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Mobilidade urbana e carro próprio: como um automóvel pode redefinir a rotina

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Pesquisas apontam que 78% dos brasileiros utilizam o transporte coletivo e que 68% pretendem comprar um carro ainda em 2026

Em um cotidiano em que a rotina se torna cada vez mais caótica, perder tempo em deslocamentos se tornou sinônimo de desperdício. De acordo com a pesquisa “Desigualdade e custo elevado caracterizam mobilidade urbana em 10 capitais do Brasil” realizada pela Ipsos-Ipec, aproximadamente 78% dos brasileiros utilizam o transporte coletivo. O tempo médio de deslocamento é de quase duas horas por dia: 116,5 minutos. A pesquisa também mostra que as tarifas impactam negativamente a vida dos brasileiros: muitos deixam de visitar amigos e familiares, abrem mão de atividades de lazer, como ir a parques e cinemas, perdem consultas e exames e deixam de procurar emprego devido aos altos valores.

Nesse cenário, o carro próprio entra como um diferencial. Segundo  o levantamento “Relatório de Mobilidade: Brasileiros defendem leis de trânsito mais rígidas”, realizado também pela Ipsos, 33% da população do país acredita que é impossível viver sem o carro. Outro dado relevante vem da pesquisa Webmotors Autoinsights, realizada em 2026, que revelou: 68% dos brasileiros têm intenção de comprar um carro ainda este ano. Para o diretor corporativo do Grupo Servopa, Josemar Ferro, conquistar o automóvel próprio é uma maneira de melhorar a qualidade de vida, impulsionada pela valorização do tempo. “Ter um carro próprio representa mais do que uma comodidade; significa reduzir o tempo gasto em deslocamentos, criando mais oportunidades para aproveitar momentos de lazer”, explica.

Mudança de vida: como escolher o primeiro carro?

“Comprar o primeiro carro é uma conquista importante, mas a decisão não deve ser guiada apenas pela emoção. Avaliar os custos envolvidos, pesquisar o histórico do veículo e entender as necessidades de uso são etapas que ajudam a fazer uma escolha mais segura”, afirma Ferro.

Entre as orientações do especialista, definir um orçamento realista é o ponto de partida. Além do valor de compra, é necessário considerar despesas como IPVA, licenciamento, seguro, combustível, revisões e eventuais manutenções. “Investir em um carro próprio requer pensar em todos os custos envolvidos na manutenção. Não basta apenas considerar o preço”, diz.

Outro ponto é definir o tipo de veículo. Modelos compactos e econômicos são ideais para quem pretende utilizar o carro principalmente em deslocamentos mais curtos, além de oferecerem maior facilidade para estacionar. Para aqueles que realizam trajetos mais longos ou viajam com frequência, a prioridade deve ser a escolha de automóveis confortáveis, com porta-malas espaçoso, bom desempenho em rodovias e tecnologias de segurança, como controle de estabilidade e assistentes de frenagem.

Caso a opção seja um carro usado, valem algumas orientações específicas. Pesquisar o histórico do automóvel é imprescindível. Verificar a procedência, o histórico de manutenção e a documentação ajuda a evitar problemas futuros. Realizar uma vistoria antes da compra também é importante. Uma avaliação feita por um mecânico de confiança pode identificar desgastes ou defeitos que não são percebidos à primeira vista.

Após a compra, planejar a manutenção preventiva, seguindo o cronograma de revisões e mantendo itens como pneus, freios, óleo e filtros em dia, contribui para a segurança e pode evitar gastos maiores no futuro.

“O carro ideal é aquele que atende às necessidades de uso do motorista. Mais do que escolher um modelo específico, é importante fazer uma compra consciente, considerando o momento de vida, o orçamento disponível e o que realmente faz sentido para a rotina. Assim, o primeiro carro deixa de ser apenas uma conquista e passa a ser um investimento em mobilidade e qualidade de vida”, finaliza Josemar.

Sobre o Grupo Servopa

Há 70 anos atuando no mercado, o Grupo Servopa se consolidou como um dos principais grupos do setor automotivo no Brasil, representando 15 marcas de renome como Volkswagen, Audi, Hyundai, BYD, GAC, Honda, Peugeot, Volvo e Harley-Davidson. Com sede em Curitiba (PR), reúne operações em concessionárias de veículos, consórcios e serviços relacionados, com 52 lojas distribuídas nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Exame alterado nem sempre significa doença: seis resultados que costumam assustar os pacientes

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Exame alterado nem sempre significa doença: seis resultados que costumam assustar os pacientes

Especialista explica por que alterações em exames laboratoriais precisam ser interpretadas junto ao histórico clínico e nem sempre indicam um problema de saúde

Receber o resultado de um exame e encontrar algum indicador fora dos valores de referência costuma gerar preocupação. Antes mesmo da consulta médica, muita gente recorre à internet em busca de respostas e acaba encontrando informações que nem sempre se aplicam ao seu caso. No entanto, uma alteração laboratorial isolada não significa, necessariamente, a presença de uma doença.

Segundo o responsável técnico e especialista em bacteriologia do LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, Marcos Kozlowski, os exames laboratoriais são fundamentais para auxiliar o diagnóstico, mas precisam ser interpretados em conjunto com o histórico clínico, os sintomas e a avaliação médica.

Entre os resultados que mais costumam gerar dúvidas e preocupação estão:

  • Ferritina alterada
    Pode indicar deficiência de ferro, mas também aumentar em situações como inflamações, infecções, doenças hepáticas e obesidade. Sozinha, não fecha um diagnóstico.
  • Leucócitos elevados
    Embora muitas pessoas associem o resultado a doenças graves, ele costuma estar relacionado a infecções comuns, processos inflamatórios, estresse físico ou uso de alguns medicamentos.
  • Colesterol alto
    Um resultado elevado não significa, por si só, que a pessoa terá infarto ou outra doença cardiovascular. A avaliação depende de fatores como idade, pressão arterial, diabetes, tabagismo, histórico familiar e estilo de vida.
  • Glicemia alterada
    Uma glicemia acima dos valores de referência não confirma diabetes. Em muitos casos, o médico solicita exames complementares, como a hemoglobina glicada, antes de concluir o diagnóstico.
  • TSH alterado
    Alterações discretas nem sempre indicam doença da tireoide. O resultado costuma ser analisado juntamente com outros hormônios e com os sintomas apresentados pelo paciente.
  • Plaquetas fora dos valores de referência
    Pequenas alterações podem ocorrer temporariamente após infecções virais, processos inflamatórios ou pelo uso de medicamentos, sem representar um distúrbio hematológico.

