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Missão internacional inédita: Liga Muçulmana Mundial realiza 20 cirurgias cardíacas de alta tecnologia em pacientes do SUS em hospital de Curitiba

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Missão internacional inédita: Liga Muçulmana Mundial realiza 20 cirurgias cardíacas de alta tecnologia em pacientes do SUS em hospital de Curitiba

Intercâmbio com equipe de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva e CardioRobótica do Hospital Angelina Caron (HAC) traz ao Brasil próteses e dispositivos ainda não disponíveis no sistema público, com apoio do HMRI – Health and Medical Robotic Research Institute (Instituto de Pesquisa em Robótica Médica e em Saúde); projeto piloto pode expandir modelo para toda a América Latina

Vinte pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com doenças cardíacas complexas serão beneficiados com procedimentos de última geração em uma ação humanitária e científica inédita no Brasil.

Uma comissão médica da Liga Muçulmana Mundial, desembarca em Curitiba esta semana para realizar, em parceria com o Hospital Angelina Caron (HAC) e com apoio do HMRI – Health and Medical Robotic Research Institute (Instituto de Pesquisa em Robótica Médica e em Saúde), uma força-tarefa cirúrgica que une tecnologia de ponta, troca de expertises e diplomacia em saúde.

A missão, que vai até 17 de setembro, é resultado de um encontro do escritório da Liga no Brasil com o Ministro da Saúde e da busca por centros de excelência no país. Por laços de amizade, conhecimento técnico prévio e reconhecimento internacional na área, a instituição escolhida para o projeto piloto foi o Hospital Angelina Caron (HAC), em parceria com sua equipe de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva e CardioRobótica e com a expertise da UniCaron e do HMRI.

Os pacientes selecionados são todos institucionais do SUS, já em acompanhamento no Hospital Angelina Caron (HAC), e foram priorizados dentro da rotina do sistema para receberem tecnologias que ainda não estão disponíveis de forma universal no país.

Na prática, as cirurgias serão realizadas em conjunto. A equipe local atuará com as técnicas que já são rotina na instituição, somando a expertise dos especialistas internacionais e a utilização de dispositivos cardíacos e próteses de nova geração, ainda não liberadas para uso rotineiro no SUS.

À frente do intercâmbio estão os Drs. Milton Santoro e Rodrigo Ribeiro, que coordenam a integração entre as duas equipes. Segundo o Dr. Milton Santoro, a iniciativa vai muito além da assistência: “Estamos falando de um ganho triplo. O paciente do SUS tem acesso a uma tecnologia que ele demoraria anos para conseguir, nossa equipe tem a oportunidade de operar lado a lado com experts internacionais e a Liga encontra no HAC um parceiro estratégico para expandir ações humanitárias. É a medicina sem fronteiras na sua essência.”

Para o Dr. Rodrigo Ribeiro, o foco está no legado que o projeto deixa para o sistema público: “Essa integração com a missão da Arábia Saudita é uma troca mútua e muito proveitosa. Não estamos apenas trazendo médicos de fora para operar; estamos realizando um intercâmbio real de técnicas e tecnologias. O que aprendemos aqui ficará incorporado à nossa rotina, elevando o patamar de cuidado que podemos oferecer a todos os pacientes do SUS daqui para frente.”

Mais do que 20 cirurgias, o projeto tem um objetivo estratégico. Após este piloto, a ideia é ampliar a atuação da Liga Muçulmana para outras regiões do Brasil e para outros países da América Latina, com a possibilidade de credenciar a equipe do Hospital Angelina Caron (HAC) e a expertise da UniCaron e do HMRI – Health and Medical Robotic Research Institute (Instituto de Pesquisa em Robótica Médica e em Saúde) como centro de formação e multiplicador desses programas financiados pela Liga.

