Educa, o IOP Pesquisa, o Valencis, a Spesia e o Oncoville. Também fazem parte a Santé Cancer Center, com unidades em Lages e Caçador, em Santa Catarina, e a Clínica Prognóstica Oncologia, sediada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Juntas, essas instituições formam um grupo dedicado à excelência no cuidado oncológico, educação e inovação em saúde.

O IOP, a marca mais antiga do grupo, que completou 30 anos de atuação em 2025, continua sendo uma referência no tratamento do câncer. Com quatro sedes em Curitiba (PR), o IOP se destaca por suas parcerias estratégicas, como a aliança com o Hospital São Marcelino Champagnat que oferece um tratamento integrado e a parceria com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, sendo a primeira clínica no sul do Brasil a integrar a Rede Einstein de Oncologia e Hematologia. O IOP também se destaca por ter o mais alto nível de acreditação de qualidade no Paraná (ONA 3).

O IOP oferece tratamentos avançados e humanizados, utilizando tecnologia de ponta e uma abordagem multidisciplinar, que inclui Nutrição, Psicologia, Enfermagem, Farmácia e Educador Físico. Além disso, terapias complementares como cromoterapia, aromaterapia e musicoterapia ajudam a proporcionar um cuidado mais completo e humanizado.

Para mais informações ou para agendar sua consulta, acesse nosso site: https://iop.com.br

IOP: Há 30 anos cultivando histórias, cuidando de pessoas.

Mais informações:

Mateus Leme
Rua Mateus Leme, 2631 B
(41) 3207-9797

Batel
Rua Saldanha Marinho, 1814
(41) 3207-9798

Oncoville
Marginal Rodovia BR-277, 1437
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Hospital São Marcelino Champagnat
Av. Presidente Affonso Camargo, 1399
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Um guia para construir seu currículo do zero com cursos gratuitos e online

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Mesmo sem vivência profissional, jovens podem fortalecer o currículo com certificações e programas de aprendizagem e estágio oferecidos pelo CIEE-PR

Quase todo mundo que está dando os primeiros passos na vida profissional passa pela mesma situação: muitas vagas exigem experiência, mas ainda não houve oportunidade de conquistar a primeira. A boa notícia é que hoje é  possível montar um currículo competitivo  com o apoio de cursos gratuitos, certificações online e programas que combinam teoria e prática.

No Paraná, entidades como o Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR) são alternativas para quem quer começar. A instituição disponibiliza cursos gratuitos presenciais e a distância, além de programas de aprendizagem e de estágio, que funcionam como porta de entrada para o mercado e ajudam a desenvolver competências valorizadas pelas empresas.

Para Carla Galvão, Coordenadora do Núcleo de Capacitação e Cidadania do CIEE/PR, dezembro e janeiro são meses estratégicos para quem deseja se preparar para o próximo ano. “Muitos estudantes entram em recesso e é importante destinar parte do tempo livre para entender quais são os objetivos e buscar formas de atingi-los”, orienta. Esse também é um período em que empresas organizam demandas para o início do ano e começam a abrir novas vagas de estágio e aprendizagem, o que torna a qualificação ainda mais relevante.

Ela indica começar pela escolha de cursos  que trazem temas como  preparação para entrevistas, estratégias para falar em público,administração do tempo e postura nas redes sociais. “Eles tratam, em sua maioria, das chamadas soft skills, habilidades não técnicas, mas essenciais para a conquista de oportunidades profissionais”, reforça.

Vale a pena fazer um curso online? 

Com o crescimento das plataformas gratuitas, os cursos EAD se tornaram uma porta de entrada  para quem quer desenvolver habilidades específicas sem custo. “Especialmente, se a pessoa precisa evoluir rápido, tem pouco tempo ou quer reforçar pontos específicos, como comunicação, organização, noções de informática ou preparação para entrevistas”, diz Carla Galvão“Plataformas EAD possibilitam estudar no próprio ritmo e abrir caminho para oportunidades futuras”, explica. 

Independentemente da instituição escolhida, a orientação geral é priorizar cursos curtos, gratuitos e que ofereçam certificação, pois eles agregam valor imediato ao currículo e demonstram interesse real em desenvolvimento profissional.