Kozlowski explica que os valores de referência representam parâmetros populacionais e não um limite absoluto entre saúde e doença. “Um resultado alterado é um sinal que precisa ser interpretado dentro do contexto de cada paciente. Muitas vezes, ele apenas indica a necessidade de acompanhamento, repetição do exame ou complementação da investigação. Por isso, é fundamental evitar conclusões precipitadas”, afirma.

O especialista também orienta que os pacientes evitem interpretar os exames apenas com base em pesquisas na internet. “É muito comum receber o resultado pelo celular e procurar imediatamente o significado de cada alteração no Google. O problema é que o mesmo exame pode estar alterado por diferentes motivos, desde situações benignas até doenças que exigem investigação. Somente a avaliação médica consegue interpretar corretamente essas informações e definir se há necessidade de tratamento ou de novos exames”, conclui.

Colchão duro faz bem para a coluna? Especialista explica por que esse é um dos maiores mitos sobre o sono

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Colchão duro faz bem para a coluna? Especialista explica por que esse é um dos maiores mitos sobre o sono

Conforto e sustentação dependem da estrutura do colchão e das características de cada pessoa, não apenas da rigidez do produto

Durante muito tempo, a ideia de que quanto mais duro o colchão, melhor para a coluna, foi tratada como uma verdade absoluta. No entanto, esse é um dos maiores mitos quando o assunto é qualidade do sono. O que realmente faz diferença para a saúde da coluna é a capacidade do colchão de oferecer sustentação adequada ao corpo, respeitando características como peso, altura, posição de dormir e até a distribuição da massa corporal.

Segundo o especialista em colchões e fundador da Carneiro Colchões Artesanais, Jarbas Carneiro, um colchão excessivamente rígido pode gerar pontos de pressão nos ombros, quadris e região lombar, enquanto um modelo muito macio favorece o desalinhamento da coluna. “O colchão ideal não é o mais duro nem o mais macio. Ele precisa manter a coluna alinhada e distribuir o peso do corpo de forma equilibrada. O conforto deve vir acompanhado de suporte”, explica.

Essa sustentação depende de diversos fatores, mas um dos mais importantes está na estrutura interna do colchão. A quantidade e a qualidade das molas, por exemplo, influenciam diretamente na estabilidade e na durabilidade do produto. Em modelos populares, é comum encontrar entre 160 e 180 molas por metro quadrado. Além da menor quantidade, essas molas costumam ser mais finas, o que pode reduzir a capacidade de sustentação ao longo do tempo e favorecer deformações com o uso contínuo.

Na Carneiro Colchões, a estrutura utiliza cerca de 50% mais molas por metro quadrado, todas de origem sueca, desenvolvidas para distribuir melhor o peso do corpo e oferecer suporte uniforme durante toda a vida útil do colchão. “A quantidade de molas, por si só, não resolve tudo, mas faz muita diferença quando está associada a materiais de qualidade e a um projeto pensado para o perfil de quem vai utilizar o colchão. O resultado é um conforto que permanece por muitos anos, e não apenas nas primeiras semanas de uso”, afirma Jarbas.

Outro ponto destacado pelo especialista é que o conceito de “colchão ortopédico” muitas vezes leva o consumidor a acreditar que a rigidez, sozinha, é sinônimo de benefício para a coluna. “Não existe um único colchão ideal para todas as pessoas. O que existe é o colchão adequado para cada biotipo e necessidade. Hoje, a tecnologia permite desenvolver produtos personalizados justamente porque entendemos que cada corpo precisa de um nível diferente de suporte”, destaca.

Essa personalização se torna ainda mais importante para casais com características físicas distintas. Diferenças significativas de peso ou preferência de conforto podem comprometer a qualidade do sono quando ambos utilizam um colchão com a mesma configuração. “Passamos cerca de um terço da vida dormindo. Escolher um colchão apenas pela sensação de firmeza durante alguns minutos na loja pode ser um erro. O que realmente importa é como ele sustenta o corpo ao longo de uma noite inteira e durante muitos anos de uso”, conclui Jarbas.

Jockey Plaza Shopping recebe exposição de viaturas militares no fim de semana

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Jockey Plaza Shopping recebe exposição de viaturas militares no fim de semana

Evento gratuito em homenagem ao Dia do Soldado terá exposição de equipamentos, demonstrações de cães de guerra e apresentações da Banda de Música da 5ª Divisão de Exército

No próximo fim de semana, dias 22 e 23 de agosto, o Comando da 5ª Divisão de Exército realizará uma exposição de vários equipamentos, materiais e viaturas militares com o objetivo de apresentar à população a modernização da Força Terrestre e a prontidão permanente em cumprimento de missões do Exército Brasileiro. As atividades marcam o Dia do Soldado, comemorado em 25 de agosto, data de nascimento do Patrono do Exército, Duque de Caxias. A exposição acontece no estacionamento externo do Jockey Plaza Shopping, no bairro Tarumã.

Uma das viaturas apresentadas é o Guepard, que é um veículo blindado de combate antiaéreo, equipado com dois canhões automáticos de 35 mm e sistemas de radar integrados, projetado para rastrear e destruir aeronaves, drones e mísseis a baixas altitudes .

Durante a mostra, os cães de guerra da 5ª Companhia de Polícia do Exército vão fazer demonstrações de faro, obediência e domínio de suspeitos. Os cães de guerra são usados em operações de faixa na fronteira, na segurança de grandes eventos e na proteção de autoridades. As demonstrações ocorrem no sábado e no domingo às 16h. A Banda de Música da 5ª Divisão de Exército também preparou um repertório especial e se apresenta no shopping às 19h, nos dois dias de exposição.