Serviço:

O que: Força-tarefa internacional com 20 cirurgias cardíacas de alta tecnologia em pacientes do SUS

Quem: Missão de saúde da Liga Muçulmana Mundial + Equipe de Cirurgia Cardíaca Minimamente Invasiva e CardioRobótica do Hospital Angelina Caron (HAC) (Coordenação: Dr. Milton Santoro e Dr. Rodrigo Ribeiro)

Apoio: HMRI – Health and Medical Robotic Research Institute (Instituto de Pesquisa em Robótica Médica e em Saúde)

Onde: Hospital Angelina Caron (HAC) – [Rodovia do Caqui, 1150 – Araçatuba – Campina Grande do Sul/PR]

Endividamento afeta produtividade de um em cada três trabalhadores

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Endividamento afeta produtividade de um em cada três trabalhadores

Dívidas afetam autoestima, sono e concentração e transformam a saúde financeira dos colaboradores em um ponto de atenção para as áreas de Recursos Humanos; 33% dos trabalhadores relatam queda na produtividade devido às questões ligadas a dinheiro

O endividamento deixou de ser uma preocupação restrita à vida pessoal dos trabalhadores. As dificuldades para pagar as contas também chegam ao ambiente de trabalho, afetando a concentração, o bem-estar e a produtividade dos colaboradores.

Uma pesquisa realizada pela SalaryFits, empresa da Serasa Experian, e divulgada em outubro de 2025, mostra que 66% dos trabalhadores perceberam aumento do estresse em razão do endividamento. No ambiente profissional, 51% relataram mais estresse, 47% exaustão física e 33% queda de produtividade provocada pelos problemas financeiros.

O impacto vai além do desempenho. Outro estudo, realizado pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, revelou que 84% dos brasileiros já tiveram a saúde mental afetada por problemas financeiros. Entre as consequências mais citadas estão alterações no humor e na estabilidade emocional, mencionadas por 48% dos entrevistados, prejuízos à autoestima, apontados por 44%, redução da energia e disposição, com 32%, e dificuldade de concentração no trabalho ou nos estudos, relatada por 30%. Além disso, 70% disseram já ter perdido o sono por preocupação com dívidas.

Para o economista e CEO do Conta Cheia, Gabriel Nasser, os números demonstram que a saúde financeira precisa entrar de forma mais estruturada na agenda das empresas. “O colaborador não deixa as preocupações financeiras do lado de fora quando começa o expediente. Uma dívida pode ocupar seus pensamentos durante todo o dia, afetar o sono, a autoestima, a capacidade de concentração e até a forma como ele se relaciona com colegas e familiares. Por isso, essa não é apenas uma questão individual. É também uma preocupação legítima do RH e das lideranças”, afirma.

O cenário é agravado pelo elevado nível de endividamento das famílias brasileiras. Em abril de 2026, 80,9% das famílias do país possuíam algum tipo de dívida, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. A inadimplência atingia 29,7% das famílias e 12,3% afirmavam não ter condições de quitar seus débitos. No Paraná, o percentual de famílias endividadas chegou a 86% no mesmo período, conforme levantamento da CNC e da Fecomércio PR.

Embora nem toda dívida represente inadimplência, o uso de modalidades com juros elevados pode dificultar ainda mais a reorganização financeira. Dados do Banco Central mostram que a taxa média do crédito livre destinado às pessoas físicas chegou a 61,5% ao ano em março de 2026. O acesso a alternativas com condições mais equilibradas pode ajudar o trabalhador a substituir dívidas mais caras e recuperar previsibilidade sobre o orçamento, desde que a contratação seja feita com planejamento e respeito à capacidade de pagamento.

Foi a partir dessa preocupação que surgiu o Conta Cheia, fintech paranaense especializada em crédito consignado privado para trabalhadores com carteira assinada. A empresa atua por meio de convênios com médias e grandes companhias, oferecendo aos colaboradores acesso a crédito com desconto em folha, taxas mais competitivas e prazos de até 60 meses.

“O Conta Cheia nasceu da percepção de que o endividamento provoca uma dor que vai muito além do bolso. Nosso objetivo é oferecer uma alternativa mais justa para o trabalhador que precisa reorganizar sua vida financeira, especialmente quando ele está recorrendo ao cartão rotativo, cheque especial ou outras modalidades mais caras. Crédito não deve ser tratado como renda extra nem como resposta automática para qualquer dificuldade, mas pode ser uma ferramenta de reorganização quando usado com consciência e transparência”, explica Nasser.

Para as empresas conveniadas, a adesão ao Conta Cheia não gera custo, integração de sistemas ou responsabilidade financeira. A companhia apenas comunica a disponibilidade do benefício aos colaboradores, sem atuar como ofertante, vendedora ou intermediadora do crédito. Todo o processo, da simulação à contratação, é digital, e o trabalhador mantém autonomia para avaliar as condições, comparar propostas e decidir se deseja ou não contratar.