Cursos gratuitos EAD do CIEE/PR

Para fazer as inscrições nas opções a distância e presenciais, é preciso ter o cadastro no portal do CIEE/PR. 

Com o cadastro concluído, acesse o Portal do Estudante e siga o passo a passo:

– No menu, clique em Cursos Gratuitos / Programas Sociais

– Depois selecione Cursos à Distância (barra lateral esquerda)

– Escolha o curso desejado e finalize sua inscrição

Cursos à distância (gratuitos)

Preparação para entrevista – como ter sucesso nos processos seletivos
Postura nas redes sociais
Estratégias para falar em público
Administração do tempo
Educação financeira
Práticas de autogestão
Relações pessoais e profissionais
Raciocínio lógico matemático

Sobre o CIEE/PR

Há 57 anos, o Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR) atua para promover a integração da comunidade ao mercado de trabalho como agente transformador. Por meio de programas de estágios e aprendizagem, cursos de capacitação e cidadania e programas sociais, a instituição contribui para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Junto com diversas entidades e empresas privadas, o CIEE/PR está presente nos 399 municípios do Paraná na modalidade EAD e conta com 39 unidades físicas em cidades do Estado. Já recebeu cerca de 30 títulos de Utilidade Pública Municipal, possui dezenas de registros nos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e também nos Conselhos Municipais de Assistência Social, condição essencial para cumprir o propósito de trabalhar para fortalecer o desenvolvimento humano e social. Ao longo de cinco décadas de atuação, o CIEE/PR contribuiu para a inserção e aperfeiçoamento técnico e profissional de mais de 1,7 milhão de beneficiados.

Mili leva praticidade e cuidado a litoral paranaense até o início de fevereiro

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Ações especiais para os públicos infantil e feminino acontecem em Caiobá, no litoral do Paraná. Também está prevista distribuição de produtos e sorvetes, em uma collab inédita com a Bapka

Com as crianças em férias, muitas famílias brasileiras aproveitam para curtir o tempo livre nas praias do país. Pensando em oferecer conforto e comodidade, a Mili, marca especializada em produtos de higiene pessoal, leva ações especiais a Caiobá, no litoral do Paraná, até o dia 8 de fevereiro, em horários pela manhã, entre 8 e 11h, e pela tarde, entre 15 e 17h.

Durante o período, os veranistas poderão contar com fraldários itinerantes – duas bikes-fraldários circulando aos fins de semana para que os pais possam realizar a troca das crianças com praticidade; e o Mili Móvel, um veículo equipado com dois fraldários, ar-condicionado e itens de higiene como fraldas, trocadores descartáveis e toalhas umedecidas.

Além disso, as mulheres também terão à sua disposição um carrinho de absorventes internos, que circulará por Caiobá, além de outras ativações exclusivas. Segundo Denise Pires, Gerente de Marketing da Mili, a ideia é normalizar o diálogo sobre menstruação e mostrar que é possível curtir o verão com liberdade, conforto e sem tabus, mesmo menstruada.

“Queremos estar onde as famílias estão, oferecendo cuidado real nos momentos que importam. As ações de verão foram pensadas para trazer mais conforto e acolhimento para pais, mães, mulheres e crianças, mostrando que a Mili está sempre ao lado de quem precisa, de forma leve, útil e presente”, explica ela.

Verão mais divertido (e sem tabu)

A ação ainda ganhará o reforço de uma collab com outra marca local: a Bapka Sorvetes, que entregará mais de 10 mil picolés nas ativações da Mili até o início de fevereiro.

Inédita, a parceria apresenta dois sabores pensados para dialogar diretamente com as linhas da marca: o sorvete de morango zero lactose, que representa a delicadeza e o cuidado da linha Mili Love & Care, e o sorvete de chocolate da linha Mili Mulher, criado para oferecer aquele momento doce de autocuidado que toda mulher merece — inclusive nos dias em que a TPM insiste em aparecer.

