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ECA Digital entra na fase prática e amplia atenção sobre serviços acessados por crianças e adolescentes

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Caso Discord evidencia efeitos concretos da nova legislação e coloca empresas de tecnologia diante do desafio de combinar controles jurídicos e tecnológicos, além dos impactos comportamentais

Empresas de tecnologia, plataformas digitais, aplicativos de comunicação, marketplaces, serviços de streaming, jogos online e outros serviços com potencial de acesso por crianças e adolescentes entraram no radar das novas obrigações do ECA Digital. Com o avanço do monitoramento da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a abertura de processo de fiscalização contra o Discord, especialistas alertam que empresas precisam avaliar não apenas quem acessa seus ambientes, mas também os riscos a que crianças e adolescentes podem estar expostos e se os controles adotados são efetivos na prática.

O advogado Guilherme Guimarães, especialista em proteção de dados e direito digital, afirma que o alcance da legislação não deve ser interpretado como uma questão restrita às grandes redes sociais. Inclui qualquer tipo de empresa ou serviço que possa ser acessado por crianças e adolescentes. “Os gestores desses produtos precisam avaliar objetivamente quem acessa seus serviços, quais riscos esses ambientes oferecem a menores de idade e quais controles foram implementados. Caso ocorra alguma fiscalização, será necessário demonstrar isso de forma concreta”, explica.

Para a psicóloga e psicanalista Bárbara Ferraz de Campos, a proteção também exige compreender como crianças e adolescentes se comportam e estabelecem relações nesses ambientes. Aspectos como busca por pertencimento e reconhecimento, percepção de risco, impulsividade e construção da autonomia ajudam a explicar por que medidas exclusivamente tecnológicas podem não ser suficientes.

LEGISLAÇÃO NA PRÁTICA

A Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, está em vigor desde 17 de março de 2026 e estabeleceu obrigações relacionadas, entre outros pontos, à aferição de idade, supervisão parental, prevenção e mitigação de riscos e restrição de acesso a conteúdos inadequados. O processo envolvendo o Discord reforçou a dimensão prática da nova legislação ao resultar em medida preventiva da ANPD com impacto sobre funcionalidades oferecidas no Brasil.

Em 10 de junho de 2026, a ANPD iniciou o monitoramento de lojas de aplicativos e sistemas operacionais, inicialmente com foco em Apple, Google e Microsoft.  Guilherme Guimarães fala que cronograma divulgado pela ANPD prevê, a partir de agosto de 2026, a ampliação do monitoramento para outros setores ou grupos de fornecedores, especialmente de acordo com o nível de risco associado aos produtos e serviços. Entre agosto e novembro, também está previsto o período de adaptação e monitoramento da implantação das soluções de aferição de idade. “Esse período será decisivo para a maturação das obrigações e para a consolidação das práticas de verificação de idade no mercado”, afirma o advogado.

A partir de janeiro de 2027, o cronograma estabelece ações de fiscalização voltadas à efetiva adequação dos agentes regulados às disposições do ECA Digital. Isso, porém, não significa ausência de fiscalização até lá. “A ANPD informou que pode realizar outras ações fiscalizatórias a qualquer momento diante de denúncias ou da identificação de violações que representem elevado risco para crianças e adolescentes. Foi o que ocorreu com o Discord”, pontua Guimarães.

Em 7 de agosto de 2026, a ANPD instaurou processo de fiscalização contra a plataforma para apurar possíveis violações ao ECA Digital. Entre os pontos investigados estão eventuais falhas na prevenção e mitigação de riscos graves, nos mecanismos de aferição de idade, na remoção de conteúdo e na comunicação às autoridades.

Cinco dias depois, em 12 de agosto, a Agência anunciou medida preventiva determinando a suspensão, para usuários localizados no Brasil, da funcionalidade “Go Live” e de outros recursos equivalentes de transmissão e compartilhamento de vídeo nas condições especificadas pela decisão administrativa.

No âmbito administrativo, caso sejam constatadas irregularidades, a ANPD também poderá determinar medidas corretivas e aplicar as sanções previstas no ECA Digital, incluindo multa de até R$ 50 milhões por infração.

“Esse caso mostra que o risco regulatório não deve ser calculado apenas pelo valor de uma eventual multa. Dependendo da situação concreta, uma medida administrativa pode afetar funcionalidades, processos internos, experiência do usuário e o próprio modelo de operação do serviço. Para uma empresa digital, os impactos podem ser operacionais e reputacionais”, explica Guimarães.

IMPACTO COMPORTAMENTAL

A discussão jurídica, entretanto, é apenas uma parte do problema. A forma como crianças e adolescentes percebem riscos, estabelecem vínculos e utilizam recursos de comunicação também interfere na efetividade das medidas de proteção.

Na avaliação da psicóloga e psicanalista Bárbara Ferraz de Campos, características próprias dessa etapa do desenvolvimento precisam ser consideradas quando empresas e famílias discutem segurança no ambiente digital. “Na infância e, principalmente, na adolescência, pertencimento, reconhecimento e aceitação pelo grupo ocupam um espaço muito importante. No ambiente digital, essas dinâmicas podem ganhar intensidade porque a interação é contínua, há exposição permanente e os limites entre o público e o privado ficam menos evidentes. Por isso, não podemos analisar risco apenas a partir do conteúdo isolado, mas também das relações e das dinâmicas que se formam nesses espaços”, afirma Bárbara.

A psicóloga alerta que um ambiente criado para socialização, entretenimento ou comunicação pode apresentar riscos que não são imediatamente percebidos pelo usuário mais jovem. “Crianças e adolescentes não interpretam necessariamente situações de risco da mesma forma que um adulto. Há aspectos relacionados à impulsividade, à necessidade de pertencimento, à construção da identidade e à própria capacidade de dimensionar consequências. Isso ajuda a entender por que simplesmente informar que determinada conduta é perigosa nem sempre é suficiente para prevenir comportamentos de risco”, explica a psicóloga.

Essa dimensão ganha relevância em serviços que permitem interações entre usuários, formação de comunidades, transmissões ao vivo, chats, mensagens privadas e compartilhamento de conteúdos. Uma análise adequada de riscos precisa considerar não apenas a finalidade declarada de determinada funcionalidade, mas também como ela pode ser efetivamente utilizada.

AFERIÇÃO DA IDADE

Guilherme Guimarães pontua que um dos pontos mais complexos do ECA Digital é a aferição de idade. A legislação estabelece obrigações destinadas a impedir o acesso indevido de crianças e adolescentes a conteúdos inadequados para sua faixa etária e prevê situações em que a autodeclaração de idade, isoladamente, não é suficiente.