Segundo Nasser, o papel do RH não deve ser controlar a vida financeira do funcionário, mas criar um ambiente seguro para orientação e acesso a alternativas responsáveis. “Existe muita vergonha associada ao endividamento. Quando a empresa aborda o tema sem julgamento, oferece educação financeira e disponibiliza soluções mais equilibradas, ela ajuda o colaborador a enfrentar o problema antes que ele se agrave. É uma forma de cuidado que pode refletir em mais tranquilidade, concentração e qualidade de vida”, destaca.

Em menos de seis meses de operação, o Conta Cheia recebeu 134 mil pedidos de crédito consignado, que somaram mais de R$ 58 milhões em volume solicitado. A fintech também captou R$ 50 milhões de um fundo de investimentos para acelerar sua expansão e ampliar os convênios com empresas de médio e grande porte.

Hospital Veterinário alerta para os perigos das “saidinhas” e o risco de doenças graves em gatos

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Hospital Veterinário alerta para os perigos das “saidinhas” e o risco de doenças graves em gatos

O Hospital Veterinário Municipal de Curitiba (HVMC) faz um alerta essencial para quem tem gatos em casa: lugar de felino é dentro de casa. Permitir que o gato dê “voltinhas” ou “saidinhas” na vizinhança traz sérios riscos à vida do animal e põe em xeque a guarda responsável, facilitando ocorrências de maus-tratos acidentais ou intencionais e, nos casos mais graves, o abandono por contração de zoonoses evitáveis.

Muitos responsáveis ainda acreditam que o felino precisa da rua para “gastar energia” ou exercer seus instintos, mas a liberdade sem supervisão expõe o pet a uma série de perigos letais.

Ao acesso livre à rua, o animal fica vulnerável a diversos imprevistos que costumam superlota a emergência do hospital. Permitir que o gato tenha acesso livre à rua expõe o animal a riscos letais que costumam lotar a emergência hospitalar, como atropelamentos graves, brigas violentas com outros animais, envenenamentos e o contágio de doenças e zoonoses altamente perigosas, a exemplo da esporotricose, FIV e FeLV.

Rafael Binder, Diretor Clínico do Hospital Veterinário Municipal de Curitiba, enfatiza que a telagem e o enriquecimento ambiental são as melhores ferramentas de proteção. “A grande maioria das emergências graves com gatos que chegam através da nossa classificação de risco poderia ter sido evitada mantendo o animal dentro de casa. As saídas expõem o pet ao contágio da esporotricose, brigas violentas e atropelamentos. Gato protegido é gato em casa, com janelas teladas, espaço enriquecido com brinquedos e arranhadores, e vacinação atualizada. A prevenção de acidentes começa dentro do próprio lar,” alerta Binder.

Como manter o felino seguro e feliz em casa?

Instalação de redes de proteção: telar janelas, sacadas e muros para impedir fugas físicas.
Enriquecimento ambiental: instalar prateleiras, nichos no alto, arranhadores e disponibilizar brinquedos interativos.

Castração: a castração reduz o instinto de demarcação territorial e o interesse do animal em dar “saidinhas” para cruzar.

As consultas de rotina, acompanhamento e orientação de saúde felina no hospital devem ser agendadas previamente de forma online pelo sistema da Prefeitura de Curitiba ou pelo portal da Rede de Proteção Animal. O serviço é destinado a protetores independentes, ONGs e famílias de baixa renda.

Cine Mundi reúne 52 curtas-metragens de 16 países e todas as regiões do Brasil

Curitiba recebe, de 8 a 12 de setembro, o Cine Mundi — Mostra Mundial de Curta-metragem, programação realizada pelo Cine Tornado Festival que reúne 52 curtas-metragens de 16 países estrangeiros e 13 estados brasileiros, representando as cinco regiões do Brasil.

A programação reúne produções internacionais e brasileiras de lugares como Itália, Espanha, Canadá, Portugal, Argentina, Alemanha, Sérvia, Taiwan, Irã, China, Suíça, Malásia, Belarus e Lituânia, além de filmes realizados em diferentes estados brasileiros, contemplando as 5 regiões.
Entre ficção, animação, documentário, cinema experimental, videoclipe e ficção científica os filmes abordam temas como memória, identidade, relações humanas, infância, território, cultura, pertencimento, saúde mental, questões sociais e imaginário.