O Jockey Plaza Shopping fica no Tarumã, na Rua Konrad Adenauer, 370. O estacionamento custa R$ 10 para permanência de até 30 minutos e R$ 20 para todo o período dentro da mesma diária. As lojas funcionam de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h. As operações de alimentação funcionam de segunda a sexta, das 10h às 22h, aos sábados, das 10h às 23h, e aos domingos, das 11h às 22h.

Dia do Soldado

25 de agosto é o “Dia do Soldado” em homenagem ao nascimento de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Caxias esteve à frente das ações de defesa do território brasileiro na fronteira sul do País, a partir de 1852. Por sua habilidade para estabilizar conflitos e encontrar soluções, recebeu a alcunha de “Pacificador”.

Serviço:

Exposição de Material de Emprego Militar no Jockey Plaza Shopping

Dias 22 e 23 de agosto – sábado das 10h às 22h e domingo das 10h às 20h

Apresentação dos cães de guerra da 5ª Cia PE às 16h – Estacionamento externo

Apresentação da Banda de Música da 5ª DE às 19h

Entrada gratuita

Ainda dá tempo de cumprir as metas de 2026?

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Ainda dá tempo de cumprir as metas de 2026?

Especialista explica como reavaliar prioridades, ajustar estratégias e estabelecer metas realistas para o restante do ano

O início do ano costuma ser marcado por listas de objetivos: fazer uma pós-graduação, aprender um novo idioma, conquistar uma promoção, mudar de emprego, melhorar a organização financeira ou investir no desenvolvimento profissional. No entanto, com pouco mais de quatro meses para o fim de 2026, muitas dessas metas ficaram pelo caminho. A boa notícia é que, para especialistas em gestão e carreira, ainda há tempo para transformar planejamento em resultado.

Segundo o consultor de carreira e diretor executivo da ESIC Internacional, Alexandre Weiler, um dos maiores erros é acreditar que uma meta só faz sentido se for cumprida exatamente como foi planejada em janeiro. “As pessoas costumam enxergar o planejamento anual como algo rígido. Na prática, metas precisam ser revisadas ao longo do caminho. Mudanças profissionais, pessoais e econômicas acontecem o tempo todo. Reavaliar objetivos não significa desistir deles, mas adaptá-los à realidade”, afirma.

Para o especialista, o segundo semestre representa uma oportunidade importante para fazer um diagnóstico do que foi realizado, identificar os obstáculos encontrados e definir prioridades para os meses restantes. “Muitas vezes, a meta continua sendo importante, mas a estratégia utilizada não foi a mais adequada. Antes de abandonar um objetivo, vale perguntar: o que realmente me impediu de avançar? Faltou tempo, conhecimento, organização ou a meta simplesmente deixou de fazer sentido?”, explica.

No desenvolvimento profissional, por exemplo, ainda é possível iniciar uma especialização, concluir cursos de curta duração, fortalecer competências comportamentais, ampliar o networking ou se preparar para oportunidades que podem surgir no próximo ano. “O mercado valoriza profissionais que aprendem continuamente. Não é preciso esperar janeiro para investir em qualificação. Toda decisão tomada agora pode gerar resultados importantes nos próximos meses e abrir portas para 2027”, destaca Weiler.

Outro erro comum é estabelecer objetivos muito amplos, o que dificulta acompanhar a evolução ao longo do ano. “Quando a meta é muito genérica, como ‘crescer profissionalmente’, ela acaba ficando distante. O ideal é transformá-la em ações concretas, com prazos e indicadores. Em vez de dizer que quer mudar de emprego, por exemplo, a pessoa pode definir que vai atualizar o currículo, fortalecer o LinkedIn, fazer um curso específico ou participar de eventos da sua área”, afirma.

Para o consultor, também é importante abandonar a ideia de que um ano só foi produtivo quando todas as metas foram cumpridas. “O desenvolvimento acontece de forma contínua. Mesmo quando um objetivo não é totalmente alcançado, o aprendizado adquirido durante o processo pode representar um avanço importante. O mais relevante é manter uma postura de evolução constante, em vez de esperar um novo ano para recomeçar”, conclui.

Cinco perguntas para revisar suas metas de 2026

• As metas definidas em janeiro ainda fazem sentido?
• O que impediu seu avanço até agora?
• Quais objetivos ainda podem ser alcançados até dezembro?
• O que pode ser dividido em pequenas etapas para facilitar a execução?
• Que conhecimento ou habilidade você ainda pode desenvolver este ano?

Roadshow I Love Italian Wines apresenta, em setembro, cerca de 60 expositores e vinhos inéditos para o mercado brasileiro

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Roadshow I Love Italian Wines apresenta, em setembro, cerca de 60 expositores e vinhos inéditos para o mercado brasileiro

Inscrições para os eventos já estão abertas

Compradores de bares, hotéis, restaurantes, supermercados, empórios, distribuidoras e importadoras, interessados em conhecer ou revisitar o melhor da produção vinícola italiana, vão ter uma oportunidade única para isso em setembro, quando serão realizados os roadshows I Love Italian Wines.

Organizados pela ICE – Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas (ITA – Italian Trade Agency), que atua no exterior como Departamento para a Promoção de Intercâmbios da Embaixada da Itália, em parceria com as feiras Vinitaly e a Wine South America, os eventos vão passar por quatro capitais: Brasília, no dia 11 de setembro, Rio de Janeiro (14/9), São Paulo (16/9) e Curitiba (18/9).

A programação inclui degustações de vinhos, muitos dos quais ainda inéditos no Brasil, e masterclasses que serão conduzidas por profissionais reconhecidos no Brasil e no exterior por seu conhecimento e experiência nesse mercado. É o caso de Mário Márcio Lescano Júnior, Italian Wine Ambassador pela Vinitaly International Academy e Chief Academic Officer da International Sommelier Guild (Brasília); Marcelo Copello, um dos principais críticos e curadores de vinhos do País (Rio de Janeiro); Jorge Lucki, membro da Académie Internationale du Vin e colunista do jornal Valor Econômico e das revistas Valor Investe e Prazeres da Mesa (São Paulo); e Julio Kunz, sommelier, consultor internacional, palestrante e Italian Wine Ambassador pela Vinitaly International Academy (Curitiba).