O advogado salienta que, na prática, outro desafio é o de identificar a idade do usuário sem criar uma coleta excessiva de dados pessoais. Entre as soluções em discussão estão mecanismos de verificação documental, estimativa de idade por características faciais e outros recursos tecnológicos. Cada alternativa pode envolver diferentes níveis de tratamento de dados pessoais, riscos de segurança, possibilidade de erro e impactos sobre a privacidade.

“Não adianta tentar resolver um problema criando outro. Uma empresa não deve coletar indiscriminadamente documentos, imagens, dados biométricos ou outras informações apenas para afirmar que está verificando idade. A solução precisa ser proporcional ao risco e estruturada considerando proteção de dados e segurança desde a concepção”, afirma Guimarães.

A ANPD mantém processo regulatório específico relacionado aos mecanismos de aferição de idade. As discussões abrangem, sem se limitar, métodos de estimativa e verificação, responsabilidades dos agentes envolvidos e salvaguardas para o tratamento de dados pessoais.

Do ponto de vista comportamental, a existência de uma barreira tecnológica também não significa, por si só, que o risco tenha sido eliminado. “Adolescentes testam limites e procuram autonomia. Quando uma proteção é construída apenas como bloqueio, sem considerar comportamento, contexto familiar, educação digital e características daquele ambiente, existe a possibilidade de surgirem estratégias para contorná-la. A proteção precisa considerar como esses jovens efetivamente utilizam a tecnologia”, observa Bárbara.

Frio extremo, saúde e estética: indústria brasileira cria cápsula ergométrica inédita no mundo

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Frio extremo, saúde e estética: indústria brasileira cria cápsula ergométrica inédita no mundo

EvoOne estreia no Brasil e nos EUA com tecnologia inspirada na NASA, unindo exercício, frio extremo e protocolos metabólicos em equipamentos premium

Uma cápsula ergométrica de alto padrão que combina caminhada ou corrida com protocolos térmicos e pressão negativa, tecnologia originalmente desenvolvida pela NASA para auxiliar astronautas em ambientes de gravidade zero. Essa é a linha EvoMove, que está sendo lançada nas versões Crio e Hot pela EvoOne, marca do Grupo Scoz criada para atuar no segmento premium de wellness e biohacking com foco em reprogramação metabólica.

Foram 24 meses de pesquisa e desenvolvimento e investimento superior a R$ 6 milhões. A grande aposta tecnológica da marca é a EvoMove Crio, única no mercado internacional, combinando exercício, pressão negativa e frio extremo de até – 10ºC.

O protocolo foi desenvolvido para estimular a ativação da gordura marrom, tecido metabólico responsável pela termogênese corporal. Diferente da gordura branca, que armazena energia, a gordura marrom atua consumindo calorias para gerar calor e manter a temperatura corporal estável. “O corpo humano naturalmente aumenta o gasto energético quando exposto ao frio, justamente porque entra em um processo constante para manter sua temperatura aquecida. O que fizemos foi potencializar esse mecanismo fisiológico de forma controlada e associada ao exercício”, explica o empresário Alberto Scoz Junior.

Segundo estudos e pesquisas conduzidas durante o desenvolvimento do projeto, a EvoMove Crio pode gerar gasto energético entre 1.000 e 1.600 kcal por sessão de 30 minutos, além de estimular o chamado efeito EPOC, fenômeno metabólico em que o organismo continua acelerando a queima calórica por até 48 horas após o exercício. Enquanto o exercício convencional gera EPOC de 2 a 4 horas, o estresse térmico pelo frio combinado com exercício prolonga esse efeito para 24 a 48 horas. Ou seja, o corpo continua queimando calorias por até dois dias após uma única sessão.

O EPOC é o aumento do consumo de oxigênio que persiste após o térmico do exercício, refletindo o custo energético dos processos de recuperação fisiológica. O corpo humano mantém a temperatura central entre 36,5ºC e 37,5ºC independentemente das condições externas. Esse processo, chamado de homeostase térmica, consome energia de forma contínua e é regulado pelo hipotálamo, que atua como termostato central do organismo.

Como resposta ao frio, há vasoconstrição periférica, tremores musculares e ativação do tecido adiposo marrom (BAT). O consumo de oxigênio pode aumentar de 3 a 5 vezes em relação ao repouso. A combinação de frio + exercício é o estímulo mais eficiente conhecido para ativar o tecido adiposo marrom, que consome energia para gerar calor. É esse mecanismo que explica o gasto calórico elevado mesmo após o término da sessão.

Além dos efeitos metabólicos, a crioterapia tem aplicação clínica bem documentada na redução da dor articular, recuperação muscular e reabilitação esportiva. Esses benefícios tornam o EvoMove Crio especialmente relevante para atletas e praticantes de atividade física intensa.

A EvoMove CRIO é única no mundo porque ela não é uma banheira de gelo estática. É a combinação de frio extremo com movimento ativo (caminhada/corrida). Enquanto a crioterapia tradicional é passiva, o protocolo EvoMove CRIO ativa simultaneamente a termogênese, a musculatura e o sistema cardiovascular — potencializando todos os efeitos metabólicos e de recuperação de forma que nenhuma outra tecnologia no mundo oferece.

Além da versão Crio, também será comercializada a EvoMove Hot, conhecida como “máquina quente”, que combina aquecimento de até 45 graus (com o diferencial de não usar infravermelho) com vácuo e exercício físico, promovendo vasodilatação profunda, estímulo circulatório, recuperação muscular e alta queima calórica. Uma sessão de 30 minutos tem um gasto direto de 800 a 1.000 kcal na hot.

“A EvoOne nasce em um cenário de transformação profunda no comportamento de consumo ligado à saúde. Se antes a estética era associada apenas à aparência, hoje o mercado caminha para soluções integradas que unem qualidade de vida, preservação muscular, energia, recuperação física e equilíbrio metabólico”, afirma Alberto. “Vale ressaltar que nós, uma empresa curitibana, somos a única do mundo com essa tecnologia crio, temos certificação da Anvisa e assistência técnica. Uma indústria brasileira, com muito orgulho”, finaliza.

Com lançamento simultâneo no Brasil e na Flórida, nos Estados Unidos, a marca chega ao mercado mirando clínicas premium, academias de alta performance e o crescente universo do biohacking. Os equipamentos possuem posicionamento de luxo, com valores médios de R$ 179 mil para a EvoMove Hot e R$ 256 mil para a EvoMove Crio, e previsão de pay back em até 6 meses.