A mostra reúne produções recentes e traz dois filmes convidados do diretor paranaense Semi Salomão. Entre os destaques está A Bruxa do Cemitério, produzido em 2004, e Apucarana, Cidade Oculta, de 2026, reforçando a proposta do Cine Mundi de aproximar diferentes gerações e experiências cinematográficas do público.

Entre as produções internacionais estão filmes como Straight and in a Circle, uma coprodução entre Belarus e Lituânia, uma animação sobre um refugiado em busca de segurança e recomeço; Between, de Taiwan, uma animação sobre empatia e conexão; A Summer’s end Poem, da China, ficção sobre o imaginário urbano da cultura pop; Workout, da Alemanha, sobre as pressões culturais sobre o tornar-se adulto.

A produção brasileira também apresenta uma ampla diversidade territorial. Há filmes provenientes de Amazonas, Rondônia, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, além dos filmes do eixo São Paulo – Rio de Janeiro, formando um panorama que atravessa o país de Norte a Sul e Leste a Oeste.

Mais do que uma mostra de filmes, o Cine Mundi propõe um espaço de encontros cinematográficos. Em sessões gratuitas, o público de Curitiba poderá conhecer obras que dificilmente chegam ao circuito comercial e descobrir novos realizadores, narrativas e formas de expressão audiovisual.

Os filmes foram selecionados por um corpo de jurados que representam várias associações cinematográficas no Brasil e em um segundo momento passaram pela avaliação da curadoria de Donatella Tornado, também responsável pela programação do evento.


Serviço
Cine Mundi — Mostra Mundial de Curta-metragem 8 a 12 de setembro de 2026
Cinemateca de Curitiba
Entrada gratuita — lugares limitados – chegar 30 minutos antes para garantir o seu lugar.
Realização: Cine Tornado Festival
Programação completa:
Cine Tornado Festival
Redes sociais: @cinetornadofestival
Realização: Cine Tornado Festival em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba
Curadoria: Donatella Tornado

Opinião: O valor pedagógico da merenda escolar

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Mariana de Almeida e Etiene Corso*

É urgente colocar a merenda escolar no centro do debate educacional. Muito além de arroz, feijão e salada, o que se serve nas escolas brasileiras é, para milhões de crianças, a única refeição completa do dia. Trata-se de uma política pública estratégica, com impactos diretos na saúde, na aprendizagem e na economia.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), criado em 1955 e reforçado pela Lei 11.947/2009, é um dos maiores do mundo. Atende cerca de 40 milhões de estudantes em 150 mil escolas públicas, com um orçamento de R$ 5,5 bilhões por ano. Embora pareça um investimento robusto, o valor diário varia entre R$ 0,41 e R$ 1,37 por aluno — o que torna indispensável o complemento por parte dos estados e municípios. No Paraná, por exemplo, escolas integrais oferecem cinco refeições diárias, com cardápios elaborados conforme o Guia Alimentar para a População Brasileira.

Os hábitos alimentares de crianças e adolescentes são fortemente influenciados pelo ambiente em que vivem, especialmente o escolar, onde passam boa parte do dia. A adolescência é uma fase decisiva na formação desses hábitos, marcada pela baixa ingestão de frutas e hortaliças e pelo alto consumo de alimentos ultraprocessados. Nesse contexto, a escola assume um papel estratégico ao incentivar o consumo de alimentos in natura e minimamente processados, que constituem a base da alimentação escolar.

Estudos recentes mostram que estudantes bem alimentados apresentam até 20% mais rendimento em disciplinas como matemática e português. Segundo o Inep, a merenda reduz o absenteísmo, melhora a concentração e favorece a aprovação escolar. Dados do Saeb confirmam que escolas com alimentação adequada apresentam melhor desempenho em larga escala. Além disso, 70,8% dos alunos atendidos pelo PNAE relatam melhoria nas notas após o acesso regular à alimentação escolar de qualidade.

A merenda escolar também se mostra um antídoto contra a evasão. A fome é uma inimiga silenciosa da educação e sua presença nas salas de aula compromete não só o aprendizado, mas também o direito básico à dignidade. No Brasil, cerca de 15 milhões de crianças e adolescentes convivem com excesso de peso, segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2024 — cenário que reforça o papel pedagógico da escola na promoção de hábitos saudáveis.

