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Seara investe mais de R$ 4 bi em plataforma que impulsiona eficiência e renda de produtores integrados

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Seara investe mais de R$ 4 bi em plataforma que impulsiona eficiência e renda de produtores integrados

Com rede de mais de 1,6 mil integrados no Paraná, ‘SuperAgro’ completa 10 anos promovendo capacitação e reconhecimento técnico nas granjas

A Seara, da JBS, ultrapassou a marca de R$ 4 bilhões investidos em 10 anos em uma de suas iniciativas mais estratégicas no campo: a plataforma SuperAgro. Criada há uma década para transformar a relação com produtores integrados, a ferramenta consolidou um novo modelo de parceria agropecuária, baseado em performance, dados técnicos, econômicos e desenvolvimento contínuo de pessoas e propriedades.

Implantada em 2015 com o objetivo de fortalecer vínculos e elevar padrões de produção, a plataforma SuperAgro é hoje um eixo estratégico da operação agropecuária da Seara. A lógica é simples: quem adota boas práticas e alcança desempenho superior é reconhecido técnica e financeiramente. Em casos de alta performance, a remuneração pode ser até 23% maior por animal. O acompanhamento e suporte aos integrados é feito por uma equipe robusta, que tem na figura dos extensionistas o principal ponto de contato entre empresa e produtores.

companhia possui uma das maiores redes de integrados do país, com mais de 1,6 mil produtores. A estrutura de agropecuária inclui ainda uma granja e três incubatórios. A Seara possui fábricas em oito cidades do estado.

Parte fundamental desse ecossistema é o investimento da empresa em tecnologia e infraestrutura no campo. Os aportes financeiros são direcionados para construção, modernização e expansão de granjas, além da automação dos processos produtivos. O investimento da Seara visa melhorias no ambiente de criação, incluindo a instalação de exaustores e sistemas de resfriamento, garantindo mais conforto aos animais e desempenho zootécnico superior. A blindagem para garantia da biosseguridade também é foco importante dos aportes.

Todo esse esforço resulta não apenas em maior eficiência, mas também em uma remuneração significativamente melhor aos produtores. “O produtor tem a propriedade, mas esse relacionamento próximo, acrescido de um robusto suporte técnico e financeiro da Seara mostram o quão benéfico é ser um produtor integrado da Companhia”, afirma João Campos, presidente da Seara.

Atualmente, mais de 9 mil granjas fazem parte da SuperAgro. Entre elas está a dos produtores Carlos Maia e Cae Maia, pai e filho respectivamente. Eles começaram com 140 mil frangos por lote e agora vão alojar mais de 900 mil aves por ciclo. A partir de setembro, eles também iniciarão a produção de ovos, com expectativa de 12 milhões de unidades por ano. “A plataforma me mostrou que crescimento vem com disciplina, gestão e atenção aos detalhes. E a Seara oferece as ferramentas para isso”, afirma Cae. Desde 2017, pai e filho se destacam pelo desempenho consistente e já foram premiados por diversas vezes no programa SuperAgro, reflexo da evolução contínua da sua operação e qualidade da mão-de-obra empregada.

No setor de suínos, a mudança de escala é expressiva. O produtor José Anderson dos Santos saiu de pouco mais de 300 animais há quase 30 anos para mais de 33 mil em terminação. E deve alcançar 44 mil, com a construção de mais dois modais de mais de 10 mil cabeças cada, com a integração Seara. Pelo quinto ano consecutivo, ele vem sendo reconhecido pelo desempenho e evolução da produção, recebendo premiações mensais e anuais do SuperAgro. “O acompanhamento técnico e a previsibilidade de receita nos dão segurança para investir. É isso que sustenta o crescimento”, pontua.

Evolução da plataforma

Ao longo dos anos, a plataforma incorporou novos pilares, como capacitação técnica e gerencial, treinamentos de compliance, ações de estímulo à sucessão familiar e programas como o Mulheres SuperAgro, voltado à ampliação da presença feminina nas granjas. Iniciativas simbólicas, como a escolha de produtores para o calendário anual da empresa, ajudam a dar visibilidade a quem se destaca.

A SuperAgro também se firmou como um instrumento de retenção de talentos no campo. A valorização do trabalho técnico, associada à transparência dos indicadores, ajuda o posicionamento da Seara como referência no relacionamento com integrados.

Neste ano, a plataforma reforçou sua visibilidade nacional com mais uma edição do Prêmio SuperAgro, que reconheceu diversos produtores regionalmente em 18 categorias, com base em critérios como bem-estar animal, manejo, conversão alimentar e qualidade. A cerimônia de premiação reforçou o caráter técnico e meritocrático da iniciativa. Desde o início, a Seara já pagou mais de 12 milhões somente em premiações para os melhores produtores.

“A SuperAgro é um modelo de longo prazo que valoriza quem entrega excelência. Não basta produzir mais, é preciso produzir com qualidade, com técnica e com visão de futuro”, destaca Campos. “Nosso compromisso é construir uma cadeia sólida, moderna e sustentável. O produtor é peça central disso e a SuperAgro nos permite desenvolver essa parceria com base em critérios técnicos e respeito mútuo”, afirma o presidente da Seara.

Sobre a JBS no PR

A JBS possui operação em 11 cidades do Paraná, entre fábricas e centros de distribuição das unidades de negócios, conta com mais de 14 mil colaboradores em todo o Estado e mais de 2.500 produtores rurais integrados. No Brasil, a JBS é uma das maiores empregadoras do país, com 158 mil colaboradores. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação: Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre muitas outras, que chegam todos os dias às mesas de consumidores em 190 países. A empresa investe em negócios correlacionados, como couros, biodiesel, colágeno, higiene pessoal e limpeza, envoltórios naturais, soluções em gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transportes, com foco na economia circular.

Conferência Smart Energy 2026 debate avanço da eficiência energética industrial

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Eletron Energia é uma das patrocinadoras e organizadoras do Fórum de Eficiência Energética, um dos segmentos mais relevantes do evento que será realizado nos dias 22 e 23 de setembro, em Curitiba

Um dos mais importantes eventos do setor elétrico brasileiro está chegando a Curitiba. A Smart Energy 2026, que acontece nos próximos dias 22 e 23 de setembro na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), contará com a participação da Eletron Energia na organização do Fórum de Eficiência Energética, uma das principais atrações da feira. Este é mais um ano em que a empresa paranaense apoia o evento não apenas como patrocinadora, mas também contribuindo diretamente na organização e fortalecimento do fórum, ajudando a promover um espaço de diálogo, troca de experiências e discussão sobre os desafios e oportunidades relacionados à eficiência energética.

O evento reúne especialistas, empresas e representantes do setor produtivo para debater soluções capazes de ampliar a eficiência no uso da energia, reduzir custos e fortalecer a competitividade da indústria.

O fundador e Diretor da empresa, Ricardo Kenji, tem presença confirmada no dia 22 de setembro no painel “Atualizações no PEE – ANEEL”. O encontro integra a programação dedicada às transformações do mercado de energia e estratégias capazes de tornar o consumo energético mais eficiente, competitivo e sustentável.