A EvoOne é respaldada pela estrutura do Grupo Scoz, ecossistema empresarial com mais de 15 anos de atuação no setor médico e estético e responsável pela SulLaser, considerada uma das líderes nacionais em locação de equipamentos médicos e estéticos.

Font Life leva o Elefontinho para a “Times Square de Curitiba” e reforça presença no coração da capital

Gigantescos painéis de LED na região central dão visibilidade à nova linha infantil da marca e marcam o apoio da empresa ao movimento de revitalização e valorização do Centro

Não tem como passar pelo Centro de Curitiba e não perceber. A Font Life escolheu os grandes painéis de LED da chamada “Times Square de Curitiba” para dar ainda mais visibilidade ao Elefontinho, sua nova linha infantil, que já está presente em diferentes pontos da cidade. Com imagens em formatos gigantes, de 1.680 x 480 e 480 x 1.200, a campanha ganha uma vitrine de alto impacto em uma das regiões de maior circulação da capital, chamando a atenção de motoristas, pedestres e consumidores.

A ação também representa uma escolha estratégica da Font Life de participar do movimento de transformação do Centro de Curitiba. Os painéis estão instalados na região da Rua Marechal Deodoro e fazem parte do Distrito de Mídia, área autorizada pela Prefeitura para se tornar um polo de publicidade digital, inspirado no conceito da Times Square de Nova York. A proposta integra o programa Curitiba de Volta ao Centro, que reúne ações de requalificação urbana, segurança, infraestrutura, cultura, turismo, comércio e desenvolvimento econômico para fortalecer a região central.

Para a Font Life, ocupar esse espaço vai além de uma ação de comunicação. É também uma forma de estar presente em um momento de transformação da cidade e valorizar um dos principais endereços de Curitiba.

“Quando uma cidade se transforma, as empresas também têm a oportunidade de fazer parte dessa transformação. Estar em um espaço como esse significa levar a nossa marca para perto das pessoas, em um local que está recuperando sua força, seu movimento e sua identidade. É uma maneira de a Font Life mostrar que acredita em Curitiba, acredita no potencial do Centro e quer contribuir para que ele seja cada vez mais vivo, atrativo e conectado com o futuro”, afirma o diretor administrativo da Font Life, Célio Baggio.

A iniciativa dialoga diretamente com o propósito do programa Curitiba de Volta ao Centro, que busca devolver vitalidade ao coração da cidade por meio de ações coordenadas de curto, médio e longo prazo, fortalecendo o Centro como polo comercial, de serviços, turismo, gastronomia, economia criativa e inovação. O programa também prevê estímulos para investimentos privados na recuperação e reocupação de imóveis e na dinamização das atividades econômicas da região.

Elefontinho ganha a cidade

Ao mesmo tempo em que participa desse novo cenário urbano, a Font Life aproveita os painéis no centro e em outros locais da cidade, para ampliar a campanha do Elefontinho, lançamento que representa uma das principais novidades da empresa em 2026.

Criada especialmente para o público infantil, a linha aposta em um universo lúdico para estimular nas crianças, desde cedo, dois hábitos importantes: a hidratação e o cuidado com o meio ambiente. O lançamento faz parte do novo momento da Font Life, que adotou o conceito “Viva Mais” para reforçar temas como saúde, bem-estar, escolhas conscientes e qualidade de vida.

Com embalagens de 250 ml e identidade visual pensada para aproximar a marca do universo infantil, o Elefontinho transforma a água em uma experiência mais divertida para as crianças e também em uma aliada dos pais na construção de hábitos saudáveis.

Uma cidade que virou mídia

A presença da Font Life nos painéis também acompanha uma nova maneira de Curitiba se comunicar visualmente. A instalação de painéis digitais na Marechal Deodoro vem transformando a região em um polo de comunicação urbana, aproximando a capital de modelos internacionais em que publicidade, arquitetura, tecnologia, comércio e circulação de pessoas convivem no mesmo espaço.

Desde 2025, os primeiros painéis do Distrito de Mídia começaram a ser instalados na região da Praça Zacarias. A iniciativa foi apresentada pela Prefeitura como uma versão local e compacta da Times Square nova-iorquina.

Nesse cenário, a campanha da Font Life ganha uma dimensão que ultrapassa a publicidade tradicional. O Elefontinho passa a fazer parte da paisagem de um Centro que busca recuperar movimento, atratividade e protagonismo econômico.

“É muito simbólico colocar o Elefontinho justamente neste espaço. Estamos falando de uma marca paranaense, de um produto pensado para as famílias e de uma cidade que está olhando para o futuro sem deixar de valorizar seus espaços. Queremos que as pessoas olhem para esses painéis e reconheçam não apenas uma campanha bonita, mas uma empresa que está crescendo junto com Curitiba e acreditando no que a cidade pode ser”, completa Célio Baggio.

Edifício Apolo, que homenageou missão à Lua na década de 70, é reinaugurado após retrofit

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Edifício Apolo, que homenageou missão à Lua na década de 70, é reinaugurado após retrofit e traz novas oportunidades no Centro Cívico

Quem passa pela Rua Mateus Leme, nº 427, bem em frente ao Shopping Mueller, talvez não saiba, mas o Edifício Apolo tem uma grande história. Construído em 1970, em uma época em que os edifícios faziam parte da vida da cidade de uma forma muito diferente da atual. Os vizinhos se conheciam pelo nome e o prédio mantinha uma relação direta com a rua e com o bairro. E o próprio nome do edifício é uma lembrança daquele momento histórico: ele foi batizado em homenagem à missão Apollo 11, que levou o homem à Lua e simbolizava o espírito de inovação e otimismo que marcava aquela geração.

Algumas décadas depois, a família Szniter, agora na terceira geração, dá nova vida ao empreendimento, honrando a história e retribuindo o acolhimento da cidade de Curitiba. “Nosso avô chegou ao Brasil como refugiado da Segunda Guerra Mundial, vindo da Europa Oriental, absolutamente sem recursos, mas carregando o sonho de reconstruir a vida após vivenciar o pesadelo da guerra e da perseguição. Curitiba acolheu nossos avós de braços abertos, e sempre sentimos que tínhamos a responsabilidade de retribuir esse acolhimento, cuidando do patrimônio que nosso avô construiu na cidade. Por isso, refletimos com muito cuidado sobre a melhor forma de reposicionar o Apolo para as necessidades da vida contemporânea, preservando sua identidade e sua importância para a região”, conta Ilan Szniter Glezer.