“Criar essa collab com a Bapka foi uma forma de tornar o cuidado ainda mais gostoso e presente no dia a dia das famílias. Os sabores traduzem o propósito das nossas linhas: leveza e delicadeza para as crianças com o morango zero lactose, e o momento de autocuidado para as mulheres com o chocolate. É uma parceria pensada com todo o carinho”, destaca Denise.

Para Camila do Carmo, Gerente de Marketing da Bapka Sorvetes, a parceria com a Mili é especial porque une duas marcas que valorizam o cuidado e a proximidade com as pessoas. “Desenvolvemos sabores que vão além do refresco: são experiências pensadas para acolher, gerar bem-estar e tornar os momentos do verão ainda mais leves e afetivos para quem participa das ativações”, acrescenta.

Sobre a Mili

Há 42 anos no mercado nacional, a Mili ocupa a posição de maior empresa 100% brasileira no setor de papel tissue. Atualmente, emprega mais de 2.800 mil funcionários, distribuídos em três unidades fabris, localizadas em Santa Catarina, Paraná e Alagoas. A marca possui um dos mais completos portfólios do setor de higiene e limpeza do país, composto por: papel higiênico, toalha de papel, guardanapos, fraldas descartáveis, absorventes higiênicos, hastes flexíveis, lenços e toalhas umedecidas. Produtos de algumas categorias, como a de papel higiênico, estão entre os líderes nacionais de mercado.

Canteiro da Leitura, do Instituto A.Yoshii, impactou mais de 6,7 mil pessoas em cinco anos no Paraná e em São Paulo

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Criado em 2021 pelo Instituto A.Yoshii, projeto incentiva o hábito da leitura entre colaboradores do Grupo A.Yoshii e suas famílias

Desde 2016, o percentual de brasileiros que leem livros vem diminuindo. Em 2024, pela primeira vez, os não leitores superaram os leitores, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, produzida pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Datafolha. O estudo revela que 53% dos entrevistados não haviam lido nenhum livro nos três meses anteriores ao levantamento. Essa realidade motiva iniciativas como o Canteiro da Leitura, do Instituto A.Yoshii.

Criado em 2021, o projeto instala bibliotecas pop-up diretamente nos canteiros de obras, oferecendo aos colaboradores acesso a diversos títulos e incentivando que aproveitem os intervalos para ler. Além disso, os livros podem ser emprestados, permitindo que o hábito da leitura chegue também às famílias dos colaboradores.

“Ler, para mim, é aprender coisas novas, manter a mente ativa, ter um bom vocabulário e escrever melhor”, afirma Reginaldo Rodrigues, contramestre de obras e um dos usuários mais assíduos do projeto.

Em 2025, as ações do projeto chegaram a 16 unidades em funcionamento e, atualmente, são 11 Canteiros da Leitura ativos em Londrina, Maringá, Curitiba e em obras corporativas no Paraná e em São Paulo. Desde o início do projeto, mais de 6,7 mil pessoas foram impactadas e mais de 4,5 mil livros disponibilizados. Os espaços são temporários e contam com mobiliário produzido pelos próprios colaboradores, utilizando materiais reciclados das obras, reforçando o compromisso com sustentabilidade.

Preparação para o futuro

Para Aparecido Siqueira, presidente do Instituto A.Yoshii, o projeto traz uma série de benefícios e ajuda a preparar os colaboradores para os desafios do dia a dia das suas funções. “O principal deles é proporcionar uma atividade que agrega aos colaboradores. Além de eles poderem passar o tempo de intervalo de forma proveitosa, no longo prazo, todos os benefícios da leitura serão percebidos no trabalho, no momento de interpretar um projeto e de interagir com as equipes”, acredita.

Sobre o Instituto A.Yoshii

Fundada em 2006, a entidade sem fins lucrativos promove projetos e ações solidárias ligadas à educação, ao meio ambiente e à cultura, em busca de resultados com impacto social positivo. Ao longo dos 19 anos de atuação, o Instituto A.Yoshii promoveu diversas iniciativas voltadas para pessoas em situação de vulnerabilidade econômica-social, minimização de impactos no meio ambiente e democratização do acesso à cultura e à educação. O Instituto é reconhecido com o Selo Sesi ODS, certificação concedida a instituições que demonstram compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. Mais informações: www.instagram.com/institutoa.yoshii