Outro aspecto crucial é o retorno econômico. De acordo com o World Food Programme (WFP), cada dólar investido na alimentação escolar pode gerar entre 7 e 35 dólares em benefícios econômicos. Isso porque o PNAE também fortalece a economia local: ao menos 30% dos recursos são destinados à compra de alimentos da agricultura familiar, com prioridade para as comunidades indígenas e quilombolas.

Vale ressaltar a importância dos profissionais que sustentam essa engrenagem: as cozineiras e os cozinheiros. São eles que, diariamente, transformam recursos limitados em refeições dignas, equilibradas e culturalmente adequadas. Profissionais que, a partir da relação com os alunos, observam quem come com mais pressa e quem evita o prato por vergonha de repetir. São agentes de cuidado e inclusão. Reconhecer seu papel é reconhecer a dimensão humana e afetiva da escola pública brasileira.

É preciso abandonar a visão estreita que trata a alimentação escolar como um custo acessório e assumir seu papel como vetor de transformação social. Alimentar crianças e jovens é garantir que o aprendizado não comece em desvantagem. A fome não tira apenas o apetite. Ela rouba o futuro.


*Etiene Corso é mestre em Desenvolvimento Comunitário e assistente social e Mariana de Almeida é nutricionista das escolas públicas participantes do Programa Parceiro da Escola na regional de Guarapuava, geridas pelo APG.Gov. 

Loccus lidera rodada de aporte de R$ 23 milhões em deeptech brasileira

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Investimento na Doroth amplia atuação da companhia em diagnóstico molecular e abre caminho para produção em escala de chips microfluídicos no Brasil

A Loccus, empresa brasileira de biotecnologia e diagnóstico molecular, liderou a rodada de investimento que captou R$ 23 milhões para a deeptech Doroth, especializada no desenvolvimento de plataformas lab-on-a-chip. A operação combina capital privado com recursos de fomento da Finep e da Fapesp e integra a estratégia da companhia de incorporar tecnologias consideradas estratégicas para o diagnóstico molecular e avançar na produção nacional de equipamentos, reagentes e consumíveis de maior complexidade.

Com o investimento, a Loccus incorpora ao seu ecossistema competências em microfluídica, sensores e automação, complementares às soluções que já desenvolve e produz. A companhia pretende usar sua capacidade industrial, regulatória e comercial para encurtar o caminho entre pesquisa, desenvolvimento e fabricação em escala.

“Estamos aproximando a capacidade científica de desenvolver novas tecnologias da estrutura necessária para transformá-las em produtos e levá-las ao mercado. A Loccus já reúne experiência em inovação, produção, regulação e comercialização e, agora, incorporamos competências especializadas em microfluídica e outras áreas complementares às nossas. Isso nos permite acelerar o desenvolvimento de soluções nacionais e criar condições para produzi-las em escala”, afirma Eduardo Araújo, CEO da Loccus.

Parte dos R$ 23 milhões será destinada à expansão da estrutura de pesquisa, desenvolvimento e produção, incluindo a implantação de uma indústria de chips microfluídicos com reagentes proprietários embarcados. A expectativa é reduzir o tempo entre o desenvolvimento, a validação e a chegada de novas soluções ao mercado.

O movimento fortalece e amplia a atuação já consolidada da Loccus em segmentos como saúde humana, saúde animal e agronegócio. A integração das tecnologias deverá contribuir para o desenvolvimento de novos testes e para o aumento da capacidade de fabricação de equipamentos, chips e reagentes no país.

Da pesquisa à escala industrial

A microfluídica acrescenta uma nova frente ao portfólio tecnológico da Loccus. Conhecida como lab-on-a-chip, a tecnologia permite reunir, em pequenos dispositivos, etapas que tradicionalmente dependem de diferentes processos e estruturas laboratoriais, como preparação de amostras, extração de material genético, amplificação e leitura de resultados.

Fundada em 2019 e sediada em Piracicaba (SP), a Doroth reúne conhecimento em biologia molecular, microfluídica, engenharia, eletrônica, óptica, automação e software. A partir da operação, a deeptech ficará concentrada no desenvolvimento de produtos e na captação de recursos, enquanto a Loccus contribuirá com estrutura de fabricação, integração tecnológica, infraestrutura, conhecimento científico, suporte regulatório e canais de distribuição.