Para Kenji, a presença da Eletron em um evento que reúne empresas, especialistas, pesquisadores, universidades e representantes do poder público reforça a importância de aproximar o debate técnico das necessidades concretas do setor produtivo: “Participar de uma discussão como essa é uma rara oportunidade de compartilhar experiências e ampliar o debate sobre o papel da eficiência energética no desenvolvimento das empresas e da própria economia. O Programa de Eficiência Energética da ANEEL é um instrumento relevante para estimular projetos que tragam ganhos de eficiência, modernização e competitividade, e é fundamental que o mercado acompanhe suas atualizações e compreenda as oportunidades que elas representam”, afirma.

Segundo o  Diretor,  a otimização do consumo de energia deixou de ser uma iniciativa associada à mera redução de custos e passou a ocupar espaço estratégico  para a indústria. Em um cenário de maior pressão por competitividade, produtividade e sustentabilidade, o uso eficiente de recursos contribui para os resultados financeiros e operacionais das organizações.

“A eficiência energética pode gerar resultados concretos em diferentes processos industriais, principalmente quando associada à modernização de equipamentos, à aplicação de automação e à otimização do consumo. O ponto central é identificar essas oportunidades a partir de um diagnóstico energético e implementar soluções que proporcionem ganhos reais de eficiência, redução de custos e melhoria do desempenho operacional”, conclui.

Fórum reúne especialistas de todo o país

Promovida pela Fiep e organizada pela Rede Paraná Tecnologia e Metrologia, a Conferência Smart Energy  reúne representantes do setor produtivo, empresários, empreendedores, universidades, pesquisadores, professores e gestores públicos para discutir os principais desafios e oportunidades relacionados à transformação do setor energético brasileiro.

Paralelamente à programação principal da Conferência, o Fórum de Eficiência Energética terá início às 14h do dia 22 de setembro e contará com palestras técnicas, painéis de discussão, apresentação de cases de sucesso e momentos de networking.

Entre os assuntos previstos estão o panorama da eficiência energética no Paraná, as atualizações e perspectivas do Programa de Eficiência Energética (PEE/Aneel), Indústria 4.0, automação industrial e estratégias para ampliar a eficiência no uso da energia. A programação reúne representantes de empresas e instituições como Weg, Perfipar, Copel, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco).

As inscrições para a Conferência Smart Energy 2026 estão abertas e podem ser realizadas pelo site: https://smartenergy.org.br/smart-energy-edicao-2026-inscricoes/

Longevidade saudável é a nova tendência na área da estética

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Longevidade saudável é a nova tendência na área da estética

Especialista fala sobre mudança de comportamento da sociedade, que agora troca excessos por discrição; congressos em Foz do Iguaçu nos dias 11 e 12/09 debatem o tema

A busca por traços perfeitos está dando lugar a um novo momento global: o rejuvenescimento consciente ou a reversão de procedimentos estéticos. O movimento, que começou no exterior impulsionado por celebridades, já chegou ao Brasil e ao Paraná.

É o que garante a biomédica Karla Malachoski, especialista em biomedicina estética e mestre em Biotecnologia. Segundo ela, durante anos ocorreu uma grande valorização de intervenções que modificavam as características individuais, especialmente no rosto. Na atualidade, ela observa uma atitude diferente: o paciente continua procurando o setor, mas quer que o resultado seja cada vez menos perceptível como algo “realizado”.

Na percepção da especialista — que integra as comissões de ética e de estética do Conselho Regional de Biomedicina do Paraná 6ª Região (CRBM6) -, é cada vez maior a procura pela naturalidade, pela preservação dos traços pessoais e pela qualidade da pele.

“Muitos pacientes desejam corrigir ou reverter excessos feitos anteriormente. A estética está deixando de ser associada à transformação para assumir um papel de cuidado, prevenção e envelhecimento saudável. Naturalidade passou a ser sinônimo de sofisticação”, enfatiza a biomédica.

Mudança comportamental

Karla observa que existe um grande salto conceitual quando se compara a busca pelo rejuvenescimento a qualquer custo e a longevidade saudável.

O rejuvenescimento desenfreado parte da ideia de que envelhecer é algo que precisa ser combatido ou escondido. Já a longevidade saudável entende a maturação como um processo natural e procura fazer com que ela aconteça da melhor maneira possível.

Na saúde estética, argumenta, longevidade significa preservar identidade, função, proporções e qualidade tecidual. “Não precisamos buscar um rosto de 30 anos em uma pessoa de 60. Precisamos olhar para aquele ser humano e pensar em como podemos ajudá-lo a envelhecer bem, respeitando sua anatomia, sua experiência de vida e sua história.”

“É por isso que, atualmente, a biomedicina fala mais em saúde da pele, estímulo de colágeno, regeneração tecidual, prevenção e tratamentos personalizados do que simplesmente em adicionar volume ou apagar as marcas do tempo”, explica.

A personalização no atendimento é um dos pontos-chave no cenário atual, uma vez que duas pessoas com 40 anos podem ter necessidades completamente diferentes.

Assim, argumenta a biomédica esteta, além de todo conhecimento científico e técnico, o profissional precisa saber ouvir e compreender o paciente, auxiliando com orientações na tomada de decisões.

“Não podemos ignorar a influência social. Redes sociais, filtros, inteligência artificial e padrões estéticos digitais criaram uma exposição intensa à própria imagem. Isso pode levar pessoas cada vez mais jovens a procurar intervenções sem uma indicação real”, complementa.

Mercado em expansão

Dados do Sebrae indicam que o setor de estética e cuidados pessoais movimentou R$ 242,3 bilhões no Brasil em 2025, crescendo 11,2% em um ano. Já o segmento de franquias de Saúde, Beleza e Bem-Estar movimentou R$ 74,3 bilhões no mesmo período, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Do ponto de vista da especialista, esse avanço expressivo demonstra que beleza, autocuidado e bem-estar passaram a ocupar um espaço relevante na vida da população, ao mesmo tempo que o setor caminha para um momento de maior maturidade.

“Para os biomédicos, especialmente no Paraná, isso significa ampliação das oportunidades, mas também aumento da responsabilidade. Quanto maior o segmento, maior a necessidade de profissionais tecnicamente preparados, éticos e comprometidos com a segurança”, destaca.

Segundo ela, o diferencial do profissional não está mais em oferecer um serviço isolado, porque tecnologias e produtos estão cada vez mais acessíveis. “O diferencial está na formação, no raciocínio clínico, na capacidade de avaliar corretamente, na personalização do tratamento e na entrega de resultados seguros e naturais. Vejo essa expansão de maneira muito positiva, desde que venha acompanhada de atualização e qualificação profissional”, observa a biomédica.

Atenta às questões éticas que envolvem a área, Karla Malachoski é enfática ao dizer que não basta abrir uma clínica ou oferecer um protocolo que está em alta. “O paciente está mais informado, existe maior concorrência e o mercado começa a selecionar negócios que conseguem unir gestão, segurança, experiência do cliente, qualificação técnica e resultados consistentes”, pontua.