A importância do aprendizado mensurável para o crescimento de empresas e seus profissionais

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Por Júnia Galvão

A educação corporativa vem amadurecendo de forma significativa no Brasil. O que antes era visto como ação pontual passou a ser estruturado em trilhas contínuas de desenvolvimento.  Com esse olhar mais avançado sobre o tema, o país chegou a ultrapassar a média norte-americana em horas anuais de treinamento por colaborador – 24 no Brasil contra 21 nos Estados Unidos, segundo pesquisa realizada em 2024 pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD). O levantamento também apontou um aumento de 14% no investimento em treinamento e desenvolvimento em relação ao ano anterior. Há um elemento que evidencia o sucesso de qualquer estratégia educacional: a capacidade de medir o impacto do aprendizado. 

Ainda é comum encontrar organizações que consideram difícil medir o retorno de uma capacitação. Mas é bom ressaltar que são justamente os indicadores que permitem enxergar avanços, identificar práticas bem-sucedidas (ou não), corrigir rotas e encontrar os caminhos mais eficientes para geração de valor para o negócio e para os profissionais. Os resultados das ações implementadas, portanto, devem ser observados com lupa. A médio e longo prazo, treinar sem mensurar é como construir sem projeto, admitindo a possibilidade de esforços que não se aprimoram e estão sujeitos a frutos imprevisíveis.

Uma das maneiras de avaliar a evolução da aprendizagem é por meio da cultura do feedback no ambiente de gestão. Desde 2021, a MRV mede a entrega formal de devolutivas no ciclo de desempenho do setor administrativo. Atualmente, quase 90% dos colaboradores afirmam ter recebido retorno de seus gestores. Esse processo –  hoje extremamente natural no ambiente corporativo MRV –  tem efeito direto na clareza das expectativas, na construção de uma jornada de carreira mais transparente e no refinamento dos  programas de desenvolvimento.

Outro instrumento poderoso é a pesquisa Journey, que avalia toda a experiência do colaborador — da entrada à saída — com mais profundidade do que as pesquisas tradicionais de engajamento. Em 2024, com 90% de adesão (4.311 respondentes), a Journey registrou 86,2% de favorabilidade para a afirmação “Eu sinto que estou aprendendo e me desenvolvendo na MRV&CO”. Em 2025, esse índice subiu para 88,2%. Esses números não são apenas indicadores positivos: são sinais de que o aprendizado está, de fato, acontecendo e sendo percebido.

Os benefícios aparecem na prática. Programas educacionais bem estruturados geram aceleração de carreira, promoções, ganhos de performance operacional e redução de rotatividade – este último, um fator que pode representar significativa economia no orçamento das empresas. 

É nesse ponto que alguns cases do setor de construção civil se tornam ilustrativos. O Decola, programa de aceleração de carreira da MRV, promoveu mais da metade (52%) dos 23 engenheiros que participaram da última turma. Entre os participantes de outras áreas corporativas, o índice médio foi de 45%. Na porta de entrada, os programas de trainee confirmam o padrão: dos 43 ex-trainees que permanecem na MRV, 33 ocupam atualmente cadeiras de liderança –  o equivalente a 77%.

Já na área comercial, corretores de imóveis também recebem treinamento especializado. Eles têm acesso à Escola de Vendas, uma trilha de aprendizagem específica. E a partir dela, entre outros indicadores, é possível avaliar se aqueles que concluíram o curso conseguiram realizar a primeira venda em menos tempo – um sinal claro de impacto positivo no negócio.

A principal lição dessa jornada é clara: não basta oferecer treinamentos ou acumular horas de capacitação. É preciso aplicar métricas inteligentes que permitam identificar pontos de aprimoramento, cujos resultados servirão como base para melhorias. Estudos já comprovaram a ineficiência de programas quando não há acompanhamento profissional e mensuração de impacto. A personalização dos conteúdos conforme as especificidades de cada área, somada à análise consistente do aprendizado, é o que transforma desenvolvimento em performance e garante que o investimento intelectual impulsione retorno profundo e contínuo.