A combinação de competências busca enfrentar um dos principais gargalos das empresas brasileiras de base científica: transformar conhecimento desenvolvido no país em produtos com escala comercial. “Nosso objetivo vai além de financiar o desenvolvimento de uma tecnologia. Queremos criar as condições para que o conhecimento científico brasileiro se transforme em produto competitivo”, diz Araújo.

Estratégia mira cadeia nacional de diagnóstico

O investimento também está alinhado à estratégia de verticalização tecnológica da Loccus, que busca integrar diferentes etapas da cadeia de diagnóstico molecular. A companhia reúne competências que vão de enzimas e ensaios moleculares a sensores e equipamentos automatizados e, com a nova frente, passa a avançar também em consumíveis microfluídicos.

A fabricação local desses componentes pode reduzir a dependência de tecnologias e insumos importados e aumentar o controle sobre etapas estratégicas da cadeia produtiva.

Além da saúde humana e animal, o agronegócio está entre as frentes com potencial de expansão. As soluções desenvolvidas pela Doroth permitem identificar patógenos, microrganismos, organismos geneticamente modificados e genes de resistência em amostras como folhas, sementes, grãos, leite e carne.

As plataformas também podem ser aplicadas à identificação de agentes infecciosos em insetos vetores, com usos que vão da sanidade agrícola à saúde pública. Com a integração, a Loccus busca fortalecer sua atuação em diagnóstico molecular e aumentar a presença de tecnologia desenvolvida e produzida no Brasil em uma cadeia ainda dependente de fornecedores externos.

Grupo Oceanic recebe 35 mil visitas no feriadão em Balneário Camboriú

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Fluxo nas rodovias e nos aeroportos catarinenses evidencia a procura por experiências turísticas fora da alta temporada

Mais de 35 mil visitas foram registradas nos cinco empreendimentos do Grupo Oceanic em Balneário Camboriú durante o feriado prolongado da Independência. O volume foi o maior registrado desde o verão e acompanha a alta na circulação pelas principais portas de entrada do litoral de Santa Catarina.

Nas rodovias, mais de 816 mil veículos passaram pelos trechos administrados pela Arteris Litoral Sul no Estado, entre a divisa com o Paraná e o Contorno de Florianópolis. Segundo a concessionária, o volume médio diário ficou até 40% acima do habitual.

A procura também apareceu nos terminais aéreos que atendem à região. O Aeroporto Internacional de Navegantes, o mais próximo de Balneário Camboriú, contabilizou cerca de 26 mil passageiros no período. Em Florianópolis, foram aproximadamente 59 mil entre os dias 4 e 8 de setembro.

Os dados mostram a capacidade dos feriados prolongados de atrair visitantes para o litoral catarinense além dos meses tradicionalmente associados à alta temporada. Em Balneário Camboriú, praias e passeios ao ar livre dividem espaço com opções em ambientes fechados, o que permite manter a programação mesmo em dias de instabilidade climática.

Entre os empreendimentos do Grupo Oceanic estão o Oceanic Aquarium, dedicado à vida marinha; o Classic Car Show, com exposição de automóveis clássicos; o Space Adventure, inspirado na exploração espacial; o Parque Aventura Jurássica; e o Aventura Pirata. O conjunto reúne alternativas para famílias, casais e grupos de amigos e possibilita combinar diferentes programas em estadias de poucos dias.

Outubro no radar
O próximo feriado nacional, em 12 de outubro, abre uma nova oportunidade para o setor turístico. Com a comemoração do Dia das Crianças e três dias consecutivos de folga, a data favorece viagens de curta duração e eleva a expectativa para outro período de maior visitação em Balneário Camboriú antes do verão.

Para fomentar a visitação, o Grupo Oceanic mantém até 30 de setembro uma campanha para compra antecipada de ingressos. O Passaporte 4 atrações sai por R$149,90, enquanto a opção para cinco fica em R$ 179,90. Segundo o grupo, ambos têm desconto de 60% sobre os valores regulares.
Mais informações: www.passaportedadiversao.com.br

Exposição internacional em Antonina reúne artistas de nove países em defesa de espécies ameaçadas da Mata Atlântica

Quatro das espécies mais emblemáticas e ameaçadas da Mata Atlântica brasileira são retratadas sob o olhar de artistas de diferentes partes do mundo na exposição internacional “Espécies de Animais Ameaçados da Mata Atlântica no Paraná”, em cartaz no Armazém Macedo, em Antonina (PR), até 18 de setembro. Com entrada gratuita, a mostra celebra os mais de 40 anos da SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) e os 10 anos da ABUN (Artists & Biologists Unite for Nature), rede global que conecta arte e conservação da biodiversidade.