Os profissionais interessados em participar do I Love Italian Wines precisam cadastrar-se previamente pelo site www.italianwines.com.br

As regiões produtoras presentes no ILIW

ILIW promete uma verdadeira viagem enológica por 16 das vinte regiões italianas. Serão cerca de 60 vinícolas do país europeu e importadoras brasileiras que apresentarão mais de 600 rótulos.

Uma dessas regiões é o Vêneto, um dos terroirs mais versáteis e influentes da Itália, reconhecido pelas uvas tintas Corvina, Corvinone e Rondinella — base do Amarone della Valpolicella e do Valpolicella —, com Merlot e Cabernet Sauvignon/Franc presentes principalmente no Bardolino e em diversos IGT regionais, além das brancas Glera (mínimo 85% no Prosecco DOC), Garganega (mínimo 70% no Soave DOC), Pinot Grigio e Sauvignon. O Vêneto abriga rótulos emblemáticos como Amarone, Prosecco, Bardolino e Soave. De lá participam do ILIW oito empresas, o maior grupo do evento.

Da Toscana chegam seis vinícolas. A região central é célebre por grandes tintos à base de Sangiovese e notáveis pela longa capacidade de evolução — Chianti (mínimo 70% no Chianti DOCG e 80% no Chianti Classico), Brunello di Montalcino (100% Sangiovese, com no mínimo 5 anos de envelhecimento) e Vino Nobile di Montepulciano (no mínimo 70% Sangiovese, chamado localmente de Prugnolo Gentile). Entre os brancos históricos, destaca-se o Vernaccia di San Gimignano, primeira DOCG italiana (1966), produzido a partir da casta Vernaccia (mínimo 85%). A região também cultiva o tradicional Trebbiano Toscano, branco predominante desde o século XVII e historicamente exigido no Chianti, e Vermentino como branca mediterrânea em expansão. As variedades internacionais Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc entraram na região no século XX e ganharam destaque principalmente nos chamados “Super Toscanos” (IGT Toscana), como Tignanello, Sassicaia e Ornellaia.

Com cinco participantes, a Emilia-Romagna combina os estilos frisantes e espumantes típicos da Emília com a tradição vitícola da Romagna. Tem no Lambrusco seu grande ícone regional — tinto leve, levemente efervescente, produzido a partir de um conjunto de castas aparentadas (Grasparossa, Sorbara, Salamino, Maestri e outras, com 8 DOCs próprias). Brancos relevantes incluem o Albana di Romagna DOCG (mínimo 95% Albana, primeira DOCG branca da Itália, em 1987), sobretudo do tipo passito doce (incluindo a categoria “Passito” e “Amabile”, o lendário “Albana Passito”) e o Pignoletto (Colli Bolognesi Pignoletto DOCG, mínimo 85% da casta localmente chamada Pignoletto — botanicamente próxima do Grechetto).

O Piemonte, terra do Barolo (100% Nebbiolo), estará presente com quatro vinícolas. A região assina uma gama que vai dos tintos de longa guarda — além do próprio Barolo, o Barbaresco (100% Nebbiolo), o Barbera d’Asti DOCG (≥ 90% Barbera) e o Dolcetto d’Alba DOC (100% Dolcetto) — aos brancos e espumantes marcantes do gênero, com destaque para o Gavi DOCG (100% Cortese), o Roero Arneis DOCG (100% Arneis) e os aromas de Moscato Bianco que dão origem ao Asti DOCG e ao Moscato d’Asti DOCG.

Também com quatro empresas participantes, Abruzzo apresenta o consagrado Montepulciano d’Abruzzo DOCG (da casta Montepulciano, distinta da Sangiovese toscana), complementado pela versão rosato do Cerasuolo d’Abruzzo DOC e pelo branco Trebbiano d’Abruzzo DOC.

Sinônimo dos grandes brancos italianos, que combinam limpidez aromática, textura e elegância em rótulos como o Friulano e a Malvasia Istriana, além de tintos de personalidade (Refosco) e doces raros como o Picolit, o Friuli-Venezia Giulia traz três vinícolas.

Outros três produtores chegam da Campânia, terroir de antiguidade e energia vulcânica. A uva Aglianico dá vida a tintos profundos e longevos (como o Taurasi, conhecido como o Barolo do Sul), enquanto uvas como Fiano, Greco e Falanghina geram brancos entre os mais nobres da Itália (Fiano di Avellino, Greco di Tufo e Falanghina).

Outro destaque do evento são as três vinícolas localizadas na Puglia, região que se destaca por tintos com notas de fruta madura, calor e intensidade. Entre as uvas tintas, destacam-se a Primitivo, a Negroamaro, a Malvasia Nera e a Susumaniello; entre as brancas, sobressaem a Trebbiano Giallo, a Bombino Bianco, a Verdeca e a Malvasia Bianca. Entre os vinhos mais icônicos da região estão o Primitivo di Manduria DOC, o Negroamaro e o Salice Salentino DOC.

Vales alpinos e encostas que dão origem a vinhos de refinamento técnico caracterizam a região do Trentino-Alto Ádige, que produz tintos intensos como o Teroldego Rotaliano DOC (100% Teroldego) e o Lagrein DOC, brancos tensos de Chardonnay, Pinot Grigio, Müller-Thurgau e Gewürztraminer, e a efervescência do Trento DOC. Para o evento virão duas vinícolas.

Sicília e Lombardia também mostrarão a produção de duas empresas, cada uma. A primeira é um mosaico mediterrâneo de solos e climas: brancos sápidos e aromáticos (Grillo, Catarratto, Inzolia) e tintos encorpados (Nero d’Avola), além do histórico Marsala DOC. A segunda combina a sofisticação do espumante e a tradição continental. Entre as uvas tintas, destacam-se a Croatina, a Pinot Nero, a Barbera e a Merlot; entre as brancas, sobressaem a Chardonnay, a Riesling Italico, a Pinot Grigio e a Trebbiano di Lugana. Entre os vinhos mais representativos da região estão o Franciacorta DOCG, Lugana DOC, Valtellina Superiore/Sforzato e Oltrepò Pavese.