Com unidades residenciais e comerciais, a nova proposta terá lojas no térreo e 54 apartamentos semimobiliados prontos para morar, com ar condicionado, armários, chuveiro a gás, lavanderia e cooktop. A área comum também foi toda reformada e contará com academia, coworking e rooftop. As obras foram concluídas no início de agosto. As unidades residenciais e espaços comerciais serão disponibilizados para locação pela imobiliária Cibraco.

O Retrofit

O projeto foi assinado pelo escritório Arquea Arquitetos e o grande desafio era que uma reforma pontual não seria suficiente. “Era preciso repensar o edifício de forma abrangente: adequar o tamanho das unidades ao perfil atual de moradia, incorporar itens de segurança, acessibilidade e comodidades, criar novos espaços de convivência e lazer e, ao mesmo tempo, manter uma taxa de condomínio compatível com a realidade do empreendimento”, comenta Ilan.

Segundo o arquiteto Fernando C. de Lacerda, uma das maiores dificuldades foi organizar a infraestrutura, que hoje é bem mais robusta, para proporcionar conforto e segurança, como proteção contra incêndios. Em alguns pontos, foi preciso redesenhar soluções estruturais importantes, como o reforço da laje da cobertura, que tornou possível a criação do rooftop com churrasqueira, um espaço de convivência que o prédio originalmente não comportava.

Outro cuidado foi encontrar o equilíbrio entre o novo e o original. “Há uma certa neutralidade e leveza, com tons de cinza, que contrastam com a telha metálica como elemento principal, e com o piso nas áreas de circulação, que foi restaurado e preservado por ser característico da época, trazendo um colorido charmoso ao imóvel”, explica.

Morar no coração do Centro Cívico

As pessoas valorizam cada vez mais a praticidade e o tempo talvez seja o ativo mais precioso que temos. “Imaginamos o morador do Centro Cívico como alguém que trabalha, estuda ou simplesmente deseja viver próximo dos serviços e das oportunidades que a região oferece, reduzindo deslocamentos e aproveitando melhor o dia”, conta Ilan.

Ao integrar moradia e espaços comerciais voltados para a rua no mesmo empreendimento, o Apolo estimula uma ocupação mais contínua e qualificada do Centro Cívico, gerando movimento em diferentes horários do dia.

“Acreditamos que a localização do Apolo é especialíssima: em frente ao Shopping Mueller, a poucos passos do Passeio Público, próximo a transporte, bares, restaurantes e diversos serviços. É uma região que reúne conveniência, qualidade de vida e tudo aquilo que torna a experiência de morar no centro novamente tão atrativa”, complementa.

Comercialização

A locação das lojas e apartamentos do Apolo será liderada pela Cibraco. “A parceria foi uma decisão natural, considerando a experiência da empresa, a competência do seu time e a estrutura necessária para apresentar um empreendimento com características tão particulares”, diz Ilan.

Além de acompanhar toda a história de Curitiba, a Cibraco tem um olhar diferenciado para oportunidades de retrofit. “A prática de retrofit eleva significativamente a atratividade econômica de um imóvel. Para nós, será um grande orgulho ajudar a continuar contando a história do Apolo agora através de novos moradores e empreendedores”, afirma Sidney Axelrud, presidente da Cibraco Imóveis.

A Cibraco tem em seu portfólio outros edifícios que já passaram por retrofit, como o Edifício Panorama, no Bairro Alto da XV, o TBG Studios, lançado no final de 2025 no local onde funcionava o tradicional Hotel Tibagi, o Edifício Imperatriz Leopoldina e o Edifício Guadalajara.

Sobre a Cibraco

A Cibraco Imóveis é a imobiliária mais experiente em funcionamento no Paraná. Atua na parte de venda, locação e administração de imóveis há 80 anos, nos segmentos comercial, residencial e corporativo. Foi pioneira na criação da Rede Imóveis, que mais tarde tornou-se Rede Una, organização com 45 imobiliárias associadas. Hoje está focada em atualizar o mercado imobiliário, trazendo para seus clientes novas formas de investir e ter bons resultados.

Habitação popular ganha novos atributos e lazer deixa de ser diferencial para se tornar parte do produto

Com a mudança no perfil de consumo e a crescente valorização da experiência de morar, o mercado de habitação popular vem incorporando mais itens de lazer aos empreendimentos para atender às novas expectativas dos compradores e manter sua competitividade. No Paraná, por exemplo, a piscina desponta como um dos itens de lazer mais desejados pelos clientes, especialmente no Norte do Estado, refletindo a importância crescente dos espaços comuns na decisão de compra. 

Na prática, essa mudança já influencia o desenvolvimento dos empreendimentos da MRV. Até o início de 2025, os empreendimentos da construtora contavam, em média, com cinco itens de lazer e convivência. Hoje, os novos projetos são desenvolvidos com cerca de dez opções, ampliando as possibilidades de uso dos espaços comuns pelos moradores e alinhando os produtos às necessidades percebidas em cada região.

Para Willians Ribeiro, gestor comercial da MRV no Paraná, a evolução do mercado mostra que o comprador passou a analisar muito mais do que o apartamento em si. “Hoje, o cliente não observa apenas a planta ou a metragem do apartamento. Ele busca entender como será a experiência de viver naquele residencial e de que forma os espaços comuns vão contribuir para o dia a dia da família. No Norte do Paraná, a piscina aparece como o principal item de lazer desejado pelos clientes, seguida por espaços como academia e salão de festas”, afirma o executivo. 

Até pouco tempo atrás, itens como piscinas, varandas gourmet e áreas de convivência eram vistos como diferenciais. Hoje, para muitos compradores, eles já fazem parte do básico esperado em um empreendimento.

A piscina é um dos exemplos mais evidentes dessa transformação. Atualmente, mais de 85% dos projetos da MRV contam com esse item, que passou a figurar entre os espaços mais valorizados pelos consumidores. As varandas também seguem essa tendência: metade dos projetos da marca, enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, já conta com varanda, sendo que 40% dessas unidades possuem varanda gourmet.

Essa mudança acompanha uma tendência nacional, mas com adaptações importantes às características locais. A MRV adota uma estratégia de microrregionalização, que considera aspectos culturais, climáticos e econômicos no desenvolvimento dos empreendimentos, para oferecer soluções mais aderentes à realidade de cada mercado.

“Os clientes passaram a enxergar o lazer de forma diferente. Antes, esses espaços eram percebidos como um benefício adicional. Hoje, fazem parte da experiência de morar e influenciam diretamente a decisão de compra. Por isso, entender o que cada região valoriza é fundamental para desenvolver empreendimentos mais competitivos. No Paraná, por exemplo, além da piscina, itens como academia, salão de festas e quadra poliesportiva têm ganhado relevância na composição dos novos projetos”, completa Willians. 