Fortalecimento do setor

Nos dias 11 e 12 de setembro, Foz do Iguaçu receberá simultaneamente o I Congresso Paranaense de Biomedicina Estética e o III Congresso Acadêmico de Biomedicina, no Recanto Cataratas Resort Convention. O evento vai reunir profissionais, acadêmicos, pesquisadores e especialistas. A realização é da Associação dos Biomédicos do Paraná, com apoio do CRBM6 e do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM).

A programação terá mais de 30 horas de conteúdo e envolve atualização científica, novas tecnologias, produção acadêmica e diferentes temas da Biomedicina. Na estética, haverá minicursos práticos, incluindo Perfiloplastia com Live Injection e Toxina Botulínica + Preenchedores, além de palestras e discussões voltadas às tendências e à inovação da área.

O encontro representa um espaço de integração entre ciência, prática profissional, formação acadêmica e valorização da categoria. Cerca de 58 mil biomédicos atuam na área da estética no Brasil. No Paraná, são 3833 profissionais devidamente registrados e fiscalizados pelo CRBM6.

Crédito da foto: Magnific (banco de imagens gratuito)

Wellness deixa de ser amenidade e passa a orientar projetos imobiliários de alto padrão

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All Resort, em Porto Belo, reúne esporte, natureza, serviços e infraestrutura de bem-estar em 220 hectares e traduz uma nova lógica dos residenciais de luxo

Academias e áreas de lazer já não resumem o conceito de bem-estar no mercado imobiliário de alto padrão. Empreendimentos começam a incorporar o wellness à própria concepção dos projetos, criando ambientes em que esporte, natureza, serviços e qualidade de vida fazem parte da rotina dos moradores. Em Porto Belo (SC), o All Resort, da All Wert, traduz esse movimento em uma área de 220 hectares, com campo de golfe, centro de tênis, mais de 25 quadras esportivas, pistas de caminhada, spas, hotel e shopping de serviços integrados ao complexo residencial.

Para Henry Fuckner, diretor da Zireh Imóveis, que atua na comercialização do empreendimento no mercado paranaense, essa configuração acompanha uma mudança nos critérios considerados pelo comprador de alto padrão. “O bem-estar deixou de ser percebido apenas como uma estrutura adicional dentro do condomínio. Existe um comprador que analisa como aquele endereço pode contribuir para sua rotina, quanto acesso terá à natureza, ao esporte e aos serviços e quanto tempo poderá ganhar para si e para a família. Isso começa a ter peso na própria decisão patrimonial”, afirma.

Concebido como um resort residencial, o All Resort está dividido em quatro territórios integrados, cada um com uma modalidade esportiva como protagonista. A proposta é fazer com que atividade física, lazer e convivência estejam incorporados ao cotidiano, em vez de concentrados em estruturas de uso eventual.

Com isso, o esporte ocupa uma posição central no projeto. O complexo conta com campo de golfe – que abriga o primeiro campo iluminado da América Latina –, academia dedicada à modalidade, 17 quadras de tênis e um centro de tênis em parceria com a Rafa Nadal Academy. Uma futura área dedicada aos esportes de areia também integra o planejamento do empreendimento. Ao todo, o complexo terá mais de 25 quadras destinadas a diferentes modalidades.

A infraestrutura esportiva foi dimensionada não apenas para os moradores. O empreendimento já recebeu competições de golfe e foi planejado para sediar torneios de maior porte, incluindo uma arena para aproximadamente 1.500 espectadores junto ao centro de tênis.

BEM-ESTAR COMO PARTE DA ROTINA

O conceito se estende para além da prática esportiva. Pistas de caminhada distribuídas pelos condomínios, natureza, spas e estruturas de serviços compõem uma proposta em que diferentes aspectos da rotina podem acontecer dentro do próprio complexo.

Hotel e shopping de serviços ampliam essa lógica e aproximam o projeto do conceito de um destino residencial completo. A intenção é criar infraestrutura suficiente tanto para períodos de lazer quanto para uma rotina permanente, reduzindo a necessidade de deslocamentos para atividades cotidianas.

Henry Fuckner analisa que essa característica também ajuda a explicar uma transformação no mercado de segunda residência. Se, historicamente, o imóvel no litoral esteve associado principalmente a férias e temporadas, projetos com infraestrutura mais ampla permitem que esses endereços sejam utilizados por períodos maiores e, em alguns casos, considerados como futura residência principal.

“O comprador está fazendo uma análise mais ampla. Ele continua observando localização, qualidade construtiva e potencial de valorização, mas passou a considerar com muito mais atenção o que aquele imóvel efetivamente acrescenta à sua vida. A possibilidade de ter esporte, natureza e serviços próximos passa a compor a percepção de valor do ativo”, avalia Fuckner.

DO LAZER AO MORAR

Além dos lotes residenciais, o All Resort terá o Terra, condomínio vertical localizado no coração do complexo, próximo ao shopping de serviços. O projeto prevê duas torres com 150 apartamentos, assinadas pelos escritórios dos arquitetos Thiago Bernard e Miguel Pinto Guimarães.

Outra etapa prevista é o Beach, que reunirá apartamentos e lotes e terá como um de seus elementos uma piscina com cerca de mil metros de borda contínua, concebida para criar um efeito visual semelhante ao de uma borda infinita integrada à paisagem.

A diversidade de tipologias, que inclui lotes residenciais e apartamentos em diferentes etapas do projeto, e a estrutura de serviços reforçam uma característica central do empreendimento: embora a segunda residência seja uma das portas de entrada para esse mercado, o projeto foi planejado também para comportar uma rotina de moradia permanente.

De acordo com Guilherme Lacan, executivo de vendas da All Wert em Curitiba, essa possibilidade foi considerada desde a concepção do complexo. “A proposta é criar um destino completo. O morador encontra esporte, serviços, gastronomia, hotel, lazer e segurança sem precisar sair do condomínio. Hoje muitos clientes compram pensando na segunda residência, mas o projeto foi concebido para atender perfeitamente quem decidir viver ali em tempo integral”, afirma.

Para Fuckner, essa possibilidade muda inclusive a forma de avaliar um imóvel no litoral. “Quando um empreendimento consegue reunir atributos de segunda residência e condições para uma vida cotidiana completa, o ativo passa a ter diferentes possibilidades de uso ao longo do tempo. Isso é relevante para um comprador que pensa não apenas na aquisição imediata, mas na função daquele patrimônio dentro da estratégia da família.”

NOVA LEITURA DO LUXO

Ana Wipel, gerente de Marketing da Zireh, avalia que a incorporação do wellness aos projetos imobiliários também sinaliza uma mudança na própria interpretação do luxo. Segundo ela, metragem, acabamentos, arquitetura e localização permanecem fundamentais, mas dividem espaço com fatores menos tangíveis, como conveniência, contato com a natureza, disponibilidade de tempo e acesso qualificado a experiências.

No All Resort, a escala de 220 hectares permite que esses elementos sejam distribuídos pelo território e façam parte da dinâmica do empreendimento. Esporte, residência, serviços e lazer deixam de funcionar como estruturas independentes para formar um mesmo ecossistema.