As quatro outras regiões serão representadas por uma vinícola cada.

É o caso da Úmbria, com vinhos de expressão intensa, caso do Sagrantino di Montefalco DOCG (100% Sagrantino). Já o Grechetto e o Orvieto Bianco representam o lado gastronômico da região, marcado por frescor e tradição. Entre as uvas tintas, destacam-se a Sangiovese, a Merlot, a Sagrantino e a Cabernet Sauvignon; entre as brancas, sobressaem a Trebbiano Procanico.

A Sardenha conserva um patrimônio de castas e estilos muito próprios. Entre os vinhos mais representativos produzidos na Sardenha estão o Vernaccia di Oristano DOC, o Vermentino di Gallura DOCG (100% Vermentino) e o Cannonau di Sardegna DOC (Grenache local).

Tradicionalmente ligado aos brancos dos Castelli Romani, o Lazio combina vocação histórica e diversidade territorial e, entre os vinhos mais representativos da região, estão o Est!Est!Est! di Montefiascone DOC, o Cesanese del Piglio DOCG (≥ 85% Cesanese) e o Frascati DOCG (≥ 70% Malvasia/Bellone).

E, por fim, as Marche são uma terra de equilíbrio entre mar e colina, onde os brancos alcançam uma expressão particularmente refinada. Entre as uvas tintas cultivadas na região, destacam-se a Montepulciano, a Sangiovese, a Lacrima e a Merlot; entre as brancas, sobressaem a Verdicchio, a Biancame, a Passerina e a Pecorino. Entre os vinhos mais representativos figuram Verdicchio dei Castelli di Jesi DOC, o Verdicchio di Matelica DOCG, o Rosso Conero DOC (≥ 85% Montepulciano), o Lacrima di Morro d’Alba DOC e o Bianchello del Metauro DOC.

Além das vinícolas italianas, várias importadoras também vão marcar presença no I Love Italian Wines 2026: Aurora, Barrinhas, Casa Flora, Cecconello Vino, ItaliaMais, Italy Import, Domno do Brasil, Europa Distribuidora, Futura 2, Grand Cru Importadora, Italibras – Vinifera Import, Mondo Italy, Nine, OP Global, Parajú, Porto a Porto, Rosso & Rouge, Sicilianess e Tucano.

Crédito da foto: Gladstone Campos

Cardio para emagrecer: como usar o exercício de forma estratégica para perder peso

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O exercício cardiovascular é um dos recursos mais associados ao emagrecimento, mas aumentar o tempo na esteira ou treinar todos os dias não significa, necessariamente, perder mais gordura. Para Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica, caminhada, corrida, bicicleta, remo e outras modalidades contribuem para aumentar o gasto energético, mas a redução de gordura corporal depende de uma estratégia mais ampla, que envolve regularidade no exercício, alimentação adequada, treinamento de força e recuperação. “Fazer 60 minutos de cardio todos os dias não é necessariamente melhor do que fazer 30 minutos bem planejados e combinados com musculação.”

Um dos erros mais comuns de quem busca emagrecer é acreditar que quanto mais intenso for o cardio, melhor será o resultado. Segundo Cacá, sessões leves, moderadas e de alta intensidade têm funções diferentes e podem ser combinadas ao longo da semana. Enquanto atividades moderadas permitem aumentar o gasto energético sem exigir uma recuperação tão longa, treinos como o HIIT precisam ser usados com mais critério. “Não existe uma intensidade ideal para todo mundo. A melhor estratégia é aquela adequada ao condicionamento e que a pessoa consegue manter com segurança e constância”, explica.

Outra recomendação é não transformar o cardio no único protagonista do processo de emagrecimento. A combinação com a musculação ajuda a preservar a massa muscular durante o processo de emagrecimento

“Cardio e treino de força não precisam competir. Eles cumprem funções diferentes e, quando bem planejados, são complementares”, afirma o gerente técnico da Cia Athletica. A alimentação equilibrada e a recuperação adequada também fazem parte dessa equação e ajudam a sustentar os resultados no longo prazo.

Para quem está começando, a orientação é aumentar o volume de exercícios gradualmente e evitar copiar rotinas prontas ou apostar em sessões exaustivas para acelerar a perda de peso. Idade, histórico de saúde, condicionamento, rotina e nível de condicionamento e experiência com exercício interferem diretamente na escolha do tipo e da quantidade de cardio. Por isso, a avaliação e o acompanhamento de um profissional de educação física são importantes para definir intensidade, frequência e modalidade. “O cardio funciona melhor quando tem propósito dentro do treino: não é simplesmente fazer mais, mas fazer a dose certa para cada pessoa”, conclui Cacá.

Com 53 medalhas, Paraná é destaque no Prêmio Queijo Brasil

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Resultado evidencia o impacto da pesquisa e da transferência de tecnologia na qualificação da produção artesanal de queijos no Oeste do Paraná

O ecossistema de inovação do Biopark e os produtores que fazem parte do Projeto de Queijos Finos conquistaram um resultado histórico na 9ª edição do Prêmio Queijo Brasil, uma das mais importantes premiações da gastronomia artesanal do país. Ao todo, a comitiva do Oeste do Paraná conquistou 53 medalhas com 75 produtos inscritos, consolidando a região entre os principais polos da produção de queijos artesanais do Brasil.

Os queijos Origem, Granatoo e Tomme Negro D’Oeste, desenvolvidos pelo Laboratório de Queijos Finos do Biopark, recebeam medalhas de ouro na competição, reafirmando a excelência das pesquisas conduzidas pelo ecossistema. Ao todo, 15 das 19 tecnologias desenvolvidas pelo Biopark inscritas no concurso foram premiadas. “Nas edições de 2024 e 2025 do evento, os queijos desenvolvidos no Biopark conquistaram 12 medalhas em cada ano e isso já demonstrava a qualidade e a consistência do trabalho realizado. Mas neste ano conseguimos superar essa marca e alcançar um novo recorde: o maior número conquistado pelo Biopark Educação em uma única edição da premiação”, destaca Carolina Trombini, gerente de PD&I do Biopark.