Na prática, o avanço dos itens de lazer mostra que o setor de habitação popular está se ajustando a um novo patamar de exigência dos consumidores, em que conforto, convivência e conveniência passam a ter peso relevante na escolha do imóvel.

Sobre MRV  

Com 46 anos de mercado e o propósito de construir sonhos que transformam o mundo, a MRV é uma das cinco empresas que compõem o grupo MRV&CO. É considerada a maior construtora e incorporadora da América Latina, tendo como foco empreendimentos residenciais econômicos, com preços acessíveis para um público que busca o sonho da casa própria. A companhia já entregou mais de 550 mil chaves. Hoje, mais de 1,8 milhão de pessoas vivem em um imóvel construído pela MRV. Acesse e conheça mais sobre a companhia. www.mrv.com.br.

Curitiba terá oficina de escrita criativa; inscrições gratuitas já estão abertas

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Curitiba terá oficina de escrita criativa; inscrições gratuitas já estão abertas

Atividades acontecem em agosto e setembro na Biblioteca Pública do Paraná e na Casa da Leitura Miguel de Cervantes

Estão abertas as inscrições para a oficina de escrita criativa “S.O.P.A. de Letras”, atividade totalmente gratuita voltada a jovens e adultos com idade a partir de 16 anos.

Ministrada pelo escritor e mediador cultural Ali Freyer, a iniciativa ocorre ao longo de cinco encontros — nos dias 22 e 29 de agosto, e 12, 19 e 26 de setembro de 2026 — com opções de turmas nos períodos da manhã e da tarde.

A programação matutina será realizada das 9h às 12h, no 3º andar da Biblioteca Pública do Paraná, no Centro de Curitiba. Já a turma do turno vespertino terá aulas das 13h30 às 16h30, na Casa da Leitura Miguel de Cervantes, localizada na Praça da Espanha (Bigorrilho).

Para participar, os interessados já podem preencher o formulário disponibilizado no perfil oficial da produtora no Instagram (@producao.pinguim).

Leitura compartilhada e livre criação

Como parte integrante do projeto cultural Narrar o Brasil Agora, a atividade propõe um mergulho na confecção textual a partir de trechos de obras nacionais publicadas nos últimos 15 anos.

Durante as sessões, a leitura coletiva servirá como estímulo para abordar elementos centrais do fazer literário, como a construção de personagens, a estruturação de vozes narrativas e o manejo do tempo no enredo.

Com foco na vivência e no processo artístico, a proposta busca valorizar a expressão autoral em um espaço aberto de troca e experimentação poética, sem a cobrança de avaliações formais.

Formação leitora

A oficina integra um conjunto amplo de 200 ações literárias do projeto Narrar o Brasil Agora, programa de incentivo à leitura direcionado prioritariamente ao público jovem, que é realizado pela Pinguim Produções com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

Além das oficinas de escrita, o projeto promove mediações em escolas públicas e Casas da Leitura curitibanas com a participação dos educadores Ju Souto, Lígia Quirino, Rodrigo Hayalla e do próprio Ali Freyer, sob produção de Fabiane de Cezaro.

Sobre o ministrante

Ali Freyer é artista palavra e atua em diferentes frentes criativas. Bacharel em Artes Cênicas pela Unespar e integrante da Pinguim Produções, concebe e realiza projetos de arte-educação, criação cênica, mediação cultural, formação leitora e formação de platéia nas interfaces entre teatro, literatura e audiovisual.

Como autor, além de dramaturgias encenadas por coletivos curitibanos e textos publicados em antologias, possui cinco livros publicados, quatro deles dedicados à literatura para crianças.

Serviço:

O que: Oficina de Escrita Criativa “S.O.P.A. de Letras”

Quando: 22 e 29 de agosto; 12, 19 e 26 de setembro de 2026 (sábados)

Horários e Locais:

· Turma Manhã (9h às 12h): Biblioteca Pública do Paraná — 3º andar (Rua Cândido Lopes, 133, Centro)

· Turma Tarde (13h30 às 16h30): Casa da Leitura Miguel de Cervantes (Praça da Espanha, Rua Coronel Dulcídio, s/nº, Bigorrilho, Curitiba)

Valor: Gratuito

Inscrições: Os interessados já podem preencher o formulário no perfil do Instagram @producao.pinguim

Classificação: A partir de 16 anos

Informações: narrarobrasilagora@gmail.com

Sobre a Pinguim Produções

A Pinguim Produções é uma produtora cultural de Curitiba que concebe e realiza projetos de criação artística, mediação cultural e arte-educação há mais de dez anos, atuando na capital e em diversos outros municípios paranaenses.

A empresa desenvolve trabalhos na interface entre linguagens artísticas, com especial ênfase no teatro e na literatura, produzindo espetáculos, festivais, concursos, publicações, oficinas formativas e ações de formação leitora.

Crédito da foto: Ligia Quirino

Sindirepa-PR lança campanha que vai sortear dois carros zero quilômetro para incentivar a manutenção preventiva

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Nova edição da Revisão Premiada pretende dobrar o número de oficinas participantes e distribuir R$ 60 mil em prêmios instantâneos aos consumidores

Curitiba, agosto de 2026 – O Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Paraná (Sindirepa-PR) lança, nesta quinta-feira (13), a segunda edição da campanha Revisão Premiada, iniciativa que une segurança no trânsito e incentivo à manutenção preventiva. Realizada em parceria com a Associação Comercial do Paraná (ACP), a campanha pretende ampliar o número de oficinas participantes e estimular os motoristas a realizarem a revisão dos veículos antes do período de maior circulação nas estradas. Entre os prêmios sorteados, estão dois carros zero-quilômetro.

A expectativa é reunir cerca de 100 oficinas associadas em todo o Estado, praticamente o dobro da primeira edição, realizada em 2025, quando 53 empresas aderiram à iniciativa e aproximadamente 70 mil cupons foram distribuídos aos consumidores.

Nesta edição, os clientes das oficinas participantes concorrerão a dois Volkswagen Tera zero-quilômetro, dez Caminhões de Prêmios e dez Smart TVs de 32 polegadas, além de R$ 60 mil em prêmios instantâneos, entre vouchers para novos serviços nas oficinas, lavadoras de alta pressão, aspiradores automotivos portáteis, televisores e outros brindes.