Por Júnia Galvão, diretora-executiva de Administração e Desenvolvimento Humano da MRV&CO

Vacina avança, mas dengue continua pressionando o sistema de saúde no verão

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Especialistas alertam para ações de prevenção e controle do mosquito

O verão de 2026 começa com autoridades de saúde em alerta sobre a circulação da dengue e de outras arboviroses no Brasil, como chikungunya e Zika. As altas temperaturas e o aumento das chuvas criam condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, principal vetor dessas doenças, sobretudo em áreas urbanas.

Mesmo após uma redução pontual no número de casos registrados em determinados períodos de 2025, em comparação com 2024, o volume de notificações permanece elevado e exerce pressão sobre os serviços de saúde nos meses mais quentes do ano. A circulação simultânea de diferentes sorotipos do vírus e a presença de uma parcela significativa da população ainda sem imunidade adequada ampliam o risco de reinfecções e de quadros mais graves. “O cenário neste verão ainda é de atenção elevada. O vírus continua circulando intensamente no Brasil, especialmente nas áreas urbanas, e isso mantém o risco ativo”, afirma a infectologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Camila Ahrens.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, nas chamadas semanas epidemiológicas 1 a 9 de 2025 — que correspondem aproximadamente aos meses de janeiro e fevereiro —, foram registrados mais de 490 mil casos prováveis de dengue no Brasil. No mesmo período de 2024, haviam sido notificados cerca de 1,6 milhão de casos, o que representa uma redução de aproximadamente 69% nessa comparação. As semanas epidemiológicas são a forma padronizada adotada pela vigilância em saúde para acompanhar a evolução das doenças ao longo do ano, ao dividir o calendário em períodos de sete dias que permitem comparações entre anos e regiões.

Apesar da queda nesse intervalo, especialistas alertam que o comportamento da dengue varia ao longo do tempo e depende de fatores como o clima, a circulação viral e o nível de imunidade da população. “A dengue é uma doença de comportamento cíclico. Muitas vezes, a redução de casos reflete apenas uma pausa temporária, e não o fim da transmissão. O mosquito continua presente, o vírus segue circulando e o risco permanece alto”, diz a médica.

O aumento das temperaturas médias, as chuvas irregulares e a urbanização sem infraestrutura adequada têm ampliado as áreas propícias à transmissão, inclusive em regiões que historicamente registravam poucos casos. Falhas no saneamento básico, acúmulo de lixo e ocupações urbanas desordenadas contribuem para a manutenção de criadouros e para a disseminação do vírus. “Temperaturas mais elevadas e o crescimento urbano sem saneamento criam condições ideais para a transmissão. Hoje, a dengue deixou de ser só um problema sazonal e se tornou um desafio estrutural de saúde pública”, afirma Camila.

Vacina marca nova etapa

Em 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Trata-se do primeiro imunizante do mundo contra a dengue em dose única e de produção nacional. A vacina foi autorizada para pessoas de 12 a 59 anos, e a expectativa do governo federal é incorporá-la ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) a partir de 2026.

Nos estudos clínicos apresentados durante o processo de aprovação, a vacina demonstrou eficácia de cerca de 74,7% contra a dengue sintomática e elevada proteção contra formas graves da doença, o que pode contribuir para a redução de internações e mortes associadas ao vírus. “A vacina é um marco importante porque ajuda a reduzir as formas graves, as internações e as mortes. Mas ela não elimina o risco de infecção nem substitui o combate aos mosquitos. É uma ferramenta essencial dentro de uma estratégia mais ampla”, ressalta a infectologista.

A especialista reforça que a vacinação deve ser combinada a ações permanentes de prevenção, como a eliminação de recipientes com água parada, o acesso das equipes de vigilância aos domicílios e a busca por atendimento precoce diante de sintomas. Autoridades e pesquisadores também defendem que o sistema de saúde precisa se adaptar à nova dinâmica das arboviroses, marcada por ciclos mais intensos e menos previsíveis, com o fortalecimento da vigilância, da atenção básica e da capacidade de resposta. “O controle da dengue só é possível com ação conjunta e contínua. População e poder público precisam atuar juntos, de forma permanente, e não apenas nos momentos de crise”, conclui.

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia robótica e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).