As queijarias participantes do Projeto de Queijos Finos, por sua vez, conquistaram 38 medalhas com produtos elaborados a partir de receitas criadas pelas próprias agroindústrias. O resultado evidencia a eficiência do modelo de transferência de tecnologia, que conecta pesquisa científica, assistência técnica e produção rural, estimulando a inovação, fortalecendo a identidade das marcas e agregando valor à cadeia leiteira regional.

“O trabalho começa muito antes da produção do queijo. Cada propriedade passa por um diagnóstico técnico, avaliação da qualidade do leite, orientação sobre a estrutura da queijaria e acompanhamento durante todo o processo de implementação da tecnologia, até que o produtor domine completamente a produção”, explica a pesquisadora Nayara Leontino Scherpinski, responsável pelo acompanhamento de campo do projeto no Biopark.

Além dos reconhecimentos obtidos pelos produtos elaborados a partir das tecnologias do Biopark, os produtores também se destacaram com queijos autorais e outros derivados lácteos, demonstrando a evolução técnica alcançada pelas agroindústrias participantes. Um dos destaques da premiação foi a Manteiga Ghee Santo Expedito, eleita o Melhor Produto Lácteo do Paraná.

Para o pesquisador do Biopark e mestre queijeiro Kennidy de Bortoli, o desempenho confirma a qualidade do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos. “Eu não estou surpreso com esse resultado, porque conheço a capacidade desses produtores. Mas estou profundamente impressionado. Inscrever 75 produtos e conquistar 53 medalhas é um feito gigantesco. Este reconhecimento confirma que estamos no caminho certo e valoriza todo o cuidado que essas famílias têm com a qualidade do leite, dos queijos e de cada etapa da produção”, afirma.

Criado para apoiar pequenas e médias propriedades rurais do Paraná, o Projeto de Queijos Finos oferece consultoria técnica gratuita em todas as etapas da produção, desde a avaliação da qualidade do leite e o planejamento das queijarias até a transferência de tecnologias, acompanhamento da produção, desenvolvimento de embalagens e apoio à inserção no mercado.

Com as novas conquistas, o projeto fortalece a Rota dos Queijos Finos do Oeste do Paraná e amplia o valor agregado da produção leiteira regional. Além de impulsionar a qualidade dos produtos, a iniciativa contribui para o aumento da renda das famílias rurais, estimula o desenvolvimento de produtos autorais e consolida o Paraná como referência nacional na produção de queijos artesanais.

MEDALHAS DE QUEIJOS PROJETO DE QUEIJOS FINOS: 15

OURO

  1. Queijo Origem – Queijaria Flor da Terra
  2. Queijo Granatoo – Queijos Ludwig
  3. Queijo Tomme Negro D’Oeste – Produtos Elis

PRATA

  1. Queijo Deleite – Queijaria Flor da Terra
  2. Queijo Entardecer D’Oeste – Queijaria Flor da Terra
  3. Queijo  tipo Brie – Queijaria Flor da Terra
  4. Queijo tipo Cheddar Inglês – Queijos Ludwig
  5. Queijo  tipo Abondance – Produtos Elis
  6. Queijo Tomme Negro D’Oeste – Vila Belli
  7. Queijo tipo Bel Paese – Granja Santo Expedito
  8. Queijo Jack Joss – Sítio Della Pasqua
  9. Queijo Luar – Queijos Stein
  10. Queijo tipo Edam – Queijos Stein

BRONZE

  1. Queijo Nostra Terra – Queijaria Flor da Terra
  2. Queijo tipo Morbier Café – Queijaria Atani

MEDALHAS DE PRODUTOS LÁCTEOS AUTORAIS DOS PRODUTORES ASSOCIADOS AO QUEIJOS FINOS: 38

OURO

  1. Queijo Coalho com Ervas Finas – Queijaria Meu Propósito  
  2. Manteiga –  Queijaria Meu Propósito  
  3. Queijo Parmareal – Queijos Ludwig
  4. Manteiga Ghee Santo Expedito – Granja Santo Expedito
  5. Queijo Malte – Granja Santo Expedito
  6. Queijo Coalho – Sítio Della Pasqua
  7. Queijo José – Queijaria Meu Propósito

PRATA

  1. Queijo Mulato – Produtos Elis
  2. Queijo Coalho Com Alho – Queijaria Meu Propósito 
  3. Queijo Coalho Com Chimichurri – Queijaria Meu Propósito  
  4. Queijo Coalho Com Orégano – Queijaria Meu Propósito 
  5. Queijo Da Motta – Queijaria Meu Propósito 
  6. Queijo Colonial – Queijos Stein
  7. Queijo tipo Coalho – Queijos Stein
  8. Queijo Defumado – Granja Santo Expedito
  9. Manteiga Sem Sal – Granja Santo Expedito
  10.  Manteiga Temperada – Granja Santo Expedito
  11. Queijo Ouro Branco – Granja Santo Expedito
  12. Queijo com Ervas Finas – Granja Santo Expedito
  13. Queijo maturado com café – Granja Santo Expedito
  14. Queijo maturado Mito Brasileiro  – Granja Santo Expedito
  15. Queijo na Graspa – Granja Santo Expedito
  16. Queijo Pérola Negra de São Camilo – Granja Santo Expedito
  17. Doce de Leite  – Sitio Della Pasqua
  18. Doce de leite com Café – Sitio Della Pasqua
  19. Queijo Coalho Condimentado – Sítio Della Pasqua
  20. Queijo Donna Rossi – Atani 
  21. Queijo Lamour – Atani 

BRONZE

  1. Iogurte com Abacaxi – Produtos Elis
  2. Queijo Colonial – Vila Belli
  3. Doce de Leite – Queijaria Meu Propósito
  4. Manteiga com Sal – Queijaria Meu Propósito
  5. Queijo Bordô – Queijaria Meu Propósito
  6. Queijo Coalho Com Pimenta Calabresa – Queijaria Meu Propósito
  7. Queijo Colonial com Ervas Finas – Queijos Ludwig
  8. Doce De Leite Pastoso – Granja Santo Expedito
  9. Queijo Maturado Mito Do Brasil – Granja Santo Expedito
  10. Queijo Tipo Comté – Granja Santo Expedito