“O luxo contemporâneo está cada vez mais relacionado à liberdade de escolha e à qualidade do tempo. Poder praticar diferentes esportes, caminhar, estar próximo da natureza e acessar serviços sem grandes deslocamentos muda a experiência de morar. Quando isso é pensado desde a concepção do empreendimento, o wellness deixa de ser um argumento comercial e passa a fazer parte do próprio produto imobiliário”, conclui Ana.

Recorde de Market Share: Carros eletrificados respondem por 21% das vendas de veículos leves em julho

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Mês registrou a maior alta de vendas da história, com crescimento de 195% na comparação com o mesmo período do ano anterior

O mercado de veículos eletrificados segue em expansão no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), divulgados no início de agosto, foram vendidos 271.091 veículos no primeiro semestre de 2026, volume 21% superior ao registrado no mesmo período de 2025. A oferta também cresceu: entre janeiro e julho, 350 modelos estavam disponíveis no país, 19% a mais do que os 294 registrados no mesmo período do ano anterior.

Em julho, os eletrificados responderam por 21% das vendas de veículos leves, maior market share mensal já registrado pelo segmento. Os modelos 100% elétricos somaram 25.782 unidades vendidas, alta de 268% em relação a julho de 2025, e representam 46% dos eletrificados comercializados no mês.

A infraestrutura de recarga acompanha esse avanço. O Brasil chegou a 25.429 pontos públicos e semipúblicos em maio, crescimento de 20,7% em três meses, ante 21.060 em fevereiro. Atualmente, 1.788 municípios contam com infraestrutura de recarga.

Marcas chinesas ampliam presença no Brasil

BYD e GAC reforçaram suas operações no mercado brasileiro com o lançamento de novos modelos eletrificados em agosto. O movimento ocorre em meio ao avanço da categoria: no primeiro semestre deste ano, 16 em cada 100 veículos leves vendidos no país eram eletrificados. No mesmo período de 2025, a proporção era de 9,7 em cada 100.

De acordo com levantamento divulgado pela BYD, a marca chinesa emplacou 37.637 veículos no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 73,67% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Para o gerente da BYD Servopa, revenda da marca em Curitiba (PR), William Mendes, os números refletem não apenas a procura por tecnologia, mas também por alternativas sustentáveis. “A tecnologia é um fator óbvio e que gera procura por automóveis que estejam na vanguarda da inovação. Mas os automóveis eletrificados vão muito além disso. São carros que incorporam o cuidado com o planeta através da sustentabilidade”, destaca.

A GAC, por sua vez, ultrapassou a marca de 10 mil carros emplacados no Brasil em julho, pouco mais de um ano após o início das vendas no país. Em junho, foram mais de 2 mil unidades, alta de 49,7% em relação a maio. O Aion UT, lançamento mais recente da fabricante, registrou 659 emplacamentos no primeiro mês de comercialização. No cenário global, as exportações da GAC superaram 120 mil veículos no primeiro semestre de 2026, aumento de 132% na comparação anual. O gerente da GAC Servopa, Fábio Borges, explica que os resultados mostram que a fabricante vem ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro. “Estamos registrando um crescimento considerável porque os consumidores estão procurando cada vez mais os veículos eletrificados, sejam híbridos ou 100% elétricos. Essa mudança no mercado está se tornando mais perceptível com o passar do tempo e a GAC vem crescendo junto com essa preferência dos brasileiros”, ressalta.

Lançamentos

A GAC acaba de lançar no Brasil  o GS9, SUV híbrido plug-in de grande porte com sistema REEV. Nesse conjunto, os motores elétricos são responsáveis pela tração, enquanto o motor 1.5 turbo a combustão atua como gerador de energia. Com 500 cv, 613 Nm de torque, tração integral (AWD) e bateria de 44,5 kWh, o modelo oferece 114 km de autonomia elétrica, segundo o Inmetro. A configuração acomoda até seis passageiros em disposição 2+2+2. Entre os itens  de conforto e tecnologia estão bancos em couro Nappa com aquecimento, ventilação e massagem, tela central de 15,6″, Head-Up Display, sistema de som com 21 alto-falantes, câmeras com visão de 540° e pacote avançado de assistência à condução. O preço oficial é de R$ 399.990.

Entre os lançamentos da BYD está o Song Pro Super-Híbrido Flex Fuel, que acaba de chegar às lojas. O SUV combina motor 1.5 turbo flex e motor elétrico, pode utilizar gasolina ou etanol e  conta com sistema híbrido plug-in DM-i. O preço inicial é de R$ 199.990 e o modelo está disponível nas versões GL e GS. 

A primeira entrega 223 cv combinados e acelera de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos. Já a GS chega a 235 cv e 400 Nm, com aceleração de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos. O Song Pro tem porta-malas de 520 litros, suspensão traseira multilink e pacote de segurança que inclui ACC com Stop&Go, assistência de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego, reconhecimento de placas e frenagem automática de emergência.

“Esse crescimento dos veículos eletrificados está diretamente ligado ao comportamento do consumidor, mas também à ampliação da oferta das montadoras chinesas.. Trata-se de uma decisão mais consciente, que considera fatores como sustentabilidade, autonomia, conforto e tecnologia”, finaliza o diretor corporativo do Grupo Servopa, Josemar Ferro.

Sobre o Grupo Servopa

Há 70 anos atuando no mercado, o Grupo Servopa se consolidou como um dos principais grupos do setor automotivo no Brasil, representando 15 marcas de renome como Volkswagen, Audi, Hyundai, BYD, GAC, Honda, Peugeot, Volvo e Harley-Davidson. Com sede em Curitiba (PR), reúne operações em concessionárias de veículos, consórcios e serviços relacionados, com 52 lojas distribuídas nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Fator humano volta ao centro da estratégia das empresas na era da IA

A inteligência artificial já escreve, analisa dados, identifica padrões, automatiza processos e participa de decisões que até pouco tempo dependiam exclusivamente de pessoas. À medida que a tecnologia amplia sua presença nas empresas, porém, uma questão ganha espaço entre lideranças e profissionais de marketing: se máquinas passam a executar cada vez mais tarefas, onde estará o diferencial competitivo essencialmente humano?

É a partir dessa provocação que a ESPM com a partner regional Academic Ventures realiza, no dia 15 de setembro, em Curitiba, o encontro “Marketing Human-Centric: a estratégia humana como diferencial competitivo”. O evento gratuito, mediante inscrições, acontece a partir das 8h30, no Teatro Regina Casillo, e reunirá especialistas, executivos e representantes do mercado para discutir como empresas podem combinar tecnologia e inteligência humana na construção de marcas, relacionamentos e negócios relevantes. A iniciativa tem parceria com ADVB/PR e o Grupo de Mídia Paraná.

A discussão ocorre em um momento particularmente oportuno. Segundo o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, quase 40% das competências exigidas no trabalho devem mudar até 2030. IA e big data aparecem no topo das habilidades com maior crescimento de demanda, mas o mesmo levantamento mostra o fortalecimento de competências essencialmente humanas: pensamento criativo, resiliência, flexibilidade, liderança e influência social estão entre aquelas que mais ganharão importância.