Segundo o presidente do Sindirepa-PR, Sandro Cruppeizaki, a campanha busca transformar a revisão preventiva em um hábito entre os motoristas, ao mesmo tempo em que fortalece as oficinas associadas. “A manutenção preventiva é um investimento em segurança. Quando o motorista revisa o veículo antes de enfrentar viagens mais longas, reduz significativamente o risco de falhas mecânicas. Ao mesmo tempo, a campanha fortalece as oficinas e movimenta toda a cadeia da reparação automotiva”, afirma.

A campanha promocional será realizada entre 6 de novembro de 2026 e 10 de janeiro de 2027. Os sorteios ocorrerão pela Loteria Federal, nos dias 16 e 23 de janeiro de 2027.

Condomínios não podem compartilhar fotos e vídeos de menores sem autorização

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Condomínios não podem compartilhar fotos e vídeos de menores sem autorização

Especialista alerta sobre os riscos do uso indevido de imagens e orienta o cumprimento da LGPD e do ECA para evitar multas e indenizações

A busca pelo reforço da segurança nos condomínios impulsionou a instalação de circuitos fechados de televisão (CFTV) e a criação de grupos em aplicativos de mensagens. No entanto, o compartilhamento sem autorização de registros visuais de moradores — sobretudo de crianças e adolescentes — pode acarretar notificações e ações judiciais.

“A LGPD (Lei nº 13.709/2018) estabelece que toda informação relacionada à pessoa identificada ou identificável constitui dado pessoal, sendo a imagem um desses elementos. Assim, o material captado por sistemas de monitoramento não pode ser tratado de forma livre”, explica Bianca Ruggi, advogada e vice-presidente da Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Paraná (AACEP). A entidade reúne 32 empresas associadas, que representam mais de 2.700 condomínios paranaenses, abrigando cerca de 740 mil pessoas.

De acordo com a especialista, a captura de imagens em áreas comuns deve servir exclusivamente à proteção coletiva e patrimonial. Qualquer destinação diversa — como o envio em grupos de conversas, a exposição pública de moradores ou o uso pessoal — caracteriza desvio de finalidade e configura tratamento irregular de dados.

Legislação rigorosa e proteção integral

A vice-presidente da AACEP ressalta que o cenário se torna ainda mais crítico quando envolve menores de idade. “O artigo 14 da LGPD determina que o tratamento de dados de crianças e adolescentes exige consentimento específico de pelo menos um dos pais ou responsável legal. Paralelamente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) assegura, em seu artigo 17, a preservação da imagem, identidade e dignidade, vedando qualquer exposição indevida”.

O artigo 247 do ECA reforça esse rigor ao prever sanções para a divulgação não autorizada de registros que permitam a identificação do menor. No âmbito civil, o Código Civil (Lei nº 10.406/2002) protege os direitos da personalidade. Os artigos 12 e 20 garantem o direito de barrar a publicação não autorizada da imagem, especialmente diante de prejuízos à honra. Já os artigos 186 e 927 determinam a obrigação de indenizar em caso de ato ilícito, ainda que o dano seja estritamente moral.

Danos presumidos e responsabilidade civil

A jurisprudência brasileira consolida o entendimento de que a exposição indevida de imagens, em especial de crianças e adolescentes, gera o chamado dano moral presumido — dispensando a comprovação do prejuízo concreto para que haja responsabilização financeira.

Outro ponto crucial destacado pela advogada especialista em direito condominial diz respeito às obrigações do próprio ambiente coletivo. “A ausência de controle sobre o acesso às gravações – principalmente quando há liberação irrestrita aos condôminos – caracteriza violação à LGPD por falha na segurança. Essa fragilidade operacional favorece condutas inadequadas, como repasses não autorizados, exposição de terceiros e episódios de constrangimento ou assédio”, pondera Bianca.

O papel do síndico e medidas preventivas

Na condição de representante legal, o síndico tem o dever de guarda dos bens comuns e das informações coletadas pelo sistema de monitoramento.

Para a especialista, a adequação às normas vigentes não exige estruturas complexas, mas sim organização e gestão responsável das informações. “Não basta reconhecer os riscos. É indispensável adotar medidas práticas. A exposição indevida ultrapassa os limites da convivência comunitária e pode acarretar sanções civis, administrativas e até penais”.

Equilíbrio entre vigilância e privacidade

Para facilitar o entendimento, Bianca Ruggi esclarece o que os condomínios NÃO podem fazer (especialmente com menores):

  • Divulgar fotos de eventos sem autorização formal e assinada pelos pais ou responsáveis legais.
  • Compartilhar vídeos de câmeras de segurança em grupos de moradores (como WhatsApp e Telegram), expondo crianças e adolescentes.
  • Armazenar dados de dependentes sem protocolos e controles de acesso rígidos.
  • Utilizar imagens de crianças para qualquer finalidade que não seja a estrita identificação interna ou a segurança do local.

“Câmeras e grupos de mensagens são ferramentas úteis, mas tornam-se fatores de risco sem a gestão adequada. A lei é clara: dados de crianças exigem cuidado redobrado e os condomínios que não se adaptarem ficarão expostos a penalidades”, completa a vice-presidente da AACEP.

Sobre a AACEP

A Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Paraná (AACEP) congrega 32 administradoras associadas, que representam mais de 2.700 condomínios no estado do Paraná e onde vivem cerca de 740 mil pessoas.

A AACEP tem sede na capital paranaense e membros filiados em Curitiba, Campo Largo, Londrina, Ponta Grossa, Colombo, Guarapuava, Francisco Beltrão, Pato Branco, Cascavel e Foz do Iguaçu. A entidade atua para levar informações, profissionalismo à gestão condominial e busca novas administradoras nas cidades de médio porte do Paraná.

Voluntariado transforma talentos em cuidado no Programa Bem-Estar

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Às vésperas do Dia Nacional do Voluntariado, celebrado em 28 de agosto, projeto do Instituto Buko Kaesemodel mostra como profissionais podem compartilhar conhecimento para promover autocuidado e qualidade de vida entre mulheres com a pré-mutação da Síndrome do X Frágil

Dedicar algumas horas, compartilhar conhecimento ou simplesmente colocar uma habilidade profissional a serviço de outra pessoa. O voluntariado pode assumir diferentes formas, mas tem em comum a capacidade de aproximar pessoas e contribuir para transformar realidades. No Brasil, essa atuação ganha destaque em 28 de agosto, quando é celebrado o Dia Nacional do Voluntariado, data criada para reconhecer quem dedica parte de seu tempo e de suas habilidades a ações de interesse social.