Arte na infância: por que o fazer manual ainda é essencial na era da inteligência artificial

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Especialistas destacam que, apesar dos avanços da tecnologia, a experiência sensorial e criativa da arte manual segue fundamental para o desenvolvimento infantil

Em um cenário cada vez mais marcado pela presença da tecnologia e da inteligência artificial no cotidiano, cresce o desafio de preservar experiências essenciais ao desenvolvimento infantil, entre elas, o fazer artístico com as próprias mãos. Mais do que uma atividade complementar, a arte manual segue sendo fundamental para que crianças explorem o mundo, desenvolvam a criatividade e construam sentido a partir de vivências concretas.

Quando se discute arte na infância, não se trata apenas de um produto final, mas de um processo potente de desenvolvimento. É por meio da arte que a criança, desde muito pequena, experimenta, testa ideias, se expressa e constrói sentidos sobre o mundo. No currículo da Educação Infantil, os campos de experiência são pensados para que cada criança se desenvolva de forma ativa, sendo protagonista do seu fazer no dia a dia.

Para a orientadora pedagógica da Educação Infantil e do 1º ano do Colégio Marista Santa Maria, em Curitiba, Ana Caroline Mikosz Parolin, todo o processo é essencial para as crianças. “Dentro do cotidiano escolar, os movimentos que acolhem o protagonismo infantil aparecem de forma muito viva e intensa: cada criança cria de um jeito, constrói suas primeiras percepções de mundo, mistura, imagina, experimenta, amplia seu repertório, pergunta e busca respostas sobre o que a cerca, criando relações consigo, com o outro e com o espaço. Conhece as tintas, os aromas, as diferentes formas de pintar, desenhar, riscar, cortar e criar com autonomia e criatividade”, explica.

Com as transformações da sociedade, o contato das crianças com a inteligência artificial tem aumentado. Nesse contexto, o cuidado com a dosagem desse artifício se torna importante, tanto no convívio familiar quanto no ambiente escolar. A orientadora destaca que não se pode ignorar os avanços tecnológicos, afinal, a inteligência artificial surge como uma parceira importante, ampliando repertórios, trazendo referências e inspirando novas possibilidades. “Mas há um ponto central: a inteligência artificial não vive o processo. Não sente, não experimenta, não constrói significado nem atribui sentido como as crianças fazem”, destaca.

No Colégio Marista Anjo da Guarda (PR), por exemplo, os estudantes trabalham a arte de forma intrínseca, em diferentes propostas, incluindo o reaproveitamento de materiais e o contato com objetos diversos, que, quando explorados, se transformam em arte desde cedo. Para a professora de marcenaria e atelierista da Ed. Infantil e 1⁰ ano, Roseclair Bittencourt Rodrigues, o contato físico com a arte traz benefícios mais significativos do que a experiência mediada apenas pela tecnologia, especialmente na infância.

“A gente sabe que, principalmente para criança, aquilo que passa pelo corpo é o que fica. Aquilo que permeia o toque é o que vai ficar na sua matriz, que vai ficar registrado na memória dessa criança. Usar, seja a tecnologia, ou as sucatas, a tinta, a cola, o papel, enfim, todos os outros materiais possíveis e imagináveis que às vezes surgem para a gente aqui, ou que a gente planeja e compra, mas que isso seja muito presente na vida deles aqui dentro da escola”, conta, Roseclair.

Mais do que escolher entre arte ou tecnologia, o papel da escola é garantir que ambas caminhem juntas de forma intencional, com a inteligência artificial ampliando possibilidades e a arte assegurando aquilo que é essencial: a experiência, o sentir, o criar e o protagonismo da criança em seu processo de desenvolvimento.

“Queremos sempre e o máximo possível fazer com que as crianças estejam com a mão na massa. Eu acredito que na vida adulta também é importante, quantas vezes a gente quer fazer um bolo, gosta de pôr a mão na massa, fazer um pão, ou às vezes a gente desenha e rabisca no papel enquanto está numa reunião? Porque o ser humano precisa disso. Então, a gente procura dentro da escola propiciar isso, as mais diferentes formas de expressão para as crianças, possibilidades de expressão para as crianças”, conclui Roseclair.

Sobre o Marista Brasil O Marista Brasil, uma rede de colégios e escolas presente em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal, atendendo mais de 100 mil crianças, jovens e adultos em 97 unidades de ensino. Os estudantes recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica alinhada aos desafios contemporâneos. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em: maristabrasil.org

Promessas de campanha não podem sobreviver à falta de coerência

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Por Jonsue Trapp Martins

Estamos novamente diante de uma eleição para o Governo do Paraná. E, como acontece a cada quatro anos, começam as promessas, os compromissos e os discursos sobre aquilo que cada candidato pretende fazer caso chegue ao Palácio Iguaçu.

Mas existe uma pergunta que o eleitor precisa fazer antes de acreditar em qualquer discurso: há coerência entre aquilo que o candidato diz hoje e aquilo que defendeu ou fez ontem?

Não se trata de escolher um candidato. Trata-se de cobrar de todos o mesmo critério. No debate sobre a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), essa questão fica particularmente evidente.

Em sabatina recente, Sandro Alex afirmou que o Paraná precisa garantir a soberania sobre seus dados e defendeu que “o data center tem que ser soberano” e que as informações precisam estar “dentro da soberania nacional”.

A declaração merece ser levada a sério. Mas também merece uma pergunta elementar: o Paraná já não possui uma estrutura própria de data center dentro da Celepar?

A companhia construiu, ao longo de décadas, infraestrutura tecnológica para sustentar sistemas e serviços estratégicos do Estado. Se soberania digital é necessária — e acredito que seja —, não seria mais lógico discutir como fortalecer essa estrutura do que admitir a possibilidade de privatizar a empresa que a abriga?