O Marketing Human-Centric propõe colocar pessoas no centro das decisões, utilizando tecnologia e dados como instrumentos para ampliar, e não substituir, a capacidade de compreender e gerar valor. O painel “Marketing Human-Centric: a estratégia humana como diferencial competitivo” reunirá representantes do mercado para discutir como as transformações tecnológicas e comportamentais estão mudando a relação entre empresas, marcas e consumidores. A conversa terá a mediação de Zaki Akel Sobrinho, CEO da Academic Ventures e partner regional da ESPM, e contará com Fernando Cesário, CMO da ESPM; Flaviane Bronner, do Grupo Boticário; e Roger Rieger, proprietário da KOMM.

Com mais de 23 anos de experiência em empresas nacionais e multinacionais, Fernando Cesário CMO da ESPM construiu sua trajetória em organizações como Kimberly-Clark, Hospital Israelita Albert Einstein, Grupo Fleury, SulAmérica, Unicesumar e Pearson Education. Sua formação combina marketing, liderança, comportamento do consumidor e economia da saúde. “O Marketing ampliou seu papel para além de produto, preço, praça e promoção como fundamentos. Hoje envolve entender comportamentos, cultura e as mudanças da sociedade, com peso cada vez mais estratégico para os negócios. Também mudou quem participa desse processo como consumidores e comunidades que ajudam a construir valor junto às marcas. E a ESPM acompanha todas essas transformações”, diz Cesário. 

Zaki Akel Sobrinho traz ao debate mais de quatro décadas de atuação em educação, inovação e gestão. Doutor em Administração pela USP e ex-reitor da Universidade Federal do Paraná, atualmente lidera a Academic Ventures, parceira regional da ESPM no Estado, além de integrar iniciativas voltadas à aproximação entre universidades, empresas e ecossistemas de inovação. Ele chama a atenção para um cenário inédito: cinco gerações convivem hoje no ambiente de trabalho e no mercado de consumo, cada uma com referências, expectativas e valores distintos. “A inteligência artificial nos dá uma capacidade extraordinária de identificar padrões e processar informações, mas os dados não eliminam a necessidade de compreender o que existe por trás deles. O desafio do marketing é olhar para as pessoas e entender o que cada consumidor valoriza, o que gera confiança e o que faz sentido para ele”, afirma Zaki, que fará a mediação do encontro. 

“Quanto mais a tecnologia avança, mais estratégica se torna a capacidade de compreender as pessoas. As empresas dispõem de dados, ferramentas e inteligência artificial para alcançar seus públicos, mas a informação, por si só, não gera conexão. A diferença está em transformar dados em compreensão e relacionamento em valor. Esse debate está alinhado à visão da ADVB/PR de um marketing conectado aos negócios, às vendas e aos resultados, sem perder de vista o ser humano. As marcas que souberem combinar tecnologia e inteligência com empatia e confiança terão uma vantagem competitiva importante. É essa convergência entre inovação e humanidade que queremos discutir com a ESPM”, enfatiza o presidente da ADVB/PR, Roberto Herrera. 

Claudia Bosa, diretora do Grupo de Mídia Paraná, complementa: “A Inteligência Artificial já não é uma promessa de futuro para o planejamento de mídia, mas sim a realidade que colabora para uma estratégia com ferramentas de trabalho mais eficientes. Contudo, o sucesso dessa integração não elimina o fator humano: a máquina entrega a eficiência e a precisão técnica, mas o discernimento estratégico e a conexão emocional continuam sendo o diferencial criativo.”

A ESPM completa, em 2026, dois anos de atuação no Paraná, em parceria com a Academic Ventures, com uma programação voltada à formação executiva nas áreas de marketing, branding, inovação e negócios. A trajetória no estado acaba de alcançar também um marco importante, com a formação da primeira turma de Master em Curitiba. Para os próximos meses, a Escola mantém uma nova programação de cursos, entre eles o Master in Business, Marketing & Innovation e o Prime MBA em Comunicação, Branding e Vendas, ampliando sua presença no mercado paranaense e a conexão entre conhecimento acadêmico, profissionais e os desafios contemporâneos das empresas. 

Sobre a ESPM

A ESPM é uma escola de negócios inovadora, referência brasileira no ensino superior nas áreas de Comunicação, Marketing, Consumo, Administração, Economia Criativa e Tecnologia. Seus mais de 12,6 mil alunos de graduação e pós-graduação e mais de 1,1 mil colaboradores estão distribuídos em cinco campi — dois em São Paulo, dois no Rio de Janeiro e um em Porto Alegre — além de unidades regionais em Curitiba, Goiânia e Salvador. O lifelong learning, a excelência acadêmica e a forte conexão com o mercado orientam sua atuação.

Sobre a Academic Ventures

Nesse hub de soluções estratégicas, o professor Zaki Akel Sobrinho lidera uma equipe multidisciplinar com grande experiência em gestão estratégica atuando nos ecossistemas de inovação e com fortes conexões tanto no meio acadêmico quanto no meio empresarial para administrar uma rica e diversificada rede de relacionamentos nos dois universos. A AV cria pontes para conectar problemas e soluções por meio de powerful connections – estratégicas, globais e de impacto – ajudando a construir resultados concretos que geram valor para os clientes, colaboradores, sócios e sociedade. Acesse: academicventures.com.br

Serviço

Painel Marketing Human-Centric: a estratégia humana como diferencial competitivo
Data: 15 de setembro de 2026
Horário: 8h30
Local: Teatro Regina Casillo
Rua Lourenço Pinto, 500, Centro – Curitiba (PR)
Participação: gratuita, mediante inscrição prévia

Inscrições gratuitas para o encontro

Realização: ESPM, em parceria com ADVB-PR e Grupo de Mídia Paraná.

Instituto ADORE nasce no Paraná para ampliar cuidado e apoio a pacientes com doença renal crônica

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Idealizado pelo médico nefrologista Dr. Paulo Fraxino e seus filhos, o instituto pretende transformar mais de três décadas de experiência no atendimento renal em projetos permanentes de acolhimento, prevenção e qualidade de vida

Mais de 173 mil brasileiros dependem atualmente de diálise para viver. No Paraná, são mais de 9 mil pessoas submetidas ao tratamento. Por trás desses números, porém, existem pacientes e famílias que enfrentam uma realidade que ultrapassa os limites da assistência médica: mudanças na rotina, dificuldades de deslocamento e alimentação, impactos emocionais, perda de autonomia e insegurança em relação ao futuro.

Foi da convivência diária com essa realidade, ao longo de mais de três décadas, que nasceu o Instituto ADORE — Instituto de Amparo ao Doente Renal, instituição sem fins lucrativos fundada pelo médico nefrologista  Dr. Paulo Henrique Fraxino e por seus filhos, Lívia Fraxino e Bernardo Fraxino, sócios diretores da agência ATT, especializada em marketing médico.

“A proposta é ampliar o olhar sobre a doença renal crônica e oferecer suporte às diferentes dores enfrentadas por quem convive com a condição, sendo elas físicas, emocionais, sociais, familiares e econômicas”, afirma Dr. Paulo Fraxino, presidente do Instituto.