É esse princípio que movimenta o Programa Bem-Estar, desenvolvido pelo Instituto Buko Kaesemodel que oferecer gratuitamente atividades de autocuidado a mulheres com a pré-mutação Síndrome do X Frágil.

Em uma rotina marcada pelo cuidado com os filhos, consultas, terapias e responsabilidades domésticas e profissionais, encontrar alguns minutos para olhar para si mesma pode se tornar um desafio. O Bem-Estar procura justamente criar esse espaço por meio do trabalho de profissionais voluntárias, que transformam seus conhecimentos em práticas acessíveis de exercícios físicos, meditação, yoga e atenção ao bem-estar emocional.

Para Luz María Romero, gestora do Instituto Buko Kaesemodel, o voluntariado tem papel fundamental para que iniciativas como essa consigam chegar às famílias. Ao mesmo tempo, o projeto nasceu da percepção de que era necessário direcionar o cuidado também para as mulheres que, muitas vezes, passam grande parte da vida cuidando de outras pessoas. “Muitas das mães cadastradas no Programa Eu Digo X abrem mão do seu trabalho e sonhos para cuidar dos filhos com Síndrome do X Frágil, sendo que muitas passam a ser cuidadoras de seus filhos, acompanhando a rotina de atividades como psicopedagogia, fisioterapia, terapia ocupacional, entre outras”, afirma Luz María.

Segundo ela, foi a partir dessa realidade que surgiu o Bem-Estar. “Desenvolvemos o projeto Bem-Estar exatamente com o intuito de alertar essas mulheres à prática de atividades físicas, como forma de minimizar os sintomas, já que a pré-mutação tem um quadro clínico que pode progredir com o tempo”, explica.

Cuidar de quem cuida

Foi justamente a importância de cuidar de quem cuida que motivou a terapeuta corporal Manoella Bahr de Souza Pacheco a integrar o projeto. Ela procurava uma iniciativa social em Curitiba quando conheceu o Programa Bem-Estar por meio de Aline Tatsch Dias, professora de Yoga e Ayurveda, terapeuta integrativa e palestrante, que na época era sua paciente.

Tterapeuta corporal Manoella Bahr de Souza Pacheco

Manoella já havia tido contato com o universo das síndromes durante um estágio de sua pós-graduação em Saúde da Família na Apae e convive com uma prima com síndrome de Down. Mas ainda não conhecia a Síndrome do X Frágil. A possibilidade de trabalhar diretamente com mulheres despertou seu interesse, especialmente porque esse também é o principal público atendido por ela na terapia corporal.

“Sei da importância de cuidar de quem cuida, pois geralmente são as que menos conseguem tempo para isso e as que mais precisam”, explica.

Ainda no início de sua participação no projeto, Manoella desenvolveu exercícios e meditações curtos, pensados para serem incorporados à rotina sem exigir grandes períodos disponíveis. As práticas abordam temas como acolhimento, presença e autorregulação do sistema nervoso.

“O que fiz de adaptação com os exercícios e meditações foi principalmente a questão do tempo e a facilidade para que possam fazer sempre, como e de onde estiverem, além de trazer temas relacionados ao acolhimento, à autorregulação do sistema nervoso e à presença”, conta.

A proposta ajuda a desconstruir a ideia de que o autocuidado depende necessariamente de uma hora livre na agenda. Alguns minutos de respiração, movimento ou meditação podem representar uma oportunidade para que a mulher volte a atenção para si em meio às inúmeras demandas do cotidiano.

Voluntariado como transformação

Para Aline Tatsch Dias, que participa de ações sociais desde 1996, o trabalho voluntário também representa uma maneira de construir a sociedade que se deseja para o futuro. “O trabalho voluntário constrói a realidade que nós queremos para o futuro. Acredito que o voluntariado tem o potencial de transformar positivamente a sociedade onde vivemos”, afirma.

No Programa Bem-Estar, ela encontrou uma forma de compartilhar o conhecimento acumulado em sua trajetória profissional por meio de atividades que podem chegar às participantes independentemente de onde elas estejam.

Mesmo quando as aulas são gravadas em casa e disponibilizadas online, Aline destaca que existe uma relação humana entre quem compartilha o conhecimento e quem recebe aquela prática. “É uma pessoa, uma professora de yoga, gravando um vídeo para outras pessoas, para mulheres com a pré-mutação da Síndrome do X Frágil. Esse contato pessoal, de pessoa para pessoa, tem um valor imenso”, diz.

Ao preparar as atividades, Aline procura enxergar as participantes, antes de tudo, como mulheres que podem estar cansadas, sobrecarregadas e envolvidas com inúmeras responsabilidades. A condição genética é considerada dentro do cuidado, mas não define integralmente quem participa.

“Eu olho para elas principalmente como mulheres multitarefas, que eventualmente podem estar sobrecarregadas e cansadas. As aulas são feitas para proporcionar um tempo para si mesmas. Ter um momento para respirar e olhar para si é uma ferramenta terapêutica poderosa”, afirma.

Ajudar também precisa caber na rotina

Um dos aprendizados do projeto, segundo Aline, é que o trabalho voluntário não precisa necessariamente envolver estruturas complexas ou uma disponibilidade de tempo incompatível com a rotina profissional.

No Bem-Estar, parte das atividades pode ser produzida pelas próprias voluntárias em casa e posteriormente disponibilizada às participantes. Esse formato permite que cada profissional contribua com aquilo que sabe fazer e dentro do tempo que efetivamente consegue oferecer.

“O projeto me trouxe a autonomia de sentir que eu posso fazer. Posso contribuir dentro da minha casa, com tranquilidade. Essa redução da complexidade e a simplicidade do projeto são um grande ganho pessoal para mim”, relata.

Para quem deseja começar um trabalho voluntário, Aline recomenda avaliar as próprias habilidades e, principalmente, a disponibilidade real para assumir um compromisso. A colaboração pode ocorrer semanalmente, mensalmente ou até em ações pontuais. “O voluntariado nos faz crescer como pessoas, mas precisamos nos comprometer. É importante conhecer nossas habilidades, saber o que podemos oferecer e olhar com responsabilidade para nossa disponibilidade de agenda”, orienta.

Para ela, praticamente todo mundo possui algum conhecimento ou habilidade que pode ser compartilhado. “Cada pessoa pode ajudar com o seu talento. É só se aproximar das instituições”, acrescenta.

Autocuidado sem cobrança

Outro cuidado adotado pelo Programa Bem-Estar é evitar que a atividade destinada ao bem-estar se transforme em mais uma obrigação para mulheres que já enfrentam uma rotina sobrecarregada.