Produzidas por artistas da Polônia, Alemanha, Índia, Reino Unido, Estados Unidos, Equador, Venezuela, Nova Zelândia e Brasil, as obras homenageiam espécies que representam décadas de esforços de conservação da Mata Atlântica, entre elas o papagaio-de-cara-roxa, o papagaio-de-peito-roxo, o mico-leão-da-cara-preta e a jacutinga.

Inaugurada em 18 de agosto, a exposição pode ser visitada de segunda a domingo, das 9h às 17h. A montagem em Antonina permanece aberta até 18 de setembro e integra uma iniciativa itinerante. Informações atualizadas sobre datas e locais das próximas etapas podem ser consultadas no site da SPVS.
Mais do que uma mostra artística, a iniciativa simboliza o encontro entre ciência, arte e conservação, aproximando o público de espécies ameaçadas e das histórias de proteção que vêm garantindo sua sobrevivência ao longo das últimas décadas.

Quando arte e conservação se encontram

As obras retratam algumas das espécies mais emblemáticas e ameaçadas da Mata Atlântica, transformando conhecimento científico em sensibilização e aproximação do público com a biodiversidade brasileira.

Entre elas está o papagaio-de-cara-roxa, espécie endêmica do litoral do Paraná e de São Paulo que se tornou uma referência internacional em recuperação populacional graças ao trabalho desenvolvido pela SPVS desde o fim da década de 1990.

Também integram a mostra o papagaio-de-peito-roxo, uma das aves mais ameaçadas associadas às áreas naturais com araucária; o mico-leão-da-cara-preta, um dos primatas mais raros do planeta; e a jacutinga, ave considerada fundamental para a regeneração de áreas naturais por seu papel na dispersão de sementes.

A exposição demonstra como a arte pode atuar como uma poderosa ferramenta de sensibilização, ampliando o alcance das mensagens de conservação e criando novas conexões entre as pessoas e a biodiversidade.

Serviço:
Exposição: Espécies de Animais Ameaçados da Mata Atlântica no Paraná
Período de visitação: de 18 de agosto a 18 de setembro de 2026
Local: Armazém Macedo – Rua Marquês do Herval, 136 – Antonina (PR)
Horário de funcionamento: de segunda a domingo, das 9h às 17h
Entrada gratuita.
Realização: ABUN (Artists & Biologists Unite for Nature) e SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental).

Loccus promove ações de conscientização sobre violência contra a mulher no Agosto Lilás

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Empresa promoveu palestra, aula de defesa pessoal e encontros para ampliar conscientização sobre comportamentos, respeito e construção de ambientes seguros

A conscientização sobre a violência contra a mulher não deve se restringir às vítimas. Ela passa também pela informação, pela capacidade de reconhecer comportamentos abusivos e pelo envolvimento dos homens na construção de relações mais respeitosas. Com essa abordagem, a Loccus promoveu, ao longo de agosto, uma programação em apoio ao Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher.

As atividades combinaram informação, prevenção e espaços de diálogo. A programação incluiu palestra sobre conscientização e combate à violência contra a mulher, Workshop de Defesa Pessoal Feminina e a iniciativa “Homens que Transformam”, direcionada ao público masculino.

A proposta foi levar a discussão para além das formas mais evidentes de agressão. Durante a campanha, os integrantes receberam conteúdos sobre violência física, psicológica, moral, patrimonial e sexual, além de reflexões sobre comportamentos cotidianos que podem contribuir para ambientes nos quais mulheres se sintam menos ouvidas, respeitadas e valorizadas.

O tema ganha relevância diante dos indicadores brasileiros. Segundo o Mapa da Segurança Pública 2026, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou 1.548 vítimas de feminicídio em 2025 – uma média superior a quatro vítimas por dia. No mesmo período, o Ligue 180 registrou mais de 679 mil violações de direitos das mulheres, segundo dados do Ministério das Mulheres. A violência psicológica respondeu por mais de 339 mil registros.

Mulheres: prevenção, autonomia e confiança

No Workshop de Defesa Pessoal Feminina, realizado em três turmas, as participantes tiveram contato com técnicas de defesa, mas a atividade também abriu espaço para temas como percepção de segurança, autocuidado, respeito aos próprios limites, autonomia e confiança.

Um dos princípios reforçados durante a ação foi o de que nenhuma mulher é responsável pela violência que sofre: a responsabilidade é sempre de quem pratica a violência.

Homens também precisam fazer parte da conversa

Outro eixo da programação foi o “Homens que Transformam”, criado para envolver os homens na discussão sobre prevenção à violência e construção de relações mais respeitosas.

Os encontros propuseram reflexões sobre atitudes, comportamentos e responsabilidades que podem passar despercebidos no cotidiano, mas interferem diretamente na maneira como homens e mulheres se relacionam.

Para a Loccus, trazer essa discussão para o ambiente corporativo é uma forma de ampliar a conscientização e estimular uma postura mais atenta diante da violência. “Acredito que nosso trabalho também passa por usar o lugar que ocupamos para provocar conversas que precisam acontecer e construir, pouco a pouco, ambientes mais seguros, conscientes e humanos”, afirma Dayane Lima, coordenadora de Desenvolvimento Humano Organizacional da Loccus.

A programação também abordou a importância de quem presencia situações de violência. Dados apresentados aos funcionários, provenientes da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, do DataSenado, mostram que 70% das agressões relatadas aconteceram na presença de outras pessoas, mas em apenas 29% dos casos houve ajuda de um adulto presente.

Para a Loccus, promover a compreensão da vida também significa ampliar o entendimento sobre questões que impactam a segurança, a dignidade e o bem-estar das pessoas. Nesse contexto, as ações do Agosto Lilás refletem princípios presentes no DNA da empresa, como o respeito à vida, a ética e a justiça, reforçando seu compromisso com a construção de ambientes seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência, assédio ou discriminação.

Hard Rock Cafe Curitiba recebe espetáculo em homenagem a Freddie Mercury e o Queen

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Freddie-Verso, apresentado por Lord Krony, reúne clássicos da banda em noite dedicada ao legado do cantor

O Hard Rock Cafe Curitiba recebe, no dia 11 de setembro, sexta-feira, o espetáculo musical Freddie-Verso, no qual o cantor Lord Krony presta homenagem a Freddie Mercury e à obra do Queen. A apresentação reúne clássicos que marcaram gerações e celebra a  trajetória de um dos maiores nomes do rock mundial.

No repertório, estão canções como “Bohemian Rhapsody”, “Love of My Life”, “Don’t Stop Me Now”, “Somebody to Love”, “Radio Ga Ga” e “We Are the Champions”, entre outros sucessos do Queen.

A apresentação combina rock e participação do público, com uma interpretação própria do cantor, compositor, empresário e diretor artístico Lord Krony. Com 15 anos de carreira, o artista transita por diferentes estilos e idiomas, do rock e do pop à música erudita. Nesse período, realizou milhares de apresentações em diferentes cidades e eventos. 

A noite conta ainda com a abertura da banda Banks, que apresenta um repertório de clássicos do rock internacional. Os ingressos estão à venda pela plataforma Disk Ingresso. As reservas podem ser realizadas pelo WhatsApp do Hard Rock Cafe Curitiba.

Serviço 

Data: 11 de setembro

Horário: 19h30 

Local: Hard Rock Cafe Curitiba – rua Buenos Aires, 50 – Batel 

Ingressos:  https://www.diskingressos.com.br/event/355 

Valor: R$ 60 (inteira + 1 Welcome Drink) e R$ 30 (meia entrada) 

Reservas: (41) 98799-1178

SOBRE O HARD ROCK CAFE CURITIBA

Inaugurado em 2015, o Hard Rock Cafe Curitiba realiza em torno de 1.460 shows anuais. Instalada no bairro do Batel e com capacidade para receber simultaneamente 1.000 pessoas, a maior unidade da marca no Brasil já recebeu mais de 3 milhões de clientes desde sua abertura. O empreendimento conta com áreas para atender a vários formatos de eventos (corporativos e sociais), além de uma das lojas mais completas do Hard Rock.