Ao longo de mais de 30 anos cuidando de pessoas com doença renal, Dr. Paulo conta que aprendeu que tratar os rins é apenas uma parte do seu trabalho. “A doença crônica entra na casa do paciente, modifica a dinâmica da família, interfere no trabalho, nos projetos e na autonomia. O ADORE nasce da percepção de que precisamos cuidar também de tudo aquilo que existe ao redor do tratamento”, ressalta o médico.

Um problema crescente de saúde pública

A criação do ADORE ocorre em um cenário de crescimento da demanda por terapia renal substitutiva no Brasil. Segundo o Censo Brasileiro de Diálise 2025, da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o país ultrapassou a marca estimada de 173 mil pacientes em tratamento dialítico. A própria SBN destaca que a população em diálise crônica continua crescendo e que os dados são fundamentais para o planejamento da assistência e das políticas públicas de saúde renal.

De acordo com os dados do levantamento, são estimados 173.408 pacientes em diálise no Brasil, o equivalente a 813 pacientes por milhão de habitantes. Em 2016, eram cerca de 122,8 mil. Somente em 2025, aproximadamente 46,6 mil brasileiros teriam iniciado tratamento dialítico.

No Paraná, a estimativa é de 9.068 pessoas em diálise, com cerca de 2.236 novos pacientes iniciando o tratamento ao longo de 2025.

Outro dado revela a dimensão do desafio para o sistema público: 83% dos pacientes brasileiros em diálise têm o Sistema Único de Saúde (SUS) como fonte pagadora.

“Quando falamos em mais de 173 mil pessoas em diálise, não estamos falando apenas de um indicador epidemiológico. Estamos falando de milhares de famílias que reorganizam a vida em torno de um tratamento contínuo. A diálise mantém vidas, mas precisamos olhar para a qualidade dessa vida, para a autonomia e para a dignidade de quem depende dela”, destaca Fraxino, que também é vice-presidente da Região Sul da Sociedade Brasileira de Nefrologia e vice-presidente regional Paraná da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante.

Da experiência assistencial ao Instituto

A origem do ADORE está diretamente relacionada à trajetória da Clínica Renal Iraty, referência em assistência nefrológica aos municípios que integram a 4ª Regional de Saúde do Paraná.

Ao longo dos anos, a instituição passou a desenvolver iniciativas que extrapolam a assistência convencional. Entre elas estão projetos de atividade física durante a hemodiálise, cuidados paliativos em nefrologia, segurança do paciente, acesso vascular, educação de pacientes e familiares, sustentabilidade ambiental, prevenção da doença renal e humanização do atendimento.

O projeto CRIatividade, por exemplo, estimula exercícios durante o tratamento. Outras iniciativas incluem o Programa de Cuidados Paliativos em Nefrologia, a Força-Tarefa de Acesso Vascular e o Código Azul, direcionado à preparação das equipes para situações de emergência.

Grande parte dessas ações foi construída até agora com a dedicação e a doação de tempo e conhecimento dos próprios profissionais. A criação do Instituto pretende dar estrutura para que esses projetos ganhem continuidade, escala e novas fontes de financiamento.

“O ADORE não começa do zero. Ele nasce de um trabalho que já acontece e da dedicação de muitas pessoas. O que queremos agora é transformar boas iniciativas em programas estruturados e permanentes, criar parcerias e ampliar nossa capacidade de chegar a mais pacientes e famílias”, explica o nefrologista.

Prevenir antes que a diálise seja necessária

Uma das frentes que deverá ocupar espaço decisivo na atuação do Instituto é a prevenção da doença renal crônica e o incentivo ao diagnóstico precoce.

A DRC pode evoluir durante anos sem apresentar sintomas evidentes. Diabetes e hipertensão estão entre suas principais causas e, segundo os dados apresentados pelo Censo SBN 2025, representam, respectivamente, 30% e 27% dos diagnósticos de base entre pacientes em diálise.

Para Fraxino, esse caráter silencioso torna a informação uma ferramenta essencial. “Se esperarmos o aparecimento dos sintomas, podemos estar chegando tarde. Pessoas com diabetes, hipertensão, obesidade, doença cardiovascular, histórico familiar de doença renal e outros fatores de risco precisam avaliar periodicamente a saúde dos rins. Exames relativamente simples podem identificar alterações quando ainda temos oportunidade de intervir e retardar a progressão da doença.”

O desafio, portanto, ocorre em duas frentes: impedir, sempre que possível, que a doença avance até a necessidade de terapia renal substitutiva e oferecer assistência integral àqueles que já dependem dela.

Cuidado que ultrapassa as paredes da clínica

Dr. Paulo Fraxino com os filhos Lívia e Bernardo. Crédito Divulgação

A atuação do Instituto ADORE deverá abranger assistência social, educação em saúde, prevenção, promoção da qualidade de vida, apoio aos pacientes e familiares, capacitação profissional, inovação e defesa do acesso a um atendimento digno, seguro e humanizado.

A participação dos filhos Lívia e Bernardo Fraxino na fundação do Instituto acrescenta ainda um caráter familiar e geracional à iniciativa. Para Paulo Fraxino, o projeto representa a transformação de uma experiência construída durante décadas na medicina em um legado para a comunidade.

“A medicina nos ensina a tratar doenças, mas a convivência com os pacientes nos ensina algo ainda maior: cuidar de uma pessoa com uma condição crônica significa conhecer sua história e compreender aquilo que ela precisa para continuar vivendo com dignidade. O ADORE nasce para ajudar a preservar autonomia, vínculos, projetos e esperança.”

Dr. Paulo Henrique Fraxino é médico nefrologista, vice-presidente da Região Sul da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), vice-presidente regional Paraná da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) e presidente do Instituto ADORE — Instituto de Amparo ao Doente Renal.

Hospital Angelina Caron recebe missão inédita no Brasil para realizar cirurgias cardíacas em pacientes do SUS

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O Hospital Angelina Caron (HAC) e a UniCaron recebem, pela primeira vez no Brasil, uma missão internacional realizada em conjunto com a Liga Muçulmana Mundial e o King Faisal Specialist Hospital & Research Centre, da Arábia Saudita, referência em saúde, pesquisa e educação médica. A iniciativa reúne especialistas brasileiros e sauditas em uma imersão técnica e científica voltada à cirurgia cardiovascular avançada, com foco na troca de experiências, discussão de casos e realização de procedimentos de alta complexidade.

As cirurgias serão realizadas entre os dias 10 e 16 de setembro, com procedimentos programados a partir das 7h. Durante a missão, os especialistas sauditas atuarão ao lado da equipe do Hospital Angelina Caron em casos considerados complexos e desafiadores, transformando o centro cirúrgico em um ambiente de intercâmbio de conhecimento na prática.

Os pacientes foram selecionados entre aqueles que já aguardavam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A equipe do hospital realizou uma avaliação da fila em busca de casos que apresentassem o grau de complexidade compatível com a proposta da missão.

Assim, além da troca científica entre os profissionais dos dois países, a iniciativa terá impacto direto na assistência, aproximando pacientes da saúde pública de técnicas e tecnologias utilizadas em procedimentos cardiovasculares de alta complexidade. Essa proposta de ampliar o acesso dos pacientes do SUS também está entre os objetivos institucionais apresentados pelo HAC ao Ministério da Saúde.

A programação contempla troca da válvula mitral, cirurgias que associam troca valvar e revascularização do miocárdio, troca da válvula aórtica combinada à revascularização, implante transcateter de válvula aórtica (TAVI), plastia tricúspide e plastia mitral. São casos que permitem às equipes discutir diferentes abordagens e compartilhar experiências diante de situações de maior complexidade cardiovascular.

A missão será conduzida pelos Drs. Milton Santoro e Rodrigo Ribeiro e reúne a experiência assistencial e a estrutura de alta complexidade do Hospital Angelina Caron à atuação da UniCaron em ensino, capacitação e desenvolvimento médico. Enquanto o hospital oferece o ambiente clínico, a tecnologia e a estrutura necessária para os procedimentos, a UniCaron amplia o caráter educacional da iniciativa por meio da discussão dos casos e do compartilhamento de conhecimento entre os especialistas.

Sobre o Hospital Angelina Caron

Fundado em 1983, o Hospital Angelina Caron (HAC) é uma instituição filantrópica de alta complexidade localizada em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Com mais de quatro décadas de atuação, realiza anualmente mais de 400 mil atendimentos a pacientes do SUS, convênios e particulares com atuação em áreas como oncologia, transplantes, cirurgia robótica, pediatria e reabilitação.

O modelo de cuidado é integrado ao ensino e à pesquisa por meio da UniCaron, do Departamento de Ensino e Pesquisa e dos programas de Residência Médica. Com foco em segurança, qualidade e atendimento humanizado, o HAC mantém como propósito promover saúde com excelência e ampliar seu impacto na assistência à população do Paraná e do Brasil.

Bem-estar emocional como foco no ambiente de trabalho: mudanças na NR-1 colocam a saúde mental como pilar essencial nas estratégias corporativas

Modelo cooperativista se destaca pelo pioneirismo em ações voltadas ao bem-estar emocional dos colaboradores

O mercado de trabalho passa por uma transformação importante, impulsionada não apenas por mudanças nos modelos de gestão, mas também por avanços regulatórios. A recente atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que reforça a obrigatoriedade de as empresas considerarem os riscos psicossociais na gestão da saúde e segurança do trabalho, coloca a saúde mental dos colaboradores no centro das atenções das organizações. Nesse contexto, o bem-estar emocional deixa de ser apenas uma tendência e se consolida como fator essencial para o desempenho sustentável das empresas.

O cuidado com as pessoas como parte do cooperativismo

O cuidado com as pessoas está na própria essência do modelo cooperativista. Como sociedade de pessoas, seu foco não está apenas nos resultados da organização, mas também no desenvolvimento e no bem-estar de colaboradores, associados e comunidades.

No Sicredi, essa visão se traduz em uma política de benefícios que contempla diferentes dimensões da vida dos colaboradores e de seus familiares. Entre as iniciativas estão assistência médica e odontológica, previdência privada, auxílio-creche, auxílio para filhos com deficiência, apoio à atividade física, acompanhamento psicológico, telemedicina, apoio nutricional e subsídio para medicamentos. O pacote também inclui ferramentas como o Zenklub, direcionado ao cuidado com a saúde emocional.

A instituição financeira cooperativa acompanha ainda a percepção dos colaboradores por meio de pesquisas de clima e do E-NPS (ferramenta que mede o engajamento, a satisfação e a lealdade das equipes), avaliando diferentes momentos da jornada profissional, da admissão ao desligamento. Esse compromisso também se reflete nos reconhecimentos conquistados junto ao Great Place to Work (GPTW). Desde 2021, a instituição é certificada como uma das melhores empresas para trabalhar. Em 2024 e 2025, foi reconhecida como A Melhor Empresa para Trabalhar no Brasil. Além disso, esteve entre as 25 Melhores Empresas para Trabalhar da América Latina em 2025 e, em 2026, avançou para a 14ª posição no ranking latino-americano. Para o gerente de Pessoas e Cultura da Central Sicredi PR/SP/RJ, Marcos Antonio Primão, o cuidado com as pessoas está diretamente ligado à forma como a cooperativa estrutura sua atuação. “Está no nosso modelo de negócio, pois somos uma sociedade de pessoas, com foco nos colaboradores e associados”.

Quando o benefício faz diferença na vida real

Mais do que números, políticas e iniciativas, o impacto dessas práticas pode ser percebido na experiência de quem o vivencia no dia a dia. É o caso de Daniela Cristina Carneiro Pereira, analista de Serviços Compartilhados da Sicredi Norte Sul, que construiu sua trajetória profissional na instituição e encontrou na estrutura oferecida um apoio que vai além do ambiente de trabalho.

Mãe de um filho com deficiência, Daniela conhece de perto os desafios de conciliar carreira, família e cuidados com a saúde. Para ela, ter acesso a atendimento médico e psicológico de qualidade representa não apenas uma facilidade, mas uma fonte de tranquilidade em momentos em que a família precisa de suporte. “Ter acesso com tranquilidade a consultas on-line, terapeuta e plano de saúde é um diferencial imenso, especialmente para quem é pai e mãe.”

Na rotina de Daniela, o plano de saúde e o Zenklub estão entre os benefícios que mais fazem diferença. O acesso a consultas e profissionais de diferentes especialidades facilita a busca por atendimento e reduz uma preocupação comum a muitas famílias: contar com assistência de qualidade quando necessário. Essas condições também contribuem para que Daniela se sinta amparada no exercício do seu papel profissional, sem deixar de lado as necessidades da família. Na avaliação da profissional, olhar para o colaborador de forma integral vai além de oferecer benefícios corporativos. “Acredito que uma empresa que investe no bem-estar dos colaboradores recebe esse investimento de volta”, ressalta. 

A experiência dela mostra, na prática, uma questão que muitas vezes permanece no campo institucional: cuidar da saúde emocional não significa apenas disponibilizar ferramentas, mas criar condições para que as pessoas se sintam mais seguras ao lidar com os desafios da vida e do trabalho.

Os efeitos do cuidado

Com 23 anos de trajetória no Sicredi, Dayse Cristhiane Toledo de Abreu Gusmão, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Sicredi Norte Sul, aponta o cuidado genuíno com as pessoas como um dos aspectos que fortalecem sua relação com a instituição. Segundo ela, o bem-estar dos colaboradores está diretamente relacionado à qualidade das entregas. Quando está bem, o profissional consegue desenvolver melhor seu potencial, enquanto questões emocionais ou financeiras podem afetar seu desempenho. Por isso, Dayse considera que as vantagens oferecidas pelo Sicredi complementam a remuneração e podem ser um fator relevante para a permanência dos profissionais. “Eu não trocaria uma empresa por outra somente por dinheiro. Porque o dinheiro é bom, mas ele não compra muita coisa que é importante hoje na minha vida”, afirma.

Entre os benefícios que mais utiliza, destaca o Zenklub, especialmente pela possibilidade de escolher entre diferentes profissionais e abordagens terapêuticas, que considera relevantes tanto para momentos específicos quanto para processos contínuos de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. Também cita o Vita, que disponibiliza psicólogos e médicos para atendimentos e necessidades do dia a dia.

Norma Regulamentadora nº 1: o que mudou?

A discussão sobre saúde emocional no trabalho também ganhou força com as mudanças na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). Em 26 de maio de 2026, entrou em vigor a nova redação do capítulo de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), que passou a prever expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. A medida reforça a responsabilidade das organizações na identificação, avaliação e prevenção desses riscos, considerando aspectos como sobrecarga, assédio e falta de suporte no ambiente profissional.

Para Dayse, a atualização representa um avanço importante, embora ainda exista um longo caminho para que o cuidado seja efetivamente incorporado pelas empresas. Na visão da gestora, a norma reforça um compromisso que deveria fazer parte da atuação das organizações: buscar o desempenho sem colocar o bem-estar das pessoas em segundo plano. “A NR-1 vem para fortalecer o compromisso ético que as empresas têm de gerar resultados, sim, mas não a qualquer custo. Precisamos gerar resultados de maneira sustentável.”

A gerente também chama atenção para a importância de ir além do simples cumprimento da legislação. Para ela, oferecer um benefício ou uma ação pontual não significa necessariamente promover a saúde emocional. O desafio está em identificar os problemas, compreender suas causas e atuar antes que eles se agravem.

Nesse sentido, histórias como a de Daniela mostram que o bem-estar no trabalho ganha verdadeiro significado quando as políticas corporativas se traduzem em apoio concreto às pessoas — especialmente nos momentos em que o colaborador mais precisa se sentir amparado.

Sobre o Sicredi 

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10,5  milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3,1 mil agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando mais de 300 produtos e serviços financeiros.

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ARTIGO: Mentalidade AI First: cinco skills fundamentais para os gestores de RH desenvolverem ainda este ano

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*por Juliana Maria – head de Produtos HCM na Senior Sistemas

Existe uma força de trabalho em transformação, e as habilidades necessárias para atuar em um mundo permeado por IA ainda estão sendo construídas — muitas delas nem sequer possuem nome ou classificação formal em códigos ocupacionais.

Apesar da velocidade de adoção, existe uma contradição: o volume de investimento em IA nas empresas é desproporcional aos resultados efetivamente colhidos. Parte do problema está em tentar aplicar IA a processos que já não fazem mais sentido, em vez de repensar os fluxos de trabalho antes de automatizá-los.  88% das organizações usam IA em ao menos uma função, mas apenas 39% reportam qualquer impacto no EBIT — e a McKinsey estima que ~75% dos cargos precisam de reformulação fundamental. A adoção aconteceu; o redesenho do trabalho, não. (dessa forma fica mais preciso)

Em um cenário de transformações intensas, as skills humanas valem cada vez mais e abre-se uma janela de oportunidade para o desenvolvimento de times. De acordo com o World Economic Forum, 170 milhões de empregos serão criados até 2030, e 39% das habilidades essenciais exigidas mudarão até 2039.

Cinco habilidades essenciais

Mas quais, de fato, devem ser desenvolvidas? A partir de um grande debate com IAs e ouvindo a realidade de centenas de gestores de RHs, mapeei cinco que considero mais importantes para qualquer função que envolva o uso de inteligência artificial — não apenas para times técnicos:

  1. Pensamento crítico e julgamento analíticoA IA é forte em análise, mas o julgamento continua sendo humano. Por exemplo, um agente de workforce pode gerar uma lista fria de colaboradores com mais faltas em determinado período. Sem uma camada de julgamento humano, essa lista pode levar a decisões equivocadas — como o desligamento de alguém que, na verdade, enfrenta uma situação pessoal delicada, mas continua entregando resultados. Por isso, a recomendação é que áreas de RH construam camadas de governança e diretrizes   para orientar o uso responsável dessas ferramentas.
  2. Literacia em IA e Engenharia de ContextoPoucas pessoas hoje sabem responder com precisão o que a IA é capaz — ou não — de fazer, já que as capacidades mudam constantemente. Acompanhar essa evolução é tarefa árdua, porém essencial. Mais do que a engenharia de prompt, é a engenharia de contexto: a habilidade de estruturar informações em camadas, criar arquivos de contexto reutilizáveis e desenvolver “skills” específicas para que os agentes não precisem repetir instruções a cada interação. Como exemplo, temos agentes recrutadores que recebem o contexto e o repassam a agentes de ATS, responsáveis por processá-lo e estruturar as competências técnicas e as responsabilidades das vagas com muito mais detalhe. Isso cria uma camada adicional que permite diferenciar candidatos de forma mais precisa. O resultado são descrições de vagas mais ricas, construídas a partir do contexto sobre o ambiente de trabalho e o perfil do time — e não apenas uma lista de requisitos técnicos —, combinando a precisão da IA com o tom de voz da marca empregadora.  
  3. Adaptabilidade e visão sistêmicaEnquanto a gestão tradicional segue listas fragmentadas de tarefas, profissionais com essa competência — independentemente do cargo ou nível hierárquico — questionam se um processo pode ser automatizado ou simplificado, avaliam as interdependências entre áreas e como a automação pode trazer ganhos em produtividade, em vez de simplesmente executá-lo como sempre foi feito. O Gestor AI First foca na visão sistêmica, o engajamento e desenvolvimento do time.
  4. Empatia e inteligência emocionalApesar de não ser um conceito novo, essa competência ganha nova relevância no contexto da IA. Ferramentas podem gerar planos de desenvolvimento individual (PDI) com base em dados históricos, mas cabe à liderança humana avaliar se aquele plano realmente conversa com as expectativas e o momento de vida de cada colaborador.
    Num mundo cada vez mais inundado de dados e estatísticas, e mais do que isso, super acelerado, é essencial saber ouvir, estar próximo, essas habilidades essencialmente humanas ganham força. Dentro desse cenário, é importante fortalecer os vínculos de mentorias, comitês, guildas e grupos que possam apoiar o RH no trabalho de redesenhar a estrutura organizacional, rever processos, reavaliar políticas e como vamos falar a seguir:  construir a governança
  5. Governança, ética e responsabilidadeA tecnologia tem moral, e cabe ao profissional de RH atuar como o curador ético dos algoritmos, garantindo que decisões automatizadas promovam equidade e não perpetuem vieses históricos. Com isso, a criação de áreas dedicadas a mapear o uso de IA dentro das empresas — quais ferramentas, modelos abertos ou fechados, e para quais finalidades estão sendo usados, torna-se fundamental. Mais do que tratar o tema como risco, é necessário transformá-lo em cultura organizacional, com curadoria de boas práticas, compartilhamento de conhecimento entre áreas e revisão contínua de segurança de dados.

Líderes e gestores de RH não serão mais avaliados apenas por resultados entregues, mas também pela sua capacidade de preparar os times para o que vem a seguir. Essa sempre foi uma expectativa da liderança — o que muda agora é que existem métricas e ferramentas concretas para acompanhar esse preparo, e isto precisa entrar definitivamente na rotina de desenvolvimento das equipes.

*por Juliana Maria – head de Produtos HCM na Senior Sistemas