Por isso, as práticas são disponibilizadas de maneira que as participantes tenham autonomia para escolher quando realizá-las. Para Aline, acolher também significa respeitar o tempo de cada uma. “O exercício está disponível em um lugar confortável, para que cada uma acesse no seu melhor momento. Elas têm autonomia para escolher quando fazer. Estar disponível e, ao mesmo tempo, respeitar essa liberdade também é uma forma de acolher”, explica.

A professora considera que até mesmo o excesso de estímulos pode ser percebido como pressão. Por isso, a proposta é incentivar sem cobrar resultados. “As participantes precisam se sentir motivadas e acolhidas, mas sem serem pressionadas. Sentir-se acolhida é o que motiva. O projeto é um convite”, diz.

O Bem-Estar integra as ações do Programa Eu Digo X, desenvolvido pelo Instituto Buko Kaesemodel. As atividades são gratuitas e o formato online permite alcançar mulheres de diferentes regiões do Brasil.

Neste 28 de agosto, Dia Nacional do Voluntariado, histórias como as de Aline e Manoella ajudam a mostrar que a contribuição social não precisa começar com grandes projetos. Pode nascer daquilo que cada pessoa já sabe fazer e da decisão de dedicar um pouco desse conhecimento a alguém que precisa. No Programa Bem-Estar, esse encontro acontece em pequenos gestos: alguns minutos de movimento, uma prática de respiração, uma meditação ou simplesmente um convite para que mulheres acostumadas a cuidar de todos também se permitam cuidar de si.

Dupla campeã brasileira estreia na categoria T1+ no Sertões 2026

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Com apoio da GFX, o navegador Fred Budtikevitz e o piloto Flávio Lunardi vão disputar a categoria T1+ a bordo de uma Toyota IMA V8

Tomar decisões rápidas, interpretar informações em tempo real, antecipar cenários e manter a precisão mesmo sob pressão são habilidades presentes tanto no ambiente corporativo quanto no rally. O diretor executivo de Negócios Estratégicos da GFX, Fred Budtikevitz, levará essa experiência para um cenário bem diferente do escritório: entre os dias 22 e 30 de agosto, ele será o navegador do piloto Flávio Lunardi no Sertões 2026. 

A GFX é apoiadora da dupla, que chega à competição para um novo desafio na carreira. Atuais campeões brasileiros de Rally Raid na categoria Carros Ultimate T1.1, Flávio e Fred vão disputar a T1+, considerada a elite do rally nacional, a bordo de uma Toyota IMA V8 preparada pela equipe Sizmic. 

O Sertões, maior rally das Américas, terá quase 4 mil quilômetros de percurso, dos quais aproximadamente 2,6 mil serão de trechos cronometrados em estradas de terra. Com largada e chegada em Goiânia (GO), a competição passará por Goiás, Bahia e Tocantins e terá como cidades anfitriãs Cavalcante (GO), Luís Eduardo Magalhães (BA), Mateiros (TO), Porto Nacional (TO), Minaçu (GO), Niquelândia (GO) e Goianésia (GO). 

Precisão e decisões em alta velocidade 

No rally, o navegador é responsável por orientar o piloto durante todo o percurso, realizando a leitura da planilha, conferindo a metragem da prova e fazendo correções de hodômetro e cálculos em tempo real. Tudo isso enquanto o veículo atravessa terrenos irregulares e enfrenta obstáculos em alta velocidade. 

Para Fred, que atua na GFX no desenvolvimento de clientes estratégicos, no segmento Private e na construção de novas oportunidades de negócios, a chegada à categoria T1+ aumenta ainda mais essa responsabilidade. “O Flávio é um piloto rápido, tem a gana e a coragem como algumas de suas principais características. Com isso, minha navegação precisa acompanhar o mesmo ritmo. Estamos falando de leitura de planilha, metragem de prova, correção de hodômetro e cálculos em tempo real, enquanto enfrentamos obstáculos e situações adversas a cada quilômetro”, afirma. 

A dupla assume nesta edição uma Toyota IMA V8, equipada com motor 5.0 V8 aspirado, potência de aproximadamente 470 cv, câmbio sequencial Sadev de seis marchas e suspensão independente. 

Estreia positiva aumenta expectativa 

Flávio e Fred fizeram a primeira prova com o novo carro durante o Sertões Series Paraná, realizado em julho. A competição serviu principalmente para adaptação ao equipamento e deixou a dupla otimista para o principal desafio da temporada. 

Segundo Fred, a robustez do equipamento permite elevar o nível de competitividade. “É um carro que transmite muita confiança. Podemos frear mais perto de uma curva, atacar determinados trechos com mais velocidade e enfrentar obstáculos com uma margem de segurança maior. Quando piloto, navegador e equipamento estão alinhados, conseguimos explorar melhor todo o potencial do conjunto”, explica. 

Confiança construída dentro e fora do carro 

Além do equipamento, a dupla aposta no entrosamento construído ao longo das competições. Em uma modalidade na qual decisões tomadas em segundos podem definir o resultado de vários dias de prova, confiança entre piloto e navegador é um componente decisivo. 

“O fato de o Flávio confiar na minha navegação permite que ele acelere sabendo que terá as informações necessárias sobre o que encontrará pela frente. Da mesma forma, confiar na pilotagem dele me permite concentrar totalmente na precisão da navegação. No rally, resultado é consequência de preparação, confiança e trabalho em equipe”, afirma Fred. 

Para a GFX, apoiar a participação de Fred Budtikevitz e Flávio Lunardi no Sertões também representa estar ao lado de um projeto marcado por preparação, estratégia, tecnologia, precisão e busca por desempenho. 

“O Sertões é uma prova que exige preparação, estratégia, capacidade de adaptação e tomada de decisão. São valores que dialogam com a forma como trabalhamos. Para nós, apoiar o Fred e o Flávio significa acreditar em pessoas que se desafiam, trabalham em equipe e buscam alta performance sem perder de vista a confiança e a consistência necessárias para chegar longe. Ter uma das principais lideranças da GFX encarando um desafio dessa dimensão é motivo de muito orgulho”, afirma Phillipe Enke Mathieu, CEO da GFX. 

A dupla chega à edição de 2026 depois do título brasileiro na categoria Carros Ultimate T1.1 e, agora, sobe um degrau importante ao competir na T1+. “Pilotar um carro como esse e disputar a principal categoria sempre foi um objetivo. Chegou o nosso momento, mas sabemos que o Sertões exige um conjunto inteiro funcionando bem: piloto, navegador, equipamento, engenharia e mecânicos. Estamos preparados para buscar um grande resultado”, conclui Flávio.