A questão ganha ainda mais importância porque, na mesma sabatina, Sandro Alex defendeu as privatizações da Copel e da Celepar e afirmou que a modernização não é responsabilidade exclusiva do Estado.

É aí que começa o teste de coerência.

Se precisamos de soberania sobre os dados, quem controlará essa infraestrutura depois de uma eventual privatização? Quem terá acesso às informações? Quais serão as garantias? E qual será o custo para o cidadão?  Não basta dizer “data center soberano”. É preciso explicar quem será o dono, quem administrará e como o Estado manterá sua capacidade de controle.

O que aprendemos com as privatizações?

A defesa da privatização costuma vir acompanhada de três argumentos: eficiência, redução de custos e melhoria dos serviços.

Mas a experiência internacional mostra que privatizar não é sinônimo automático de eficiência. Levantamento do Transnational Institute identificou mais de 1.400 processos de retomada de serviços públicos, em mais de 2.400 cidades de 58 países. Entre os motivos aparecem problemas de qualidade, custos, transparência e perda de controle público.

Isso não significa que toda privatização dê errado. Seria intelectualmente desonesto afirmar isso.

A pergunta correta é outra: qual é a evidência de que determinada privatização produzirá um serviço melhor?

O Paraná deveria fazer essa pergunta antes de avançar sobre novos ativos estratégicos.

A Copel, por exemplo, deixou de ser controlada pelo Estado em 2023. A defesa do processo foi construída em torno de modernização, eficiência e capacidade de investimento.  Mas o cidadão pode perguntar: o que mudou na prática?

Uma empresa de serviço essencial não deve ser avaliada apenas pelo valor das ações ou pelos resultados financeiros. É preciso considerar qualidade do atendimento, continuidade do serviço, investimentos, tarifas e capacidade de resposta ao consumidor.

Também é preciso separar os fatos. A Copel continua apresentando indicadores positivos em determinadas áreas, inclusive tendo recebido, em 2026, pela sexta vez, reconhecimento da Aneel para sua ouvidoria. Portanto, não cabe construir uma narrativa baseada apenas em experiências negativas de consumidores.

Mas justamente por isso precisamos exigir mais dos candidatos: indicadores, metas e resultados concretos.

A experiência da Copel Telecom deixa uma questão política importante: quando o Estado vende uma infraestrutura estratégica, perde também o controle direto sobre o futuro daquele ativo. A antiga empresa pública pode mudar de mãos, de estratégia, de nome e de estrutura.

Por isso, a pergunta não deveria ser apenas quanto o Estado recebe no dia da venda. É preciso perguntar: quanto vale para o Paraná manter o controle de uma infraestrutura estratégica durante as próximas décadas?

Sérgio Moro apresenta outra abordagem. Em declarações sobre a Celepar, defende um “choque de eficiência e gestão”, mas também critica a forma como o processo de privatização foi conduzido e questiona a própria legislação aprovada para viabilizá-lo.

Se o problema é gestão, quais mudanças seriam feitas? Se o problema é o modelo jurídico, qual seria a alternativa? E, principalmente, qual seria o destino da Celepar sob um eventual governo Moro?

Requião Filho apresenta uma posição diferente. O candidato critica as privatizações promovidas pelo governo Ratinho Junior e defende a reversão de processos como o da Copel.

Também aqui é preciso cobrar mais do que uma declaração de campanha.

Como seria feita essa reversão? Quanto custaria? Quais contratos precisariam ser revistos? Quais seriam os efeitos jurídicos e financeiros?  Prometer privatizar é fácil. Prometer reestatizar também. Explicar como fazer é muito mais difícil.

E as promessas de Ratinho Junior?

Antes de acreditar nas novas promessas, devemos olhar para as anteriores.

Levantamento do projeto Promessas dos Políticos, do G1, divulgado em julho de 2026, apontou que Ratinho Junior cumpriu integralmente 17 das 26 promessas monitoradas de sua campanha de 2022 — 65% do total. Cinco permaneciam sem conclusão e quatro tinham cumprimento parcial.  O balanço, portanto, não permite dizer que “tudo foi cumprido”, mas também não sustenta a afirmação de que “nada foi feito”.

Há entregas, há compromissos parcialmente realizados e há promessas pendentes. Esse deveria ser o padrão de cobrança para todos os candidatos.

Antes de ouvir uma nova promessa, o eleitor deveria abrir a anterior.  Porque governar não é apenas anunciar boas notícias. É tomar decisões, assumir consequências e prestar contas.

A Celepar é maior do que uma disputa eleitoral Como dirigente sindical dos trabalhadores de tecnologia, não posso olhar para a Celepar apenas como uma empresa.  Ali estão profissionais especializados, conhecimento acumulado, sistemas críticos, infraestrutura, bancos de dados e décadas de experiência em tecnologia pública.

O debate não pode ser reduzido à velha discussão entre “Estado grande” e “Estado pequeno”. Estamos falando de Estado capaz. Um Estado que consiga proteger seus dados, desenvolver tecnologia, fiscalizar contratos e não ficar completamente dependente de empresas privadas para executar funções essenciais.

Se um candidato defende um data center soberano, precisamos perguntar por que não começa fortalecendo o data center que o Paraná já possui.  Se outro defende um choque de gestão, precisamos saber qual gestão pretende implementar.  Se outro promete reverter privatizações, precisamos saber como fará isso e quanto custará.

E se alguém defender a continuidade do modelo atual, deve apresentar os resultados e assumir também aquilo que não foi entregue.

Essa é a verdadeira coerência.

Não precisamos avaliar candidatos apenas pelo discurso. Precisamos confrontar o discurso com a história, a promessa com o orçamento e a declaração com aquilo que já foi feito.   No caso da tecnologia pública, há uma responsabilidade ainda maior. Dados não são uma mercadoria comum. São informações de cidadãos, empresas, servidores, pacientes, estudantes e instituições públicas.

Quando falamos em Celepar, falamos também de soberania digital E soberania não se promete em uma sabatina.  Soberania se constrói, se protege e, principalmente, se preserva.

Jonsue Trapp Martins
Diretor do Sindicato dos Empregados em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR)